N.A. Esse capítulo vai para a Cleia Lima, sempre presente, e me deu a dica do título do capitulo Retrovisor, com o Fagner. Obrigada linda! E pode dá pitaco a vontade adoro!

E estou sem beta, erros? Por favor, me avisem, indicando onde que corrijo! E Claudia você pediu e aí está!

Jared Pov

Onde a máquina me leva não há nada

Horizontes e fronteiras são iguais

Se agora tudo que eu mais quero

Já ficou pra trás

Ainda bem que esse posto é grande, posso andar toda sua extensão e não chamar muito atenção. Estou agitado desde o momento que soube do meu próximo frete, não era a situação ideal, mas eu estaria perto do Jensen novamente. Nesses momentos já deveriam está descarregados e junto íamos engatar a carreta na empresa que nos contratou.

Meu coração acelera, vejo a primeira carreta da Ackles e Collins, dando seta e ido em direção ao estacionamento, era a Tempestade, o Falcão estava logo atrás, prendo a respiração quando avisto a Rainha.

Surpreso vejo a Rainha passando direto, e apenas uma longa buzina em cumprimento, fico sem entender, olhando abobalhadamente para a rodovia na qual a rainha seguia.

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- E aí garoto? Pronto para a nossa parceria? – Olho para o lado e vejo Jeffrey. – Tá no mundo da lua?

- O Jensen?

- Nós trocamos...

- Filha da p... – grito de ódio. – Covarde!

- Jared! Calma cara! – Jeffrey segurou meu ombro, ou melhor, tentou, pois dei um empurrão na sua mão. E sair de perto antes que os outros se aproximassem, e realmente não queria explicar nada para ninguém.

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- O que é menino? – Meu pai perguntou, eu estava calado e visivelmente irritado estávamos na transportadora, esperando a documentação, as carretas estavam engatadas e tudo pronto para pegar a estrada.

- Nada. – Peguei o celular e fingir escrever uma mensagem.

- Deve ser por que ele vai dividir a cabine com um...

- Eu não tenho problema nenhum com isso, Jeffrey é meu amigo. – Respondi, mais irritado ainda.

- Amigo! Esse não puxou para mim, o Jeffrey sim, com certeza...

- Jeffrey? – O Morgan interrompeu meu pai. – Hummm. – Olhei sério para o meu parceiro.

- Humm? O que? Ele é macho! – Meu pai gritou. – Eu só vou levar essa carga por que me comprometi com o Roger, caso contrário, já tinha largado tudo aqui, e quebrava a cara desse aí!

- Tem que ser muito macho para quebrar a minha cara. – Jeffrey provocou.

- Ora! Seu... – Mark segurou meu pai, essa viagem ia ser difícil. Ainda bem que não haveria muitas paradas.

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- Seu covarde, não desliga a droga desse telefone. – Falo assim que o Jensen atende, estava na Ackles Dallas, e tive de pegar o telefone do Jim para ele me atender. – Jensen... – Chamo quando o silêncio é a única resposta.

- O que você quer? – Meu coração acelera, perco a voz, tanto tempo sem ouvi-lo. – Fala logo que estou dirigindo!

- Isso nunca foi problema. – Quantas vezes ficamos conversando por horas cada um dirigindo o seu caminhão.

- Fala o que você quer!

- Você tem de parar de fugi de mim, trocou o frete por outro bem mais longo apenas para não nos encontrarmos.

- Eu não fugi de você, nem tenho motivo, apenas não queria te causar problema. Lembro-me muito bem o teu drama quando te coloquei em uma carga de horário comigo. – Silêncio. – Adiei até o reencontro com o meu namorado por tua causa.

- Dessa vez não teria problema, afinal estaria com a minha namorada. – Estava com tanto ódio que menti para machucá-lo, funcionou, pois ele desligou o telefone.

Depois que a minha cabeça esfriou liguei de volta, mas Jensen não me atendeu, mandei mensagens desmentindo, explicando, pedindo desculpas, mas não recebi nenhuma notícia dele.

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Fiquei 10 dias em Dallas, a empresa me deu essa folga, e amanhã volto para Detroit.

Mark também iria já puxando uma carreta da Ackles, Sandy iria comigo, e assim organizar tudo para a mudança dos seus pais. E em Kansas, onde moravam, a casa estava alugada e a mudança encaixotada em um depósito, pronta para ser enviada.

Estava na lanchonete da Ackles Dallas quando a Rainha entrou, pensei que teria um ataque cardíaco, olhei ao redor, para ver se alguém estava escutando o meu coração bater, pois este fazia eco nos meus ouvidos, abafando qualquer ruído de motor.

Qualquer um que leva a vida nessa estrada

Só precisa de uma sombra pra chegar

A saudade vai batendo e o coração dispara

Sem pensar em nada seguir na direção do pátio, onde a Rainha estava estacionada, no momento em que Jensen desceu da cabine nossos olhares se encontraram, ele estava perfeito, lindo, com a barba por fazer, adorava senti-la no meu pescoço fazendo cócegas.

Fui me aproximando bem devagar como para evitar que ele fugisse, mas sabia que isso não aconteceria, pois seu olhar não desviava do meu, como se estivesse hipnotizado.

- Jared! – Sandy pulou nos meus braços quebrando todo o clima. Não entendi a atitude dela, não tínhamos nada.

- Meu filho. – Roger veio e abraçou Jensen que correspondeu o abraço do pai automaticamente. – Venha conhecer o Mark, seu novo colaborador, essa é a mulher dele Sara e sua filha Sandra.

- Noiva do Jared. – Meu pai fez questão de falar.

- É um prazer. Seja bem-vindo a nossa família – Jensen sorria, mas quem o conhecia, não se enganava, seu sorriso era mais falso que uma nota de três dólares. – E parabéns Jared! – Nesse momento sua voz falhou e para disfarça teve um acesso de tosse. – Pai eu preciso ir para casa, posso pegar o seu carro?

- Claro. – Roger entregou a chave para Jensen.

- Bem, me desculpem, mas estou com uma dor de cabeça terrível. – E sem me olhar foi embora, Roger o acompanhou até o carro. Sandy falava coisas que eu não entendia e sempre pendurada no meu ombro.

- Não entendo como um pai pode aceitar que seu filho seja um anormal, e ter orgulho...

- Mas o Jensen é um filho que seria orgulho de qualquer pai. – Interrompi.

- Meu mesmo não! – Meu pai cuspiu no chão para demonstrar o nojo. – Na verdade ele não estaria nem vivo... O mataria com certeza, não passaria por essa vergonha, preferia chorar na sua sepultura, acho que nem choraria...

- A Donna falando toda feliz que agora ele tem um namorado, fiquei com tanto nojo que sair de perto. – Minha mãe completou, antes de seguirem em direção a lanchonete.

Fui andando devagar, minhas pernas pesavam. – Ainda bem que cheguei primeiro. – A voz de Sandy me despertou.

- Como assim? – Perguntei surpreso.

- A tensão entre vocês, uma faca podia cortar ao meio. – Olhei preocupado. –Agora consegui entender, e fico até aliviada, não é o meu charme que falhou, mas você é gay...

- Sandy...

- Não se preocupa, o teu segredo está guardado comigo. – Ela me olhou com carinho. – Vocês se amam, será que não fale a pena lutar?

- Você ouviu o meu pai... – Desisti de tentar negar.

- Está na hora de crescer. Viver a tua vida, fazer as tuas vontades...

- Meu pai me mataria, ou pior, mataria o Jensen.

- Mata nada!

- Infelizmente acho que pelo menos ele tentaria.

- Eu não sei, de repente ele fala isso para te impedir de se assumir...

- Como assim? – interrompi.

- Não sei se é pelo tempo, pelos acontecimentos, mas só um cego não enxergar que existe algo a mais entre vocês.

- Por isso que correu e me agarrou?

- Foi... Acho que vocês pulariam um no outro... – Ela riu. – Acredito o risco que vale a pena. – Sandy me deu um selinho. – Conta comigo, e agora vou está perto. – A abracei.

- Obrigado! – Quando levantei a vista Jensen ia passando e me encarou pela janela do carro. – Droga!

- Depois você fala com ele...

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- ... Preciso falar com o Jensen. – Falei pelo interfone. – Por favor...

O portão, da casa dos pais de Jensen, abriu, e entrei com o carro, Sandy estava comigo, foi mais fácil sair de casa sem tantas perguntas, pois passei o dia calado e meus pais preocupados andando atrás de mim para saber se tinha acontecido alguma coisa, as vezes me pergunto se eles não desconfiam mesmo de alguma coisa.

Roger abriu a porta e me encarou quando viu a Sandy atrás de mim. – Foi mais fácil sair de casa. – Expliquei.

- Compreendo... Eu vou te pedir que entre lá com o Jensen e termine tudo...

- Não!

- Jared! Conheço o teu pai e se ele tocar em um fio de cabelo do meu filho eu vou para a cadeia!

- Roger... – A mãe de Jensen segurou o braço do marido.

- É o melhor... Ele está bem com o Justin, é só resolver essa situação... Jared é o melhor, você não está preparado para assumir uma relação com o outro homem, tanto que teve de trazer um disfarce!

- Eu não vou desistir do Jensen!

- O Jensen está namorando outra pessoa, sem nenhum problema. Vocês precisam seguir viagem...

- Eu...

- Pai... – Jensen nos encarava da escada. – Jared. – Ele me chamou e virou, indicada para mim segui-lo.

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Mas de repente a velocidade chora

Não vejo a hora de voltar pra casa

A luz do teu olhar no fim do túnel

E no espelho, a minha solidão

- Jensen, a Sandy não é minha namorada. – Falei assim que entrei no quarto, olhando para as paredes percebi que devia ter sido o de Jensen quando morava com os pais, ainda tinha pôster de caminhões, estradas, miniaturas, bem parecido com o meu antigo.

- Jared...

- Eu vou sair do armário... - prometi esse era o meu trunfo.

- Jared! - Jensen me interrompeu. – Calma. – O olhei em expectativa. – Eu não quero que faça isso por mim...

- Meu único motivo para fazer isso é por você. - disse olhando nos olhos, tentando mostrar o quanto ele era importante para mim.

- Não quero essa responsabilidade...

- Por quê? Você não me ama?

- Jared...

- Você está namorando? Você descobriu que não me ama? Está apaixonado por ele? – Minha voz ia aumentando a cada frase.

- Me escuta! – Ele gritou para me fazer cala. – Sair do armário é algo que se deve fazer por que não aguenta mais fingi algo que não é...

- Isso nunca foi problema para mim, eu sou o que sou... - garanti dando de ombros.

- Pois é... Eu te entendo...

- Entende, mas não quer ficar comigo!

- Eu passei por muitas coisas esses últimos tempo, e realmente estava fugindo de você, antes por que estava magoado e agora por que precisava pensar, eu tenho alguém... - disse amaciando a voz antes convicta. Eu o joguei contra a porta.

- Jensen! – Era voz do pai dele.

- Estou bem. – Ele respondeu se livrando das minhas mãos que o segurava pelos ombros contra a porta. – Pai, o que o senhor está fazendo escutando atrás da porta? – Falou assim que abriu a porta.

- Não estava escutando, apenas me assustei com o barulho, quando passei para o meu quarto. – Claro que Roger estava mentindo.

- Está tudo bem, não se preocupe. – Jensen fechou a porta depois que o pai dele saiu quando Donna o chamou.

- O teu sentimento foi tão pouco que você vai desistir por qualquer um? – Perguntei tentando me acalmar.

- O Justin não é qualquer um... Ele é...

- Não quero ouvir... - disse sentindo um nó ao ver meu Jensen defendendo outro - Você dizia que me amava! E em tão pouco tempo... – Eu andava de um lado para o outro. – não consigo acreditar... – Soquei o guarda-roupa.

- Jensen! - chamou novamente o pai dele novamente num tom entre o preocupado e assustado.

- Pai! Para de escutar atrás da porta! – Jensen gritou, seria engraçado se não fosse a situação envolvida.

- Diz na minha cara que não me ama! – Ele me encarou. – Ou melhor, diz que ama esse... - mas ele não tentou desta vez dizer nada em favor do cara e nem o nome dele o que me incentivou - Você não consegue! E sabe por quê? Por que você ainda me ama! – tentei me aproximar, mas ele se afastou. – Tem medo de que? De se entregar?

- Jared, minha decisão está tomada! As estradas têm curvas... - reforçou sem qualquer traço de dúvida na voz.

- Não vem com essa história! Você está desistindo, e tão rápido e fácil... Ainda bem que não sair do armário, agora sei que não valeria a pena mesmo! – Sai do quarto, Donna e Roger caíram para dentro quando abrir a porta do quarto, passei por eles sem me despedi.

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Jensen Pov.

Desde o momento que decidi não fazer o frete com o Jared, comecei a refletir minha situação. Sobre o que fazer? Quais as escolhas? Eu sabia que não podia ficar fugindo dele para o resto da vida, afinal trabalhamos juntos e mesmo que ele saia da empresa, fugir não é solução.

- Oi, posso entrar? – Minha mãe chegou com um copo de leite e biscoitos, me senti de volta a adolescência, na verdade não muito longe, pois quando estava brigado com o meu pai, colo, leite morno e biscoito caseiro foram os meus consolos. – Chateado com a gente?

- Não. Estou acostumado com a bisbilhotice de vocês. – Forcei um sorriso, afinal meus pais eram assim desde que me entendo de gente, quantas acesso de raiva tive de aguentar da minha irmã quando ela descobria que minha mãe tinha lido o diário dela.

- Como você está encarando a sua decisão? – Minha mãe sentou na cama e deitei minha cabeça em seu colo.

- Ela estava definida em minha mente, o Justin é maravilhoso, um companheiro que sempre sonhei, sei que ele vai está do meu lado sempre que precisar...

- Tudo que falou de Justin eu já sei, e os seus sentimentos? Pelo que eu ouvi. – Ela deu uma risadinha. – você escolheu o belo tenente, mas apesar de ter percebido uma segurança nessa escolha, não estou vendo isso agora...

- Eu... – Não sabia o que dizer, minha mãe me conhecia muito bem.

- Ficou balançado quando ele disse que iria assumir?

- Fiquei... Mas não quero que o Jared se assuma, apenas por que é a única maneira de ficar comigo, eu quero que seja por ele... – Tentei explicar.

- Todos precisam de uma razão para assumir, e não existe a certa ou a errada e sim a que realmente te motiva. – Refleti e de certa forma minha mãe tem razão. Será que estava errado em não querer ser a razão para Jared sair do armário? – E o Justin onde entra nessa história?

- Eu gosto dele...

- Gosta dele como? – Minha mãe interrompeu, senti que vinha pressão. – Tem pena?

- Não! – era verdade apesar de saber que ele ia sofrer se terminássemos. – Justin sabe onde estacionou o cavalinho dele. Ele se tornou importante na minha vida, ele não é descartável...

- Oi! – Minha irmã invadiu meu quarto. - Reunião de garotas? – Fiz cara feia para ela, mas a aceitei quando deitou no meu peito. – Problemas com o príncipe Perfeição? – Mack encrencava com Justin, acho que era ciúme.

- Claro que não, ele é perfeito. – Provoquei, ela revirou os olhos.

- Então qual o problema? – Minha irmã sabia da minha relação com alguém dentro do armário, mas não sabia quem era. – Não me diz que é o príncipe de Narnia? – Quando me recusei a dizer o nome do meu namorado secreto, ela colocou aquele apelido ridículo nele. – Apesar de ficar com um pé atrás como Tenente Perfeição Hartley, jurava que esse problema já estava resolvido!

- Já está resolvido. – Exclamei meio indignado.

- Então por que está aqui chorando no colo da mamãe? – Perguntou Mack, mostrando que a minha paz tinha acabado. - Ele quer voltar? – Fiquei calado. - E você está na dúvida! – Ela perguntou e respondeu.

- Não! - Falei indignado.

- Claro que está! Principalmente se ele acenou com um passe livre para fora do armário. – Minha mãe só observava divertida.

- Mack, não interessa para mim se ele vai sair do armário ou não, minha decisão já foi tomada e anunciada... – Parei de falar e a encarei. – Mas está doendo... – Fechei os olhos e senti as mãos da minha mãe acariciando meus cabelos.

- E se dói? Deixa o Justin! – Minha irmã era prática. Fechei os olhos e pensei no sorriso dele, na maneira que ele tem de morder os lábios, e aqueles olhos castanhos tão doces e que parecem invadir minha alma.

- Dói também! – Era verdade, tanto que estava preocupado com a minha volta, pois Justin ficou chateado com a demora da minha viagem que poderia ter sido de 10 dias, já durava 20, disse que existia um motivo, porém queria que ele esperasse a minha volta, e realmente não queria perde-lo.

- O príncipe de Narnia é bonitão? – Mack perguntou e pela cara dela sabia que não vinha coisa boa.

- É! – Confirmei esperando a conclusão.

- E pelo que você me disse também é bom nas retas...

- A mamãe está aqui! – Falei interrompendo.

- A mamãe sabe que você não é virgem! – Cobri meu rosto com as mãos. – deixa de frescura!

- Mack! Olha a boca! – Minha mãe a chamou atenção, mas pelo tom divertido realmente não estava ofendida.

- Desculpa! Mama! – Mack se levantou rápido deu um beijo em seu rosto e voltou para o lugar dela em meu peito. – Como ia falando, o Príncipe Perfeito também tem as mesmas qualidades, na verdade ele tem todas as qualidades do mundo!

- Deixa de enrolar! – Pedi.

- Não me apressa! – Mack me olhou. – Fica com os dois. – Minha mãe caiu na gargalhada.

- Grande ajuda! Está demitida como conselheira! – Era uma mentira em parte, pois foi bom para relaxar.

- Pensando por esse lado. – Olhei para minha mãe, incrédulo que ela iria manter alimentar as sandices de minha irmã. - Decidir entre duas belezas, realmente é difícil, um loiro e um moreno, com mais de 1,90 de mau caminho...

- A senhora conhece o Príncipe de Narnia? – Mack sentou na cama. – Estou magoada com você irmão, todo mundo sabe quem ele é, eu nunca ia dizer nada para ninguém. – Ela cruzou o braço, magoada. – Por que nunca me contou?

- O teu irmão também nunca me contou, foi teu pai, que descobriu e me disse, é de admirar que você nunca tenha escutado nada. – Mama saiu em minha defesa.

- Eu ouvia umas brincadeiras sobre o Jared Padalecki, mas como eles eram muito amigos... – Mack arregalou os olhos. – É ele o príncipe de Narnia? Céus! Realmente...

- Realmente o que? – Perguntei curioso com a expressão do rosto dela.

- Lembra que eu peguei o telefone da Meg? – Confirmei com a cabeça. – Nos encontramos para um almoço, e pensei em reatar a amizade, afinal aqueles dias foram marcantes e divertidos. – Sorrir com a lembrança. – Mas percebi que não daria certo, quando ela disse que nunca aceitaria um irmão gay, que tinha pena de mim, por ter na família tamanha aberração. Fiquei com tanto nojo que nem disfarcei, me levantei da mesa e sair sem pagar a conta. Não atendi nenhum dos telefonemas dela depois disso.

- Pobre Jared... – Minha mãe comentou e apenas concordei com a cabeça me aconchegando ainda mais no colo dela e recebendo da minha irmã um abraço, como uma afirmação que sempre estaria do meu lado.

- Meu coração acelera mais quando eu vejo o Jared. – Disse baixinho sufocado entre as duas.

- Isso não significa que você o ama mais que o Justin. – Minha mãe sussurrou em meu ouvido. – Isso significa que no Justin você tem a confiança do amor dele, e acredita que os seus braços estarão sempre abertos onde e quando quiser.

- É verdade, quando estou brigada com o Jason e vou me encontrar com ele, meu coração acelera igual um motor de Volvo de 750 cavalos. – Mack sorriu, mas quando está tudo bem, é normal, só fico feliz por está do lado dele. Você fica feliz ao lado do Justin?

- Sempre...

- Talvez essa dor que você esteja sentindo seja pela morte de um amor que você achava que seria eterno... E dói abri mão de um amor assim. – Minha mãe segurava o meu rosto, me olhando nos olhos.

- Eu ficava com os dois...

- Hei! Esse leite é meu!

- Larga! – Ela gritou quando segurei o copo.

- Eu não acredito nisso! – Minha mãe falou. Se levantando. – Jensen deixa tua irmã!

- Mas...

- Vou pegar outro para você. - Mack riu me dando a língua, quando a mamãe saiu para pegar outro copo de leite.

- Mas o biscoito eu não te dou. – Falei jogando o biscoito dentro da minha camiseta.

- Mãe! O Jensen está fazendo imundice! – E começamos a ri do ridículo, das lembranças de nossas brigas.

- Quer um biscoitinho? – Falei colocando a mão dentro da camiseta, rindo da cara de nojo dela. – Tô limpinho! – Comecei a comer o doce. Mas engasguei com novas risadas. e Mack me deu o leite para beber.

- Cuspi dentro!

- Droga! Mack!

Quando mamãe voltou estávamos abraçados novamente, rindo.

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Sempre que me despedia da minha família meu coração apertava, mas como um bom caminhoneiro sei que minha vida é de idas e voltas, foram dois dias de conversas, consolos, brigas com a Mack, troquei de carga, e isso acarretou mais um dia precioso junto deles, e agora irei direto para Detroit, ganhei cinco dias de antecipação para encontrar Justin.

- Já sabe, quando chegar, vai com a Rainha na casa dele, e buzina. É perdão imediato. Tua mãe pulava na minha boleia e nem se preocupava com a reputação de boa moça do Texas. – Eu ria do meu pai, ele tinha tanta preocupação de eu terminar com o Justin e voltar com o Jared, que até conselhos ele me dava para manter o meu namorado.

Eu estava preocupado, pois Justin realmente estava chateado, tentava disfarça, afinal tinha prometido para minha mãe que deixaria as diferenças para quando voltasse de viagem, porém ele não estava conseguindo segurar a mágoa, e até mesmo o ciúme, quando perguntou se encontrei o Jared.

Me benzi, depositei os beijos nas fotos no meu painel, coloquei o óculos, olhei mais uma vez para minha família e sair, ri quando a Mack levantou a mão colocando dois dedos indicando para mim ficar com os dois, ela me perturbou com isso esses dias juntos.

Estaria mentindo que se disse que não pensei em Jared, mas a estrada estava escolhida e aprendi como um bom carreteiro que quando escolhemos um caminho devemos segui em frente sem pensar que o outro poderia ser melhor.

- Tô chegando! – Falei assim que Justin atendeu, completei de maneira bem safada. – Te prepara que a carga está cheia de saudade...

Quem sabe tudo estará sorrindo

Quando eu voltar

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N.A.: Hoje a Mack fez uma homenagem as minhas meninas do twitter, que me inspiram em nossas discussões e ameaças de morte! Kkkkkk Obrigada escrevi o dialogo dela com o irmão inspiradas em vocês, Suelen, Maria Aparecida, Evy, Mari(mesmo sem ler, contribuiu) e a Claudia.

Reviews não logados

Crisro

Kkkkkk Acredita que quando estava escrevendo só lembrava de você! Kkkkkk

Pensava vou ser morta por reviews, quando abrir ela vai explodir!

Esse capitulo eu amei escrever ele com a irmã, muito fofo! Kkk E o Jared continua sofrendo, mas você pode ver que o Jared não tem ninguém do lado dele, será que ele não merece um perdãozinho? Kkkkkk

Mas o Jensen já decidiu será que o Justin vai perdoá-lo! É melhor perdoar! Kkkk

Mil beijos!

Claudia

você me abandona! Kkkk E quando volta é me ameaçando?

Adoro!kkkkk

Não decide ainda nada pelo Jared ainda! Kkkkk

O Jensen é o dono da empresa! Kkk Decidiu que ia ficar com o outro frete, agora o Justin pode ficar com raiva e terminar com o loiro! Kkk Coisa que duvido!

Mas vamos lá!

Amei te ver de novo por aqui!

Mil beijos!

Lalky

Continua que o Justin vai precisar de toda ajuda! Kkkk

Mil beijos!

E agora o Jared voltou e o Jensen decidiu mesmo pelo loiro, mas ainda balança pelo moreno! Kkkk Acho normal! O Justin vai precisar de todos por ele, superar o Jared é difícil, mesmo ele tendo sido um pé no saco!kkkkkkk

Mas também acho o Jensen e o Justin um tesão, mas ainda não supera Jensen e Jared! Porém dessa vez... Kkkkkk A fic tem um detalhe diferente que todos saberão no penúltimo capitulo!

O teu presente ficará para o próximo capitulo, caso contrário ia ficar muito grande!

Mil beijos!

Maria Aparecida

Evysmin

Agora me deu medo! Kkkikkkk

Realmente concordo com você o Justin é perfeito no sentindo que o Jensen precisa! Klkkkk

O Jared peca exatamente nesse sentido, é por isso que parece covardia.

Os dois são maravilhosos, mas quando chega nessa parte altamente importante desanda! Kkkkkk

O Jared foi bom para o Jensen tanto que o loiro se apaixonou... Se você não ver isso significa que ele não é para o Jensen... kkkkkk Chantagem!

Mas parece que o Jensen se decidiu pelo tenente, mas ainda tem estrada o frete ainda não foi entregue.

E o endereço vai depender de vocês!

Gostou da homenagem? Viu como ouço vocês a Mack não é apaixonada pelo Justin! Kkkkk

Mil beijos!

Anaas

O sonho foi um presentinho para a Padackles que estão sofrendo com o loiro pegando o Justin! Kkkk Mas foi legal escrever a minha veia é Padackles, então tenho que recarregar as baterias, apesar de amar o Justin! Srsrsr E o Jensen é shipável com a geladeira aqui de casa imagina com esse loiro! Kkkk

Ainda não é o penúltimo, acredito que terá mais dois depois desse, vamos ver! Srsrrs

Mil beijos!