N.A.: Gente preciso muito da ajuda de você se houver algo fora do esquadro me avisem, minha visão é falha e meu português ruim. Mil beijos!

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- Justin, aconteceu alguma coisa? – Meu sorriso morre em meus lábios ao reconhecer a voz do Jensen de dentro da cabine.

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Jared Pov – Cont.

Eu saio correndo, não vou conseguir encarar o Jensen, enxugo as lágrimas e resolvo pegar a estrada, sei que terei consequência, mas também vai atrapalhar o casal, sorrio entre as lágrimas com o pensamento bobo de vingança, afinal quando descobrirem que sair, vão procurar de imediato o camisa 10.

E estou certo, logo o telefone começa a tocar, mas é o Misha, ignoro. Depois de três chamadas ignoradas, quem me liga é o Jensen, faço a mesma coisa, ignoro sua chamada.

- Cambio! Jared atende o telefone, caso contrário vou bloquear o teu caminhão. – Meu coração acelera ao ouvir a voz do Jensen. – Você tem um minuto.

- Cambio! Por que o bloqueio? Estou bem, na velocidade normal.

- Seus colegas disseram que você entrou no caminhão bastante alterado...

- Me liga. – Interrompo o Jensen. – Você sabe o motivo da minha alteração! – Falo assim que atendo o telefone.

- Eu sei...

- E você acha que eu suporto isso? Te ver com outra pessoa?

- Você está aumentando a velocidade...

- Você está me ouvindo?

- Sim, mas quero que você encoste, por favor... Senão vou...

- Já sei! O grande Camisa 10 vai mandar bloquear o caminhão. – Estava me irritando. – Será que não dá para ser o Jensen e não o meu chefe? – Ele suspirou.

- Posso, mas antes quero que pare, afinal sou responsável, pela carga, pelas vidas de outras pessoas e por sua vida... – Ele completou baixinho. – Como acha que estou sabendo que pode acontecer alguma coisa com você... encosta e podemos conversar.

- Tudo bem! – Encostei o caminhão.

- Eu compreendo o teu lado...

- Eu não ia fazer nenhuma besteira, sou responsável, meu pai é um tremendo homofóbico, mas é um excelente profissional e fui criado ouvindo as nossas responsabilidades atrás de um volante, você sabe disso, foi criado desse mesmo jeito.

- Verdade. – Senti que ele sorriu do outro lado.

- Eu só queria sair daí! Desde ontem não queria parar, mas os caras insistiram, mesmo não sendo a nossa parada, você sabe que tínhamos, pelo menos uma hora antes de descanso.

- Eu sei...

- Devia ter dado a ordem para continuar! – Gritei. – Desculpa...é tão difícil... ele é bonito... – Começo falar coisa com coisa. - Eu só queria ficar longe, ia esperar os outros no próximo posto... ainda sinto muito a tua falta, acho que nunca vou te esquecer...

- Jared...

- Se não for para dizer o mesmo, não fala nada! – Respiro fundo. - Posso continuar até o próximo posto?

- Você estar bem?

- Não, desde que te perdi, nunca mais fiquei bem... mas posso dirigir, afinal sei fazer isso de olhos fechados... ou cheios de lágrimas. – Isso completei em pensamento. – Posso seguir?

- Tudo bem. Espera os outros no próximo posto, eles estão saindo daqui agora. – Ele ficou em silêncio e esperei. – Cuidado...

- Vou ter! – Apenas confirmei.

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Ainda bem que Mark e o Steve não demoraram, não aguentava mais ficar imaginando o Jensen se entregando de todas as maneiras para o Justin, assim como ele fazia comigo, estava em tortura mental desde que estacionei, nem consegui tomar o meu café.

- Que foi cara? – Steve perguntou assim que me viu.

- Não quero falar disso! – Cortei. – Acho que podemos ter um pequeno surto as vezes, sem perturbação.

- Você está ok? – Mark perguntou.

- Sim, e vamos seguir viagem, caso contrário os deixo para trás novamente. – Eles se olharam dando de ombros. Cada um voltou para o seu caminhão e assim seguimos com o frete. Não tocaram mais no assunto.

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Subúrbio de Nova Iorque, lugar perfeito para não ser achado ou reconhecido. Voltei para a minha vida de transas sem consequências ou cobranças, mas agora reconheço o vazio que existe nisso. E por que não paro? Por que tenho de fazer alguma coisa, nem que seja transar com os prostitutos que encontro.

Esta noite ainda não encontrei o que quero, fiquei seletivo, só saio com altos e loiros, acho que sou masoquista, uma das minhas magoas é que o Justin é loiro, é ridículo da minha parte, mas prefira que ele fosse moreno, e assim viver na ilusão que o Jensen quando transa com ele pensa em mim, assim como faço.

Ia desistindo quando vejo algo perfeito para colocar um pouco de frustração fora. Paro o carro que aluguei e o convido para entrar. Ele me olha desconfiado, estranho, um prostituto desconfiado, porém logo ele sorri e entra no carro.

- Você tem um lugar seu? – Pergunto.

- Não, mas aqui perto tem um hotel bem discreto e limpo. – Ele é bonito, os cabelos são loiros, barba ralinha, parece ter a altura do Jensen, e um belo par de olhos azuis, não tem o jeito de garoto de programa e está vestindo uma calça jeans, uma camisa e uma jaqueta de couro, nada que chamasse atenção.

- Não gosto de ser o passivo. – Avisei, pois pelo jeito dele deve ser procurado para ser o ativo. – Algum problema?

- Não. Mas você deve ser enorme. – Ele me olhou receoso.

- Não se preocupe, você vai gostar. – Ele sorriu.

- Qual o seu nome?

- Sem nomes, pode me chamar do que quiser. – Poderia ter inventado um, mas realmente não gosto de conversar, é apenas uma transa por dinheiro, acertamos tudo e pronto.

- Ok. Sem nomes! – Chegamos ao motel. Realmente era bem discreto.

- Vou tomar um banho. – Ele avisou e se meteu no banheiro. Ele demorou um pouco, curioso abro a porta, e me deparo com uma visão que fez meu pau endurecer na mesma hora, ele estava se preparando para mim. – Você é bem grande, então...

- Eu sei... eu ia te preparar, e além do mais você deve estar acostumado. – Fui me aproximando dele.

- Na verdade, não! Geralmente sou o ativo, abrir essa exceção por que você é muito gostoso... – O segurei pela cintura.

- Você também é gostoso... muito gostoso. – E lhe beijei no pescoço e contrariando minhas expectativas ofereceu os lábios, fazia tempo que não beijava ninguém, o último foi o Jensen, pensei em recusar, mas ele tomou a iniciativa, gostei, lábios macios e saborosos. Acho que a noite ia ser boa. Tirei o resto da minha roupa, e entramos debaixo do chuveiro, apesar dele já ter tomado banho. Passei minhas mãos naqueles músculos perfeitos, que peitoral, acho que ele deve passar o dia malhando.

Depois de um banho que não esfriou nada os nossos ânimos, o joguei, na cama, molhado mesmo. E comecei lhe preparar.

- Realmente você é bem apertado, vou adorar acabar com isso. – O loiro gemeu quando toquei na sua próstata.

O deixei de quatro, lhe dei uma palmada, o penetrando bem devagar, nesse momento me desliguei completamente, era só o prazer que me interessava, era um alívio da dor, momentâneo, mas um alívio.

Depois do prazer apenas pensei em me vestir, para ir embora. O loiro dormia, por mim iria embora, todavia não tínhamos combinado o preço, me xinguei mentalmente, se o cara abusasse no valor, seria um estrago para uma boa transa, o chamei.

- Eu estou saindo, quanto? – Ele piscou como não tivesse compreendido. – Quanto estou te devendo? – Repeti.

- Nada. Não sou puto. – Agora eu que fiquei confuso.

- Como assim? Mas você estava ali na esquina...

- Estava na esquina procurando uma transa sem compromisso, e você surgiu, gostei da visão, então... por que não? Se a transa não fosse boa ainda ganharia alguma coisa! Foi boa, muito boa, portanto não precisa pagar.

- Valeu! Dividimos o quarto?

- Tudo bem. – O loiro anotou alguma coisa em um papel e meu deu. – Quando quiser, podemos repetir.

- Seu nome é Jensen? – Perguntei assustado quando vi o número e o nome.

- Não! É Stephen Amell, mas você chamou esse nome com tanto entusiasmo, que quem sabe assim me ligaria. - O deixei em lugar para pegar o taxi e voltei para o porto de Nova Iorque, onde esperava descarregar.

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- Hey! Tem comida aqui. – Jim me chamou. – Me esforcei muito para chegar próximo de Jim, quando reconheci quem estava sentado ao seu lado. – Esse aqui é o Stephen, marido da minha sobrinha. – Apertamos a mão um dou outro, rezando que estivéssemos agindo o mais normal possível.

Jim logo saiu, foi chamado pela Samantha.

- Então você é apaixonado pelo seu patrão. – Foi uma afirmação e não uma pergunta que Stephen fez. - Não sei como não liguei os nomes.

- Mundo pequeno. – Concordei. – Temos um segredo juntos?

- Com certeza. – Ele pensou um pouco. – Você é casado?

- Não.

- E por que não se assumi? Seria mais fácil chegar até o Jensen. – Ele me olhou e sorriu. – Você o perdeu por isso? É... ele não suporta se relacionar com ninguém dentro do armário.

- Já tentou alguma coisa com ele?

- Não, ele é muito amigo do Jim, mas tive vontade. Quem não teria?

- Como é essa vida dupla?

- E difícil você ser o que não é, mas o ser humano tudo se acostuma, por tanto...posso dizer que sou feliz, tenho três cristaloides, minha cristal é maravilhosa, só não é perfeita por que... você sabe! Está pensando em fazer isso da sua vida? – O meu silêncio o fez balançar a cabeça. – Não vai funcionar, eu nunca me apaixonei por outro homem realmente da maneira que está apaixonado pelo Jensen.

- Como assim...

- Como consegue esconder isso? – Stephen me interrompeu. - Não sei em que pé as coisas estão, mas se você ainda tiver alguma chance, lute! Caso contrário, o convite ainda está de pé... – Ele me deu uma piscada e seguiu para o seu caminhão.

"Por amor,

Quantas loucuras eu já fiz,

Pra não deixar de ser feliz,

Eu me atrevi a te esquecer

Meu amor,

Quase morri de solidão

Quando tentei tirar você do coração"

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As palavras de Stephen ficaram soado na minha mente, e a Sandy também concordou com ele, ficamos amigos, foi bom ter alguém com quem desabafar.

Liguei para o Jensen.

- Oi... – Fiquei mudo no primeiro momento, desde de o meu surto no posto, sempre ligo que ligo ele atende, claro que só falamos de coisas relacionadas ao trabalho e rápido. Respirei fundo para acalmar meu coração.

- Você está bem? – Ele perguntou preocupado.

- Estou... eu queria te pedi...

- O que? – Ele perguntou quando demorei a responder.

- Eu estou muito tempo longe de Detroit, preciso ver como está a minha casa, pode me colocar nessa rota? – Eu sabia que estavam me mantendo distante da cidade.

- Claro. – Quase grito de felicidade, não por que estou voltando para Detroit, mas sim que sentir uma hesitação na voz do loiro, acho que ele ainda se balança por mim... E talvez não saiba como agir comigo perto. Justin, te prepara que vou pegar o que é meu de volta. – Dá para segurar por uns dez dias?

- Dá sim. – Dez dias são poucos para o nosso universo. – Eu queria mais uma coisa...

- O que?

- O meu amigo de volta...

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- Oi, Jensen. – Pela primeira vez ele me liga, desde que perdi para sermos amigos outra vez. Sempre era eu que ligava e sempre me atendia, quando não acontecia, me contorcia de ciúmes, pois sabia que estaria com o Justin, aprendi a ligar em horários que ele teria mais chances de estar sozinho. – Hoje não tem namoro? – Me doía perguntar isso, mas fazia parte do meu plano, ser o amigo.

- Não, Justin está de plantão. – Ele pouco tocava no nome do namorado, apenas quando necessário. Acho que para não me magoar. – E eu estou sem sono, meu Pipoca, foi para a casa do tio. Queria conversar um pouco...

- Claro, você tem duas horas, logo estou parando para descansar, e amanhã estou por aí. – Apesar de tudo nós dois tínhamos uma conversa fácil, cheia de risadas, assuntos em comum, recordações da infância.

- Acredita que o papai foi detido pelos botinas pretas. – Jensen ria. – Foi fazer um frete para Santo Antônio, e sabe aquela rodovia, onde tem o fantasma de um policial.

- Sei. – Era uma lenda local, esse policial manda os carros pararem e quando ele se aproximava, no lugar do rosto tem apenas um buraco negro.

- Pois é, ele não parou. No próximo posto foi detido. O policial era de verdade. – Gargalhei. – Por sorte tinha um amigo antigo que ajudou o velho a se livrar da prisão.

- Estou rindo, mas eu não pararia. – Ele começou a ri. – Você pararia?

- Não – Ele gargalhou, fiquei imaginando ele jogando a cabeça para trás, quando estávamos juntos, adorava o fazer ri, apenas para atacar aquele pescoço sardento, cheiroso, sensível... meu pau pulsou dentro da calça. Nossa conversa continuou por mais de duas horas.

"Seu amor, é o meu raio de sol

Minha luz da manhã

Minha estrela perdida

Seu amor, é tudo que eu quero ter"

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Cheguei hoje à tarde, ainda não encontrei o Jensen, mas hoje é sexta e tem música ao vivo no restaurante da Genevieve. Geralmente tem música ao vivo o Jensen e o Chris cantam, e quando o Steve não está na estrada também se apresenta, às vezes vem algum cantor de fora.

Parece que a noite está boa, os cantores oficiais estão presentes, no palco, Jensen em dueto com o Steve.

Coloco meu coração no pé ao avistar Justin no balcão olhando totalmente hipnotizado para o palco, vacilei na minha segurança de reconquistar Jensen ao ver o seu olhar amoroso para o namorado em uma frase mais romântica.

Respiro fundo e me aproximo quando o Jensen volta do palco e senta ao lado de Justin.

- Oi. – Me aproximo e dou aquele abraço de tapinha na costa de Jensen, e recebo outro de volta, por um momento me perco em seu sorriso, o ar parece fugir do meu pulmão, fazia tanto tempo que esse sorriso não era dirigido para mim. Justin fecha a cara imediatamente. – Oi, cara? Tudo bem? – Falo e ele apenas balança a cabeça sem esboçar um sorriso. – Hey, Jensen onde está a minha cerveja?

- Uma cerveja para o cowboy! – Genevieve coloca uma garrafa na minha frente. – Quanto tempo! – A garota me deu um abraço rápido e logo Mark estava a puxando para os seus braços.

- Tem gente que está com ciúmes! – Ri e olhei pelos cantos dos olhos para Justin, ele sentiu para quem foi o comentário. Jensen estava distraído falando com o Chris que nem percebeu o clima. Fiz questão de sentar do lado deles.

Fiquei fazendo o papel mais fácil da minha vida de amigo do Jensen, queria ter tido a força de ter essa facilidade quando eu era seu amor.

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- Onde você quer chegar com esse papinho de amigo? – Justin me seguiu até o banheiro.

- Eu poderia tentar negar, mas acho que é inútil, o quero de volta. – Ele respirou fundo. – E acho melhor sair do caminho. Vai ser melhor para você.

- Obrigado pela preocupação. Mas acho que vou recusar a tua generosidade. – Justin sorria friamente fingindo simpatia. – Então você acha que vai anunciar que saiu do armário e o Jensen vai correndo para os seus braços.

- Não acho! Tenho certeza, afinal isso era a nossa única pendência...

- Você está muito enganado, não se trata apenas de não se assumir, e sim da sua covardia, no momento que ele mais precisava, o deixou sozinho...

- Isso podemos superar, ele vai ter certeza que sempre estarei do lado dele, quanto a você, não parece o tipo de se contentar com uma posição de segunda. Só um estepe, que nos socorrer em momentos de dificuldades, mas que é substituído na primeira borracharia.

- Pode ser, porém muitas vezes trocamos o pneu antigo, por outro novo, até mesmo pelo estepe. – Justin lavou a mão.

- Nesse caso, acho que ele vai voltar para o pneu antigo, pelas nossas últimas conversas pelo telefone...

– Fique longe do Jensen. – Ele me imprensou contra a parede.

- Calma, Justin. – Nesse momento Mark entrou no banheiro e segurou o tenente. – Ele é apenas amigo do Jensen, o Jared aqui é macho de verdade...

- O que está acontecendo aqui? – Jensen entrou no banheiro nesse momento.

- O nosso amigo aqui está com ciúmes do Grandão aí! – Mark explicou e caiu na gargalhada. – Mas eu entendo, vocês são tão amigos que é impossível não pensar besteira. - Jensen olhava para o Justin e para mim, por sorte, Mark já estava bêbado e nem percebia o clima.

- Tem razão. – Justin foi o primeiro a falar. – O Jared é macho. – O sorriso cínico no canto dos lábios me matou, queria gritar que era gay e estava ali para recuperar o homem que eu amava, mas nada saia da minha boca. – Desculpa aí! - Ele me deu uma tapinha na costa, um pouco forte para ser amigável. - Vem. Quero ir para casa. – E ele saiu puxando o Jensen que me olhou e logo o seguiu.

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Jensen Pov

Resolvi ir para casa me despedi do povo, logo a fofoca ia rolar solta, Mark se encarregaria disso.

Justin estava calado do meu lado. Sabia que ele estava pronto para explodir. Não puxei conversa, vou esperar chegarmos em casa.

- Que história é essa de conversas pelo telefone? – Arregalei os olhos, acho que me entreguei, nunca falei para o Justin que estava falando com o Jared regulamente.

- Foi... – Justin estava bem na minha frente e eu encostado na parede, e me encolhi um pouco ao ver a raiva, frieza e mágoa, naqueles olhos castanhos que sempre me olharam com amor e adoração.

- Estavam acertando uma volta? Poderia ter me comunicado primeiro não acha? Não acha? – Ele gritou quando continuei calado.

- Não! – Gritei de volta, para liberar a energia. – Apenas conversas...

- Conversas? Conversas que o encheram de esperança... mas não de coragem!

- Justin... Jared e eu sempre fomos amigos...

- Amigos!? Por favor! Você não é nenhum garotinho inocente para cair nessa conversa de amizade! E nem espere isso de mim! – Ele se afastou e passou as mãos pelos cabelos. Não conseguia falar, agora realmente parecia falso meus argumentos de amizade. - Eu nunca esperei ser enganado assim por você...

- Eu não te enganei! – Tentei chegar perto, mas ele fugiu do meu toque.

- Enganou! Aqueles telefonemas que não atendia quando estávamos juntos, eram dele? – Ele me encarou. – Oh! Deus! – Nesse momento eu lamentava de ser tão transparente.

- Você não ia entender...

- Não ia e nem entendo! Mas tenta explicar... – Ele cruzou os braços e me encarou, pelo seu olhar estava duvidando que me ouviria.

- Eu...nós... – ele revirou os olhos. – Nós sempre fomos amigos...

- Amigos...

- Vai me deixar continuar?

- Continua... mas pula essa parte chata da história.

- Mais forte do o nosso amor um pelo outro... – Parei pela cara do Justin, era o caminho errado. – Droga! Eu sentia falta da amizade que tínhamos. – Falei a verdade, nada ia agradá-lo mesmo.

- Sabe que não vou aceitar essa amizade... principalmente que não é isso o que ele quer...

- Sabe que não aceito esse tipo de imposição...

- Te coloca no meu lugar. Saber que o seu namorado está de papinho com o seu ex...

- Eu acho que vivo um pouco assim não acha? – Justin tinha um colega policial de outra delegacia que tiveram um caso, e o outro ainda o cantava. – E o Jared nem por um momento deu em cima de mim...

- Não muda o foco! Bomer pode até tentar alguma coisa, porém ele sabe o teu lugar na minha vida...

- Mas o Jared também sabe...

- Sabe? – Justin perguntou baixinho, percebi que existia algo que ainda não sabia ali. – Então eu sou apenas um estepe...

- Um estepe? – Lembrei da minha irmã.

- É um estepe que está pronto para ser trocado... ele foi legal, me avisou para cair fora... – Nesse momento fiquei com raiva do Jared.

- Você se sente assim?

- No momento...

- Não... – Justin atende o telefone, me interrompendo, era o toque de trabalho. Depois de acabar a conversa ele corre para o quarto, e quando desce está colocando seu coldre.

- Tenho de ir.

- Justin...

- Não se preocupe... espero poder atirar em alguém! – Ele dá um arremedo de sorriso, e saiu, fiquei olhando para porta, nem um beijo.

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Faz dois dias que Justin saiu para trabalhar e nenhuma notícia, seu celular está desligado, Jared também sumiu, e não o procurei.

Quando chego em casa uma visão me enche de prazer e carinho, Justin dormindo em uma poltrona, apenas de roupão.

Me aproximo, examino seu rosto, olheiras mostram que não deve ter dormido muito ou nada nesse tempo. Abro o roupão, porém ele se assusta e segura minha mão, não reajo, sempre quando chega de alguma missão, seu primeiro sono é agitado, apenas espero.

- Oi. – Ele sorri. – Acho que você não tem ainda essa permissão.

- Sr. policial, acho que não necessito dessa permissão. Afinal você está na minha casa, na minha poltrona predileta, e completamente nu sob o meu roupão. – Ia falando e retirando minha jaqueta, camisa e camiseta, ficando apenas de calça jeans, sinto seus olhos escurecerem de desejo.

– Precisava dessa visão. – A tensão, a briga e o cansaço o faz se render rapidamente. Me ajoelho entre suas pernas, e continuo minha inspeção, mas não vejo nenhuma marca nova ou machucado. – Foi tudo relativamente calmo, conseguimos uma grande apreensão sem baixa do nosso lado e nenhum ferimento fatal do outro. – Ele sabe o que procuro.

- Que bom. – Me levanto e me inclino o beijando. – Posso fazer amor com você? – Em outra circunstância não pediria.

- É tudo que quero e preciso. – O beijo no pescoço.

- Eu também. Senti tanto a tua falta...

– Mas nossa conversa ainda não acabou.

- Para mim acabou. – Respondo, com um dos seus mamilos entre meus dentes. – Estou com você, quero ficar com você, escolhi você, e somente você pode mudar isso.

- Será? – A pergunta sai entre gemidos.

- Pare de subestimar sua importância na minha vida. – Gemi antes de segurar seu pau entre meus lábios. Levantei a vista e o encarei, ele estava entregue, era meu, tudo era permitido. O suguei por alguns momentos enquanto o preparava para me receber, palavrões escapavam, entre seus gemidos altos.

Retirei o resto da minha roupa, Justin apenas me olhava, suas reclamações por eu ter interrompidos as carícias já tinham se calado.

O deitei no tapete e devagar o fui penetrando. Tão quente, senti tanta falta...

Nossos gemidos foram calados com beijos, enquanto nos movimentávamos em sincronia. As pernas de Justin envolviam a minha cintura, ele implorava por mais, para não o deixar, eu prometia que não ia há lugar algum, ele grita que me ama na hora do gozo, mas isso não posso responder, apenas o beijo de volta, e o cansaço se encarrega do depois.

Quando saio de dentro de Justin, ele está completamente adormecido, o limpo com carinho, pego cobertores e travesseiros, me aconchego ao seu lado esperando o sono chegar.

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Quando acordo Justin está me olhando, pela sua expressão acho que as pendências continuam.

- Você se aproveitou do meu cansaço ontem. – Ele começa de forma leve, o Justin é o policial bonzinho.

- Não te vi reclamando... – ele sorri, mas parte meu coração, é um sorriso triste. Odeio em saber que sou responsável por isso.

- É difícil resistir... – Ele suspira e se senta encostado na poltrona. – Jensen, você sabe que não vou aceitar essa amizade com o Jared, principalmente que não é apena isso que ele quer.

- É meio impossível tirar o Jared totalmente da minha vida...

- Não é disso que estou falando... Encontros casuais pelas estradas sei que podem acontecer, mas conversas entre amiguinhos de infância, principalmente pelas minhas costas...

- Pelas suas costas, fala como se eu fosse um criminoso... – Ele apenas levantou a sobrancelha. – Eu não gosto e acredito que nem você, goste de intromissões desse tipo... – coloco o dedo em sua boca quando ele tenta falar alguma coisa, - claro que essa é uma situação delicada, não gostei das coisas que ele falou para você. – Eu estava confuso, realmente estava gostando da volta da minha amizade com o Jared, era difícil abrir mão disso, mas olhando pelo ângulo do Justin, não sei se aceitaria, talvez apenas se eu tivesse segurança total no meu relacionamento, e isso sei que não é o caso.

- Não gosto de fazer isso, mas realmente você tem de se decidi! – Justin se levantou e não pude deixar de babar, mais de 1,90m de músculos, totalmente nu. – E pare de me olhar assim... estou falando sério.

- Eu sei... mas é impossível não te desejar... – Ele revirou o olhos, me levantei. – É disso que estou falando! – Rimos, pois ao me ver nu na frente dele, seus olhos percorreram meu corpo com desejo evidente.

- Tudo bem, vamos tomar um banho e depois continuaremos essa conversa.

- Juntos? – Perguntei o abraçando.

- Juntos.

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Depois do banho, ambos vestidos e pronto para uma conversa definitiva, para mim está claro, a minha opção será o Justin, mas perder o Jared novamente...

- Jensen, a Alisson me ligou, tenho de ir há delegacia, acho que eles querem se despedi. – Justin estava indo para o FBI. – Inventou um tal de relatório. – Ele sorriu. – Festinha surpresa. Depois a gente conversa. – Ele me deu um beijo longo e quente. – Senti que ele também queria adiar os conflitos que existiriam.

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19:00 h, a festa do Justin se estendeu do almoço para umas bebidas em um bar onde a maioria dos frequentadores são policiais, me convidou, mas achei melhor não, fui para casa, estava preocupado, Jared pediu no RH para ficar com cargas apenas dentro do estado de Michigan, de preferência dentro de Detroit, alegando tratamento médico, porém não entrou em detalhe, não sei se ele está fazendo isso para ficar perto de mim, ou por que está mesmo doente, desconfio da primeira opção, em todo caso a minha situação piora com Justin, para evitar atrito por causa desse arranjo, só demitindo Jared, e isso? Não posso fazer, não é apenas amizade e sim lealdade de companheiro de estrada.

Estou perdido nesse é o meu pensamento quando ouço a campainha tocar.

- Oi, Jensen! – Jared está parado na porta. – Posso entrar?

- Claro. – Sigo em direção a cozinha e ele vem atrás de mim. – Quer uma cerveja?

- Sim. – Ficamos um de cada lado do balcão.

- Você está doente? – Vou logo direto ao ponto.

- Mais ou menos. – Ele toma um gole da cerveja.

- Você está fazendo isso para ficar perto de mim?

- Tem essa vantagem também...

- Não perde seu tempo...

- Me ouve? – Respiro fundo e o encaro.

- Na discussão do banheiro percebi que não estou preparado para sair do armário. Descobrir que você tinha razão, não é minha família apenas que me impede de assumir. – Desviei o olhar, foi impossível não me senti decepcionado. – Por isso fui procurar um psicólogo para me ajudar, estou fazendo isso principalmente por você...

"Dói demais te perder, vem me tirar,

Dessa saudade, que invade minha vida"

- Eu...

- Eu sei. – Ele não me deixa continuar. – Querendo ou não, você já é responsável por meu desejo de mudança, afinal se não tivesse me apaixonado, isso nem me preocuparia, com a vergonha que tenho de mim. Me ajuda nessa luta, preciso de você ao meu lado... – Ele deu a volta no balcão e se colocou bem na minha frente, seus lábios tão próximos, podia sentir sua respiração, seu hálito me trazendo lembranças do sabor de sua boca. - Volta pra mim...

Ouvimos palmas, e o Justin estava em pé encostado na porta de entrada da cozinha.

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Respostas aos reviews não logados

Anass

Foi um caso de uma noite que mexeu com o Justin e o Jensen, mais com o Justin que ainda tentou encontrar o loiro, que por sorte não rolou, pois o Jensen estava ainda na viber de posso mudar, e agora o tenente Hatley achou que devia arriscar mesmo diante do grande amor que o Jensen tem ou tinha pelo Jared.

Mas o moreno não tem chances enquanto tiver dentro do armário,coisa que pode mudar agora, vamos ver...

Mil beijos!

Maria Aparecida

Obrigada minha companheira de twitter! Kkkkkkk

Eu acho o Justin lindo e o Jensen se agarrando com ele, o Jared que me perdoe! Kkkkk Claro que escrever Jensen e Jared é mais fácil, mas com um Justin desse perfeito!

Teve mais um pega, pra você também!kkkkkkk

Agora essa da pele perfeita quase me espoco de ri! Kkkkk

Mas vamos ver agora o cerco está se fechando o Jensen tem de ver que estrada que seguir, qualquer uma traz paisagens lindas e maravilhosas!

Mil beijos!

Claudia

Coitado do Justin! Imagina ele saber que o concorrente dele é o Jared? Já tinha ido para o Japão! Kkkkkk

Pronto agora o Justin não dorme mais, ele pega o loiro primeiro! Deixou de ser bundão!

Dei um presente o Jared com o Stephen, todas não babão por ele? Kkkkk Vou fazer ele ter um caso com o Jared e pronto!

Bem o ponto de escolha está chegando, teremos mais alguns sofrimentos para os personagens e no final sofrimento eterno para um! Kkk Brincadeira todos serão felizes com o Jensen ou não!(se isso for possível)

Mil beijos E obrigada por voltar, sentia tua falta! Mesmo com as ameaças nas entrelinhas! kkkkk