Legenda:
Sentia os pés sangrarem, mas se parasse de correr seria capturada. – Narração normal
- Eu sou seu dono Hyuuga. - Fala normal
É dessa forma que eu me lembro dele. - Narração de Hinata ou Sasuke.
OoOoOoOoOoOoOoO – Mudança de tempo e espaço
"Vigiai e orai, para que não entreis em tentação; na verdade, o espírito está pronto, mas a carne é fraca."
(Mateus 26:41)
Delirius
Por Pink Ringo
Capítulo II – Anjo de vidro
Música:Evanescence - Sweet Sacrifice
São vastas as minhas memórias a respeito dos Hyuuga, o pouco que me recordo são lembranças da infância a qual algumas vezes freqüentei a sede do clã juntamente com minha família. Assim como os Uchihas, os Hyuuga são um conceituado clã Shinobi muito bem visto em Konoha e fora dos limites do país do fogo. Ambos os clã são parecidos não somente nesses aspectos, mas também na sua tradição. Para os patriarcas de ambos os clãs as conveniências são colocadas em primeiro lugar, através dos interesses que eram criadas as alianças e conseqüentemente os casamentos. Eu, Uchiha Sasuke pedi a mão de Hyuuga Hinata sem ao menos ter idéia desse fato, pouco importava aos nossos pais se queríamos ou não nos casar essa decisão não nos cabia. O que realmente importava era que os dois melhores clãs de Konoha se uniriam por um laço inseparável.
-Ela está definhando naquela cela imunda. Não come, não fala, não se mexe! Dou mais uma semana antes que aquela estúpida morra. – Disse Karin irritada jogando a bandeja de comida contra a parede onde estava encostado, o shinobi desviou com facilidade olhou-a com deboche se divertindo com o transtorno da colega.
-Veja pelo lado bom, você terá o Sasuke-kun todinho só para você. – O sorriso de escárnio não abandonava o semblante do shinobi da névoa.
- Não seja ridículo! Você ouviu o que o Sasuke-kun me disse noite passada, seja o que acontecer com aquela sem graça a culpa será toda minha. – Olhando com repulsa para a comida no chão Karin disse maldosa – Vou fazê-la comer mesmo que eu tenha que enfiar toda a comida goela abaixo.
-Quanta maldade no coração!
O fato de ela ser minha noiva foi apagado de minha mente com o tempo, eu me esqueci por completo depois que meu clã foi dizimado – naquela ocasião eu tinha outros interesses em mente, precisava superar minhas forças e me tornar um vingador – As visitas a mansão Hyuuga foram excluídas da minha rotina, Hiashi não queria ninguém que tivesse caído em desgraça fazendo parte de sua família, casar com a primogênita estava fora de cogitação.
-Maldade será o que Sasuke-kun fará comigo se aquela idiota morrer. Por que ele não se livra logo dela? Nas condições que ela está a utilidade dela é nula. - Os gestos de Karin eram exasperados, a ruiva passava os dedos nervosamente pelos cabelos tentando pensar em alguma forma de não falhar na tarefa que lhe fora ordenada.
Haviam se passado três dias desde que Hinata fora capturada tornando-se prisioneira de Sasuke, os motivos para não ter sido eliminada assim que apanhada apenas foi revelado no cair da noite quando recebeu a visita de seu raptor repleto de segundas intenções. Fora poupada unicamente para servir de objeto sexual, a distração das horas vagas e momentos de tédio, foi isso que ela pensou enquanto se aterrorizava com a aproximação do Uchiha, no entanto haviam muitas outras intenções veladas às quais a Hyuuga não desconfiava.
Na primeira noite Sasuke tratou de colocar o seu propósito em andamento, contudo o impacto de ter sido violentada afetou Hinata de tal forma que era impossível conseguir se aproximar dela novamente. Ela mais parecia um corpo vazio desprovido de alma ou vida, continuar a respirar era uma ação mecânica de seu organismo. Parou de se alimentar, não fazia mais questionamentos, pois havia parado de falar. Era como se tivesse perdido a noção de que estava viva. As únicas vezes que demonstrou ainda estar consciente foi quando o Uchiha tentava lhe tocar, a ação era quase imediata, Hinata repelia as mãos de seu corpo e começava a gritar de forma desesperadora como se aquele homem fosse o próprio demônio. O modo que os olhos perolados o fitavam incomodava o Uchiha, a voz feminina que gritava freava suas intenções, irritava-se em saber que seu objetivo de fazer daquela mulher a reprodutora de sua prole não aconteceria se não a tocasse novamente.
Os dias em que ela não se alimentou corretamente a fez emagrecer, sua pele já pálida parecia de uma doente, olheiras fundas desenhavam em torno de seus olhos, os lábios antes tentadoramente rosados estavam roxos sem vida e o corpo magro em excesso. O cheiro antes delicioso que emanava da pele macia agora fedia. Não sentia desejo de tocá-la naquele estado. A mulher naquela cela parecia muito pouco com Hyuuga Hinata, embora fosse ela.
Karin silenciou seu ataque de ira quando o barulho da porta anunciou a entrada de mais duas pessoas. Sasuke tirou a longa capa preta que usava jogando-a no chão – O tecido estava encharcado o que indicava que do lado de fora do esconderijo subterrâneo chovia, embora ninguém pudesse ouvir o barulho da chuva - Juugo que vinha logo atrás o imitou parecendo aliviado em se livrar do pano molhado que o cobria.
O Uchiha arqueou uma sobrancelha olhando reprovadoramente para a comida espalhada no chão para em seguida fitar a ruiva esperando que ela lhe desse uma explicação. Juugo encostou-se na parede cruzando os braços frente ao peito fechando os olhos esperando pela voz alterada de Karin que reclamaria da prisioneira Hyuuga e o quanto estava inutilizável para os planos de Sasuke. – Seria mais um discurso no qual a ruiva tentaria mudar a opinião do líder para se desfazer de Hinata que segundo a opinião de Karin era um estorvo.
-Eu ordenei que a fizesse se alimentar. - disse Sasuke em um timbre aborrecido. Não suportava a idéia de algo que tivesse planejado falhasse.
-Sasuke-kun! – Karin se aproximou do moreno, seus gestos manhosos eram uma tentativa de seduzir o rapaz e assim ganhar o perdão de não ter conseguido cumprir o que lhe fora ordenado. – Eu estou fazendo o meu melhor, mas aquela garota parece uma carcaça vazia.
-Aquela mulher não tem mais jeito, por que não se livra dela? – Perguntou Suigetsu com naturalidade. – Há muitas mulheres que podem lhe dar o que você quer com igual potencial.
-Suigetsu tem razão! – Concordou Juugo se pronunciando pela primeira vez. – Ela no estado que está não lhe é útil. Envie-a de volta a Konoha ou a mate se for de sua preferência.
Quando a encontrei na floresta incluída na missão de me capturar foi como se todas as recordações perdidas bombardeassem minha mente trazendo de volta o fato de que aquela mulher em um passado não tão distante havia sido minha noiva. Meu objetivo de reconstituir meu clã e o reencontro com Hinata parecia uma brincadeira sem graça do destino, contudo que me convinha. Tomei minha decisão de fazer dela a mulher que geraria meus herdeiros, afinal Hinata me pertencia embora o acordo de noivado no passado não tivesse sido selado até o fim. – Esse, no entanto é um detalhe banal no qual eu julgo ser mera burocracia política entre dois clãs.
-Não se intrometam nas minhas decisões, apenas façam o que eu ordeno. - disse Sasuke.- Karin está noite você irá com Suigetsu fazer uma patrulha se acharem algum ANBU mate! Juugo cuidará do comando carcerário da fortaleza.
Suigetsu reclamou baixinho alguns palavrões algo como não querer fazer patrulha em uma noite chuvosa. Karin olhava o líder por cima dos óculos imaginando o que se passava na mente de Sasuke e os motivos pelo qual ele mesmo não fazia a patrulha – já que o Uchiha sempre deixou claro que gostava de verificar as fronteiras em volta da fortaleza pessoalmente por questão de segurança. – Juugo era uma incógnita, não demonstrava nem insatisfação muito menos descontentamento com as novas ordens.
-Se acharmos seus velhos amigos, há autorização para eliminação? – O sorriso torto de Suigetsu revelava a malícia.
Sasuke ficou alguns segundos em silencio encarando o shinobi da névoa a sua frente em uma expressão firme. Sem parecer afetado com a pergunta provocadora respondeu direto:
-Elimine qualquer um que esteja próximo do esconderijo.
-E quanto a você Sasuke-kun? – perguntou Karin em um timbre aborrecido como se já soubesse a resposta.
-Eu vou visitar a prisioneira 0009123. - A ruiva bufou ante a resposta que lhe foi dada.
OoOoOoOoOoOoOoO
Após o comunicado dado a Hokage de que a primogênita do clã Hyuuga desaparecera em missão sem que os parceiros de equipe soubessem se a colega tinha sido levada como mais uma prisioneira que seria mantida em cativeiro ou se havia sido morta, foi ordenado imediatamente uma missão de busca. Uma equipe ANBU com seis integrantes foi formada para a missão. Naruto venceu pela insistência conseguindo a permissão de se juntar à equipe e procurar a noiva. Sakura foi incumbida de ser a médica da missão o que causou críticas à decisão da Hokage devido não ser nenhum segredo dos sentimentos que a Haruno e o Uzumaki nutriam um pelo outro.
Três dias em uma busca que parecia perdida. Por mais que tivessem certeza de estarem próximos do esconderijo, o local exato ainda era um enigma, pareciam andar em círculos. Provavelmente uma estratégia do inimigo tentando ganhar tempo. Um dos ANBU havia padecido na missão enquanto entravam na floresta, foram atacados por Sasuke em pessoa junto com Juugo. Durante a luta os dois fugiram, mas não sem deixar danos na equipe de busca. – A agressividade com que foram atacados e a forma que durante a batalha foram desviados para outro caminho foi o que deu certeza ao líder da missão que o esconderijo estava próximo. – Kakashi liderava a equipe.
- Droga! – Naruto golpeou uma árvore próxima formando um grande rombo no tronco. – Estamos andando há horas e parece que não saímos do mesmo lugar. Cada segundo que passa as chances de encontrar Hinata diminuem.
-Tenha calma, perder o controle agora não vai nos ajudar. – disse Sakura colocando uma das mãos no ombro do loiro em um gesto para reconfortá-lo.
Foi repelida com grosseria o que assustou a Haruno que nunca havia sido tratada daquela forma pelo loiro. O clima entre os dois havia esfriado desde o desaparecimento de Hinata, era como se mais um empecilho se formasse entre eles. Naruto sempre se reprimiu por ser apaixonado por Sakura e estar noivo da Hyuuga, agora tinha mais um motivo para se culpar.
-Sakura me desculpe, mas esse não é o momento. – disse o Uzumaki com a voz mais amena. Notando o gesto agressivo controlou o tom de voz até que se tornasse plácido.
Por menor que fosse o toque quando a pele dos dois entravam em contato era como se um magnetismo formasse entre eles e os fizesse imaginar como seria poderem estar juntos, sem esconder de ninguém, mostrar a todos o quanto era intenso os sentimentos que nutriam um pelo outro.
- Há uma chance de não a encontrarmos. O que fará Naruto? Vai me repelir para sempre por uma culpa que não é realmente sua?- A Haruno, no entanto não estava tão calma, sentia ciúmes e raiva pelo que estava acontecendo.
Amava Hinata como amiga, mas toda mulher possui um lado egoísta e uma parte de si desejava que não conseguissem encontrar a Hyuuga e assim finalmente pudesse finalmente ficar com Naruto sem precisar esconder de ninguém.
-Precisamos encontrá-la! – Naruto andou até a kunoichi e segurou-lhe a face com carinho – Por mais que eu ame você eu jamais conseguiria te tocar com o sentimento de culpa que me consome em relação aos Hyuuga.
-Não é justo! – Sakura fechou os olhos sentindo o calor gostoso das mãos do loiro em sua face. Era muito bom quando ele lhe tocava!
-Não quero interromper, mas preciso passar informações para a equipe.
Kakashi apareceu repentinamente na clareira em que o casal discutia. Os dois olharam com expectativas para o líder.
-Caímos em uma armadilha!
OoOoOoOoOoOoOoO
Em um dos meus natais quando eu ainda era pequeno, minha mãe pediu a minha ajuda para montar a árvore. Eu estava empolgado, naquela época eu ainda gostava de festividades. Lembro que ela havia comprado um anjo de vidro para colocar no topo da árvore, segundo minha mãe a figura angelical trazia boa sorte - o que não trouxe ao meu clã – Eu nunca havia visto um objeto tão bonito e ao mesmo tempo tão frágil. Com um toque mais forte imaginei que pudesse quebrar o anjo em minhas mãos, que apesar de serem de crianças pareciam grosseiras comparadas a delicadeza do vidro fino que o anjo era feito. A transparência deixava que visse o outro lado do objeto, se estivesse vivo tenho certeza que seria possível ver sua alma. Minha mãe pediu para que eu colocasse o anjo no topo da árvore, no instante em que o toquei ele escorregou por entre os meus dedos espatifando-se no chão em milhões de pedaços brilhantes.
Ao entrar na cela que eu havia preparado para Hinata foi como se eu estivesse frente ao anjo de vidro espatifado no chão, e assim como o anjo, eu quebrei a Hyuuga em milhões de pedaços.
Sasuke fitou Hinata sem acreditar que aquela carcaça imóvel sobre a cama era a mesma mulher que havia capturado. Estava tão pálida como um grão de neve, seu corpo havia perdido as formas tentadoras não passava de pele e osso. Os olhos perolados apesar de abertos estavam fixos em um ponto distante como se nada visse. O Uchiha não tinha nem mesmo uma idéia se a prisioneira estava com a consciência funcionando ou se respirar havia se tornado automático .
-Hyuuga. – chamou-a. Ela não respondeu. Sasuke se aproximou sentando-se na cama e não recebendo nenhuma reação em resposta.
O moreno tocou com as pontas dos dedos o calcanhar de Hinata, o toque era tão simples e sutil que ela pareceu não perceber que estava sendo acariciada. No exato momento que as mãos do Uchiha foram pressionadas com mais força contra a pele da moça e subia em direção as coxas femininas ela pareceu acordar do transe em que estava afundada e seus gritos podiam ser ouvidos pelos prisioneiros do mesmo corredor.
-NÃO! POR FAVOR...
Naquele mesmo Natal exatamente no dia 24 de dezembro no horário do pôr do sol, eu voltava para casa com minha mãe ajudando-a a carregar as compras. Normalmente ela pedia á um empregado para fazer as compras, mas como era uma data especial minha mãe quis pessoalmente escolher a melhor garrafa de sakê para servir ao meu pai.
Passamos em frente à mansão Hyuuga. No jardim de entrada olhando para um enorme boneco de neve que tinha o dobro de seu tamanho jazia a pequena Hinata com um grande cachecol vermelho em suas mãos. O rosto do boneco tinha uma expressão triste - Os olhos eram duas nozes com casca grossa e marrom, seu nariz um botão preto, a boca fora desenhada em uma meia lua virada para baixo feita com pedrinhas.- Notando que a garotinha em frente ao boneco tinha a mesma expressão me pareceu que aquele amontoado de neve era o reflexo dos sentimentos da Hyuuga naquele momento.
-Hinata-chan! – Minha mãe sempre teve muita intuição sobre acontecimentos e ela pareceu perceber que a imagem daquela menina sozinha no frio olhando para aquele boneco de neve igualmente triste me incomodou. – O que faz aí sozinha no frio? Entre para mansão ou ficará resfriada.
A Hyuuga enfim percebeu a nossa presença. Seus olhos perolados me fitaram de tal forma que achei que a neve a minha volta derreteu. Eu havia ficado corado e desde criança nunca gostei de ficar encabulado. Virei meu rosto e lhe lancei um olhar rabugento que ela não pareceu se importar.
- Eu só vim... Trazer o c-cachecol p-para o boneco. Ele deve estar com frio! – disse a menina tentando controlar a gagueira. Nunca gostei dessa peculiaridade de minha noiva, isso era um forte sinal de insegurança e eu que sempre fui muito seguro considerava a insegurança um grande defeito.
Quando terminou de enrolar o cachecol no boneco Hinata correu até a porta de entrada da mansão e desapareceu de nossas vista. Foi então que eu pensei: - Que tipo de pessoa se preocupa com um boneco de neve? Quanta estupidez!
Hoje eu sei! O tipo de pessoa que se preocupa se um boneco de neve sente frio é a mesma pessoa que se preocupa com os outros antes de se preocupar consigo mesma.
Embora a Hyuuga se debatesse e gritasse entre os braços do Uchiha ele não desistiu de tentar envolve-la em um abraço. Em poucos minutos conseguiu dominá-la abraçando-a tão forte que seria capaz de quebrar-lhe algum osso devido ao estado fraco que o corpo feminino encontrava-se.
-Não chore!
Seu tom de voz era mais uma ordem do que um pedido, tão pouco era amável. Quando Hinata parou de se debater e novamente pareceu entrar em transe Sasuke lhe puxou o rosto centímetros do próprio. Os olhos escuros como ônix olhava significativamente para os perolados tentando encontrar os fragmentos da antiga Hinata.
A imensidão negra pareceu despertá-la. A Hyuuga piscou os olhos voltando de volta para a realidade. Olhou a sua volta lembrando da perseguição na floresta, o inimigo logo atrás a encurralando e a fazendo prisioneira. Havia sido jogada naquela cela feito um animal, para aos poucos ir ganhando certos luxos no qual tinha certeza que os outros presos não tinham como uma enorme cama coberta por lençóis macios, banhos de perfume e roupas limpas. Durante a noite Uchiha Sasuke visitou a sua cela e deixou claro o propósito pelo qual a havia poupado da morte. Ela seria seu brinquedinho sexual!
Quando todos os acontecimentos estavam claros em sua mente e a lembrança do modo que tinha sido violentada lhe atormentou Hinata se afastou bruscamente de Sasuke. Correu até a outra extremidade do quarto como se a distância pudesse protegê-la de novamente ser abusada. Seu coração batia tão rápido que logo sua respiração ficou alterada. Seu corpo, no entanto, estava fraco para agüentar sentir emoções fortes. Derrapou no chão caindo sentada e exclamando um gemido de dor. Sentiu os ossos fracos colidirem com o chão.
- Eu não estou nem um pouco interessado no momento em transar com você. – disse Sasuke indiferente cruzando os braços frente ao peito. – Não está nem um pouco atraente!
Ele não se importava com as palavras que dizia, apenas queria deixar claro que não a tocaria, pelo menos enquanto ela estivesse naquele estado nem um pouco atraente. Isso não queria dizer que ele não a tocaria de novo, Sasuke esperaria a Hyuuga se recuperar fisicamente. Esse detalhe, porém ela não precisava saber.
- Mandarei algum carcereiro lhe trazer comida, você irá comer contra sua vontade se for preciso. Também tomará um banho, está fedendo! - as lágrimas escorriam pela face da mulher sentada no chão, entretanto isso não pareceu significar alguma coisa para o Uchiha – Depois que estiver mais apresentável quero conversar com você.
O Uchiha virou de costas para a mulher que o olhava suplicante. Antes que ele cruzasse a porta a voz baixa e melancólica de Hinata o alcançou.
-Me mate!
Não muito tempo depois e meu clã foi dizimado. O dia da cerimônia funerária o qual se realizava em memória do meu clã foi uma das últimas vezes que eu falei com Hinata. Todos depositavam flores brancas sobre o monumento em homenagem ao clã Uchiha e me diziam palavras de conforto e pêsames que não me afetavam. Hinata, no entanto entregou uma única flor diretamente a mim, era um gerânio. Na ocasião eu pouco me importei e joguei a flor junto com o amontoado de outras flores em baixo do monumento.
Alguns anos depois descobri ocasionalmente que gerânio significa sentimentos. Por ironia, no momento me lembrei da flor que Hinata havia me dado anos atrás e me causou certa curiosidade em saber quais sentimentos que ela quis me oferecer, ou melhor, quis me revelar. Foi uma dúvida que durou segundos e que nunca mais passou pela minha mente.
Quando encontrou Sasuke a alguns dias atrás na floresta implorou para que a mantivesse viva, agora contraditoriamente Hinata implorava pela morte.
- Você me será mais útil viva! – respondeu o Uchiha olhando a imagem frágil de Hinata com certa desaprovação por ela estar lhe fazendo tal pedido.
-Poupe-me de tal humilhação.
-Você me pertence Hyuuga, nem tente tirar a sua vida por que ela me pertence. Se precisar irei até o mundo dos mortos para te trazer de volta e cumprir o propósito a qual você me é útil.
Antes que Hinata pudesse lhe responder qualquer outro argumento para matá-la Sasuke saiu da sala batendo a porta com força. Assim que a imagem do Uchiha surgiu no corredor os prisioneiros das outras salas começaram a lhe amaldiçoar. Para Sasuke, porém não importava quantas vezes era execrado há muito tempo já sabia que era um homem amaldiçoado.
Tudo que tocava se quebrava, exatamente como aquele inestimável anjo de vidro.
CONTINUA...
N/A: Oi gente! Eu não ia postar neste site, entretanto como muitos leitores me incentivaram eu resolvi atender aos pedidos. Fico muito agradecida a cada um de vocês que abraçaram "Delirius" com tanto entusiasmo, chegar a cinqüenta e quatro reviews em um único capítulo é empolgante. AGRADEÇO PELO CARINHO!Peço desculpas a todos pela demora.
Tenho que agradecer principalmente Estrela Malfoy que corrigiu os erros.
AGRADEÇO A TODOS QUE COMENTARAM:
PixieDCupcake, Cyelly, Guida-Hyuuga, annaakeelly, MapleYT, Jeh - Hyuuga - Lupin, Yuna Queen, Jade Miranda, jessica-semnadaprafaze123, mahara-chan, Keito-chan16, Sakura e Ino, Uvaah, Hatake Sandrinha, Lell Ly, gesy, Hana-Lis, Estrela Malfoy, Jaque Weasley, Samantha Moon s2, Melody Fallen, Lolly Swan, yami-kouyou, Bela F., Jane Nylleve, Carolgoretti, Sazame Hyuuga, Lain Doll', Luh Hyuuga, DoidissimaLoka, Mrs. Loockers, Pussycat Lautner, Hachi-chan 2, Nostradamus da Modernidade, FranHyuuga, Luanaa, marcy bolger, Muy chan, Kuchiki Rina, Leps, Lust Lotu's, Tilim e 'Sabrina AM.
Um agradecimento especial para RODEI que tiveram a gentileza de Riparem o fic. ;D
