N.A.: para quem não admite de maneira nenhum um dos meninos com outra pessoa, pulem esse capítulo, mas quem tem a mente aberta para novas experiências, vale a pena. E para quem vai pular vá até o Aviso no final.
Esse capítulo, ofereço para a madrinha do casal Jensen/Justin, Ivys, mais conhecida com Lothus. Obrigada minha linda pelas nossas conversas e pela linda história que por enquanto é tão restrita, agradeço por está no meio.
Jensen POV
- Alô. – Atendi ao telefone sem olhar para o visor, coisa que dificilmente faço.
- Até que fim, você me atendeu! – Fiquei mudo ao reconhecer a voz de Jared. - Jensen, para de fugir, precisamos conversar...
- Não temos nada para conversar. – E desliguei, sou um covarde, me senti meio adolescente, mas não estou preparado para nenhum tipo de conversa com Jared.
Algum tempo depois o telefone voltou a tocar, ignorei, mas a Alona entrou na hora e viu o visor. – Por que você não vai atender o Tenente Hartley?- Não falei nada e peguei o celular.
- Alô? – Tentei colocar despreocupação na voz, porém ainda estava tenso com o telefonema do Jared.
- Oi, tudo bem? – Justin parecia meio sem jeito.
- Tudo. Acabou a missão? – Perguntei mais por perguntar.
- Acabou. Eu... – A linha ficou muda. – Queria te ver.
- Justin... – Ele me interrompeu.
- Vai ter um jogo beneficente da NBA, Dallas Mavericks com o local, Detroit Pistons. – Você não é do Texas? Tenho cadeiras na área vip.
- Tudo bem. – Resolvi aceitar, afinal poderia ser um tempo sem pensar no Jared e na situação que estou envolvido. – Quando vai ser?
- Amanhã. Posso ir te buscar ás 18:00 h.
- Prefiro te encontrar por lá. – Esse negócio de ir à minha casa não agradou, era melhor manter um pouco a distância.
- Então, no portão A ás 19:00h?
- Ok. Até amanhã, então. - Me despedi, sorrir ao ouvir a respiração de alívio do outro lado antes da linha desligar.
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- Claro que você vai. – Misha estava me impedindo de ligar para Justin cancelando.
- Mas vou ser uma péssima companhia. Não estou bem. – Sonhei a noite toda com Jared, e sonhos bem molhados, me senti um adolescente.
- Você vai, dá uma bem gostosa, pois esse teu sonho é falta de rola. – Revirei os olhos, me prometendo nunca mais falar nada para ele.
– Cara não custa, relaxa, o julgamento está na porta.
- Você tem razão. – Resolvi manter o encontro
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A noite estava relativamente menos fria, apesar da época, luvas e uma jaqueta nas cores do time azul escuro e branco, Justin estava próximo ao portão, com os ingressos na mão vestido da mesma maneira.
- Oi. – Seu olhar me fez bem, admiração, desejo e algo mais, esse algo mais me aqueceu.
- Oi. – Ele deu uns tapinhas nas minhas costas, senti que queria me abraçar.
Com carinho me colocou na sua frente e durante todo o caminho sempre me tocava de maneira sutil, seja no meu ombro para chamar atenção de algo, ou falar algo no meu ouvido, algumas pessoas nos olhavam recriminado ou admirando, mas com certeza pensavam que éramos um casal.
O jogo não era de campeonato, mas a atmosfera estava alegre, e agradeci ao Misha por não me deixar desistir.
- Vem! Aqui são os nossos lugares. – Eram na segunda fileira. – Não disse que eram VIP? – Justin riu.
O jogo começou, e mais do que ganhar, as equipes estavam dando um show! Com passes engraçados, cestas do meio da quadra, as vezes olhava para Justin e ele sempre estava me olhando, acho que não estava prestando muita atenção no jogo.
- Eu amo hot dog de estádio. – Justin falou junto ao meu ouvido no intervalo.
- Eu também e gosto do grande! – Eu realmente amava hot dog, mas acho que falei com muita empolgação, pela risada que o tenente deu.
- Vai beijar ou vou ter que fazer isso? – Olhei para o homem ao meu lado e vi que ele estava falando com o Justin, e para minha surpresa me vi no telão, e uma frase como legenda avisando que era a câmera do beijo.
Justin colocou a bandeja com os hots, batata-frita e refrigerante na mão do homem que falou, e me segurou pela cintura tomando posse dos meus lábios em um beijo molhado, os gritos de incentivo explodia em minha mente, enquanto a língua quente do tenente invadia a minha boca.
- Parece que o destino pede para nos beijarmos. – Ele cochichou em meu ouvido depois de interromper o beijo, ele sorria orgulhoso e satisfeito, eu estava tímido, não achava que um dia voltaria a ter demonstrações de afeto em público.
Depois do beijo o tenente se tornou mais tátil, limpava a minha boca suja de molho com a ponta dos dedos e depois lambia, acho que não usava os próprios lábios por não ser de bom tom, não por sermos dois homens, mas pelo local mesmo, porém Justin me abraçou e me deu um rápido beijo nos lábios, quando o Dallas fechou o placar e ganhando do time local.
- Espero que ainda esteja com fome. – Justin segurava a minha mão desde que saímos do estádio.
- Cara! Sou carreteiro e três hot's não enchem o meu estomago.
- Ótimo, conheço um lugar aqui perto que o bife com batatas-fritas é um crime! – Sorri com a maneira de ele fechar os olhos e lamber os lábios ao falar da comida.
- Hum, eu pensava que policiais comiam apenas rosquinhas e tomavam café. – Ganhei um leve soco no ombro.
Fomos caminhando brincando, rindo um para o outro, aproveitando a noite agradável. Justin me levou para um restaurante que era dividido em cabine, sentamos em uma do canto de frente para porta, onde podíamos apreciar o movimento. Justin sentou ao meu lado e não na minha frente como esperava.
- Você parece pensativo. – Justin comentou depois que a garçonete anotou os pedidos, dois bifes com batatas fritas.
- É estranho...
- O que é estranho? – Mordi os lábios encarando aqueles olhos castanhos, eles eram doces, fortes e pareciam querer invadir minha alma, na verdade parecia que queria possuí-la.
- Mãos dadas, carinhos em públicos... – Encolhi os ombros.
- Eu pensei que você era assumido! – Justin exclamou surpreso.
- Eu sou!
- Então? – Ele abriu as mãos, como se perguntasse: E dai?
- Eu sou caminhoneiro, existem muitos gays a maioria dentro da cabine. - Ele riu. – Quando fui arrancado da minha... – Contei a minha história. – Devido essa situação de poucos se assumirem pensava que nunca mais andaria de mãos dadas em público. – Não conseguia deixar de pensar no Jared.
- Foi difícil seus colegas aceitarem? – Justin perguntou e colocou sua mão sobre a minha.
- Não! Eu sou o dono da empresa, qualquer coisa... – Caímos na gargalhada. – Alguns sim, mesmo os que trabalham comigo, mas não perturbam, agora nas estradas tem os assédios, as agressões verbais que ignoro e dificilmente estou sozinho, já briguei, já bati, apanhei nada sério...
- Eu sou policial, e no meu meio também não é fácil. E a delegacia não é minha. – Rimos, Justin fechou os olhos como se lembrasse de algo. – Acredita que um policial não quis ser meu parceiro com medo que eu desse em cima dele?
- E o que você disse para ele? – Fiquei curioso.
- Nada, apenas apresentei meu namorado na época. – Ele riu. – Pensa em um moreno lindo, mais alto do que eu... – Desviei o olhar e bebi a minha cerveja.
- Acho que acabei de descrever o seu ex. – Justin colocou a mão no rosto e balançou a cabeça.
- Você é bom! – Ri para descontrai. – Esquece continua. – Pedi.
- Ainda bem que a Allison surgiu na minha vida, na verdade foi muito bom para os dois, ela enfrentava problemas por ser mulher, juntos formamos uma dupla imbatível, tivemos de ser os melhores e agora irei enfrentar uma nova batalha, vou para o FBI. – Ele me olhou e mordeu os lábios. – estava pensando em me mudar para Nova Iorque, mas agora...
- Justin... – Ele enfiou uma batata na minha boca, e sorriu.
- Mas voltando ao assunto principal, enfrentei família, amigos, colegas de trabalhos ao me assumir como gay, então não abro mão dos direitos que eu tenho de ser feliz! Andar de mãos dadas, de trocar um beijo... Não me privo de dá e receber carinho com a pessoa que está comigo pelo que os outros vão pensar. – Dentro de mim a admiração por ele crescia, mas infelizmente não coseguia evitar a comparação com o Jared.
A conversa foi para um rumo mais leve, falamos de esporte, torcemos por times diferentes, eu sou do Texas e ele de Illinois , tivemos uma pequena e divertida discussão sobre quem era o melhor, Dallas Mavericks ou Chicago Bulls, ele me contou histórias do seu dia a dia na polícia e eu das estradas.
Suas pernas nem por um minuto deixaram de pressionar a minha, e toques de mãos aconteciam a todo instante, em comentários mais picantes ele falava em meu ouvido e logo comecei a fazer o mesmo, e assim como Justin passei também ignorar qualquer olhar que recebíamos e nem eram tantos assim, talvez por que o restaurante estava quase vazio.
- Sabe que você me lembra alguém? – Comentei.
- Quem? – Ele me olhou com expectativa.
- Deixe para lá. – Não podia dizer quem ele me lembrava.
- Algum ex? – Parecia que ele estava mais se divertindo do que curioso.
- Hum... Não, não realmente. Vamos. – Encerrei o assunto.
- Vamos. – Pagamos a conta e fiz questão de dividir, sobre protestos, mas ignorei.
A noite já estava mais fria, porém ainda agradável. Justin nos guiou até uma pequena praça, existiam alguns casais por lá, mas nenhum se dignou a nos olhar.
Fomos para debaixo de uma arvore, onde ele encostou-se ao tronco e me puxou de encontro seu corpo, Justin era mais alto do que eu. Lamentei nossos casacos, gostaria de sentir melhor aquele corpo, mas esses pensamentos foram empurrados para depois, apenas me entreguei a boca que procurava a minha.
- Oh! Estou me sentindo um adolescente, daqui a pouco gozo nas calças. – Comentei entre um intervalo de beijos. No momento eu estava agora sendo prensado na arvore, com uma mão de Justin dentro do meu casaco que estava aberto igual ao dele, e a outra apertava minha bunda me puxando de encontro com seu membro duro que friccionava o meu igualmente rígido. As minhas mãos não estavam diferente das suas, apenas uma delas era mais afoita estava da camisa de Justin sentindo os músculos de sua costa, acho que a temperatura tinha se elevado entre nós.
- Que tal buscarmos outro lugar? – Sua voz está rouca, seus dentes mordiam a ponta da minha orelha, e desceu em direção ao pescoço, onde sugou levemente.
- Então vamos logo. – Minha voz também está ofegante.
– Oh! – Gemi e fui calado com mais beijos.
- Acho que devemos ir rápido. – Justin segurou a minha mão e seguimos rindo.
Pensei que nunca tinha me sentindo tão leve, foi uma noite perfeita, sempre fui romântico, as pessoas podem pensar que isso é estranho para um caminhoneiro, porém nos somos assim românticos por natureza, e eu gostava de andar de mãos dadas, conversar ao pé da orelha, amassos antes de ir para um lugar mais intimo e depois que me assumi gay, isso foi perdido, pensei que poderia ter com Jared, mas a situação dele acabou com minhas esperanças e agora me encontro aqui junto de alguém que sai simplesmente para satisfazer meu corpo, esquecer um pouco de Jared, na verdade eu pouco pensei nele, essa noite está perfeita para ser guarda.
Eu não queria estragá-la indo para cama e depois nem querer olhar na cara de Justin, principalmente por que eu acho que ele gosta de mim.
- Poderíamos ir apenas em um carro. – A voz de Justin estava rouca e ele me encarava cheio de desejo.
- Justin... – Estávamos parados ao lado do meu carro. – Eu... É melhor... – gaguejei.
- Você não quer continuar? Aconteceu alguma coisa? – Sua voz reflete a surpresa.
- Não! Apenas tenho... Que... Trabalhar, amanhã cedo, é isso! – Sabia que era um desculpa ridícula, mas como explicar a verdade para ele? Estou me sentindo ridículo, pois meu corpo queria continuar sentindo o prazer anterior, mas eu não quero perder as sensações desta noite. – Eu... – Justin riu. – O que foi? – Perguntei surpreso com a sua reação.
- Nunca cometa um crime. – Ele disse e o seu sorriso morreu em seus lábios. – Eu não sei o que aconteceu, e pela minha experiência policial você é um suspeito...
- Suspeito? – Interrompi, ele colocou os dedos sobre meus lábios, em uma carícia que me calou.
- Um suspeito que não vai confessar facilmente, claro que eu iria adorar tirar uma confissão sua. – Ele fechou os olhos, respirou fundo. – Mas é melhor você ir, pois a tentação é muita. - Entrei no carro, baixei o vidro e ele segurou minha cabeça me dando mais um beijo que foi plenamente correspondido. – Tem certeza? – Ele me olhou com esperança, apenas balancei a cabeça confirmando.
Fiquei observando ele indo para o seu carro, estacionado a uns 10 metros na frente do meu, não o podia deixar sozinho no estacionamento vazio, quando entrou no veículo dei a partida e sai.
Cheguei a minha casa, resolvi tomar um banho, ao me olhar no espelho, vi meus lábios ainda inchados, lembrei-me de Justin e levei minha mão ao meu pênis sobre a boxer que ainda vestia, fiquei duro quase que imediatamente, fui para o Box do chuveiro e comecei em um vai e vem, gemi com as imagem da nossa noite, dos beijos no parque, de suas mãos me apertado as nádegas e me puxando de encontro o membro duro, mas essas lembranças se misturaram com a de um moreno alto, com o sorriso mais lindo que já vi em minha vida, e logo gemia o nome Jared.
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- Você fugiu feito uma donzela! - Misha exclamou, quando contei que não aconteceu nada.
- Por isso que eu não queria te dizer nada. – Realmente não iria contar a ele, mas o Misha quando quer algo...
- Jensen, qual era o problema? Você é gay e não uma garota que não transa no primeiro encontro, por que quer pegar o cara - Eu revirava os olhos. – E você quer namorar com ele?
- Não...
- Então? - Ele me interrompeu. - Era para você sair, se divertir e relaxar.
- Eu me diverti! Não preciso de sexo para isso, foi melhor assim. – Mas que o meu corpo está meio frustrado está! Fazia tempo que realmente não sentia tanta vontade de ir para cama com alguém, por desejo de ir e não para mascarar a dor. - Eu acho que ele gosta de mim. – Coloquei esse outro ponto para o Misha.
- E daí? Ele parece ser um cara legal.
- Por isso mesmo, ele é um cara legal, detestaria machucá-lo.
- Mas por que machucá-lo? Você é livre...
- Não sou livre! – Me levantei da cadeira e olhei o pátio da empresa, O Azulão estava lá, tinha acabado de chegar de viagem, estacionado ao lado da Rainha.
- Claro que você é livre, está preso em uma relação que não existe mais, por tanto é um homem livre. – Tinha lógica, mas eu não estou preso na relação e sim a um sentimento por alguém que não é fácil esquecer e nem sei se quero. Sei que é absurdo, mas dói pensar que meu afastamento do Jared é para sempre, penso que se de repente ele se assumisse podíamos reatar, por outro lado não vejo esperança disso acontecer.
- De qualquer forma, acredito que o Justin não queira mais me ver. – Esse pensamento me deixa triste, afinal foi divertido, apesar de toda a minha confusão.
- Só por que não foi para a cama com ele? – Misha balançou a cabeça. – Se ele gosta de você, com certeza vai querer tentar novamente. Liga para ele, vai tentar ser feliz!
- Não sei! Vou à empresa. – Me despedi de Misha, precisava pensar e ter algum pensamento coerente.
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Acho que o Justin desistiu, seu telefone está fora de área, claro que ele pode ter saído em alguma missão, mas ele estaria de folga hoje, se tivesse acontecido algum tipo de problema, se fosse do seu interesse teria me ligado. Com esse pensamento resolvi esquecer a situação e procurar algo para fazer.
- Alona, eu vou fazer esse frete para Holland, é no máximo três horas de viagem, prepara a Rainha. – Precisava espairecer e atrás do volante... Não tem nada melhor.
- Ok! Vou mandar atrelar a carreta na Rainha. – A voz de Alona era divertida, ela sabia que eu aproveitaria qualquer oportunidade para dirigir um caminhão. Michael me proibiu de sair do estado por muito tempo até o processo terminar, mas com um frete desse não corro nenhum risco de perder o julgamento. – Logo após o almoço ela estará pronta para sair. – Avisou Alona.
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- Droga! – Está tendo blitz e parece que os caminhões estão sendo parados e revistados. Vou avisar logo a empresa, pois acho que terei de abrir o baú e preciso de autorização para isso. Acho que uma viagem de três horas irá se transformar em seis.
Quando mandão a Rainha encostar meu coração acelera, é gostosa essa sensação sei que é por nervosismo, mas o policial que mandou parar é o Justin.
- Quer convite para baixar o vidro. – Ele fala alto quando não baixo o vidro da janela assim que paro, está lindo com um casaco longo e preto para se proteger do frio, usando também luvas pretas, e para completar óculos escuros tipo Ray Ban, ele parecia irritado e acho que contribui para isso.
- Desculpe. – O vejo engolir seco e depois um sorriso tímido.
- Você pode descer do caminhão? – Sua voz tinha mudado de tom diria que estava suave, parecia que estava com medo de me constranger.
- Claro. – Desci da cabine e entreguei em suas mãos os meus documentos, que se esqueceu de pedi.
- Frank! – ele chamou um guarda acompanhado de um cachorro. – Preciso da sua presença aqui.
- Problemas? – Um homem de uniforme se aproximou.
- Ele é meu amigo. – Falou apontando para mim. Compreendi que era para não ser acusado de algum favorecimento.
- Entendi. Você pode ir para o outro caminhão. – Disse o homem.
- Não! Eu quero ficar. – Justin sorriu para mim.
- Entendi... – Dessa vez Frank deu um sorrisinho. – Abra o baú.
Dirigimos-nos para trás do baú, onde coloquei um código na fechadura eletrônica, ela destravou e quebrei o lacre de segurança, subi por uma pequena escada para o acesso dos trincos na parte de cima do baú, ao descer me desequilibrei, se não fosse Justin me segurar teria caído, claro que suas mãos na minha cintura se demoraram mais do que o necessário e antes dele soltar ganhei um leve e gostoso aperto, meu corpo esquentou, e meu pênis começou a querer despertar, adoraria que ele me revistasse.
Colocaram o cachorro dentro da carreta e esse começou a cheirar entre a carga, compostas dos moveis de madeira, sofás e colchões. Rezei para não ter nada suspeito, caso contrário não sairia tão cedo daqui apesar de está acompanhado de um sexy policial que não parava de me olhar, ele falou de coisas aleatórias, mas percebi que ele queria falar outro assunto, mas estava impedido devido à presença do outro policial.
- Limpo tenente! – Frank falou quando o cachorro voltou. – Agora a cabine.
- Vou fechar aqui. – Subi novamente pra fechar o trinco, e me desequilibrei novamente, dessa vez foi de propósito, baixei a cabeça para esconde o riso cínico, quando ele me segurou novamente pela cintura. Acionei a fechadura eletrônica, recolocando o lacre e passei o número deste para a empresa, Justin se manteve muito próximo das minhas costas, próximo demais, se eu desse um pequeno passo para trás esbarraria nele.
Na cabine o cachorro se encantou pelo frigobar, por isso entramos, Matt tinha deixado uma lasanha, salsicha, salame, queijo e bacon. Retiramos tudo, pois Frank disse que podia ser um truque para confundir o cão, porém o animal foi atrás dele que levava as guloseimas.
- Acho que ele está com fome. – Comentei com Justin.
- Se fosse eu com certeza, tomei apenas o café da manhã e bem rápido. Mas os cães comeram, acho que a ração foi pouca para muito trabalho. Estamos aqui desde cedo, e o trabalho foi ininterrupto. – Justin explicou. Agora ele estava sem óculos e me encarava. – Ontem seu não foi pra sempre ou apenas para aquele momento?
- Não sei. – Ele me olhou triste. – Mas eu te liguei hoje.
- Por quê? – Um sorriso esperançoso queria surgir, mas ele se controlou como quem não quisesse ter ilusão.
- Por que... – Frank voltou com outro cachorro. Justin respirou fundo, senti que sua vontade era de mandar o outro policial ir embora.
- Tá limpo! Seus produtos serão devolvidos, a tenente Mack, virá trazer. Boa viagem. – Agradeci e Frank saiu da cabine com o cachorro.
- Termina o que ia falar. – Justin cobrou.
- Porque descobrir que o não foi para aquele momento. Eu quero muito te encontrar novamente, foi divertido, gostoso, quente, algo que nunca tinha experimentado... Você sabe um pouco da minha história. – Não quis falar mais nada, pois a confusão dentro de mim ainda estava lá, porém eu tinha a certeza de quereria vê-lo novamente, principalmente após encontra-lo aqui.
- Acho que vou colocar meu distintivo em risco. – Justin se aproximou, a cabine da Rainha era alta e o permita ficar em pé. O olhei se aproximando sabia que ia acontecer fechei os olhos e esperei, meu último pensamento foi o quanto a boca do tenente era macia e ele sabia como usar, abrir meus lábios para dá acesso a língua que revistou cada cantinho da minha boca.
- Não sabia que o suspeito tinha engolido alguma prova. – Uma voz feminina nos assustou.
- Allison! – Justin exclamou como uma repreensão.
- Como assim engoli alguma coisa? – Perguntei. Ainda ofegava um pouco.
- Ele estava te fazendo uma endoscopia. – não resistir e ri. – Não aguento de fome. Essa lasanha é de preparo rápido, tem micro-ondas nesse monstro.
- Monstro não, Rainha! – Corrigi. – Tem sim, eu faço!
- Não tem necessidade. Já o atrasamos muito. – Justin falou, Allison entortou a boca.
- São apenas 7 minutos, não vai fazer tanta diferença. – Falei pegando a lasanha das mãos da loira. Coloquei no forno micro-ondas e este não funcionou. – Acho que você tem de pedir desculpa para a Rainha, por tê-la chamado de monstro.
- A fome é maior. – Allison revirou os olhos. – Desculpa Vossa Majes...
- Sem ironia! – Interrompi, Justin mordeu os lábios para não rir.
- Ok! Desculpa, não queria chama-la de monstro, mas é por causa do seu tamanho grandioso. – Ela levantou as sobrancelhas, como se perguntasse: Tá bom assim.
- Muito bem, agora é só ligar na tomada e pronto. – Justin caiu na gargalha, Allison abriu a boca indignada, mas logo estávamos rindo juntos.
Peguei alguns pratos e colheres descartáveis, assim que a lasanha ficou pronta, mais duas latinhas de refrigerantes que estavam no frigobar. – Sentem aqui. – E armei a mesa.
- Uau! – Allison olhou admirada. – Vou vender a minha casa e comprar uma dessa. – Tem cama? – Ela olhou para o sofá.
- Esse sofá se transforma em uma bem grande e confortável. – Não resistir e olhei para o Justin que sorriu de maneira tímida, baixando a vista.
- É piquenique? – Um homem olhou para dentro da Rainha.
- Capitão! – Allison sorriu. – Entre e coma um pedaço de lasanha, o homem salivou, realmente eles estavam passando por uma situação difícil ali, pois era um trecho da estrada deserto, sem nenhuma lanchonete perto. – Esse é o capitão John Schneider
- Vou aceitar. – Ele entrou e se sentou na cadeira do motorista, eu estou sentado no sofá com Justin, desconfiei que se os outros descobrissem que tinha alguma comida aqui, teria de preparar um lanche para todos ali.
- Cambio! Camisa dez está nos escutando? Algum problema? – A voz da central de segurança interrompeu a conversa.
- Cambio! Não está tudo bem. Logo entrarei em movimento. – Informei. – Sem pressa! – Disse para o capitão que ainda comia e quis se levantar.
- Já terminei. Vamos, temos trabalho para fazer. Obrigado pelo lanche. – O capitão saiu seguido de Allison.
- Não estou aqui para alimentar a guarnição, exijo pagamento. – E calei Justin com um beijo, acho que foi o primeiro que iniciei, sempre sou eu que sou beijado.
- Eu sabia que tinha de voltar. – Novamente Allison nos interrompeu, fiquei meio sem graça afinal eu estava sentado no colo de Justin, que sorria feliz.
- Eu acho que você prestou um grande serviço hoje e merece ser bem recompensado. Quando você volta? Por sinal por que está pegando estrada? Não tem de ficar de molho até o julgamento?
- Que interrogatório! – Sorri. – Essa viaja é curta se não for mais parado em nenhuma blitz, volto hoje ainda para casa. E não seria sua folga?
- Seria se um caminhoneiro não tivesse fugido de mim ontem a noite, engraçado que hoje estou caçando um, mas esse apenas vou prender. – Justin seguro no meu queixo. – Agora com o outro fugitivo pretendo fazer algumas coisas bem malvadas com ele...
- Acho que eu gostaria de está na pele desse caminhoneiro fugitivo. – Provoquei, e procurei mais contato com a mão que segurava meu rosto.
- Vai está...
- Dá para vocês transarem depois! – Allison colocou a cabeça para dentro pela porta da cabine.
- Mas ela não vai está nessa missão, certo? – perguntei.
- Essa será uma missão particular. – Justin riu e meu deu outro beijo, curto mais cheio de promessas.
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Justin está em pé ao lado do seu carro fazendo sinal para estacionar ali ao lado do carro dele.
- Oi. – Ele vem me cumprimentar assim que saio do carro. A noite está fria. Justin veste um sobretudo preto, uma camisa preta e outra camisa branca por baixo.
- Oi. – Aperto sua mão e me sinto devorado pelo seu olhar, devo dizer que fiquei um bom tempo escolhendo roupa, optei por uma calça jeans escura, uma camisa de gola alta preta, mais uma por cima, também preta com um cachecol quadriculado de cor escura.
- Eu moro aqui. – Ele apontou para a casa de madeira que ficava na beira do rio. – Mas vamos jantar ali. – Era um restaurante também de madeira, dois piso, e parecia muito aconchegante. – É uma cantina italiana. Você disse que gosta de massas. Não conheço melhores.
- Quando vi sua casa, pensei que ia cozinha para mim. – Ele sorriu e segurou na minha mão.
- Vai ter que merecer eu cozinhar para você. – O olhei falsamente indignado.
- Mas eu cozinhei para você e para toda corporação da policia. – Reclamei soltando a sua mão. – Merecia uma medalha por salvá-los de morrer de fome.
- Ei, você chama de colocar uma lasanha em um micro-ondas de cozinhar? – Ele me puxou pela cintura, e me encarou.
- Claro! – Respondi sério e seus olhos desviram para a minha boca. – Tem certeza que não quer cozinhar para mim? Na verdade... Você está com fome? – Meu estômago roncou lembrando que tinha almoçado muito pouco hoje, estava preocupado com o julgamento. – Acho que vai ter uma guerra civil entre meus órgãos, cada um com sua própria fome. – Justin riu e continuou caminhando. – Conseguiu pegar o caminhoneiro?
- Infelizmente não. A pista esfriou, voltamos quase que a estaca zero.
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- Justin, que bom vê-lo, mora tão perto e quase nunca te vejo, seu menino safado. – Uma mulher típica mama italiana veio nos receber quando entramos na cantina. – Mas quem é esse belo?
- Este é o Jensen. – A mulher me abraçou. - Jensen está é a mama Gemma. – Quase sem fôlego respondi que era um prazer.
- Mas ele é belíssimo! Está um pouco magro e anda dormindo pouco. – Ela falou examinando meu rosto. – Vou preparar uma refeição completa e quero pratos limpos. Subam, tem um cantinho especial para você. – Ela deu uma piscadinha para Justin.
- Mama praticamente me adotou desde que comecei a frequentar a sua cantina. – Justin me explicou com um sorriso carinhoso mostrando o quanto gostava da mama italiana.
Sentamos em uma mesa próxima a lareira, as janelas estavam fechadas, a temperatura estava quente e agradável ali, tiramos os casacos, Mama Gemma, nos serviu um licor meio amargo.
- Para abrir o apetite, do jeito que Justin te olha vai precisar está bem alimentado. – Acho que fiquei vermelho, ele apenas abaixou a cabeça.
Foram colocados em nossa frente três pratos de tamanhos diferentes. – Tomei a liberdade de escolher o menu, espero que não se importe.
- Não! Confio em você. – E não me arrependi, desde a entrada até a sobremesa, tudo perfeito regado com um bom vinho e no final a mama Gemma nos ofereceu um licor para ajudar na digestão acompanhada de uma piscadinha. – Realmente, você não entende apenas de rosquinhas. – Comentei no final do jantar, Justin me deu um soco no ombro de leve.
A conversa foi leve durante todo o jantar, agradeci, pois não queria falar sobre coisas sérias, queria apenas curti aquele momento, me diverti, sorri e imaginei que a minha vida era aquilo ali, sem dramas, um homem quente e uma noite cheias de promessas.
- Ali existe a melhor rosquinha de Detroit. – Justin me apontou uma padaria que estava com suas portas largas fechadas. - sempre que estou sem pressa encomendo algumas. – Íamos conversando de volta para casa dele.
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Justin me surpreende novamente, pois em vez dele me levar direto para o seu quarto, vamos para a varanda onde ele ajeita o seu casaco para evitar o frio da madeira de uma das espreguiçadeiras que existiam por ali, e sentado de pernas abertas me coloca sentado entre elas.
Seus olhos examinam meu rosto e fixam na minha boca. – Você não devia comer em público.
- Por quê? – Perguntei surpreso.
- Você come de maneira imoral, é um atentado ao pudor. – Simplesmente gargalhei jogando a cabeça para trás, e parei quando sentir sua boca quente em meu pescoço que ficou mais acessível no momento. – É sério. – Sua voz estava mais rouca. – Fiquei com inveja de uma colher de sobremesa.
- Vou resolver isso. – beijei no canto de seus lábios. – Não te quero traumatizado. – Tomei posse de seus lábios, calando-o.
Justin se entregou aos meus carinhos sem nenhuma resistência, era delicioso explorar sua boca, morder seus lábios, ouvir seus gemidos quando mordia sua orelha.
Suas mãos invadiam meu casaco, acariciando minhas costas por cima da minha camisa e ao mesmo tempo me puxavam contra seu peito.
- Vamos entrar. – Pedi. Os beijos já não estavam me satisfazendo, queria mais.
Assim que Justin fechou a porta, o agarrei e comecei a tirar o seu casaco, sempre o beijando, sua boca era viciante, ele me guiou em direção ao seu quarto, suas mãos não me largavam e as minhas só se preocupavam em retirar suas roupas, quando chegamos ao quarto que parecia ficar no fim do corredor, era uma casa térrea, Hartley estava somente com a calça e desabotoada, o joguei na cama e arranquei calça, boxer, sapatos o deixando totalmente nu, uma visão perfeita que me deixou sem fôlego.
- Você vai ficar vestido? – Sua voz estava rouca, sua respiração acelerada, seus olhos castanhos geralmente meigos era pura luxúria. – Espero que não esteja querendo fugir.
- Tenho muito problemas. – Respondi começando a retirar minhas roupas. – Mas ainda tenho todas as minhas faculdades mentais, pois somente se eu fosse louco, fugiria de você agora. – Assim que retirei a minha camiseta, encontrei Justin em pé na minha frente, com as mãos desabotoando a minha calça. – Está com pressa?
- Muita. – E com a resposta retirou minha calça junto com a boxer que estava usando.
Agora nus nos abraçávamos, nossos membros se atritavam, minhas mãos apertaram a carne firme de sua bunda, novamente o empurrei para a cama e me deitei sobre o seu corpo sentindo seus músculos perfeitos.
Justin gemia sob meu peso, suas pernas se abriam me acomodando, fui descendo com a boca por seu pescoço onde suguei, deixando uma marca na pele dourada, suguei seus mamilos, me deliciando com a sua entrega. Continue com a exploração. – você é perfeito. – Ele é lindo e eu precisava dizer isso. Me perdi beijando seu abdômen todo definido, lambi os lábios antes de colocar seu membro na minha boca, e pensei que um dia ia querer experimentá-lo dento de mim.
As mãos de Justin me seguraram pelo cabelo, ele estava enlouquecido fudendo a minha boca, repetindo o meu nome, senti seu pênis inchar, mas não me importei o deixei gozar na minha boca, não engoli tudo, mas bebi uma boa parte.
- Desculpa. – Ele pediu depois de recuperar um pouco o fôlego.
- Sem problema, você é delicioso. – O beijei lhe fazendo sentir o seu próprio gosto. Nossas línguas brincam uma com a outra, uma de suas mãos apertam meus mamilos e a outra procura meu membro, não deixei, pois quero gozar dentro dele.
- Me deixa provar você. – Justin pede quando sente que estou o imobilizando, o deixando a minha mercê.
- Teremos tempo para isso. – Peguei o lubrificante que estava na cabeceira da cama. – Vira de costas. – Pedi.
- Mas eu quero de frente. – Ele respondeu abrindo as pernas.
- Quero apenas te preparar bem gostoso. – Disse mordendo sua orelha.
Justin ficou de costas se apoiando no cotovelo, ele mordia os lábios em expectativa. – O que foi? – Perguntou quando não fiz nenhum movimento.
- Estou apenas apreciando a visão. – Sorri com a expressão tímida que ele fez. O beijei meio desajeitado por causa da posição e me coloquei entre suas pernas, apertei suas nádegas. – Tão lindas...
- Jensen... – Senti que estava um pouco tímido, beijei suas costas e desci percorrendo sua coluna vertebral. – OH! – Ele gemeu alto quando minha língua o tocou em sua entrada mais intima, nesse momento confirmei o quanto, Justin era diferente para mim, em relação aos outros amantes que tive depois de Jared, pois nunca fiz isso com ninguém além da minha ex-esposa e do moreno, mas não me prendi a esse pensamento, pois Hartley rebolava buscando por mais.
Coloquei bastante lubrificante em meus dedos e comecei a penetrá-lo o preparando, primeiro um dedo que buscou a próstata e depois o segundo, para logo em seguida o terceiro, logo Justin estava implorando e nem se lembrava que me queria de frente, mas eu lembro e o faço virar para mim, me encaixo entre suas pernas, levanto uma delas e inicio a penetração.
- Tão apertado, quente, gostoso. – Ia falando enquanto o penetrava, coloquei sua outra perna na minha cintura e o abracei esperando o sinal para me mover.
- Mexe... – Justin me pediu, e comecei bem devagar, afinal sei que não sou pequeno, e o tenente parecia que não transava há muito tempo.
Logo nossos gemidos enchiam o quarto, Justin me chamava, pedindo por mais, e muitas vezes abafávamos nossos sons com beijos que duravam até a necessidade de voltarmos a respirar. E seus olhos sempre procuravam o meu.
Justin gozou sem nenhum toque direto em seu pênis, mas apenas com a fricção dos nossos corpos.
Gozei logo atrás ao sentir seu corpo se contraindo e assim me apertando, também chamei seu nome, e desabei feliz e saciado sobre seu corpo melado de sêmen e suor, o meu também estava no mesmo estado.
Quando sai do seu corpo, retirei a camisinha colocando em um canto para jogar fora depois, não queria sair da cama, algo inédito nesses tempos, pois em outra ocasião já estaria me vestindo sem nem olhar para a cara do parceiro.
Justin pegou o lençol, nos limpou a barriga e se aconchegou junto ao meu peito, o silêncio entre nós era agradável.
Contra qualquer expectativa estava gostando daquela intimidade, suas mãos brincavam com um dos meus mamilos. – Jensen, agora me conta por que você fugiu de mim naquela noite?
- Por que você quer conversar sobre isso agora? Está tão boa essa espera pelo segundo round. – Não queria falar sobre isso, tinha medo de estragar a noite que estava perfeita até agora.
- Sou muito curioso e me controlei para não atrapalhar a noite, mas agora acho que isso realmente não vai atrapalhar nada, por tanto quero saber. – Ele sorriu mostrando os dentes perfeitos, e um brilho travesso em seus olhos castanhos. – Confessa por que fugiu! – E completando o pedido me deu uma leve mordida na orelha.
- Tem certeza? – respirei fundo.
- É tão ruim assim? – Justin agora estava preocupado.
- Justin, como você sabe, sai de um relacionamento há quase dois meses. – Resolvi contar para ele. – Então nesse tempo para fugir dos problemas, sai com algumas pessoas, ou melhor, fui para cama, e depois do... Digamos prazer, simplesmente ia embora, e sem olhar para trás ou querer ver essa pessoa novamente, e realmente não queria que isso acontecesse com você. – Ele estava sentado me olhando, em seus olhos receio e até arrependimento.
- Por que não me contou? – Justin mordia os lábios.
- Por que você não parecia querer saber. – Ele apenas concordou com a cabeça aceitando minha afirmação.
– Eu não quero que você suma da minha vida assim, é... – Ele apareceu confuso, parecia que estava evitando falar algo e piorar a situação. – Eu... Quero te conhecer melhor, sair outras vezes, não quero que essa seja a única noite, sei que de certa forma ainda está recente o termino do seu namoro, mas... – Fique de joelhos na frente dele e o calei com um beijo.
- Justin se eu tivesse de ir embora, eu não estaria mais aqui. – Ele deu um ar de riso.
- Isso significa...
- Isso significa que nesse momento eu quero está aqui. – O beijei novamente, esperando que ele entendesse que bastava dessa conversa. – Por que não continuamos com o plano inicial? – Novo beijo. – O que você pretendia hoje a noite?
- Pretendia te levar para jantar e depois... Estar com você. – Completou com um sorriso tímido.
- Hum... Meu plano era esse também. A noite ainda está começando, temos muito tempo ainda, deixa o amanhã para amanhã. – Mergulhei com o rosto no pescoço dele, o puxando para deitar, foi difícil, pois ele ainda estava tenso, com mais alguns carinhos e beijos, ele relaxou, resolvendo ver onde isso levaria.
- Queria te tocar, posso? – Sua voz rouca junto ao meu ouvido fez minha pele arrepiar, concordei com um leve aceno de cabeça.
Suas mãos seguraram meu rosto em um beijo, que no começou foi calmo, mas logo se tornou urgente, estávamos deitados de lado, de frente um para o outro, suas pernas entrelaçaram nas minhas, e logo estávamos esfregando as nossas ereções um no outro.
Gemi procurando ar, Justin me deitou de costa para cama e subiu no meu corpo, me beijando, mordendo, marcando a minha pele e meu corpo tomou o comando, qualquer pensamento coerente sumiu da mente.
Estranhei quando seu primeiro dedo me invadiu, mas logo sua boca tomou conta do meu pênis, e o protesto se transformou em um gemido. Desde Jared nunca mais tinha me entregado a ninguém, e não vi pensando que isso poderia acontecer, mas... Gemo mais alto quando o segundo dedo me penetra acertando a próstata, e procuro mais contato, quero sentir a sensação outra vez.
- Não vejo a hora de está dentro de você. – Justin sussurrou junto a minha boca, e seus dedos trabalhavam em mim. – novamente...
- Novamente? – Perguntei entre gemidos. Justin apenas riu e me calou com mais beijos, ele parecia viciado em me beijar, na verdade seus beijos eram viciantes também. Gemi frustrado quando seus dedos saíram de dentro de mim. - Por favor... Por favor... – Me assustei ao perceber que a voz que implorava era a minha.
Justin se aconchegou entre as minhas pernas, colocou um travesseiro em meus quadris. – Preciso... – Implorei novamente o segurando pelos ombros.
- Você é tão lindo, perfeito. – Nossas respirações se misturavam, meus lábios entre abertos pedia por beijos, e foi logo atendido, ao mesmo tempo que sua língua invadia minha boca, seu pênis ia me invadindo, me abrindo, a dor da invasão se transformando em prazer nos primeiros movimentos.
Justin segurou na minha cintura, e acertava minha próstata a cada estocada, gozei forte, e senti quando ele gozou também.
Sua boca procurou a minha, roubando o resto do meu fôlego. Com carinho saiu de mim retirou a camisinha e nos limpou com uma camisa que estava jogada no chão acho que era a minha.
- Queria tomar um banho, mas estou sem condições de sair dessa cama. – Com essas palavras Justin se aconchegou em meu peito, nossas mãos se entrelaçaram e logo ele dormiu, então fechei os olhos e me entreguei a letargia do prazer recém-satisfeito.
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Acordei ainda sentindo Justin em mim, na verdade o celular que estava dentro do bolso da calça jogada no chão me acordou. Levantei devagar para não acordá-lo, peguei o telefone e fui para o banheiro.
Era uma mensagem de Jared, li como sempre faço apesar de não responde, ela dizia:
"Essa noite foi a mais fria desde que comecei aqui, meu coração está cheio de saudade e tristeza, não vejo a hora de conversarmos, preciso de você, e lembre-se que sou somente teu, para sempre teu, apesar da minha cabeça dura, eu te amo" a culpa me consumiu, era insano, sem lógica me sentir culpado, me olhei no espelho, meus lábios estava inchados, no meu peito, pescoço e ombros algumas marcas, meus olhos me acusaram dizendo: - E você dizia que o amava e se entregou tão rápido, gemendo e implorando... Me vesti e sai.
Tá complicado esquecer teu sorriso
O sentimento, a paixão que ficou
Serão pra sempre os mesmos encantos.
Ainda era muito cedo, estava frio, lembrei-me do quanto estava quente lá dentro na cama com Justin, confuso peguei o carro e sai sem rumo.
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Quando estacionei o carro, a porta da frente logo se abriu, nos olhos castanhos de Justin, um pouco de mágoa, mas também compreensão e expectativa.
Foi grande a dor que eu senti
E, desde então, eu me toquei
Que sem amor, sem ilusão
A minha vida é em vão
Isso é morrer!
- Posso entrar? – Perguntei, ele saiu da porta me dando passagem, e se dirigiu a cozinha, observei que sua sala e cozinha formavam um só ambiente, a noite estava muito ocupado retirando sua roupa para notar a decoração. – Eu comprei roscas.
- Você fugiu? – Justin foi direto ao ponto, ele vestia um conjunto moletom cinza, e estava de meias, devido o tempo frio.
- Fugi. – respondi de maneira honesta. Ele me olhou e entendi que era para continuar. – Me senti culpado...
- Culpado? – Justin ficou surpreso.
- Sim, culpado... O telefone avisou uma mensagem, era do Jared, entre outras coisas dizia que me amava e que estava triste. E eu estava feliz, entende? Eu estava feliz ali dormindo com você, estava quente, aconchegante, saciado... Pareceu errado...
- Jensen, por que realmente vocês terminaram? – Olhei para ele e resolvi contar tudo para o Justin, ele sabia por alto sem tantos detalhes.
– Nós terminamos por que acreditamos em coisa diferente, em relação a nossa sexualidade, ele não queria assumir por causa da família, amigos, vizinhos, o cachorro... – Dei um sorriso triste. – E isso há muito tempo estava nos atrapalhando, brigávamos sempre, e eu já tinha decidido acabar tudo, e quando aconteceu o acidente com Misha, mais a situação da empresa, simplesmente explodir e joguei tudo para o alto, foi no dia em que você me encontrou.
- Vocês não se viram mais? – Justin me encarava e expliquei o tipo de frete que Jared estava fazendo agora.
- Então na verdade você está em uma relação mal acabada. – Justin começou a preparar a cafeteira, fugindo do meu olhar, ele mordia os lábios.
Eu sei que parte do que eu passei
Foi culpa minha porque eu deixei
Que outro alguém me dominasse assim
Sei que preciso cuidar mais de mim!
- Não. Para mim está acabado. Por isso voltei. Me senti culpado por está feliz, mas o Jared está infeliz por que ele foi por esse caminho, porém eu quero seguir em frente. – Coloquei minhas mãos no bolso. – Eu quero ter uma chance de ter conhecer melhor, além de uma noite de sexo. – Justin parou o que fazia e ficou na minha frente, seus olhos apenas me analisavam, não conseguia descobrir o que estava pensando, acho que naquele momento era o tenente Hartley que estava ali. – Claro que se você quiser.
- Se você fosse eu, daria essa chance? – Seus olhos invadiram a minha alma.
- Tem uma lei que não se pode criar prova contra si mesmo. – Tentei sorrir queria fugir daquele olhar. – Desculpe você tem razão, estou muito quebrado, para pedir alguém para colar os pedaços, ainda gos...
- Você tem direito de ficar em silêncio. Tudo que disser será usado contra você. – Justin colocou um dedo em meus lábios. – Eu sou excelente no que faço, e tenho um instinto que sempre me ajudou e protegeu. E no momento esse instinto está gritando perigo, igual ao dia em que quase fui baleado mortalmente...
- Entendo... – Me afastei me preparando para ir embora.
- Não terminei. – Ele me segurou pelo casaco e voltei a encara-lo. – Nesse dia eu quase ganhei um tiro, o que me salvou foi o colete, fiquei com uma mancha roxa por um bom tempo e trincou uma costela, mas foi a maior apreensão de narcótico da minha vida até agora e fui promovido a tenente. Você sabe que sinto algo mais... – Justin baixou a cabeça querendo esconder seus sentimentos, mas quando ele voltou a me olhar, pude ver a intensidade do que sentia por mim. - Eu quero tentar Jensen, eu sei que posso sair machucado, mas realmente quero correr o risco.
Me entreguei ao seu beijo, me senti culpado, não por Jared, mas por Justin, pois o certo seria sai da vida dele, ele gostava de mim, porém eu não tinha certeza se um dia iria corresponder seus sentimentos, mas em seus braços me sinto bem e preciso disso nesse momento.
Mas, no momento, eu desejo outro amor.
Nesse momento eu desejo outro amor.
Nesse momento eu desejo outro amor.
Nota Final:
Esse capítulo não significa que a fic não vai ser Padackles, ela vai depender de vocês meus leitores, no momento certo, varei a pergunta... kkkkkk (risada macabra) Por tanto aguardem até o penúltimo capítulo.
Reviews não logados
Anaas
Até entendo o Jared, ele não tinha motivo para sair, e enfrentar o pai que ele tem... Mas você sabe que a concorrência foi cruel! Kkkkk
Acho que isso vai ser pior que uma surra.
Mil beijos
Crisro
Kkkkk Ri demais do seu comentário! Srsrsr
Mas acho que o perdão é para ser usado! Kkkk
O Jared confia no amor do loiro, agora não sei como ele vai agir depois que o loiro seguiu em frente, afinal o frete tem de chegar!
E o Justin é uma concorrência louca, babando nos dois! Kkkk E será que o Jensen demonstrou o seu amor próprio! kkkkk
Amei em não matar o Misha.
Esperando o seu surto!
Mil beijos!
Lalky
Demorei, mas esse capitulo foi grandão! Srsrsrrs
E O Jensen ficou com o Justin1 Se é para sempre?
Vai depender de vocês! Kkkk
Mil beijos!
Luluzinha
O Jensen encontrou alguém para cuidar dele!
E agora o Jared, como ele vai lidar com isso, e será que Jensen vai conseguir amar o Justin?
Não conseguir matar o Misha, quando imaginei isso na história, chorei tanto que desistir.
Mas ainda bem que não consegui. Agora vamos ver o que vai acontecer quando o Jared souber do tenente. Srsrs
Mil beijos.
Lana
Espero que esteja ainda por aqui! Teve uma pegação J2(olha o sacrilégio) kkkkk Claro que o outro Jota não foi o que todos esperavam, mas o Justin vale a pena... Que loiro lindo! Dois deuses dourados se amando...
Tô com pena do Jared a concorrência foi forte, vamos ver o que ele vai fazer!
Mil beijos!
Maria Aparecida
Louca para ver seu comentário sobre Justin e Jensen, e morrendo de medo!
O Jared realmente vai sofrer por causa da sua indecisão, vamos ver no que vai dá!
Bilau desgovernado? Ótimo! kkk
Mil beijos!
