Gíria usada: Chá de urubu= Café

Esse link mostra o caminhão do Jared, por fora e por dentro, sonhem: http:**/**blogdocaminhoneiro**.***com**/2009/06/** **internacional-lonestar-caminhao-de-luxo/

Cap-3

Teu sorriso iluminado
Fez revolução em mim
E por tudo que é sagrado
Nunca imaginei querer alguém assim
Feito água cristalina
Rio procurando o mar
O desejo me alucina
Faço qualquer coisa pra você ficar.

Jensen pov.

Mesmo depois que Jared saiu correndo do escritório, continuei encostado na parede, minhas pernas estavam bambas. "Caramba se apenas com um beijo fiquei assim..."

- O que aconteceu? – Pisquei para o Misha e pela forma que ele me olhava, parecia que estava parado me olhando há algum tempo.

- Nada. – Sei que não convenci o moreno, mas isso realmente não importava. Continuava viajando nas sensações que Jared tinha deixado no meu corpo.

- Jensen uma carreta passou por cima do teu cérebro? – Misha perguntou me olhando nos olhos. Continuei calado, parecia exagero estar perdido daquele jeito, mas desejei tanto esse beijo, o imaginei de tantas maneiras. Parece, e é clichê, a realidade superou em mais de 1000% a minha imaginação. – Amanhã, ficarei fazendo o carreto de grão para o porto de Michigan, junto com o Mark e o Ty. – Informou o gerente.

- Ty? – Nesse momento me lembrei do moreno.

- Sim, algum problema?

- Não. – Na verdade tinha, mas nada em relação a trabalho. Eu ia fazer algo que detestava: magoar alguém. Porém não posso abrir mão do Jared, eu já tinha desistido dele, desde que ouvir uma conversa da Genevieve com Alona.

Flash back

- Viu passarinho verde? – Alona perguntou para a Genevieve, eu estava tomando um café no balcão, logo após o almoço.

- Digamos que ouvir os sinos tocarem. – O sorriso da morena se tornou maior. – Sabe o novo carreteiro, o Jared? – Nesse momento me interessei pela fofocagem das duas. – Ontem ele me levou para casa e trocamos um beijo... – O risinho que ela deu me irritou profundamente.

- Carreteiro? Mas não era você que abria a boca que nunca se meteria com um carreteiro, que eles são uns brutos, machistas, e blá, blá, ... – Alona disse com ironia, imitando a amiga.

- Você já reparou no Jared? Um homem daquele vence qualquer preconceito. – Concordei com ela, eu mesmo não gostaria de me envolver com um carreteiro, mas Jared valia a pena o risco.

- Mas eu ouvir dizer que ele tem uma namorada e é fiel para ela. – Tive de rir, pois a namorada que Jared tinha e falava com ela, praticamente todas as noites, era eu.

- Pode até ser, mas apesar do beijo ter sido iniciativa minha, ele correspondeu. – Genevieve sorriu vitoriosa. – Consegui o telefone dele, manterei contato, seja quem for a senhora namorada de Jared Padalecki, se segure que estou no páreo.

Flash back off

Na ocasião me perguntei se tinha me enganado, pois achava que Jared tinha um pé no lado rosa da força, afinal ele nunca reclamava de nenhuma insinuação que eu fazia nos telefonemas trocados. Claro que nunca fui direto e ele nunca disse sim, mas também nunca disse não.

Em umas das minhas viagens recentes conheci o Ty, senti que ele se interessou por mim, infelizmente já estava apaixonado pelo Jared e cheio de esperanças. Mas depois desse episódio, resolvi dar uma chance para ele e para mim também.

Ty, trabalhava em uma empresa, mas quando descobriram que ele era gay, o mandaram procurar emprego nas empresas Ackles, uma brincadeira irônica, por minha causa, que rendeu mais um sermão do meu pai.

Flash Back

- Agora tenho mais um gay na empresa, apenas o aceitei por que a ficha dele é impecável. – Meu pai ligou apenas para reclamar. – E sabemos, que bons carreteiros, não dispensamos por que gosta de dá...

- Pai. – O interrompi antes que ele começasse a baixaria. - Se continuar assim podemos trocar as cores da empresa pelo Pink. – Resolvi falar para irritar o velho.

- Pink? – Ele era curioso.

- Uma espécie de rósea. Sabe que tem vários tipos: rósea bebê, rósea salmão, rósea...

- Para com essa frescura, e nem pensar mudar as cores da empresa. – Ri do absurdo de meu pai acreditar na troca de cores.

- Tudo bem pai, então dá um beijo na mamãe, tenho que desligar, pois mandei pintar a fachada, mas o careta do meu pai não quer. – Desliguei na cara dele no primeiro grito. Sabia que ele iria ligar para Alona e saber a verdade. Meu pai era um homem esperto, mas bobo quando se tratava da minha homossexualidade, tinha os piores estereótipos de gay na cabeça.

Flash back off

Hoje, Ty e eu, tínhamos marcado um jantar. A reserva estava feita, o que fazer? Pensei em ligar desmarcando, mas achei que seria muito covarde, e agora me arrumando para o encontro, me pergunto se não seria melhor ter fugido.

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- Oi, Ty. – Falei meio sem jeito quando me sentei na frente dele no restaurante. Era um lugar de bom gosto. Ele que escolheu. Diferente dos que nós carreteiro tínhamos o costume de frequentar, estávamos até de blazer, sem gravata. – Bonito lugar.

- Oi, Jensen. É muito bonito para pegar um fora. – Fiquei de boca aberta. – Você é a pessoa mais transparente que conheci Jensen Ackles.

- Pensei que tivesse os poderes do teu QRA. – Sorri ainda não muito a vontade, mas ia falar o que? De certa forma era um alívio, não saberia começar.

- Fica na boa, me meti nessa consciente. Quando te conheci, investi e não tive retorno, pensei que tivesse namorando, depois descobrir que não. Então supus que você estava apaixonado e era correspondido, ou tinha esperança. – Ty falava de um jeito calmo e conformado.

- Você descobriu isso apenas me observando. – Achei incrível.

- Isso para você ver que era um olho na estrada e outro em você. – Sorrimos. – Vamos aproveitar e jantar. Mas agora estou curioso, parecia que o destino tinha sorrido para mim e de repente percebo que era uma miragem. Tipo quando pensamos que a estrada está molhada no horizonte. A sua paixão deu o fora, tive a minha chance, mas agora ela voltou? É isso?

- Não é bem assim. – Apesar da conversa calma, a mágoa estava em seu olhar, e isso eu detestava saber que era por minha causa.

- Esquece... Vamos jantar.

- Champanhe. – O que estava tenso piorou quando o garçom chegou risonho com a garrafa. Mas logo se afastou, pois percebeu o clima.

- Vi em um filme, achei legal e romântico. – Ty começou a gargalhar e ri com ele. – Mas no final terminava em um: Felizes para sempre.

- Licença. – Era Jared no telefone, fui atender no banheiro.

- Onde você está? Por que ainda não me ligou? – A voz do moreno estava tão possessiva que em outra ocasião teria desligado o telefone, pois não sou propriedade de ninguém, mas achei tão fofo o ciúme dele.

- Calma. Estou jantando com o Ty...

- Com o Ty? – Acho que o ouviram em todo restaurante pelo grito que ele deu.

- Para de gritar. Estava marcado...

- Desmarcava. - Ele não me deixava falar.

- Jared para com isso, não deu. – Tive de ser firme.

- Tudo bem, depois a gente conversa, e não demora. – Acho que funcionou ele falou um pouco mais calmo. – Fica sabendo que o teu homem é ciumento e não vai aceitar jantarzinhos com amiguinhos.

"Meu homem." Essas duas palavrinhas esquentaram o meu corpo, e percebi que estava ferrado.

Jared PoV

Esse loiro me tira do sério, me arrisquei a ser descoberto apenas para marcar o território e ele me sai para jantar com o meu concorrente! Mas quando voltar ele vai me pagar direitinho essa graça, meu membro vibrou dentro da calça. E sorri ao imaginar os castigos para um loiro gostoso.

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- Alô. – Atendo o telefone no primeiro toque.

- Ainda com raiva? – A voz de Jensen chega zombeteira no meu ouvido.

- Lógico, o meu namorado saia para jantar com qualquer um, e nem consigo dormir por que estou longe para protegê-lo. – Acho que exagerei.

- Namorado? – Sinto Jensen sorrir. – Não me lembro de nenhum pedido de namoro.

- O meu beijo foi um pedido de namoro. Ou você acha que ando beijando em cada posto de parada? – Ele sorriu. O tom da nossa conversa estava mudando, indo para o lado mais intimo. – Não conseguir parar de pensar no teu beijo, nunca sair para estrada com tanta vontade de ficar.

- Acredito que se eu não tivesse ficado tão atordoado, teria mandado o comboio voltar. Apenas para te ter um pouquinho mais de tempo. – A voz de Jensen estava baixa e rouca, como nunca tinha ouvido. Resolvi parar de brigar de vez e arrancar algumas imoralidades daquela boca pornograficamente deliciosa.

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Meu pai dizia que depois que minha mãe deixou de viajar com ele constantemente, por nossa causa, que as horas nas estradas pareciam que estavam na marcha lenta, e hoje posso constatar que é verdade.

Estou no quinto dia de viagem, mas pelo tamanho da minha saudade diria que pareciam meses. Para completar os estivadores estavam em greve no porto de Nova Iorque. Talvez não consiga chegar ao oitavo dia como pensei.

- Nossas horas de trabalham aumentam, ficamos longe dos nossos filhos, esposas e assim para colocar todas as cargas no prazo e tem patrão que não paga hora extra. – Dizia um dos manifestantes.

Eu quero ficar no prazo, pois estou no atraso. Claro que aqui eu poderia procurar algum garoto de programa, mas quero guardar todo o meu tesão para o meu loiro.

Eu já o tive de todas as formas no meu pensamento, acho que a minha predileta é com ele de quatro, fico me imaginando beijando aquelas costas perfeitas.

Eu me lembro do dia em que ele estava verificando os pneus da carreta, apenas de calça jeans, a forma que cada músculo se mexia com os movimentos do braço, e as sardas...

- Tá de pau duro, a garota deve ser gostosa. – Steven bateu na minha coxa, devo policiar meus pensamentos em relação ao Jensen quando estiver em público.

- Algum prazo para a descarga? – Ignorei o comentário e parti para o que interessava.

- Parecem que hoje os patrões irão dar uma resposta, mas mesmo assim a fila está grande. Se der tudo certo, estaremos de volta em cinco dias e ai poderá resolver esse problema. – E ele apontou para as minhas calças, dando uma sonora gargalhada.

Jensen pov.

- Jensen, que ideia é esse mandar passagens áreas para os motoristas que estão presos no porto de Nova Iorque? – Alona me olhava como se eu estivesse louco, e acho que estou mesmo.

- Você não disse que tem muita carga e que esse atraso lá, pode nos atrasar aqui? – Argumentei, mas sabia que estava errado, a minha preocupação não era nada em relação a empresa, apenas estava louco para ver o Jared.

- E que adianta motorista sem caminhão? – A loira estava parada na minha frente buscando uma solução, mesmo que os carreteiros chegassem, teriam as suas horas de descanso, e isso não era apenas pela lei que exigia, mas por uma decisão moral da empresa.

- Verifica os nossos cadastros. – Carreteiro é um artigo de luxo, nos EUA temos um déficit de 20 mil no setor. – Qualquer coisa me coloca na escala, independente do Misha chegar. – Era tudo que não queria, pegar a estrada antes do Jared voltar.

Os meus dias são expectativas em relação às promessas de prazeres feitas por Jared, claro que não quero apenas isso, mas é o começo. Eu sei que tem muito mais coisa que apenas sexo entre nós dois.

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Pelas minhas informações o Jared chega hoje pela tarde. Consegui carreteiros para algumas cargas, porém o comboio dele terá o descanso mínimo, 36 horas. Geralmente são 72 horas aqui na empresa.

O pior é que vai ficar muitos dias fora, já estava com saudades antecipadas, pois teríamos tão pouco tempo juntos.

Misha chegou e dois dias depois estava na estrada novamente, estranhando por que não fiz questão de viajar, porém não falei nada. Vou deixar acontecer, vai que não dá certo?

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O Jared me ligou marcando o nosso encontro próximo a um dos rios, um lugar bem ermo, nem habitação tem. Não pude estar na empresa no horário de sua chegada, por culpa de uma reunião, mas assim que fiquei livre corri para casa. Sorria feito bobo enquanto me preparava para mais tarde.

Lembrei-me da minha mãe. Sempre sabíamos quando meu pai estava para voltar, pois eram os dias que começava a se vestir diferente, o humor mudava, ela cantava, podíamos fazer as piores travessuras, nada a tirava do sério.

Quando o caminhão do meu pai dobrava na esquina ele buzinava, a minha mãe corria para a rua, e nos proibia de sair. O primeiro abraço, beijo e sorriso tinham de ser dela, não me lembro de algum dia ter sido diferente. Eu ficava olhando pela janela, desejando um dia viver um amor assim, quem sabe será dessa vez?

Jared POV

Faz amor comigo, faz amor comigo
Me tira desta solidão
Vem matar minha saudade
Faz essa vontade
Do meu coração

Até que o atraso não foi muito, dois dias, mas para mim foram séculos. Estava com medo de que quando eu visse o Jensen não resistisse e o agarrasse em pleno pátio da empresa de tanta saudade e vontade de beijar aquela boca. Minha vida pode ser dividida antes e depois daquele beijo, se fosse uma droga seria com certeza a mais viciante do planeta.

Mas infelizmente teria de me controlar no meio das pessoas, nem quero imaginar se desconfiassem dos meus sentimentos e isso chegasse ao ouvido do meu pai.

Foi um sentimento contraditório quando ele avisou que não estaria na empresa quando eu chegasse. Estava triste por adiar o reencontro e aliviado, pois depois de dez dias cujo único pensamento era Jensen, talvez me derrubasse de imediato.

Marquei um encontro na beira do rio, um lugar onde dificilmente seriamos incomodados e ali o colocaria na minha boleia e o faria meu, não digo de todas as maneiras que imaginei, pois foram muitas, mas algumas... Acontecerão.

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Mandei lavar o meu cavalinho, e fui tomar um banho bem gostoso, comprei umas massas de micro-ondas, e vinho, eu sei que Jensen gosta dos dois.

Preparei uma mesa do lado fora, ao lado do meu azulão, poderia deixar a mesa dentro da cabine, mas para desmontá-la perderia tempo. Deixei a cama pronta, e pensar que logo teria o meu loirão de joelhos ali gemendo por mim.

Ainda bem que deixei para encontrar o Jensen aqui, pois quando ele desceu do seu carro, não pensei em nada, apenas em matar a minha vontade daquela boca.

Jensen Pov

- Oi, como... – Acho que posso me acostumar com essa maneira do Jared de interromper minhas palavras. Novamente aquela urgência no seu beijo, um beijo tão exigente, possessivo, tão avassalador, que meus sentidos ficam totalmente a mercê dele, pois sinto que ele pode fazer o que quiser de mim.

- Eu estava morrendo de saudade. – Quase me derreto com a intensidade daquele olhar. - Está com fome?

- Estou. – Sentir que ele preferia que eu não tivesse. – Com fome de você. – E capturei o seu sorriso entre meus lábios.

Eu sou um homem grande, então para a minha surpresa, Jared me segurou por baixo dos meus ombros e me carregou para dentro de sua boleia. Achei estranho, mas não posso negar que gostei, me apoiei em seu ombro que estava coberto apenas com uma camiseta de algodão.

Ele me jogou na cama e foi retirando a minha jaqueta pelo caminho, ia retirar sua camiseta, mas as minhas mãos perderam o caminho quando sentiram a pele quente do peito musculoso, gemi com o contato.

As mãos deles penetraram por dentro da minha camiseta e começaram a explorar minhas costas, ao mesmo tempo em que subia a vestimenta. Assim que me viu sem ela, atacou meus mamilos mordendo e sugando, enquanto procurava o meu cinto e assim começar a próxima etapa para me despir.

Para não ficar atrás resolvi também continuar a minha viagem e arranquei sua camiseta, perdi a capacidade de respirar diante dos músculos perfeitos que formavam aquele peitoral, e compreendi a facilidade com que me carregou.

Porém ele também gostou do que via e nesse momento percebi que estava completamente nu, não sei em que momento isso aconteceu.

- Eu quero que seja perfeito, como você quer que seja a nossa primeira vez? – Ele me perguntou, interrompendo a minha contemplação do seu corpo.

- Como assim? – Não tinha entendido a sua pergunta.

- Sua posição predileta. Eu imaginei te fodendo de várias maneiras, mas quero que escolha a primeira vez. – Olhei para o Jared e pensei como explicar para ele a minha maneira de fazer sexo.

- Jared, eu sei que esse não é o momento de conversar, mas...

Jared Pov.

- Você é o ativo? – Gelei, por que se ele não aceitasse ficar por baixo, como ia ficar o nosso relacionamento? Eu nunca fui o passivo, e não sei se toparia ficar de quatro, principalmente vendo o tamanho do cambio de marcha do loiro.

- Não! Esse negócio de passivo ou ativo, não me incomoda. – Respirei aliviado, sou gay, mas sou o homem da relação. - Sou adepto do Gouinage.

- Gou... – Não vou nem perguntar se é de comer, pois já sei que não.

- Gouinage. – Jensen repetiu. – Há uns dois anos; viajei para um congresso em Paris, sobre os rumos dos transportes rodoviários no mundo. Conheci um francês, e isso é uma tendência por lá. – Primeiro fiquei com raiva do francês. Não gosto de ninguém que teve o prazer de tocar nesse corpo que agora é de uso exclusivo meu, mas continuei sem entender. – É sexo sem penetração.

- Sexo sem penetração. – Isso deve ser tão sem graça, pensei.

- Não é sem graça. – O Jensen riu, acho que meu pensamento transpareceu.

- Deve ser sem graça sim, ficar se esfregando como duas "Trucker." – Reclamei ainda não conformado.

- Na verdade essa forma de manter relações é inspirada no sexo entre mulheres. Vou te mostrar como é gostoso e diferente. – Pelo sorriso safado no rosto do loiro, acho que vale o risco, mas não vou abrir mão de coloca-lo de quatro e sorri imaginando o quanto ele deve ser apertado, por causa desse tal de gou... Alguma coisa.

Jensen retirou o resto da minha roupa e me deitou na cama e fiquei recostado nas diversas almofadas que coloquei ali para esse momento, e com o loiro sobre mim entre as minhas pernas. – Você vai gostar. – Já estava gostando, como não gostar de sentir a língua atrevida descendo sobre o meu corpo, desenhando trechos em direção ao meu falo que pulsava de ansiedade.

Prendi a respiração ao encarar o olhar que Jensen me deu antes de abocanhar o meu sexo. Soltei um palavrão e me segurei para não gozar, ainda bem que me masturbei antes desse encontro, porém acredito que não demorarei a me derramar nessa boca pornográfica e competente.

- Não. – Gemi quando ele interrompeu o boquete mais delicioso da minha vida.

- Sem pressa. Esse é o objetivo. – Eu queria ainda reclamar, mas fui calado, e me restou apenas chupar aquela língua que invadia a minha boca, nossos membros se esfregavam e suas mãos me apertavam a pele.

Resolvi agir um pouco abracei aquele corpo sardento e com dificuldades conseguir mudar de posição, pois apesar de que a minha cama era a maior da categoria, nós dois também éramos grandes.

Quando me meti entre as pernas de Jensen, a minha vontade era de mandar essa tal de Gou... Alguma coisa para fora da estrada e penetrar aquela entrada que por um momento pareceu piscar para mim.

Mas olhando para aquele loiro maravilhoso resolvi adiar um pouquinho. Jensen era como uma estrada, rodeada de paisagens perfeitas, tinha de ser percorrida bem devagar para aproveitar cada trecho da viagem.

- Posso te provar todinho? – Era a primeira vez que estava com um homem que não era um prostituto, e queria aproveitar e fazer tudo que nunca tinha feito.

- Estou aqui para isso. – E Jensen fechou os olhos e ofereceu o pescoço, em uma entrega total.

Meus lábios tomaram os deles, mas apesar de deliciosos não se demoraram muito ali, e desceram pela pele macia do pescoço, e ali deixei a minha primeira marca das inúmeras que pretendia. – Ai. – Um gemido rouco escapou de seus lábios diante da mordida recebida.

Continuei e voltei a sugar os mamilos, alternado entre um e outro. – Jared... – Meu nome saiu estrangulado e o abracei firme, pois o sentia perdendo o controle de seu corpo diante de minhas caricias.

E sem dar tréguas continuei o percurso, afinal o destino ainda não tinha sido alcançado e nem a carga entregue.

Quando cheguei ao sexo de Jensen, olhei para aquele monumento de puro músculo, cabeça rosada. – Jensen, eu nuca fiz isso...

- Se você não quiser. – Sua voz saiu baixa, essa pausa serviu para ele respirar.

- Não só quero, como preciso. – Falei, e provei com a ponta da língua. Senti o estremecimento do corpo sardento. – Acho que vai ser divertido. – A abocanhei devagar, era estranho, mas delicioso, por saber que fazia parte de Jensen e os gemidos que escapavam dele, me incentivavam a tentar colocar tudo na boca, era enorme.

Que imagem perfeita: pele suada, olhos semifechados, boca entreaberta, respiração acelerada, peitoral subindo e descendo, tão entregue e percebi que o momento era esse, peguei o lubrificante e procurei a sua entrada, e comecei a penetrá-lo, confirmando o quanto ele era apertado, sorrir, pois não teve nenhuma resistência.

Jensen Pov

Nunca me sentir assim: totalmente rendido, se eu fosse um bitrem estaria com os 26 pneus mais o estepe furados. Se eu pudesse falar naquele momento em que sentir seus dedos atrevidos me penetrarem, mandaria ele me possuir como devia ser. Porém nada coerente escapava da minha boca.

Fiquei surpreso quando ele me conduziu para frente da boleia, sentou no lugar do motorista e me fez sentar em seu colo, de pernas aberta, sentir o seu membro em meu traseiro, e Jared ajeitou o volante me prendendo junto a ele.

- Sabe quando você vai sair daqui? – Balancei a cabeça dizendo que não. – Quando eu gozar dentro de você. Dane-se sexo sem penetração. Aqui é a América. – Ele deu um sorriso tão safado. – E além do mais, sexo sem penetração é como ser convidado para um jantar e ficar sem o prato principal.

- Faça. - E o abracei e apoiando a minha cabeça em seu ombro. E esperei.

Arregalei os olhos de dor, nesse momento lembrei o quanto era dolorido e com Jared estava sendo terrível, por causa do seu tamanho.

– Calma, logo vai ficar bom. – Ele me falou quando tentei fugir. E começou a me beijar e manipular o meu membro, e ficou assim até se sentir totalmente dentro de mim. - Sabe aquela frase: "Veículo Longo" que vem escrita atrás das carretas? No meu caso se estende ao motorista.

- Você vai ficar fazendo piadinhas, ou vai mostrar que não é apenas tamanho? Que aguenta o tranco? – Provoquei, sei que não devia, e ia me arrepender por isso amanhã, mas o que importava era o agora.

Jared liberou o volante, me sentir livre, e comecei e me movimentar com a ajuda dele. Logo a dor se dissipou e foi totalmente esquecida. Nossos gemidos preenchiam toda a boleia.

Reclamei quando ele parou, me retirando de seu colo, o vazio se fez presente em meu corpo, mas durou pouco, pois assim que fiquei de joelho no banco do passageiro, voltou a me penetrar. – Quero te foder em cada parte dessa boleia, pois para onde olhar quero lembrar de você e de teus gemidos. Te prepara que essa viagem está longe de acabar.

33333

Ainda bem que hoje é domingo, o Jared acabou de sair, foi carregar, e eu estou aqui deitado e literalmente acabado, me sentindo usado e abusado, com dores pelo corpo todo, mas feliz, muito feliz.

Ficamos juntos desde sexta à noite, ele cumpriu a promessa. Me possuiu em todas as partes daquela boleia, depois viemos para a minha casa, onde tivemos a nossa primeira discórdia.

Flash back

Na madrugada de sábado viemos para a minha casa, onde tomamos banho juntos, e apenas isso, com carinho enxugamos um ao outro, nada de conotação sexual, não por falta de desejo, mas por puro cansaço, ele se aconchegou no meu ombro e assim dormimos.

Acordei com beijos e um cheiro gostoso de café. – Bom dia. – Quando abrir os olhos; encontrei o sorriso mais lindo já visto, e era dirigido a mim. – Preparei algo para gente, afinal desde ontem que não sei o que é comida. – Ele completou de maneira bem safada, mas realmente seja o que ele preparou para o jantar na noite anterior, ficou lá totalmente esquecido.

- Vou querer esse chá de urubu primeiro, e depois vamos ver o que tem de bom ai. – Falei olhando para o seu membro, pois ele não se deu o trabalho de se vestir.

- Isso vai ficar para depois. – O nosso almoço-café da manhã foi regado de carinho, insinuações, brincadeiras e um companheirismo cheio de intimidade, estava me sentindo realizado.

Ficamos na cama vendo televisão, ou melhor, tentando e entre beijos e mãos bobas a coisa foi esquentando e o clima pediu mais.

- Sabe que agora podemos fazer aquilo de Gou... Alguma coisa. – Balancei a minha cabeça. – Não? Mas você não está em condições nenhuma...

- Eu não... Mas você... – E quando me aproximei para abraçá-lo, ele segurou a minha mão, com um olhar assustado.

- Jensen, vamos deixar algo bem claro, na nossa relação, eu sou o homem. – Ele falou isso me olhando nos olhos e bem devagar, como estivesse explicando algo para uma criança.

- Jared, nós dois somos homens. – Falei da mesma maneira.

- Eu sei, mas sempre tem o ativo, que sou eu. – Balancei a cabeça sem acreditar no que estava ouvindo.

- Pois enquanto pensar dessa maneira, voltaremos ao projeto original. – Me afastei aborrecido. A minha vontade era mandá-lo embora, mas cadê forças? E podia estar sendo precipitado.

- Projeto original? Sem penetração? – Ele ficou pensativo. – Tudo bem, vamos conversar sobre isso em outra ocasião. – Estranhei, pois ele concordou muito rápido. E com calma se aproximou de mim. – Não fica assim, não vamos brigar, afinal amanhã estou partindo, e você sabe que será bem demorada. – Resolvi ceder, lembrei-me da minha mãe, ele nunca brigava com o meu pai antes dele ir viajar.

Ele acordou pela madrugada, ia buscar seu caminhão, mas antes dele ir, cedi mais um pouquinho, e me entreguei outra vez, não por que sou fácil, ou por aceitar a história: eu sou o macho. Mas ele ia ficar tantos dias na estrada, e meu corpo já estava com saudades do dele.

Flash Back

O telefone tocando me fez voltar para a realidade, era Alona. Nesse final de semana o plantão era dela. Misha e eu estávamos quase para promovê-la a gerente geral, pois a lourinha era muito competente.

- Jensen, está tudo em ordem, as carretas que seriam despachadas hoje, já estão na estrada. – Meu coração apertou já com uma imensa saudade do meu Sasquatch.

Teu abraço é meu sossego
O teu corpo é meu calor
Teu carinho é meu chamego
A felicidade tem o teu sabor

Jared Pov.

Agora entendo o meu pai, quando ele ia viajar, abraçava tanto a minha mãe, beijava, às vezes saía e voltava para mais uma sessão de beijos. Eu fiz isso: O beijei várias vezes naquela boca macia, provei sua pele, mordendo e o marcando mais ainda, e o apertei entre os meus braços, se eu pudesse o carregava comigo.

Como deixei o caminhão longe, tive de sair mais cedo, eu queria ter levado o Azulão comigo, mas não podia, o Jensen mora perto da transportadora, e se vissem o meu carga pesada ali estacionado, iam descobrir o que não quero que ninguém saiba: Meu namoro com o Jensen.

Claro que quando ele falou que eu poderia levar o caminhão, dei a desculpa de querer poupa-lo de dirigir e como estava cansado, não discutiu, se eu dissesse o real motivo com certeza teríamos brigado, sei o que ele pensa sobre não sair do armário.

Sair do armário: Esse será mais um problema, fora aquele dele querer me foder, dessa vez conseguir enrolar, mas sei que ele vai voltar nesse ponto, besteira minha achar que um homem igual ao Jensen, acostumado a mandar, seria totalmente passivo.

Mas ficar por cima ou por baixo, isso pode ficar para depois, o que não posso adiar é o fato de esconder a nossa relação, na primeira parada vou ligar para ele, e seja o que Deus quiser...

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Roberta Miranda: Faz Amor comigo http:**/**www**.**youtube**.***com**/**watch?v**=**L3dGa9n1ov8

Respostas aos reviews não logados:

Maria Eduarda

O ciúme é tudo quando bem empregado! Kkkk

Eles são lindos juntinhos mesmo! Kkk O Jared conseguiu o que queria e agora será que vai conseguir conservar? As ideias entre eles são bem diferentes, até onde o Jensen vai aguentar e aceitar? E O Jared até onde vai o amor dele?

Não perca! Kkkkkk

Obrigadapelo carinho.

Mil beijos!

Blue Mystey

Já viu que a boleia é das boas1 kkk Viaja gostosa, mas com muitas curvas e lombadas!

Mil beijos!

Sol Padackles

Quem não curte sertanejo está sofrendo, por causa da trilha sonora, mas como não sei muito inglês, tenho de usar as nacionais! Srsrsr

O Jensen atirou sem saber e acertou no que no viu! Srsrrs Acho que se fosse forçado o Jared nem ia ligar, mas ele percebeu que o loiro esta disposto a ficar com o Ty que estava com todo amor para dá! Kkkkkk

Amo o Misha? Sinto pedradas no futuro!kkkkkkk

Era para ser o Jeffrey, mas a história se comandou, acredito que não terá de se preocupar com isso. Quem sabe!

Os Matt nas minhas fics, não me lembro de nenhum ter aprontado!

E agora quero ver a tua opinião por causa do Jared! Rsrsrsrsr Medo!

Mil beijos!

Justine

Acho que o capitulo que passou deve ter despertado, muitos sentimentos contraditórios!

Viu que o maior problema será o armário do Jared! Acredito que o fato dele querer ser o homem da relação o Jensen tira isso de letra! Kkkkk

Mil beijos

Luluzinha

Não vou prometer postagens rápidas, mas a outra acredito que será também!

Viu que o Jensen realmente esperou e o Jared se aproveitou do loiro usou e abusou e o Ackles adorou! Kkkkkk mesmo com a situação imposta pelo outro! Srsrsrrs

Mas acho que o problema será esse bendito armário!kkk

Mil Biejos!