Mudanças
--Capitulo 3--
O inglês estava furioso consigo mesmo. Sentado na sua cama, dentro do luxuoso quarto que lhe pertencia no castelo de Hades, perguntava-se como as coisas haviam chegado naquele ponto. Tudo parecia haver começado quando encontrara o espectro na floresta das harpias. O que iniciara apenas como uma leve curiosidade começava a inquietá-lo. E desde o que acontecera quando resolvera treinar com ele, havia piorado. Sentia raiva de si mesmo por se deixar tomar por aqueles tipos de pensamentos, por admitir a si mesmo que o jeito do ruivo havia incitado mais do que apenas sua curiosidade.
Lembrava quando Valentine provocara-o, logo depois de ter levado um belo golpe. Naquele momento, ao vê-lo falando daquela forma, e ao ver o jeito que ele andara, não conseguira evitar de se irritar, mas tentava esconder de si mesmo que não fora apenas... Irritação o que sentira, apesar de ter-se deixado dominar por ela. Não conseguia se controlar, qualquer espécie de luta sempre lhe excitava, mesmo que fosse a fazer coisas cruéis. Agora... A reação dele lhe deixara deveras curioso. O homem reservado, quieto e que não se deixava abalar por nada perdera totalmente a compostura, parecera outra pessoa quando o tocara. Sabia que ele mesmo não tinha nada a ver com a vida do espectro, mas aquilo lhe instigara.
Balançou a cabeça com raiva, espantando aqueles pensamentos. Olhou o relógio, preso na parede. Era hora de seu treinamento. Levantou-se e se dirigiu devagar ao campo que ia, próximo do castelo.
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O ruivo evitava de pensar no treino com o kyoto, no que acontecera. Mais uma vez estava sentado em sua cama, cheio de papeis rabiscados ao seu lado. Suspirou, desistindo de ficar lá, tinha de tomar um banho e fazer algo para se alimentar, se sentia meio fraco. Levantou da cama e foi lentamente até a cozinha, colocando a comida no fogo e indo em direção ao banheiro. A roupa estava largada no chão e o barulho das gotas de água em contato com o corpo magro e com o chão eram o único som na casa inteira. Mais uma vez as lembranças de sua infância voltaram a sua mente. Forçou a mente o quanto pôde em busca de respostas, conseguindo apenas uma dor de cabeça. Cansara-se de tentar saber o que acontecera. Vinham a sua mente somente as mesmas imagens. Um lugar grande, praticamente sem janelas, com grandes paredes brancas. Gritos e um cheiro estranho, de material de limpeza.
Saiu do box, enrolando uma tolha na cintura e indo até a cozinha. Terminou de preparar a comida e de toalha mesmo comeu um pouco. Batidas se fizeram ouvir na porta, e, esquecido da situação, correu para porta e abriu-a, encontrando Sylphid a sua frente. O loiro entrou sem pedir licença e sentou-se no pequeno sofá, encarando o outro espectro. Ao prestar mais atenção no que ele usava, disse ironicamente.
"Quem esperava encontrar estando vestido dessa maneira?"
O Basilisco o ouviu praguejar baixinho contra ele e contra si mesmo, saindo da sala e batendo a porta do quarto e voltando logo depois, usando uma camisa de gola alta verde escura e uma calça larga preta. Harpia sentou-se numa cadeira a frente dele, falando secamente.
"... O que quer?"
"Nada."
O mais velho apenas levantou uma sobrancelha, olhando-o inquisitoriamente, como se perguntasse por que motivo então ele estava ali. Afinal, devia fazer uma semana que nem ao menos o via. Então estranhou, afinal, ele estava sempre acompanhado de outros dois espectros, Queen de Mandrágora e Gordon de Minotauro. Perguntou então, com um sorriso irônico.
"Onde estão Gordon e Queen?"
"... Foram mandados em uma missão no mundo dos mortais..."
Respondeu Sylphid com cara de tédio. O rosto de Valentine realmente fazia parecer que havia feito a pergunta apenas como um comentário e nada mais, mas os olhos escondidos pela franja mostravam certa irritação. Oras, então ele mesmo era apenas uma 'opção' para o tédio que o loiro tinha por não ter seus dois amiguinhos ali? Levantou e foi até a porta, sob o olhar curioso do outro. Numa fria gentileza o dono da casa abriu a porta e fez uma leve mesura, convidando o visitante a se retirar. O loiro se levantou como se não entendesse, mas então, com uma feição indignada foi até a porta. Ao passar pelo outro perguntou.
"Por que, Val?"
"... Se resolver me visitar, Basilisco, não o faça para matar o tédio apenas."
Frisou bem o vocativo que empregou em resposta ao apelido. Não gostava daquilo, indicava uma intimidade, uma amizade que não tinha há tempos com aquela pessoa. Sabia que fora ríspido com ele, mas não conseguira se conter. Podia realmente se sentir sozinho e não gostar daquilo. Mas só gostaria de estar com alguém se essa pessoa quisesse realmente sua companhia, e não apenas ser uma distração.
Alguns minutos após a saída do Belga, acabou voltando aos pensamentos que estava tendo. Droga, não agüentava mais aquilo. Cansado de sua própria obsessão pelo passado, acabou se decidindo. O que iria fazer era perigoso e certamente seria punido, mas não podia mais esperar.
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Ao sentir um cosmo camuflado se aproximar Radamanthys alertou-se. Conhecia aquela energia. Aparente calma, escondendo-se ao máximo, na forma de alguém fraco. Da primeira vez que encontrara ele não havia percebido o cosmo, mas sua memória fotográfica havia conseguido lembrar-se. Concentrou-se um pouco, o que quer que fosse que ele queria devia ser algo importante. Sabia que aquele espectro praticamente não saia do Cocyte, e que também não desrespeitaria regras de Hades. Naquele horário praticamente ninguém se encontrava no castelo do deus do submundo, todos estavam treinando ou cuidando de suas áreas de vigília, ele próprio só estava ali por que tivera de discutir algo com Ayacos.
Sua curiosidade se aguçou. O que especialmente aquele ruivo estava fazendo ali? Podia sentir que ele estava perto da biblioteca. Aquele lugar era extremamente restrito, e se alguém o encentrasse lá ele seria severamente punido. Mudou de rota e foi para aquele lugar. Queria saber o que estava acontecendo, e, se preciso, poria Harpia no seu devido lugar. Com passos rápidos avançou pelos poucos corredores que o separavam daquelas imensas portas de madeira. Abriu-as, procurando por Valentine. Encontrou-o com um grande livro aberto nas mãos. O cipriota não havia percebido sua presença, o que era estranho, parecia absorvido pelo livro. Sua voz reverberou, ecoando por todo aquele lugar vazio.
"O que faz aqui, Valentine de Harpia?"
O ruivo usava um sobretudo negro que cobria todo o corpo e acentuava a palidez da pele. O tecido deu uma breve esvoaçada quando Valentine se virou, o livro caindo com um estrepito. Os olhos surpresos, as mãos que tremiam levemente, foram percebidos rapidamente pelo outro. O mais novo rapidamente voltou à aparência serena e se dirigiu à saída, com o intuito de passar pelo kyoto sem ter de falar nada. O loiro se irritou enormemente e agarrou o espectro pelos braços, mantendo-o imóvel a sua frente.
Durante alguns segundos Valentine ficou apenas parado, como se impossibilitado de fazer qualquer movimento, porem logo após o corpo começou a tremer e tentar se afastar quase desesperadamente, mas Radamanthys não o soltava de maneira nenhuma. As mãos do ruivo começaram a se crispar, os dedos a se torcer e a tremedeira aumentar enormemente. Os olhos se nublaram e imagens confusas começaram a aparecer na mente do espectro. Memórias... Que sua mente havia reprimido, possivelmente. Seu corpo convulsionou a cada mudança de imagem. O inglês se assustou e o largou, deixando que ele caísse de joelhos em sua frente.
"... O que diabos...?"
Depois de algum tempo Valentine se levantou, com dificuldade, tentando assimilar o que vira, porem não conseguia organizar aquilo que via, nada fazia sentido algum. Mas teria que deixar isso pra depois, estava, com certeza, encrencado. De cabeça baixa, não disse uma palavra, mas ouviu novamente a voz séria e imperativa do kyoto.
"Explique. Agora. Tudo"
O ruivo levantou brevemente os olhos e falou, sincero e não muito controlado.
"Não sei... Vim aqui por isso."
Radamanthys viu que ele se referia ao livro e andou até ele, que estava caído no chão, ainda aberto na pagina que o espectro estivera olhando. Era o volume que falava sobre o país natal dele. Chipre. Ouviu a voz baixa do Harpia soar, naquele tom baixo de sempre agora.
"Meu passado... No Chipre... É lá que está tudo... Eu apenas... não me lembro, do que..."
A voz foi sumindo aos poucos. O interlocutor se assustou quando levou um soco em cheio no rosto, caindo no chão. De cabeça baixa, não vira o outro se aproximar. Como resposta apenas ficou em silêncio, olhando-o, preso por aqueles olhos sérios. Ouviu-o falar, num tom ríspido.
"Sua punição por estar aqui sem permissão. Merecia muito mais, porem seu motivo parece justo. Vá. Agora."
O ruivo estranhou que o kyoto tenha se contentado apenas com um soco, sabia que ele era muito cruel quando queria. Não contrariou a ordem que lhe foi dada e levantou-se novamente, curvando o corpo num gesto formal e então saindo em passos rápidos dali.
Wyvern ficou vendo-o se afastar, pensando por que hesitara antes de bater nele. Não deixara o outro perceber, mas realmente hesitara. Por um segundo, a aparência frágil e algo mais o fizeram parar por um momento. O passado do espectro de Harpia... Lembrava-se de ter verificado os registros de seus espectros há pouco tempo. Mas a única coisa que constava ali era que ele vivera no interior da ilha e havia sido um dos primeiros espectros a ser trazido para o submundo.
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Quando chegara a sua casa não conseguira mais agüentar e caíra novamente de joelhos no chão, a alguns passos da porta. Sua mente tentava assimilar e ordenar as lembranças que haviam vindo rapidamente. Rápido demais. Algumas horas se passaram até que conseguisse recuperar os movimentos, e não havia conseguido recuperar seu passado. Levantou-se e foi até o banheiro, lavando o rosto repetidas vezes. Ao se olhar no espelho pareceu levar um choque e toda a história apareceu diante de seus olhos.
-Flashback-
Via um garotinho ruivo, com seus três anos. O sol brilhava fortemente no seu azul da pequena ilha do mediterrâneo. A criança estava sentada num canto do velho casebre de madeira, no chão, desenhando círculos com os dedos no assoalho velho quando entrou pela porta que rangia um homem moreno. Tinha mais de trinta anos, cabelos negros e espessos, olhos castanhos embaçados e andar meio torto pela bebida. Ao ver o garoto sentado no chão, bradou com a voz rouca, os olhos furiosos prendendo-se nos fios vermelhos muito finos do cabelo e nos olhos muito claros.
"Bastardo! É sua culpa!... Tudo sua maldita culpa! Bastardo!...Se não fosse você... ela poderia estar viva ainda!"
O menino encolheu os ombros e fechou os olhos, esperando a costumeira surra, que surpreendentemente não veio. Ouviu outra porta bater. Seu... pai, trancara-se no único quarto da casa As palavras dele ainda ecoando na mente pueril. Não entendia muito bem as coisas, e pouco sabia por que aquele homem o odiava tanto. Lembrava apenas que não tinha mãe. Conforme o que havia 'ouvido', das gritarias sem fim de seu pai, ela havia morrido logo que ele nascera, por sua causa, pelo que ele dizia.
Sabia que sua mãe tinha longos cabelos escuros e olhos negros, vira um foto, guardada em um armário antigo. Levantou-se, cambaleante, os grandes olhos lacrimejantes pelo tom de voz usado pelo pai e por alguns hematomas que tinha no pequeno corpo...
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O menino agora tinha quatro anos e era puxado com força pela mão até uma antiga construção, no interior da ilha. Era um velho mosteiro, com paredes muito brancas, como era o normal naquele lugar. Não viu nenhuma janela. Seus pés doíam, o caminho desde a pequena casa fora longo, e a estradinha feita de pedras machucava os pés descalços. Chegou, com seu pai, até a porta daquele lugar, que logo foi aberta por um velho homem coberto com um manto marrom Ele tinha uma voz quase inaudível e que falava às vezes, mas a criança podia perceber o tom severo encoberto por uma fria calma. Seu pai passaria a trabalhar ali, limpando aquele lugar. Morando com o filho num pequeno quarto.
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Já entendia outras coisas. Com agora seis anos, sabia por que era tão diferente dos demais. Ouvira, sem querer, alguns padres comentando sobre seu pai, quando cuidava de seus afazeres dentro do mosteiro. Disseram eles que sua mãe havia se enamorado de outro homem, um estrangeiro. E que ele era o filho bastardo daquele relacionamento.
Saber daquilo fizera com que chorasse mais ainda. Seu pai andava por perto, junto de seus materiais de limpeza. Alertado pelo choro de seu filho, foi até ele, bravo, porem sóbrio.
"Pare já com isso! Só deve haver silêncio nesse lugar criança estúpida!"
O tom de voz fora imperioso, fazendo o garoto engolir o choro. Foi agarrado pela mão forte de seu pai, e jogado sem cuidados dentro de um minúsculo quarto de madeira, onde eram guardados os materiais. Caído mo chão, o garoto voltou a chorar.
Não mais saíra daquele lugar de paredes brancas. Os padres faziam-no trabalhar, carregando coisas, levando-as de um extremo a outro do complexo. A pele dele era pálida pela falta de sol, e o menino cada vez mais foi ficando silencioso, aprendendo que não deveria mostrar suas emoções se não quisesse que seu pai trancasse-o naquele quartinho novamente. E ele ainda surrava-o. Nos dias de folga que lhe eram dados pelos padres, comprava bebida e se alcoolizava até não mais poder, acabando por descontar a raiva e frustração de tudo no garoto.
À noite, muitas vezes o ruivinho saía do quarto, sem fazer nenhum som, e andava pelo mosteiro. Sem ter ninguém por perto, o pequeno tinha uma sensação de liberdade que era apenas uma ilusão, mas que lhe fazia certo bem.
Começara a odiar que o tocassem. Sempre que o faziam era algo bruto, para repreendê-lo por algo. Afastava-se de seu pai cada vez que este se aproximava, a sensação de desprezo pelo toque humano cada vez se acentuando mais e mais. Também pouco falava. Naquele lugar devia imperar o silêncio e a disciplina, nada de barulhos ou crianças correndo por ali. Perdera a conta de quantas vezes seu pai trancara-o naquele quarto que mais parecia um armário. Estava cansado daquele cheiro de álcool.
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Certa noite estava sentado, apoiado na porta do deposito de materiais de limpeza. A aparência era frágil, fazia mais de três dias que estava trancado ali, recebendo comida uma vez ao dia, quando seu pai abria a porta, colocando o prato lá dentro e logo após trancando-a novamente. Chorara tanto que não tinha mais lágrimas, não conseguia nem ao menos dormir, sendo apanhado por pesadelos horríveis assim que adormecia.
Afastou-se da porta ao ouvir um grito rouco, e logo após um som estranho. A porta foi aberta com um estrondo, mas não viu ninguém ali. Ouviu então o som de passos se aproximando. Mais do que depressa se escondeu atrás de uma pilha de panos e garrafas. Dali podia ver a porta e ouvir os passos cada vez mais próximos. Lutando contra a vontade de gritar, o garotinho ruivo mordeu o lábio, impedindo-se de fazer algum barulho que o denunciasse. Era de noite, as tochas dos corredores estavam acesas e pode ver a sombra de alguém se aproximando. E logo esse 'alguém' parou na frente da porta. O corpo daquele ser estava todo recoberto com uma capa negra, e não conseguia ver seu rosto. Mas um brilho chamou sua atenção... Parecia uma lâmina. Saindo pelo lugar que devia estar a mão da pessoa. O menino respirava forte, os olhos arregalados, as pequenas mãos fechadas com força.
Por mais que não tivesse feito nenhum movimento, de repente o rosto daquele vulto virou-se diretamente para ele, mesmo não podendo ver os olhos, tinha certeza que ele estava olhando-o. Viu um brilho roxo em volta do corpo do homem, e logo as coisas que o escondiam voaram para todos os lados, e viu-se frente a frente com aquela pessoa. Tinha certeza de que iria matá-lo. Sentado no chão, arrastou-se para trás, para debaixo de uma prateleira, numa vã tentativa de fuga, afinal, a porta estava bloqueada. Mais uma vez viu aquele brilho em volta do corpo dele e a lâmina que parecia estar na mão esquerda se retraiu e sumiu. Os passos que ele dava em sua direção ecoavam no piso velho de madeira. Por um instante, quando ele passou pela única tocha que ali havia, pôde ver olhos vermelhos. Tão vermelhos quanto o sangue. Assustou-se ainda mais. Sentiu os dedos frios fecharem-se com força em seu braço e foi levantado com brutalidade, sendo arrastado para fora dali.
Não entendia o que estava havendo, ele não iria matá-lo? Podia apenas tentar acompanhar o passo daquela pessoa de manto negro, vendo as sombras tremeluzirem na parede. Bem próximo de onde ele o havia retirado, o garoto pôde ver um corpo no chão. Seu... seu... pai? Podia reconhecer o rosto duro e envelhecido, mas os olhos negros que sempre brilhavam, mesmo sendo de raiva na maior parte das vezes, estavam opacos, sem vida. Então reparou no grande corte existente no tórax dele, visível pela túnica rasgada. Odiava-o. Odiava seu pai por bater nele, por tudo que o fizera passar, mas mesmo assim não pôde evitar de choramingar por vê-lo daquela forma. Ouviu uma voz gutural saindo pelo capuz do vulto.
"Calado."
O ruivo mordeu os lábios, engolindo o choro. Não conseguia falar, não conseguia esboçar uma reação e correr dali. Passaram por vários outro corredores, e quando avistou a porta do salão principal onde normalmente estariam todos os padres, para a missa noturna, só havia corpos sem vida no chão. Desta vez não conseguiu evitar um grito alto. Era tanto sangue... Tanto. Surpreso com o grito da criança, o homem acabou soltando seu braço. Foi o suficiente para as forças voltarem ao pequeno, que saiu correndo em disparada pelo caminho contrario. Sua mente estava uma confusão, os olhos sem cor. E doía... doía tanto. Não entendia... por quê? Por que aquilo?
Achava que havia conseguido fugir, mas não parava de correr. Se possível queria encontrar a outra entrada do mosteiro e sair. Mas quando estava quase alcançando a porta o assassino de todas as pessoas que moravam naquele lugar surgiu em sua frente. Com uma velocidade assombrosa, como se tivesse vindo do nada. O capuz havia caído e conseguia ver o rosto de expressão cruel. Os olhos vermelhos parecendo dilatados. Uma luz muito forte saiu de uma das mãos daquele homem e perdeu os sentidos.
--Fim do Flashback--
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Well... Esse demorou mesmo não é? Desculpem-me... a criatividade me largou e estava cheia de provas... mas agora acho que vou poder escrever mais rápido e postar antes. Espero que gostem desse capitulo.
A.M.
