A inauguração do kartódromo

Lizzy despertou de seu sono profundo quando ainda nem o sol havia nascido. Saiu de casa cedo, muito desanimada, nem mesmo tinha vontade de escutar as músicas em seu walkman. Quando chegou ao escritório, deu de encontro com o Sr. Darcy, que saia pela porta principal, carregando uma pilha de pastas.

- Bom dia, Sr. Darcy. Me desculpe, por não tê-lo visto. – disse ela, ao esbarrar com ele, derrubando algumas pastas no chão.

- Está tudo bem.

Lizzy recolhia as pastas que caíram no chão, enquanto Sr. Darcy pedia ajuda ao porteiro, entregando-lhe as outras para serem levadas ao carro.

- Chegou cedo.

- Sim, não ando dormindo muito bem.

- Algum problema?

Lizzy se levantou com as pastas nas mãos e olhou para o rosto do Sr. Darcy. Por um momento, sentiu-se tão confortável com sua presença que gostaria de lhe contar tudo que havia acontecido, mas preferiu manter seu problema em segredo.

- Não. Está tudo bem.

- Você parece bastante abatida.

- Só tenho escutado isso nos últimos dias. – disse ela, entregando-lhe as pastas.

- Espero que isso não tenha a ver com o que falamos.

- Não. De maneira alguma. – disse ela, abaixando a cabeça.

Sr. Darcy olhou para fora, até criar coragem de perguntar:

- É o George, não é?

- Como sabe?

- Não sei do que se trata, apenas sei que ontem ligou para casa e falou com a Sra. Wickham. Ela me disse que você estava procurando por ele.

- Me desculpe, telefonar em sua casa e...

Sr. Darcy interrompeu Lizzy, achando ser doloroso demais ouví-la falar sobre George:

- Não precisa me explicar nada. Preciso ir agora, estão me esperando.

- Claro.

Sr. Darcy saiu sentindo uma imensa dor no peito, enquanto Lizzy permaneceu próxima à porta de entrada, sem saber ao certo o que pensar, sentia um imenso vazio preencher cada parte de seu corpo. Ainda que se sentisse assim, Lizzy não compreendia, com exatidão, os sentimentos do que Sr. Darcy, achando, simplesmente, que não era de seu interesse saber de seus problemas, já que não havia correspondido a sua declaração.

Mais tarde, quando estava em sua mesa, recebera uma ligação de Jane, que havia acompanhado Lydia ao médico. A gestação estava confirmada e o médico calculara aproximadamente 12 semanas.

- Marcamos o primeiro ultrassom para a próxima semana, assim como os outros exames que o doutor pediu.

- Qual foi a reação de Lydia?

- Não está aceitando muito bem a gravidez.

- Não podemos deixar que faça nada de errado.

- Abordamos esse assunto no consultório, o médico avisou que qualquer procedimento nesta fase é muito perigoso. Acredito que Lydia tenha entendido com clareza. O doutor também disse que casos como o de Lydia é muito comum. Muitas das adolescentes que engravidam nessa idade costumam ter rejeição ao bebê.

Lizzy acreditava que se George estivesse ao lado de Lydia tudo seria mais fácil. Não passava por sua cabeça a possibilidade de George também rejeitar toda essa situação, desde Lydia grávida até mesmo o bebê.

A rotina de Lizzy durante toda a semana foi alterada em função de Lydia. Do trabalho, seguia direto à casa de seus pais, para fazer companhia a irmã, ao invés de ir a faculdade. Lydia não queria retornar ao colégio, sentia-se incomodada com a reação de seus colegas. Porém, todos achavam que seria apenas uma fase inicial e que, logo estaria de volta às aulas. Nas semanas seguintes, Lizzy retornara a frequentar suas aulas, retomando, aos poucos, sua rotina habitual, restando apenas os finais de semana para fazer companhia a Lydia. Toda a situação servira, ao menos, para unir as irmãs. Lizzy nunca fora tão próxima de Lydia, primeiro por conta da diferença de idade e, depois, por não terem tido ideais em comum. Sempre foram pessoas muito diferentes, apesar de irmãs. No entanto, ainda com toda a aproximação entre as elas, Lydia guardava consigo o segredo, de quem era o pai do filho que esperava.

Demorou semanas até que a Sra. Bennet retomasse seus compromissos com a casa e com a sua vida social. Ainda sentia-se muito constrangida em revelar às amigas e conhecidas e, até mesmo, aos parentes sobre o estado de Lydia. Pedia, insistentemente, a mesma discrição as filhas. Lá no fundo, guardava a esperança de que o pai do bebê pudesse pertencer a uma importante família e que, ainda, tivesse recursos financeiros suficientes para sustentar e dar todo o conforto necessário a sua nova família.

Agindo contra as ordens de sua mãe, Jane havia comentado com Charles sobre o que acontecera com Lydia, inclusive, sobre as suspeitas de que George era o pai do bebê. Chocado, Charles acabou revelando a namorada algumas das atitudes que o rapaz cometera, quando ainda morava na mansão da família Darcy. Até mesmo, sobre o motivo de sua demissão no escritório de advocacia do Sr. Darcy, fazendo com que Jane ficasse, ainda mais, aterrorizada com o caráter de George, preferindo não comentar nada, mesmo com Lizzy.

Apesar de todo o transtorno que a gestação de Lydia causara na vida de toda a família Bennet, Jane vivia um momento único com a conclusão do projeto de Charles. A inauguração de seu grande empreendimento estava prevista para os próximos dias, inclusive contando com a presença de grandes pilotos e personalidades do meio. Charles, finalmente, realizava um sonho ao lado de seu grande amigo Sr. Darcy, o que possibilitaria sua tão almejada independência financeira. Uma semana antes da inauguração formal do kartódromo, Jane foi visitar as instalações, se apaixonando pelo que vira.

- Meu Deus, Charles! Não imaginava que fosse assim.

- Como imaginava um kartódromo?

- Não sei, algo menos sofisticado. Isso é maravilhoso!

- Com o tempo, quero que faça umas aulas, imagine nós dois disputando uma corrida?

- Nem pensar, acho que morreria de medo!

- Vai ter muito tempo pra que eu possa convencê-la.

Eles se abraçaram, felizes, em meio ao barulho dos karts que transitavam na pista.

- Quero que convide Lizzy e todos de sua família!

- Vou fazer isso, mas não prometo que compareçam.

Passaram-se dias até que Jane convencesse Lizzy a acompanha-la ao grande evento de inauguração do kartódromo e isso, só foi possível, pois o Sr. Bennet era um amante das corridas desde os saudosos anos 60 e 70, acompanhando-as através da Radio Panamericana, sob a narração do respeitável Wilson Fittipaldi, o Barão. Além do mais, jamais ousaria em deixar de prestigiar Charles e perder a oportunidade em conhecer de perto um kartódromo.

Era uma manhã ensolarada, típica de primavera, quando as irmãs acompanhadas pelo pai chegaram ao kartódromo. Antes mesmo que Jane pudesse encontrar Charles, em meio a muitos convidados presentes para a ocasião, Sr. Bennet parava para cumprimentar conhecidos, muitos deles, jornalistas que estavam ali fazendo a cobertura da inauguração do local. Havia um assédio maior em cima de algumas personalidades do automobilismo, como o lendário Chico Landi. Mais interessante ainda, era que alguns convidados, entre eles, pilotos de destaque, como o jovem Ayrton Senna, que havia vencido dois campeonatos sul-americanos de kart e liderava o atual, iriam participar de uma corrida amistosa para apreciação da imprensa e para delírio dos demais convidados do evento. Charles, também participaria da corrida, com seu próprio kart, ao lado de Senna e de pilotos mais experientes como Toninho da Matta.

Quando Jane, finalmente localizou Charles, este vestia um macacão todo caracterizado com as cores da bandeira do Brasil e estava prestes a entrar na pista. Muito simpático, cumprimentou e agradeceu a presença do Sr. Bennet e de Lizzy, para em seguida, despedir-se de Jane, indo conferir seu tempo em relação aos outros corredores. Após arranjarem um excelente lugar nas arquibancadas, Jane foi surpreendida com a presença da Sra. Bingley e de sua filha Caroline.

- Como vai, minha querida? Há quanto tempo não nos vemos!

- Desde a comemoração de seu aniversário, creio.

- Sou o pai de Jane, Sr. Bennet, estou certo de que é a Sra. Bingley, a mãe de Charles.

- Sim, sou eu mesma. E você é a irmã, Lizzy, se não me falha a memória.

- Isso mesmo, Sra. Bingley.

Jane olhou surpresa, pois não se lembrava em ter apresentado Lizzy a Sra. Bingley. Caroline manteve-se ao lado da mãe, porém sem esbanjar muita cordialidade. Quando a corrida foi oficialmente anunciada aos convidados, para entusiasmo de todos, o narrador seria uma importante personalidade do automobilismo, o Barão, pai dos pilotos Wilson e Emerson Fittipaldi, que recebia os aplausos e o respeito do público presente, inclusive uma belíssima homenagem. Sr. Bennet estava muito emocionado em saber de sua presença, era uma honra ter a oportunidade em conhecer alguém, que de fato, fez as coisas acontecerem para evolução do esporte a motor no país. Enquanto isso, Sra. Bingley parecia não se importar com a emocionante homenagem que faziam ao Barão, estando mais interessada em localizar o Sr. Darcy em meio aos convidados, na tentativa de unir, novamente, sua filha Caroline a ele.

Quando Barão deu início a corrida, cerca de 15 karts disputavam na pista, que possuía um traçado original e ousado, projetado por um jovem engenheiro inglês e homologada pela Confederação Brasileira de Automobilismo, o que permitia serem realizados os grandes torneios nacionais. Após a largada, Sr. Bennet se entusiasmava, torcendo ferozmente para que Charles vencesse a corrida, alegrando sua filha Jane e deixando a Sra. Bingley, um tanto importunada com toda a barulhenta vibração. De repente, quando finalmente avistou o Sr. Darcy, pegou Caroline pelo braço e caminharam até se aproximarem dele. Acompanhando atentamente o encontro entre eles, Lizzy sentiu-se estranhamente incomodada com o comportamento íntimo que Caroline proporcionava ao Sr. Darcy, fazendo, até mesmo, com que ele se manifestasse da mesma maneira.

Quando a corrida terminou, mesmo não sendo Charles o grande vencedor, Jane estava entusiasmada em encontra-lo, pedindo ao pai e a Lizzy que a acompanhassem até a entrada dos boxes. Naquele momento, havia um assédio feroz da impressa em cima dos corredores, impedindo que Jane se aproximasse de Charles. Enquanto isso, Lizzy, tranquilamente, se apoiou na grade que separava os boxes da arquibancada, observando dali, os pilotos. Foi quando, por fim, Sr. Darcy a avistou, com seus longos cabelos escuros esvoaçantes. Ainda que estivesse ao lado da Sra. Bingley e de Caroline, Sr. Darcy seguiu até onde estava, abordando-a:

- Gostou da corrida?

Lizzy assustou-se com sua presença.

- Me desculpe, não quis assusta-la.

- Tudo bem, só estava pensando, em como deve ser interessante isso.

- Correr de kart?

- Sim.

- Bem, devo confessar que prefiro ficar longe dessas coisas.

Lizzy olhou para seu rosto, para, em seguida, mostrar-lhe um lindo sorriso espontâneo.

- De fato, não vejo o senhor pilotando um desses.

- Devo considerar isso um elogio ou uma crítica?

Antes que Lizzy pudesse responder, eles foram surpreendidos com a chegada da Sr. Bingley e de Caroline.

- Darcy, por acaso já viu Charles? – disse ela, encontrando um pretexto para por fim ao diálogo entre eles, o qual ela mesma detectou ser, um tanto, ameaçador aos seus planos de reatar o romance entre Sr. Darcy e Caroline.

- Ainda não, Sra. Bingley.

- Que tal esperarmos lá dentro? Aqui está ventando horrores.

- Vá a senhora na frente, a encontro em seguida.

Sra. Bingley sentiu-se insultada com a atitude do Sr. Darcy, se retirando, porém obrigando a filha a permanecer ao lado dele.

Mesmo com a presença de Caroline, Sr. Darcy tentava resgatar seu diálogo com Lizzy:

- Posso comentar com Charles sobre seu interesse em correr de kart.

Caroline estranhou o modo como ele falou com Lizzy, uma voz doce e carinhosa, sem contar a gentileza.

- Estou vendo que gosta de corrida, Lizzy?

- Na verdade, aprendi a gostar de corridas com meu avó e meu pai, que sempre acompanharam. Antes mesmo de existir o autódromo de Interlagos, eles assistiram a uma corrida de rua, aqui na cidade de São Paulo, se não me engano a Av. Brasil foi uma das vias usadas no circuito. Segundo eles, havia uma linda corredora francesa entre os pilotos e ela era maravilhosamente genial. Nesta ocasião, prestes a conquistar a terceira colocação, enquanto disputava acirradamente com o piloto brasileiro, Manuel de Teffé, ela sofreu um grave acidente, que a deixou entre a vida e morte. Lembro-me de meu avó contar que além dela, que se feriu gravemente, algumas pessoas que assistiam a competição se feriram também e outras até morreram. Ele viu quando ela voou do carro, sendo arremessada em cima de um soldado, que depois veio a falecer. Quando finalmente, ela se recuperou, virou notícia no país inteiro, se transformando numa espécie de heroína! Porém, para sua carreira como piloto, o acidente foi fatal, nunca mais foi a mesma nas pistas.

Sr. Darcy olhava Lizzy, encantado com a história que acabara de contar. Para ele, era impressionante como ela cativava e conquistava as pessoas com sua sabedoria e conhecimentos únicos.

- Isso mais parece essas historinhas que nossos avós contam para nos impressionar! – desdenhou Caroline.

- Pois pode acreditar, ela existiu e isso fez parte da história de sua vida. – respondeu Lizzy, pondo fim ao questionamento de Caroline.

Em seguida, Lizzy observava seu pai ao lado do Barão, sabia o quanto aquilo significava para ele e sorriu feliz, eternizando aquele belíssimo momento dentro de si.

- Veja, finalmente Charles apareceu! – anunciou Caroline. – Vamos parabeniza-lo?

Sr. Darcy e Lizzy seguiram-na até a entrada dos boxes, onde estava Charles, abraçado com Jane. Todos juntos, elogiaram e saudaram Charles.

- Vamos comer alguma coisa? – convidou Charles. – Essa corrida me abriu o apetite!

- Ótima ideia, irmãozinho! A mamãe está mesmo nos aguardando na área onde está sendo servido o coquetel. – disse Caroline, abraçando carinhosamente o braço do Sr. Darcy, enquanto caminhavam.

Lizzy sentia-se um pouco deslocada, com Jane dando total atenção a Charles e Caroline em seu jogo de sedução em cima do Sr. Darcy, a fim de reconquistá-lo. Quando seu pai apareceu, mesmo estando ao lado de um senhor que acompanhava um garotinho, Lizzy foi ao seu encontro. Não era ninguém conhecido, porém Lizzy teve o maior prazer em ser apresentada aquele garotinho, que segundo seu pai, já corria de kart.

- Qual é o seu nome? – perguntou ela.

- Rubinho.

- Quer dizer que o senhor corre de kart?

- Sim.

- Qualquer dia, quero vê-lo correr. Quantos anos você tem?

- Oito.

Impressionada com a pouca idade do garoto, Lizzy sentiu-se ainda mais estimulada a pilotar um kart.

- Acho que vou abandonar minha carreira de advogada, o que o senhor acha? – disse ela, brincando com seu pai.

- Eu acho ótimo! Assim, eu abandono a universidade também e ficamos os dois aqui!

- Venha, vamos comer alguma coisa, papai.

Sem que ninguém percebesse, Sr. Darcy chamou a atenção de Caroline, após ela ter solicitado a imprensa para fotografá-los juntos. No entanto, ela não podia aceitar ser tratada daquela maneira, tão estúpida, queixando-se, indiscretamente, a ele, fazendo com que a Sra. Bingley tivesse que intervir, separando-a do Sr. Darcy, antes que alguém da impressa pudesse reparar o desentendimento entre os dois. Nesse momento, Lizzy acompanhava seu pai que conversava entusiasmadamente sobre o campeonato de Fórmula 1, com o notável jornalista Reginaldo Leme, contratado pela TV Globo para a cobertura do automobilismo. O assunto girava em torno do grande desempenho do piloto brasileiro, Nelson Piquet, que faltando apenas dois GPs para o final do campeonato, permanecia atrás de um piloto australiano. Quando a conversa entre os dois, foi se tornando técnica demais, Lizzy passou a observar a festa, com seus convidados se amontoando em pequenos grupos, sempre muito empolgados e eufóricos nos assuntos que tratavam. Tentava localizar Jane, porém antes disso, presenciou o exato momento em que Sra. Bingley e sua filha deixavam o local. Discretamente, passou a procurar o Sr. Darcy, mas parecia não estar em nenhum lugar no amplo salão improvisado, onde o coquetel estava sendo servido.

De fato, neste momento, Sr. Darcy acompanhava Charles e Jane até os boxes, para conhecer os karts que foram utilizados na competição. Eram equipamentos muito modernos, que seriam usados na escola de pilotagem, que funcionaria ali mesmo. Porém, antes que pudessem retornar ao salão, Charles decidiu se desculpar com o amigo, por conta do comportamento de sua irmã e de sua mãe:

- Creio que elas exageraram mais uma vez. Minha mãe não se conforma que a relação entre você e Caroline chegou ao fim.

- Já deveria esperar por isso.

- É, eu sei, mas é muito inconveniente se comportar assim, ainda mais com a imprensa toda por perto.

- Esqueça, Charles, elas já se foram.

- Isso quer dizer que você tá livre para investir em "você sabe quem"!

- Agora, os dois vão ficar de segredinhos? – perguntou Jane. – Posso saber quem é essa "você sabe quem"?

Charles olhou para Jane, com a certeza de que a namorada sabia de quem estavam falando:

- Ora, Jane, não se faça de desentendida, claro que estamos falando de Lizzy. – revelou Charles.

Jane não sabia do interesse do Sr. Darcy pela irmã, até mesmo porque Lizzy não havia comentado nada disso com ela, surpreendendo-se com a descoberta, porém preferiu manter-se discreta, para não constranger, ainda mais o Sr. Darcy, o qual não tinha tanta intimidade.

- Sei que ela é difícil, mas você vai acabar conquistando-a, deixa ao menos passar essa fase complicada. Jane contou-me que Lizzy está sofrendo demais. – comentou Charles.

- O que está acontecendo com Lizzy? – perguntou Sr. Darcy, com ar preocupado.

- Bem, achei que soubesse. – disse Charles, constrangendo até mesmo Jane, que teria agora, que contar o fato ao amigo. – Nem preciso pedir sua discrição, mas o caso é que a irmã mais nova de Lizzy e de Jane está gravida, e pelo que tudo indica, o pai é o George.

Sr. Darcy ficou paralisado com a notícia, compreendendo agora o quanto fora tolo, ao achar, o tempo todo, que Lizzy estava interessada em ter notícias de George, por amá-lo. Assim como, sua constante presença junto à família Bennet. Procurou se aprofundar no assunto, questionando Jane sobre o caso, ficando chocado ao saber do sumiço de George, sem ao menos, permanecer ao lado de Lydia durante esta fase tão delicada.

Quando retornaram ao salão, Sr. Bennet e Lizzy, assim como a maioria dos convidados, estavam deixando o espaço. Eles aguardavam apenas Jane para se despedirem. Sr. Darcy, assim que olhou para Lizzy, teve vontade em lhe contar que sabia de todo o ocorrido e que faria de tudo para ajuda-la, porém a presença do Sr. Bennet, fez com que ele se limitasse a olhá-la, admirando-a mais do que nunca.