Essa fic é uma tradução da fic How to Lose James, escrita por Loves to dance.
Disclaimer: Que nenhum dos personagens me pertence ou pertence a Loves to dance (seria ele/ela um homem ou uma mulher? OMG, dúvida cruel. Quem souber, por favor me ajude a solucionar o mistério) você estão cansados de saber, né não? Então ta não vou repetir aqui. Ah! A fanfic é inspirada no filme Como Perder Um Homem Em Dez Dias. Super legal o filme, você já viu?
Sexto Capítulo – Beijos e Brigas
"Eu quase sinto pena do coitadinho," Lily contou a Sam e Kelsey enquanto as três meninas se arrumavam no banheiro retocando a maquiagem para um novo dia.
"Eu não sinto pena, pensa em tudo o que ele fez nos últimos seis anos," Sam a lembrou.
"Eu sei, mas quero dizer, fazer referência a certas partes dele, é muito cruel," Lily respondeu, dando as amigas um olhar de compaixão por James.
"Bem, isso é meio malvado, mas é parte do plano," Kelsey disse.
"Eu sei, mas ainda me sinto mal," ela respondeu.
"Como você pensou nisso, de qualquer forma?" Sam perguntou, rindo internamente enquanto tentava imaginar a cara de James quando Lily falou que o que ele tinha entre as pernas era pequeno.
"Sei lá, foi uma luz. Veja só, a gente tava sentado lá na biblioteca, não dava pra imaginar nada," ela contou para as amigas. Então com as bochechas vermelhas adicionou, "e seu pênis estava bem ali."
"Meu deus, sua pervertida" Kelsey provocou, sabendo que "pervertida" era tudo o que Lily não era.
"O que ele fez quando você disse isso?" Sam perguntou com um grande sorriso no rosto.
Lily deu uma risada e respondeu, "Ele ficou todo na defensiva; foi tão engraçado. Suas bochechas estavam muito vermelhas e parecia que ele tava suando um pouquinho também... Meu deus, foi tão vergonhoso."
"Aquele garoto vai desejar nunca ter colocado os olhos em você quando você terminar o plano, Lils," Kelsey disse a ela.
"Eu ainda não sei, talvez ele vá até o lago hoje à tarde, então eu vejo o que acontece," ela respondeu, dando uma risada forçada enquanto falava. Ela vai fazer mais do que desejar a James Potter nunca ter colocado os olhos nela. Ela vai fazê-lo desejar a morte.
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Enquanto isso, James saiu do banheiro masculino do sétimo ano e amarrou uma toalha envolta da cintura. "Eu não a entendo," ele reclamou.
"Por quê?" Remus perguntou.
"Em um minuto, ela é maravilhosa. Ela é tudo o que eu procurei em uma garota. É esperta, genial, ótimo senso de humor, honesta, fácil de conversar e maravilhosamente bela. E nos minutos seguintes é como se ela fosse um monstro saído de uma caverna, totalmente louca," James respondeu com um olhar desconcertado.
"Então aquela coisa toda do amor não tá funcionando muito bem, está?" Sirius perguntou com um sorriso no rosto.
"Cala a boca," James disse encarando o amigo.
"Então, já se passou um dia, faltam nove," Sirius disse olhando satisfeito para si mesmo. "Aceite Pontas, não tem chances de ela se apaixonar por você em nove dias."
"Pelo menos não sem ele explodir antes," Remus respondeu.
"Não, eu vou ganhar essa aposta," James informou com firmeza aos amigos.
"Vamos ver," Sirius respondeu com um grande sorriso ainda presente em seu rosto. "Vamos ver."
Enquanto os quatros Marotos se trocavam para ir para as aulas houve silêncio. Felizmente, eles estavam prontos relativamente cedo naquele dia, às 2:30. Mais tarde eles poderiam ir para onde quiserem. James esperou que pudesse passar mais tempo com Lily depois das aulas; um esforço para vê-la ser ela mesma, uma garota diferente da que estava com ele na biblioteca na noite passada.
Pensando sobre a sua aventura embaraçosa na biblioteca, James olhou para os amigos e perguntou, "Se tivesse um boato correndo na escola sobre mim, vocês me avisariam, certo?"
"Aham," os três avisaram em uníssono.
"Por quê?" Sirius perguntou.
"Só conferindo," ele respondeu com um sinal.
Naquela tarde, às 2:35, Lily se encontrou procurando por James nas salas de Hogwarts. Mesmo os dois estando nas mesmas aulas, James evaporou da sala assim quem o sinal tocou deixando Lily elogiando o professor por outra aula ótima. Porém agora, ela gostaria de ter saído assim que teve a chance também.
Ela queria desesperadamente ver James; era como uma obsessão. Ela queria vê-lo e fazer de sua vida miserável. Por todos aqueles anos que ele colocava um sapo asqueroso no capuz do casaco dela ou enfeitiçava o menino que pedia para sair com ela, ela estava pronta para se vingar. Não tinha melhor jeito que uma vingança saborosa. Ela podia tornar a vida dele miserável sem ele ao menos saber que ela estava fazendo isso de propósito.
Ela vagou até o Salão Comunal da Grifinória para ver os três melhores amigos de James, mas nenhum sinal do próprio. Então respirou fundo e chegou aos amigos dele que estavam sentados nos sofás vermelhos e fofos. Notou que Sirius e Remus estavam jogando xadrez de bruxo enquanto Peter assistia, obsessivos.
"Olá," ela disse claramente.
"Oi," os três responderam, nenhum se desviando do jogo.
"Vocês viram o James por aí?" Ela questionou.
"Lá em cima," eles disseram.
"Hmm, tá bom," ela começou. Ela ia perguntar se algum dos três podia descer e chamar James por ela, mas percebeu que se não conseguia chamar a atenção deles com um olá cheio de alegria, não tinha propósito perder tempo tentando fazer com que eles a ajudassem a achar James.
Ela se afastou dos meninos em direção as escadas do dormitório masculino, esperando ver James descendo. Para a sua tristeza, não tinha nenhum sinal de algum bruxo descendo as escadas. Ela hesitou por alguns momentos, observando se existia alguém por perto, então subiu as escadas. Ela olhou por todas as portas, esperando que o nome de James estivesse escrito em tinta dourada nas portas rústicas de madeira.
Finalmente, no meio da escadaria, ela encontrou com o nome dele. Junto com seu nome, o nome dos três outros Marotos estavam escritos. Ela franziu as sobrancelhas um pouco, pensando como os quatro amigos conseguiram um quarto juntos, depois ignorou os seus pensamentos.
Lily bateu na porta e ouviu um "está aberto" do lado de dentro. Ela segurou a fechadura e então abriu. Quando entrou no quarto, ficou surpresa por perceber que era muito parecido com o dormintório feminino. Existia uma cama para cada um dos Marotos, cada uma com uma cortina vermelha em volta. Estava um pouquinho bagunçado, livros e roupas espalhadas no chão.
"Lily," James disse, pulando assim que a viu.
"Oi", ela respondeu dando um sorriso.
"O que você tá fazendo aqui?" ele perguntou.
"Seus amigos me disseram que você estava aqui em cima, então eu subi," ela respondeu fracamente.
"Sente-se," ele ofereceu, limpando toda a sugeira de sua cama.
"Valeu," a moça respondeu estranhamente. Ela então avaliou o quarto novamente e notou que nas paredes estavam pendurados posters com aparência deliciosa e times de Quadribol. Ela também percebeu algumas revistas no chão, a maioria sobre Quadribol, mas também viu uma com uma mulher na capa usando nada mais do que um biquíni.
"Então," ele disse, bagunçando os cabelos com os dedos, "novidades?"
"Nada de mais," ela respondeu. James ficou em pé na frente dela por um momento, parecendo muito confuso, sem saber o que fazer. "Sabe, você pode se sentar."
"Ah, é mesmo," ele disse, sentando-se perto da cama.
"Verdade ou mentira: tudo é válido no amor e na guerra?" Lily perguntou, se virando para ele.
"Verdade," ele respondeu com um sorriso vaidoso no rosto.
"Legal."
"Foi uma boa pergunta," ele comentou. Podia apostar que hoje seria como aquele tempo que passaram juntos no Salão Comunal. Ele e Lily iam começar uma conversa maravilhosa e ela seria a garota de seus sonhos.
"Você acredita em amor à primeira vista?" ela questionou.
"Claro," ele respondeu.
"Sério?"
"Aham, por quê?"
"Sei lá, eu acho que nunca imaginei você como esse tipo de garoto," ela replicou.
"O que você quer dizer com isso?"
"Eu geralmente penso no negócio de 'amor à primeira vista' pras pessoas que são absurdamente românticas. O tipo de pessoa que irá pôr todos seu amor a prova sendo vulnerável de vez em quando e acham que o amor conquista tudo," ela respondeu.
"E você não acha que eu sou assim?" ele perguntou.
"Honestamente, não."
"Bem, eu posso não ser exatamente desse jeito, mas eu ainda acredito em amor à primeira vista," James disse. "Meu pai um dia me disse que no momento em que ele viu a minha mãe ele sabia que era amor. Eles estavam em uma festa e ele a viu através do salão e ele disse que para ele, ela estava brilhando. Ele não podia evitar se não olhar pra ela, imaginando quem ela era e de onde ela vinha. Uma hora depois ele chegou nela e eles começaram a conversar. Eles combinaram bem e seis meses depois já estavam casados. Agora, vinte anos depois, eles ainda estão completamente apaixonados."
"Uau, isso é muito lindo."
"Não é mesmo?" ele respondeu com um sorriso.
"É por isso que você acredita em amor à primeira vista?" ela perguntou.
"Mais ou menos."
"Qual é a outra parte?"
"Isso eu sei e você tem que descobrir," ele respondeu, sorrindo amavelmente pra ela.
"Não teve graça."
"Teve graça pra mim," ele provocou antes de perguntar, "e você? Acredita nisso?"
"Não… Eu acho que você precisa conhecer a pessoa e essa é a única maneira de se apaixonar," ela respondeu.
"Você já se apaixonou?"
"Não."
"Eu também não," ele respondeu.
Ocorreu um momento de silêncio entre o jovem casal, mas era um silêncio confortável. Os dois estavam perdidos em seus próprios pensamentos, surpresos com as respostas de cada um. Lily não via James como o garoto que era para ser deixado louco. Na verdade, ela o via como um garoto que ela gostaria de conhecer mais, um garoto que a intrigava. James também estava intrigado com Lily. Ele queria saber o que ela estava pensando, queria a estudar mais, saber tudo sobre o amor de sua vida.
"Você se incomoda se eu usar o banheiro?" Lily perguntou, de repente percebendo que estava começando a ter bons pensamentos sobre James. Ela precisava sair de perto dele por um momento para voltar ao controle do plano. Precisava deixá-lo louco.
"Claro, é bem ali," ele respondeu apontando para o outro lado do aposento.
Ela saiu de cima da cama e entrou no banheiro, fechando bem a porta. Passou a mão nos dois lados da pia de porcelana e se olhou no espelho. Precisava pensar em alguma coisa, algo pra o afastar dela. Ela então respirou fundo antes de passar água gelada em sua face.
"Pense, Lily, pense," ela sussurrou para ela mesma. Um momento depois com a cabeça estendida olhando para o espelho de novo, ela viu aparecer em seu rosto um sorriso enorme; sabia exatamente o que fazer.
Lily abriu a porta e ficou feliz em ver James ainda na cama. Ela passou por ele casualmente mandando um sorriso sedutor.
"A porta tem tranca?" ela perguntou, apontando para a entrada do quarto.
"An, tem," ele respondeu exitantemente.
"Ótimo," ela disse, andando e, direção a porta e a trancando.
Então ela começou a andar de volta para James, para a cama. Sentou-se nela perto dele e o virou para o outro lado. Depois o prendeu ferozmente na cama, beijando seus lábios.
Lily ficou surpresa em descobrir que ele beijava muito bem, muito bem mesmo. Ela podia sentir-se derretendo no beijo. Era algo que ela nunca tinha experimentado antes, realmente de tirar o fôlego. Parecia que todas as suas energias estavam sendo sugadas por aquele beijo, o tornando apaixonado.
Ela quase se entregou ao beijo, o que era o que o corpo dela mandava. Mas sabendo que estragaria o plano, ela odernou a si mesma para que não se envolvesse muito no que parecia ser o melhor beijo que ela jamais ganhara. Em vez disso, ela sentou com as pernas envolta dele e então moveu suas mãos através do peito dele.
Com esse rápido movimento, ela sentou-se ereta e olhou para ele. "Ah meu Deus, isso está indo muito rápido pra mim."
James olhou pra ela; sua respiração era pouca e profunda. Nunca foi beijado daquela maneira, nada se parecia com aquilo. Era como se ele tivesse morrido e ido pro céu; aquele beijo era mágico.
"Muito rápido?" ele perguntou.
"Muuuuito rápido," ela respondeu, ainda com as pernas envolta dele.
"Tá bom," ele disse simplesmente, ainda não completamente curado do choque que tinha sido o beijo.
"Mas, nossa, aquilo foi tão, foi tão..." ela não terminou a frase, por que um instante depois ela inclinou-se e voltou a beijá-lo, desta vez com mais força ainda. As mãos dela passavam entre o cabelo dele, que ela descobriu ser surpreendentemente macio para um cabelo de um garoto.
James colocou os braços em volta de Lily, a abraçando enquanto eles se beijavam. Ela sentiu a língua dele em seus lábios, entrando em sua boca. Naturalmente ela deixou, querendo nada mais do que ficar mais perto dele.
Cinco minutos depois ela sentou-se ereta de novo, se afastando do puro prazer. "Espera, eu não posso, eu realmente não posso."
"Tá bom," ele disse de novo, desta vez entendendo completamente que ela não queria mais beijo. Ele a respeitou, mesmo que seu corpo o dizia o contrário.
"Não use esse tom comigo," ela resmungou.
James ficou confuso. Que tom?
"James, estou avisando, eu não quero fazer isso," ela disse a ele.
Ela era completamente surda? Ele disse que tudo bem. Ele disse que era totalmente legal se ela não queria avançar mais até certo ponto da relação física.
"Foi muito mais do que eu deveria ter feito, em primeiro lugar," ela disse. Então começou a respirar profundamente enquanto se afastava dele, os olhos piscando também, e um singelo começo de lágrimas começou a cair de seus olhos. Em um segundo, suas mãos cobriram o rosto; ela estava chorando.
"Lily, calma, não chora," ele disse, colocando seus braços envolta dos ombros dela.
Mas ela o afastou, ainda com os olhos cobertos e olhou com raiva para ele antes de dizer, "Meu Deus, eu já disse que não!"
"O que? Eu não tava tentando nada," ele falou na defensiva, segurando as mãos na frente dela.
"Você estava sim, não minta para mim James Potter," ela respondeu magoada.
"O que?" ele perguntou, pensando de onde veio aquela ação dela.
"Sabe, me desculpe se eu não sou que nem ela," Lily falou para James.
"Quem?" James perguntou, um pouco confuso.
Ela desceu abruptamente da cama e andou até onde estavam as revistas e pegou a edição de Playbruxo e jogou nele. "Ela! Desculpe se eu não sou uma maldita prostituta," ela gritou.
"O que? Eu não esperava que você fosse que nem ela," ele respondeu.
"Ah, você esperava sim, seu idiota nojento," ela gritou, seus olhos verdes brilhando de raiva.
"Não. E essa revista nem é minha, é do Sirius," ele respondeu jogando a revista no chão enquanto saia de cima da cama.
"Você olha essa revista junto com o Sirius?" ela perguntou com um olhar de horror.
"O que? Não," ele berrou.
"Meu deus, isso é maravilhoso, maravilhoso. Eu finalmente acho um garoto de quem eu gosto e ele é gay," ela disse, jogando os braços pro alto no ar.
"O que? Não, não, não! Eu não gosto de homens! Não sou gay," ele disse desesperado. O que estava acontecendo?
"Então por que você olha pra essa revista junto com outro homem?" ela perguntou.
"Eu não olho pra revista com outros homens," ele respondeu aumentando o tom de voz.
"Você acabou de admitir que olha pra revista," ela acusou.
"Não," ele mandou de volta, "e especialmente não com outros homens."
"Mas você olha," ela disse. "Eu não sou boa o suficiente pra você? Sou muito gorda ou alguma coisa assim?"
"O que?" James perguntou. Ele podia se sentir cada vez mais e mais agitado com cada palavra que Lily dizia. "Você não é gorda."
"Isso é o que todos dizem," ela berrou.
"Pelo amor de Deus Lily, se acalme."
"Me acalmar? Me acalmar? Você tá me chamando de louca?" ela perguntou.
"O que? Não," ele respondeu, então adicionou, "Mas você tá parecendo uma."
"Idiota," ela gritou antes de fechar a porta em seu calcanhar e correu de volta para o seu dormitório.
Ela deixou James parado lá, sem fala. Ele não entendia o que tinha acabado de acontecer. Em um segundo eles estavam tendo uma conversa super legal e no outro segundo ela tinha partido pra cima dele e começado a gritar dizendo que ele tinha a chamado de gorda. Não dava pra entender Lily Evans. Ela parecia tão perfeita para ele, mas mesmo assim estava o deixando louco.
Um instante depois, Sirius, Remus e Peter chegaram juntos correndo no quanto. "Que porra aconteceu aqui?" Peter perguntou.
"Lily Evans é completamente neurótica," James disse, balançando a cabeça.
"O que aconteceu?" Remus perguntou, repetindo a pergunta de Peter.
"Não faço idéia," James respondeu, balançando a cabeça em negação. "Nós estávamos tendo um momento maravilhoso e daí ela começou a gritar... Eu juro, eu estou lidando com uma mulher com dupla personalidade,"
"Pontas, ela correu pro dormitório dela com uma cara tão puta. O que você disse?" Remus perguntou.
"Nada, eu juro. Eu não disse nada."
"O que você disse?" Remus perguntou mais uma vez.
"Eu já disse. Num minuto nós estamos aqui, nos beijando um pouquinho e daí ele se leva e diz que tá tudo muito rápido. Eu disse que tudo bem, mostrando claramente que nós não precisávamos fazer mais aquilo. Então ela começou a gritar e a me acusar de olhar pra revista pornô do Sirius e a desejar que ela fosse que nem a mulher na capa além de chamá-la de gorda," James respondeu. "O que uma viagem por que eu não disse nada disso."
"Bem, ela parecia bem brava," Sirius comentou.
"Eu sei, eu só não a entendo," James disse aos amigos. "Quando ela chegou aqui nós ficamos conversando, foi muito legal. Foi confortável também, daquele tipo de conversa que eu sempre sonhei em ter com ela. Flertamos um pouco, trocamos sorrisos, demos risadas, aquela coisa toda. E depois aquele beijo, tudo que eu posso dizer é uau. Eu já beijei muitas mulheres antes mas com nenhuma foi daquele jeito. Eu, bem, sei lá como, mas foi diferente. Eu não sei descrever direito, foi emocionante como em Quadribol. Você sabe, que nem a Copa Mundial de '73, que os dois apanhadores foram em busca do pomo de ouro e todo o público prendeu o fôlego, não sabendo quem ia pegá-lo, então finalmente a Inglaterra pegou e ganhou?"
"Aham," os três amigos responderam.
"Foi como isso, mas melhor," James disse a eles com um olhar de glória em seu rosto.
"Parece ótimo," Peter comentou, sempre querendo impressionar James.
"Foi ótimo," ele respondeu sonhador, então sem rodeios adicionou, "mas ela mudou. Se transformou na Lily Evans maluca e psicótica da biblioteca."
"E o que você vai fazer agora?" Sirius quis saber.
"Não sei direito… Quero dizer, esse é apenas o segundo dia que a gente vem saindo e ela já está me deixando maluco... mas não de uma maneira boa," ele confessou.
"Então acaba tudo," Sirius sugeriu.
"Mas de novo, ela é mágica," ele disse, sua voz soando paradisíaca mais uma vez.
"Isso supera a loucura?" Sirius questionou.
"Almofadinhas, você só quer que ele acabe com a Lily por que assim você ganha à aposta," Peter disse com uma cara feia.
"Ei, é mesmo, a aposta," James disse. "O Peter tá certo, você quer que eu acabe com ela pra você ganhar. Bem, isso não vai acontecer, você não vai ganhar. No final de dez dias, ela vai estar apaixonada por mim e eu te prometo isso... E agora, se vocês me dão licença, eu tenho que ver Lily e esperar que ela me desculpe por ser um porco ou qualquer outra coisa que ela me chamou."
Quando James saiu do quarto, Sirius se virou para Peter e disse, "Você tinha mesmo que lembrá-lo, não é?"
"Relaxa Almofadinhas, eles não vão ficar juntos por dez dias," Remus o lembrou.
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Lily estava fumegante enquanto descia as escadas e atravessava o Salão Comunal. Ela até respirou fundo e resmungou alguma coisa como "que idiota" quando passou pelos três marotos ainda jogando xadrez de bruxo.
Assim que ela subiu as escadas para seu dormitório e em segurança fechou a porta atrás dela com segurança e de repente toda a raiva que ela sentiu virou riso. Estava tão orgulhosa de si mesma. Qual o melhor jeito de se livrar de James do que destorcer as palavras dele no meio de uma discussão? Além disso, quando ele percebesse que ela não estava interessada na parte física da relação, ele acabaria com ela sem mais.
Mesmo assim, aquele beijo foi fora do comum. Seu sorriso aumentou quando ela pensou nele. Segurou forte seu peito até as mãos chegarem às costas. O jeito que a língua dele parecia explorar sua boca. Seu estômago ficava cheio de borboletas só de pensar
"Por que você tá tão feliz?" Sam perguntou, saindo do banheiro.
"Sam, ah nossa, eu não sabia que você tava aqui," ela disse.
"Pois é, eu estou. Agora responde," Sam exigiu.
"Eu tava com o James," Lily respondeu. "Acho que terminamos."
"Em dois dias!" Sam exclamou. "Estou impressionada. Agora me conta dos detalhes, o que aconteceu?"
"Bom, começou com a gente conversando…" Lily começou, contando tudo para Sam. Ela mencionou do beijo, mas não com o todo crédito que merecia. Ela contou como se fosse um beijo normal, não todo apaixonado.
"Uau, isso é inacreditável," Sam disse, rindo enquanto tentava imaginar James Potter gaguejando ao falar que não achava Lily gorda.
"Eu sei, eu estou bem feliz comigo mesma," Lily disse com um lindo sorriso.
"Você não está satisfeita, agora que acabou, que você terminou com o plano?" Sam perguntou.
"Não poderia estar mais feliz," ela respondeu com um sinal. Ou pelo menos ela esperava não estar mais feliz.
As duas meninas ouviram uma batida na porta, seguida por uma garota do segundo ano dizendo, "Lily, James Potter está lá embaixo gritando seu nome. Pela saúde mental de todo mundo da Grifinória, você pode descer e por favor falar com ele?"
"O que?" Lily gritou, o sorriso desaparecendo de seu rosto.
"Ele tá lá embaixo, gritando por você e pedindo desculpas," a jovem disse.
Lily acenou, agradeceu a menina e olhou para Sam. "O que eu faço?"
"Bom, você tem que descer," Sam respondeu.
"Ótimo, simplesmente ótimo. Bem quando eu pensei que tinha me livrado dele, ele volta," Lily disse enquanto saia do quarto e descia as escadas.
Quando ela apareceu no final das escadas, ela viu James parado com os dois braços esticados segurando o corrimão. Ele parecia cansado, como se gritar o desgastasse.
"Vai parar de gritar?" ela murmurou.
"Lily, graças a Deus," ele disse quando a viu. "Me desculpe, eu fui um idiota. Você estava certa, eu errado. Eu nunca deveria ter te pressionado ou dito qualquer coisa."
Ela ouviu direito? Ele estava mesmo se desculpando por algo que nem tinha feito?
"Por favor Lily, por favor me desculpa?" ele perguntou, a esperança reluzia em seus olhos.
Merda. Ele estava se desculpando por algo que não tinha feito.
"Eu não sei James Potter," ela disse finalmente. "Você disse muitas coisas pra mim que me magoaram."
"Eu sei, e eu não faço idéia no que estava pensando… Eu nunca…. Lily por favor, eu preciso que você me perdoe," ele implorou.
Pelo amor de Deus, aquilo era horrível.
"Por favor Lily, por favor. Ache alguma coisa em seu coração para me perdoar."
Aquilo era patético, absolutamente patético.
"Por favor," ele pediu mais uma vez, olhando para os olhos dela que brilhavam.
"Ok, tudo bem. Eu te dou mais uma chance," ela disse a ele, descendo os degrais restantes.
Ele a abraçou rapidamente e disse, "Você é fantástica, sabia? Simplesmente fantástica."
Lily apenas sorriu. Isso seria mais difícil do que ela imaginava.
"Então… Lily, eu tava pensando se você não queria passear um pouco comigo. Quero dizer, ainda são quatro horas, nós poderiamos ir lá fora e fazer dever de casa juntos," ele sugeriu.
"Parece ótimo," ela respondeu. "Vamos pra perto do lago; é lindo lá."
Com isso, os dois partiram para pegar seus respectivos materiais escolares. James disse com felicidade aos seus amigos que tinha reconquistado Lily e ela disse com tristeza que James ainda era seu namorado.
Depois de algum tempo, Lily e James se encontravam sentados embaixo de uma grande árvore que estava a 7 metros da beira do lago. Era um dia lindo, nenhuma núvem no céu. E como um bônus estava estranhamente quente fora do castelo. Nem Lily ou James precisavam de casaco, suas vestes normais estavam ótimas para aquele dia.
Os dois estavam silenciosos na maior parte do tempo com exceção dos momentos que perguntavam algumas dúvidas sobre o trabalho. De vez em quanto, um dos dois colocava o livro de lado e olhava para o lago, vendo as pequenas e azuis ondas se formarem.
Algumas vezes eles paravam e olhavam para o outro enquanto este fazia seu dever, exatamente como Lily estava fazendo nesse exato momento. Ela assistia enquanto James rabiscava um pergaminho e se perguntou se era um de Feitiços, que ela tinha terminado na noite passada.
"Como está a redação?" ela questionou.
"Hum, boa, eu acho," James respondeu, avaliando a redação de longe por um momento.
"Precisa de ajuda?" ela ofereceu.
"Acho que não," ele respondeu, mas depois pensou melhor e disse, "Bom, na verdade, se você não tem mais nada para fazer, você se importa de ler? Sabe, só pra garantir que está boa."
"Claro," ela respondeu sorrindo pra ela, enquanto tirava a redação de suas mãos. Por um breve momento seus dedos se encostaram e uma corrente elétrica passou pelo corpo dos dois, até a espinha. Foi uma ligação muito forte que sentiram quando suas peles se tocaram, uma que manda volts de alegria para os dois.
Quase que tão de repente como aconteceu, Lily tirou sua mão rapidamente com a redação e murmurou: "Desculpe."
"Tudo bem," ele respondeu, sem poder tirar os olhos dela.
"Vou ler então," ele disse suavemente, cortando o contado visual com James e olhando para o pergaminho.
Mesmo assim, James sentia-se incapacitado de parar de olhar para ela. O que ele sentiu quando a tocou fez com que seu coração pulasse. Nunca em sua vida inteira um simples toque de mão fez com que ele se sentisse daquele modo. Mas a Lily era diferente e ele sabia disso. Existia alguma coisa nela, algo que ele nunca entenderia, que fazia com que ele a quisesse. O beijo trocado pelos dois mais cedo e o momento que tinham acabado de compartilhar eram só uma evidencia física de tudo isso. Seu coração, no entanto, sempre soube. Desde a primeira vez que ele colocara os olhos nela, sabia que ela era especial, sabia que ela era maravilhosa.
Mesmo lendo o trabalho dele, ela parecia graciosa. Seu cabelo longo vermelho flutuava suavemente com o vento, voando livre atrás dela. Sua pele ainda era radiante, como seu o sol do verão não tivesse sumido ainda. Ela estava linda, especialmente contra o azul escuro do lago atrás dela.
"Está muito bom," ela disse, olhando para cima da redação de Feitiços.
"Sério?"
"Aham, estou impressionada," ela respondeu.
"Eu passei muito tempo nele," ele a informou. "Comecei ontem à noite e precisava terminar hoje."
"Bom, posso ver por que você tira tantas notas boas com o Flitwick," ela disse. "Você é um excelente escritor."
"Bom, obrigado," ele disse, parecendo um pouco envergonhado.
"É sério," Lily respondeu. "Você tem muito talento. Quero dizer, eu sei que é só uma redação, mas as palavras que você escolheu... elas combinam muito juntas. Algum dia já considerou em virar escritor profissionalmente?"
"O que?" ele perguntou, impressionado com a sugestão.
"Escrever como profissão," ele repetiu.
"Você tá falando sério?", ele questionou.
"Muito sério," ela respondeu. "Isso aqui tá. E, tudo bem, não me odeie, mas no quinto ano quando Binns passou aquela redação de amostra, eu sabia que era sua."
"An?"
"Lembra, no quinto ano, aula da História da Magia. Era uma redação sobre o efeito produzido na classe média depois da Guerra de 1856, e estava ótima, provavelmente uma das melhores redações que eu jamais terei a oportunidade de ler... E bom, eu implorei pro Binns me contar quem tinha escrito a redação, querendo conversar com quem quer que fosse o escritor. Finalmente, ele cedeu a minha implicância e me disse que era você. Eu, obviamente como chata que sou, fiquei revoltada por que foi você poderia escrever alguma coisa daquele jeito e infantilmente não falei nada pra você," Lily confessou.
"Você se lembra disso?" ele perguntou.
"Eu falei pra você não me odiar," ela avisou, falando meio sério e meio de brincadeira.
"Eu não acredito que você se lembra disso," ele começou.
"Bom, foi brilhante e eu acho que você merece saber disso. Você é um escritor incrível e eu acho que você poderia se dar muito bem com esse seu talento," ela o informou.
"Bem, obrigado."
"De nada," ela respondeu com um sorriso. Enquanto estavam ali sentados, se olhando, Lily teve a enorme necessidade de beijá-lo, mas não como da última vez. Da última vez, a única razão pela qual ela o beijou era para começar uma briga; dessa vez, ela queria o beijar por ela mesma. Ela queria sentir o gosto dos lábios dele de novo, o envolver em um beijo apaixonado.
Ela se inclinou um pouquinho e podia sentir que James estava chegando mais perto também. Podia sentir a respiração acelerada dele perto. O estômago dela se encheu de borboletas. Podia sentir o cheiro marcante dele.
Isso até, "Mas se não é o Potter e aquela Sangue-ruim."
Ambos Lily e James se separam, olhando para ver Snape se aproximando. Ele ainda usava a roupa da escola sobre a camisa e a gravata. Seu cabelo estava mais seboso do que nunca.
"Do que você a chamou?" James perguntou, levantando-se de seu lugar na grama. Ele estava com um olhar selvagem, que mostrava o quanto ele era poderoso e forte.
"Você ouviu, Sangue-ruim," Snape repetiu. "Sabe, não pensei que fosse verdade, que você se rebaixaria tanto ao ponto de estar realmente namorando uma Sangue-ruim Potter, mas acho que me enganei."
"Retire o que disse, Ranhoso" James advertiu falando entre dentes.
"Faça-me," Snape ameaçou. Durante o ano passado, Snape tinha ficado muito mais corajoso com os Marotos. Parecia que ele queria brigar com eles, talvez para tentar e um dia finalmente ganhar uma batalha contra um Maroto.
Um instante depois, James sacou sua varinha de seu bolso e apontou para Snape. "Oh, eu vou Ranhoso, pode apostar que eu vou."
"James, pare com isso," Lily disse, se levantando. "Ele não vale seu tempo."
"Vai escutar a sua namoradinha Sangue-ruim?" Snape perguntou, enfatizando a palavra Sangue-ruim.
Com um movimento de seu pulso e um feitiço murmurado, James jogou Snape seis metros para cima o forçando a cair de costas no chão. "Isso irá ensiná-lo," ele disse com raiva.
"James, você não deveria ter feito isso, você vai entrar em uma encrenca por causa disso qualquer dia desses… e, além disso, você é Monitor, tem que servir de exemplo," comentou Lily.
"Estou servindo de exemplo, um que diz para você não deixar barato quando um Sonserino insulta sua namorada," James respondeu.
Lily rolou os olhos. Ele não tinha jeito.
Bem quando ela estava pensando em alguma coisa para dizer para fazer com que James parasse de brigar com Snape, ele ficou duro e caiu, reto como uma tábua. Snape tinha acordado e andando na direção dele com um olhar de nojo no rosto. "Nunca dê as costas, Potter," ele gritou.
Lily agarrou a varinha dela suspirando antes de dizer o feitiço reverso ao de Snape, permitindo que ele se levantasse. Isso, de qualquer forma, não foi o procedimento mais adequado, pois James estava furioso quando se levantou. Ele apontou a varinha para o peito de Snape e murmurou outro feitiço, mandando Snape seis metros pra cima antes de mergulhá-lo no lago gelado. E de novo, levantou Snape da água e o mergulhou dentro do lago.
O processo se repetiu mais uma vez antes que Lily gritasse: "Pare isso agora, James."
A obedecendo, James mexeu o pulso e Snape foi transportado para terra seca, tossindo água enquanto ele aterrisava na grama. "Eu só estava me divertindo um pouco," ele disse.
"James, isso não é diversão, você poderia tê-lo ferido realmente," Lily argumentou, ficando um pouco brava com James.
"Ele está bem, sempre está," ele respondeu.
"Estou falando sério, já chega. Você torturou esse pobre garoto durante quase seis anos, não acha que ele já sofeu traumas emocionais suicientes para uma vida inteira?" ela perguntou.
"Lily, por favor," ele disse. "Você ouviu do que ele te chamou? Ele mereceu."
"Eu ouvi sim e por mais horrível que seja, eu aprendi que preconceitos não são justos, mas existem. Estou lidando com isso e você também deveria," ela ralhou.
James, porém, não teve tempo para responder, por que naquele momento Snape tinha recuperado suas forças o suficiente para murmurar uma última azaração, lançando James por uns bons seis metros até aterrisar no chão.
James agarrou sua cabeça com as mãos enquanto se sentava, esfregando o ponto aonde dera de encontro com o chão. Ele podia sentir a dor de cabeça chegando, o que só aumentou mais sua raiva de Snape. Ele pulou rapidamente do chão no mesmo instante que Lily correra até ele, perguntando se ele estava bem.
"Aquele merda," ele murmurou, passando por Lily na direção de Snape. Quando chegou perto o suficiente para poder azará-lo, James moveu sua varinha e colocou Snape na árvore mais perto, o deixando pendurado lá, impossibilitado de descer.
"James, você está bem?" Lily perguntou enquanto corria na direção dele. "Meu deus, você está sangrando."
Ele sentiu sua testa e olhando para seus dedos, viu sangue. "Eu estou bem, é que isso doeu... Quer dizer, quando eu e Sirius o azaramos nós nunca o machucamos fisicamente, nunca fazemos nada que possa deixar um rastro de sangue na porra da mão dele."
"James, deixa eu te ajudar, parece muito dolorido," Lily disse.
"Não, não, tá tudo bem," ele respondeu.
"Não. James. Eu não estou brincando. Deixe-me lavar issso... vamos para o castelo, pro banheiro dos monitores, e daí eu faço um curativo."
"Tá," ele disse de mau-humor.
Quando chegaram perto do castelo, usando um feitiço para levar seus livros até seus quartos, esqueceram se completamente de Snape, o deixando preso na arvore até que alguém ficasse com pena e o ajudasse a descer.
Quinze minutos depois, eles estavam no banheiro masculino, que era mais perto do que o dos Monitores. Lily estava tentando ao máximo limpara o machucado de James, mas não foi fácil. Todas as vezes que ela tentava colocar água ou limpar, ele ficava com medo e uivava.
"James, sinceramente, se você não me deixar limpar, pode inflamar," ele contou pra ele.
"Bem, então deixe inflamar," ele disse.
"James, por favor, é só um pouco de água."
"Mas dói," ele reclamou.
"James."
"Lily."
"Agüenta," ela disse a ele. Ela pegou o pedaço de pano encharcado de água e tocou sua testa, o material branco se transformando em vermelho. "Pronto. Não foi tão ruim, né?"
"Não," ele admitiu.
Ela então segurou a cabeça dele com suas mãos e assoprou o machucado, fazendo com que ele pulasse para trás e perguntasse, "Por que diabos você fez isso?"
"James, só estou assoprando. Precisa secar antes de colocar o curativo em cima," ela o informou.
"Não, eu assumo a partir daqui. Eu deixei você limpar e doeu. Mas isso, nem pensei, dói muito," ele respondeu.
"Você é tão criança," ela reclamou.
"Não sou não."
Ela suspirou e então assoprou no rosto dele. "Ai," ele gritou. Lily só sorriu e continuou a assoprar o rosto dele. Mas ele a pegou desprevenida e agarrou seus pulsos, a fazendo rir ao invés de causar dor a ele."
"Me solta," ela disse equanto ria.
"Não, você vai começar a assoprar de novo," ele respondeu com um sorriso de formando.
"Não vou não."
"Promete?"
"Prometo," ele respondeu. Assim que ele a soltou, ela se inclinou para ele e assoprou mais uma vez.
"Você mentiu pra mim," ele disse.
"É, o que você vai fazer agora?" ela respondeu zombando dele com uma voz sedutora.
Ele sorriu pra ela antes de se lançar na direção dela, provocando cócegas. Ela riu e se espremeu tentando se separar dele. Ela não estava mais concentrada no corte dele; estava tentando se salvar dos dedos dele.
"Pára, pára, pára," ela pediu enquanto ria.
"Nem pensar," ele respondeu com um grande sorriso.
Ela segurou as mãos dele, tentando pegar seus dedos para evitar mais daquelas cócegas. Depois de um minuto ou dois de luta, ela finalmente venceu, o fazendo parar. Lily sorriu para ele e percebeu que estavam muito perto.
Era como se o tempo tivesse parado e só Lily e James foram poupados. Ela conseguia sentir o aroma de sabonete que exalava de suas faces, ver onde ele tinha esquecido-se de se barbear nessa manhã e conseguia quase sentir sua respiração. Seu coração agora batia rápido e seu estômago se encheu rapidamente de borboletas. Ela podia sentir ele se aproximando, seus lábios quase se tocando.
"Meu deus, me desculpem."
Os dois se separaram abruptamente. Na porta do banheiro, um Lufa-lufa do sexto ano estava de pé, com uma toalha na mão.
"Eu, eu não pretendia, desculpem-me," ela começou.
"Tudo bem, nós estávamos indo embora," Lily disse ao menino.
Com isso, Lily e James se levantaram estranhamente, se amaldiçoando silenciosamente por não ter ido ao banheiro dos Monitores como tinham antes planejado. Os dois queriam desesperadamente aquele beijo, mas agora o momento tinha passado e eles sabiam que não iria voltar naquela noite.
Eles chegaram à Grifinória em minutos, disseram adeus e seguiram caminhos diferentes para seus dormitórios. Nenhum dos dois poderiam esquecer o momento que passaram juntos e nem gostariam.
James suspirou enquanto entrava em seu quarto e caiu na cama em seguida.
"O que aconteceu com você?" Sirius perguntou, se referindo ao corte na cabeça.
"Ranhoso." James respondeu.
"O que ele fez?"
"Insultou a Lily."
"Então vocês estão bem?" Remus respondeu.
"Mais do que bem, nós somos perfeitos um para o outro," ele respondeu sonhando.
"E ela se sente assim?" Remus questionou.
"Eu espero que sim," James respondeu.
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"Por que você se sente tão feliz?" Kelsey perguntou quando Lily entrou no quarto.
"Por nenhuma razão," ela respondeu.
"Lily, você estava com o James?" Sam indagou.
"Estava."
"Lily, preste atenção," Kelsey lembrou. "Você não está se apaixonando por ele, está?"
"O que, eu? Nem pensar," Lily disse, caindo na realidade. Obviamente, ela passou horas ótimas com ele, mas ela não estava se apaixonando por James Potter. Ela o odiava, o desprezava. Ela não gostava de James Potter, nem um pouquinho.
"Ok, por que por um momento, pareceu que você estava," Kelsey respondeu.
"Não, nem um pouquinho," Lily respondeu, soando muito confiante. "Eu só estava pensando no que fazer com ele da próxima vez, só isso."
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Beijinhos.
