E uma voz infantil ecoou hesitante do outro lado. -

Mamãe? Papai?

Fora a vez de Harry emudecer, congelado em choque. Uma criança? Ali? Porém, Hermione fora mais rápida e sem encará-lo correu até a porta para encontrar uma menininha de aproximadamente três anos de idade. Ela tinha os cabelos revoltosos, quase indomáveis, tal qual a bruxa nascida trouxa, enquanto os olhos, Harry observou em admiração, eram tão verdes quanto os seus, e para deixa-lo ainda mais confuso, ela estava chorando.

-Vocês estavam brigando?

Pergunta inocentemente a pequena entre soluços. Hermione praguejou mentalmente, os gritos de Harry devem ter assustado horrores a pobre criança. Sem perder tempo, a grifinória deu um sorriso suave e tranquilizador, ajoelhou-se na altura da menina e a abraçou ternamente, sussurrando alguma coisa em seu ouvido enquanto ela limpava as lágrimas que escapavam dos seus olhinhos.

-Está tudo bem querida!

Fora a única coisa que Harry conseguiu escutar. Hermione sussurrava com carinho, palavras que aos poucos iam levando o choro da menina abrandar. Dando-se conta de que estava apensas com um travesseiro cobrindo sua completa nudez e com a presença de uma criança no quarto, ele enterrou-se na cama, cobrindo-se com o máximo possível de lençóis e almofadas, mas, sem tirar os olhos da cena diante de si.

-Promete?

Pedia a pequena e Hermione agora estava de pé com a menina nos braços e esta agarrava-se à grifinória como se todos os seus piores pesadelos pudessem sumir na presença dela. Era algo muito comovente e até mesmo pessoal demais para assistir, mas ele não conseguia intervir, nenhum som escapava-lhes sobre os lábios, não dava para controlar, algo dentro dele dizia que consolar aquela criança era prioridade, estava acima das suas próprias perguntas e medos. Mas, por que?

-Claro! O Papai só está preocupado com alguns problemas do trabalho, ninguém está brigando aqui!

Diz calmamente Hermione beijando a testa da menina antes de olhar de soslaio para Harry. Estava furiosa com ele, mas ao mesmo tempo extremamente aflita de sua condição. O que acontecera para muda-lo tão repentinamente?

-Vou levar Lily para o quarto dela, não demorarei!

Anuncia ela severamente ainda confortando a criança em seus braço, ao que Harry atordoado com a intensidade de sentimentos que o invadiam simplesmente acenou positivamente com o rosto, em concordância à sua espera. Sua cabeça estava girando mais do que se estivesse usando uma chave do portal. Nada fazia sentido. Ontem à noite ele fora dormir em seu antigo e sujo quarto na casados seus parentes trouxas. Estava cansado, tinha acabado de retornar de Hogwarts, Edwiges tinha escapado para caçar algum rato para comer enquanto ele caíra no sono.

A primeira lembrança que teve foi acordar ao lado de Hermione. Sim! Da verdadeira Hermione. Aquele cheiro, aquela voz, aquela pele sob suas mãos. Aquela era a sua Hermione, a mesma que ele amara tão ardentemente ao amanhecer, a fazendo chamar por ele entre beijos e carícias... mas, agora todo o cenário muda novamente e ele se encontrava em um quarto que não era dele com uma versão mais "velha" da sua Hermione!

Só poderia estar sonhado! Imaginou o Potter antes de procurar nervosamente por um bom par de calças para vestir, se iria conversar com essa cópia da sua Hermione, tinha que estar vestido! Levantando-se com cautela, ele não conteve um suspiro involuntário quando soube exatamente para onde ir. Um guarda-roupa escuro não muito distante, do lado esquerdo do quarto, suas roupas organizadas ordenadamente, calças, camisas sociais, sapatos, cintos e cuecas, cada peça perfeitamente dobrada.

Só podia ser obra de Hermione, seu subconsciente alertou. Ignorando tais pensamentos, pegou um conjunto de roupas mais confortável, e continuou a esperar. Sem muita paciência e com o estomago revirando em ansiedade pura, ele decidiu explorar aquele quarto em busca de armadilhas ou melhor, em busca da sua varinha! Ao menos era essa a sua justificativa. Quando logo deu de cara com um grande cômoda de mogno com um par de fotografias sobre a mesma. Curioso e ao mesmo tento sentindo-se impelido a pegá-las, surpreendeu-se com o que encontrara lá.

A primeira imagem, era uma fotografia mágica, onde ele, Rony e Hermione estavam abraçados levantando um copo cheio de cerveja amanteigada em suas mãos num claro ritmo de comemoração. O pub, Harry percebeu, era o bom e velho Três Vassouras, em Hogsmead, pareciam muito felizes. Estreitando os olhos, Harry também percebeu que Rony parecia mais alto do que nunca e se destacava na imagem, Harry por outro lado tinha a barba por fazer, estava mais velho e trocava um olhar cúmplice com Hermione.

Esta, o grifinório notou, tinha os cabelos mais longos, quase alcançando sua cintura mais fina do que ele tinha recordação e oferecia-lhe um sorriso deslumbrante. Com uma pontada no peito, ele encontrou um ponto, um pequenino detalhe particular sobre ela que o fez ofegar... uma aliança sobre o dedo anelar direito. Ele sentiu o coração apertar, ao final do quarto ano, Rony parecia sinceramente interessado em Hermione, será que teria a pedido em casamento? Mas para seu alívio, não havia anel algum nas mãos do Weasley, no entanto, Harry ostentava orgulhosamente a sua aliança de compromisso ao lado da nascida trouxa. O pensamento fez o estomago de Harry dar solavancos.

-Por que diabos eu me sinto tão confuso?

Praguejava ele antes de seguir para a próxima fotografia. Ele e Hermione estavam sozinhos, sorrindo e trocando olhares apaixonados. Ele a abraçava por trás e tinha o rosto colado ao dela, o queixo descansando sobre o seu ombro, ambos acenando para a foto. Ela estava linda, com um vestido floral leve de verão e ele com bermudas brancas e uma camisa azul marinho, e mais uma vez, ambos aparentando mais idade do que ele esperava.

O cenário paradisíaco atrás deles o chamou atenção também, era como uma grande montanha, cheia de casinhas brancas em contraste com um impressionante mar azul.

-Cidade de Atenas, na Grécia!

Murmurou Hermione ainda na porta, fitando-o com um olhar misterioso e ao mesmo tempo distante. Harry automaticamente devolveu o porta-retrato ao seu lugar virando-se para ela meio constrangido.

-Você parece não lembrar de nada!

Diz Hermione analiticamente enquanto dava alguns passos em sua direção, se aproximando dele, mas não o bastante para que Harry se sentisse ameaçado ou incomodado.

-Quando aconteceu?

Pergunta ele com a voz estrangulada.

-Na nossa lua de mel! Um ano e meio depois de encontrarmos meus pais na Austrália!

Explica pacientemente Hermione estreitando os olhos em sua direção. O moreno sentia-se estranho sob aquele olhar dela, era como se ela tivesse tentando ler, ver através dele. Naquela pose autoritária, braços cruzados e lábios presos numa reta. Foi com assombro renovado que ele identificou as mesmas características da sua Hermione ali.

-Como? Eu não lembro de nada disso! Não pode ser real!

Murmura ele desviando os olhos dos dela e encarando de soslaio o retrato dos dois juntos, antes de engasgar com a percepção! Lua de mel! Isso só poderia significar uma coisa... Estavam CASADOS! Ele e Hermione estavam casados!

-Não lembra de nada?

Questiona Hermione em alerta absoluto, cruzando o espaço que os separava e levando uma das mãos a sua testa aferindo sua temperatura.

-Não tem o que lembrar! Nada disso é real, é tudo um sonho!

Rebate ele puxando a mão dela dessa vez mais delicadamente da sua testa. Mas, a julgar pela expressão de Hermione, esta não era a resposta certa.

-Sonho? Harry isso aconteceu há oito anos!

Anunciou ela colocando as mãos sobre os quadris e lançando lhe um olhar especulativo que o fez recuar.

-Oito anos? Perguntou ele incrédulo.

-Sim, oito anos, na primeira foto estávamos comemorando com Rony um tempo depois de você ter derrotado Voldemort!

Diz a grifinória seriamente ao que Harry amplia os olhos verdes impressionados com aquela nova informação.

-Eu derrotei... Voldemort?

Questiona atordoado o moreno buscando cegamente a cama para sentar-se. Estava pálido e os olhos vidrados no vazio.

-Harry, você está me deixando preocupada! Diz a morena em alerta o segurando pelo braço e o ajudando a sentar-se na cama. Mais uma vez com uma expressão de pânico ele empalidecera mortalmente enquanto processava na sua mente que vencera seu maior inimigo. Ele não podia acreditar? Que tipo de brincadeira de mal gosto era aquela?

Se era um sonho, por que ainda não acordara? Tudo parecia tão real, tão palpável, tão concreto e tão certo... Maldição! Só poderia ser o bastardo do Riddle que brincava com sua mente mais uma vez.

-Pare de fingir!

Gritou ele olhando furiosamente em direção a Hermione, que agora o encarava horrorizada.

-Você não é a MINHA Hermione! Tudo isso não passa de uma manipulação doentia da mente de Voldemort!

Cuspia ele em um tom agressivo levantando-se e agora apontando acusadoramente para a nascida trouxa como se estivesse diante de um monstro. Ela ofegou, encolhendo-se involuntariamente antes de recuperar-se do choque.

-Harry, mantenha a calma!

Diz ela severamente, estreitando os olhos em uma expressão desafiadora.

-Calma? Ontem eu estava na minha cama mofada, na casa dos meus parentes e hoje eu acordo com uma mulher disfarçada de Hermione e preso em um quarto que eu nunca estive antes!

Acusava ele secamente com ódio brilhando em seus orbes esmeralda, mas o olhar incrédulo de Hermione pairando demoradamente sobre ele, como se tentasse descobrir se este era mesmo Harry Potter, seu melhor amigo, seu companheiro, seu amante, seu marido e pai dos seus filhos. Ela engoliu em seco.

-Por favor, tenha calma!

Pede ela com a voz vacilando ligeiramente enquanto tentava se levantar da cama. Antes que o moreno pudesse protestar, ela levantara ambas as mãos em sinal de cooperação.

-Não tenho nenhuma varinha em mãos, não pretendo usá-la! Isto não é um truque de Voldemort, Harry! Eu juro!

Alegava ela esforçando-se para manter um tom firme em sua voz, mas sua respiração descompassada e o olhar magoado a faziam falhar miseravelmente em sua tentativa.

-Onde está a minha varinha?

Sibilava o moreno sem parecer minimamente comovido com as palavras de Hermione, droga, aquela não poderia ser Hermione, a sua Hermione tinha somente quinze anos de idade, ela adorava livros, não tinha tantas curvas, ou o cabelo tão comprido. Não poderia se deixar enganar! Pensava ele ferozmente.

-Na gaveta do criado mudo, onde estavam seus óculos!

Responde a nascida trouxa uniformemente sem mover-se um milímetro do lugar, a postura tensa e o olhar afiado em direção ao moreno. Ele seguiu a passos determinados até o local e não escondeu um suspiro de alívio ao reconhecer sua varinha devidamente posta na gaveta como ela o tinha indicado. Respirando profundamente, ele virou-se em direção a ela com a varinha em punho e exigiu imperativamente:

-Agora me diga o que fez comigo e onde está a verdadeira Hermione!

Hermione cruzou os braços e o encarou furiosamente. Harry estava passando dos limites, estando ele confuso ou não, já não permitiria que continuasse com suas acusações insolentes sem defender-se à altura.

-Harry James Potter! Eu JÁ DISSE que EU sou Hermione, isso não é uma farsa! Desafia ela corajosamente dando um passo a frente antes de questioná-lo novamente.

-Vamos! Faça um teste! Pergunte-me algo que só a "sua Hermione" saberia!

Provocava a nascida trouxa tão convicta que o moreno engoliu em seco, ponderando se deveria mesmo testá-la dessa forma... se ela soubesse algo que somente Hermione saberia... talvez... Não! Aquilo era tudo uma maquinação alucinante tramada por Voldemort! Temeroso, ele afasta-se ainda mais dela, com a varinha diretamente apontada em seu peito. No entanto, sentia que algo estava tremendamente errado, suas mãos suavam, a mão que empunhava a varinha estava trêmula e um nó se formava na sua garganta.

-O que houve, Harry? Um minuto atrás você não hesitou em me acusar e agora está com medo de descobrir que estou falando a verdade? Bradou Hermione com inconfundível mágoa em sua voz.

-Bem, se você não sabe por onde começar, eu posso fazer isso por você!

Continuava ela ferinamente, atravessando o quarto e afastando-se do alcance de Harry, ficar na mira daquela varinha como se fosse uma inimiga, uma criatura recebedora de todo ódio e repugnância do moreno de olhos verdes era doloroso demais para a nascida trouxa suportar.

-Nosso primeiro encontro! Expresso Hogwarts, eu tinha onze anos e meio, estava ajudando Neville a encontrar o sapo perdido, Trevor, quando encontrei você e Rony em um dos compartimentos do trem! Eu tinha lido todos os livros do nosso ano e sabia até quantas vezes seu nome fora mencionado em cada um deles!

Anuncia ela sombriamente. As lembranças da sua infância ao lado de Harry e Rony sempre foram motivos de felicidade e grande nostalgia, porém esta manhã, recordar a primeira vez que encontrou Harry Potter estava mostrando-se uma tarefa dolorosa. Logo atrás dela, Harry franzia o cenho, ainda sem revelar qualquer reação, positiva ou negativa com o seu semblante estoico, costumava ser mais generoso, não interrogaria pessoas de forma tão cruel, mas depois do que viu acontecer a Cedric, sabia que tinha que deixar qualquer ingenuidade de lado se quisesse sobreviver.

-Neste mesmo ano, você e Rony se arriscaram atacando um Troll das montanhas para me salvar! Correram da segurança do Grande Salão para o banheiro feminino no primeiro andar. Eu paralisei em choque enquanto você pulou na cabeça dele e enfiou a varinha em seu nariz, Rony por outro lado, levitou o grande pedaço de madeira o golpeando logo em seguida! Quando a Professora McGonagall chegou, eu estava tão agradecida que assumir toda a culpa pelo que aconteceu, embora o professor Snape não parecia muito convencido disso!

Explicava ela pacientemente, dessa vez voltando-se para encarar Harry.

-A partir daquele Halloween, nos tornamos inseparáveis! Descobrimos que Hagrid mantinha um cão de três cabeças que guardava um calabouço. Ele sempre teve uma "queda" por animais exóticos e perigosos! Lembra de Norberto e Bicuço? Recordava ela com um sorriso que não lhe alcançava os olhos. Involuntariamente ela levou os braços aos ombros, como se estivesse repentinamente com muito frio.

-Descobrimos que a Pedra filosofal criada por Nicholas Flamel, estava escondida na escola e pensamos que Snape poderia roubá-la quando Dumbledore não estivesse por perto! Quando chegamos lá, uma harpa mágica tinha feito Fofo adormecer, por pouco não fomos devorados por um cão gigante de três cabeças...

Ela faz uma pequena pausa para encará-lo, e com um suspiro resignado, mas sem desviar o olhar, ela continuava:

-Pulamos pelo alçapão e caímos sob o visgo do diabo, você e Rony ficaram presos e eu tive que usar um feitiço de luz para ajudar vocês dois a escaparem! Depois disso você teve que voar numa vassoura para capturar uma chave antiga com asas! Oh, Harry você me deixou tão preocupada naquela hora!

Harry por outro lado, ofegava com a precisão de detalhes que essa Hermione parecia possuir de suas supostas lembranças. Ele quase podia reviver aqueles momentos enquanto ela narrava tão suavemente cada passo da sua história. Era como se estivesse a ouvir lendo um livro sobre a sua vida.

-Depois, havia o xadrex bruxo! Rony ficou no lugar do cavalo, você no lugar do bispo e eu, na posição da torre! Ele se "sacrificou" para que nós seguíssemos adiante, e logo encontramos o enigma das poções, mas somente um de nós poderia seguir adiante e o outro iria retornar ao início da armadilha.

Nesse instante, ela respirou pesadamente com os olhos já marejados.

-Foi a parte mais difícil de todas...

Diz ela com a voz ligeiramente embargada, levando Harry a sentir um aperto inusitado em seu coração.

-Deixar você seguir em frente, encontrar Voldemort do outro lado... completamente sozinho! Você só tinha onze anos e era o meu primeiro amigo!

Confessa ela sem esconder as lágrimas que teimavam em embarcar-lhes a vista. Porque ele estava exigindo isso dela? Porque retornar a estas lembranças como se estivesse em uma inquisição? Harry sempre confiou nela sem reservas e agora parecia a um passo de amaldiçoa-la. O moreno por outro lado parecia congelado na posição em que se encontrava.

Não poderia ser mentira, a forma como ela disse, os pequenos detalhes, a angustia na sua voz, o brilho sincero em seus profundos olhos castanhos! Doce Merlin, era Hermione, só poderia ser ela. Somente a sua Hermione recordaria tão perfeitamente de cada detalhe como ela.

Maldição, o que ele tinha feito? O que aconteceu com ele? Que inferno era esse? Uma viagem no tempo? Um desvio de rotas, um sonho muito real? Um feitiço cruel de Voldemort? Uma visão? Uma realidade alternativa?

Qualquer coisa, mas nada que ele pudesse se lembrar e isto o deixava tão frustrado que não pensou duas vezes antes de descontar tudo em cima da única pessoa que "aparentemente" ele conhecia naquele lugar. Ele se sentiu um lixo humano, sentiu fraco, idiota, perdido e acima de tudo, muito confuso. O que ele deveria fazer? Poxa um garoto que mal tinha catorze anos diante de uma mulher incrível e linda, sua melhor amiga com quem compartilhara um amanhecer inesquecivelmente mágico e agora parecia estar dentro de um filme cujo enredo ele desconhecia completamente.

-Shhh! Por favor não chore Hermione!

Desesperava-se Harry a puxando sem jeito em seus braços até que sentiu a cabeça dela apoiar-se em seu peito. Não sabia de onde tinha tirado coragem para fazê-lo, mas cortara todo o caminho que os separava, deixando a varinha cair de sua mão como se o queimasse os dedos.

-Eu sinto muito! Eu acredito em você! Eu sinto muito!

Implorava ele afagando suas costas desajeitadamente até sentir os soluços abrandarem. Ele não tinha a menor ideia de como consolar garotas, mas esta era de fato Hermione, a SUA Hermione, ele não podia suportar vê-la sofrendo e ficar de braços cruzados! Mesmo que ainda tivesse muito a questioná-la, não tomaria a experiência anterior como exemplo, não mais.

-Eu não sei o que aconteceu, mas eu acredito em você Hermione! De alguma forma você é a minha Hermione! Eu sei disso!

Sussurrava ele ainda a mantendo em seus braços. Um turbilhões de pensamentos inundando sua mente já perturbada, se esta era a verdadeira Hermione, se tudo o que ela disse era real, então como ele fora perder quase dez anos de memórias? Nada fazia sentido, ainda que acreditasse de todo coração que sua melhor amiga estava bem ali, ao lado dele.