Estávamos meio que dormindo, um apoiado no outro, quando uma agitação fora do normal nos despertou, médicos e enfermeiras correndo em direção ao centro intensivo. Sabíamos que não existia somente o Misha em estado crítico, mas em nossos corações tínhamos certeza que era com ele o problema.

Ficamos rezando e assim que tudo se acalmou, o Dr. Richings veio em nossa direção confirmando o que já sabíamos, o semblante sério do médico, fez meu coração falhar uma batida...

- Sra. Collins. – O médico se dirigiu para Vicky. – O seu marido acabou de sofrer duas paradas cardíacas. – Meu coração falhou. – Conseguimos ressuscitá-lo, ele está estável, no momento. – Percebi que tinha prendido a minha respiração. – Aconselho vocês irem para casa. – Agradecemos e voltamos para o sofá que existia na sala próxima a UTI. Não aceitamos o conselho do médico, pois parecia que se permanecêssemos ali nada aconteceria ao Misha.

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Passava das duas da madrugada quando resolvi ligar para o Jared, sabia que iria acorda-lo, mas precisava ouvir a sua voz.

- Alô? – Gerald atendeu. Esqueci que ele estava viajando em companhia do pai.

- Sr. Padalecki, o Jared, por favor. – Fui direto.

- Algum problema? Ele está dormindo. – Foi até educado.

- Não, apenas precisava falar com ele. – Respondi em um fio de voz.

- Eu vou ser teu amigo, sei que está passando por situações bem ruins, mas o Jared não é homem para você. Esqueça-o. – Gerald deu uma pausa, respirando fundo. – Tua vida não está fácil e ainda quer mais problema se apaixonando por quem nunca vai te corresponder? Ele tem uma amizade por você, mesmo contra a minha vontade, mas é só isso. – Por incrível que pareça o pai do Jared não estava sendo agressivo. – O seu amigo está melhor? – Essa atitude dele era a solidariedade de irmãos de estrada.

- Está estável. - Respondi no automático. – Vou desligar. Desculpe tê-lo acordado. Desliguei sem esperar resposta. Voltei para perto da Vicky, que deitou a cabeça no meu ombro. Eu sabia que deveria ser forte, mas estava precisando de colo também, por isso liguei para o Jared, porém quando não consegui falar com ele, me senti ainda mais sozinho...

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O quadro de Misha não se agravou. Pela manhã refizeram a tomografia para verificar o inchaço do cérebro, ficamos aguardando o resultado, nem Vicky e nem eu nos afastamos do hospital.

O inchaço tinha aumentado um pouco em relação ao exame anterior, mas ainda não cabia operar, porém se o hematoma continuasse a crescer, seria inevitável. Essa notícia aliada ao cansaço, quase nos deixou sem esperança.

Minha mãe levou Vicky embora logo após o resultado, mesmo contra sua vontade. Fiquei para esperar Sasha, não queríamos deixar Misha sozinho, mesmo não podendo ficar ao lado dele.

Estava para desmoronar quando reconheci uma mão enorme me apertando o ombro. Era Jared. Queria correr para os braços dele, me aconchegar e colocar toda a minha dor para fora, mas recebi apenas aquele abraço de macho, com três tapinhas nas costas, e logo me vi sendo afastado do aconchego que precisava.

O abraço de Jeffrey foi mais forte. – Jensen, o Jared vai levar você para casa. – Sasha tinha acabado de chegar. – A noite eu vou ficar com a Vicky, te prepara para pegar estrada. – Quis protestar, mas eu sabia que seria necessário.

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"Deixe esta vontade dividida
Quero está na tua vida
Caminhar o teu caminho."

- Vou cuidar de você. – Jared apertou minha perna, sorrindo com carinho, quando entramos no carro. – Chegamos. - Estava tão cansado que adormeci durante a viagem.

- Onde estamos? – Jared não tinha me levado para casa.

- Em um lugar especial. – Olhei em volta e reconheci o bairro. Era um dos mais afastados, decadentes e violentos da cidade.

- Você mora aqui? – Eu nunca fui à casa do Jared, sempre nos encontrávamos na minha casa.

- Não, na minha casa meus pais estão lá e na sua os seus estão, aqui é o meu cantinho secreto. – Jared guiou o carro para um prédio de três pisos, parecido com um depósito, as externas paredes descascadas, pichações se misturavam na cor verde da pintura antiga.

Vi que estava em uma espécie de garagem, a aparência do local era de abandonada, porém estava limpo.

- Aqui você poderá descansar à vontade. – Eu apenas observava o local. O elevador de carga confirmou que aquele prédio era um dos muitos abandonados por firmas que faliram na crise de 2009.

Jared acendeu uma lâmpada que iluminou um pequeno corredor, onde existia uma única porta, que quando foi aberta mostrou um grande salão se divisão, uma espécie de loft, com alguns móveis, que personalizavam cada ambiente.

Em um canto sofás beges claros formando um "L", uma mesa de centro de madeira e uma grande televisão, no outro uma cozinha moderna com balcão, armários de aço inox, com portas brancas, fogão e geladeira também de inox. No meio do ambiente encostada à parede uma grande cama. Portas de vidro separavam o banheiro com uma grande banheira de hidromassagem. As janelas do prédio iluminavam todo o ambiente.

- Gostou? – Jared estava sorridente na minha frente. – Nunca te trouxe aqui, por estava reformando, antes de te conhecer nem ligava para o lugar. Tinha praticamente uma cama e uma geladeira com algumas bebidas e água.

Nesse momento a ficha caiu, aquele lugar era o armário de Jared. Ele tinha tanto medo de ser descoberto, por isso o local: um bairro decadente onde dificilmente encontraria algum conhecido. E ir para motéis baratos de certa maneira era uma exposição, nada mais prático e seguro do que um lugar como aquele.

- Quero ir para minha casa. – Uma revolta estava enchendo no meu peito, parecia que ia explodir a qualquer momento.

- Lá eu não vou poder ficar com você. – E essa foi a gota d'água.

- E por que Jared? – Minha voz estava calma, mas por dentro um turbilhão de emoções.

- Jensen. – Jared se aproximou de mim, sem me tocar. – Você já tem tantos problemas, pra que arranjar mais um?

- Claro né? Esse problema é meu, o fato de você viver dentro do armário, pois posso perceber que isso não te incomoda em nada. – Fui bem irônico.

- Não me incomoda mesmo, sempre vivi muito bem desse jeito. – Eu não pude acreditar que estava ouvindo isso. – O único motivo que me fez pensar em sair do armário, foi você, essa sua mania de querer que eu assuma. Por quê? Pra quê? Para desfilar de mãos dadas por aí? Para corrermos o risco de sermos agredidos, renegados por nossos amigos? Não, eu nunca quis isso pra a minha vida.

Me encostei na porta e ficamos calados por algum tempo. Eu estava tão cansado, pensei em até me deitar na cama que parecia tão convidativa, minha mente não estava em condições de tomar decisões importantes, mas essa não podia esperar.

- Sabe o que é o pior? – Comecei a falar, meu coração se apertava implorando para me calar, deixar como estava, me aconchegar em seus braços, aproveitar o momento. Mas eu não queria mais apenas momentos. – A solidão. – Dei um sorriso fraco.

- Quando voltei a falar com meu pai, depois de todas as arestas aparadas, ele me perguntou se eu tinha alguém, outro amor além da estrada, eu disse que não, que era difícil, pois as pessoas que se aproximavam de mim, geralmente se escondiam por trás da pele de um homem hétero.

'Normal', foi a resposta dele, e completou dizendo que estaria do meu lado, mas que esse caminho que escolhi era solitário. Na hora não entendi, pensei que ele estava falando sobre ter alguém, mas hoje compreendo.

- Jensen... – Fiz um gesto para ele parar.

- Ontem liguei para você...

- Meu pai me disse. Não liguei de volta, pois já estava chegando...

- Pela manhã o médico disse que o inchaço tinha aumentado, pouco, mas aumentou. Tive de ser forte, afinal a Vicky precisa, e eu devo isso ao Misha. Não dormirmos a noite toda, a mandei para casa, pois logo chegará o momento dela ficar no quarto com ele, e eu sei que nada a vai fazer ficar longe dele.

'Se fosse eu que estivesse no lugar dele, você ficaria ao meu lado o tempo todo? Iria segurar a minha mão, me levaria ao banheiro, cuidaria de mim como um companheiro? Ou se esconderia por trás da mascara de amigo? Enquanto o teu pai aceitar você ir me visitar e depois ficaria me ligando as escondidas dizendo que estava com saudades de mim?'

- Isso não é justo, Jensen... – Jared tentou protestar, mas toquei seus lábios com meus dedos o calando.

- Essa é a pior solidão Jared, saber que talvez não possa contar com alguém que diz te amar... – Respirei fundo. – Não quero isso para a minha vida.

- Jensen...

- É melhor assim. Queremos coisas diferentes. Como você mesmo disse sua vida está boa, não se assuma por minha causa, abro mão dessa responsabilidade. Devemos ser nós mesmos e se você é isso aqui e está feliz, continue. Mas eu quero andar de mãos dadas, me recuso a viver escondido com medo de ser agredido, que meus amigos se afastem. Na verdade muitos se afastaram, mas os que ficaram valem a pena, pois sei que estarão sempre ao meu lado.

'Eu te amo, mas aprendi que tenho de amar a mim mesmo antes de qualquer pessoa, pois só assim podemos viver plenamente. E a vida é tão curta...'

- Jensen, você está cansado. – Jared estava chorando. – Não é bom tomar decisões assim. – Ele tocou no meu rosto e percebi que chorava também. – Vamos fazer um trato, você descansa, vou te preparar um banho bem relaxante. – Ele virou em direção ao banheiro e continuou falando, senti desespero na sua voz, mas ignorei, abrir a porta e caminhei para o elevador.

Comecei a ouvi-lo me chamando assim que o elevador começou a se movimentar. – Jensen, me espera eu vou te levar para casa, mas não sai sozinho, por favor, é perigoso. – Ele tinha razão era perigoso, mas realmente não queria ficar ali, não queria ficar em lugar nenhum, queria fugir de mim e sair correndo sem rumo.

"Eu preciso da verdade pra viver a vida
Despedida não vou mais chorar
O que quero é sentimento, força e coração quando te encontrar."

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Acordei assustado com alguém tentando tirar o relógio do meu abraço. – Não reage! – Eram dois garotos que apontavam uma faca para mim, não conseguia fazer nada, estava atordoado.

- Hey! – Esse grito fez os garotos saírem correndo. – Calma, sou da polícia. – Olhei para os lados, estava sentado escondido atrás de um contêiner de lixo. – Tenente Justin Hartley, Narcóticos. – Encarei o homem que estendia sua mão para me ajudar levantar, não dava para ver seu rosto direito, pois ele estava contra a fraca luz do dia, mostrando que este estava acabando. - Você está ferido? - Queria dizer que estava morto, pois a dor era tanta, mas acho que não.

- Não. – respondi simplesmente ainda sem me mexer.

- Consegue levantar? – Apenas balancei minha cabeça e continuei sem me mover, parecia que meu corpo não queria me obedecer. – Eu te ajudo. - E ele me segurou por baixo dos braços, me apoiei em seus ombros, senti uma leve tonteira, não cair por ele me segurou firme. – Vou te levar para o hospital.

- Não precisa, estou bem, apenas não me alimentei direito. – Conseguir falar. – Quero ir para casa apenas.

- Vou te levar para a delegacia, e lá chamarei alguém pra te buscar, você não está em condições de andar sozinho por aí. – Concordei balançando a cabeça. – Se apoia em mim. – Recusei e fui caminhando bem devagar. – Esta é a minha parceira, Tenente Allison Mack. – Cumprimentei uma loira que não sei se era o efeito do dia terrível que tive, mas ela sorria de maneira estranha, quase irônica.

- Você teve sorte. – Ela comentou. – Nosso carro está com problemas e estamos dirigindo bem devagar. Pudemos ver os garotos, apenas não sabíamos o que eles estavam fazendo.

- Estavam tentando levar o meu relógio. – Respondi, e dei uma parada, parecia que ia vomitar, mas com estomago vazio, não passou de uma ânsia. A parceira do Tenente Hartley pegou meus braços, levantou a manga do meu casaco. – Não estou drogado.

- Só para conferir. Afinal somos dos narcóticos. – Senti que ela falou isso para o seu parceiro, como um aviso, não entendi e nem queria. Minha cabeça doía e meu estomago estava enjoado. – Antes de entrar no carro, vou te revistar, ok? Coisa que já devíamos ter feito. – Encostei-me ao carro, em outra ocasião reclamaria, mas parecia que nada me perturbava.

- Eu faço isso. – Hartley se aproximou, colocou as mãos por dentro do meu casaco, deslizando pela lateral do meu tórax, revistou os bolsos, e desceu por minhas pernas, foi rápido e nada invasivo. – Podemos ir agora.

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Hartley me levou para a sala dele, onde me ofereceu café com leite e rosquinhas, praticamente me obrigou a comer.

O café foi ótimo, pois me esquentou, ficar ao relento nesse tempo frio não tinha sido fácil e nem inteligente. Esperava não adoecer, ficar doente era o que menos queria agora.

- Já liguei para o seu pai, ele estava preocupado, lhe procurando. Até a policia já estava informada do seu sumiço, não sabíamos, pois somos dos narcóticos. Dia ruim? – Confirmei. O Tenente Hartley me olhava e me tratava, poderia dizer quase com carinho. Ele era um belo homem, loiro com uns doces olhos castanhos. – Senhor Ackles, posso lhe chamar de Jensen?

- Sem problema. – Esperei o interrogatório, claro que este viria, mesmo sendo bem tratado até agora, mas fui encontrado em um beco, em um dos piores bairros de Detroit.

- Jensen, você deve entender que sua presença naquele lugar é no mínimo...

- Suspeita. – A Tenente Mack completou a frase assim que entrou na sala. – Babá Hartley, digo, Tenente. – O oficial olhou feio para sua parceira, se eu não estivesse tão mal, riria da cena. – O responsável pelo Sr. Ackles acabou de chegar.

- Me sentir de volta a escola agora. – Comentei.

- Jensen, meu filho, o que aconteceu? Por onde andou? Por que não nos ligou? – Meu pai fazia pergunta em cima de pergunta, e eu não estava com vontade de responder nenhuma.

- Sr. Ackles, o pai. – Mack especificou. – O seu filho tem problemas com drogas?

- Não. – Meu pai foi categórico. – Na verdade a única droga que ele se envolveu foi a droga do namorado dele.

- Ex-namorado... – Falei baixinho.

- Como? – Meu pai perguntou.

- Ex-namorado, Jared e eu terminamos. – Fui claro, mas um bolo se formou em minha garganta.

- Ex? Até que fim uma notícia boa! – Meu pai não escondeu a sua alegria e alivio.

- Também acho. – Todos olharam surpresos para o Tenente Hartley. – Também acho uma boa notícia... Ele não estar envolvido com drogas. – Ele estava deveras sem jeito para alguém acreditar, sua parceira mordeu os lábios controlando o riso.

- Posso levar meu filho? – Os dois oficiais assentiram. – Preciso assinar alguma coisa?

- Não, ele não foi detido, o trouxemos para cá apenas por segurança. – A Tenente nos dispensou.

- Qualquer problema, nos ligue. – Hartley entregou um cartão para o meu pai.

- Esse aqui é o cartão da empresa, precisando é só ligar. – Agradeci e segui abraçado com o meu pai, acredito que se ele pudesse me colocaria no colo, e eu precisava tanto...

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- Jensen! Já chega! – Meu pai entrou no meu quarto abrindo as cortinas, puxando as cobertas, ignorando os meus protestos. – Já são 10 horas da manhã.

- Não enche! – E me virei de costa.

- Me respeita, sou teu pai. – E com a coberta me deu uma lambada. - Desde quando fugir é a solução? – Nesse momento ele se arrependeu de ter me batido, mesmo sabendo que não doeu. – Eu sei que sua vontade é de ficar trancado aqui, mas lembre-se que você tem responsabilidades, não apenas com a tua vida, mas com outras que depende de ti. O West nem foi para aula, pois não te viu ontem e hoje cedo quando não te encontrou novamente se recusou a ir para a escola.

- Vou tomar banho. – Meu pai tinha razão.

- E assim que se fala. – Com carinho pegou minha nuca, e ficamos testa com testa. – Tenho muito orgulho de você. - E com um beijo no alto da minha cabeça saiu do quarto.

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- Dinho. – Enxuguei as lágrimas ao ouvir a voz de West.

- Estou no banheiro, fazendo a barba. – Respondi, começando a espalhar creme no meu rosto.

- Posso entrar? – Abri a porta dando permissão. - Desde que o papai viajou, nunca mais fiz minha barba. – Pela primeira vez sorrir, o coloquei sentado no balcão da pia e passei creme em seu rosto também, e passei o barbeador ao contrário. – É assim que as mulheres gostam, macia como bumbum de bebê. – Segurei as lágrimas, pois era isso que Misha sempre falava quando me encontrava pela manhã, mas claro que ele completava: mas você não gosta disso... E caía na gargalhada.

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Foi um dia corrido a única notícia boa foi que o inchaço no crânio de Misha estabilizou.

- Meu filho você tem carga para levar, coisa rápida, três dias. – Meu velho avisou no fim da tarde, quando cheguei à empresa.

- Tudo bem. – Concordei sem prestar muito a atenção, pois o caminhão de Jared estava estacionado no pátio, em uma parte que, da entrada não o tinha visto, mas da janela do escritório parecia que me encarava.

- Ele não está aqui. - O olhei para o meu velho sem perguntar nada, apenas esperando. – Pegamos uma grande carga de uma usina elétrica, dessas que demoram meses...

- Pai... – Eram os piores fretes. Tínhamos de dirigir devagar, em horários com pouco movimento de carros e ficávamos uma média de dois á três meses longe de casa.

- Ele gostou. – Apertei os olhos encarando o meu pai. – Não tanto, mas foi um ótimo arranjo. Precisavam de dois motoristas, foram ele e o pai. Até a mãe foi junto, vai passar o natal em família. E detalhe os caminhões que eles irão conduzir já estão lá, o Jared cedeu o dele para empresa, sabe que precisamos.

- Foi melhor assim... – Falei para mim mesmo, olhando ao Azulão, me identificando com ele, pois ambos estavam tristes longe de seu dono, me senti ridículo com esse pensamento.

- Também acho.

- Acha o que? – Estava sem entender.

- Que foi melhor assim. – Nem sabia que meu pai tinha ouvido.

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Era próximo dos feriados de natal e a escola liberou West, pois ele apenas chorava em sala de aula, resolvi levá-lo junto comigo na viagem.

Sorri, meu velho tinha razão: nada como o volante do seu caminhão e um pedaço de estrada pela frente para confortar o coração de um caminhoneiro desesperado.

- Rainha na estrada, e com um carrapato ilustre, meu Pipoca. – Avisei no PX.

- Força camisa 10. – Foram os cumprimentos dos meus irmãos caminhoneiros.

Meu coração apertou ao passar pelo trecho onde aconteceu o acidente do Misha, uma cruz marcava o local indicando que alguém morreu ali, no caso o outro motorista.

- Dinho, espero que meu pai esteja acordado na volta. – A voz de West me tirou dos pensamentos sombrios, seus olhos inocentes estavam banhados em lágrimas enquanto olhava uma fotografia, minha com o Misha grudada no painel.

- Eu também... Eu também... – Repeti enquanto assanhava o seu cabelo.

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Música: Vontade dividida – Milionário e Zé Rico.

Respostas aos reviews:

Maria Aparecida

Parece que o Jensen tomou uma atitude, vamos ver o que vai acontecer! Srrsrsr

Reparou que o Jared parece babaca, mas não é, apenas pensa diferente do Jensen!kkkk

Mil beijos.

Luluzinha

Por enquanto o Misha está salvo, não seio Jared... srsrrsrs

Realmente ele não merece, mas infelizmente nessas estradas a irresponsabilidade não atinge apenas os culpados.

Eu má? Kkkkkkkkk

Viu que o apoio da forma que o Jared tentou não deu certo...

E os rumos estão meio incertos para os dois, espero que não me matem! Srsrrsr

Mil beijos.