Nyaaaa... demorei mais do q esperava XP É q me enrolei MUITO nos últimos momentos do cap... é q me pressionei um pouquinho demais nessa parte e acabei ficando nervosa... evito coisas q me deixam nervosa, por isso enrolei um pouco com a fic... Sory...
Em compensação está consideravelmente maior q os anteriores o.O
Bem... vou aproveitar para dar feliz aniversário para a Lady Aska que fez aninhos essa semana o('3')o E desculpa por não ter postado a fic mais sedo ¬.¬'
7º Dia
Deitado sobre os cobertores assanhados, Near observava o travesseiro sob sua cabeça com o olhar cansado. Fazia 15 minutos que os primeiros raios de sol haviam entrado timidamente por entre as cortinas, mas ele continuava imóvel. O mal estar não estava tão forte assim, sentia que poderia levantar-se e se arrumar, a essa hora não deveria haver ninguém fora da cama, especialmente porque era sábado, mas ele continuava a encarar o próprio travesseiro, como se esperasse encontrar escrito em algum lugar em sua fronha o que ele deveria fazer aquele momento. Mais uns 10 minutos e ele finalmente mostrou um sinal de vida, virou-se preguiçosamente de lado e olhou novamente para o relógio... Não estava mais com paciência para ficar naquela cama, então finalmente levantou-se.
Desceu as escadas desertas do orfanato, seus passos ecoavam macios pelos corredores, suas mãos tremiam nervosas no corrimão. Foi até a sala onde era servido o café da manhã, mas não comeu nada, apenas bebeu um grande copo de água para tirar da boca o gosto de noite mal dormida. Demorou-se um pouco ali, observando as empregadas servirem o resto do café por baixo dos cabelos brancos, nenhuma delas pareceu notá-lo.
Saindo de lá, Near foi até a uma das salas de brinquedos onde costumava passar horas a fio, mas dessa vez ele não se sentou sobre o mármore branco para brincar com algum de seus jogos. Ele dirigiu-se para uma das grandes janelas que davam para a entrada do orfanato, ajoelhou-se a sua frente, jogou os braços por cima do batente e acomodou a cabeça sobre eles. Lá fora fazia um dia excepcionalmente bonito. O céu era de um azul-turquesa tão enorme, tão profundo, tão azul que chegava a ser intimidador. Nuvens pequenas voavam preguiçosamente como pequenas ovelhinhas errantes. O sol se erguia onipotente por traz do horizonte banhando com sua luz branca e quente os gramados verdes do orfanato, os portões e grades negros, as torres de pedra robustas, o rosto descolorido de Near e as ovelhinhas de nuvens. Mas Near não prestava atenção nisso, nem no céu, nem nas nuvens, nem no sol, nem na brisa, nem no campo, nem em nada. Ele apenas fixava os olhos de hematita em uma estrada alem dos portões. Uma estrada pequena, simples, a única estrada que levava até o orfanato. Sem tirar os olhos dela ele esperava. O sol foi erguendo-se mais e mais alto no céu e ele esperava. Os órfãos começavam a se fazer presente nas salas e jardins e ele esperava. E esperava... e esperava...
oooooooooo
Dentro do mesmo carro negro que o levara daquele orfanato, Mello voltava. Com um dos braços para fora da janela do carro e o outro segurando uma barra de chocolate, ele olhava a paisagem. O vento forte embaraçava seus cabelos loiros e seus olhos perdidos em pensamentos olhavam as várias coisas que passavam correndo do lado de fora do carro. A tarde seguia longamente quando ele em fim pôde avistar o orfanato.
Passaram pelo portão negro, cruzaram os jardins atraindo os olhares curiosos de crianças que brincavam ao ar fresco naquele dia de verão e estacionaram perto da porta. Mello logo saiu do carro seguido pelo motorista que se ofereceu a lavar a mala até seu quarto, ele recusou-se, segurou a mala e entrou.
Naquele momento, o que ele mais queria nesse mundo era rever seu quarto, comer mais um chocolate, tirar um cochilo da viagem cansativa e rearranjar suas coisas, mas foi impedido por uma pequena multidão de amigos e conhecidos. Todos eles falavam ao mesmo tempo, alguns o cumprimentavam, outros o abraçavam, um deles agarrou-se em sua cintura enquanto fazia um discurso melodramático de como sentira sua falta, mas todos queriam saber fervorosamente onde ele estivera e por que havia sumido naquela semana. Foi preciso muito trabalho e uma determinação que só Mello possuía para conseguir se livrar da multidão sem responder as perguntas. Deixando algumas caras chorosas para traz e prometendo contar tudo detalhadamente depois de um bom descanso ele subiu as escadarias e foi até seu quarto.
Chegando lá ele deixou sua mala em um canto qualquer, abriu uma gaveta e com um sorriso, viu que seus chocolates ainda estavam lá. Pegou um deles, e jogou-se sobre a cama. Abriu-o lentamente e comeu apenas uma pontinha, degustando o sabor viciante. Meditou por uns momentos com o doce derretendo na boca até que levantou-se, deu uma olhada completa pelo quarto e estreitou os olhos. Não havia mudado nada dês da ultima vez que tinha estado lá, ele tinha certeza, mesmo assim, foi invadido pela sensação de que naquela semana de ausência alguém havia estado lá.
oooooooooo
A tarde já se preparava para despedir-se com seus vários matizes enquanto Near encontrava-se parado, imóvel na frente de uma porta de madeira escura. A mesma porta em que ele se postara em frente em uma noite anterior. Do mesmo modo que na vez passada, ele permanecia de pé em meio ao corredor deserto sem saber exatamente o que fazer ou o que o levara até aquele quarto. Com uma das mãos ele enrolava uma mecha de cabelo enquanto a outra segurava a maçaneta, sem saber se deveria girá-la ou não.
Depois de horas debruçado sobre a janela, viu o carro de Mello chegando naquela manhã, mas não pode fazer nada. Ficava se perguntando se ele faria alguma coisa se aquelas pessoas não o tivessem cercado em sua chegada. Se ele faria alguma coisa agora. Sua mão ainda repousava na maçaneta gelada com firmeza. Seus dedos envolveram-se no metal nervosamente, uma parte dele queria sair dali o mais rápido o possível, mas...
Antes que pudesse reagir a porta fora aberta pelo outro lado. O tempo só foi o suficiente para que Near largasse a maçaneta e recuasse uns poucos passos relutantes antes que fosse perfurado pelos olhos surpresos do rival do outro lado da porta.
- Near?! – Disse Mello com uma expressão atônita, que poucos instantes depois se deformou em seu habitual ódio. – NEAR!!!
- Ola Mello. – Disse Near lavando uma das mãos novamente aos cabelos e olhando em seus olhos com absoluta calma.
- O que esta fazendo parado na porta do meu quarto?! – Mello gritou, inclinando-se um pouco em sua direção.
Near permaneceu calado. Virou os olhos para alguma região aleatória no teto. Gostaria de saber o que estava fazendo ali tanto quanto ele. Mello esperou por uma resposta em vão, quando viu que Near não iria abrir a boca virou-se furiosamente e voltou a entrar no próprio quarto, segurou uma das pequenas pilhas de roupas que estavam organizadas em sua cama e a jogou no armário de qualquer jeito.
- Olha, eu não sei o que você veio fazer aqui e nem quero saber. – Disse sem olhar para o garoto ainda parado no meio do corredor. – Mas já tive que ouvir baboseiras o bastante por sua causa, então dá o fora daqui que eu não quero mais confusão pro meu lado.
Mello continuou a jogar suas coisas no armário e Near continuou a observalo de longe. Ele tentava ignorar a presença do garoto (o que era difícil devido ao tempo que passara dês da ultima fez que o vira), mas de repente parou no meio do quarto e lembrou-se do que iria buscar lá fora antes de ser interrompido por aquele idiota.
- NEAR!!! – Mello deu um berro. Near olhou para ele disfarçando o susto que tomara. – Você vai agora à cozinha buscar chocolate para mim.
- Por que eu...
- AGORA!!!
Mello queria o seu chocolate. Seu humor dependia muito dele e a ultima coisa que precisava quando estava sem ele era o Near.
Os dois se encararam por uns instantes, os olhos de Mello estavam começando a adquirir aquele brilho homicida de quando ele estava prestes a enfiar a mão na cara de Near. Mesmo com todo o perigo Near não se moveu, nem mesmo mudou aquela sua expressão monótona, mas Mello não queria mais ter aquela psicóloga metida à sabichona enchendo sua paciência por mais uma semana. Foi até a porta com passadas pesadas, lançou um ultimo olhar de ódio na direção de Near e bateu a porta com um estrondo que fez o chão do seu quarto tremer. Voltou para sua cama, jogou-se nela, segurou um travesseiro com força e rangeu os dentes com a infelicidade que era não ter um chocolate naquele momento. Quase se esquecera do quanto aquele garoto o fazia perder o controle de si e de todo o resto. Respirou fundo e esperou a raiva passar.
Minutos depois foi interrompido por umas batidinhas leves na porta. Não quis atender. Momentos depois e mais batidinhas. Continuou deitado em sua cama. Mais batidinhas... aquilo estava começando a irritar. Quando elas vieram pela quarta vez Mello levantou-se com a cara amarrada e abriu a porta para deparar-se com um Near encolhido a sua frente com uma barra de seu chocolate entre as mãozinhas brancas.
Por instantes ele apenas olhou incrédulo para o garoto a suas frente. Near ergueu os olhos para ver a face do rival. Aquele deveria ser o tipo de expressão de alguém que acabou de ver uma vaca roxa passar voando pela janela. Não pode deixar de achar graça. Mello percebeu a sutil mudança no rosto de Near e arrancou o doce de suas mão com raiva, voltou para sua cama e sentou-se. Rasgou a embalagem, meteu a barra na boca, mastigou o doce por um momento e olhou para o garoto novamente a frente de sua porta.
- O que esta fazendo parado na porta do meu quarto?! – Perguntou pela segunda vez.
- Mello disse que não queria saber... – Disse Near inocente.
Mello apertou a barra entre seus dedos a fazendo quebrar em pedaços. Voltou a encarar Near. Trocar olhares era uma coisa que faziam frequentemente. Near com aqueles olhos negros, opacos e sem vida, Mello com seus olhos verde-safira, ardendo em ódio. Aquele era um tipo de jogo, um desafio que geralmente acabava com a duvida de quem havia vencido pairando no ar. Mas daquela vez Near pouco se importava com desafios. Ele apenas analisava os olhos de Mello. Tinha neles algo de selvagem, tão vivo que chegava a pulsar, como a agonia de um animal ferido. O mais estranho deles era que diferente do resto do mundo, eles o olhavam diretamente, não tinham aquele ar leviano e bêbado dos olhares dos que o admiravam ou examinavam com curiosidade. Eram penetrantes como facas cortando sua carne, e algo dizia a Near que essa era a intenção mais profunda e doentinha por traz daqueles olhos.
Sem dar conta dos próprios atos, Near aproximava-se do outro. Não estava em seu estado normal, mas a culpa era inteiramente de Mello. Pé ante pé, ele prosseguiu em uma firmeza que não era sua. Mello agora o olhava com incredulidade ao invés de ódio. O olhava com aqueles olhos verdes, tão humanos que palpitavam em vida e sangue...
Ele nem pensou no que estava fazendo. Algo naquele momento bloqueava seus pensamentos. Near nem ao menos tentou entender o porquê de estar envolvendo o outro com os braços e deitando a cabeça em seu peito. Fechou os olhos e ouviu o coração de Mello batendo fora do compasso, era um bater tão rápido e nervoso que daria para dançar nesse ritmo. Sentia sua respiração ofegante, podia até mesmo ouvi-la. Sentiu o suor do outro em suas mãos e quase pode sentir seu gosto. Sincronizou sua respiração com a dele, tentou recuperam o tantinho de vida do qual tinha sido privado no dia em que Mello o abandonara. Vacilantemente Mello pôs as mãos nos ombros de Near e com toda a força que pôde reunir em seu estado de choque, empurrou Near para longe de seu corpo, fazendo este tombar o chão com um estrondo. Near o olhava confuso e com um resquício de medo. Mello o olhava aterrorizado. Suas mãos tremiam a o suor escorria gelado por sua nuca.
- O QUE VOCÊ PENSA QUE ESTA FAZENDO!!?!?
Mello berrou tão alto, mas tão alto que provavelmente todo o orfanato ouviu, já que em poucos minutos Roger já estava debruçado sobre a porta, ofegante e seguido por mais dois professores.
- Near... Mello... o que...? – Foi a única coisa que pôde dizer. Seus olhos transbordavam em um misto de medo e decepção. Fixou esses olhos em Mello.
- Não Roger... – Disse Near levantando-se e já recuperando a comum apatia. – Fui eu dessa vez... Desculpe-me.
Agora era a vez de Roger olhar Near com espanto. Esse não disse nada, apenas espremeu-se por entre os professores e saiu. Roger olhou para e Near e dele olhou para Mello, que parecia estar entendendo ainda menos do que ele. Não achou nenhuma palavra naquele momento, então apenas fechou a porta e se retirou.
Mello continuou em pé. Confuso, com certo medo e sentindo vergonha por sentir isso tudo e um pouco mais.
oooooooooo
Era noite no Lar Wammy. Todos os alunos jantavam dentro da casa, menos Near que estava sentado nos negros degraus de pedra que levavam ao portão principal. A noite estava quente e escura, o céu parecia ainda maior que o habitual, milhares de estrelinhas piscavam brancas e reluzentes, uma brisa fresca vinha de entre as árvores para amenizar o calor daquela noite de verão e a lua branca e esguia subia os céus com seu sorriso minguante. E Near, sentado em silêncio nos degraus de pedra, se integrava tão bem com a paisagem de brancos e negros que se quisesse, poderia fazer parte dela. Mas ele não queria.
Olhava para o céu envolto em seus pensamentos, estático. Organizava sua mente com os últimos acontecimentos daquele dia. Tanto ele quanto Mello e Roger podiam afirmar que aquele tinha sido um dia bem estranho, mas o mais estranho para Near era que já se sentia melhor, como se aquela visita a Mello tivesse confirmado a ele que apesar de tudo ainda estava vivo.
As horas passavam ligeiras e ele permanecia em seu profundo silêncio enquanto processava informações em sua cabeça. Já tarde da noite, ouviu a porta atrás de si abrir-se, ele não virou para vez quem era. Momentos depois sentiu o peso de um chute em suas costas. Agora não precisava mais olhar para ter certeza de quem era.
- O que o senhor perfeito está fazendo aqui fora à uma hora dessas? – Disse Mello em tom de deboche.
Como sempre Near não respondeu, nem olhou para ele ou mandou qualquer sinal de que havia se dado conta de sua presença. E nada nesse mundo conseguia irritar Mello tanto quanto isso. Ele desceu alguns degraus, abaixou-se até ficar em sua altura, segurou o pulso de Near com força e inclinou-se em sua direção.
- Muito bem. – Disse controlando o tom de voz com certa dificuldade. – Agora você vaime dizer exatamente o que é que deu em você.
Near apenas virou a cara. Aquela clara demonstração de que ele pretendia ignorá-lo fez com que sentisse tanta raiva que foi como se uma mão apertasse seu peito.
- Para de me ignorar e responde. – Disse entre os dentes.
Continuou sem resposta. Agora Near o irritara. Por pouco não o empurrou escada abaixo (na verdade... já havia erguido a mão para fazê-lo), mas não valeria a pena pelo sermão que o fariam ouvir por ter machucado Near logo no primeiro dia de volta ao orfanato. Levantou-se. Se ele continuaria a ignorá-lo então não iria mais perder seu tempo ali. Virou-se e tornou a subir os degraus quando sentiu algo o puxando pelo braço. Near segurava a manga de sua blusa, ainda sem olhar diretamente em seus olhos.
- O que foi?! – Disse novamente entre os dentes.
- Mello... – Near continuava sem olhar para Mello. – Me diz o que você fez nessa semana.
Muito bem. Agora Mello tinha certeza de que tinha alguma coisa de errado com ele. Não bastava o que acontecera aquela manhã, agora estava querendo saber sobre sua vida. Dês de quando Near tem tanto interesse por ele? E o mais irritante é que mesmo assim ele continuava a ignorá-lo... Bem... em dias normais Mello provavelmente teria lhe respondido com algum comentário ofensivo, mas aquele não estava sendo um dia muito normal. Agora estava curioso. Já tinha contado a mesma história tantas vezes para seus amigos... não custaria nada contar mais uma.
Assim Mello pôs-se a contar o que tinha feito. Era muito, muito estranho falar com Near por tanto tempo sem levantar a voz, mas ele decidiu continuar para vez no que aquilo iria dar. Near olhava atentamente para Mello, prestando atenção em cada palavra. Ao acabar de falar, o silêncio voltou. Agora ele o observava analiticamente, como um médico-legista examinando um corpo, mas sem encará-lo nos olhos. Aquilo não era muito melhor do que quando ele o ignorava.
- O que foi?! – Estava começando a se irritar de novo.
-... Nada...
Os dois permaneceram em silêncio. Aquilo já estava ficando incômodo. Mello olhou para o céu estrelado, depois para os próprios pés, para os degraus de pedra ao seu lado e depois para Near que continuava evitando seus olhos sem ao menos disfarçar a intenção. Isso fazia o sangue de Mello correr como fogo em suas veias, segurou os ombros do garoto ao seu lado e com pouco esforço (ele era bem mais forte do que Near) seus olhos se encontraram forçosamente.
Encontraram-se como já fizeram tantas outras vezes, mas dessa vez não tinha aquele ar de desafio ou de ameaça. Novamente o silêncio tomou o ambiente, mas não era pesado ou maçante, pois não havia nada para ser dito. Near aproximou-se, Mello estava confuso, sentiu o outro tirar-lhe os cabelos do rosto com a ponta dos dedos, instintivamente afastou-se, mas Near agora se apoiava com o braço sobre seu peito (Por uma semana, Near se sentiu como se não fosse uma pessoa de verdade).
Seus rostos agora estavam muito próximos (Por uma semana ele viu o quão doloroso era não poder ser como o resto do mundo).
Ele podia sentir a respiração de Mello em seu rosto, o calor de sua pele (Por uma semana ele viu o quanto alguém a quem não damos importância pode fazer falta).
Com a mão que usara para afastar seus cabelos, ele acariciou o rosto seu rosto bem de leve (Por uma semana ele sentiu na pele que sem Mello, a vida se tornava difícil de se... viver...).
Uniu seus lábios aos dele suavemente. Aquele beijo tinha algo de quente, algo de triste... Com aquele leve toque nos lábios ele pôde dizer tudo o que não sabia por em palavras. Todos os remorsos, todos os momentos de solidão, todas as noites em claro, todos os olhares entorpecidos, todas as tardes de venenosa monotonia, todas as suplicas para que nunca mais o abandonasse (Porque ele precisava disso...).
Sem acreditar direito no que estava acontecendo, ele sentiu as mãos de Mello em sua cintura, seus lábios se abrindo e seu beijo invadi-lo. Um beijo vivo, intenso, pulsante com a própria existência, assim como tudo que havia em Mello. Os dois corpos se uniram quando o beijo se aprofundou e tudo mais que não fosse aquele momento era supérfluo (Porque os dois precisavam disso).
Naquele momento, tudo que faltava neles, eles o acharam no outro. Near achou a emoção que lhe faltava na intensidade de Mello. Mello achou a ponderação que não tinha na suavidade de Near. Tudo que eles sempre precisaram agora estava tão perto, mas tão perto... (E as estrelas piscavam atônitas.)
Separaram-se apenas quando o ar tornou-se muito necessário. Abraçaram-se, Near apoiava a cabeça no ombro de Mello, com as mãos segurando fortemente suas roupas, este envolvia Near com um dos braços, com a outra mão por entre seus cabelos brancos. Suas respirações sincronizadas. Depois de um tempo em silêncio, Mello apertou Near contra si com ainda mais força.
- Near... Pensei que não fosse possível, mas nessa semana que passou passei a te odiar ainda mais.
(Isso não surpreendia Near)
- ... Por quê?
- Porque... – Ele abraçava Near mais e mais forte. – Porque não consegui ficar um momento sequer sem pensar em você...
Dou um biscoito para a primeira pessoa q disser quem foi a pessoa q agarrou o Mello todo melodramático quando ele chegou no orfanato XD
Detalhes: Talvez vc tenha notado q o Mello esta meio baka nesse capítulo... bem, a explicação é q nessa semana ele pensou muito no Near, mais do que estava acostumado, por isso ele ficou nervosinho X3
Se vc achou q o Near é q estava estranho, lembre-se q ele passou uma semana inteira sem ver o Mello. Se vc é q estivesse no lugar dele como se sentiria?
Então aqui se acaba a Nostalgia.
Perdoe-me se você esperou mais do ultimo capítulo e se arrependeu por todo o tempo que esperou até ele :(
Se vc gostou, então posso me dizer uma pessoa um pouquinho mais feliz :3
Bjoos e até a próxima fanfic o('3')o
