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Akai Tenshi

Por Pink Ringo

Capítulo II - A criação de um demônio

Música: Synphony of Destruction - Nightwish

"O tempo não parou, no entanto congelou o coração de Pain em relação a mim. Às vezes me pergunto: Se AQUILO não tivesse acontecido, será que ele ainda me olharia de forma protetora me aconchegando em seus braços? Espero um dia ter uma resposta. Sinto falta do Pain que me colocava como centro de suas atenções.

Mesmo que seu coração tenha congelado, o meu continua quente e intenso amando-o exatamente igual ao dia em que o conheci. Este é um sentimento que nunca irá mudar."

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Treze anos atrás

Há três dias Tóquio estava sob chuva. O céu parecia chorar com a perda de um dos mais populares líderes políticos atualmente no território japonês.

Namikaze Minato havia sido assassinado brutalmentejunto á sua esposa Kushina, foi praticamente impossível reconhecer os corpos devido ao estado de truculência que tinham sido encontrados. O curioso é que Naruto, o filho de quatro anos do casal, não havia sido encontrado na residência. Ninguém sabia se a criança tinha sido morta ou seqüestrada.

-Pain o que diabos você fez? – perguntou Jiraiya quando o rapaz lhe ofereceu o garotinho loiro enrolado em um cobertor laranja. A criança chorava e estava incomodada em ser carregada por Pain.

-Eu poupei a vida do fedelho. - respondeu indiferente. Não estava nem um pouco afetado de ter matado duas pessoas por uma boa quantidade de dinheiro. – Já que você parece muito sozinho desde o dia em que sai de casa, imaginei que gostaria de companhia.

-O que você se tornou?Não foi essa que lhe eduquei. - estava irritado, havia criado Pain depois que este perdeu o pai.

Sempre imaginou que veria aquele garoto ir para a escola e se tornar algo promissor. Era bonito, inteligente e tinha muitos talentos. Então por que escolhera ser justamente um assassino, tornar-se exatamente o que o pai foi?

-Vai ficar com o fedelho ou serei obrigado a jogá-lo em algum orfanato? – a pergunta foi sucinta. Não queria se demorar ali, até por que Jiraiya morava em um bairro praticamente residido por policiais e agentes do FBI.

Jiraiya pegou Naruto no colo que pareceu mais calmo quando foi afastado de Pain. O garotinho murmurava as palavras "mamãe e papai" entre os soluços chorosos. Será que Pain havia sido desalmado o suficiente para matar na frente daquela criança?

-Não matei na frente dele, mas ele viu os corpos dos pais surrados. Não posso evitar que coisas ruins aconteçam durante um serviço. – Pain cruzou os braços frente ao peito. Olhou apático para o homem que o havia criado.

Jiraiya havia sido um bom avô, não podia reclamar, entretanto seu coração estava obscuro. Se tornar um assassino era seu destino, ser como o pai estava no sangue.

-Volte para casa Pain, largue tudo isso. Darei um jeito com minhas influências de tirar todas as denuncias que existem contra você. Escolha uma faculdade, pagarei qualquer uma que seja da sua escolha, mas pare de andar por este caminhou que escolheu. É errado! – era decepcionante saber que o futuro daquele garoto seria ser conhecido como o próprio diabo.

-Não vim aqui para pedir sua opinião de como devo proceder a minha vida. Cuide do garoto, ele pode se tornar alguém que eu não consegui ser. Pode te dar o orgulho que você tanto deseja. – o rapaz virou-se de costas não querendo prolongar o assunto. Estava na hora de sumir para sempre da vida de Jiraiya. Cuidar de Naruto era o último pedido que fazia.

-Seu pai como filho não me deu o orgulho que eu tanto almejei, contudo você como neto eu desejei intensamente que fosse diferente.

-Deve ser uma dolorosa desonra ter um filho e um neto assassinos procurados sendo você o superintendente da polícia de Tóquio. - as palavras soaram debochadas o que irritou Jiraiya.

-Não vou protegê-lo como fiz com seu pai, graças a minha negligência tenho o peso na consciência de muitas vidas que ele tirou quando meu trabalho era tratar para ele ser preso.

Jiraiya tinha apenas um filho e este era motivo de orgulho até descobrir que o chefe da quadrilha de assassinos de aluguéis mais procurada no momento o tinha como líder. Onde havia errado?Como alguém tendo o pai como superintende da polícia podia desenvolver um caráter como aquele? Por amor fraternal Jiraiya fechou os olhos, fingiu que não sabia quem era o líder, mentiu para a polícia e dificultou as buscas para que o filho não fosse encontrado e tivesse a identidade guardada.

Até que não foi mais possível negligenciar a criação de um demônio movido a dinheiro e sangue.

-Vai formar uma equipe secreta para me aniquilar, assim como me fez com meu pai?Tem medo que descubram que o maior assassino na história é filho do superintende da polícia acabando assim com a sua reputação.

Assim como viu no filho agora via no neto a mesma escuridão diabólica espelhada nos olhos.

-Assim como seu pai, você está sendo ignorante o suficiente para não entender que o que me dói não é minha reputação. - abraçou Naruto com força entre os braços, este gesto acalmou o menino fazendo-o parar de chorar. – Dói descobrir que meu filho não tinha um coração e que meu neto parece ter herdado o pior.

Silencio. Apenas o som da chuva soava entre avô e neto.

-Desejo que este menino possa te dar o que não pude vô.

-Eu tenho esperança que você ainda volte para casa como um bom homem Pain.

-Dá próxima vez que nos encontramos não hesite em me matar, pois eu serei o assassino mais perigoso do Japão.

Sem olhar para trás Pain partiu, enterrando seu passado e visando somente seu futuro promissor com a quadrilha perigosa que criava. Da próxima vez que encontrasse o avô para total desapontamento de Jiraiya, o neto teria se tornado um demônio sem coração.

Novamente Jiraiya teria que matar alguém que amava.

OoOoOoOoOoOoOoOoO

Treze anos depois - Bairro nobre de Tóquio.

-Ahhhhh está assistindo esse filme pervertido de novo? – perguntou o rapaz loiro jogando a mochila no sofá da sala. Olhou divertido para o senhor sentado no sofá que possuía uma expressão depravada no rosto enquanto seus olhos estavam fixos nas curvas femininas das imagens da Tv. – 'Tó certo que uma hora vai ter um infarto velho.

-Naruto, você está na idade de se interessar por este tipo de programa. – Jiraiya apertou o botão de pause focando os seios da morena que sorria sedutora. – Ou se preferir algumas revistas eróticas.

- Velho pervertido!Devia arrumar uma namorada em vez de gastar sua folga vendo filmes pornográficos – resmungou o rapaz focando interessado a imagem na Tv. Balançou a cabeça com força dizendo a si mesmo que não sentaria naquele sofá para assistir ao filme com o avô.

- Eu estaria gastando meu tempo de forma proveitosa se Tsunade-san parasse de bancar a difícil e resolvesse sair comigo.

Andou até a cozinha ignorando as risadas excitadas de Jiraiya no sofá quando apertou PLAY para o filme continuar a rodar da onde havia parado.

Tsunade era a colega de trabalho de seu avô atuando no mesmo departamento de superintendência policial. Jiraiya e ela tinham a mesma idade, embora a senhora estivesse muito bem conservada, os anos foram generosos com ela. Assim como o avô de Naruto, Tsunade recusava a se aposentar. Dizia que tinha muitos cretinos para colocar atrás das grades antes de finalmente poder descansar. Mesmo tendo um gênio terrível e sendo muito briguenta, ainda sim a adorava e achava que era a única capaz de colocar o depravado de Jiraiya no devido lugar.

Foi uma grande surpresa em uma das reuniões de pais do Konoha Gakuen, por coincidência descobrir que ela era a avó de Sakura, a colega e paixão de Naruto.

-Talvez se você paresse de assistir essas coisas, ou desistisse de publicar seus livros indecentes. – o rapaz abriu a geladeira procurando algo para devorar. Sempre chegava com muita fome do colégio.

Pegando a caixa de leite aberta chacoalhou levemente antes de colocar na boca e beber no gargalo. Cuspiu metade do que havia tomado quando o avô lhe deu um tapa nas costas. Tossiu engasgado e olhou irritado para trás.

-Qualé velho, quer me matar?

-Sou um pervertido, contudo não sou um porco que toma o leite na caixa. Pegue um copo como uma pessoa normal. – reclamou Jiraiya ouvindo o neto reclamar, todavia obedecer.

Viviam em uma casa de padrão alto em um ótimo bairro, Jiraiya tinha um ótimo salário o que contribuía para que o neto estudasse em um dos melhores colégios de Tóquio. Nunca deixou que faltasse nada ao garoto que criou, comprava tudo do bom e do melhor.

Naruto crescera rodeado de certo luxo, mas não se importava com isso, preferia o que era simples, amava esportes e dava muito trabalho ao avô em relação aos estudos. Mesmo com dificuldades na escola, o rapaz se tornara bilíngüe com as aulas de inglês e alemão que o avô o obrigou a freqüentar. Era o melhor jogador de beisebol da escola ganhando muitas vezes o troféu de destaque nos campeonatos. Era péssimo em matemática e física, matérias que se tornará costume ficar de prova final. Bonito, tinha muitas namoradinhas, apesar de que a única que queria não correspondia os sentimentos. – Sakura na opinião de Jiraiya era um doce inferno igual à avó. Mesmo sendo uma 'bruxa', em certos momentos, sabia agir com uma ternura espantosa.

Nunca escondeu do rapaz que era seu avô adotivo, essa revelação, no entanto não impediu que o amor fraternal entre eles se desenvolvesse. Naruto não lembrava dos pais, apenas tinha a vaga lembrança de uma noite chuvosa. Jiraiya finalmente tinha alguém que pudesse se orgulhar.

-Está estudando para o vestibular? – perguntou interessado enquanto tirava a comida congelada do frízer. Tsunade sempre reclamava que o colega de trabalho não alimentava a si e nem ao nato direito.

-Não vou prestar o vestibular. Continuo com a idéia fixa de que quero entrar na polícia e chegar a ser um superintendente como o senhor. – Naruto procurava nos armário um pacotinho de ramén de porco. Não queria comer lasanha de novo.

-Seu idiota! – Jiraiya deu um tapa de leve na cabeça do neto fazendo este gritar o palavrão quando bateu a cabeça no armário. – Acha que para entrar na polícia não tem que estudar?

-Pensei que o senhor pudesse dar uma forcinha. – resmungou o loiro com um sorrisinho descarado.

Jiraiya suspirou e controlou a vontade de rir diante do comentário. Naruto tinha potencial físico, contudo tinha muita preguiça de estudar o que não o ajudaria a entrar na academia policial.

-Posso te ajudar a estudar, mas passar na prova terá que fazer sozinho.

-Espero poder me sentar ao lado de Sakura-chan, assim terei alguém para colar.

-Sakura irá prestar para a área médica, o setor de medicina policial é totalmente diferente. - Jiraiya alertou o neto que ainda se empenhava em achar algum pacotinho de ramén ignorando por completo a lasanha que estava sendo esquentada no microondas. – Ela fará uma faculdade de medicina especializada na área policial.

-Droga, vou mesmo ter que estudar! – reclamou o loiro desistindo por fim de procurar ramén instantâneo nos armários.

-Por que não aceita a bolsa que a liga de beisebol lhe ofereceu?- perguntou o avô curioso.

-Por que sinto orgulho do trabalho que o senhor faz velho pervertido, meu sonho é ser exatamente como você.

O sorriso sincero e radiante de Naruto ao dizer essas palavras emocionaram Jiraiya. O senhor que naquela altura da vida começava a ficar muito sentimental virou de costas para que o neto não visse seus olhos úmidos.

Naruto havia sido um presente em sua vida.

OoOoOoOoOoOoOoO

Subúrbio de Tóquio.

A sede da Akatsuki continuava no mesmo dojo, a diferença é que haviam comprado mais terrenos em volta aumentando o espaço do território. Uma reforma havia sido feita tornando o ambiente uma contraste entre o moderno e o tradicional. Era mais luxuoso do que muitas casas no bairro nobre de Tóquio.

Konan odiava o trabalho de conferir a mercadoria, principalmente quando se tratava do descarregamento de armas. Sempre se confundia com as metralhadoras americanas, russas e israelitas, nunca sabia qual era qual o que a impedia de conferir corretamente se havia chegado todas as encomendas de Pain para a Akatsuki. – vale ressaltar que o líder odiava erros.

Deidara era quem deveria estar fazendo aquele trabalho, era o loiro quem gostava de ter certeza que um 'matérial' artístico tinha chegado para utilizarem como ferramenta de trabalho. Entretanto, naquela tarde fora encarregado de explodir uma das sedes de uma facção rival o que resultou sobrar a Konan para se envolver com a conferência de armas.

- Creio que esteja tudo certo. Vá até o final do corredor e vire a esquerda. A segunda porta a direita fica o escritório de Kakuzu que fará o pagamento. – a voz apática e expressão seria nem de longe parecia da mesma mulher que foi a adorável garotinha abrigada pelos assassinatos há treze anos atrás.

Os fornecedores fizeram uma breve mesura a atraente, porém fria mulher em suas frentes em uma forma de respeito. Seu olhar severo havia um pequeno brilho austero demonstrando que ela não era somente uma silhueta bela, também fazia parte da Akatsuki e consequentemente era perigosa.

Alguns fornecedores eram abusados e mexiam com as empregas e prostitutas que rondavam o local. Há dois anos atrás, um deles tinha ido entregar um descarregamento de pólvora e durante o serviço havia resolvido flertar com Konan achando que se tratava de mais uma vadia que os assassinos utilizavam para se distrair. Saiu da sede com um tiro entre as pernas desferido pela atraente mulher. O ocorrido se espalhou e todos os fornecedores que precisavam entregar alguma mercadoria se dirigiam a ela com o máximo de respeito que conseguiam, temendo que algo parecido também lhes acontecesse.

-Hidan e Deidara ainda não chegaram, Pain está na sala de reunião reclamando que se não aparecerem em dez minutos vai matar um dos dois. – disse voz grave e sensual próxima a si. Não precisava virar para saber quem era.

-Não vou ligar para avisar Hidan, minha esperança é que Pain o mate. - comentou malvada imaginando a cena com certo prazer, entretanto suas feições continuaram imparciais não demonstrando qualquer sentimento.

-Se tornou uma mulher muito malvada Konan-chan.

-Não me chame desta forma Itachi, é aborrecedor.

O atraente homem apenas lhe sorriu. Itachi fazia propositalmente, era a única forma de arrancar um tom de voz mais expressivo dela, mesmo que fosse irritado.

Uchiha Itachi sempre foi um rapaz bonito, entretanto com o amadurecimento tornou-se incrivelmente sedutor. Usava ternos elegantes Armani em tons escuros, os cabelos impecavelmente amarrados em um baixo rabo de cavalo acompanhado de um perfume másculo com essência de vinho. Era impossível uma mulher não olha-lo e se sentir fortemente atraída. Educado e muito mais paciente do que Pain, fora colocado no setor de negócios. O Uchiha é que intermediava as negociações entre a organização e os compradores dos serviços. Tinha preferência a pistolas americanas e apelidara a própria carinhosamente de Amaterasu. Por mais diplomático que fosse, quando era preciso matava sem qualquer piedade.

Dentre todos os companheiros era com Itachi que se dava melhor, inclusive certas vezes acabava por compartilhar muito mais do que companheirismo de equipe com o atraente homem. Já havia feito sexo com ele, não uma vez, mas várias. Havia perdido as contas de quantas vezes fora parar na cama do Uchiha apenas para ter alguns minutos de prazer ou para esquecer a indiferença que Pain a tratava.

Depois que AQUILO aconteceu, Pain mudara drasticamente o modo de tratá-la, entretanto isso não queria dizer que Konan havia deixado de amá-lo.

Era por isso que transava com Itachi, bom sexo e uma forma de não tentar matar as prostitutas que o líder trazia para dentro da sede sem se importar com os sentimentos dela. Pain sabia que Konan ainda o amava, era tão cruel a torturá-la daquela forma.

-A reunião é para planejar o novo assassinato pela qual fomos contratados?- Itachi balançou a cabeça afirmativamente diante da pergunta. – Quem é a vítima?

-Deixo para Pain dar as notícias, contudo adianto que não será nada fácil.

-Nada é difícil para a Akatsuki.

-Está se tornando tão arrogante como nosso líder Konan-chan, acho que é a convivência. - respondeu com um meio sorriso.

-Está debochando de mim Itachi? – perguntou a mulher olhando-o de lado com desdém.

-Não, estou dizendo que acho bonitinho começar a adquirir hábitos igual ao da pessoa que está apaixonada.

-Às vezes você é um idiota Itachi. – Konan virou-se de costas andando na direção oposta que Itachi havia vindo.

-Não esqueça de ligar para Deidara e Hidan.- disse o moreno alto o suficiente para que a mulher que o ignorava mais que não tenha respondido, ele sabia que ela havia ouvido.

OoOoOoOoOoOoOoO

Todos tinham uma cadeira fixa no conselho da Akatsuki. Sentados em seus devidos lugares, em volta da mesa redonda, esperavam Pain começar a discursar. Na frente de cada um havia um copo de bebida, a maioria preferia wisk tirando Itachi e Konan que apreciavam o vinho. Pain tomava apenas água. – por alguma razão que desconheciam o líder não ingeria nada que tivesse álcool ou fumava o que era muito comum entre os que trabalhavam naquele meio.

-Pare de enrolação e nos diga logo quem devemos matar. - Deidara impaciente como sempre solicitou que tudo fosse esclarecido.

Estava irritado, Pain mandara ligar ordenando que voltasse imediatamente a sede para discutirem o assassinato de suma importância que teriam que concretizar. Entretanto não foi a ordem que alterou o humor do já impaciente loiro, mas o fato do líder ter abortado a missão de explodir uma facção rival apenas por que queria tratar imediatamente daquele serviço. Justo quando Deidara estava começando a se divertir!

Deidara com o tempo não se tornou másculo, continuava com os mesmo traços bonitos e delicados que faziam sua aparência ser andrógina. Sua impaciência tornou-se sua marca registrada, era o primeiro que se irritava com qualquer problema eminente que tivessem dentro da organização, desde os financeiros até mesmo a decoração da sede o qual dava muita importância. Havia esculpido a maioria das esculturas no jardim, assim como tinha roubado muitos monumentos raros de museus por achar que a arte só deveria ser disponibilizada aqueles que realmente sabiam apreciar. Sua habilidade com bombas tornou-se indispensável para a Akatsuki tornando-o insuportável com seus discursos nazistas que a habilidade vinha de família de sangue azul e puro. Era preconceituoso e várias vezes matou por motivos frívolos.

-Paciência é uma das virtudes que precisará ter para completar esta missão e não coloca-la tudo a perder. Comece a praticar a partir de agora em vez de reclamar. – respondeu o líder tomando um gole de água ignorando a expressão de desprezo do loiro.

- Quanto de dinheiro está envolvido? – Kakuzu perguntou interessado somente neste requisito.

Kakuzu dificilmente pegava em uma arma para completar o trabalho sujo, sempre mandava seus subordinados efetuarem o serviço quando era necessário matar alguém. Seu tempo era gasto exclusivamente com bancos, transações de dinheiro, aplicações e cobrar os que deviam a Akatsuki. Não era piedoso com os devedores. Mal pagadores eram os únicos que tinham o feito de conseguir faze-lo sujar as próprias mãos de sangue. Usava uma metralhadora russa AK47 AK, uma espécie rara.

-Uma quantidade que vai apreciar. Teremos que abrir novas contas e jogar metade em paraísos fiscais para fugir do imposto de renda.

-Uma tarefa fácil para mim. – respondeu Kakuzu confiante das próprias habilidades em fugir da fiscalização.

-Porra, diga logo quem é o filho da puta que vamos ter que matar.- disse Hidan acendendo um charuto cubano.

-Antes apague esta porcaria para que eu posso iniciar a reunião. - ordenou o líder áspero ouvindo o subordinado reclamar exclamando alguns palavrões.

Hidan havia estendido seu vocabulário de palavrões e passava praticamente todo o tempo livre em casas de stripper ou em prostíbulos. Uma vez Itachi havia o levado a um lugar mais refinado, entretanto Hidan nunca foi do estilo que gostava de casas de chá e ser danna de uma gueixa, reclamava que aquelas mulheres pareciam bonecas e que deveriam ser frígidas na cama mesmo o Uchiha garantindo que o 'produto' era de ótima qualidade. "Gosto mesmo das vadias que posso fuder de quatro!" Era o que dizia em uma gargalhada devassa. Ele continuava a ter brigas freqüentes com Kakuzu e um dos passatempos era tentar irritar Konan, principalmente fazendo insinuações vulgares a respeito de como tinha se tornado gostosa. Ainda era um fanático religioso que fazia questão de ser o assassino quando a vítima se tratava de algum missionário. Usava uma metralhadora Colt Thompson M1 devido à arma ter sido imortalizada por ser usada por gângsteres como Al Capone no qual era fã.

- Nosso alvo é a kōshitsu. – Pain jogou sobre a mesa um punhado de fotos onde estava cada membro da família real.

-Ohhh que interessante os mesmo desgraçados que nos contrataram treze anos atrás agora serão as vítimas. – Hidan gargalhou, segurou a barriga como se estivesse doendo de tanto rir. Era o único que achava engraçado a situação, embora todos achassem irônico.

-Quem contratou?

-O cliente pediu para manter sigilo Kakuzu até mesmo dos membros da Akatsuki, serei o único, a saber, o nome do cliente. Entretanto a quantia declarada será paga em duas parcelas. Uma antes e a outra depois de completar o serviço. Vou precisar que vá ao aeroporto buscar a primeira parcela.

-Isso quer dizer que o cliente é estrangeiro. – astutamente comentou Itachi.

-Gostaria de usar a pele da família real em minhas marionetes. Pele da realeza seria inovador. – exclamou Sasori excitado que até aquele momento se mantinha em silêncio. Pegou todas as fotos na mesa como se fosse um catálogo.

Akasuna no Sasori havia se tornado uma espécie de serial killer procurado em todo o território japonês. Ficou conhecido como Mestre das marionetes por matar as vítimas, arrancar a pele e fazer uma marionete enviando para a família em seguida. Suas vítimas eram em sua maioria mulheres, tinham um grande fascínio por jovens com a tez alva e lisa. Konan antigamente tinha medo dos olhares que o ruivo lhe lançava, entretanto depois que cresceu e aprendeu a ser tão atroz como os assassinos naquela mesa, Sasori pareceu ter a esquecido como objeto de desejo para suas criações.

-Devemos matar quem da família real? – Konan atrevidamente tomou a foto das mãos de Sasori analisando que havia crianças entre os integrantes da kōshitsu.

-Todos. O serviço é para dizimar a família toda a pó.

-Faz sentido, sem herdeiros para ocupar o título. – Itachi era o único que analisava o contexto e procurava saber os motivos e quem queria a eliminação da família real japonesa.

-Com uma bomba termino com tudo. - exclamou Deidara.

-Não é tão simples. Teremos que planejar cada detalhe minuciosamente. Não somente por que a segurança da kōshitsu é maior, mas também por que nosso cliente deseja que roubemos os títulos pessoais da família real.

-Ou seja, teremos que descobrir onde estão guardados estes títulos. – completou Kakuzu a fala do líder.

-Será um serviço que tomara meses de nosso tempo. – Deidara odiava serviços de duravam mais de uma semana.

-Tem alguma idéia de como vamos ludibriar nossas vítimas?- em uma típica característica de serial killer Sasori adorava brincar com suas vítimas.

-Sei exatamente como vamos proceder.

Pegando as fotos das mãos de Konan o líder analisou cada uma por alguns segundos antes de jogar sobre a mesa a primeira. A imagem era de um homem com rosto rígido no qual todos conheciam por ver seu rosto frequentemente na Tv.

-Este é Hyuuga Hiashi o patriarca da família. O cliente me informou que ultimamente o imperador anda tendo vícios com o jogo, apostas altas e cassinos caros, porém em salas vip's onde sua imagem não precisa ser exposta.

-Eu sabia que esses merdas da nobreza apenas bancavam a imagem de bacanas. - Hidan se embebeda com o wisk, havia tomado quase uma garrafa inteira sozinho.

- Hiashi será tarefa para Kakuzu – Pain era inteligente, conseguia planejar com facilidade todas as emboscadas em um curto período de tempo. - Você irá falir o imperador. Se me recordo, sempre foi bom em jogatinas e com sua influência nos cassinos será fácil fazer Hiashi perder muito dinheiro ao ponto de te que pensar nos títulos para pagar a dívida da família imperial. Os Hyuuga são muito orgulhosos e duvido que pediriam ajuda ao governo.

- Compreendo. Vou enviar um convite especial ao Imperador para que ele conheça um dos meus Cassinos, acho que até semana que vem já estarei com tudo pronto para colocar o plano em prática.

O cliente que contratou a Akatsuki não enviou somente fotos, mas também um scrip completo de características e gostos de cada um dos membros da família imperial para facilitar o serviço. Assassinos profissionais estudavam suas vítimas e conhecedor da regra n° um Kakuzu pegou a foto com o scrip de Hiashi para poder avaliar.

-Esta é Hyuuga Hanabi, a filha mais nova. É uma garota muito difícil de lidar e parece que nem mesmo um bom salário consegue segurar as babás por muito tempo. Konan irá se disfarçar de governanta, além de ser uma espiã dentro da kōshitsu também matará a garotinha na hora certa.

-Não vou matar crianças Pain, esse tipo de serviço é para pervertidos como Hidan.

-Hey vadia, olha como fala comigo. – respondeu agressivamente o embriagado homem. - Entretanto se acovardar na hora de completar a parte que realmente importa da missão, não se preocupe eu mato a fedelha por você.

Antes que uma briga se iniciasse Pain ignorou o comentário dos dois subordinados e jogou a última foto na mesa com a imagem de uma linda jovem em seus dezessete anos.

-Esta é Hyuuga Hinata, a primogênita e herdeira da kōshitsu. Itachi cuidara dela. Ela sabe de muita informações que pode nos ser úteis e talvez as deixe escapar antes de Hiashi. Seduza-a se for preciso, sabemos que você é bom nisso. – o último comentário de Pain soou venenoso, olhou para a Konan instintivamente fazendo-a desviar o olhar.

-Posso cuidar desta putinha aqui. – Hidan pegou a foto de Hinata e a olhou depravadamente. – Aposto que é uma virgenzinha deliciosa.

-Itachi se encarregará dela.

-Por que diabos esse desgraçado tem que ficar com a melhor parte?- Não estava aceitando com tanta facilidade as ordens do líder, Hidan não achava que o Uchiha poderia fazer melhor o trabalho.

-Por que Itachi não usa esse vocabulário com palavras chulas e sabe se comportar como um cavaleiro sendo perfeito para seduzir uma jovem inocente. Um lobo em pele de cordeiro. – Sasori respondeu a pergunta do colega como se fosse algo obvio.

-E quanto a nós Pain?- perguntou Deidara se sentido excluído.

-Você, Sasori e Hidan estarão ocupados mantendo a polícia longe do nosso caminho. Faça do trabalho deles um inferno, arranje problemas suficientes na cidade para que eles não tenham tempo de perceber a destruição dos Hyuuga.

-Posso meter bala em qualquer desgraçado, até mesmo em Jiraiya? – perguntou Hidan com um sorriso sádico.

-Qualquer um que atrapalhe nosso caminho.

Pain respondeu sem qualquer hesitação. Assim como havia prometido ao avô, da próxima vez que se encontrassem teria se tornado um demônio sem coração.

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Continua...


N/A:

Yooo gente como me sinto envergonhada de ter demorado tanto para postar está fanfic. Espero que a partir de agora eu consiga atualizar com mais freqüência, principalmente por que acho que será um longshot com pelo menos oito a dez capítulos, nada que eu possa dar a certeza.

Espero que tenham gostado do capítulo. Ele foi pequeno, porém de suma importância. A base deste capítulo era explicar um pouco do passado de Pain, a importância de Jiraiya e do Naruto no decorrer da história e principalmente para o desenvolvimento do destino do Pain.

Expliquei basicamente como os garotos da Akatsuki amadureceram e o que cada um se transformou depois que os anos passaram. – digo de passagem que estou apaixonada pelo Itachi. – No decorrer da fic irei contar um pouco do passado de cada e espero que gostem das surpresas e segredos que cada um esconde em sua vida sombria.

Este capítulo usei também para explicar como irá proceder o 'serviço' dos Akatsuki no qual a fic irá se ironia do destino a kōshitsu é o alvo, mas antes de matá-los nossos vilões terão que descobrir onde estão os títulos bilionários da família real japonesa.

Não teve muito de Pain e Konan, mas no próximo capítulo irei ficar um pouco do relacionamento dos dois e a mudança do relacionamento do casal, onde o amor parece não ser correspondido e apenas um amar.

O grande mistério desta fafic será descobrir o porquê Pain mudou com Konan. Quem é o cliente que contratou a Akatsuki para matar a kōshitsu. E onde está os títulos da família real.

AGRADEÇO A TODOS QUE COMENTARAM, FIZERAM SUA AUTORA FELIZ.