Mudanças

--Capitulo 5--

Deslizou as mãos que estavam nos ombros dele para as costas, puxando o ruivo para mais perto e impedindo-o de fugir. Sentia que ele não correspondia ao beijo e oferecia uma parca resistência, mas mesmo assim, continuou com o toque, o beijo forte, porem carinhoso, as mãos deslizando um tanto sobre as costas, em meio aos cabelos ruivos. Em dado momento sentiu o corpo de Valentine relaxar e até mesmo surpreendeu-se quando ele entreabriu os lábios, permitindo que aprofundasse o beijo. Desejo... Sentia atração pelo ruivo, mas... Naquele momento, ao sentir a tímida resposta dele, ao perceber que ele não se opunha a aquilo, percebeu algo diferente... Não era só... Só desejo. Sentia preocupação, curiosidade sobre ele e até... Carinho. O próprio kyoto, que nunca se dava nem ao trabalho de ser agradável com ninguém agora tinha aquele tipo de sentimento terno dentro de si... De alguma forma...

Partiu o beijo por fim, um sorriso diferente pairando nos lábios, e abriu os olhos, observando Harpia, esperando qual seria a reação dele. Por fim escutou um leve murmurar.

"Por quê?"

Depois de o toque ter cessado, Valentine manteve os olhos fechados por um momento, mas por fim abriu-os, observando o kyoto com uma expressão confusa, a face um tanto rubra e a voz saiu num tom baixo. Por que Radamanthys o havia... Beijado? E... Por que não reagira quando ele o tocara? Por que não se afastava mesmo que ele continuasse a segura-lo contra si? Por que havia... Correspondido? E por que aquele sorriso quase... Terno? Sim, terno, estava no rosto dele?

"Pergunto a você... por que não fugiu?"

O ruivo teve a impressão de ter ouvido um "como sempre" após aquelas palavras, mas provavelmente fora só sua imaginação. Mas sim... Por quê? Nem ele mesmo sabia... O beijo do kyoto não fora bruto, nem agressivo... O pegara de surpresa, mas... Não o fizera reagir. Estranhava a própria reação... E também... Por que mesmo agora seu corpo não se movia para afastar-se do dele...? Quase ouvia o próprio coração ainda batendo rápido, sem controle, e tentava manter uma expressão séria, embora os olhos verdes negassem isso completamente. O que diria, o que poderia dizer para ele? Seu corpo não reagira como esperava, apenas isso... Em dado momento sentiu o toque de uma das mãos dele em seu rosto e percebeu que se perdera em pensamentos e não respondera. Surpreendeu-se ao ouvi-lo perguntar, num tom que poderia jurar ser de preocupação se não viesse de quem tinha vindo.

"Está tudo bem?"

As palavras baixas que escaparam pelos lábios rosados do espectro antes que o mesmo percebesse foram num tom um tanto defensivo.

"Desde quando o senhor se importa?"

Ao ouvir as palavras dele, o kyoto perguntou a si próprio. Não saberia dizer. Quando não o ouvira responder, reagir, apenas... Observa-lo mudo e parecendo perdido, algo o impelira a querer saber se estava tudo bem... De repente deu-se por conta de que queria que ele sorrisse, que queria que ele não o afastasse... Quase riu de si mesmo ao perceber que tinha medo de ser... Rejeitado? Mas... Como assim rejeitado? Não tinha nada com ele nem sentia nada e... Isso não era bem verdade, ignorara até agora, porem ao ver os olhos inquisidores fitando-o, admitia pela primeira vez que sim... Sentia algo... E também vinha a sua mente, no momento, a idéia de que talvez o ruivo sentisse algo... Ou não teria correspondido ao beijo... Ou não teria permanecido ali até o momento... Decidiu arriscar... Se preciso fosse.. Tentaria convence-lo...

"Não sei... mas há algum tempo me importo com você Valentine..."

Chamara-o pelo nome, e todos no meikai sabiam que era formal, chamava espectros ou kyotos apenas pela sapuris... Nunca pelo nome. Viu a surpresa, a confusão nos olhos verdes e não deu tempo para que ele respondesse, aproximando novamente o rosto do dele, novamente beijando-o. Mais uma vez sentiu as mãos do espectro o empurrarem por um momento, tentando afastáo, tentando afastdo-o rarem por um momenooximando novamente o rosto do dele. -lo. Abraçou-o mais forte, mais uma vez puxando-o contra si, impedindo-o de se afastar enquanto, sem permissão, forçou passagem entre os lábios macios. Inacreditavelmente se sentia inseguro, de novo, mas não deixava nada disso transparecer, seria humilhante caso ocorresse.

Ficou sem reação ao ouvi-lo chamar seu nome... Nome... Ao.. Dizer aquelas palavras. Se importava consigo? Como assim? Mas antes que pudesse argumentar mais uma vez se via preso pelos lábios dele, e de novo não conseguiu resistir. Estava confuso demais com o que ouvira.. Já estava confuso antes... Mas ao menos... Ao menos por enquanto, se deixaria levar. E apesar de qualquer outra coisa, sentia o carinho vindo daquele toque, e isso um tanto que impedia qualquer reação negativa. Carinho.. Ternura... Não havia jamais experimentado isso... Nem com o bêbado que seu pai era e com certeza nem depois, no exaustivo e cruel treinamento do meikai e na guerra santa... Mas agora...

E ao mesmo tempo em que a confusão o impedia de reagir, essa mesma sensação o fez finalmente conseguir se afastar, partindo o beijo e murmurando que ele parasse num tom ofegante. Por um momento viu uma expressão frustrada e que diria até mesmo triste no rosto dele. Mas não conseguiria ficar ali... Tinha... Tinha de pensar. O porquê daquilo, no que significava o repentino carinho do kyoto por si... E no que ele próprio sentia... Viu a mão que foi estendida em sua direção, como que pedindo que se aproximasse, mas mesmo assim deu as costas, erguendo o cosmo por um momento e logo desaparecendo das vistas de Radamanthys.

O dono dos olhos dourados estendeu uma das mãos ao espectro quando ele se afastou num mudo pedido para que ele não se fosse, mas não demorou muito para não conseguir mais vê-lo. Suspirou, crispando as mãos e rangendo os dentes, mesmo sabendo que aquilo poderia acontecer, não esperava aquela reação, não esperava que ele fugisse depois de ter aceitado seus beijos e toques daquela forma... Percebera que ele se deixara levar, e se atreveria a dizer que o ruivo até mesmo gostara daquilo, mas... Então por que ele não estava ali? Bufou, irritado, ficar confuso daquela forma não era próprio de si... Procurou pelo cosmo de Valentine, ao mesmo tempo surpreso e não ao perceber que não podia encontrá-lo.

E o vento frio continuava a passar por seu corpo quando, em passos firmes, saia do cocyte. Lembrou-se então de que tinha uma reunião com Ayacos e Minos, no castelo de Hades, e teve vontade de se bater... Como esquecera aquilo? Ergueu o cosmo, dirigindo-se rapidamente aosá seus aposentos, vestindo uma camisa e a negra sapuris e então rumando para onde Garuda e Griffon estavam.

Não demorou a chegar à sala de onde vinham os dois poderosos cosmos. E estavam reunidos, um tanto inquietos. Abriu a grande porta de madeira escura, entrando na sala e deixando-a bater, sentando-se numa das cadeiras dispostas ao longo de uma grande mesa.

"Negligenciando seus deveres Wyvern?"

O loiro rosnou ao ouvir a voz fria e irônica do kyoto de longos cabelos e voltou-se para ele, a expressão totalmente indiferente com apenas uma quase não aparente irritação, os olhos dourados num brilho estranho. Não tinha de se explicar para ele, e com certeza não o faria. Quem ele pensava que era afinal?

"Qual é o objetivo disso tudo afinal?"

Garuda tomou a palavra. Hades mandara alguns mensageiros comunicarem aos três kyotos que tinham de decidir sobre uma importante missão. Os mensageiros porem eram apenas humanos comuns, soldados do inferno sem cosmos, e o que lhe entregaria a mensagem fora morto por um demônio, tendo tempo apenas de relatar parte do conteúdo que deveria.

"Atenha-se ao objetivo principal, Garuda..."

Dessa vez quem falou foi o próprio Radamanthys, irritado com a demora. Não gostava daqueles dois, eles não gostavam um do outro e nem de si. Que aquilo acabasse assim que possivel. Lembrou-se então da mensagem que recebera no dia anterior. Um grupo de demônios fora do controle de Lord Hades havia encontrado uma passagem para o mundo humano e alguns haviam escapado, causando certo caos. A missão provavelmente duraria um bom tempo. Controlar os demônios, faze-los aceitar as ordens de lord hades, faze-los voltar ao meikai e dar um jeito de fechar a passagem para o mundo humano. E quem quer que fosse o kyoto escolhido deveria escolher o espectro mais forte para assumir parte de suas obrigações durante esse período.

A discussão foi difícil, mas por fim chegaram a um certo consenso. Radamanthys de Wyvern teria de realizar aquela missão. Assim que a decisão foi formalizada o inglês retirou-se da sala, indo até seus aposentos e fechando-se no escritório, era meio da tarde ainda. Teria de ir para o mundo humano em dois dias e haviam coisas a serem decididas. Qual espectro ficaria em 'seu lugar' enquanto estivesse fora, por exemplo. Pensou primeiro em Myuu de Papyllon era uma boa opção, era um espectro realmente forte e centrado, mas... Sim, lembrou-se agora, ele fora mandado em uma missão por Hades fazia uma semana e o senhor do mundo dos mortos não lhe quisera dizer o objetivo daquilo. Talvez então...

"...Valentine."

Sim, reconhecia isso, o principal guardião do Cocyte tinha uma boa capacidade de liderança em momentos necessários e não era nada fraco, já tivera provas disso, ele sabia lidar com os demônios e demais espectros de forma imparcial, talvez até demais. Ignorando o que talvez sentisse por ele, era uma boa escolha, mas... Teria de falar com ele. E tinha de admitir que não fazia idéia de onde ele se encontrava... Diabos. Escreveu uma curta e fria mensagem, exigindo que ele estivesse em sua presença no outro dia e mandou um dos soldados do Meikai deixar na moradia dele. Teria de cuidar agora de assuntos burocráticos e verificar as prisões.

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O espectro de Harpia apenas soube da missão na qual seu superior iria quando a porta de sua casa, para a qual tinha voltado ha pouco tempo distraído, abriu, entrando por ela um certo loiro de olhos azuis escuros, segurando uma carta, uma expressão com uma perceptível fingida indignação.

"Agora EU virei mensageiro é? E você Valens, devia receber as próprias cartas sabe?! Um soldado de Radamanthys foi me procurar por que tinha de lhe entregar algo e você não estava e--"

Parou de falar quando viu o ruivo a sua frente levantar-seou-se da... Mesa? Sim, mesa, onde estava sentado e andarou até ele, tirando a carta de sua mão e abrindo-a. Bufou, vendo-o ignorá-lo completamente e apoiou as costas na porta, observando-o ler enquanto erguia um tanto do próprio cosmo, se aquecendo. Sylphid realmente não suportava o frio e não entendia como o ser a sua frente suportava aquela temperatura ao ponto de estar com uma camisa sem mangas. Reparou melhor nele, vendo que realmente, de alguns dias para o tempo atual ele realmente mudara muito. Apesar da expressão concentrada e séria como sempre era possivel ver certa diferença. Como vira antes, o olhar sempre apagado parecia agora ter certo brilho que nunca vira e... Aquela insegurança, que sempre notara, mas com a qual nunca se importara, parecia ter sumido do ruivo. Ele parecia até bastante... Decidido. E... Vendo as expressões dele ao ler a carta, 'decididamente' irritado.

"Quando você recebeu isso Sylphid?"

"Er.. Bem.. Para falar a verdade... Ontem..."

Valentine fuzilou o outro com o olhar, a 'bela e com certeza amigável' carta de Radamanthys exigia que se apresentasse nos aposentos do kyoto de manhã. Daquele mesmo dia, mas... Já era quase noite. Rosnou um 'eu vou te matar... Mais tarde... ' Para o Basilisco e saiu pela porta, não se importando em deixá-lo em sua casa. Chamou a armadura com o cosmo e dirigiu-se rapidamente para o castelo de Hades, chegando apenas um pouco ofegante e parando a porta do kyoto Wyvern. Bateu na porta e enquanto esperava os pensamentos eram rápidos.

Lembrava da última conversa que tivera com o kyoto. Do beijo. Alias... Dos beijos. Do fato de que fugira dele e... O que pensara depois daquilo, no tempo que ficara num canto afastado do cocyte. E que realmente precisava conversar com o inglês, mas aquilo pelo visto não seria possivel. Não do jeito que queria. Com aquela missão por vir com certeza falariam só de assuntos relacionados ao meikai e... Diabos, desde quando queria se concentrar em algo além disso? Viu a porta ser aberta e viu o homem loiro olhando-o com uma expressão impaciente e séria, mandando que entrasse e depois fechou a porta. Realmente... Radamanthys voltara ao normal. Fez o que ele disse ainda pensando um tanto. Mas então por que ele agira daquela forma antes? Seu raciocínio foi cortado por uma voz séria.

"Está... Atrasado. Harpia."

"Desculpe-me Wyvern, só recebi seu aviso há poucos minutos."

Falou num tom sério, sem um pingo de sentimento. Não estava ali para isso. Viu-o apenas erguer uma sobrancelha e suspirando, sentando-se numa cadeira, o porte altivo de sempre quase o intimidando. Quase. Vendo que ele não iria falar, perguntou.

"Por que me chamou aqui?"

"A missão. Preciso de alguém que vistorie as coisas enquanto eu estiver ausente. Será você."

O ruivo estranhou o que ele disse, realmente tinha certeza que ele não fazia isso pelo que dissera sentir, mas... O kyoto tinha noção de que ele não era o mais forte, por que então? Bem, não estava ali para questioná-lo. Sua função era acatar ordens e cumpri-las. Confirmou o que ele dissera com um movimento de cabeça, inclinando levemente o corpo num movimento respeitoso.

Conversaram por algum tempo decidindo os pormenores e discutindo o necessário. Por fim o ruivo levantou-se da cadeira onde se sentara, despedindo-se do outro e indo em direção a porta, pensativo um tanto. Levou a mão à maçaneta da porta, e ia abri-la quando sentiu uma mão segurando seu pulso, puxando-o para trás e fazendo com que se virasse. Surpreso, encarou o kyoto numa muda pergunta, vendo então um sorriso estranho nos lábios dele, vendo esses mesmo lábios se moverem e escutando o que ele dizia.

"Você ainda não me respondeu... Valentine..."

De novo aquele comportamento? Qual o motivo daquilo de repente e... Que resposta a qual pergunta? Murmurou baixo, embora começasse a ter idéia do que ele falava.

"O que?"

Radamanthys sorriu de canto ao perceber a reação do espectro de Harpia. Mesmo que não permitisse ao outro ver, não tinha certeza se ele se não se afastaria quando o tocasse, mas... Pelo visto ele não iria. Ouviu a pergunta e ao olhar para aqueles orbes verdes era fácil ver que ele sabia do que falava. Aproximou um tanto o rosto do dele, dizendo num tom sério.

"Não deixarei que fuja dessa vez sem ao menos uma palavra.."

Antes que o outro pudesse responder o inglês puxou-o de encontro a si, prendendo-o entre seus braços e tomando os lábios finos num beijo carinhoso, sentindo que ele não resistira apenas pela surpresa, mas continuou com o toque igualmente, sorrindo internamente ao sentir uma leve resposta dele e um leve estremecimento do corpo esguio, surpreendendo-se porem quando o outro se afastou de si, olhando-o totalmente vermelho.

"Pa.. Pare com isso..."

"Por quê? Meus toques são repugnantes para ti? Não o vi fugir, olhando-me com medo como fazia há algum tempo atrás."

Viu uma leve hesitação na expressão usualmente séria dele e não pôde evitar de sorrir levemente, vendo-o mais corado a esse gesto, abaixando a cabeça levemente. A insegurança do ruivo logo foi substituída por uma estranha seriedade misturada com timidez e o viu crispar as mãos antes de responder.

"Eu.. Não, não tenho desgostos de seus toques, mas... por que essa mudança de comportamento assim tão de repente?"

O kyoto suspirou, mais uma vez percebia como aquele espectro conseguia reverter uma situação com uma única frase, mas pelo menos ele havia dito que gostava de seus... Beijos. Bom, não havia dito exatamente que gostava, mas... Não deixava de ser. Mas sim, tinha de responder a pergunta dele.

"Por que eu senti vontade... Espere, deixe-me explicar melhor. Por que desde que te encontrei na biblioteca naquele dia tenho pensado em você mais do que seria o adequado, por que me agrado com tua presença e tenho interesse no que se refere a ti. Agora... Há pouco lhe tratei daquela forma por que eu realmente tinha de deixar meus sentimentos de lado por um momento para dar razão ao que importava na hora. A missão. O meikai."

Certo, realmente não havia começado a se explicar de uma forma boa, mas... Diabos, não estava acostumado a tratar as pessoas daquela forma. E pelo que conhecia da personalidade daquele espectro, se fosse rude demais ou beirasse o desrespeitoso ele iria embora sem uma palavra. Continuou, atento a face do outro, de qualquer forma, teria de ser direto, pois já percebera que ele tentava fugir a suas perguntas.

"E se você quisesse, eu gostaria de ser mais do que apenas o seu superior no meikai."

Tinha como ignorar agora? Mais direto no assunto que isso seria quase impossivel, pensou Valentine. Pensou um pouco antes de falar algo. Realmente.. Pelo que percebera o kyoto era realmente o único que parecia poder tocá-lo sem que seu subconsciente o fizesse se afastar na hora. Mesmo quando Sylphid tocava em seu braço ou ombro, enquanto conversavam, não conseguia não sentir um pouco de... Receio. E isso não acontecia com Radamanthys. Abriu a boca para falar, mas foi só observar aqueles estranhos olhos dourados que perdeu as palavras. Talvez... Talvez uma boa forma de respondê-lo seria por gestos ao invés de ações e... Por que tinha de ficar pensando naquilo? Cortou a mínima distancia entre eles e ergueu apenas um tanto o rosto, juntando os lábios aos do inglês, sentindo um tanto de surpresa por parte dele, mas logo depois os braços envolveram-no em outro abraço e deixou-se levar por aquele beijo que se aprofundava.

Surpresa era apelido para o que ele, um kyoto, sentira. Imaginara um leve concordar ou discordar de cabeça, uma resposta murmurada, mas... Aquilo? Um beijo? Realmente de certas formas aquele ruivo era imprevisível, mas.. Pelo que entendera então ele não tinha nada contra quanto aos dois ficarem juntos. Partiu o beijo, apenas olhando o outro, ainda de olhos fechados, bastante vermelho, e não evitou de sorrir novamente ao ver os orbes verdes abrindo-se e encarando-o.

Mas logo após o cipriota se afastou, dizendo que estava tarde e que tinha de voltar para o cocyte. Mesmo assim tinha certeza de ter visto um pequeno e tímido sorriso no rosto dele. Quando a porta se fechou voltou-se para a mesa, pensando que realmente, era uma hora não muito agradável para resolverem lhe dar uma missão...