Os quatro clãs – cap 10

Havia dado meia noite, sendo assim todos os feitiços de glamour se desfizeram, truque sujo de Dumbledore para que os casais mais tímidos fossem forçados a mostrar um para o outro quem era quem.

Harry e Gina pararam bem a caminho de um novo beijo e se viraram na direção do barulho, Harry estava paralisado, centenas de comensais simplesmente se materializaram do nada bem nos meio dos jardins de Hogwarts, tinha conseguido de alguma forma driblar as proteções da escola. O único lugar que sempre pode se sentir totalmente seguro e protegido.

- Harry! Você precisa procuram Dumbledore, eles não podem te ver!

Ela segurou a mão do garoto e começou a correr desesperadamente desviando de todo tipo de feitiços que voavam pro cima de suas cabeças, mas de repente o garoto estacou.

- Não posso deixá-los! Os alunos, tenho que ajudá-los Gina!

- Harry, por favor, você não vai conseguir fazer nada contra centenas de comensais, além disso, você sabe que não pode ser pego, isso é mais importante do que tudo!

- Não vá você procure se abrigar no castelo.

- Por Merlin Harry vamos! – lágrmas de aflição brotaram nos cantos de seus olhos. Diante disso Harry cedeu.

No caminho avistaram, professores e membros da Ordem que tinha chegado para ajudar na batalha, alguns já foram cuidar dos feridos que só aumentavam, o numero ainda era pequeno, os Aurores com certeza foram chamados e devido a desvantagem numérica no momento somente com a chegada deles poderiam ter chance contra o exercito das trevas.

Depois da chegada dos mesmor ainda assim a luta era feroz, comensais estavam fora de seu estado comum, elo que se podia perceber Voldemort conseguira induzir neles algo com efeito preciso com um Imperius, e o resultado era desastroso para o lado da fênix, os comensais lutavam sem se importar com eles, só em matar tudo e todos que conseguissem, em nada lembravam a maioria dos covardes que o lord das trevas tinha, esse agora eram maquinas de matar.

Dumbledore descia pelas escadas principais derrubando vários comensais com um único feitiço.

- Harry, entre no castelo! Rápido!

Mas nem um passo mais o garoto conseguiu dar, sentiu uma dor tão forte que seus joelhos enfraqueceram e cederam, seu peito subindo e descendo enquanto ele lutava contra Voldemor que tentava entrar na sua mente, mas desse vez foi tão diferente, mais forte, ele caiu no chão gemendo e arfando, os olhos saindo de foco.

- Não! Harry, o que está acontecendo? – ela correu para ajudar o garoto mas foi surpreendida quando num piscar de olhos ele se levantou e suas mãos voaram em seu pescoço. Ela tentou se soltar, mas o aperto era forte demais, seu fôlego ia se extinguindo, os ruídos ensurdecedores da guerra ao seu redor parecendo muito distante, seu coração sangrando por que Harry. Seu Harry estava fazendo isso com ela, e ela não tinha mais forças para raciocinar o que estava acontecendo, sue vista turvando rapidamente.

- Nãããão! – Ron veio correndo apressadamente sem entender também, sua Irma sendo estrangulada por seu amigo, sem motivos sem sentido...

- Estupefaça! – Graças a Merlin Hermione tinha senso pratico por que se não fosse pro ela, ele ia ficar estupefato demais para fazer alguma coisa.

- Tem algo errado com ele!

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Atraído pela confusão e os gritos de Ron, Lucius Malfoy se virou para olhar o que acontecia ali. Um garoto estrangulando a menina ruiva, seria algum filho de comensais? De repente a sangue ruim amiga de Potter chega e estupora o menino, insuportável, sempre estragando tudo. Depois de um tempo percebeu algo muito estranho, o feitiço não tinha feito nada com o rapaz, ele se virou na sua direção bruscamente.

- Potter? Que diabos...?

Era Potter? Mas tinha algo estranho nele, os olhos muito escuros, a pele tão pálida que parecia cera, e a cicatriz sangrava como se tivesse acabado de ser feita, seu lábios se curvaram num sorriso que ele conhecia muito bem, sentiu um arrepio subindo a coluna, seria possível...? Sim. Sua boca se curvou num sorriso satisfeito enquanto o garoto se aproximava suas pupilas dilatadas mas agora de perto podia vê-las melhor. Eram vermelhas. Era seu mestre. E aquele brilhos insano e obsessivo nos olhos de Potter ficavam estranhos demais, seu mestre sabia como fazer os outros sofrerem essa vitima em especial... nunca esqueceria o que aconteceu - hoje.

- Milord. – fez uma reverencia, o corpo era outro mas ainda assim, devia respeito a seu mestre.

- Lucius, Se assegure de que ninguém me atacará no corpo do garoto.

Ele se virou e olhou ao redor, a satisfação evidente no rosto do salvador do mundo mágico era quase obscena, ainda mais doentio porque a cena que se passava era cruel demais.

- Lindo não? – se referindo ao pandemônio que ele próprio instalara.

- Sim mestre – Lucius se mexeu desconfortavelmente, ainda na posição de reverencia.

- Nervoso? – a voz baixa, cruel e sibilante saiu estranha da garganta de Harry Potter.

- Apenas acho que não é seguro aqui mestre, estamos no meio da batalha, podemos ser atingidos se continuarmos parados.

- Sim, sim, claro. Vá estourar os miolos de alguns sangue-ruins Lucius.

Tonks observou a interação de Harry com Lucius Malfoy com um mau pressentimento. Derrotou o comensal com quem estava lutando e se aproximou depois que Malfoy foi embora.

Grande erro. Um feixe de luz vermelha depois e estava inconsciente.

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Ao ver Harry atingindo Tonks, Remus sentiu um desespero e sentimento de urgência muito grande que o fez derrubar Rodolfo Lestrange quase imediatamente, mas para sua angustia Balatrix tomou o seu lugar quase que imediatamente.

Fred e George lutavam lado a lado e procuravam outros comensais para derrubar como se aquilo fosse uma grande brincadeira, perceberam Lupin com problemas e se aproximaram.

-Vai uma força Lupin?

- Sim, me cubram e eu vou procurar Tonks ela esta em perigo!

- Que bonitinho, o Lobisomem quer salvar a amada dos comensais malvados. Comovente.

A voz de Belatrix era muito irritante, suas provocações ainda mais, então como se fosse reflexo os feitiços voaram em sua direção.

- Crucio!

- Petrificus Totalus.

Fred olhou o irmão aborrecido.

- Desculpe, erro de calculo dessa vez. Se quiser eu acordo ela pra você lançar seu cruciatus!

Os olhos de Fred brilharam.

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Remus correu ate a beira do lago onde Tonks estava jogada, se aproximou rapidamente verificou o estado da bruxa e tentou descobrir que feitiço teria a atingido, no desespero de salvar a mulher nem se deu conta que Harry se aproximava. Não exatamente Harry .

- Olá Lupin.

Harry não o chamaria desse jeito, nem tinha essa voz fria. Principalmente nunca atacaria Tonks.

- Harry, por que atacou Tonks, me explique agora.

Ele deu um risinho.

- Acho que não. Até nunca mais Lobisomem.

Harry nunca em hipótese alguma o chamaria de lobisomem, ainda mais desse jeito venenoso, seus sentidos entraram em alerta total, e antes que ele abrisse a boca, Remus já sabia o feitiço que viria a seguir.

- Avada Kedavra!

Ele apenas fechou os olhos e esperou.

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Um pouco antes:

- Tio Sev, por favor!

- não Draco, seu pai esta aí e voce sabe disso? Como voce vai explicar por que esta derrubando comensais?

- E meus amigos? Nos estamos perdendo! Se continuar assim, vão matar muitas crianças da escola, elas não sabe se defender de nada!

- Não, veja o reforço já chegou e a batalha será equilibrada e logo terminará.

A atenção dos dois foi para o lago onde Harry atacava Remus.

- Droga! Preste atenção Draco, você vai ficar aqui escondido, não saia por nada.

- O caramba que eu vou ficar me escondendo aqui na floresta enquanto tem algo errado com o Harry, olha lá, ele parece que está brigando com o professor Lupin, tem que ter algo errado!'

- EU vou lá. – Severus começou a se exaltar, mas retomou o controle e continuou com urgência pressentindo o pior que poderia ter acontecido. Fique aqui. – seu olhar deixava claro que deveria ser desobedecido por nada.

- Me prometa.

- ta – foi mais um resmungo do que uma resposta de Draco, então ele reiterou com um aceno de cabeça.

Severus foi correndo para o lago.

Potter lançou a maldição imperdoável e ele por reflexo se jogou na frente do lobisomem. Era isso, de olhos fechados ele pode ver por entre as pálpebras o reflexo esverdeado. Era isso.

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Remus esperou, mas nada acontecia. Abriu os olhos e não acreditou, Severus Snape tinha se jogado na sua frente para salvá-lo. Na frente da maldição de morte de Harry.

N/A: Meu Deus faz mais de um ano que nunca mais postei nada aqui né? Nem vou pedir desculpas pq vcs com certeza estão me odiando, mas eu fui tão atropelada por tudo que aconteceu esse ano que não teve como, mesmo agora eu faço faculdade então ficou mais complicado, e eu Tb não fiquei satisfeita com o último capítulo, ficou muito longe de como eu queria levar a fic, então agora não vou colocar todos os capítulos do mesmo jeito nem do mesmo tamanho e acho que vocês vão perceber a diferença quando lerem, eu acho q o que eu escrevi desde então bem diferente, mas não prometo mais prazos, pq depois se eu não cumprir não vão me dizer que eu atrasei, mas vou colocar assim que puder, dependendo de vcs claro, cadê o povo que lia essa fic? Vcs ainda vão ler? Me mandem reviews e aí eu vou ver, se ainda tiver quem leia continuo, se não, continuo mas não posto... por favor, me digam o que vcs acham da mudança.

Beijos