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Akai Tenshi
Por Pink Ringo
Capítulo III – A construção de uma Teia de maldades
"Eu sinto que quanto mais o tempo passa maior o abismo entre eu e Pain. Imagino se quando morrermos iremos para o mesmo lugar, por que não muito diferente, assim que cresci perdi minha inocência me tornando mais uma assassina da Akatsuki. Se for para ficar ao seu lado, não me importo de ir para o inferno."
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Uma semana foi o tempo que usaram para planejar todos os detalhes de como procederiam com cada uma das suas vítimas.
Kakuzu minuciosamente passava horas em um dos seus Cassinos cuidando para que na noite em que Hiashi aparecesse tudo parecesse natural e o imperador achasse que estivesse com sorte. Provavelmente o imperador começaria apostando quantias que não fosse muito significativas e assim o Cassino permitiria que ele ganhasse as apostas. Esse era o problema dos que ganhavam, começavam a ficar muito gananciosos e com isso apostavam quantias cada vez mais elevadas até que começassem a perder cada iene que haviam arriscado. Então era tarde de mais. Já estavam viciados, sedentos por recuperar o dinheiro perdido. Endividados e falidos. Era o triste fim dos apostadores. Esse também seria a sina do imperador.
Entretanto no mundo das apostas e jogos sempre haviam belas mulheres para ludibriar os ingênuos homens que superestimando suas sorte e inteligências deixavam-se levar pelas bocas carmins, olhos sedutores e corpos lascivos repletos de curvas exímias.
Uma mulher para encantar Hiashi e também para destruí-lo. Esse era o único detalhe que faltava e que levou os integrantes da Akatsuki até o Candy Sex, à casa de srippers mais requisitada do subúrbio, para encontrar a mulher perfeita para interagir na diabólica trama.
-Aquela vadia loira não passa de uma criança, duvido muito que vá fazer o trabalho direito. – reclamou Konan sentada no banco de trás do carro.
-Se quiser se candidatar para trepar com o imperador fique a vontade Konan. – respondeu Pain ríspido.
-É muito fofo seu ciúmes Konan-chan. – disse Itachi ao lado da inexpressiva mulher. Passou os braços pelo ombro dela que foi tirado de forma brusca pela mesma.
-Não estou com ciúmes. Principalmente de uma fedelha que não deve ter mais de 15 anos.
-Ela tem 17 anos. E é muito boa no que faz.
Konan não respondeu ao último comentário de Pain. As palavras dele soaram como se aquela garota loira fosse melhor do que Konan e isso a ofendeu machucando o ego dela já há muito tempo ferido pelo homem que sempre amou.
Fazia exatamente quatro meses que Hidan havia levado o líder da Akatsuki à casa de strippers Candy Sex. Em algo Hidan e Pain tinham em comum, ambos preferiam mulheres rotuladas como vadias. Escolhiam freqüentar prostíbulos do subúrbio do que casa de gueixas ou prostitutas de luxo como Itachi gostava.
-Aquela vadia loirinha realmente vale a pena. Se ela conseguiu se tornar uma das preferências de Pain é obvio que vai conseguir deixar o imperador na palma da mão. - Gargalhou Hidan enquanto parava o carro próximo do estabelecimento já lotado.
-Estamos aqui a negócios Hidan, não quero que fique enfiando nosso dinheiro na calcinha daquelas vadias.
-Kakuzu se você mais uma vez falar isso juro que vou enfiar o dinheiro no seu cú.
Antes que os dois começassem uma discussão os três no banco de trás retiraram-se anunciando que não tinham tempo para as briguinhas rotineiras da dupla no banco da frente. Konan fez uma careta quando ouvia a música alta tocar com alguns gritos masculinos ao fundo. Provavelmente os showzinhos já havia começado. Itachi acendeu um cigarro aproveitando que o ambiente era espaçoso o suficiente para que o líder não reclamasse da fumaça.
-Fique por perto Konan. – ordenou o líder.
-Tradução: Fique perto ou os pervertidos ai dentro podem achar que você é uma vadia e mandar abrir as pernas. – Hidan procurou os cigarros no bolso louco para fumar. Sorriu cretino para Konan que simplesmente o ignorou.
Entraram no recinto. A luz fraca havia tons vermelhos e azuis mesclados iluminando principalmente o palco. Muitas mesas espalhadas pelo ambiente e sentados nas cadeiras homens de todo os tipos. Desde maltrapilhos até alguns mais arrumados. Feios, gordos, magros, bonitos, casados, noivos, solteiros e menores de idade. Moças com trajes minúsculos e indecorosos serviam as mesas, sentadas nos colos dos clientes e algumas que dançavam no palco. Muita fumaça de cigarro, muitas doses de bebidas. Muitas gargalhadas. Muito dinheiro alimentando o mercado sexual.
Seguindo Pain, sentaram-se em uma das mesas do segundo andar em uma visão privilegiada do palco. Konan por ordens expressas do líder sentou-se ao lado dele com Itachi do outro lado. Hidan preferiu sentar-se na cadeira onde pudesse ter o melhor ângulo das strippers durante a performance de dança. Kakuzu olhava os preços no cardápio avaliando se um lugar sem um mínimo de classe valia todos aqueles ienes.
-Acha que o dono do estabelecimento irá lhe ceder à garota? – perguntou Konan interessada no palco.
Queria saber o que Pain achava de interessante em um bando de jovens promiscuas tirando a roupa para vários homens que desejavam apenas uma dose de libertinagem e pornografia.
-A bicha do Orochimaru me deve favores. Ele não tem escolha. – o líder olhou de lado a mulher ao seu lado que não parecia nem um pouco feliz em estar em tal ambiente – Você nem ao menos conhece a garota direito, então pare de alimentar todo esse ódio.
-Ino-chan é uma boa menina. Ela lembra um pouco você. - Itachi soltou a fumaça do cigarro para cima admirando atento a fuligem subir.
-Não sou uma vadia.
-Ela também foi violentada pelo pai quando era pequena. - respondeu Pain.
Konan ficou sem palavras. Olhou para Pain significativamente. Odiava lembrar do próprio passado, fazia de tudo para esquecer os pesadelos que viveu em sua infância. Mesmo que em algumas noites os pesadelos viessem mais fortes do que ela podia controlar.
-Pain-sama. – a voz rouca e ofídica chamou a atenção do grupo cessando o assunto que antes debatiam. Orohimaru se aproximou e Konan que não o conhecia achou sua imagem extravagante e asquerosa.
Orochimaru era um homem muito magro, seu rosto esquelético era tão pálido que parecia que passava o pó branco que as gueixas usavam para embranquecer a pele. Os olhos amarelos e os cabelos lisos escorridos. Usava uma roupa roxa de tecido cintilante, vários anéis dourados adornando os dedos finos com unhas longas e pintadas de preto. Era visível sua homossexualidade, principalmente pelo forma que sentava com as pernas em cruzadas e sua aparência que embora feia era mais feminina do que masculina.
-Onde está a garota? – disse Kakuzu sendo direto. – Tempo é dinheiro.
-Ino-chan é uma das minhas meninas que mais me dão lucro, não posso deixá-la juntar-se a vocês antes que faça seu showzinho.
-Adoro quando Ino tira a roupa!
-Os shows de minha loirinha ela sempre tira a roupa. – Orochimaru riu maliciosamente ao notar o rosto ansioso de Hidan. – Que tal bebermos enquanto fazemos um bom acordo para que eu ceda Ino a vocês?
-Aceitamos as bebidas, mas até onde me lembre não preciso fazer qualquer acordo. Você me DEVE Orochimaru. Sabe que não sou muito complacente com meus devedores.
O sorriso de Orochimaru desapareceu. A boca entortou em uma careta de desgosto. Olhou para todos os Akatsuki presentes na mesa e seus olhos focaram principalmente a imagem de Konan.
-Meus lucros irão diminuir gradativamente sem Ino por tanto tempo afastadas dos negócios. Se vocês ao menos me cedessem outra mulher em potencial.
-Por que está me olhando porco nojento? Acha por acaso que tenho cara de vadia? – Konan não gostou da forma que Orochimaru disse aquelas palavras olhando para ela. E mesmo com seu ótimo controle sobre suas reações não conseguiu conter o tom de voz aborrecido.
-Calma Konan.- disse Itachi tentando acalma-la. Todos sabiam que Konan e transformava de águas calmas a turbulência quanto a insinuações sexuais a seu respeito.
-Olha aqui cretino, se pensar em mim novamente como parte de seus showzinhos eu farei questão de invadir esse seu puteiro pulguento e atirar bem no meio da suas pernas. – Konan tirou sua pistola da cintura e depositou na mesa – Entendido?
A gargalhada de Hidan misturou-se com a música. Ele adorava quando Konan surtava. Kakuzu rodeou os olhos entediados e finalmente decidiu por pedir um wisk. Itachi apagou o cigarro e jogou no cinzeiro o que sobrou, pegou a arma sobre a mesa e depositou no colo de Konan em um mudo pedido para que ela guardasse a pistola. Pain tinha um brilho divertido nos olhos enquanto avaliava a expressão surpresa e temerosa de Orochimaru.
-Não te apresentei ainda a Konan. Ela é uma das integrantes da Akatsuki. Acho que nunca comentei que um dos meus melhores assassinos era uma mulher.
-Acho que esqueceu de comentar.
-Não importa. O que interessa aqui é que viemos levar Ino. Quando tudo estiver terminado a terá de volta. – Kakuzu agradeceu a mulher que lhe trouxe o wisk. Sempre fora um homem educado independente do local que freqüentava.
-Quantos meses?
-No mínimo seis.
-Seis meses é muito tempo.
-Você não tem escolha. – disse Pain ameaçador. – Graças a mim essa sua espelunca funciona. A polícia ia fechar essa merda e te levar preso por prostituir menores de idade. Foram minhas influências que te manteve longe das grades.
-Imagine o que fariam com um viadinho como você na cadeia? Provavelmente iria virar a putinha do chefão dos bandidos no presídio. – comentou Hidan debochado.
Ultrajado com a humilhação que aqueles homens faziam com palavras Orochimaru se levantou da cadeira. Olhou-os com raiva, mas de nada poderia fazer. Muito menos não queria ser inimigo da Akatsuki. Não duraria nem mais um dia caso arranjassem inimigos de tal porte.
-Levem a garota pelo tempo que quiserem. – virou-se de costas e antes de se retirar completou. – Bebam a vontade, é por conta da casa.
Assim que a imagem do dono do estabelecimento estava longe o suficiente todos da mesa riram, tirando Pain que não tinha senso de humor.
-Muito persuasivo Hidan.
-O lema é sempre vencer a vítima pelo medo. Sempre funciona! Você mesma Konan utilizou desse artifício alguns segundos sem perceber. – disse Itachi oferecendo a mulher ao seu lado um dos copos de wisk que a garçonete havia levado a mesa.
-Fiquem quietos. O show vai começar. – ordenou Pain dirigindo toda a atenção para o palco.
De trás das cortinas vermelhas saiu uma jovem tão bonita que Konan sentiu-se pouco perto daquela loira que possuía todos os requisitos que faria qualquer homem ficar de joelhos por uma noite com ela. Os longos cabelos loiros caiam pelas costas. Brilhantes, balançavam com o andar sensual. No topo da cabeça um chapéu branco de cowgirl. Os olhos de um azul lindo e límpido. A blusa vermelha xadrez era minúscula e não escondia metade dos seios fartos. A barriga enxuta estava à mostra e no umbigo um pircing. A saia jeans tinha escrito SEXY nas costas. Botas brancas de cano alto salto 15 cm completava o visual.
A música começou a tocar e junto às roupas da jovem uma a uma eram arrancadas por ela mesma do próprio corpo. Em nada parecia uma jovem de 17 anos com o corpo escultural e dança promiscua. Era a mais astuta das vadias que sabia exatamente qual movimento fazer para conseguir que mais algumas notas fossem jogadas no palco para ela, sendo que menos da metade daquele dinheiro seria dela. Orochimaru ficava com a maior parcela dos lucros.
-Essa é a nossa garota! – disse Hidan passando a língua sobre os lábios quando a loira livertou os fartos seios da blusa.
-Deve admitir Konan-chan que aquela garota é perfeita para o plano. – disse Itachi procurando acender o último cigarro na caixa.
-Você tem fumado muito. – foi à resposta da mulher. – Vai morrer de tanto fumar.
-Sentirá minha falta Konan-chan? – perguntou Itachi oferecendo o isqueiro para que a mulher ao seu lado acendesse o cigarro já na boca dele.
Konan pegou o isqueiro e olhou para Pain que não parecia ligar para os flertes de Itachi. O líder da Akatsuki estava com toda sua atenção voltada para a loira no palco que rebolava até o chão. Sem conhecê-la Konan a detestava e todo aquele sentimento ruim era resultado do ciúme que sentia. Desde o dia em que Pain conheceu Yamanaka Ino sabia perfeitamente que era com ela que ele ia para cama. Era aquela garota que tinha o prazer de passar as noites com a pessoa mais importante na vida de Konan.
-Sentirei sua falta Itachi. –A indiferente mulher acendeu o cigarro de Itachi deixando a ponta dos dedos roçarem no queixo do baixinho, apenas para que ele ouvisse. – Principalmente nos meus momentos de solidão no qual eu preciso de um corpo para me aquecer.
-Que mulher mais fria. - o belo homem sorriu demonstrando que os reais motivos de Konan dormir com ele pouco importava.
Desviou o olhar do Uchiha para fitar Pain que ainda mantinha a atenção na stripper loira que terminava a performance.
Pain dormiu apenas uma vez com Konan há alguns anos atrás. Depois desse dia tudo mudou.
Ele nunca mais a tratou igual!
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-Por que ela tem que morar aqui na sede? – Descontrolada Konan jogou o abajur contra a parede do quarto.
Como se não tivesse sido o suficiente ter que passar a noite jantando ao lado de Ino flertando descaradamente com Pain ao término do jantar descobriu que a stripper, até que completasse a missão, moraria na sede da Akatsuki junto com os membros mais importantes da organização.
Estava cega de raiva e teve que controlar o impulso de sacar a arma da cintura quando Pain ordenou que a loira fosse para o quarto com ele. Doía o coração só de saber que neste momento os dois estavam no quarto ao lado transando.
-Pain está juntando o útil ao agradável eu já desconfiava que esse seria o desenrolar. Pain transando com Ino e você quebrando todo o meu quarto como se eu tivesse culpa dos acontecimentos.
-Ela não precisa ficar aqui. O mais lógico seria ela morar na casa do Kakuzu e assim ele começar o quanto antes a explicar o plano.
-Pain não dividiria a gatinha loira dele. É um homem possessivo! – Itachi olhou para o abajur aos pedaços no chão. Não era a primeira vez que Konan tinha aqueles acessos de raiva. – Ele gosta daquela menina.
O olhar melancólico e perdido que se apossou dos olhos de Konan ao ouvir aquelas palavras fez por um minuto que Itachi enxergasse a menininha carente que era loucamente apaixonada por Pain. Agora era uma mulher magoada, mas que ainda era apaixonada pelo líder.
Itachi aproximou-se da mulher silenciosa que observava os cacos de vidro no chão. Tirou da cintura dela o revolver e guardou na gaveta sem qualquer objeção por parte de Konan. Ele tinha medo que por ciúme a amiga fizesse uma besteira. Sabia que Konan seria capaz de ferir Ino sem qualquer remorso pelo ato, principalmente tendo consciência que Pain ultimamente não estava envolvido com Ino apenas sexualmente.
-Ele te disse que gosta dela? – perguntou sem olhar para o bonito homem que se sentava na cama.
-Pain é muito reservado para confessar algo do gênero, contudo alguns dias atrás ouvi ele comentando com Kakuzu que pretendia tirar Ino daquele lugar e instala-la em um apartamento pequeno na região. Creio que ele só faria isso se gostasse dela.
-Transformar na vadia particular dele. – completou Konan com amargura. – Depois que aquela loira estúpida completar o serviço Pain não deve devolvê-la a Orochimaru. Ele pretendia tomar posse de Ino desde o início.
-Ele gosta dela, contudo isso não quer dizer que a ame. Gostar e amar são sentimentos parecidos, mas não iguais.
Conversar com o Uchiha era fácil assim como conviver e ser amiga dele. Eram os dois que pareciam mais humanos dentro da organização e também os únicos que tinham sentimentos. Kakuzu só se importava com o dinheiro. Sasori era um lunático. Deidara um nazista que queria motivos para matar. Hidan tinha a alma podre era amante de tudo que poderia ser considerado ruim. Pain... era o próprio demônio.
Konan aproximou-se e sentou na cama ao lado do amigo olhando-o com o semblante serio. O Uchiha aproximou o rosto com a intenção de beijá-la, antes que os lábios pudessem se encontrar a mulher indolente perguntou.
-Você já amou?
-Eu nunca amei nenhuma mulher, desculpe. – o Uchiha colocou uma das mãos no rosto de Konan em um carinho sutil. Deixou os lábios roçarem no dela mordiscando o inferior de forma provocativa. – Contudo eu gosto de Konan-chan. Acho que esse sentimento é o suficiente para nossa relação.
-Concordo. É o suficiente! – Konan passou os braços pelo pescoço do atraente homem o puxando de encontro a si fazendo os corpos deitarem-se na cama.
Se Pain estava ocupado gostando de outro alguém, então ela faria o muito, no entanto que pudesse amar outro homem que não fosse ele.
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Havia se passado um mês dede que Yamanaka Ino mudou-se para a sede da Akatsuki os planos para a eliminação da família real se iniciou. Mesmo que as noites a stripper passasse ao lado de Pain, as manhãs e tardes ela saía com Kakuzu. O mercenário homem comprou roupas com glamour e caras para a loira usar. Ensinou regras básicas de etiqueta e todos os detalhes de como deveria ser a ação de sedução. Ele a treinava para o golpe fazendo com que a jovem parecesse uma dama da alta sociedade. A diferença de idade não iria ser um empecilho, principalmente por que seu corpo repleto de curvas era de uma mulher madura.
Naquela tarde Kakuzu levou Ino até o Cassino para explicar como funcionava o jogo no qual fariam o imperador apostar os milhões. Hidan foi junto apenas para ter o prazer de olhar o decote da loira e também beber a custa do Cassino de Kakuzu.
Sasori vigiava a polícia. Tinha que os manter afastados e com os olhos ocupados. Passou a matar com muito mais freqüência e no jornal estampava a primeira página o apelido que deram ao novo serial killer que aterrorizava Tóquio. "O colecionador de peles". Suas vítimas, mulheres jovens e bonitas, apareciam viradas do avesso com músculos, ossos e órgãos a mostra. Eram casos brutais!
Deidara e Konan colhiam informações sobre a segurança da família real. Há uma semana Konan havia conseguido o emprego de babá da princesa Hanabi. Sempre dava um jeito de averiguar as câmeras de segurança, verificar a sala de controle entre outros fatores que poderiam dificultar um ataque aos membros da realeza que conseguia de informação repassava a Deidara.
Pain e Itachi estavam à espreita de Hyuuga Hinata. Tentavam encontrar uma forma de aproximarem o Uchiha dela.
-Ela é uma jovem muito influenciável. Não tem muitos amigos. – disse a voz masculina do outro lado do telefone. – Pelo que me lembro muito sentimental. Ela faz trabalhos voluntários no hospital infantil do câncer.
-Com essas informações tenho o suficiente para conseguir uma abordagem. - respondeu Pain. – Outro detalhe. O dinheiro que falou que depositaria foi compensado apenas 2/4 do combinado.
-Quando eu perceber resultados depositarei o restante da primeira parcela. Primeiro quero averiguar que estão fazendo o trabalho. – o cliente respondeu seguro sem temer qualquer ameaça que pudesse vir.
-E como irá saber dos resultados?
-Não se preocupe, irei saber. Aguardo os primeiro resultados.
O cliente encerrou a ligação. Pain olhou para o celular com certo ódio e então jogou o aparelho no banco de trás do carro. Abriu os vidros e resmungou um palavrão.
-Apague a porcaria desse cigarro.
-Pelo seu tom de voz acho que não teremos nosso pagamento tão cedo. - Itachi deu uma última tragada antes de jogar o cigarro para fora do carro. - Acha que esse cliente é confiável, por que tanto mistério para sua indenidade?
-Ele está testando minha paciência, contudo eu sei quem ele é por isso não ousaria nos enganar. Quanto à identidade pare de fazer perguntas se não quiser me irritar. – Pain ligou o carro e passou a dirigir em uma velocidade acima do permitido. Estava irritado desde hoje de manhã e a presença do Uchiha não colaborava.
-Não tenho culpa de sua vida ruim Pain, então não desconte em mim seu mau humor. – O Uchiha tinha consciência que deveria medir as palavras com o líder, mas às vezes perdia a paciência por Pain culpa-lo pela relação que tinha com Konan.
Naquela manhã quando Konan saiu do quarto, Pain teve o desprazer de presenciar mais uma vez o fato de que ela estava tendo muito mais do que profissionalismo com Itachi. Isso incomodava o líder da Akatsuki.
-Essa relação sua com Konan pode atrapalhar o trabalho. Você não deve se ocupar com outra mulher que não seja a Hyuuga.
-Não sei quem é pior, se é você ou Konan com esse ciúme ridículo.
-Ciúme? Não seja idiota. Só estou dizendo que devem separar o emocional do lado profissional. Eu não perdôo erro.
De fato Pain não perdoava. Uma vez quase matou Hidan por ele ter deixado uma das vítimas escapar. Um dos membros mais antigos da Akatsuki ficou hospitalizado por duas semanas em estado grave. Pain jamais pediu desculpas a Hidan, pelo contrário, quando o membro voltou a sede o líder o lembrou que da próxima vez que falhasse o mataria.
-Não se preocupe, tanto eu como Konan sabemos separar nosso serviço de nossas horas de sexo. - com o canto dos olhos Itachi viu o líder apertar o volante com mais força. – Agora não posso dizer o mesmo em reação a você. Konan não sabe separar o lado profissional do amor que ela sente por Pain. O humor dela anda muito oscilante com presença de Ino com freqüência em seu quarto. Escute o que eu digo, Konan vai atirar na sua loirinha.
-Itachi quero que se limite a se preocupar com qualquer mulher que não seja a Hyuuga.
-Certo. – encerrou o assunto antes que ele ficasse redundante. Pain sempre se desvencilhava do assunto quando era os sentimentos de Konan. – Para onde estamos indo?
-Ao Hospital infantil do câncer. Você vai se inscrever para ser voluntário.
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O departamento policial estava um caus. Não só por que as provas para diversas áreas estavam a alguns dias de serem realizadas, mas também por causa das investigações para achar o tal serial Killer que andava aterrorizando as jovens de Tóquio.
Jiraiya e Tsunade estavam com fotos da última vítima. Seu nome era Karin, uma jovem de 17 anos de idade, ruiva e bonita que havia entrado para faculdade de artes. A garota tinha sido encontrado em um beco atrás de uma boate. Pelos depoimentos que haviam conseguido colher a jovem chamada Karin era viciada em drogas alucinógenas, um dos motivos para estar na boate durante a semana no horário da faculdade. Seu corpo estava quase irreconhecível.
-Os ataques estão aumentando. A diferença de dias entre o primeiro e o segundo foi de duas semanas. Quanto a do segundo e terceiro foi de dois dias. A tendência é piorar Jiraiya.
- Uma jovem tão bonita.
-Jiraiya isso é serio! – disse Tsunade irritada dando um tapa na cabeça do colega que admirava fotos da ruiva quando ela ainda tinha pele.
-Também estou falando serio. Veja só, se formos compará-la com as outras duas vítimas há uma grandes semelhanças. Todas tinham 17 anos de idade e eram garotas bonitas.
-O colecionador está matando um determinado padrão. – respondeu Tsunade pegando as fotos das vítimas anteriores.
-O que dizem seus exames Tsunade?
-A epiderme foi arrancada de uma forma eficiente exatamente como um especialista faria para arrancar de um animal para utilizar em um casaco de detalhe importante. Todas tiveram relação sexual com o assassino.
-Estupradas?
-Não. Não tem qualquer indício nas paredes internas vaginais que tenha sido um estupro. O esperma encontrado em todas as vítimas é o mesmo. Creio que elas tenham dormido com o assassino por vontade própria.
-Um lobo em pele de cordeiro. - disse Jiraiya pensativo. Aquele caso estava fazendo-o perder o sono. – Tsunade fique de olho em Sakura. Ela tem a mesma faixa etária e é bonita.
-Andei comentando com ela sobre os detalhes da investigação. Ela está ciente que Tóquio não está segura para nenhuma jovem. Não se preocupe, Sakura é muito cuidadosa e dificilmente confia em estranhos. – disse Tsunade confiante que a neta não seria persuadida facilmente.
-Mas é bom lembra-la que a há um demônio a solta que a primeira vista parece um encantador homem.O colecionador de peles parece saber muito bem como encantar suas vítimas.
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Sakura descia as escadas correndo. Olhou para o relógio e para seu desespero era 16 horas em ponto. Droga! Havia perdido o metrô. Agora teria que esperar o próximo para poder voltar para casa.
Olhou para os lados, havia poucas pessoas a maioria com o mesmo azar que ela de ter perdido o metrô das 16 horas. Tentou acalmar a respiração e olhou para os pés que doíam. Que idéia idiota de ir ao supermercado de salto. As sacolas estavam pesadas. Deixou-as no chão e suspirou resignada. Se não tivesse se distraído na sessão de rámen. Sinceramente Naruto nem ao menos era seu namorado, contudo jantava mais na casa dela do que na dele.
-Deixou cair isso senhorita.
A voz macia próxima a si chamou sua atenção. Virou para o lado e notou um bonito rapaz de cabelos ruivos e pele branca. Tinha um rosto alinhado muito bonito que lembrava os dos modelos da Calvin Klain com traços tão perfeitos. Piscou os olhos esmeraldinos e notou o brinco que ele segurava em uma das mãos. Automaticamente tocou as orelhas e notou que a direita estava sem o brinco. Sorriu agradecida e pegou a jóia das mãos do rapaz. – os brincos eram de ouro e havia sido um presente de sua avó.
-Obrigada. Acho que na pressa se desprendeu de minha orelha. A propósito meu nome é Haruno Sakura.
-Prazer, meu nome é Akasuna no Sasori.
Continua...
N/A: Yooo desculpem pela demora. É que eu estou sem internet, então fia difícil de atualizar com mais freqüência. Como eu disse nas Notas de "Nunca fui beijada" eu vou tentar acelerar as fics mais antigas para que assim eu possa postar os novos. "Akai Tenshi" será uma fanfic longa então acho que não posso ir com tanta pressa ao escrevê-lo. São muitos detalhes.
Sei que está demorando a ação, mas no próximo capítulo o BANG BANG começa e também a trama diabólica. Hiashi fará sua primeira visita ao Cassino e conhecerá a estonteante Ino e o mercenário Kakuzu. Nossa protagonista Konan começa a suspeitar quem encomendou a morte dos Hyuuga . Sasori se aproxima de Sakura e mais mortes acontecem deixando a polícia ocupada e a beira de uma investigação criminal antes que mais uma jovem morra. Itachi finalmente conhece Hyuuga Hinata.
Bom, espero que tenham gostado do capítulo e esperem ansiosos pelo próximo.
OBRIGADA A TODAS QUE COMENTARAM.
Jade Miranda ,Hisui Ai , ,Syd Oosaki , FranHyuuga , Lell Ly , NathyHyuga , Izziany , Hyuuga Mitha
