N.A.: Esse capítulo teve como beta a minha amada de longa data Masinha, escrever e ler fanfics nos traz presentes maravilhosos, tenho muitos guardados na minha caixinha, e quando são Hunters, então... perfeito.
Obrigada linda, o próximo será seu também.
Mil beijos!
Para-choque de Caminhão: Não me siga! Eu estou perdido!
A frase acima é para o Jensen, eu sei muito bem onde estacionei meu caminhão... kkkkk
Antes...
Ouvimos palmas, e o Justin estava em pé encostado na porta de entrada da cozinha.
Agora...
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Jensen Pov.
- Justin... – Olho assustado e com certeza com cara de culpado. - Não... – A decepção em seu olhar doí mais do que se ele tivesse me agredido.
- Você bateu palmas antes do beijo... – Olhei de boca aberta para o Jared, e Justin avançou lhe dando um soco. Jared limpou a boca, e sorriu. – Cai fora, você era apenas um estepe. – Ele grita.
- Jared! Cala a boca. – Grito, não posso admitir que ninguém fale assim com o Justin.
- É verdade! – Jared grita para mim.
- Não é! O Justin é muito importante para mim, e você deve respeitar isso. Agora sai!
- Eu saio, mas antes me diz que já me esqueceu, nega que não me beijaria... ou melhor diz que o ama?
- Sai Jared!
- Você não consegue dizer que o ama! Por que se enganar? Você me ama!
- Ele está mandando sair! – Justin se coloca na frente de Jared, a diferença na altura é mínima. – Você não faz parte mais da vida de Jensen, não percebeu ainda?
- Você é cego! Não viu que ele estava nos meus braços... – Um novo soco e dessa vez Jared reage, me meto na briga e sinto uma dor no queixo antes de tudo apagar quando bato a cabeça no chão.
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- Jensen? – Sinto tapinhas leves no meu rosto e uma toalha com gelo encosta no meu rosto.
- Fora os dois! – Grito, assim que a tontura passa um pouco. – Fora! – E me levanto, os dois me amparam, mas fujo dos toques de ambos, que me olham sério.
- Você está bem? – Perguntam os dois ao mesmo tempo.
- Fora! – Repito. E vendo o meu humor, obedecem.
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Jared Pov.
Na varanda da casa do Jensen, Justin e eu nos encaramos e ficamos nos avaliando.
- E agora? – Perguntamos juntos enquanto sentávamos na escada.
- Posso ser sincero, não vou ganhar outro soco? – Pergunto.
- Não, já passou a vontade de te quebrar a cara. – Justin sorri.– Na verdade não passou... porém pode falar.
- Você se meteu em uma encrenca...
- Encrenca?
- É. Essa tua situação com o Jensen, você sabe que ele gosta de mim, e infelizmente vai sai magoado.
- E você está preocupado de eu sair magoado?
- Apesar de tudo, você parece legal, ficou do lado dele nos momentos que eu deveria estar lá, mas cara, querer que alguém fique com a gente por pena, ou consideração... não te vejo aceitando isso...
- Pena? – Justin gargalhou. – Realmente não conhece o Jensen, ele nunca ficaria com ninguém por pena, caso contrário não teria te deixado, você é digno de pena...
- Hey! – Me ofendi, mas olhando a minha situação... ele tinha razão.
- E agora teus esforços patéticos de me afastar... sinto muito, mas não vai acontecer, já cheguei até aqui, vou ver no que vai dar!
- Cuidado para não se arrepender. – Me levantei para ir embora.
- Não vou me arrepender... O Jensen vale a pena, sempre vai valer... – O olhei e não disse nada, Justin estava certo, eu queria o afastar, pois eu conhecia o risco, e olhando para o tenente agora sentado na escada, mesmo com palavras de desafio, seus olhos demonstravam medo, ele não conhecia as suas verdadeiras chances... não seria eu a dizer isso para ele.
E se for tarde para mim? Me recuso a pensar nisso, eu sei que ainda existo dentro do Jensen, preciso acreditar para poder continuar.
Jensen Pov
Que noite! Minha cabeça está fervilhando, não quero pensar e a única coisa que me ocorre é pegar a estrada. Alona está de plantão, peço um encaixe assim que possível, é uma espécie de fuga, fuga por quê? Não quero pensar em uma resposta, não estou preparado ainda para ela.
Desço para tomar um café e encontro o Justin deitado no sofá, ele não foi embora como mandei, é uma bela visão, um cobertor o cobre da cintura para baixo, deixando apenas, o peito definido amostra, me aproximo e ele pisca, ainda despertando, acredito que também não tenha dormindo bem.
- Bom dia! – Ele me olha.
- Bom dia. Você já vai trabalhar? – Era muito cedo ainda.
- Já, mas pode ficar à vontade. Vou viajar. – Desviei o olhar.
- Uma viagem para decidir? – Justin se senta e segura minha camisa.
- Eu não tenho nada para decidir... – Ele me puxa para os seus braços. – Hey... – Um sofá cama perfeito para duas pessoas do nosso tamanho.
Justin começa a me beijar e retirar minha camiseta, sinto sua pele quente, ele está apenas de cueca box por baixo do cobertor que vai para o chão.
- Quero você, não sei se poderei depois que voltar dessa viagem...
- Por que não acredita em mim quando digo que já decidi, e há muito tempo, e o pior sempre acha que vai perder...
- Não quero falar nisso agora, quero apenas fazer amor com você, e mesmo que não seja a última vez, mas vou te amar como se fosse.
Esqueço qualquer coisa e me entrego as suas carícias.
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Alona conseguiu me encaixar em um frete que vai sair as 18:00 h, junto com o Matt, e para minha surpresa, não iria com a Rainha, e sim com uma das duas Internacionais que tinham acabado de ser entregues. Matt iria na outra, estávamos como crianças com brinquedos novos.
- Belo corcel negro que você tem aí? – Me assustei com a voz de Jared. – Desculpa entrar assim, mas não tem ninguém aí na porta. Alona lamentou que não teve carga para as três ao mesmo tempo, eu também lamentei, mas por outro motivo. – Engoli seco, imaginando o que seria pegar estrada junto com Jared, sabendo de tudo que está envolvido. – Me obrigou a estacionar ao lado dos outros dois cavalinhos Internacionais. E devo dizer que é uma visão maravilhosa. – Jared não olhava para o pátio e sim para mim.
- Misha me comunicou que essa é sua última longa viagem por enquanto, e que vamos alocar o seu cavalinho. – Jared ficará nas entregas locais. – Vai aguentar fica longe do Azulão?
- Vou ter a compensação de poder te ver todos os dias. – Jared se aproximou de mim, mas recuou. – Parece que fizeram as pazes. – Ele apontou para o meu pescoço, acredito que tenha sido uma das inúmeras marcas que Justin deixou por todo o meu corpo, quando fizemos amor intensamente pela manhã.
- Mas quer saber? Realmente não me importo, eu sei que a carga ainda não chegou em seu destino final.
- Jared, não quero que tenha esse tipo de ilusão...
- Jensen... – Ele me interrompeu. – Você está saindo para estrada e nem estava programado isso, pare de se enganar, aceite que nada está definido e escolha o caminho certo e que esse caminho seja eu, nos dê mais uma chance e para ajudar... – Não consegui reagir quando seus lábios se encontraram com os meus em um beijo forte, possessivo, sua língua invadiu minha boca me explorando cada cantinho, senti que ele estava me possuindo, que queria roubar minha alma.
Minhas mãos estavam em seu peito, como se fossem empurrá-lo, mas não tive forças para isso. Ele me apertava de encontro o seu corpo, e mesmo querendo reagir contra, percebi a perfeição dos nossos encaixes.
Uma pequena tosse nos trouxe para a realidade.
- Espero que não tenha atrapalhado nada! – Misha me olhava com uma imensa interrogação em seu rosto.
Jared baixou a vista e eu desviei o olhar estava envergonhado, afinal era uma traição com o Justin.
- Jensen, eu já estou partindo, tenha uma boa viagem.
- Boa viagem também. – E Jared saiu.
- Esse machucado em teu rosto, você voltou para o Jared e o Justin que te bateu? - Misha me olhou sério.
- Não voltei para o Jared e não sei quem me bateu! – Misha levantou apenas uma sobrancelha esperando. Contei tudo, até o beijo no escritório.
- Então essa tua viagem é para tomar uma decisão...
- Não! E estou com o Justin e vou ficar com ele...
- Jensen, se você parar de se enganar, fica mais fácil tomar a decisão correta. – Misha saiu me deixando sozinho, estava me sentindo estranho, ainda sentia o corpo de Justin no meu e agora a sensação dos abraços de Jared também se fazia presente, juntamente com o sabor de seus lábios deixado na minha boca.
Mas logo me entreguei ao trabalho tentando esquecer a confusão que estava o meu coração. Trabalhar está difícil, porém é mais fácil do que pensar na minha situação.
"Se o seu coração está perdido
Dividido entre dois amores"
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Olho para o céu, e me concentro na beleza da noite que vai caindo, apesar de quase não acontecer, gosto de viajar de madrugada, ver as estrelas brilhando, dá impressão que estão nos guiando. Acalmo meus pensamentos na contemplação da noite. O meu telefone toca...
- Tô sabendo que alguém está traindo a Rainha? – Era a minha irmã. – Viagem macia?
- Tão macio que quando voltar para a Rainha vou estar mal-acostumado.
- Até parece! Você ama aquela lata velha... – Ela riu, e nem me irritei, sabia que estava brincando. – Você pegou essa viagem só para inaugurar o caminhão novo?
- Na verdade não estava programado...
- O que aconteceu?
- Nada...
- Conta logo! – Eu fiquei calado. – Conta logo! – Ela insistiu. – Qual dos príncipes está te dando problema? – Ela foi no "x" afinal minha vida estava muito boa em todas as áreas, até mesmo a amorosa, mas ela sabia que o Jared estava de volta.
- Os dois...
- O príncipe Perfeição está te dando problemas...
- Ele está com ciúmes...
- Ele é perfeito, mas não é burro...
- Mack! Me deixa falar!
- Tá! Desculpa...
- Eu já fiz minha escolha, estou bem com o Justin, em todos os sentidos, estou feliz...
- E o Jared?
- Disse para você me deixar falar...
- Esse teu discurso de que está bem com o Justin... não quero ouvir, isso você guarda com você... O Justin tem razão para ter ciúmes, afinal ele sabe que se meteu em uma relação mal resolvida, apesar das tuas palavras, claro que de repente ele está errado, e você não quer uma segunda chance com o Jared, porém maninho, você está falhando em deixá-lo seguro. – Ela tinha razão, existia apenas uma coisa para deixá-lo totalmente seguro.
- Eu acho que... Droga! – Um caminhão atravessado no meio da pista. Fui freando, mas senti algo estranho nesse acidente.
- O que aconteceu? – Minha irmã perguntou assustada.
- Ainda não sei. – Falei do acidente. – Mas não estou com bom pressentimento.
- Então não para!
- Já parei, nem tem como continuar, a carreta está atravessada e o "carga pesada" do Matt, está parando logo atrás, vou esconder o telefone na bota, não desliga, já dei o sinal para a segurança, se eu não retornar em cinco minutos vão travar as duas carretas, aguarda, vem um cara, parece ensanguentado, vou descer.
- Cuidado! Assim que tiver tudo bem fala comigo... por favor!
- Hey! Amigo o que aconteceu? – Perguntei assim que cheguei perto.
- Ainda não aconteceu... – Ele respondeu e me mostrou uma arma. Os outros que estavam escondidos saíram de dentro da cabine, e me guiaram de volta para o meu caminhão, vi quando um carro preto parou do lado da carreta do Matt e o renderam também. – Entra aí e sem dar uma de herói...
Assim que entrei na cabine cobriu meu nariz e minha boca, apaguei.
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Minha cabeça doía, minha garganta está seca, por um momento fico sem saber onde estou, o que está acontecendo, até que vem a lembrança, fui assaltado, me agito, mas não consigo me mexer, estou sentado no chão, com os olhos vendados, pés amarrados e as mãos algemadas para trás, presas em uma coluna de madeira.
- Hei! – Grito, não muito alto por causa da secura na minha garganta.
- Jensen! – Reconheço a voz do Matt.
- Matt? Você está bem?
- Está todo mundo bem... – Não reconheci a voz, mas parecia conhecida. - E vai continuar assim... Não somos assassinos, só roubamos o frete, geralmente abandonamos os motoristas na estrada. Sou carreteiro também...
- E por que estamos aqui? – Ousei em perguntar.
- Eu tenho um tesão em você! Tentei por bem, um dia lembra? – Meu coração gelou, reconheci a voz, era o mesmo que tentou me agarrar no banheiro, amigo do Lehne. – Mas você me fez experimentar isso. – Senti a frieza de um revolver nos meus lábios. – Porém vou te fazer experimentar, algo mais quente...
- Somos irmãos da estrada...
- Agora somos irmãos... – Ele riu. – Você é um pouco melhor, mas donos de transportadoras ganham dinheiro com o nosso sangue, resolvi ganhar um pouco também. Todas as cargas têm seguro, não machucamos nenhum dos motoristas, então...
- Então vamos continuar assim, você nos deixa livres e esqueço de tudo...
– Depois de brincar um pouquinho. Quando você desceu da carreta, achei que ganhei na loteria. – Ele deu uma risada. – Então vamos fazer algo que você gosta, e nem adianta negar por que eu sei que gosta! E depois você e o outro estarão livres, o que acha? Vai ser bonzinho? – Eu sabia que ele estava mentindo, nunca sairia vivo daquela situação, afinal o reconheci.
- Vai se ferrar!
- Pode ser divertido...é só cooperar... vocês, me esperem lá fora.
- O chefe não vai...
- Eu me entendo com o chefe.
– Agora é só nós dois. – O vômito chegou na boca do meu estômago quando senti seus lábios sobre os meus. – Seu... – O gosto de sangue invadiu a minha boca com a mordida que dei. – Acho que vou ter de te ensinar a ser bonzinho, ele puxou meu cabelo, e lambeu meu pescoço, mordendo minha orelha e me chupando no pescoço, tentava fugir reagir, xingava e gritava, me senti sufocar quando um pano foi enfiado na minha boca, e mãos desabotoavam minha calça. - Vai ser divert... – A frase morreu e só ouvi a explosão de um tiro.
Fiquei quieto esperando, quando alguém se ajoelhou ao me lado, e me tocou, fugi... – Calma! – Era a voz do Justin, foi um bálsamo na minha alma. E quando ele tirou a venda, ver seu rosto tão lindo e conhecido me fez chorar de alívio. – Está tudo bem agora! – Quando minhas mãos foram soltas, o abracei e mesmo quando os paramédicos tentaram me tirar de seus braços, não o soltei.
- Deixem, ele vai comigo. – O ouvi falando. – Vamos. – O segui e olhei para trás, vi um homem caído no chão com um tiro no meio da testa. E soube o que aconteceu.
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Tive de ir ao hospital de qualquer maneira, e Justin me contou o ocorrido.
Quando não retornei minha irmã ligou para empresa e não existia nem um comunicado de possível roubo, coisa que eu tinha acionado, procedimento normal nessa situação.
Ela ligou para o Justin, e ele imediatamente pediu ajuda para seus amigos, pois já está afastado do serviço, a Allison e uma equipe seguiram o sinal do GPS do meu telefone que ficou ligado, e conseguiram me localizar. Chegaram camuflados, prenderam os que estavam do lado de fora e a Allison matou o bandido que estava tentando me estuprar. Isso no relatório, mas quem atirou mesmo foi o Justin, apenas para evitar dor de cabeça para o amigo, ela assumiu, pois ele tem um envolvimento comigo, podiam querer uma investigação mais detalhada e ele estava indo para o FBI.
Matt também foi para casa e estava bem, sem nenhum ferimento.
A falha no sistema de segurança foi humana, o responsável dá hora, era o plantonista, durante a noite fica somente um, são poucas carretas na estrada, ele teve sua família raptada, estava sendo chantageado. A quadrilha estudava a empresa, sua segurança e quem trabalhava nela e assim que surgia uma carga que interessava, faziam os procedimentos, dependendo da empresa, na minha o sistema era considerado quase 100% eficiente, usaram esse tipo de artifícios, infelizmente o chefe ainda não foi preso, mas por pouco tempo.
E agora estou aqui, tentando dormir, liguei para os meus pais dizendo que eu estava bem e evitando que pegassem um avião para me ver, não senti que estavam conformados em ficarem lá. Justin não saiu de perto de mim e nem deixo.
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Jared Pov
- Tá sabendo o que aconteceu com o Jensen e o Matt? – Essa foi a pergunta que me recebeu na parada da noite. Os motoristas estavam agitados, meu coração apertou de preocupação.
- Foram assaltados ontem à noite, mas só agora estão liberando as informações, com os novos procedimentos de segurança, a Ackles já era meio paranóica com isso agora piorou...
- Mas o Jensen está bem? – Queria notícias.
- Estão, o namorado do Jensen que o salvou... agora eles casam. – O homem continuava falando, e um monte de informação que não me interessava. Me afastei e liguei para o Jensen.
- Alô. – Quem atendeu foi o Justin.
- Não desliga, sou eu o Jared...
- Eu sei... – Ele falava baixo.
- Eu só quero saber do Jensen...
- Ele está bem, não foi machucado fisicamente, mas o trauma foi grande, no momento está dormindo...
- Justin? – Ouvir a voz do Jensen longe, parecia preocupada.
- Estou aqui... querem saber de você.
- Fala que estou bem. E deita aqui do meu lado... – Nesse momento senti que minhas chances se reduziram, O Justin sempre está ao lado do Jensen.
- Eu vou desligar. – Justin falou comigo.
- Obrigado por atender...
- Tudo bem!
– Tira de área – Ouvi Jensen pedir antes da comunicação ser cortada.
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Minha vontade foi de largar tudo e ir ao encontro dele, mas o momento não era de embate, coisa que aconteceria com o Justin, e ainda tinha o risco dele está frágil e decidi que o tenente herói era sua escolha.
Até ria ao lembrar que além de namorado perfeito o Justin tinha virado herói, pela segunda vez, o Jeffrey me fez o favor de contar que foi ele que encontrou o Jensen quando este fugiu de mim, amaldiçoei a hora da minha "brilhante" ideia de não o levar para casa deixando-o bem seguro, talvez ele nunca teria conhecido o Justin.
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Depois de 5 dias estou chegando, vou procurar Jensen, claro que como amigo, vou ter paciência, nem consegui falar com ele, o celular sempre fora de área.
Entrego o manifesto da carga e sigo para o restaurante da Genevieve.
Alona e Gen estão conversando na frente de um tablete. - Posso morrer de inveja? – A loira pergunta.
- Meu Deus, se isso não for uma lua de mel adiantada, não é outra coisa! O amor desses dois é de causar inveja mesmo. – Gen, replicou e sem resistir me aproximo.
- Oi Jared. – A morena me cumprimentou. – O Jensen e o Justin viajaram para Polinésia Francesa, vem ver as fotos.
- Era o sonho do Jensen, e agora com tudo que aconteceu ele resolveu realizar, e bem acompanhado. – A loira completou.
- Por sinal, quando perguntávamos por que ele ainda não tinha ido, dizia que faltava a companhia certa, parece que não falta mais. – As duas estavam tão empolgadas, caso contrário perceberiam o desespero que com certeza estava demonstrando em meu olhar.
- O Jensen dormiu a viagem toda, e o Justin disse que ficou apreciando a paisagem, olha a paisagem! – Elas riram, era uma foto do Jensen dormindo. -Tão doce, ninguém imagina o osso duro que ele é! – Lembrei das noites que acordava e perdia o sono apenas observando o Jensen, ele é lindo de todas as maneiras, porém quando está totalmente relaxado é insuperável.
- Nojentos! Fazendo pouco da nossa cara. – Alona reclamou. – Dizendo que estão sofrendo muito! – Novas risadas, a imagem era do Jensen encostado no peito nu do Justin, ambos em uma banheira, do lado champanhe, uvas, morangos e a paisagem de fundo o mar azul a perder de vista.
Eu queria sair correndo dali, porém minhas pernas não me obedeciam.
- Ele diz que o Jensen já está melhorando, não acordou assustado nessas noites que estão lá, e que ontem ele cantou no restaurante e ganharam o jantar. – Gen estava lendo a mensagem. – Ainda bem, são boas notícias, o nosso camisa 10 está voltando.
- Você está bem Jared? – Alona perguntou me encarando. – Está chorando?
Eu fugi.
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Estou sentado em um bar, os frequentadores eram em sua maioria caminhoneiros, tinham alguns conhecidos ali, mas não dei espaço para conversas e eles me deixaram em paz.
Não sei por quanto tempo estou aqui, a dor se encontrava um pouco amortecida, acho que as dose incontáveis de uísque ajudaram.
- Mais um... – Pedi, não sei se o barman entendeu, acho que minha língua enrolou.
- Será que não está na hora de parar? – Ele perguntou.
- Por que? – Bati no balcão. – Eu estou pagando! Me dá essa merda de garrafa!
- Jared! – Olhei para quem chamava meu nome, foquei a visão, era o meu tio Geron. – Eu acho que já chega.
- Não chega! Não quero parar! Ainda dói! – Disse para o meu tio.
- Ela não vai passar de uma hora para outra...
- Mas tem de passar senão eu vou morrer! – Eu seguro sua jaqueta e olho em seu rosto, acho que estou chorando.
- Parece que vamos morrer, porém ela vai diminuindo, um dia podemos ver que sobrevivemos e podemos segui em frente. Vamos vou te levar para casa.
- Eu quero beber mais. Como o Jensen me esqueceu? Como ele pode ter escolhido aquele engomadinho...
- Jared...
- Acho que ele nem consegue segurar um "prestobarba", no braço... Você acha que ele é homem para o Jensen? Eu acho que não! Eu sou homem para o Jensen... eu! – Bati no peito.
- Jared, já chega!
- Você é gay? – Olhei para quem perguntou.
- Padrinho! – Por um momento fiquei sem ação. – Sou gay! – Gargalhei. – Escondi tanto e perdi quem eu amo por isso! E agora todo mundo já sabe! – Eu ria, quando veio um soco, que me fez cair sentado no chão, porém foi o único, pois meu tio se meteu na frente.
- Vamos seu covarde! Levanta! Onde está a tua turma? Só é macho com eles!
– Meu padrinho estava jogado no chão, meu tio veio na minha direção, me levantou, e me levou embora. Apesar de bêbado senti muitos olhos sobre mim.
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Jensen Pov.
Essa viagem foi revigorante em todos os sentidos, meus problemas com o Justin pareciam ter desaparecido, o nome Jared não foi tocado. Faltava apenas um detalhe para ficarmos perfeitos juntos.
Ele me levou para conhecer os avós, os pais de Justin no começo não aceitaram o fato dele ser gay, mas seus avós maternos o acolheram, e depois de algum tempo sua mãe o aceitou, mas ele continuou morando com os avós até ir pata Detroit, onde entrou para a Narcóticos.
Foram 20 dias de férias, curtimos muito, afinal com a entrada de Justin no FBI, ele não teria férias por um bom tempo.
- Olá, minha Rainha. Estava morrendo de saudades. Não vejo a hora de pegar a estrada, mas agora com você. – Examinei sua pintura, suas rodas, retirei uma pequena mancha que estava em seu cromado.
- Nunca pensei que falaria isso, mas estou feliz que pensa em voltar para a estrada. – Justin me abraçou e trocamos mais um beijo dos muitos trocados nesses dias. Ele estava com medo de eu ter ficado traumatizado, na verdade eu também, mas acredito que com a vontade que estou de voltar para as estradas, isso não aconteceu, talvez seja a maneira que fui criado, sabendo dos riscos.
- Mas quem está me deixando agora é você. – Ele estava indo para Nova Iorque, a academia do FBI era lá. – Vou morrer de saudades.
- Eu também... – Ele me encarou. Senti em seu olhar que queria dizer que me amava, mas acho que ficou com medo de não receber nenhuma resposta, esse era o nosso problema, eu não conseguia ainda dizer que o amava, as vezes a vontade até aparecia, mas algo me segurava...
- Vamos aproveitar nossos últimos momentos antes de você me abandonar? – Justin viajaria ainda hoje. O envolvi em um beijo longo, ainda bem que estávamos no galpão onde a Rainha ficava guardada, pois com certeza não pararíamos ali.
1919191919
- Agora vamos conversar. – Misha foi lá em casa, passei o dia com o Justin e depois fui levá-lo ao aeroporto. – Não vou fazer rodeio e depois liga para o teu pai. O Jared saiu da empresa...
- Como assim? - Estava surpreso.
- Ele pirou quando soube da tua viagem com o Justin...
- Acho que foi melhor assim, ele queria algo que realmente não quero dar para ele, uma segunda chance...
- Você tem certeza disso?
- Acho que é melhor cada um seguir sua vida... – Por que ainda doía pensar que estava tudo acabado? Eu procurava ignorar essa dúvida sempre, era melhor.
- Ele se assumiu gay...
- Como assim? – Me engasguei com a cerveja.
- Chateado com a sua viagem, ele bebeu todas e disse em alto e bom tom para todos em um bar que tinha perdido você, por não se assumir como gay, o pior foi que o Lehne estava presente...
Fechei os olhos e sentei. Lamentei pelo Jared, eu sei o que é ser arrancado do armário, passei por isso e quando conversava com o Jared era exatamente para que isso não ocorresse com ele.
- E o pai dele?
- Liga para o teu pai. Ele tem outra coisa para te contar, – Peguei o telefone.
- Pai...
- Você deve está sabendo de tudo agora, Jensen meu filho te cuida, o Gerald está louco, veio aqui dizendo que ia te matar por ter transformado o filho dele em uma abominação, tentou me agredir, mas quem pegou o primeiro soco foi ele, e depois nos separaram.
- Vou ter cuidado, não se preocupe. – Me despedi do meu pai, meu coração estava pequeno, preocupado com o Jared. – Tem notícias dele? - Perguntei para o Misha.
- O tio dele está o acompanhando, exatamente para protegê-lo do pai, estão viajando juntos no caminhão do Jared. O Geron alocou o caminhão para a nossa empresa. Uma ajuda. – Misha se calou, eu sabia que tinha algo a mais.
- Desembucha?
- Geron decidiu fazer isso por que o Jared perdeu dois fretes, em 5 dias, por estar muito bêbado. – Abaixei a cabeça, isso era péssimo para um carreteiro, ficava com má fama, as vezes nem conseguia mais contrato, ou começava a ser explorado.
191919
- Jared? – Liguei para ele assim que o Misha saiu.
- Jensen... – Pela sua voz se encheu de esperança. Me senti culpado, apesar de saber que não tinha culpa, mas a sensação que se apoderava de mim. – Você já sabe? Sair do armário, todo mundo já sabe que sou gay... – Depois do silêncio, ele começou a chorar. – Como você aguenta? Eles te olham estranho... queria que estivesse do meu lado, só assim posso aguentar... diz que vai voltar para mim...
- Jared, eu vou ficar do teu lado, te apoiando como um bom amigo...
- Amigo!? Eu não quero a tua amizade!
- Jared...
- Você está com pena de mim? Meu Deus! Você está com pena de mim!
- Eu não estou com pena de você...
- Está sim! Eu não quero a tua pena... não me liga mais! Seja feliz ao lado daquele policial perfeito e tenha uma vida perfeita... pois a minha já acabou!
Ele desligou, não sabia o que fazer. Meu telefone tocou era o Jared novamente.
- Jensen, sou eu Geron.
- Oi, como ele está?
- Ele anda bebendo muito, hoje você teve sorte, dele ainda está sóbrio, mas da maneira que ele saiu daqui... eu quero te pedir que se não for para voltar, não ligue, ele não está preparado ainda para falar com você, dá um tempo, siga a sua vida, ele é novo e vai superar, não se preocupe, vou cuidar dele.
- Tudo bem, mas qualquer coisa me liga, por favor...
- Claro, não se preocupe.
Quando Justin ligou notou que eu não estava bem, mas mudei de assunto, não queria discutir sobre o Jared com ele, com ninguém na verdade.
19191919
Com Justin em Nova Iorque e o Misha ainda se recuperando, posso pegar viagens mais longas, resolvi testar até que ponto o assalto me traumatizou, o Matt já voltou para as estradas, ofereci mais dias, serviço dentro da cidade, e ele me disse que não podia se dar esse luxo, tinha um caminhão para pagar e ninguém ia roubar o sonho dele.
Claro que estou viajando com a Rainha, em comboio com o Mark e o Jeffrey.
- Fiquei surpreso, com o Jared! – Estamos jantando, nossa última parada do dia. – E não era que o Justin tinha razão? – Jeffrey apenas me olhou e simplesmente levantei, não vou discutir com ninguém sobre isso.
Chegamos no Tennessee, descarregamos e seguimos para pegar novas cargas.
O telefone toca e eu estranho: é o Jared. – Alô? – Atendo receoso.
- Jensen Ackles? – Uma voz desconhecida pergunta.
- Sim, sou eu.
- Sou o xerife Lobo, de San Antonio. – Meu sangue gelou nas veias. – Conhece Jared Padalecki?
- Conheço, ele está bem?
- No celular dele...
- Ele está bem? O que aconteceu? – Interrompi, não queria histórias, queria respostas rápidas.
- Ele vai ficar bem...
- O que aconteceu...
- Estou tentando falar...
- Claro! Desculpe! – Puxo o ar tentando me acalmar.
- Ele foi violentamente espancado. Por sorte uma viatura ia passando no local, e conseguimos levá-lo com vida para o hospital, e antes dele ser sedado, só chamava o teu nome. E o seu contato estava no celular dele. – Sentei por que minhas pernas ficaram bambas. – Por isso estamos ligando. Onde você está?
- Eu estou no Tennessee, mas estou indo para aí. Contate a empresa Ackles Dallas, para toda e qualquer despesa. – Desliguei, estou tremendo e meio desorientado. – Geron! Você não disse que ia cuidar do Jared? Onde você estava quando ele foi espancado! – Falei assim que o tio do Jared atendeu o telefone.
- O que? Eu estou o procurando, ele saiu ontem, sem eu ver... droga! – Senti o desespero na voz dele. – Como você soube?
- A polícia acabou de me ligar. – Contei toda a história.
- Eu vou para o hospital.
- Eu estou indo para o Texas. – Aviso os meus companheiros de viagem.
- Como assim? – Explico rapidamente e vou desengatar a carreta. – Vai sozinho?
- Sim. – Não me questionaram, perceberam que nada me deteria.
191919
- Jensen! Saudades! Será que nessa viagem não tem nenhuma carga para cá? – Ouço a voz sempre reconfortante do Justin, mas dessa vez não funcionou.
- Justin, estou indo para o Texas...
- Aconteceu alguma coisa? - Ele ficou preocupado. Penso em mentir mais, decido que é melhor a verdade. Conto tudo. – Então era isso que estava te preocupando?
- Como assim?
- Jensen, eu senti que não estava bem, estava apenas esperando que me contasse. Então o Jared finalmente está fora do armário. E você está correndo para ele.
- Justin não é só isso, ele foi agredido, está em um leito de hospital, precisando...
- De um amigo... – Ele completou a frase, não com ironia, mas senti um cansaço em sua voz.
- Isso não é hora de ciúmes...
- Jensen, estou indo para o Japão...
- Como assim?
- Hoje recebi uma proposta para fazer parte de uma equipe especial da Interpol, e a sede é no Japão...
- E agora que você me diz?
- Eu não ia, mas com esses acontecimentos...
- Como assim?
- Jensen você está livre para ficar com o Jared...
- Eu não quero ficar com o Jared, eu quero ficar com você...
- Jensen! Passamos dias em um lugar belo, romântico, depois fomos para a fazendo do meu avô, onde apreciávamos as estrelas todas as noites. E você nunca me disse eu te amo, e quando eu dizia, me calava com um beijo...
- Justin, eu...
- Jensen segue o teu caminho, eu vou seguir o meu, vou desligar, tenho que confirmar a minha viagem.
- Assim tão rápido? – Eu estava me sentindo ainda mais desorientado, o Justin estava me deixando, não podia acreditar nisso, será que era o melhor?
- Sim, resposta quase que imediata, o voo está marcado para daqui a 15 horas e eu estarei lá... – Senti em sua voz um pedido mudo para eu estar lá naquele momento e impedi-lo de ir. – Sem ressentimento... eu sabia onde estava me metendo, não me arrependo... pena que não deu certo! Te amo! – E ele desligou.
"Eu ja não suporto esse jogo
Já não quero bola dividida"
Encostei a Rainha, abaixei a cabeça e chorei. Chorei pelo Jared e pelo Justin, e nesse momento não sabia o que fazer.
O Jared precisa de alguém do lado dele, um amigo principalmente, mas é só consolo e amizade que quero oferecer para ele?
Ou Justin tem razão... porém, dói pensar que não terei mais o meu tenente, nunca mais olharei naqueles olhos doces, ele é minha fortaleza, onde me sinto seguro, será que é apenas isso segurança...
Olho para frente e vejo que estou em uma encruzilhada, sorrio com a coincidência, de um lado Texas e do outro Nova Iorque. As distâncias são praticamente as mesmas, o tempo de viagem quase iguais...
Se eu for para Nova Iorque, posso impedir do Justin viajar e depois posso ver o Jared, mas se descubro que quero uma segunda chance com o Jared...
"Decida de uma vez é prova de fogo
Quem é o melhor na sua vida"
1919191919
N.A.: Olá meus amores e guerreiros! Depois de uma longa viagem a estrada nos trouxe a essa encruzilhada... eu ia fazer uma brincadeira com vocês, mas que explicarei no final do último capítulo!
Eu ai postar esse somente quando o último estivesse pronto para não sofrerem tanto, porém ainda falta uma pequena parte, então paciência... só mais um pouquinho! Kkkkkkk
E agora Claudia manda o Justin por Japão? kkkkkkkk
Respostas aos reviews:
Garota de Minas
Obrigada pelo "mais foda do mundo" kkkkkk
Não se preocupe tem muita gente traindo o movimento Padackles, e se apaixonar pelo Justin é muito fácil! Claro eu tenho algumas ameaças de morte por causa dele! kkkkkkk
O Jared pobre coitado, nem dá para ter raiva dele pela situação envolvida, na verdade o acho um personagem superrico, com uma chance de crescimento, fantástico, agora basta saber se ele vai crescer, se vai ter forças para isso, e não depende de mim! Kkkkk É verdade!
Entendo a fascinação pelo mundo das estradas tenho óleo diesel no meu sangue e com orgulho!
Que bom que voltou para ler, sou meio demorada, mas o outro está pronto, o final no caso.
Obrigada pelo carinho, Mil beijos!
Wde
Você não escreveu tanto, e eu adoro reviews grandes, pode escrever e escrever muito! Kkkkkk
Seja bem-vinda ao mundo viciante das fanfics! Espero que curta a viagem.
Obrigada pelos elogios, vermelha aqui! Essa fic está no final, e logo estarei postando o capítulo final, só um pouco de mais paciência!
Mil Beijos e apareça sempre que puder e quiser.
Lalky
O Jensen como vai sair até sei! Kkk Mas quero saber como vou sair dessa! Kkkkkk
Se escolher o Jared serei apedrejada e se escolher o Justin também! Kkkkkkkk
E agora?
Mil beijos!
Anaas
Acho que o caldo entornou! kkkkkkkO que será que o Jensen vai decidir?
Não fala assim do Justin... Menina má! Kkkkkk Que bom que gostou do final e a gora a decisão do Jensen está chegando!
Mil beijos!
Luluzinha
Que isso te entendo e gosto de ter por aqui, mesmo correndo! Kkkkk
E Você acha que o Jay leva o loiro... Hummm encruzilhadas da vida!
Obrigada por arranjar um tempinho e comentar!
Mil beijos!
Maria Aparecida
Parece que estamos de novo no time Jared! Kkkkkk E agora nessa encruzilhada? Na verdade eu acho o Amell bem sem graça, bonito, mas sem sal! Kkkk Porém serviu para o seu objetivo! Tem as mesmas características do loiro e de gosta eu pegava mesmo! Kkkk Claro que sei que pegava de costa e de frente também... tarada! Obrigada por está sempre aqui, estamos no final, a carga vai está sendo entregue!
Mil beijos!
