Episódio 11- "Um caminho de estrelas para o paraíso"

Sinopse: Durante a festa de casamento de Sayid e Shannon, Jack fica enciumado ao ver Kate dançando com Sawyer e a confronta. Ana-Lucia vai até Sawyer e indaga o que ele sente por Kate, ele se esquiva, mas as coisas terminam muito bem para ele. Um estranho acontecimento vai colocar todo o acampamento em estado de alerta.

Censura: M.

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A cerimônia de casamento havia emocionado a todos, entretanto as pessoas estavam interessadas mesmo era na festa, e assim que Eko os declarou marido e mulher as pessoas correram para fora da igreja e puseram-se a jogar pétalas de rosa sobre o casal. Com toda a confusão de pessoas andando de um lado pro outro, todas querendo cumprimentar o casal, Jack e Kate acabaram se separando. Mas em compensação, seus olhares não se separavam nunca, mesmo com toda aquela gente, estavam perdidos um no outro.

Jack sentia Kate muito próxima, como se toda a insegurança que ela demonstrara antes na escotilha tivesse desaparecido. Na verdade, ela parecia quase chamá-lo, telepaticamente, atraindo-o como um imã.

- Jack? Ô Jack?- chamou Charlie, mas ele ainda continuava hipnotizado por Kate, que nesse momento abraçava Shannon. Charlie insistiu: - Jack!.

Ele finalmente prestou atenção a ele: - Diga Charlie.

- Sabe, eu estive pensando, Shannon e Sayid se casaram. Será que se eu pedisse a Claire em casamento, ela aceitaria?

Jack riu e deu um tapinha no ombro dele: - Não sei não, quem sabe!

Charlie deu de ombros e os dois saíram caminhando para o meio da praia, onde a festa já estava começando a rolar. Shannon aproveitou que Sayid estava sendo cumprimentado por Michael e Jin, e puxou Kate pelo braço mais afastado, sussurrando em seu ouvido:

- E o teste?

- Deu negativo.- Kate respondeu radiante.

- Isso quer dizer que provavelmente o pai não era quem você queria.

Kate limitou-se a sorrir, não disse mais nada e Shannon também não fez mais perguntas. Uma grande fogueira estava acesa no meio da praia, e a mesa improvisada por Sawyer e Libby estava toda decorada com flores, posta com diversos tipos de frutas, sucos e o bolo da Dharma Iniciative feito por Rose, cujos nomes Shannon e Sayid estavam escritos com manteiga de amendoim.

Sayid e Hurley ligaram o estranho equipamento de som que tinham inventado, utilizando o discman de Hurley ligado na caixa amplificadora da escotilha, tudo isso conectado a uma bateria emprestada por Rosseau, que também havia sido convidada para a festa, mas como já era de se esperar não tinha aparecido.

- Declaro essa festa iniciada!- falou Hurley ligando o som que começou a tocar a música "You all everybody" da Drive Shaft.

Todos começaram a aplaudir Charlie, que se emocionou com o carinho dos amigos. Claire se aproximou dele e lhe deu um longo beijo.

- É isso aí garanhão!- gritou Steve.

Jack riu e seu olhar encontrou novamente o de Kate, que desviou o olhar, tímida. Sawyer por sua vez, não parava de encarar Ana-Lucia, estava praticamente comendo-a com os olhos. O olhar dele a estava deixando inquieta, Libby notou isso:

- Ana, Sawyer está louquinho por você.

- Eu sei.- ela respondeu com um sorriso malicioso.

- Nossa! Posso sentir até as faíscas.- Libby brincou. – A noite promete?

- Hum, não sei!- ela respondeu misteriosa. Desmond passou pelas duas segurando uma das garrafas de uísque.

- Olá irmãs.

Libby sorriu. Ana-Lucia falou: - E aí irmãozinho, que tal me oferecer um pouco dessa bebida?

- Mas é claro, irmã. Vou providenciar um copo.

Ele saiu andando até a mesa. Sawyer se aproximou das duas. Libby deu um meio sorriso e falou, já se afastando: - Acho que vou dançar com o meu gordinho, licença!

Sawyer deu um sorriso safado para Ana-Lucia e a abraçou por trás, sussurrando em seu ouvido: - Ei você!

- Hey, Cowboy!- ela respondeu.

- Você está muito gostosa com essa roupa, mas eu acho que sem ela ia ficar bem melhor.

- Você é mesmo um nojento, Sawyer. È só eu te tratar bem pra você achar que pode abusar.

- Ah, mas não me trata bem não, lábios quentes. Eu quero que você me trate muito mal.- ele disse dando uma mordidinha na orelha dela.

- No jugues conmigo hombre, tu aún no me conoces. (Não brinque comigo homem, você não sabe do que sou capaz).- ela sussurrou no ouvido dele.

Sawyer sentiu todo seu corpo reagir àquelas palavras, embora não tivesse entendido nada.

- O quê? Agora você fala em espanhol comigo?

Ana-Lucia sorriu se afastando dele e foi na direção de Desmond que voltava com sua bebida. Sawyer respirou fundo e murmurou para si mesmo: - Arriba!

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A festa continuou até altas horas da madrugada, todos dançando e se divertindo bastante ao som dos cd's de Hurley: Donna Summer, Madonna, Michael Jackson, entre outras pérolas. Jack bebia um copo de uísque sentado em um canto da praia observando Kate dançar empolgada com Shannon, Claire e as outras garotas. Rose também dançava, mas com Aaron em seu colo.

- Se continuar olhando desse jeito pra ela, é capaz que caia e quebre o tornozelo.

Jack se espantou com o comentário: - Do que está falando Ana?

- Do quê não, de quem. Estou falando da sua princesa de olhos verdes e cabelos cacheados. A que você não está afim.

Ele balançou a cabeça fingindo que não tinha entendido.

- Se vai negar, então eu não falo mais nada.- Ana-Lucia disse sorrindo.

Jack sorriu também: Tá legal, jogo aberto. Eu te conto sobre isso e você me conta sobre o que acontece entre você e Sawyer.

Ela riu: - Se isso foi pra fazer eu me calar pra sempre, conseguiu.

- Ei, não tem música de verdade aqui nessa festa não?- gritou Sawyer.

- E que música você quer ouvir então?- indagou Hurley que estava controlando o som.

- Que tal uma coisa mais a minha cara?

- Eu tenho Dire Straits.- falou Hurley.

- Então manda ver.- respondeu Sawyer sorrindo. Ele se aproximou de Kate e fez uma reverência: - Pode me dar a honra dessa dança, sardenta?

Kate sorriu e deu a mão para Sawyer. Hurley pôs a música "Walk of life" do Dire Straits, e Sawyer saiu rodopiando com Kate pela areia da praia. Todos aplaudiram e os que estavam mais afastados correram pra ver a cena. Kate ria bastante do jeito caipira de Sawyer dançar. Percebendo que Jack não tirava os olhos deles, Sawyer começou a executar passos ousados com ela. Kate o acompanhou nos passos, mas seu olhar indagava o que ele estava fazendo. Sawyer cochichou em seu ouvido:

- Ainda vai me agradecer por isso.

Jack já estava em seu terceiro copo de uísque e ver Sawyer se inclinar daquele jeito sobre ela, fez com que ele sentisse uma raiva incontrolável dentro de si. Ele engoliu o resto de uísque do copo em que estava bebendo e saiu caminhando na direção dos dois. Ana-Lucia assustou-se com o jeito dele e gritou:

- Jack, o que você vai fazer?

Kate percebeu quando Jack se aproximou, ele tinha uma expressão estranha no rosto, parecia fora de si. Ela tentou se afastar de Sawyer, mas ele a segurou dizendo:

- Não para agora não, você não tá vendo que está funcionando?

- Sawyer!!!- Jack gritou.

Todos os olhos estavam voltados para os três. Ana-Lucia caminhou até eles, apreensiva. Sayid também ficou em estado de alerta.

- Doutor?- falou Sawyer debochado. – Em que posso ser útil?

- Tira as mãos de cima dela, agora mesmo.

- Eu não sabia que ela era propriedade sua.

Jack empurrou Sawyer. Kate gritou: - Jack, pára. O que você tá fazendo?

- Ah, então você quer brigar?- provocou Sawyer.

Kate segurou firme no braço de Jack: - Jack pára com isso, acho que você bebeu um pouco além da conta. Ele voltou seus olhos para ela e disse:

- È ele quem você quer, não é Kate? Sempre foi. Não vale a pena. Eu vou embora, vou pra escotilha cuidar do botão, que é só pro que eu sirvo. Desejo ao Sayid e a Shannon toda a felicidade do mundo.

E dizendo isso, Jack virou as costas e saiu andando. Ao passar por Desmond pegou a garrafa da mão dele e bebeu no gargalo, levando a garrafa consigo.

- Anda sardenta, vai atrás dele. Não perca tempo.- Sawyer sussurrou no ouvido dela.

Kate lançou-lhe um olhar de repreensão e saiu andando atrás de Jack. As pessoas na praia não estavam entendo nada. Assim que a confusão acabou, Hurley tratou de continuar com o som, e as pessoas voltaram a dançar e a conversar sem mais problemas. Rose avisou:

- Pessoal, a Shannon vai jogar o buquê.

Todas as mulheres da ilha, com exceção de Kate, Sun, Ana-Lucia e Rose correram para apanhá-lo. No entanto, quando Shannon o jogou, o buquê rodopiou três vezes no ar e caiu nas mãos de Ana-Lucia, apesar de ela não estar participando. Sawyer caiu na risada, Ana-Lucia torceu o nariz pra ele, e falou zangada:

- Você acha isso muito engraçado não é? Pois precisamos ter uma conversinha.

- Sobre o quê?

- Anda vamos! Não vai querer que eu te leve à força.

- Eu acho que vou querer sim.- ele respondeu com um sorriso safado.

- Querem saber de uma coisa.-disse Shannon para Charlie, Hurley e Sayid. – Acho que o Sawyer e a Ana nasceram um pro outro.

Os três riram. Charlie comentou: - Pessoal, o que será que deu no Jack?

Desmond que vinha chegando respondeu: - È dor de amor, brotha. E acho que o Jack vai se curar desse mal rapidinho.

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Jack andava a passos rápidos pela floresta indo para a escotilha, em uma mão a garrafa de uísque, na outra uma tocha iluminando o caminho. Kate o seguia de perto, ele sabia disso, mas não estava dando a mínima, ou pelo menos era o que ele queria que ela pensasse.

- Jack, me espera. Eu preciso falar com você.

- Volte para a praia, não temos nada para conversar. Vá dançar com seu amiguinho Sawyer.

Mas ela não voltou para a praia, ao invés disso continuou andando atrás dele. Quando chegaram à escotilha, Locke tomou um susto, estava cochilando na cadeira do computador.

- Ué, já veio assumir o turno Jack? A festa não estava boa? Onde está o meu pedaço de bolo?

- Pra que tantas perguntas, John?- ele indagou agressivo. – Se quer bolo vá até a festa, eu assumo por aqui. Aproveita e leva a Kate de volta com você.

- Eu não vou a lugar nenhum, Jack Shephard!- ela gritou, furiosa.

Jack a encarou, mas não disse nada. Pegou a garrafa de uísque e tomou mais um gole. Locke percebeu que os dois estavam com cara de poucos amigos, e resolveu se retirar de fininho: - Bem, então eu já vou indo pra festa, antes que não deixem nenhum pedaço de bolo pra mim.

- Pode ir, mas leva ela.- Jack insistiu.

- Já disse que não saio daqui.- ela reiterou.

- Ok, até mais! Não esqueçam o botão.-falou Locke retirando-se.

Assim que ele saiu, encerrando a porta da escotilha atrás de si, Kate começou:

- O que está acontecendo com você? Por que agiu tão estranho na praia? Por que agrediu Sawyer?

Jack apertou os olhos e mordeu os lábios, irritado:

- Tá preocupada com ele agora? Por que não ficou lá então?

- Não estou preocupada com ele, estou preocupada é com você. Por que tudo isso? Me responde!

Ele largou a garrafa de uísque sobre a mesa do computador e sentou-se na cadeira, passando as mãos pela cabeça:

- Porque você me rejeitou. Eu pensava que você sentia algo por mim, mas me enganei, como sempre me engano com as pessoas. Acho que estou fazendo o que é certo, mas acabo batendo na tecla errada.

Kate o ouvia atenta, sem dizer nada.

- Não precisa ficar aqui, se você correr ainda pode alcançar o Locke.

Ela preferiu ignorar as últimas palavras dele. Não iria embora, não dessa vez. Ela se aproximou lentamente e travou seus olhos com os dele. A expressão de Jack era de tristeza. Kate tocou o rosto dele devagar com as pontas dos dedos. Ele fechou os olhos e disse:

- Kate, me desculpe. Eu estou tão confuso... acho que estou bêbado.

Kate continuou sem pronunciar uma palavra, apenas roçou seu rosto no dele. Jack permaneceu com os olhos fechados, inebriado com o cheiro dela, o coração batendo a mil por hora. Ela começou a dar beijinhos carinhosos na bochecha e no nariz dele. Jack sorriu abrindo os olhos:

- Como você consegue me fazer perder a razão desse jeito?

Kate lançou-lhe um olhar arrebatador que fez com que ele sentisse um leve tremor nas pernas, não sabia se tinha sido a bebida ou o forte desejo que sentia. Observava cada detalhe dela, os olhos verdes brilhantes, o nariz arrebitado, as sardas que se estendiam pelo pescoço até o decote do vestido, e os lábios rubros, umedecidos. Não resistiu e tocou os lábios dela com os dedos. Ela beijou os dedos dele e sorriu. Um sorriso capaz de fazê-lo esquecer de tudo, até mesmo quem era.

O coração dele acelerou ainda mais quando sentiu os lábios dela encostando nos dele bem de leve. Jack retribuiu o beijo entreabrindo os lábios e enroscando a sua língua na dela com vontade, mordendo o lábio inferior. Ela ainda estava de pé diante dele, mas Jack a puxou com firmeza pela cintura e a fez sentar-se em seu colo. Deu leves mordidinhas em seu pescoço, sussurrando em seu ouvido:

- Você é minha Kate, só minha!

Ela gemeu em resposta e mordiscou a orelha dele, murmurando:

- Sim, eu sou sua, só sua.

Ele sentiu seu sangue ferver e começou a passear com as mãos por baixo do vestido, acariciando seu corpo. Kate estava ofegante, ansiosa por ele. Nesse momento, o barulho do botão assustou-os, afastando um do outro momentaneamente. Jack olhou pra ela, seu olhar indagava silenciosamente se ela iria fugir novamente dali. Mas Kate não se moveu, seu rosto estava afogueado, o peito subindo e descendo:

- Digita o código, vou te esperar no quarto. Temos 108 minutos pra fazermos o que quisermos.

Jack sorriu e apressou-se em digitar o código o mais rápido que pode. Nem esperou o contador recomeçar, correu para o quarto e a encontrou deitada na cama, esperando por ele.

- Você é tão linda!- ele disse admirando-a. Sentou-se na cama e acariciou as pernas dela subindo para as coxas, acariciando-a por debaixo da saia. Kate suspirou:

- Estou queimando por você, Jack.

Ele deitou-se sobre ela, que entreabriu as pernas para acomodá-lo e voltou a beijá-la, dessa vez selvagemente, entrelaçando suas mãos nas dela. Ninguém atrapalharia, seguiriam o desejo de seus corpos até o fim.

- Oh Jack, te amo. Te amo.

- Kate.- ele gemia entre um beijo e outro.

- Ô Jack, cê tá aí?- gritou uma voz vinda da sala do computador.

Os dois se entreolharam.

- Não, isso é perseguição. Eu não acredito.- Jack falou baixinho.

- È o Hurley.- sussurrou Kate.

Jack gritou do quarto:

- O que você quer, Hurley?

- Eu e o Charlie viemos ver se está tudo bem, é que você saiu meio transtornado lá da praia.

- Está tudo ótimo, agora me esqueçam e vão embora.

Hurley lançou um olhar desconfiado para Charlie e sorriu:

- A Kate tá aí com você? Vão passar a noite juntinhos apertando o botão?

Charlie riu.

- Hurley, eu to falando sério, é melhor cair fora daqui.

Os dois não discutiram e saíram da escotilha rindo. Jack voltou seus olhos para Kate, ela fez menção de se levantar da cama.

- Por favor, não me diz que vai desistir agora.

- Não.- ela respondeu baixinho no ouvido dele. – Só quero tirar a sua camisa pra sentir o seu corpo bem juntinho do meu.

Jack tirou a camisa tão rápido que fez Kate sorrir, marota. Ela o beijou novamente, acariciando a língua dele com a ponta da sua. Ele lançou um olhar de desejo para o seu decote. Kate percebeu e perguntou, fazendo-se de inocente:

- O que foi? Quer saber até onde vão as minhas sardas?

Ele nada disse, só continuou olhando-a. Ela então se levantou da cama e despiu o vestido ficando somente de calcinha e sutiã pretos.

- Sardenta!- ele falou sorrindo, Kate sorriu também e sentou na cama de costas pra ele.

Jack a abraçou e retirou rapidamente o sutiã dela, envolvendo as mãos em ambos os seios. Kate jogou a cabeça pra trás e gemeu com os carinhos dele. Ele continuou tocando-a descendo dos seios para a barriga. Ela virou-se de encontro a ele que delicadamente a deitou na cama, e começou a traçar um rastro pelo corpo dela inteiro com sua língua. Kate segurava a ponta do lençol com força, estava extasiada com o toque dele.

Ele tirou os sapatos, se despiu da calça e da cueca boxer ficando completamente nu diante dela. Kate suspirou a visão do corpo dele.

- Jack, eu te quero muito. Te quero agora.

Jack roçou o nariz pelo umbigo dela e começou a despi-la de sua última peça de roupa. Quando ele a tocou aonde ela mais esperava, Kate viu estrelas e contorceu-se nervosamente na cama, gritando o nome dele:

- Jack! Jack!

A sensação que tinha era que ia explodir a qualquer momento de tanta paixão, de tanto prazer. Sem que ela esperasse, ele deitou-se outra vez sobre ela e a possuiu. Kate gemeu, entrelaçando suas pernas ao longo do corpo dele.

- Oh Deus, amo você, Jack.

A expressão de Jack naquele momento era de puro êxtase, ao vislumbrá-la nua, com os cabelos cacheados espalhados pelo travesseiro, gemendo o seu nome sem parar. Kate estava sentindo a luxúria dominá-la e começou a arranhar as costas dele sem controle. Jack provava do corpo dela inteiro, o gosto da pele dela reagia como fogo, incinerando seus sentidos. Kate se sentia cheia, completamente dominada pelo amor dele. Jack sentiu que já não ia agüentar mais, logo o prazer lhe dominaria por completo, mas antes disso ele queria que Kate sentisse o mesmo também. Sussurrou em seu ouvido:

- Kate, meu amor, mova-se comigo.

Ela o acompanhou no mesmo ritmo, e um grito de prazer escapou-lhe dos lábios, levando Jack à loucura. No momento seguinte os dois separavam-se exaustos na cama, suados. Jack beijou a ponta do nariz dela, Kate disse, arfando:

- Não importa o que aconteça amanhã, depois ou daqui a cem anos, eu te amo Jack e nunca vou me esquecer desse momento maravilhoso que passei com você.

Ele a abraçou bem forte, e não disse nada, seus olhos já diziam tudo.

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Fim de festa, a maioria das pessoas já estava se recolhendo para suas barracas. Sayid e Shannon haviam acabado de se retirar. Ele estava levando Shannon para a mesma praia aonde tinham tido seu primeiro encontro oficial. Ela, porém, estava cansada e não queria andar muito.

- Habib, por que não passamos a nossa lua de mel na barraca mesmo? Por que irmos tão longe, estou tão cansada.

- Ah, que é isso Sra. Jarrah, a caminhada valerá a pena!

- Mas meus pés doem, não consigo dar mais nenhum passo.

- Então eu te carrego, princesa!- disse ele erguendo Shannon do chão.

Ela começou a rir e envolveu os braços em volta do pescoço dele.

- Hum, tô vendo que essa lua de mel vai ser inesquecível!

- Você merece tudo e mais um pouco!

- Você vai se cansar de me carregar logo.- ela provocou.

- Não se já tivermos chegado.

Shannon ergueu uma sobrancelha, ele havia armado uma tenda não muito longe do acampamento. Ela sorriu e ele a colocou no chão. Sayid já havia feito uma tenda para ela antes, na primeira vez em que fizeram amor, mas esta era de longe mais fabulosa que a anterior.

- Você é impossível!

- O que está esperando para entrar?- indagou ele estendendo a mão para ela.

Shannon o acompanhou e ficou ainda mais impressionada com a beleza da tenda por dentro. Tudo estava impecável, a cama improvisada coberta de pétalas de flores. Sayid se ajoelhou diante dela e beijou sua mão dizendo:

- Fiz isso pra você porque te amo demais!

Ela sentiu o coração acelerar ao ouvir aquelas palavras.

- E queria te dizer também que acredito em você, sempre acreditarei, você nunca estará sozinha, somos um só!

Shannon se atirou nos braços dele. Com a cabeça apoiada no seu ombro, ela suspirou. Era tão bom sentir aqueles braços fortes em volta de seu corpo. Tocou-o no peito e sentiu o coração dele bater tão depressa quanto o seu.

- Sayid!

- Shannon!- ele disse, erguendo seu queixo e começando a beijá-la com suavidade.

Mesmo meiga, a carícia a atingiu como a força de um raio. Sem interrompê-la, ele deitou-a na cama. Massageou-lhe o ombro, o calor dos dedos penetrando pelo linho fino do vestido de casamento que ela usava. Shannon adorava a sensação do contato das mãos. A do braço que passava sob seu corpo acariciava as costas, e a outra subiu do ombro para o rosto e embrenhou os dedos em seus cabelos loiros. Com os lábios nos seus, ele continuava a beijá-la sem parar, fazendo-a sentir-se querida, desejada.

Shannon passou a retribuir os beijos com mais fervor e audácia. Ao sentir-lhe a ponta da língua tocar seus lábios, ela os entreabriu. Foi uma dança louca das de ambos. Estimulada, prensou o corpo contra o dele e notou a firmeza dele sob seu quadril.

- Sayid!- murmurou.

- Não fale!- ele a silenciou com beijos.

Shannon desabotoou rapidamente o vestido e junto com ele tirou toda a roupa que a cobria. Sayid desceu as mãos pelo quadril dela, e sua respiração acelerou.Quentes e firmes as mãos retrocederam, passando pelo ponto sensível entre as pernas dela, e continuaram subindo pelo corpo. Fogo começou a consumi-la. Os dedos dele rodearam um seio, a palma da mão excitando o mamilo com suavidade. Ela gemeu, incitando-o a continuar. Entendendo o recado, Sayid beijou-lhe os seios, que de tão alvos pareciam de porcelana.

Querendo retribuir o prazer que estava sentindo, Shannon começou a despi-lo e deslizou a mão pela coxa nua dele. Subiu-a pela curva da nádega, passou pelo quadril e desceu para a parte baixa da barriga, onde encontrou pêlos macios. Sayid mexeu-se contra sua mão ao mesmo tempo em que com os dedos encontrou sua intimidade úmida. Shannon não conteve um gemido e ele inclinou a cabeça para beijá-la na boca. Enquanto explorava seus lábios com a língua, penetrou o dedo bem devagar em seu corpo. Uma onda de calor a invadiu, as pernas se abriram por vontade própria e os quadris se ergueram.

Delicadamente ele penetrou em seu corpo, que se incendiou levando-a a mexer-se no mesmo ritmo dele. Sayid continuava a beijá-la e murmurava mil e uma palavras de amor no ouvido dela em sua língua de origem, Shannon não entendia, mas o tom que ele falava fazia seu coração querer saltar do peito de tanta paixão.

E enquanto Sayid e Shannon vivenciavam sua lua de mel dos sonhos, o som continuava rolando na praia, baixinho. Sawyer e Ana-Lucia dançavam ao som da canção "Is this love" de Bob Marley.

- È Rambina, até que você tem ritmo!- ele comentou no ouvido dela.

Ana-Lucia riu: - Acho que não posso dizer o mesmo de você, caipira.

- Hum, não quer dar o braço a torcer não é? Confessa, você está louquinha por mim!

Ela mordeu os lábios sensualmente e sussurrou no ouvido dele:

- Talvez hoje eu esteja.

Sawyer sorriu safado.

- Mas também tomei muito uísque, ou seja, não estou no meu juízo perfeito. Além do mais, eu te fiz uma pergunta e você está me enrolando pra responder.

- Que pergunta?- ele indagou, fazendo-se de desentendido.

- Não se faça de idiota, sabe que estou falando da Kate.

- A sardenta? O que tem ela?

- Eu perguntei se você a ama? Você me disse um monte de coisas, mas não respondeu a minha pergunta.

Sawyer respirou fundo, parando de dançar:

- Isso seria um problema pra você?

- Está me dizendo que isso é um sim, você a ama?

- Não respondeu a minha pergunta.-ele retorquiu.

- Mas eu perguntei primeiro.- ela reiterou.

- Ei vocês dois!- chamou Hurley.

Sawyer e Ana-Lucia voltaram seus olhos para ele.

- Estou desligando o som, vou me recolher aos meus aposentos. O povo já foi dormir.

- Ah qual é Hurley?- falou Sawyer chateado.

- Se vão ficar nessa de romance sob a luz do luar, fiquem à vontade. Mas eu quero dormir, chega de música. Aliás, eu acho que essa festa deixou todo mundo meio louco. O Sayid e a Shannon tudo bem, acabaram de se casar. Mas e quanto ao Jack e a Kate? Hã? Fui até a escotilha com o Charlie ver se ele estava bem depois daquela confusão com você, e o Jack nos expulsou da escotilha. Depois o próprio Charlie dispensou a minha companhia, disse que tava cansado e a Libby também já foi deitar. Pra mim já chega, boa noite.

- O capitão Jack Sparrow sozinho na escotilha com a sardenta? Aposto que ele vai passar a noite toda apertando o botão... dela.

Ana-Lucia riu:

- Como consegue ser tão nojento?

- Quer que eu te ensine?

- Não, eu já vou dormir. Vou pra minha barraca.

- Ah por que?- ele perguntou frustrado.

- Por que você não respondeu a minha pergunta.

- E nem você a minha, Ana. Ora, vamos tomar um café lá na minha barraca e você me ensina algumas palavras em espanhol.

Ela ergueu a sobrancelha:

- Café? Sério?

- Café, com certeza. E tem outras coisas também.

- Não, só estou interessada no café.- ela respondeu, divertida.

- Então tá.

Os dois saíram caminhando até a barraca de Sawyer. A lua estava alta no céu, cheia, transbordante. Ana-Lucia sentou-se na areia, em frente à barraca. Sawyer sentou-se ao seu lado.

- E onde está o café?- ela perguntou, seus olhos negros mergulhando fundo no azul dos olhos dele.

- Está aqui.- ele respondeu apontando para os próprios lábios e a beijou intensamente.

Ana-Lucia correspondeu um pouco, depois interrompeu o beijo e falou:

- Não acho que seja uma boa idéia você me servir café aqui fora.

Ele sorriu, e respondeu: - Não seja por isso. Primeiro as damas.

Ana-Lucia entrou na barraca com Sawyer logo atrás dela. Ele não perdeu tempo e jogou-se por cima dela, agarrando-a e beijando-a sem parar. Ela começou a murmurar algumas palavras em espanhol, deixando-o ainda mais empolgado:

- Si cariño, así. Te quiero, Sawyer.

- Dios mio, chica.- ele respondeu sarcástico.

Inclinou a cabeça e voltou a beijá-la, com os olhos fechados saboreou a doçura dos lábios dela enquanto sua língua a tentava, seduzia. Acariciou o corpo dela sob o vestido vermelho, acompanhando as curvas até tocar a parte interna das coxas. Sentiu-a estremecer debaixo de seu corpo.

- Você está tremendo?- perguntou, receoso.

- Não!- ela negou ríspida, embora fosse verdade e havia um bom motivo para isso.Era a terceira vez que iam fazer amor, mas dessa vez era diferente. Não estavam juntos porque queriam tirar alguma coisa um do outro, mas por vontade própria, desejo súbito e paixão descontrolada. Sawyer sentiu isso também e resolveu ir mais devagar, aproveitar aquele momento em que ela estava disposta a se entregar sem reservas.

Ana-Lucia apoiou a cabeça no peito dele. Os cabelos negros dela pareciam seda em seu queixo. Sawyer inalou profundamente. O cheiro da pele dela aumentou o fogo do desejo. Sem dizer nada, ele puxou o vestido dela e tirou-o pela cabeça. Ana ergueu os braços para ajudá-lo. Ofegando, Sawyer ajoelhou-se diante dela e desceu lentamente o elástico da calcinha branca que ela usava, desnudando-a por completo. Inebriou-se com o perfume feminino natural que exalava do corpo quente dela. Ana pulsava ardentemente por ele, sua carne delicada, morena e úmida esperando por sua boca.

Sawyer tinha o corpo doendo de vontade de possuí-la, mas esperaria sua vez, antes queria levar Ana-Lucia ao êxtase perfeito, fazê-la gritar seu nome, clamar por mais. Abriu as pernas dela delicadamente e com a ponta da língua tocou o vértice aveludado da feminilidade dela.

- Sawyer!- Ana-Lucia murmurou, inutilmente tentando se desvencilhar da carícia íntima, não queria perder o controle.

Mas ele não permitiu, enlaçou-a firmemente pela cintura, enquanto sua língua continuava a explorar a intimidade úmida dela com delicada reverência. Ana-Lucia respirava forte e a cada vez que ela estava perto de atingir o ponto alto do prazer Sawyer recuava beijando-lhe o abdômen, as coxas. Quando ela se acalmava, ele recomeçava a provocá-la com a língua, acariciando-a nos pontos mais sensíveis e íntimos.

- Dios, me voy a morir!- ela gemeu em espanhol, dando vazão ao prazer que estava sentindo.

Ouvi-la gemer e murmurar palavras em espanhol só acendia e instigava ainda mais os desejos de Sawyer. Ana-Lucia arquejava o corpo, girava os quadris, gemia, agarrava-se aos cabelos loiros dele, arrastada pelas ondas de prazer que Sawyer lhe proporcionava pela simples vontade de dar isso a ela, sem esperar nada em troca. Ouviu-a gritar seu nome antes de emitir um som selvagem que antecipava seu deleite.

- Assim gostosa, diz meu nome, Analulu!- ele provocou suspirando satisfeito por provocar tais reações nela, e continuou com os beijos e as carícias íntimas até Ana gritar novamente, sucumbindo à intensidade de seu segundo clímax.

- Oh Sawyer, oh Dios!

Ele saboreou as contrações dela, murmurando palavras doces e sensuais. Entorpecida, Ana-Lucia achou que fosse desfalecer nos braços dele, mas Sawyer amparou seu corpo junto ao seu. Ela estava trêmula, o rosto radiante, ainda sentindo os últimos espasmos de prazer.

Sawyer a fitou com um sorriso divertido no rosto, porém antes que dissesse qualquer coisa, Ana o encarou fingindo irritação.

- Se você me perguntar se foi bom pra mim, eu mato você!

- Hum, você adora me ameaçar baby, mas nós só estamos começando.

Foi a vez dele se despir, rapidamente. Tirou a camisa, a calça, os sapatos, as meias, tudo sob o olhar atento de Ana-Lucia. Nu, deitou-se ao lado dela. O desejo ardente e urgente gritou dentro dele. Cobrindo-lhe um seio com a mão, ele declarou:

- Você agora é minha!

- E você agora é meu!- ela rebateu.

Para comprovar suas palavras, ela se apossou do membro intumescido dele, acariciando-o. Os dedos dela eram quentes, a palma da mão, macia. De repente, sua língua acompanhou a mão, sugando, umedecendo, brincando.

Sawyer cerrava os dentes, gemendo de prazer, até quase não conseguir se controlar mais. Segurando-a pelos ombros fez com que ela se deitasse outra vez. Ana fitou-o com os olhos escuros cheios de paixão e Sawyer sentiu o ar faltar-lhe.

- Jamais vi olhos tão lindos e selvagens quanto os seus.- murmurou.

Ele se deitou sobre ela e penetrou-a num impulso só. Ana-Lucia gemeu e Sawyer parou imediatamente, temendo ter sido brusco. Mas ao ver um sorriso de satisfação se formar nos lábios dela tranqüilizou-se iniciando os deliciosos movimentos de vai e vem rumo ao êxtase.

A ilha estava fervendo. Ninguém sabia dizer se tinha sido a bebida, o clima romântico de festa de casamento ou a lua cheia, mas o fato é que os sussurros sinistros da floresta haviam sido substituídos temporariamente por sussurros apaixonados, no ápice do amor. Entretanto, nem todo gemido na ilha aquela noite era de paixão, em sua barraca, Dylan, um dos sobreviventes, sentia seu corpo ser tomado por uma febre que o estava consumindo; uma tosse incontrolável o atacara também. Que estaria acontecendo? Teria bebido demais na festa? Precisava de ajuda, mas lhe faltavam forças para chamar alguém. Tentou chamar Sawyer, seu vizinho do lado. Mas a voz simplesmente não saía. Um pânico repentino começou a apoderar-se dele. Um único grito ecoava em seus pensamentos:

- Não quero morrer! Não quero morrer!

Continua...