Festa

Acordei duas horas antes da festa, sem despertador, sem berros, sem nada. Eu ainda estava lerda, mas bem mais rápida do que ontem. Subir as escadas agora gastava metade do tempo de ontem. O que foi um grande avanço.

Eu não conseguia subir de dois em dois degraus, mas vá lá...

Por incrível que pareça eu estava calma, e minha mãe não entendia o porquê dos sorrisos que eu lhe dava a cada vez que a via. Deve ter pensado que ainda eram os efeitos dos remédios.

Fiz tudo com a maior calma do mundo, tomei café, tomei banho, conversei com minha mãe sobre o namorado chifrudo dela, comecei a me arrumar, arrumei meu vestido, descansei, conversei mais com minha mãe, sequei o cabelo, falei com o papai sobre o caso dele com a mamãe... Enfim, nada muito diferente.

A merda foi que o Sean acordou nesse meio tempo, insistindo em me acompanhar. Eu frisei - bem frisado - que não precisava de ajuda, pois conseguia andar com as minhas próprias pernas. Fato que meu pai contestou, pois eu ainda estava sob os efeitos dos medicamentos. Repliquei que era escândalo da parte dele, que eu já estava muito bem. Perdi a discussão quando ele falou que era o pai, e que eu não discutisse.

Nada como a democracia.

Depois disso fui para o meu quarto me arrumar. Sequei o cabelo com o secador, deixando-o com leves ondas pelas costas, realçando as mechas vermelhas claras, próximas do laranja. Passei uma base no rosto só pra disfarçar o indisfarçável – leia-se: olheiras monstruosas -, e lápis no olho. Nada mais, eu estava sem paciência. Além do que, as idas e vindas para bater papo com a mamãe me deixaram com a memória meio fraca. Ou poderiam ser os medicamentos, afinal agora TUDO é culpa dos medicamentos!

Haaa, meu vestido era lindo! Frente única, até acima do joelho, de algodão, com estampas florais verdes, vermelhas e amarelas, com o fundo branco. Bem verão. E extremamente confortável.

Sandália plataforma. Salto fino hoje não rolava, se não eu é quem iria rolar, escada abaixo.

Brincos de argolas, ann... Cabeça, em cima do pescoço... Eu estou esquecendo de alguma coisa.

PRESENTE!!

Ah, mamãe acabou de avisar que está em cima da mesa. Ok...

Uhm...

A varinha já esta camuflada em um bolso que eu criei no vestido, também escondido.

Olhei em volta do quarto em busca de inspiração.

A planta que o Frank me deu já estava com o dobro do tamanho, e diversos botões de flores. Realmente era especial... Daqui a uma semana poderá ser comparada a uma floresta tropical, com todo o seu ecossistema incluso.

Olhei para os bonequinhos que Alice me mandou que estava ao lado da mudinha, agora praticamente uma planta formada. Hoje, o cabelo do menino balançava arrepiado no vento inexistente, batendo nos óculos, que agora estava usando, assim como o xale da menina. Pendurada na lambreta estava minha tornozeleira.

Coloquei-a e desci.

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- Eu consigo andar sozinha! E se você quer tanto ajudar, que carregue o presente.

Aumentei a velocidade, deixando-o para trás com o pacote na mão. Por que ele não ia embora logo?

- Calma lá, mocinha!

Ignorei solenemente, e, com um tabefe, tirei a mão dele da minha cintura.

Agora estávamos chegando à casa do Dan, e havia muita gente. Dei meu nome ao recepcionista, que nos deixou entrar ao entregarmos o presente.

O lugar estava lindo! Ao fundo a casa amarela do Dan, com o grande gramado a frente, onde se encontrava um grande toldo branco, com várias mesas ao seu redor, nas sombras das árvores, além de muitas em baixo do próprio toldo. A decoração era cheia de flores e cores;embaixo do toldo havia uma banda, uma mesa de frios, outra de bebidas e muitas flores por toda a parte.

As pessoas estavam espalhadas aleatoriamente, umas chegando, outras comendo, outras dançando, outras tropeçando...

- Ei... SIRIUS!!!

Ele tirou a poeira da calça, e procurou a fonte do chamado. Sorriu quando me viu e veio andando todo cheio de si e com aquele gingado que só ele tem.

Ui..!

- Lílian!! - ele me deu um grande abraço, e me beijou na bochecha. - Saudades de você, branquela.

- Eu também! Como vão as férias na Itália?

- Ótimas! - ele me deu uma piscadela marota. - Cheguei aqui ontem. Ah, 'tá sabendo da última? O Frank 'tá com a Alice.

- MENTIRAAAAA!! E aquela vaca nem me conta!

Ele riu.

- Clama, Lily, aconteceu ontem, antes de eu vir para cá. Ele já estava atrás dela faz um tempinho.

Então não deve ter dado tempo ainda de ela escrever para mim. Pelo menos eu espero que esse seja o motivo. Tudo bem, se ela estiver muuuuuito ocupada eu também perdôo.

- Ouvi falar de uns esbarrões freqüentes aí...

Ele encheu o peito, e apontou para si.

- Minha culpa.Obrigado, obrigado...

Sorri e bati palmas.

- Muito bem, Ó cupido!

Então o Daniel chegou, todo engravatado, com os cabelos ainda molhados. Ele me deu um beijo, e me puxou até sua mãe. O Sirius foi atrás . Eu já havia esquecido do Sean!

A mãe do Dan estava magnífica, com um vestido longo estampado e um lindo penteado no cabelo. Dei os parabéns, elogiei a festa, e fui dar uma voltinha com o Sirius - o Sean havia sumido, êêê! - pela festa.

Fomos parar na mesa de bebidas. O Sirius ficou lá jogando charme, e eu viajando legal. O que foi a deixa para o pai do James aparecer.

- Oho, minha querida! Como vai? - Tomei um susto, mas me recuperei a tempo para devolver o cumprimento.

- Bem, e o senhor?

Hoje ele estava de terno preto, uma camisa florida e gravata branca. Sapatos azuis. Quase que ele acerta.

- Ótimo, ótimo. - ele respondeu, vago, enquanto olhava a festa. - O James já te viu?

- Não, eu acabei de chegar...

- Sim, sim, claro. - ele bateu os pés. - Bem, deixe-me ir.

E, com uma reverência, pegou minha mão e depositou um beijo nela.

- A propósito, - ele disse, de saída. - Você está linda, se me permite o elogio.

Fiquei vermelha até a raiz dos cabelos.

- Obrigada...

Sirius ria da minha cara e eu, extremamente envergonhada, olhei pela festa em busca de alguma distração. Foi então que eu topei com o olhar dele, meio assustado, escondido atrás de um arranjo especialmente grande no canto do toldo, com uma bebida na mão.

Então parecia que havia uma escola de samba, com muita pressa e a bateria fora do ritmo, passando no meu estômago. Espero que ele não tenha reparado a minha falta de respiração.

Sirius tomou a dianteira da situação, e me puxou pela cintura até o James. Me colocou na frente dele, e ficou do lado.

- Oi. – falei, mordendo o lábio.

- Oi. - ele respondeu, apressado. - Desculpe meu pai. Sempre galanteador.

Sirius fingia observar a festa, assoviando uma canção.

- Tudo bem. Essas coisas devem ser de família.

James ergueu as sobrancelhas, e, contrariado, mordeu o lábio para segurar um sorriso. O Sirius ao meu lado mandou um "Oh, vejam só quem está ali..." e saiu, nos deixando a sós.

O silêncio reinou por uns três minutos. Então eu, agoniada, acabei com ele, de uma forma extremamente esperta, diga-se de passagem.

- Então... Hun.. Obrigada pelos parabéns. E pelo presente.

Ele me olhou até os pés, bem devagar, e deu um meio sorriso.

- Não tem de quê.

E ficou mudo. Nem puxou assunto. Nem olhou para a minha cara. Nem me puxou para um beijo de cinema...

Tuuuudo bem, eu estou TENTANDO. Mas tenha paciência,eu não estou falando com um menino de dez anos contrariado.

- Olha aqui, James Potter, você...- Coloquei a mão na cintura, e quando ia começar a falar o Sirius voltou todo afobado.

- Encontrei o Sean. - ele disse, como se pedisse desculpas. Respirei, ignorei, e me voltei para o moreno de óculos.

- Então, ontem eu...

- Ahhh! - Sirius interrompeu, como se lembrasse de um fato muito importante. - Ele está atrás de você.

James ergueu as sobrancelhas e foi falar com o pai, me deixando absolutamente incrédula.

- SIRIUS! Era para ajudar, e não atrapalhar mais! - Dei um tapa no seu ombro, derrubando sua bebida no chão.

- Ei! - ele reclamou. - a culpa não é minha se você faz merda!

Puxei ele para fora do toldo, barraco em festa é muito feio.

- Você também está acreditando que eu estou com o Sean, ainda ?

- Não! - ele fez uma careta, como se achasse tal coisa absurda. - Claro que não. Você não voltaria para aquele merdinha depois de ter ficado com o James...

Fiz uma careta de nojo.

Eu fique com um Gay. ECAAAAAAAAAAAA!

Acho que ele reparou, pois logo remendou.

- Opa! Calma-lá. Hétero. Ma-chão-ô. - ele apontou para si mesmo. - OK? Só estou dizendo o que me falam.

Suspirei.

- Muito consolador.

Ele deu ombros, como se pedisse desculpas. Ficamos ali , olhando a festa por um bom tempo. Depois ele quebrou o gelo.

- Então, vamos? Temos uma pendência no momento, e eu tenho mais o que fazer. - ele me estendeu o braço, o qual aceitei sem pestanejar.

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A brincadeira do momento era a seguinte:

Eu correndo atrás do James, o James fugindo de mim. Eu correndo do Sean, o Sean correndo atrás de mim. O Sirius tentando fazer com que o James me escutasse e o Sean morresse. O Dan ficava rindo da história toda.

Isso aí. Eu o via, ele me via. Eu piscava, ele sumia. Eu via o Sean, ele nem chegava a me ver, eu já tinha desaparecido.

Então, em um golpe super ninja, eu e o Sirius nos dividimos em busca do James pela festa afora.

Fiquei uns dez minutos rondando a área coberta, topando duas vezes com o Sirius. Eu já estava tão puta da vida que fui perguntar para a mãe do James onde ele estava. Observem bem à que ponto chegamos.

- Não sei, querida. - ela me respondeu, simpática. - Achei que estaria com você. Algum problema?

Reparou no modo como os pais dele tratam a minha presença no mesmo local que ele? Eu reparei.

OBA!

- Não, nada. Obrigada, Sra. Potter.

- Não tem de que,querida. - ela se despediu com um sorriso e foi dançar, balançando seu chapéu florido.

Agora a festa estava super animada. As pessoas dançavam em todos os lugares, pois a pista de dança estava lotada. Um senhor de mais idade, com metade o meu tamanho e um grande bigode branco, passou do meu lado sorrindo, me incentivando a dançar.

Sorri em resposta, e dei meia volta, antes que acontecessem situações mais constrangedoras que essa.

Na entrada da casa do Daniel topei com o Sirius, que voltava de lá.

- Nada. Nem sinal dele. - ele deu ombros, como se pedisse desculpas. Olhei para o gramado ensolarado, esperando que o James aparecesse descendo do céu em uma vassoura. Não aconteceu. Não - não.

Vamos concordar que você está sofrendo de insolação grave.

Concordamos.

Andamos, desanimados, e encontramos o Dan sentado na escada de entrada da casa, comendo batata frita. Sentei ao seu lado, desanimada, e comecei a comer sem pronunciar uma palavra sequer. No terceiro suspiro desconsolado ele perguntou se a alergia estava voltando.

- Não. Por quê?

- Você está parecendo um chaleira.

Inconscientemente, suspirei de novo. Chaleira é sacanagem.

-Ei! Você viu o James? - Sirius perguntou pegando um punhado de batatas fritas e limpando a mão na calça. A higiene masculina me impressiona a cada dia. Independente da idade, como o Daniel pôde demonstrar tão claramente em sua resposta.

- Uhum. - ele disse, com a boca cheia.

- ONDE? - eu praticamente berrei. Ele me olhou estranho, engoliu, e respondeu com a maior calma do mundo.

- Vi conversando com O Chato, depois eles saindo em direção ao celeiro...

Levantei com um pulo, juntamente com o Sirius, mas tive que me apoiar nele, pois fiquei tonta. Soltei um palavrão, e fiz com que o Dan nos levasse até o celeiro.

E com toda a minha agilidade de um elefante manco nós fomos atrás dos dois.

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Eu não sabia se tentava andar mais rápido ou pensava que merda aqueles dois estavam fazendo. Pois definitivamente era merda, não era uma confraternização, nem um bate papo amigável. Agradeci ao meu aniversário por eu poder fazer mágica, e querer estar com a varinha o tempo todo por causa disso.

Encontramos os dois com as cabeças quase grudadas, com os dedos erguidos e com as varinhas na mão. Tratei logo de tirar a minha do bolso. Daniel sentou em um monte de feno, sorrindo animado com a briga. Sirius coçou a cabeça com um meio sorriso na cara. Os outros dois nem sequer me olharam.

Respirei fundo, e, com um movimento brusco da varinha, os dois foram jogados longe. Eu já estava puta da vida, sem paciência com os dois, e o calor estava absurdo.

Uma brisa entrou celeiro adentro quando eu me colocava entre eles, agora jogados nos cantos. Com toda a dignidade que tinha, rezei para que o vestido não levantasse.

- Ok – comecei, olhando de um para outro. James levantava de um monte de feno e Sean massageava a cabeça que havia batido na parede. Não foi proposital. - Vamos parar com a babaquice. Somos maduros o suficiente para resolver, qualquer que seja o problema, de forma civilizada.

- Eu não sou maduro, desculpe. - James falou se levantando e avançando com a varinha erguida para o Sean. Com mais dois acenos ele estava estatelado no feno outra vez, e as duas varinhas estavam na minha mão.

Suspirei. Isso está se tornando um vício. Culpa inteiramente do Potter.

- É. Você não é maduro. - ele arregalou os olhos para mim. - Eu realmente passei mal. Essa anta - indiquei o Sean com a cabeça - esqueceu do milho na pizza.

- Calma lá...- ele começou, mas fiz com que ele se calasse com um olhar cheio de raiva.

- Então... Eu tive uma reação alérgica e fui parar no hospital. Eu podia morrer, sabia? - a última parte dita com muita ênfase.

- Desculpa. - ele ergueu os braços. - Eu só fiquei meio... Paranóico.

Ele coça a cabeça e o Sean dá uma gargalhada.

- O que foi? – perguntei, me virando.

- Ele... Achando que existe alguma coisa entre vocês. Hahahaha! - ele enxugou os olhos, e me encarou, mais eu não reagi.

- Hã. - E qual é a novidade ? Eu me pergunto.

- Esse babaca nunca teria nada com você. Afinal, você sempre o ignorou e esnobou,...

- Mas as pessoas mudam de idéia! – falei, mas ele me ignorou.

-... Além de que você me namora, por que iria ficar com ele? - ele dizia, com se fosse óbvio.

James caiu na gargalhada. Sirius, que tentava segurar, também fez o mesmo. Eu não achei graça.

- Eu sei, eu sei. – comecei, quando todos se recuperaram. - As pessoas erram, e não se pode julgá-las por um erro. Certo?

- Certíssimo! - respondeu Sean, convicto.

- Eu acho... – James, disse incerto.

- Obrigada. - Disse aos dois. Me virei para o moreno. – Desculpa, James, eu sei que você não merece alguém que já tenha ficado com isso, mas acontece nas melhores famílias.

Dei ombros, como se pedisse desculpas. Sean estava com a boca aberta sem reagir. Sirius sorria satisfeito. Daniel vibrava "Isso aê Lily!!". James sorria.

- Sem problemas. É a evolução, minha querida... A gente passa por estágios na vida, e é inevitável coisas como essa até se chegar ao topo. - Nesse final ele apontou para si.

Não consigo evitar que meus olhos rolem. Até nesses momentos a arrogância impera.

- Afinal, por que, diabos, vocês estavam brigando? - perguntou Sirius, curioso, quebrando todo o clima.

- Ah, isso... - James falou, mexendo nos cabelos. - Conversas amigáveis em torno do nosso tema principal.

- Ah é, qual?

Sean se recuperou.

- Você.

Olhei exasperada para ambos.

Sirius resolveu intervir.

- E Quadribol. Rixa dos dois. - esclareceu. - Quem é melhor, quem consegue mais, essas coisas. O Sean deve ter começado a esnobar o namoro, o James deve ter ignorado no começo, depois esnobado no Quadribol. Aí eles devem ter começado a baixaria. Você sabe.. - rolou os olhos. - papo de macho.

- E como você sabe? - perguntei.

- Geralmente é assim. Só muda a ordem dos fatos. - ele disse, dando ombros.

O silêncio reinou enquanto eu associava os fatos.

- Tudo esclarecido, então? - James perguntou se espreguiçando e vindo na minha direção. Me deu um beijo leve e perguntou. - Posso bater nele, agora?

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No final das contas descubro que os meninos são uns completos babacas, até o James. Afinal, não existiam motivosREAIS para que ocorresse o quebra-pau, só um acúmulo de meios-motivos. Me parece que o James estava querendo muito bater nele por causa daquela coisa da chantagem e tal. Eu quase dei razão a ele. Mas barraco na festa dos outros é feio. Mamãe nunca ia me perdoar. Se bem que seria uma ótima história para contar para minha filha. Ou filho.

O Sean foi levado à minha casa pelo Sirius, onde ele pegaria suas coisa e daria o fora daqui o mais rápido possível, ou então eu iria deixar baterem nele, e não seria só o James que iria bater. Ele foi meio contrariado e com um olhar meio ameaçador, mas eu fiquei muito firme. De mãos dadas com o James, mas isso era um mero detalhe. Nada que me desse mais confiança, nem segurança. Nada disso.

Ah, não pense que eu saí aos beijos com ele, contando aos quatro ventos que nós estamos juntos. Nããão, mamãe e papai até podem entender, mais a vila é pequena, os assuntos são poucos... E o resultado é sempre fofoca.

Hum...

Ok, ok, também é muito gratificante ter o James a todo minuto, no pé do seu ouvido, pedindo para você parar com besteira, dar um beijo nele, e, de preferência, começar a assumir a relação como pessoas maduras.

Definitivamente, não é desagradável.

Então eu peço para ele ter paciência, ele suspira - ahá! - e diz que pode deixar isso com ele mesmo, pois já possuianos de prática.

Agora a gente está aqui, ouvindo o brinde para a mãe do Dan. Estamos nos fundos do toldo, pois chegamos atrasados. Já falaram muitas pessoas, amigos próximos e um padre abençoando a data. No momento, o pai do Daniel faz um brinde a todos os dias vividos com ela, e o quão maravilhosos eles foram, sem tirar nem pôr, com brigas e risos, sendo surpreendentes em cada manhã.

Cheguei mais perto do James agora para deixar umas pessoas passarem, ele me olhou e meu coração deu uma paradinha - bem fraquinha -, depois ele voltou a atenção para o brinde. Eu sei que é uma coisa extremamente besta e infantil, mais é inevitável, como vai ser o nosso namoro um dia.. Pelo menos eu espero que seja, porque eu não fiz tudo isso por nada!

O Sirius acabou de parecer do outro lado da tenda, fez um sinal positivo com a mão e eu sorri de volta. James fingiu nem prestar atenção, mas eu sei que ele prestou, pois seus dedos se entrelaçaram nos meus. E apesar de ele prestar total atenção na declaração do Dan pra mãe "É... Te amo mãe!", e dar um super abraço nela, fazendo a mulherada desmanchar em lágrimas, sei que sorriso não é por causa disso.

É por minha causa.


Quem é vivo sempre aparece...logo, já podem me matar.

Eu seeeeei que demorei, e não tenho desculpas, eu só... desanimei. Ai vieram as provas de final de ano, o sono pra botar em dia, e o nada pra fazer das férias. Então, nos poucos momentos que eu consegui entrar no comp ( dividir com irmão é foda) eu escrevi. Mais só porque eu tava com vergonha da demora. Então não reclamaem se estiver ruim, o que eu sei que está.

É, não gostei do capitúlo, achei tããão sem graça. Na minha cabeça ele era muito mais herórico, emocionante e divertido...alguam coisa no meio do caminho não deu certo.

No último capitúlo eu não respondi a reviews pois eu tava com perssa e sem muita cabeça. E adivinhem? Hoje também!

sassah potter( desejos quase atendidos!), Clarice, izabella, Gabii ; obrigada pelas reviews! O resto eu já respondi, mais brigada também!

OBRIGADA a todo mundo que mando review e me deixou com peso na consciencia! Sem vcs a fic não saia... não, não saia mesmo.

beijos a todos, bom natal e um excelente 2008.

p.s: ano que vem é vest, então, fics novas eu acho um pouquinho dificil...

p.s²: REVIEWS, oras bolas!