Jared Pov.

Estou sentado em um avião me sentindo um covarde, mesmo tendo viajado convencido que estava fazendo o melhor.

Finjo que durmo para não ter que conversar com ninguém, mas não sei o que perturba mais, a tagarelice empolgada do meu pai ou minha mente recordando os últimos acontecimentos...

"Sem motivo vou vivendo por aí por viver
Meus valores tão confusos reprimidos por você"

Quase enlouqueço quando o Jensen fugiu de mim, pois aquele bairro é muito perigoso, nunca teria me perdoado se algo acontecesse com ele.

Liguei para o Morgan quando percebi que não ia encontrá-lo, ele avisou o pai que acionou a policia, quando o encontraram, ele e o Roger foram pessoalmente falar comigo, fiquei muito sem jeito por saber que o pai do Jensen sabia sobre nós dois, ele me fez essa proposta, quis protestar, pois sei que ficarei longe dele por muito tempo! Mas fui convencido que seria a melhor maneira de ajudá-lo.

"Jared, a maneira que meu filho quer o seu apoio, você não está disposto a dar, e acredito que isso traria mais problemas para ele, conheço o seu pai suficiente para saber disso, então aceite esse trabalho, se puder ceda seu caminhão para empresa, pois precisamos e depois dessa tempestade você o procura e se acertam ou terminam de vez."

As palavras do Roger ecoam na minha mente, eu acredito que esteja fazendo uma besteira me afastando desse jeito, mas estou apostando nos sentimentos do Jensen, sei que ele me ama, tenho certeza disso.

Por outro lado penso se não seria melhor esquecer tudo o que aconteceu entre a gente, pois realmente não tenho necessidade de sair do "armário", acredito que nunca tinha sido tão sincero com ele, e isso será sempre um problema, mas só de pensar que nunca mais poderei beijar aqueles lábios, mergulhar naquele corpo, ser possuído por ele, me viciei em tê-lo dentro de mim. Já mudei tanto... Pois ser passivo nem passava na minha mente, de repente esse lance de assumir posso mudar também, porém isso é bem mais difícil!

"E viver já nada mais significa
Até já me esqueci."

Duas semanas depois. (Jared Pov)

Sinto que esse frete vai se estender por muito tempo, no momento estou no Tennessee, atravessarei Missouri até o Kansas, onde as fábricas serão construídas, e as carretas têm de dirigir devagar por causa do tempo e do transito, atravessar um estado com uma velocidade máxima de 20 km por hora é pensar que passarei a minha vida toda aqui.

Meu pai está feliz apesar do tipo de carga, depois que os seus exames deram normais, o bichinho das estradas o mordeu novamente, acredito que nunca deixou de morder.

- Jared, acho que você vai gostar da surpresa que veio acompanhado do novo motorista. – A voz alegre do meu pai interrompeu meus pensamentos, todos voltados para o Jensen, ele não me respondia uma mensagem. – Papai Noel chegou mais cedo. – Essa frase me despertou a curiosidade.

Quando saí do banheiro do posto de gasolina, o nosso apoio nas próximas horas, encontrei minha mãe conversando com uma senhora acompanhada de uma bela morena, previ problemas pelo olhar que a garota me deu.

- Esse é o meu filho, Jared Padalecki. – Minha mãe me apresentou cheia de orgulho. – Sara McCoy e sua filha Sandra McCoy, elas estão com o Mark McCoy, amigo do seu pai de longa data.

- Vejo que já conheceu as nossas novas companhias. – Meu pai tinha um sorriso de orelha a orelha e o pai da garota também, parecia que os quatros já estavam preparando o casamento e Sandra pareceu gostar da ideia, engoli seco, talvez em outra ocasião pudesse entrar no jogo, mas com Jensen tomando conta do meu coração e dos meus pensamentos a festa teria de ser cancelada.

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- Mas o teu filho é dono do próprio caminhão? – Perguntou Mark, estávamos todos reunidos em uma única mesa para o jantar, logo pegaríamos a estrada, a noite era o melhor horário, podíamos até aumentar a velocidade.

- Sim, um Internacional Luxo. – Meu pai tinha orgulho de mim por ter conseguido meu caminhão tão rápido.

- E por que um frete desse? – O homem estava curioso.

- Ele trabalha para a Ackles, está passando por uma situação difícil, tá sabendo, certo? – Mark confirmou. – O Roger...

- Bom companheiro e excelente patrão! Se eu morasse mais perto de uma das filiais já teria ido pedir uma vaga. – Mark interrompeu a história.

- Pois é, então ele pediu a nossa ajuda, para empresa do filho...

- Esse filho, eu estava presente na surra que ele deu no rapaz. – Meu estomago revirou, sorte que tinha comido pouco.

- Porém nem adiantou, depois perdoou e aceitou, se fosse meu filho, não estaria passando por esse tipo de problema, por que estaria morto! – Meu pai bateu na mesa para enfatizar suas palavras.

-Mas parece que o garoto, apesar desse problema é bom também...

- E muito bonito. – Comentou a Sara. – Educado...

- Educado demais para um caminhoneiro. – E todos riram, tentei acompanhar as risadas para disfarçar, mas não conseguir. Sandra apenas observava a conversa.

- Esse ai ficou amiguinho dele...

- Casamento avista?

- Não fala isso nem brincando! – meu pai fechou a cara para o amigo. – Filho meu que nasce macho, morre macho!

- Desculpa ai. – Mark pediu, pois conhecia meu pai e não queria problemas.

- Tudo bem. – Meu velho voltou a sorrir. – Mas devo dizer que o garoto é bom mesmo, por isso incentivei o Jared a deixar seu caminhão e pegar esse frete.

- Pai, não foi por isso, o senhor estava louco para pegar estrada novamente. – Comentei para ver se saiam do foco: Jensen Ackles.

- Isso é verdade. – Minha mãe fez coro.

- Eu entendo o teu pai, adoro estrada, viajar, atravessar o país. – Sandra se manifestou, e pelo sorriso queria atravessar o país comigo.

- O que vocês acham? A Ackles sai dessa? – Mark estava curioso.

- Saí, se houver justiça, esse cara da Metatron, Curtis, filho de caminhoneiro, igual o menino Ackles, mas nunca pegou em um volante, é muito explorador, tem um companheiro de estrada que ficou paralítico, a empresa deu um jeito, e o coitado ficou sem nada, teve de lutar para conseguir uma pensão do governo. – Meu pai falava com amargura, nem sabia que ele conhecia o dono da Metatron. – O que ele conseguiu, foi com muito sangue dos nossos companheiros de estrada.

- Dizem que o menino é mais compreensível que o próprio Roger. – Mark completou.

- Deve ser o lado mulher dele. – E novos risos, e como sempre o preconceito não é esquecido, mesmo com a admiração explícita que os dois têm por Jensen.

- Vamos... – Não esperei resposta e seguir para o meu caminhão.

Estava encostado olhando a foto de Jensen no meu celular, tenho apenas duas, uma que estamos juntos na frente do Azulão, foi tirada quando éramos apenas bons amigos, depois não tive mais coragem de tirar nenhuma foto com ele, e a outra ele está com a babar por fazer, um ar de riso e um brilho maravilhoso em seus olhos verdes, meu coração aperta de saudades.

"eu procuro me esconder
De pessoas que acreditam meus problemas resolver"

- Oi. – Sandy me assustar e passo a foto de Jensen rapidamente, gesto quase automático que adquirir quando era pego olhando as imagens do loiro. – Ela é bonita. Olhei para o meu celular e estava a foto de Genevieve, no restaurante da empresa. – Sua mãe me disse que você andava triste pelo fim do namoro. – Quando voltei para casa no dia em que Jensen e eu terminamos, não conseguia disfarça a minha tristeza e contei que tinha acabado o meu namoro. – Você ainda gosta muito dela?

- Gosto. – Respondi seco, para evitar novas perguntas.

- Tem esperança de volta? – Minha estratégia não funcionou a garota era mais intrometida do que eu pensava.

- Tenho. – Quis acabar logo as esperanças dela.

- Isso impede de sermos amigos? – Ela era esperta percebeu meu corte. – Afinal teremos de ficar algum tempo juntos, e estou de férias e sempre gosto de viajar com meus pais, infelizmente eles estão com esse frete.

- Tudo bem. – Sorrir e estendi a mão que foi ignorada, mas recebi um beijo no rosto, percebi que Sandra não tinha desistido.

- Hoje cowboy da estrada, você terá companhia para esse trecho. – E sem permissão ela subiu na minha boleia.

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Continua em Jared Pov.

"Tantos planos, sonhos, feitos em pedaços por você
Que tolice tanto amor desperdiçado por nós dois
E na solidão me agarro a qualquer coisa
Que ainda resta desse amor"

Chegou o Natal, o tempo parece que corre mais devagar, porém ele corre, e essa é a minha esperança para rever o Jensen.

Devo dizer que a companhia de Sandra não era toda desagradável, apenas não gostava quando ela entrava no modo sedutor, por enquanto tinha conseguido desviar suas intenções, ela seria a garota ideal para os meus planos antes de Jensen: Casar e dá minhas escapulidas para saciar o meu outro lado, mas agora isso me parece uma tortura.

- A família que faz a transportadora Ackles. – A voz de Roger Ackles soa por uma tela na parede do restaurante de um posto de gasolina onde tem muitos caminhoneiros longes de suas famílias, alguns sortudos os têm do lado, assim como eu, que tenho minha mãe e meu pai ao meu lado, mas sinto muita falto do Jensen, e o vendo ali ao lado do seu pai. – Nós queremos desejar a todos um Feliz Natal, estamos passando por uma situação muito triste não apenas na empresa, mas no seio de nossa imensa família com o estado de Misha, mas á luz de esperança do Natal renovamos as nossas energias e com fé acreditamos que tudo vai dar certo.

Josh e Mack falaram suas mensagens e por ultimo o Jensen: - Quero agradecer há todos os meus companheiros de estrada, não sei o que eu faria sem ajuda de cada um que faz a Ackles Detroit. – Ele sorria, mas seus olhos não, sua tristeza era clara, mesmo passando mensagens de esperança, conforto e alegria.

- Devia ser pecado um homem ser tão lindo assim. – A voz de um homem atrás de mim me roubou atenção da mensagem do Jensen, pois estava carregada de desejo.

- Bem que papai Noel podia se lembrar de mim e me dá esse loiro de presente... – Uma mulher comentou.

- Mas ele não gosta da fruta. – Rebateu outro caminhoneiro.

- Verdade, esse aqui experimentou e agora está apaixonado. – Um carreteiro alto e barbudo, falou batendo na cabeça de outro que gemeu antes de reclamar e tentar negar. – Faz duas semanas que o nome Jensen não sai da boca desse aqui. – Novo tapa.

- Pelo menos eu sei o gosto daquela boca. – E o homem saiu visivelmente aborrecido. Para mim o Natal acabou também, sair com ódio de imaginar o Jensen com outra pessoa.

Indignado fui para fora, fechando o casaco, estava frio caminhei em direção ao meu caminhão, sem me despedir, se estranharam nem percebi, estava com muita raiva, e liguei para ele, porém para variar e para aumentar a minha indignação não fui atendido.

- Agora você resolveu que quer ser puta de beira de estrada? – Eu falava na caixa mensagem de Jensen, e sem perceber chorava impotente de puro ódio e ciúmes. – Vai pra cama com qualquer um?

- Jared! – Sandy se aproximava de mim. – Você deve está péssimo! – Não entendia como ela sabia. – Ver a sua ex, feliz ao lado de outra pessoa. – Fiquei sem entender menos ainda.

- Como assim? – A curiosidade se fez presente.

- Não precisa fingir, eu vi quando você saiu ao vê-la com outra pessoa. – Forcei a minha mente, e lembrei que depois das mensagens dos Ackles começaram a passar várias pessoas, não percebi, pois me concentrei na conversa dos caminhoneiros. – Ela seguiu em frente, coisa que você deve fazer.

- Sandra... – Ela colocou um dedo nos meus lábios me impedindo de continuar.

- Eu sou uma mulher, estou carente, você é um homem quente, desimpedido, e no momento precisando de um carinho. – Ela colocou o corpo dela junto ao meu.

- Seus pais...

- Eu sou mais velha que você, qualquer coisa fui eu que te seduzi. – Ela se esticava tentando alcançar meus lábios. – Nós dois precisamos disso. – Ela se esfregava em mim, buscando mais contato.

Sandra não seria a primeira mulher na minha vida, de vez em quando saia com uma, porém tendo Jensen na minha mente, não sabia se conseguiria.

- Eu...

- Vamos apenas nos deitar juntinhos, trocar algum carinho, conforto, se acontecer tudo bem, senão, tudo bem também. – Refleti e pegando-a no colo com apenas um braço a carreguei para o meu caminhão, não pude deixar de comparar, a leveza e os cotornos da garota, com o peso e os músculos de Jensen, mas ela tinha razão: Eu necessitava desse calor que estava me oferecendo.

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Jensen Pov.

"E viver já nada mais significa
Até já me esqueci."

Esse foi o pior natal da minha vida, mesmo na época que briguei com meu pai não me senti assim, tão arrasado, quase sem esperança.

Misha ainda em coma, seu quadro era estável, os médicos acreditavam que logo ele iria acordar, mas vendo meu amigo: pálido, com aparelhos o mantendo vivo no leito do hospital, me perguntava se era verdade.

A empresa perdia dinheiro com os contratos que não podia cumprir por falta de caminhão, e rejeitava outros pelo mesmo motivo.

E para completar essa mensagem de Jared, mais uma, eu escuto todas que ele me manda, em uma espécie de tortura, não respondo nenhuma, porém essa... Me chamar de... Uma raiva cresceu no meu coração... Quem ele pensa que é? Tudo bem que andei fugindo da tristeza nos corpos de uns e outros... Mas isso não me faz uma vadia.

A ligação para o Jared foi interrompida por uma da Vick que depois de colocar as crianças para dormir foi para o hospital ficar com o Misha.

- Ele acordou! – Vick chorava de felicidade.

Corri para o restaurante da empresa, local onde a ceia estava acontecendo e gritei: - Misha acordou!

- Jensen! – Meu pai vinha gritando atrás de mim, pois depois que gritei corri em direção ao meu carro. – Deixa que eu dirijo.

- Não precisa! – Estava eufórico.

- Obedece ao teu pai! – Minha mãe vinha logo atrás o do velho, e sem discutir entreguei a chave para ele. Foi melhor assim, estava muito agitado e podia correr mais do que o limite de segurança, tinha neve nas ruas.

Encontramos a Vick no corredor, seus olhos brilhavam de alegria.

- Nosso Anjo voltou. – A abracei emocionado, choramos juntos como tantas vezes fizemos nesse ultimo mês, mas dessa vez foi de alegria.

Estava distraído aguardando quando poderia falar com o Misha, e se poderia ainda falar com ele essa noite ainda.

- Feliz Natal. – Uma voz profunda falou atrás de mim, quando me virei encontrei o Tenente Hartley.

- Feliz Natal, Justin. – Algumas vezes ele me ligou depois do acontecido, sentia o interesse dele, apesar dos telefonemas inocentes, parecia que ele estava me dando um tempo, porém marcando presença. – O que aconteceu? – Me assustei o seu casaco estava sujo de sangue.

- Isso é de um colega que apareceu bêbado na delegacia e caiu quebrando o queixo, mas ele está bem. – Hartley explicou. – E você o que está fazendo aqui?

- Meu amigo acordou! – Ele sorriu junto comigo.

- Jensen por que você não vai tomar um café com o seu amigo? – Meu pai chegou todo sorridente para Justin. – Feliz natal, tenente.

- Justin, Sr. Ackles. Feliz natal também, e acredito que seja com essa notícia. – Hartley de um sorriso para o meu pai tipo: Sou o genro ideal, ri, pois nesse momento tudo me fazia ri, de tanta felicidade que sentia.

- Pode me chamar de Roger. – Ainda bem que meu pai não disse para o tenente lhe chamar de pai, mas pelo tom que ele usou saiu quase a mesma coisa.

- Pai, o Justin ele está com o amigo...

- Não se preocupe, a minha parceira a Tenente Mack está cuidando disso. – Justin me interrompeu. – Vamos...

- Mas o Misha... – não queria me afastar de perto do quarto de Misha, onde os médicos o examinavam, estava ansioso para falar com ele, ouvir novamente sua voz, ver seus olhos azuis...

- Ele não vai a lugar nenhum, e além do mais a primeira a vê-lo será a Vick e não se preocupe, se o médico permitir visitas, sua vaga está garantida. Leve-o daqui tenente, pois se o médico demorar muito a sair do quarto de Misha, ele será capaz de invadir. – Meu pai me empurrou na direção da lanchonete do hospital.

- Ai, eu terei de prendê-lo. – Justin riu e me conduziu tocando em meu ombro.

Na lanchonete uma atendente com o gorro do papai Noel nos serviu:

- Um cupcake para adoçar o Natal. – Nos disse com um sorriso cansado ao nos servir o café.

- De plantão no Natal, tenente?

- Sempre acontece isso, minha família está em Illinois, meus feriados com eles são em anos alternados, a mesma situação da Allison, por isso ficamos de plantão dando chance para os colegas ficarem com a família. – Eu olhei pela primeira vez com atenção para Justin. – O que foi? – Acho que arregalei os olhos, ele se parecia demais com uma pessoa, de maneira geral, mas algumas características não combinavam.

- Nada, apenas lembrei-me de algo. – Não podia dizer o que para ele. – E o seu colega que se machucou? – Troquei de assunto.

- A esposa o deixou, sem avisar nada, ele descobriu quando chegou em casa com os presentes de natal, resolveu beber e depois foi trabalhar, agora estamos aqui. – Justin levantou a xícara de café em um brinde solitário. – Na hora fiquei muito chateado com a situação, além de ter de ficar na delegacia, vim para o hospital, mas já passou, afinal ganhei meu presente de natal. – Não perguntei nada, pois pelo seu olhar, soube que o presente era eu. – Não é o ideal, mas realmente adorei te encontrar aqui.

- Obrigada por me deixar com aquela mala. – A chegada da parceira de Justin me poupou de responder alguma coisa.

- Como ele está? – Hartley perguntou sério, não gostou da interrupção.

- Está bem agora, a esposa veio ao seu encontro, junto com os filhos, acredito que irão se reconciliar. – Allison, pegou a caneca de café de Hartley, bebeu o que restava e comeu o meu bolinho, que se encontrava intocado na mesa. – Agora vamos voltar para a delegacia, tenho que terminar alguns relatórios. - Ela era um furacão, e Justin me olhou com pesar, antes de levantar da cadeira, não me restou opção além de segui-los.

- Você vai viajar esses dias? – Justin me perguntou quando paramos para as despedidas.

- Agora com a nova situação do Misha...

- Rapazes! – A voz de Allison nos interrompeu novamente e olhamos para cima, na direção que ela apontava, e tinha um visco de natal sob as nossas cabeças.

- Justin... – Comecei a dizer, mas grandes mãos envolveram meu rosto e doces olhos castanhos encaram os meus de maneira tão intensa que tive de fechá-los, apenas entreabri meus lábios e esperei.

A boca macia de Justin tocou a minha provando-a, segurei em sua cintura, e o beijo que deveria ser apenas um roçar de lábios se aprofundou, me vi invadido por uma língua atrevida e que buscou a minha envolvendo-a numa dança, que classifiquei como deliciosa antes de parar de pensar e se entregar aquele inesperado beijo.

Uma tosse insistente e irritante interrompeu nosso beijo.

- Feliz Natal. – Essa voz doce, rouca junto ao meu ouvido me fez despertar do beijo.

Quando abrir meus olhos, Justin andava de costa sendo arrastado por um furacão loiro.

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N.A.: Desculpa essa longa demora, os problemas são os mesmo da maioria das fic writer, e ainda tenho um grave problema de vista que incomoda quando digito e falta de privacidade. Mas devo afirmar novamente que demoro, mas não abandono, a história na minha mente está completa, linda e cheia de surpresas, e ela vem com uma proposta diferente, que conseguir ter paciência com as minhas demoras vai curti, eu acho.

Esse capítulo foi corrigido por meu grande melhor amigo Robert, ele não é do meio das fic, lê apenas as minhas e dá os seus palpites. A minha Anja está fazendo mestrado e nessa época foram provas, trabalhos e mais trabalhos, simplesmente não deu, mas estamos juntas sempre. Te amo minha Arcanja.

Resposta aos reviews

Lalky

Demorou, mas atualizamos e ficaremos até o final, gostou da participação do tenente Hartley?

O tempo ficou mais escasso, a privacidade menos, problemas maiores, mas não vou abandonar, amo escrever e queria poder escrever mais ainda. O próximo já está sendo escrito.

Mil beijos

Guest

Realmente é triste uma fic abandonada, não pretendo fazer isso com essa e com nenhuma, mas espero terminá-la logo e gostaria de te ver por aqui nessa boleia.

Crisro

Acho que a raiva em cima do Jared deve ter piorada com esse capíluto, mas as estradas nos levam para caminhos misteriosos e as curvas nos pregam surpresas!

A distância não foi boa: o Jensen fez coisas que não é dele e o Jared foi empurrado para o futuro que ele sempre visualizou, uma esposa para a sociedade e a vida escondida para sal satisfação, agora vamos esperar o que vem na próxima curva.

Mil beijos.

Guest2

Parece que o Jared vai perder... srsrsrrs

Anonimo

Esse capitulo foi sofrido, mas teve coisas boas, o Misha acordou!

O Justin ganhou presente de Natal! Kkkkkk

Mas vamos ver os próximos, serão mais alegres.

Mil beijos.

Luluzinha

Sou má não, viu o Misha acordou está feliz com a família e o amigo

Agora os dois que estão na estrada que cada um escolheu.

Mil beijos

Maria Aparecida

Espero que não decepcione mesmo! Srsr

O Jared e o Jensen estão seguindo o que eles acreditam, apesar do Jensen está meio perdido, e o Justin você já fiu que está no do Jensen, e tem surpresas por aí! Srsrsrsr

Mil beijos.