Capítulo IV

As lágrimas da deusa do futebol

Três meses se passaram desde que Genzo vira Maya jogar pela primeira vez. Naquele dia o Grawlbald venceu o time adversário por 10 a 2. Genzo se tornou o goleiro principal do Grawlbald graças aos treinos da deusa do futebol. Sendo parte do time foi mais fácil para ele e Karl se conhecerem melhor e se tornarem mais íntimos, Genzo percebeu que Karl não estava mais sendo tão rude com ele quanto antes.

Karl, Maya e Kaltz e Genzo eram sempre vistos juntos, principalmente nos jornais e revistas que os apelidaram de Quarteto Fantástico. Todos lamentavam que Maya não pudesse jogar com os outros três que faziam do Grawlbald ser um time invencível.

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Era um dia ensolarado e os quatros estavam almoçando num luxuoso restaurante japonês e conversavam sobre o Japão descontraídamente.

- O que você mais gosta no Japão, Wakabaiashi? – Karl perguntou. Maya balançava seu salmão cru com os hashis enquanto cantarolava uma de suas músicas e ele logo se irritou com a infantilidade dela – Você pode, por favor, parar de brincar com a comida? – ela o olhou, furiosa e colocou o salmão na boca. Forçou um sorriso e tombou a cabeça um pouco para a direita, de forma debochada. – Muito obrigado. Wakabaiashi, responda a pergunta, por favor.

- A primavera porque é quando as cerejeiras dão flores. As ruas ficam lindas. - ele respondeu logo em seguida ao perceber o humor de Karl

- Eu já fui ao Japão. – disse Maya enquanto tomava seu suco de laranja – Fui a Tóquio para um campeonato de patinação no gelo. E também já fiz um show lá. Em Tóquio, quero dizer. Eu achei que eles não saberiam cantar nenhuma música, mas até que cantaram as músicas em português de forma bonitinha. Aliás, o que se diz da pessoa que nasce em Tóquio? Ela é toquiana? - ela perguntou tentando fazer uma piada, todos riram, menos Karl.

- Por que você é tão infantil? – Karl quis saber. Um sorriso de provocação em seus lábios.

- E por que você é tão chato? – cruzou os braços, invocada, e mostrou a língua a ele.

- O que houve com vocês dois, ein? Ficam se encarando, rosnando um para o outro...

- Nada, Kaltz, não houve nada.

- Como assim "nada"? É claro que houve! O problema, Kaltz, é que o seu amigo está querendo se casar numa igreja e eu já disse pra ele que isso não rola, já era! A moda agora é se casar em jardins! É tão lindo!

- Jardins! Isso é rústico demais!

- Não é rústico, é romântico! - Tudo bem. – deu um longo suspiro, fechou os olhos, contou até 10, segurou as duas mãos de Maya e a olhou nos olhos. – Você quer mesmo se casar lá, não quer?

- É o que eu mais desejo no mundo! E olha que isso supera até o meu desejo de comprar aquela bolsa linda que eu te mostrei no shopping!

- Então nós iremos nos casar lá. – Maya levantou-se e o abraçou, saltitando.

- Obrigada, obrigada, obrigada! – agradeceu entre os beijos que dava no rosto do noivo

- Agora sente-se, por favor, as pessoas estão olhando e achando que você é maluca, o que eu não duvido nem um pouco. - Kaltz pediu apontando para a cadeira vaga que ela estava ocupando há alguns instantes

- Não, Kaltz, eu não vou me sentar. Marquei com minhas amigas para ir ao shopping. A propósito, Genzo, vou falar com o meu pai sobre ir ao Japão. As férias do time começam daqui a 2 dias e nós sempre viajamos para algum lugar. Vou sugerir o Japão. Até mais, meninos. – pegou o celular na bolsa enquanto se dirigia à saída e quando chegou lá deu uma piscadela para o três. Depois saiu e entrou na limusine que a aguardava.

- Ela disse que nós vamos ao Japão? – Genzo perguntou não entendendo

- Disse. – respondeu Kaltz ao beber mais um gole de seu suco

- O que ela vai fazer?

- Pedir ao pai para nos levarmos ao Japão. O pai dela sempre leva o time aos lugares que ela pede. – Kaltz riu longamente e olhou para Genzo que estava surpresa

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- Maya, você está a fim daquele japonês, o tal do Wakabaiashi? – perguntou uma amiga de Maya enquanto esta observava um vestido preto e longo numa loja.

- Quem, o Genzo? – ela perguntou, distraída – Mia, eu estou noiva, lembra? - ela disse mostrando a aliança de diamantes em um de seus dedos

- Mas isso não impede que você fique a fim de outras pessoas, impede? – Mia a olhou séria. Os olhos castanho-claros a encarando. Mia era alta, tinha a pele negra, os cabelos lisos, pretos e longos.

Maya bufou, deixou o vestido de lado e respondeu:

- Eu o acho bonitinho, só isso. Eu nunca namoraria o Genzo, ele é tão... Tão... Ah, eu não sei ainda. – pegou o vestido novamente e o colocou sobre seu corpo, sorrindo – O que acha, devo comprá-lo? - Não sabe ainda o que ele é, ein? Sem comentários, Maya e sim, compre o vestido. – a ruiva sorriu e sua amiga fez o mesmo

- Bonitinho? Ele é muito gostoso, Maya. – disse uma outra amiga de Maya que estava vindo do balcão da loja com duas sacolas de roupas. Esta possuía cabelos loiros curtos, na altura das orelhas e os olhos eram escuros.

- Fala sério, Ashlee, eu estou noiva!

- Que eu saiba você estar comprometida nunca impediu você de ficar com ninguém. – respondeu Ashlee, um sorriso malicioso em seus lábios.

- O fato de eu estar comprometida com o Karl sempre impediu, eu nunca o machucaria, ele é muito especial para mim. Foi ele que substituiu o Rivaul quando ele foi para a Espanha, lembra?

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No dia seguinte, a reunião do jogadores do Gralwbald transcorreu naturalmente. Os jogadores, homens e mulheres, sentados nas cadeiras da sala de reuniões e o técnico e treinador de frente para eles, numa mesa grande.

- Um último aviso antes de vocês saírem, por favor! – pediu o pai de Maya quando na saída da reunião os jogadores se levantaram para sair. Houve um murmúrio de desaprovação por parte dos jogadores, porém todos se sentaram novamente. O pai de Maya tinha a pele morena, cabelos negros e curtos e os olhos eram verdes como o de Maya. Era muito parecido com Rivaul.

- Ao final de cada semestre o Gralwbald proporciona aos jogadores a oportunidade de viajar para algum lugar, seja na Alemanha ou em outro país. Esse ano vocês podem opinar sobre onde desejam ir. – Maya ergueu a mão direita enquanto colocava o pirulito que estava chupando de volta na boca. Todos olharam para ela. – Pode falar, Maya.

- Eu estava pensando que nós poderíamos ir ao Japão. Outro dia eu, Genzo, Karl e Kaltz estávamos conversando sobre o Japão e me pareceu um lugar muito interessante. Nós sempre viajamos para a capital do país escolhido, mas aí eu pensei na possibilidade de irmos ao interior do país. Nankatsu, por exemplo. – Maya terminou sua sugestão e olhou na direção do pai, sorrindo. Os jogadores do time masculino do Gralwbald ainda a observavam e ela acenou para eles.

- Quem concorda com a Maya? – o técnico perguntou. Todos os jogadores ergueram suas mãos. Os homens pela admiração que nutriam por Maya e as mulheres pela amizade entre elas. – Ok, então nós iremos ao Japão. Preparem as suas malas e estejam amanhã, às 8 horas, no aeroporto. Já sabem qual é o hangar do Gralwbald, não é? – um murmúrio de aprovação correu pela sala de reuniões – Ótimo, estão dispensados.

Algum tempo depois todos saíram da sala comentando excitados sobre a viagem.

- Não falei que eu conseguiria? – Maya disse a Genzo enquanto passavam pela porta. Ele sorriu em retribuição ao sorriso dela.

- Maya, eu gostaria de falar com você, pode ser? – o treinador perguntou ao chegar à porta.

- Oh, claro, papai. – ela voltou e entrou na sala de reuniões, agora vazia exceto por ela e seu pai. Ele fechou a porta e depois voltou para o lugar aonde estava antes.

- Maya, querida, você está ciente dos boatos que a imprensa está fazendo sobre você e aquele rapaz Wakabaishi? – a garota ruiva balançou a cabeça negativamente – Estão dizendo que você está traindo o Karl com ele.

- Está brincando, não está? Isso é ridículo!

- Não, Maya, não estou brincando e você também não deveria estar. – falou, o rosto sério – Quero que você se afaste dele, ele não está sendo uma boa companhia para você.

- Sinto, muito, treinador, mas não posso obedecer ao seu pedido.- falou Maya sem se importar enquanto olhava para a porta – Já acabou?

- Mais respeito, mocinha, além de seu treinador eu sou seu pai! Você me deve mais respeito!

- Respeito? Eu respeito o meu treinador, o meu pai não pode exigir isso! Sabe por quê? Porque eu nunca tive um pai que ficasse ao meu lado quando eu mais precisei, um pai que me abraçasse e que falasse que estava tudo bem, nunca! – as lágrimas irromperam de seus olhos verde-esmeralda fazendo com que eles perdessem todo o brilho que tinham há alguns minutos.

- Eu estava trabalhando para dar a você e sua mãe o luxo sem o qual vocês não saberiam viver! - ele espondeu bravo

- Eu não preciso escutar isso, não preciso mesmo. – Maya saiu correndo porta afora. O pai deixou o corpo escorregar no chão e levou as mãos a cabeça, suspirando.

Maya estava triste. O pai não nunca percebera o sacrifício que ela fez pela família, então por que continuava? Por que continuava a magoar ainda mais seu coração? Por que não dava continuidade ao seu sonho? Por que não largava tudo aquilo e entrava em turnê com sua banda? Ela ainda podia reunir a banda. Todos os rapazes que a formavam disseram a ela que quando quisesse dar continuidade ao trabalho deles, eles estariam esperando por ela. Até o baterista que entrara para uma outra banda após o rompimento estava disposto a juntar-se a ela novamente. Então por que não abandonava o futebol? Nunca gostara de jogar mesmo...

Passou correndo por Karl, Kaltz e Genzo ao sair do prédio do Gralwbald e mão parou para falar com eles, apear de eles a terem chamado. Não queria ter de explicar a eles o porquê de estar chorando, não queria que eles a vissem chorando. Não queria que Genzo a visse naquele momento. Queria ficar sozinha.

Quando chegou à rua avistou logo a limusine preta que estava a sua espera. Entrou logo no carro e pediu que o motorista fosse o mais rápido possível para o apartamento dela. Em cinco minutos chegaram ao condomínio aonde ela morava. Não quis esperar o motorista estacionar o carro na garagem, entrou pela portaria e correu até o elevador, a jaqueta jeans e o vestido branco florido voando junto com seu cabelo.

Agradeceu mentalmente por ele estar vazio e apertou o botão da cobertura. Encostou as costas na parede do elevador e passou as mãos no rosto molhado e no cabelo bagunçado. Não chorava mais. Olhou-se no espelho: seu rosto estava manchado de preto pelo rímel e o delineador. As portas se abriram e ela saiu.

Tocou a campainha e esperou que a empregada viesse atendê-la. Não pegara sua bolsa no armário, a chave estava lá, então agora tinha que esperar uma das empregadas abrir a porta para ela. A empregada pareceu se assustar ao ver Maya parada ali. Estava tão feia assim?

- Vou ficar no meu quarto e não desejo ser incomodada, ok? – disse ao entrar em sua casa

- Sim, senhorita.

Foi andando lentamente até seu quarto.

As paredes cor-de-rosa, a cama de casal redonda com um mosquiteiro, a penteadeira de madeira clara, a estante de troféus que ganhara patinando, a sacada onde costumava ficar pela manhã, as fotografias de amigos no mural... Tudo aquilo lhe pareceu tão inútil.

- Eu sou tão idiota assim? De repente o meu altruísmo me pareceu tão egoísta. Eu só queria trazê-los para perto de mim, só isso... Reunir a família foi apenas um modo que eu encontrei de esconder o quanto eu sou egoísta... Deitou em sua cama e ficou observando a foto que tirara na praia com seu pai quando tinha seis anos, antes de ele ir embora. Os dois estavam sorrindo, não havia nada que os impedisse de ficar juntos. Pelo menos era o que ela achava naquela época. - Why'd you have to go...? Why'd you have to go...? Why'd you have to go...? Daughter to father… Daughter to father… I am broken, but I am hoping… - sua voz saiu rouca e as lágrimas tornaram a brotar em seus olhos.

Sentiu sua visão ficar turva e seu corpo cansado. Quando fechou os olhos ouviu batidas na porta.


Estão de brincadeira comigo, só pode
, pensou

- Pensei ter dito que não queria que me incomodasse! – gritou da cama. Deitou de bruços e afundou o rosto numa almofada de coração que estava ali perto.

- Desculpe-me, senhorita, mas ele insistiu que eu o deixasse entrar e como ele já esteve aqui antes, eu...

- Eu já disse que não quero ser importunada por ninguém! – jogou a almofada na porta e tateou a cama à procura de outra. – Não me importa quem você deixou entrar, quero que vá embora!

- Sou eu, Maya. – a voz grave fez com que ela erguesse a cabeça da almofada e sentasse na cama olhando para a porta – O Karl e o Kaltz disseram que eu não deveria vir, mas... Eu fiquei preocupado com você. Podemos conversar?

Seus pés nus tocaram o chão involuntariamente e devagar foi até a porta e a abriu.

Genzo Wakabaiashi estava parado lá ao lado de uma outra empregada. Usava uma jaqueta preta com uma blusa vermelha por baixo e calças da mesma cor que a jaqueta.

- Pode ir para a cozinha, Sophie. E desculpe por ter sido tão rude.

- Wi, mademoseille. – a emprega fez uma breve reverência antes de seguir pelo corredor cheio de portas em direção à cozinha

- Então, pode me contar o que a fez chorar? – perguntou sorrindo e limpou algumas lágrimas do rosto dela. Ela segurou a mão dele instintivamente, surpresa com o toque, e sentiu seu rosto se aquecer.

- O Kaltz te contou sobre os meus pais e o Rivaul, não contou?

- Er... Ele... Eu... - ele gaguejou não sabendo se deveria contar ou não

- Eu sei que contou. Naquele dia em que você foi me assistir jogando e foi falar comigo ao final do jogo, você me olhou com piedade.

- Desculpe-me, eu não tive a intenção de...

- Não tem problema. – ela sorriu quando o interrompeu. Mesmo com o rosto manchado Genzo pôde ver o quão bela ela era. Sentiu seu rosto ficar vermelho – Só perguntei isso para saber se poderia tocar uma música para você.

- Uma música?

- Sim, eu a compus quando tinha 14 anos. Ela irá te explicar o que aconteceu comigo hoje. Venha. - ela disse puxando-o pela mão Ela o levou até o quarto ao lado do dela. Genzo ficou surpreso ao ver-se dentro de um estúdio de gravação. Havia um piano preto do outro lado do vidro, guitarras, uma bateria, um teclado e um baixo.

- Sente-se deste lado da sala. – indicou a ele uma cadeira e sentou-se na cadeira do piano. Levantou a tampa e começou a tocar.

-

A música acabou e Genzo perguntou-se se deveria aplaudir ou se seria insensível de sua parte, devido ao conteúdo da música. Maya falou finalmente, respondendo a pergunta dele:

- Nunca gravei essa música em nenhum cd porque a imprensa poderia fazer comentários que afetariam a carreira do papai e do Rivaul. Tudo o que eu queria era poder cantá-la para o meu pai, mas ele não liga para o que eu sinto, ele quer apenas me dar uma vida de luxo. Ele acha que é disso que eu preciso... Ele não me conhece de verdade. Eu gostaria de poder ser eu mesma e poder mostrar esse meu outro lado para ele. - ela disse quase que num sussurro. Lágrimas começaram a escorrer por seu rosto, mas ela logo as secou com as costas das mãos.

Genzo levantou e pegou uma das guitarras. Sentou-se de frente para ela no banco do piano e deslizou os dedos pelas cordas formando uma música um pouco fantasmagórica.

- Cante o que vier à sua cabeça sobre essa pessoa que você finge ser. – Maya assentiu com a cabeça. – Não ligue para o que os outros irão pensar, pense somente em você.

- Perfect by nature, icons of self indulgence, just what we all need: more lies about a world that never was and never will be...

As lágrimas foram escorrendo por seu rosto enquanto cantava. Parecia que a cada verso que era composto sua mente ficava mais livre.

Genzo e ela iam compondo tanto a cifra quando a letra da música e iam anotando num papel. Para surpresa dos dois, em trinta minutos a música estava pronta.

- Vamos tocar tudo para ver como ficou, só que agora eu vou tocar bateria. – Genzo concordou e os dois recomeçaram a cantar

- Ficou muito boa, você é uma excelente compositora, além de ótima baterista, pianista, cantora... O que mais você sabe tocar? – Maya descansou as mãos nas pernas e sorriu

- Também sei tocar guitarra e flauta.

- Uau, você é um gênio da música!

- Mamãe quis que eu e Rivaul aprendêssemos a tocar algum instrumento. Rivaul aprendeu somente a tocar piano, não se interessou muito, mas eu me apaixonei pela música e continue aprendendo a tocar vários instrumentos.

- Sua mãe parece ser bem divertida.

- Ela é como uma rainha: os modos, o jeito de falar, a fisionomia, tudo! E ela também é linda! Muito gentil e delicada! – as mãos dela se fecharam e subiram até a bochecha, a cabeça balançava enquanto elogiava a mãe

- Essa descrição parece muito com a sua. – viu as bochechas de Maya adquirirem uma tonalidade rubra e sorriu.

- Vo-você acha mesmo? Acha mesmo que sou boni...? - ela perguntou timidamente. De alguma forma, ela precisava saber o que Genzo achava dela.

- Você é linda. – ele apressou-se em dizer ao perceber que ela estava com vergonha dele.


Por que me importo tanto... Quero dizer, por que eu ligo para o que ele acha de mim?
, as perguntas invadiram sua mente enquanto observava Genzo sorrir para ela. Eu não tinha reparado antes... o quanto o sorriso dele é bonito..., sentiu seu rosto aquecer

- Acho que já vou embora, tenho que arrumar a mala para a viagem. Nem acredito que vou voltar ao Japão! E logo na época do campeonato entre a escola Tojo e a Nankatsu! Ah, Maya, eu gostaria que você conhecesse um amigo meu, Tsubasa Ozo..

- Tsubasa Ozora, já sei. Você falou dele um monte de vezes, gostaria de poder comprovar se ele é tão bom quanto você diz.

-

E então, os times masculino e feminino do Gralwbald viajaram para a cidade de Nankatsu. Os aviões decolaram às 8h30 no dia seguinte levando dois times barulhentos; Maya no avião das moças com várias malas; um Genzo Wakabaiashi ansioso para pisar em solo natal e rever os amigos; um Karl irritado por não estar no mesmo avião que Maya e um Kaltz fazendo muita bagunça para irritá-lo.