Essa fic é uma tradução da fic How to Lose James, escrita por Loves to dance.
Disclaimer: Eu não sou dona de nada, buá.
Capítulo Cinco – A Tarefa de Poções
"James, são sete horas da manhã, por que você está tão irritantemente feliz?" Remus perguntou, rosnando, enquanto refazia sua gravata pela terceira vez aquela manhã.
"Eu ainda não acredito que ela pediu pra sair comigo ontem à noite," ele respondeu, dando um grande sorriso.
"Supere logo," Sirius reclamou, "eu realmente não quero ouvir você contra sobre ela de novo e de novo."
"É, eu acho que eu já cansei de ouvir a mesma história cinco vezes a noite passada," Peter adicionou, dando ênfase no "cinco".
"Desculpe-me, mas eu não creio que vocês tenham entendido como isso é incrível. Quero dizer, Lily Evans, a garota que eu quis por dois anos, a única garota que disse não para mim, finalmente percebe que gosta de mim. E não somente estamos namorando agora, como foi ela que pediu pra sair comigo," James disse, lembrando da noite passada.
"E eu tenho certeza que o fato de você conseguir que ela se apaixone por você em dez dias, ganhando assim cinqüenta galeões que o Sirius vai pagar, completou a sua felicidade," Peter disse, lembrando a todos da aposta feita no trem para Hogwarts.
"Ah é, eu me esqueci disso," James disse, se sentindo de repente inseguro sobre a aposta. Sim, de algum modo ele conseguiu que Lily gostasse dele, mas se apaixonar era uma coisa diferente. Como ele poderia fazer com que ela se apaixonasse por ele? Melhor ainda, por que em nome de Mérlin, ele aceito essa aposta?
Fazer com que alguém se apaixone em dez dias era impossível, não? O amor leva tempo. O amor é conhecer alguém e realmente se importar com ela. O amor não pode ser comprimido em dez dias.
E então, Lily mostra alguém interesse nele, mesmo ele achando que ela o detestava. Quem sabe ele conseguiria quem sabe ele pudesse fazer com que Lily o amasse no tempo de dez dias. Afinal de contas, ela deveria sentir algo por ele; Se não ela não teria o convidado para sair, para começo de conversa. Certo?
"Isso mesmo, nossa aposta está oficialmente aberta há onze horas," Sirius disse com um sorriso.
"Aham," James disse, dando a impressão que iria vencer a aposta, sem o menor problema.
"Não tem a menor chance de ela estar apaixonada por você em dez dias, amigo," Sirius falou ao seu melhor amigo.
"Ela vai estar."
"O que te faz pensar assim? A não ser por ontem, você não teve uma conversa decente com ela desde, hmm, nunca. "E pelo o que você disse, as duas conversas de ontem foram extremamente pequenas," ele lembrou
"Mas foi ela que começou as conversas, não eu."
"E daí?"
"Daí que obviamente isso significa que ela está tentando ficar comigo e que ela gosta de mim. Agora tudo o que eu preciso fazer é passar mais tempo com ela e a mostrar o charme dos Potter. E ela estará perdidamente apaixonada," James disse, soando tão presunçoso quanto estava se sentindo.
"Você não está se esquecendo de algo?" Remus perguntou com um olhar questionador.
"De quê?"
"Ela já resistiu ao chame dos Potters antes, há dois anos ela vem resistindo," Remus respondeu.
---
"É um problema se eu estou namorando um cara há onze horas e já quero acabar com o relacionamento?"
Lily perguntou a Kelsey e Sam enquanto as três sentavam no Salão Principal pra comer o café da manhã.
"Lils, você já não queria estar fora do relacionamento antes de começar?" Sam brincou.
"É isso aí," Lily disse, mostrando um sorriso junto com sua resposta.
"Então, qual é a idéia pro Perdendo James Dia 1?" Kelsey perguntou.
Lily e Sam olharam para ela antes de perguntarem, juntas: "O quê?"
"A idéia para o Perdendo James Dia 1," ela respondeu. Então olhou por cima da mesa e explicou para as duas, "Se você quer perder James Potter em menos de dez dias, você precisa de um plano. Então, o que vai fazer para enlouquecê-lo hoje?" Kelsey indagou.
"Ah, sendo só aquela namorada irritante, sabe, pegajosa e atrevida," Lily disse.
"Só isso? É só essa a sua idéia?" Kelsey perguntou.
"É."
"Lils, por favor né, qualquer garota pode ser assim. Você precisa de algo melhor; você precisa de algo que o faça realmente se afastar de você," Kelsey argumentou.
"Como o que?"
"Não sei, mas essas coisas não funcionam. Funcionaria, mas demoraria semanas pra se livrar de um garoto e não menos de dez dias."
"Bom, eu não sei bem o que fazer, quero dizer, temos aula o dia todo, não é como se eu fosse vê-lo toda hora," Lily informou para a amiga.
"Tá, você tem razão, mas por favor, nós temos que pensar em alguma coisa," Kelsey começou.
"Meninas, silêncio, os Marotos vem aí," Sam avisou urgentemente. Com suas palavras, as três pararam de falar juntas. Não podiam deixar que nenhum dos Marotos escutasse o plano. Iria estragar tudo.
Lily olhou para os Marotos e encarou James por um momento. Apesar de sua atitude e infeliz personalidade,
Lily não podia evitar, mas admitir que ele fosse verdadeiramente atraente, o único lado positivo de sair com ele. Sua capa prendia folgada ao longo de seu corpo. Como não estava muito apertada, ela podia ver sua camisa e a gravata por debaixo desta. Ela notou que diferentemente de ontem, ele hoje estava muito arrumado. Nada estava fora do lugar, a não ser o cabelo, mas não tinha jeito de ele conseguir domar aquela coisa.
Para surpresa dela, ele a olhava diretamente e se encararam por alguns segundos. Brigando com o seu desejo natural de ralhar com ele, ela fez uma coisa quase estranha. Sorriu para ele. Não era um sorriso exagerado, mas um sorriso simples, um sorriso simples que mostrava o seu interesse nele, ou pelo menos, o interesse de mentira. Ele sorriu de volta, fazendo com que as bochechas de Lily ficassem com um tom rosado.
Lily se virou e encarou as amigas outra vez. Ela podia fazer isso. Sim, ela podia fazer isso. Ela podia facilmente sair com James Potter por uma semana. Pensando melhor, aquela aproximação entre os dois não era ruim, na verdade era surpreendentemente fácil. Ela podia ser legal com James Potter; podia fingir que o namorava facilmente.
Ela sentiu seu estômago se revirar um pouco e seu sorriso se transformar em um serrar de sobrancelhas. O que ela estava pensando? Não podia fazer isso. O que aconteceu a pouco acontecia por todo o Salão Principal. O que acontecera a pouco não necessitava de palavras. O que aconteceu a pouco era obviamente fácil. Mas ela poderia realmente conversar com James sem explodir ou grita com ele? Ela poderia continuar com aquilo?
---
"Agora classe, nós vamos fazer uma coisa nada comum," Professor Slughorn anunciou. "Invés de trabalhar na sala, eu tenho uma tarefa que quero que vocês façam ao ar livre."
Todos os alunos na sala se olharam, inseguros se isso era uma coisa boa ou ruim. O lado positivo era que eles não precisariam ficar na sala em um dia lindo de Setembro, mas pelo outro lado, o que ele estaria planejando para fazerem?
"Hoje nós vamos usar todo o conhecimento de vocês for a da sala de aula e quero que vocês preparem um trabalho por conta própria. O preparo do experimento, no entanto, vai ser feito aqui na sala amanhã," Slughorn começou, "Eu quero todos procurando a poção para curar queimaduras. Agora, existem milhares delas por aí, então é com você decidir qual é a melhor. Tem que ser poderosa, porém não pode passar o tempo de nossa aula. Em outras palavras, se você não tiver terminado de prepara a sua poção ao final da aula amanhã, você não terá uma boa nota nessa tarefa. E você só deverá começar a sua poção amanhã ás oito horas da manhã."
Toda a sala olhava sem acreditar para o professor. Ele estava falando sério? Eles deveriam mesmo passar horas na biblioteca pesquisando para o trabalho?
"E tem mais. Só para vocês saberem, depois do experimento de amanhã, o próximo dever de casa será escrever uma redação de duas páginas sobre este mesmo assunto, então tomem nota enquanto pesquisam," Slughorn informou aos alunos.
Dito isso, toda a sala deixou escapar um suspiro. O Sétimo ano em Poções não seria divertido. Esse ano eles já tinham quatro trabalhos diferentes para fazer e sem mencionar as poções ridiculamente difíceis a serem preparadas.
"Animem-se," Slughorn disse, um sorriso se espalhando por seu rosto. "Eu tenho uma notícia boa; nessa tarefa vocês podem trabalhar em dupla."
Lily e Kelsey que estavam dividindo uma mesa, lançaram olhares uma para a outra. Talvez não seria assim tão ruim.
"Duplas da minha escolha, claro," Slughorn adicionou.
Outro suspiro geral foi ouvido pela sala que era dividida entre a Grifinória e a Sonserina. Slughorn apenas riu em resposta a seus alunos antes de ler a lista de nomes, todos escolhidos aleatoriamente pelo toque de sua varinha.
Enquanto ele lia os nomes, Lily olhou ansiosa pela sala. Kelsey e Sam já tinham sido escolhidas. Tracey, quem Lily tinha conhecido bem nos últimos anos estava com Snape, e Lily mandou-lhe um olhar simpático pela sala.
"Senhorita Evans e Senhor Potter," Slughorn leu em voz alta.
Lily sentiu seu corpo todo endurecer. Ela ouviu direito? Ela iria trabalhar com James Potter nessa tarefa? Ela deveria gastar um considerável tempo com ele?
Ela olhou para James. Ele estava sentado com Sirius hoje e cochichou alguma coisa com ele. Ele estava de costas para Lily, que era grata por isso. Talvez isso significaria que ela tivesse ouvido errado.
Para sua sorte, James de repente se posicionou direito na cadeira e pegou o olhar dela sobre ele. Mandou um sorriso. Então ele se abaixou e pegou um pedaço de pergaminho e uma pena e começou a escrever. Um instante depois, ele bateu com a varinha no papel e este desapareceu. Lily olhou para sua mesa e viu que o papel reaparecera a sua frente. Hesitante, ela abriu e leu o que ele tinha escrito:
Lily,
O que você acha de escaparmos dessa tarefa por algumas horas e voltarmos para o Salão Comunal? E antes que você reclame sobre não fazer o dever, todos estarão na biblioteca agora, o que significa que todos vão brigar pelos livros de poções. Então, nós iríamos desperdiçar tempo esperando que alguém acabe a tarefa e devolva o livro.
-James
Lily piscou e reconheceu que ele tinha um pouco de razão. Ir para a biblioteca agora seria como pular de um prédio de vinte andares e cair graciosamente na calçada: impossível.
Ela pegou um pedaço de seu pergaminho e escreveu:
James,
Parece ótimo. Te encontro no Salão Comunal.
-Lily
Enquanto mandava o bilhete de volta, deixou escapar um suspiro. Como pretendia fazer isso? Como iria ficar ao lado de James Potter por um longo período de tempo? Como iria o afastar? Como iria encenar pra ele?
Ela não possuía a mínima idéia para responder suas próprias perguntas, uma coisa que ela odiava. Ela gostava de saber tudo o que iria acontecer, todo o tempo. Ela odiava surpresas, odiava não controlar seus próximos passos, e odiava o fato de que agora ela não podia controlar as coisas por não saber s respostas.
Tirando lily de seus pensamentos, ouviu Slughorn dizer, "Muito bem alunos isso é tudo... Comecem o trabalho, vocês estão dispensados."
Com essas palavras, todos sairam da sala. As amigas de Lily foram para seus respectivos pares, tentando achar alguma coisa boa sobre o projeto. Lily olhou para os lados e percebeu que Kelsey e Sam já tinham ido, provavelmente para a biblioteca para fazer o trabalho. Para sua surpresa, viu James atrás dela, com um sorriso em seu rosto.
"Dia Lily," ele disse.
"Bom dia," ela respondeu, e depois perguntou, "Então, você quer ir pro Salão Comunal?"
"Na verdade, eu estava mesmo pensando sobre isso. O Salão Principal ainda está servindo o café e se você
tiver com fome a gente pode dar uma passada lá."
"Claro," ela respondeu. Não estava com fome, nem um pouquinho. Contudo, no Salão Principal com certeza ainda teria alguns alunos que perderam a primeira aula por acordarem atrasados. O Salão Comunal, no entando, possuia mais chance de estar deserto.
---
Lily olhou para ele com descrença, imaginando como uma pessoa poderia devorar aquele tanto de comida em tão pouco tempo. Em menos de dez minutos, James comeu três panquecas grandes e estava na metade da quarta. Ela opitou pelo segundo copo de café daquela manhã por que sabia que precisaria. Só cafeína curaria a previsível dor de cabeça de estar com James.
"Não está com fome?" ele perguntou, virando a cabeça para cima e notando o olhar desagradável que ela dava para ele.
"Não, eu já comi," ela respondeu, forçando um sorriso.
"Então Lily, quais são as novidades?" ele perguntou enquanto se servia de um copo de suco de laranja.
"Nada em especial," ela respondeu. Era um daqueles momentos estranhos, não sabendo que respostas dar.
"Você?"
"A mesma coisa," respondeu ele, completando a conversa estranha.
Eles ficaram em silêncio por um momento, cada um bebendo seu suco ou seu café. Depois de alguns minutos, James finalmente olhou para ela e perguntou: "Por que você disse sim?"
"Disse sim pra que?"
"Disse sim pra sair comigo," ele respondeu.
"Eu é que te convidei, lembra," ela começou.
"Bem, tá, mas o que te fez mudar de idéia? Quero dizer, um dia você me odeia, no outro me chama pra sair," ele disse, resumindo brevemente os fatos.
Ela sentiu uma dor no estomago quando respondeu: "Não sei."
Ele a estudou por um momento antes de dizer, "Você ta mentindo."
"Como é que é?" ela perguntou, dando a ele um olhar de dúvida.
"Eu disse que você está mentindo."
"Não, não estou."
"Sim, você está," ele começou antes de tomar mais um gole do suco de laranja.
"Não, não estou," ela repetiu, sentindo as bochechas queimarem enquanto falava.
"Sim, você está," ele disse mais uma vez. Então tomou o ultimo gole de suco antes de sorrir para ela e ficar
de pé para ir embora.
Ela se levantou também, e opondo-se mais uma vez disse, "Eu não estou mentindo."
Ele suspirou e virou o rosto para ela dizendo, "Você olhou para baixo enquanto falava."
"E daí?" ela perguntou, impaciente, andando perto dele enquanto iam para o Salão Comunal.
"Quando as pessoas mentem elas olham para baixo."
"Isso é idiota," ela pontuou.
"É sério. Isso é uma das coisas que te ensinam na escola de aurores. Como mentir sem parecer tão óbvio." James informou a ela.
"Como você sabe disso?" ela perguntou.
"Meu pai me contou."
"Ele é um auror?" ela indagou.
"Aham," James respondeu.
"Você quer ser um também?"
"Não sei," ele disse. "É muito perigoso, especialmente nos tempos de hoje."
"Desde quando você deixa de fazer uma coisa por ser perigosa?" ela perguntou brincando.
Eles chegaram no retrato da Mulher Gorda. Ele murmurou a senha e depois disse, "Há uma diferença entre arriscar a minha vida e fazer uma brincadeirinha idiota."
Ela olhou para ele por um momento antes dos dois se virarem e entrarem no Salão Comunal. Inútil dizer, Lily estava chocada por suas palavras. Essa não era a resposta que ela esperava dele. Esperava alguma coisa estúpida como, "Perigo é o meu nome do meio." Isso é uma coisa bem idiota, típico de garotos. O que
James disse, no entanto, parecia honesto e sincero.
James se ajustou em uma quente e fofa cadeira perto da lareira. Sorriu para Lily enquanto ela sentava-se ao seu lado. Ele então decidiu que poderia se acostumar com a visão dela por perto. Era boom, muito bom.
"Então, seu pai é auror, o que a sua mãe faz?" perguntou ela, tentando começar uma conversa.
"Ela trabalha em uma boutique no Beco Diagonal," ele respondeu e depois completou, "Não é muita coisa, é só para mantê-la ocupada. Ela me disse que quando eu era pequeno e morava em casa, eu a ocupava o dia todo, mas agora que estou aqui ela fica entediada e não suporta ficar sozinha."
"Faz sentido," Lily replicou e então deu um pequeno sorriso. Não era para James, era mais para ocupar o tempo. Um sorriso que vem quando a conversa começa a acabar.
"E quanto aos seus velhos?" James perguntou.
"Meu pai é um policial trouxa e a minha mãe é uma professora pré-escolar," Lily respondeu.
"O que são isso?" James indagou.
"O trabalho deles."
"Bem, isso eu entendi. Mas Lils, um policial e uma professora pré-escolar não significam nada para mim. Eu não entendo muito os termos trouxas," ele respondeu, sincero.
"Bom, para os trouxas, a escola começa aos quatro anos, a pré-escola. É mais para desenvolver habilidades sociais do que outra coisa. Lá você tira cochilos e mexe com canetinhas," Lily respondeu.
"E um policial?"
"É como um auror. Se alguém é morto ou se algo é roubado, os policiais vão investigar e pegar os caras malvados."
"E como eles fazem isso?" James perguntou.
Lily olhou para ele como se ele fosse de outro planeta, "O que você quer dizer?"
"Como eles pegam os caras malvados, como você grandiosamente os chamou," ele replicou. Vendo a expressão no rosto dele, ele adicionou, "Você sabe, sem magia."
"Oh, an, não sei direito," ela disse, "eles apenas pegam... Mamãe não gosta de ouvir sobre o trabalho de papai, então eu não sei sobre os detalhes."
"Por que ela não gosta de ouvir sobre o trabalho dele?"
"Ele foi baleado na perna quando eu tinha seis anos. Não me lembro, mas mamãe disse que os médicos não estavam seguros se ele riria sobreviver, foi bem ruim. A partir daí minha mãe não gosta muito da profissão do meu pai, ela até pediu para ele se demitir, mas ele é muito teimoso para fazer isso," Lily disse a ele. Ela acabou contando a James sobre todo o relacionamento dos pais, contando a ele segredos que nem suas melhores amiga sabiam.
"Eu sei que eles não são felizes juntos, posso ver isso toda vez que volto para casa. Eles discutem e brigam por tudo. Minha mãe diz que meu pai é um porcalhão preguiçoso e então ele reclama que só o que ela faz é resmungar sobre coisas idiotas," ela disse. "Eu temo pelos dois... Eu sei que eles não se amam mais, porém eles não vão se separar por minha causa e pela minha irmã. Sem falar que seria um escândalo. E se tem uma coisa em que eles concordam é que não querem as pessoas fofocando sobre eles."
James ouviu tudo o que ela dizia enquanto desabafava. Ele não desviou do olhar dela nem deixou sua mente viajar enquanto ela falava nem por uma vez. Isso era uma das razões por que Lily achava tão fácil confiar nele, uma qualidade que depois ela aprenderia a adorar nele.
Lily recuperou o fôlego por um momento e entendeu exatamente o que estava fazendo. Ela estava contando a James Potter os problemas de sua família. Se bateu mentalmente. Por que estava fazendo isso? Por que ela achou necessidade em contar a James coisas que nem Sam e Kelsey sabiam?
Ela olhou para ele pelo canto do olho e ficou com um tom forte de vermelho no rosto, voltando sua atenção para as mãos que repousavam em seu colo. "Desculpe. Estou falando sem parar sobre coisas que eu sei que você não quer ouvir."
"Não, tudo bem," ele respondeu e depois brincando acrescentou, "É bom saber que não sou só eu que tenho uma família incomum."
Ela sorriu, mas o vermelho em seu rosto não sumiu.
"Minha mãe, bom, ela é uma figura," ele disse com um sorriso.
"Como assim?"
"Ah, eu disse pra você que a minha mãe só começou a trabalhar na loja no Beco Diagonal quando eu fui para a escola. Bom, além disso, que é totalmente verdade, tem mais. Sabe, minha mãe é provavelmente a mulher mais neurótica que eu já conheci," ele disse mostrando a ele seu sorriso maravilhoso.
"Até os nove anos, ela não me deixava jogar quadribol."
"Pode ser perigoso."
"No quintal com o meu pai," ele adicionou.
"Assim não é tão ruim."
"Ela não me deixava ir a nenhum lugar se ela não estivesse presente. Não confiava em nenhum adulto para ficar comigo além dela. Nós temos um riacho que passa através o nosso jardim e ela não me deixava chegar perto dele."
"Você poderia se afogar."
"O riacho tinha sessenta centímetros."
"Ai, isso é maldade," Lily disse.
"Nem me diga," ele respondeu com um sorriso.
"Eu ainda acho que barro você quando o assunto é famílias estranhas," ela gentilmente disse a ele.
"Ela colocou um alarme de segurança trouxa pela casa."
"Eu nem comecei a te contar sobre a Petúnia."
"Quem é Petúnia?"
"Minha irmã."
"Mais velha ou mais nova?"
"Dois anos mais velha."
"Tá, fala. Mas eu tenho certeza de que minha mãe é a pessoa mais estranha desse mundo," ele começou.
"Primeiro, Petúnia odeia tudo o que tenha a ver com magia, incluindo eu. Quando eu fui para casa no Natal no primeiro ano, eu a mostrei um sapo de chocolate e ela começou a gritar sem parar, correu até o banheiro e se trancou lá por três horas e não saiu até que a minha mãe prometeu a ela que eu estava no meu quarto e as coisas de magia estavam comigo. Depois disso, ela não chegou perto de mim por quatro dias... No terceiro ano eu contei que tinha aprendido um feitiço muito legal que transformava o cabelo de alguém em rosa por um dia e ela ficou tão paranóica que passou quatro dias na casa de uma amiga," Lily disse a ele.
"Ok, isso é um pouco triste," James confessou.
"Ah, e fica melhor," ela respondeu com um sorriso. "Ela não somente morre de medo de magia, como também é muito estranha no geral. Ela sempre espia os vizinhos, até comprou um telescópio pequenininho para ver o que eles fazem. Claro que ela não admite; sempre diz que nunca espiaria ninguém nem em um milhão de anos. Pessoalmente, eu acho que ela está só checando se eles não são bruxos disfarçados."
"Isso é estranho; você ganhou essa. Mas, sinceramente, a minha mãe. Eu até já tenho medo pela minha futura esposa. Ter a minha mãe como sogra, me assusta só de pensar," ele disse a ela.
Daí para frente eles continuaram a contar histórias sobre suas famílias e suas vidas fora de Hogwarts. No final, Lily concordou que a família de James era muito mais estranha que a dela, mas só por que James contou que uma vez a mãe dele o levou para a Emergência só por que ela pensou que ele tinha comido um inseto.
Para a surpresa dos dois, eles acharam muito fácil conversarem. Lily sentiu que poderia ter contado a James sobre qualquer coisa, como se ele fosse seu melhor amigo antes de ser seu namorado por menos de um dia. Para James, a conversa deles era tudo e mais do que ele tinha imaginado por dois anos na sua cabeça. Ela superou todas as expectativas; ela era muito mais do que ele tinha imaginado que ela fosse.
Foi quando James olhou casualmente para seu relógio que percebeu que horas eram, "Que merda, Lils, são quase 10:50."
"O quê?" ela engasgou, ficando em pé e pulando sobre ele, pegando seu pulso para dar uma olhada melhor nas horas.
"McGonagall vai nos matar," ele anunciou.
"Merda," Lily disse alto. Para a sorte deles, a aula de Poções era dupla, o que significava que ia até às 10:00, e Transfiguração começava às 10:05. Se Poções não fosse uma aula dupla, eles teriam perdido duas aulas e não uma.
"Então, todo mundo deve estar saindo daqui a quinze minutos," ele disse baixinho.
"É, e depois nós temos Feitiço," ela completou.
"Tá, então você quer indo antes? Isso vai causar uma boa impressão no Flitwick, para mascarar a impressão da McGonagall."
Ela sorriu pra ele e imaginou como a mente dele funcionava.
---
"Então, por que você não apareceu na aula de Transfiguração hoje de manhã?" Kelsey perguntou enquanto as três meninas se sentavam à mesa do Salão Principal para o jantar.
"É, fala pra nós sobre essa nova Lily," Sam acrescentou.
Lily ficou um pouco vermelha antes de responder, "Eu estava com o James."
As duas amigas a olharam com surpresa, e Sam comentou, "James? Desde quando é James? Quero dizer, desde praticamente o primeiro dia do primeiro ano de escola ele é "Potter" ou no máximo "James Potter", mas nunca um James de verdade tinha saído de seus lábios."
"Ele até que não é tão ruim assim," Lily disse. Não ficou muito claro, porém, se com esse comentário ela quisesse defender James ou piorar a sua situação.
"Não tão ruim assim?" Kelsey perguntou, com choque dentro de seus olhos.
"Ele é legal," Lily disse, e depois acrescentou, "Ele tem uma coisa que faz dele uma ótima pessoa para se conversar, E, bom, ele pode até ser engraçado às vezes também."
"Lils, você ouviu o que disse?" Keysey perguntou, um pouco escandalizada com a amiga.
"Eu sei, eu sei, mas depois que você passa mais tempo com ele, não é tão ruim assim," Lily protestou.
"Não tão ruim? Ele é o garoto que colocou cola no seu cabelo no quinto ano só para chamar sua atenção. Ele é o garoto cujo hobbie é ficar com as meninas e depois chutá-las no dia seguinte. James Potter é o tipo de garoto que você vem tentando se livrar a sua vida toda. Ele é egoísta, arrogante, vaidoso e basicamente pensa que todos deviam adorar o chão que ele pisa!" Sam exclamou.
"Eu sei, eu sei," Lily disse frustrada. "E só o que estou dizendo é que ele pode ser um doce."
"Lils, querida," Kelsey simpaticamente disse, "tudo isso é uma encenação e nós duas sabemos disso. Ele é o tipo de garotos que vai te amolecer só pra conseguir o que quer e no próximo dia vai te jogar como se fosse a notícia de ontem."
"Não," Lily começou.
"Você se lembra de Sarah Sweeny?" Sam perguntou. "Ele a deixou no mundo da lua; Eu lembro dela suspirando e dizendo o quanto ele era doce com ela e que ele era muito legal e etc. Depois de uma semana de namoro, ele se entediou e deu o fora nela... Você realmente que ficar perto de um cara desses?"
"Não, você está certa," Lily disse suspirando. Ela odiava que as amigas estivessem certas, odiava que as amigas lhe lembrassem exatamente por que ela o desprezava tanto por seis anos. Mais do que tudo, ela odiava a si mesma por esquecer daquilo quando estava perto de James. Ela odiava o fato de ele possuir a habilidade de fazê-la esquecer de todos os propósitos e todas as crenças que ela tinha contra ele, isso tudo em apenas algumas horas.
"Tá, agora que você está de volta com a parte sã de você, o que você vai fez pra se livrar dele de vez?" Kelsey perguntou com um sorriso.
"Eu, eu hmmm, bom, eu estava…"
"Lily Marie Evans, por favor, nos diga que você fez alguma coisa," Sam reclamou.
"Ah, eu sei. Eu sou uma pessoa horrível. Eu passei quase três horas com ele e não fiz nada. Ah deus, eu não estava nem sendo pegajosa," Lily admitiu.
"Três horas?"
"É," ela respondeu, "Três horas só conversando e relaxando."
"Calma, então você não fez o projeto do Slughorn?" Sam perguntou.
"Não, nós vamos nos encontrar em meia hora na biblioteca," ela respondeu, seu rosto brilhando enquanto falava. "É isso! Então a manhã não valeu de nada em relação ao plano, mas essa noite, essa noite, eu vou fazer ele se arrepender do dia que mostrou interesse em mim."
---
James já estava na biblioteca quando Lily chegou. Ela viu quando ele olhou com seus olhos castanhos para o índice do livro, procurando por uma poção que serviria para seu trabalho. Na sua frente estava uma pilha de cinco livros, cada um contendo várias poções curadoras de queimaduras.
"Oi," ela disse brilhantemente enquanto se sentava perto dele.
"Oi," ele respondeu, sorrindo pra ela. Ele percebeu que quando ela se ajeitou na cadeira se aproximando da mesa, ela também se aproximou dele. Essa pequena ação, intencional ou não, fez com que seu coração pulasse uma batida. Sim, ele estivera com várias garotas em sua vida, mas nenhuma delas já tinha feito ele se sentir daquele jeito antes, especialmente com pequenas ações.
"Desculpa o atraso," ela disse.
"Ah, tudo bem… Eu encontrei alguns livros, você pode procurar aqui se achar que eles são úteis, escrever ou tirar cópia," ele respondeu.
Ela fez o que ele pediu e pegou um livro fino, porém com títulos grandes escrito, "Poções Modernas Para Problemas Comuns" que estava na frente de James. Julgando pelo título ela duvidou que o tipo de poção que eles queriam estaria lá, mas abriu o índice. Mesmo que queimaduras pudessem ser bastante freqüentes, esse tipo de livro falava sobre problemas comuns e soluções rápidas. Esse tipo de poção iria funcionar, mas não por um longo período de tempo, ou funcionariam, mas não tão bem quanto outra poção.
Ela tirou todos os materiais que precisavam para fazer a poção e o tempo necessário e rapidamente fechou o livro. O seu julgamento sobre como o livro seria estava totalmente certo. A poção que ela encontrou não era somente fraca e ruim, mas ela ficaria até com vergonha de sugerir tal coisa em uma sala de sétimo ano.
Lily deu uma olhadela pra James e percebeu que ele estava super concentrado em uma poção; ela se inclinou um pouco na direção dele e tentou ler as páginas. "Então, achou alguma coisa?"
"Aham, acho que sim," ele respondeu, virando para ela e sorrindo.
"Deixe-me ver," ela disse, puxando o livro para perto dela. Ela leu o material, parecia ser bom, então ela começou a ler os ingredientes precisados. Depois de ler como martelar uma erva-daninha, ela notou um pequeno detalhe que James deixou escapar. "Isso demora três semanas para chegar no estágio de colocar mais dois ingredientes finais."
"O quê?" ele perguntou.
Ela apontou a informação pra ele.
"Merda," ele murmurou.
Vendo que essa era uma chance de irritá-lo, ela colocou sua mão no ombro dele e chegou ainda mais perto para falar," Oh, James, fofinho, tudo bem. Todos nós cometemos erros."
Ele piscou com seus olhos apertados e perguntou, "Hum, o que você acabou de dizer?"
"Todos nós cometemos erros." Ela propos.
"Não, antes disso."
"Fofinho?"
"É, isso mesmo," ele disse, seus olhos aumentando.
"O que tem de errado com fofinho? Você não gosta?" Disse ela virando a cabeça para encará-lo de cima.
"Bom, tudo bem, mas você sabe que não estamos namorando por vinte quatro horas ainda," ele comentou.
"E...?"
"É só isso, você sabe, as pessoas geralmente esperam um pouco mais antes de se chamar de nomes sem ser o seu primeiro nome," ele respondeu.
"Você está me chamando de esquisita?" ela perguntou, tentando ao máximo soar chocada e realmente ofendida.
"O que? Não, não é isso; Eu nunca disse nada assim," ele defensivamente falou.
"Você não gosta do nome fofinho?"
"Não, tudo bem," ele disse, "Eu só acho que talvez seja uma idéia melhor se você só me chamasse de James.
Ela forçou um olhar de confusão, sua testa apertada formando rugas, como se ela não soubesse se chorava ou se ficava brava. "Não posso acreditar… É como se eu visse o George Kane aqui do meu lado de novo." Junto com o que ela disse, colocou as mãos junto aos lábios e fingiu que estava contendo as lágrimas.
"Quem é George Kane?" ele perguntou gentilmente.
"Ah, só um garoto, um ex-namorado meu, na verdade… Sabe, vocês deveriam se encontrar um dia, ele é exatamente como você." Ela disse, mudando o tom de voz para algo meloso.
"Ele é parecido comigo em qual sentido?" James perguntou, tentando não a magoar.
"Ah, ele não gostava de nomes também. Eu o chamei de docinho um dia e no outro ele me chutou," ela disse. Suas mãos agora estavam nos olhos tentando conter as lágrimas.
"Calma Lily, calma, não chora," ele implorou, "eu adoro esse nome que você me chama... Eu posso me acostumar a ser chamado de... fofinho."
"Sério?" ela perguntou, balançando a cabeça e dando um olhar de excitação.
"Claro."
"Ah, que ótimo fofinho," ela disse, sorrindo pra ele.
A verdade, de qualquer forma, era de que não existia nenhum George Kane. Nunca na vida dela Lily usou nomes de animais em qualquer cara que ela tinha namorado. Ela acha que isso era infantil e irritante. As pessoas ganhavam nomes por uma razão, então elas deveriam ser chamadas por eles.
"James, fofinho, eu posso te contar uma coisa, essa vai ser a melhor relação de todos os tempos," ela o informou, peqando as mãos dele enquanto falava.
"É," ele estava muito atordoado para responder.
"Hoje no jantar eu pensei em você," ela falou de repente.
"Pensamentos bons, eu espero," ele brincou.
"Oh, eles eram maravilhosos," ela respondeu, movendo suas mãos para a coxa dele e passando os dedos por ela. Quando ela chegou no alto de sua perna, parou e mandou a ele um olhar apertado. "Sabe, eu não me importo com o que as outras meninas estão falando. Tamanho não importa."
Ele quase entrou em colapso quando as palavras de Lily sairiam de seus lábios. Ele ouviu direito? "Com licença?"
Ela virou para ele e sorriu antes de falar, "eu acho que você sabe do que eu estou falando."
"Eu realmente espero que não."
"James, fofinho, eu sei que você está um pouco embaraçado por que eu sei sobre o seu pequenino pin-" Ele instantaneamente cobriu a boca dela, impedindo-a de continuar com a frase. Ele sentia o calor invadir suas bochechas e ainda chocado por ela ter começado esse assunto.
"James," ela disse removendo as mãos dele de seus lábios.
"Lily, eu não ligo para o que você ouviu, mas não é verdade," ele começou a reerguer sua dignidade.
"James, você não precisa mentir pra mim. Eu já te disse, tamanho não importa."
"Eu não ligo," ele disse, seu tom de voz mostrando toda raiva que ele sentia, mas o volume continuava como um sussurro. "Eu não ligo se você não se importa com esse tipo de coisa. Mas estou dizendo, o que você ouviu não é verdade."
"Ok, tudo bem, não precisa surtar," ele disse Rolando os olhos enquanto se posicionava em frente da mesa.
"Eu não tô surtando," ele resmungou.
"Parece que você está," ela pontuou.
"Não estou," ele disse de novo.
"Ótimo," ela respondeu, Rolando os olhos mais uma vez.
James ainda estava chocando com o jeito de Lily no final de seu encontro com ela na biblioteca. Ela não tinha só o chamado de "fofinho" e feito referencias a certas partes de seu corpo que ele não estava a vontade para discutir com ela, mas também continuou a ser pegajosa a noite toda. Até chegou a um ponto que ele não conseguia ler o que estava escrito no livro de poções por que ela estava totalmente debruçada sobre ele e seu cabelo estava atrapalhando. E esse era o primeiro dia que eles eram um casal de verdade! Não dava nem pra imaginar como seria daqui a pouco.
O que deixou-o chocado, contudo, era a diferença da Lily da manhã. Mais cedo, ela foi demais. Ela era o tipo de pessoa que ele poderia passar o dia todo, só conversando. Ela era interessante, divertida e admirável. Ela mostrou atenção em tudo o que ele falou, em todas as histórias que ele contou. Ela o fez sentir que poderia passar todas as horas de todos os dias com ela. Até o jeito que ela conversou com ela fez com que ele se sentisse bem. A risada dela fofa e rápida durando as partes engraçadas das histórias dele fez com que ele sorrisse. O jeito que ela agiu, empolgada, durante as partes emocionantes, fez com que o coração dele pulasse algumas batidas. Essa era a Lily Evans que ele sonhava a noite. Essa era a garota por quem ele passou loucamente apaixonado durando dois anos.
A Lily Evans com quem ele estivera, porém, era o completo oposto. Era como se ela tivesse feito um giro de 180 graus no que ela realmente é. Ela não era cheia de brilho e graça; ao contrário, ela mostrou a ele sua parte irritante, chata e evidentemente mal-educada. James sempre soube que ela era sincera, mas a conversa que eles tiveram na biblioteca passou a linha da sinceridade para a má-educação. Sem precisar dizer, esse era o lado de Lily Evans que ele poderia sinceramente viver sem. O que ele podia fazer era esperar que os próximos dias ficassem melhores...
I I I I I I I I I I I
Desculpem. Sério. Muitos dos meus antigos leitores nem lêem mais fics. Mas eu estou aqui de volta com Perdendo James. Eu sei, atrasei tipo assim, 8 MESES.
A humilde tradutora está aqui se desculpando. E se você leu até aqui nem precisa comentar.
Eu sei que eu não mereço mesmo.
Se quiser, fique a vontade. Mas não se sinta pressionado(a).
Snif, snif.
Beijinhos.
