Episódio 3- "Jack, você me odeia?"

Sinopse: Jack finalmente encontra Kate, mas ela lhe parece muito perturbada. Depois de se perderem de Jack, Sawyer e Ana-Lucia resolvem passar a noite na floresta.

Censura: K+.

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O barulho metálico do "monstro" da ilha continuou por mais alguns minutos, até que a floresta ficou novamente silenciosa. Apenas o som da chuva permanecia. Quando Jack gritara para que Sawyer e Ana-Lucia corressem, ele dera meia volta e se escondera atrás de um arbusto até que tudo ficasse calmo novamente. Sabia que Sawyer e Ana-Lucia voltariam para procurá-lo, mas queria ganhar tempo para procurar por Kate sozinho, sem mais interrupções.

Ele continuou caminhando com dificuldade pela mata, a lama ainda o fazendo escorregar. A chuva torrencial resolveu dar uma trégua, Jack ficou feliz com isso. Era muito mais fácil caminhar só com os chuviscos.

A roupa encharcada não demorou muito para começar a provocar-lhe tosses, o vento frio da tempestade também estava difícil de agüentar, mas Jack era determinado, nada o faria desistir de Kate.

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Sawyer e Ana-Lucia já estavam andando em círculos há mais de meia hora. Não fazia muito tempo que o sol tinha se posto no horizonte, no entanto, a tempestade trouxera a noite mais cedo. Quando a chuva estiou, Ana-Lucia disse a Sawyer que era melhor levantarem acampamento. Ele concordou prontamente, também já estava cansado, e sabia que não ia adiantar nada eles continuarem caminhando na escuridão. Com certeza seria mais fácil encontrarem o caminho quando amanhecesse. Acenderam uma fogueira, e sentaram ao redor dela. Ficaram em silêncio por alguns segundos, até que Ana-Lucia falou:

- O Jack é mesmo muito teimoso, não é?

Sawyer sorriu:

- Não faz idéia. E é por isso que eu gosto dele.

- Você gosta dele?- Ana-Lucia riu. – Vocês brigam mais que marido e mulher. Além do mais, eu sei que existe uma rivalidade entre vocês por conta da "donzela" da ilha.

- Donzela?- indagou Sawyer. – Não mesmo, você não conhece a sardenta. E pra te falar a verdade, eu sei que já fui derrotado há muito tempo pelo doutor nessa questão.

- Por que está dizendo isso? Já desistiu dela? Estou te desconhecendo.

- Benzinho, sei quando sou derrotado. Mas eu só estou contando isso pra você, o doutor não sabe. Deixa ele continuar inseguro.

Ana-Lucia sorriu:- Você é um pilantra!

- Elogios uma hora dessas, querida?

Ela pegou a mochila e retirou de lá uma garrafa de água, e para a surpresa de Sawyer uma barra de chocolate Apollo. Ofereceu a garrafa a ele, e em seguida disse, se referindo ao chocolate: - Quer dividir?

Sawyer sorriu e quebrou a barra de chocolate ao meio, ficando com uma metade e dando a outra para ela.

- Sawyer, você acha que o Jack está bem? Será que ele já encontrou a Kate?

- Se ele já a encontrou, eu não sei. Mas te garanto uma coisa, ele só volta pro acampamento quando achá-la.

Ana-Lucia suspirou: - Que noite! Aqui no meio do mato com você, toda encharcada, comendo uma barra de chocolate.

- Qual é Analulu? Vai me dizer que você não tá curtindo.

Ela voltou seus olhos para ele e o encarou:

- Me dá um bom motivo pra eu curtir a sua companhia, caipira.

- Cuidado com o que deseja!- falou ele, malicioso.

Ana-Lucia ergueu uma sobrancelha.

- Você quer um bom motivo? Então lá vai!- Sawyer completou, tirando várias garrafinhas de bebida alcoólica da mochila.

- Onde você conseguiu isso?- Ana-Lucia perguntou, divertida.

- O que eu não consigo?- ele disse dando uma garrafinha para ela.

Ana-Lucia a pegou e tirou a tampa, já ia bebê-la quando Sawyer balançou o dedo indicador dizendo: - Não tão rápido!

Ela fez cara de dúvida.

- Já brincou de "Eu nunca"...?

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Jack estava exausto, a mata já estava muito escura. Por isso ele teve de parar. Acendeu uma pequena fogueira, sentou-se, comeu e bebeu um pouco. Mas não conseguia parar de pensar em Kate.

- Onde você está? Onde você está?- repetia consigo mesmo.

- Jaaaaaaaaack!

O grito feminino estridente fez com que ele quase se engasgasse com a água que estava bebendo. Imediatamente, sem pensar em nada, Jack pegou um galho fez uma tocha e saiu correndo em direção ao grito.

- Kate!- ele gritou.

- Jack!- ela respondeu de volta.

Ele estava suando sem parar, o coração quase saindo pela boca. Foi quando a encontrou, encolhida embaixo de uma árvore, com o olhar assustado. Jack precipitou-se até ela e encostou a tocha em um canto, a abraçando bem forte. Kate tiritava de frio.

- Kate, o que aconteceu?- indagou Jack. – Você está ferida?

Ela o olhou diretamente nos olhos, e disse: - Jack, você me odeia?

Continua...