Gíria usada: Pipoca – Afilhado.
Beta: Tive o prazer de ter dois betas, o meu grande amigo Robert, que juntos rindo corrigimos as primeiras folhas e a minha Anja que fez a correção final. Dei uma folga para a Masinha, não quero abusar. É só uma folga (que fique bem claro)! srsrs
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Se eu fosse um caminhão estaria no piloto automático, desde o telefonema de Jake, respiro apenas por que meu corpo está condicionado a isso.
A voz do policial rodoviário ressoa em meu cérebro; "Ele está preso nas ferragens." "Ainda está vivo, mas inconsciente." "Eu ligo para a família ou você faz isso?" Ligar para a família? Como? Com que voz? Na verdade tenho de ir lá, mas também preciso estar no local do acidente, e tenho de ver a situação da empresa. Porém a conversa pelo telefone continua ressoando em minha mente.
"Olha a situação dele é grave, os médicos não garantem que sobre..." Lembro que desliguei o telefone, não queria escutar aquilo.
O telefone tocou novamente e Jake pareceu entender dando apenas o nome do hospital, agradeci e sair para cumprir uma das missões mais dolorosas da minha vida.
- Jensen, o Jeffrey vai com você, deixa que seguro as pontas aqui. - A Alona é pequena, mas forte, seus olhos estão vermelhos, iguais aos meus, estamos tentando não quebrar, as responsabilidades são muitas.
No carro além do Jeffrey no volante, a Genevieve no banco de trás, a transportadora é uma grande família, e nos momentos de crise se unem mais, e essa de longe será a maior tempestade que a Ackles vai enfrentar.
Quando o carro passou pela frente da minha casa a vontade foi de correr para o quarto, deitar na cama me cobrindo com o lençol, fecha os olhos e contar até dez, era assim que meu pai me ensinou quando eu estava com medo, e agora estou com muito medo... Medo de perder... Perder, sempre perdermos alguma coisa, mas as vezes é algo insubstituível, e para mim ele era insubstituível, meu amigo, meu irmão, nos piores momentos da minha vida ele estava ao meu lado, me apoiando e agora? Espero ter forças...
- Dindo. - Aquele grito de alegria quebrou o que restava do meu coração.
- Pipoca. – Não sei de onde saiu voz para falar com West.
-Hoje não fui para a escola, fiquei até tarde ontem brincando com o papai. – Um bolo na minha garganta começou a crescer. – E não consegui acordar, estou ajudando a mãe no jardim, carregando as plantas. Quando o papai ligar para mim hoje, ele vai brigar, mas foi culpa dele, que ficou me fazendo rir. – West sempre foi muito tagarela, mas cada palavra dele naquele tom alegre era um aperto no meu coração, por lembrar que o pai dele não iria ligar para ele hoje, e talvez... – O senhor está me apertando... – Percebi que o abraçava muito forte, agradeci a interrupção meu pensamento queria me levar em direções indesejadas.
- Jensen? – A voz surpresa de Vicky me fez buscar forças, pois estava para desmoronar.
- Oi, West. Aqueles caminhões são teus? – Genevieve se aproximou e pegou West do meu colo, o levando em direção aos brinquedos, uma caçamba e um caminhão tipo graneleiro, foram os presentes que Misha e eu demos para ele no último aniversário, eram os seus prediletos.
Vendo Gen se afastando com West, me aproximei de Vicky, ela sabia que a minha presença ali, naquela hora não significava boas notícias.
- Aconteceu um acidente. – Não tinha outra maneira de falar.
- O Misha... – sua voz era um sussurro.
- Ele foi encaminhado para o hospital. – Ela suspirou aliviada.
- Você me assustou. – O sorriso sem graça, o olhar indo à outra direção, deu para perceber que era o máximo que ela queria ouvir. – Vou pegar minha bolsa, vestir um casaco... – E saiu correndo para dentro da casa, eu a seguir.
- O Sasha, vai com você. – Ela andava de um lado para o outro, totalmente perdida, suas mãos tremiam. – A Gen vai ficar com as crianças, eu tenho de ir para o local do... – Parei e ela me olhou.
- Ele vai...
- Ele vai ficar bem. – Afirmei, ignorando a voz de Jack na minha cabeça, e tentando passar a fé que estava abalada em mim.
- Tio! – O grito alegre de West vindo de fora da casa denunciou a chegada de Sasha.
O homem que lembrava o meu amigo entrou na casa, o semblante sério e triste, assim como o de todos os adultos ali presentes. Nós sabíamos que tínhamos de ser fortes, principalmente pelas crianças e por Misha.
Amigo velho
Eu te desejo sorte
Desejo tudo de bom
Tô com você até a morte
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Contrariando a minha vontade de correr para o hospital, fui ao local do acidente, apesar de perto e ainda ser dentro do estado fui de helicóptero, não queria perder tempo.
Quando vi o estado do caminhão de Misha, tive de me apoiar em Jeffrey, me perguntei como alguém poderia ter saído vivo dali de dentro. A cabine estava imprensada entre sua carreta e a cabine do outro caminhão, do qual o motorista não sobreviveu.
- Você e sua empresa pagarão por isso. - Curtis Armstrong era o dono da Metatron Transportes, uma das maiores transportadoras do país, porém tinha fama de sugar seus funcionários, burlar a lei, e quando pego subornava quem podia para se livrar. E por sua atitude parecia que estava armando algo. – Isso que dá moleque trabalhando em lugar de homem, a mascara da Ackles acabou de cair! – O sorriso cínico me fez parti para cima dele, por sorte Jeffrey me segurou.
- Mas... – Estava entalado, só conseguia pensar no Misha.
- Não vale a pena, não perde a tua razão! Temos de liberar os outros caminhões. – Morgan me chamava para a razão.
- Sr. Ackles, o tacógrafo do caminhão acidentado sumiu. – Um agente da perícia falou quando se aproximou de mim.
- Como assim? – Acredito que estava cara de bobo.
- Sumiu. O local onde este deveria estar não foi atingido durante o acidente, porém não o encontramos. – Eu tinha o entendido, mas não compreendia como? E Por que?
- Isso é impossível, mas nós temos os registros, o nosso tacógrafo é controlado por via satélite, e...
- Essas tecnologias não vão te salvar... – Ele se calou dessa vez Morgan, não me segurou.
- Qual é o seu problema?! – Perguntei o segurando pelo pescoço, ele começou a gritar, e os policiais presentes me seguraram.
- Se o senhor não se controlar, vou ter que lhe deter! – Falou o oficial.
- Tudo bem. – Fui verificar meus outros caminhões, que estava sendo examinados pelos policiais, verificando a documentação, para poderem seguir.
- O Curtis, está procurando alguém para dividir a culpa, não entra na dele. – Morgan me abriu os olhos.
O caminhão da Metatron estava carregando carros para o Salão de Carros de Detroit, e estavam todos destruídos, e o seguro não ia deixar passar essa situação, se fosse comprovado alguma irregularidade com um dos caminhões envolvidos, a empresa responsável estaria praticamente na falência, pois o valor dos veículos perdidos eram muito alto, eram lançamentos ou protótipos, únicos.
A carga do caminhão de Misha era de peças automobilísticas, nada que a empresa não pudesse cobrir caso fossemos declarados com alguma culpa, mas nem podíamos nos dá o luxo ser responsabilizados, pois teríamos de arca com a carga do outro caminhão também, esse era o tipo de acidente que quebrava qualquer firma.
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Depois de um dia cansativo fui para o hospital, Misha estava em coma devido uma pancada na cabeça, um dos pulmões perfurados, uma das pernas correndo o risco de ser amputada, e um dos braços quebrados, a única melhora foi a hemorragia interna que estava sobre controle, mas o estado dele era grave com risco de morte.
- Boa noite. – O médico Julian Richings era o responsável por Misha. – Eu preciso da autorização para efetuar uma cirurgia e assim tentar salvar a perna do seu marido, mas o risco é muito alto, devido o edema no cérebro.
- Mas não dá para esperar? – Perguntei.
- Não, se essa cirurgia não acontecer agora, teremos de realizar outra para a amputação, e com os mesmo riscos. – Vicky se apoiou em mim, tive de segurar a mão dela para poder assinar o documento de autorização.
Ficamos abraçados por um longo tempo, até que o telefone tocou, era Genevieve.
- Jensen, o West não quer ir dormir, já fiz de tudo, ele está esperando o telefonema do pai. – Eu estava para desmoronar, rezei silenciosamente. – Não sei o que faço.
- Tudo bem. Tenta distrai-lo um pouco, a Vicky está voltando. - E desliguei o telefone. E percebi várias ligações de Jared, pensei em retornar, mas não estava em condições no momento.
- Eu não vou sair daqui. – Eu esperava essa reação de Vicky.
- Eu entendo, mas as crianças...
- Vocês dois vão embora, eu ficarei aqui. – Sasha foi categórico. – Vocês serão mais uteis para o Misha, cuidando dos filhos e da situação profissional. – Ele sabia a luta que passaríamos com a empresa. – Qualquer coisa eu ligo, e temos de nos revezar, não podemos nos esgotar agora, quando ele acordar vai precisar de toda a nossa energia.
Ainda relutei, mas vi que Sasha tinha razão.
Amigo velho
Eu te desejo paz
Desejo tudo de bom
Acreditando cada dia mais
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- Oi, Pipoca. – West me olhou, seus olhos estavam demonstrando toda confusão que estava sentindo, aos quatro anos, ele percebia que algo estava errado, pois seu pai sempre ligava para desejar boa noite, sua mãe passou o dia fora, a rotina dele estava alterada.
- Cadê o meu pai? – A pergunta direta me pegou de surpresa. – Ele viajou para nunca mais voltar? – E essa me derrubou, sentei ao seu lado no sofá.
- Não! Quem te disse isso? – Perguntei respirando fundo.
- Vou ver a Maison. – Vicky correu para o quarto.
- Quando o Lupi sumiu. – Lupi era um cachorro que tinha morrido e só contaram para o West a verdade depois de alguns dias com a insistência da criança perguntando por seu animal. – E o papai sumiu agora.
- Senta aqui. – Resolvi contar a verdade. – O papai ficou doente e por isso não pode ligar para você.
- Mas por que ele não pode ligar?
- Por que ele está dormindo.
- Por que ele não acorda? – Malditos por quês!
- Por que ele precisa dormir para ficar logo bom.
- E o que ele tem? – Essas perguntas não vão acabar!
- O caminhão bateu e ai ele ficou doente.
- É ele gosta muito do caminhão dele. – Dei Graças a Deus, pois parece que as perguntas cessaram. – Amanhã ele já acordou? – Fechei os olhos fingindo dormir. – Dormiu. - Senti quando West se aconchegou no meu colo, encostando a cabecinha em meu peito, fiquei quieto até ele adormecer. Sei que fui covarde.
Com cuidado o carreguei para o seu quarto, o colocando em sua cama que tinha o designer de uma carreta com cavalinho, cuja cabine era um armário para brinquedos, lembro que quando Misha a encomendou me deu vontade de ter uma, e Vicky não o deixou comprar uma cama de casal igual também.
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Decidimos manter a rotina de West, pela manhã ele foi para a escola, conversamos com a direção e professores explicando a situação, Genevieve ficou com Maison, Vicky foi para o hospital, a cirurgia tinha ocorrido bem, mas o edema no cérebro parecia ter aumentado e se continuasse teria de operar.
Meus pais chegaram de Dallas, minha mãe foi para a casa do Misha, ela ajudaria a Vicky a cuidar das crianças, afinal a Gen tinha o restaurante para tomar conta, e meu pai me arrancou do hospital. Tínhamos um encontro com o Dr. Rosenbaum, o advogado da empresa.
- A seguradora pediu o bloqueio dos bens da empresa, das duas, a sua e da Metatron. – Parecia que quando pensamos que a coisa não pode ficar pior, a vida vem e mostrar o contrário.
- Engraçado, acho que Deus deixa tudo maquinado. – Entendi o que meu pai quis dizer, quando brigamos a filial de Detroit se tornou independente, esse bloqueio de bens não atingia as outras.
- Os teus bens pessoais não foram atingidos, somente a empresa cobre o valor do seguro, caso a Ackles seja considerada culpada. E vamos trabalhar para provar que se houveram culpados pelo acidente, não foi a Ackles. – Rosenbaum se calou, esperei mais problemas. – Os caminhões e carretas não poderão ser usados...
- Mas... – Meu pai apertou meu ombro e Michael continuou.
- Consegui que as dependências continuem a serem usadas. – Menos mal, apenas íamos ter de depender dos caminhões e carretas particulares.
- Vai dar tudo certo.
- Jensen. – A Alona tinha cara de má notícia.
- O está ao telefone. – Era o dono da carga.
- Oi, Kurt. – Atendi esperando problemas, ele era um dos nossos maiores clientes, em todos os sentidos, até em chatice, aguentava, pois na época em que a Ackles estava em crise suas cargas constantes nos ajudaram muito, e como o contato era mínimo, apenas negócio e felicitações no Natal por e-mail, e troca de brindes, tipo calendário, canetas e bonés.
- Jensen, sei que a situação aí não está boa, mas infelizmente das três carretas, você entregou apenas duas, e nós temos um contrato, acredito que pelo valor da multa, não devo pagar nada por esse frete. – Tive uma vontade de rir. – Meu advogado vai entrar em contato com o seu.
- Não há necessidade. – Queria que Michael se preocupasse apenas com o principal problema, essa situação com Kurt era mínima. – Deixa o valor do frete, faremos apenas um recibo e pronto, pode tratar isso com a Alona.
- Você ficou muito chateado?
- Chateado? Kurt, minha vida tá um pinico cheio de merda, pouca bosta não faz diferença. – Meu pai me olhou, geralmente sou educado. – Vou transferir a tua ligação para a Alona. Bom dia.
- Jensen, o cliente sempre tem razão. –Meu pai me olhava de um jeito protetor apesar das palavras, ele sabia que a minha cabeça estava fervilhando.
- Não tirei a razão dele. – Michael saiu e ficamos revendo a situação atual da empresa. O telefone tocou, era o Jared.
- Como você está? – A voz preocupada dele me fez desejar que ele estivesse ao meu lado. Sai de perto do meu pai, queria conversar a vontade. Contei a situação do Misha, da empresa, dos meus medos, abri meu coração. – Acredito que amanhã, já estarei por aí. Fica calmo, estarei do teu lado. – Essas simples palavras me fizeram bem, e a decisão de deixá-lo foi esquecida. – Agora já vou, o velho está me chamando, vou almoçar. – Era o intervalo dele.
Voltei para perto do meu pai, precisávamos montar estratégias para a empresa não parar. Em termos de cargas interestaduais, o maior problema eram as cegonhas, pois a maioria de nossas cargas era de veículos.
- Eu tenho três cegonhas, quase não são usadas, mandarei duas para cá e seu irmão, irá enviar mais uma. – Meu pai me informou. No total tínhamos doze, sendo que 9 eram próprias e quatro particulares, teríamos que operar com apenas 7.
- Os caminhões de entrega já estão trancados, e precisamos distribuir pelo menos as cargas que já estão aqui. – Usávamos caminhões menores para a entrega no centro da cidade. – Vou ter que dar férias coletivas para 15 motoristas. – Como dá essa notícia tão próxima do Natal?
Na sala de reunião estavam os 15 reunidos. Expliquei a situação, e disse que pagaria o salário deles nesse mês, mas que se a situação não fosse resolvida logo, teria de dispensá-los, e isso era uma péssima notícia em uma cidade que está procurando ainda caminhos para sair da crise que está há alguns anos envolvida.
Retirei da minha conta pessoal o dinheiro referente aos salários de um mês, não aceitei a ajuda do meu pai, pois iria precisar mais a frente. Ele entendeu que não era orgulho, apenas estratégia. Teríamos muita despesa com peças e combustível.
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Estava me preparando para voltar ao hospital, quando Vicky me ligou pedindo para ir buscar West na escola.
- Ei, Pipoca, o que aconteceu? – Perguntei para ele, no rosto marcas de lágrimas recentes.
- Eu quero o meu pai. –Ele respondeu entre soluços.
- Eu já expliquei, ele ainda está dormindo. – Ele apenas me abraçou e continuou a chorar, seu corpo tremia, pelos soluços do pranto. – O que aconteceu? – Perguntei para a professora.
- Um coleguinha que passou pela experiência da morte recentemente, contou como foi que aconteceu, e ele chegou à conclusão que o pai morreu.
- West. – O chamei e ele me encarou. – O seu pai não morreu, se isso tivesse acontecido, eu nunca mentiria para você. Acredita no padrinho? – Ele apenas balançou a cabeça.
- Promete que ele não vai morrer. – O que dizer agora, diante de um olhar com tanta expectativa.
- Prometo. – Rezei pedindo a Deus para que ele permita cumprir minha promessa. – West riu demonstrando toda sua confiança em mim.
Das histórias vividas com você
E as risadas que ainda vamos dar
As batalhas vencidas sem sabe
Que ainda tinha uma guerra pra lutar
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Durante a tarde fiquei na empresa, West brincava com uns caminhões que eu usava para enfeitar o meu escritório, coisa que nunca o deixe fazer.
Estava reunido com o diretor financeiro da empresa: o maior problema era o fato de não podermos usar os nossos caminhões e carretas, teríamos de dispensar alguns fretes, pois não conseguiríamos cumprir os prazos de entrega.
A empresa iria trabalhar no limite, minhas reservas pessoais estavam comprometidas, se a situação não se resolvesse em no máximo dois meses teria de fazer novo empréstimo, coisa que estávamos livres. Mas agora seria mais difícil, os bens da empresa não poderiam servir como garantia.
O quadro do Misha continuava na mesmo, o edema não avançou, porém não diminuiu. Depois da reunião fiquei observando West brincando e reparei que o caminhão que pertencia ao pai dele, ficou do lado e somente o meu rodava pelo escritório.
- Por que aquele ali, só fica estacionado? – Perguntei curioso.
- Por que o papai não gosta que eu brinque com ele, só posso brincar com esse daqui. – Sorri. "Misha seu safado", pensei.
- Dinho. – West veio em minha direção e me preparei pelo olhar, eu teria outra bateria de perguntas difíceis. – Estou confuso.
- Por quê? – Incentivei o colocando sentado na minha mesa.
- Eu ainda gosto de caminhão, mas também estou com raiva dele, pois meu pai ficou doente por culpa do caminhão.
- Não fique com raiva dos caminhões, eles não são culpados, por que quem manda neles é o ser humano. – West ficou sério.
- Então o culpado é o papai? – Seus olhos estavam arregalados.
- Não, o seu pai é o melhor motorista de caminhão que conheço...
- Então? – Ele me interrompeu, suas mãozinhas se abriram acompanhando a pergunta.
- Às vezes as pessoas acham que podem dirigir um caminhão, mas estão muito cansadas...
- O papai estava com sono?
- Seu pai não, mas o outro motorista estava. – Eu já sabia que o caminhoneiro que morreu no acidente ficou parte do dia e a noite inteira acordado transportando carros do aeroporto para o local da exposição. E pensar que Misha sempre lutou pelo direito dos carreteiros, principalmente pelo descanso, pois seu pai morreu quando o caminhão que ele dirigia virou caindo em um barranco. O velho Collins estava sem dormir por conta de uma entrega, e tinha a prestação do caminhão vencida.
Era irônico que agora ele estava lutando contra a morte por causa de um acidente causado por um motorista que não teve o descanso necessário.
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Contrariando os meus pais fui para o hospital, não iria conseguir dormir de qualquer maneira, Vicky foi obrigada a ir para casa, mas durante a madrugada voltou com uma garrafa de café.
- Não consegui dormir. Sei que é irracional, mas sinto que preciso ficar aqui perto dele, e assim fazê-lo sentir a minha presença. – Segurei a sua mão, pois compreendia muito bem o que ela queria dizer.
Estávamos meio que dormindo, um apoiado no outro, quando uma agitação fora do normal nos despertou. Médicos e enfermeiras correndo em direção ao centro intensivo. Sabíamos que não existia somente o Misha em estado crítico, mas em nossos corações tínhamos certeza que era com ele o problema.
Ficamos rezando e assim que se acalmou o Dr. Richings veio em nossa direção confirmando o que já sabíamos. O semblante sério do médico fez meu coração falhar uma batida...
Amigo velho
Eu te desejo sorte
Desejo tudo de bom
Tô com você até a morte
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N.A.: Capítulo sofrido, mas necessário para a história, pois os perigos das estradas precisam ser representados, a exploração desses profissionais colocam a vida deles e de outros em risco e também para os acontecimentos futuros, que talvez vocês não irão gostar...
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Música: Amigo Velho – Fala Mansa. Não é sertanejo, mas é um forró gostoso e que combina com esses dois, Jensen e Misha.
Respostas aos reviews não logados
Anônimo
Estou rápida! SrsrrsrsMorte rápida por favor! srsr
Acho que esse capítulo deixou muita gente triste! Srsrrsr OMisha é um brincalhão e o Jensen o adora, pois reservado como esse loiro, só mesmo ele para brincar desse jeito.
Só me lembra e Jensen e Misha que vc quer?
Mil beijos
Luluzinha
O Jay não está envolvido, tá salvo! Ou não! Srsrrsrs
Não sei se vão gostar do rumo da fic, mas é algo bem diferente para mim! Medo!
Mas estou gostando!
Vamos ver o que vai acontecer nesse momento que o Jensen está mais que ferrado.
Mil Beijos.
Cleia
Mas ale de amarra o Jared tem de chamar o pai e a mãe dele!srsrrsrsr
Caso contrário ele volta para o armário.
Mil beijos.
Maria Aparecida
O Jensen estava decidido a mandar o Jared procurar outra carga,mas agora com toda essa situação!
Agora quero ver no futuro atua reação!
Mil beijos
Diana Campos
O Jared é muito sem noção, sem dúvida. O Jensen o ama, mas o loiro ama muito a si mesmo.
Acho que o momento que o loiro está passando será decisivo no relacionamento deles.
Mil beijos
Eve
O Jared com ciumes é capaz de perder a cabeça, mas acredito que ele já fica mais alerto contra isso.
Apesar de ser tentador o pai do Jared ter um infarto, este nunca iria se perdoar! Kkkk
E você viu como posso ser uma menina má! Kkkkk Tadinho do Misha...
E saiu bem rapidinho!kkkkk
Falta você atualizar!kkk Mas acho que o Jared vai sair do armário primeiro... kkkkk
Mil Beijos.
Lalky
Viu que a coisa pegou nesse capitulo! Momento decisivo para o Jensen!
Vamos ver!
Mil beijos
