N.A.: Dois anos e sete meses chegamos o final da jornada! Nem acredito que passou todo esse tempo, e que muitos estão comigo desde o começo. Alguns abandonaram a viagem, outros abandonaram e voltaram. Posso apenas agradecer, foi uma viagem linda, enriquecedora, essa fic tomou caminhos que simplesmente eu mesmo não esperava. Vou deixar para comentar outras coisinhas no final. Não me matem!

Esse capítulo volta com betagem da minha Anja, ele teve um tempo em seus serviços chatos e veio fazer o qual mais gosta! Kkkk Obrigada minha Anja sempre comigo, te amo. E teve dicas valiosas do meu amigo Robert que betou alguns capítulos.

2020202020- Parte 2

Justin Pov

- Tenente Hartley, já conseguimos o motorista para levar a carga. – Eu detestava essa situação. Íamos usar um civil, não era algo extremamente perigoso, porém em operações militares sempre tem algo que pode dar errado.

- Ele é lindo. – Olho sorrindo para Erica Durance, minha parceira.

- Você não gosta da fruta! – Ela era lésbica assumida.

- Quando você o ver, vai entender. – Ela dá um assovio. – Lá vem ele... – Meu coração começa a bater descontroladamente, puxo o ar procurando regularizar minha respiração. Erica me olha surpresa com a minha reação. – É ele? – Um dia, depois de uma bebedeira e um ataque saudade, falei sobre o Jensen.

- Sim. – Consigo responder.

- Oi, Justin. – Ele fala quando chega perto, sinto que está sem jeito.

- Olá, Jensen. – Olho para ele, examino seu rosto, ele conseguiu ficar mais bonito ainda, deveriam inventar uma lei contra isso.

- Eu não sabia que era você...

- Sem problema, não vou deixar você ser baleado. – Ele recuou e percebi que fui agressivo sem intensão de ser. – Brincadeira – tentei sorrir para aliviar a situação, não era o momento.

- Hartley, eu vou com ele na carreta. – Erica se ofereceu.

- Não é necessário. – Não ia mudar planos na hora da operação, nunca dava certo, por mais simples que fosse. – Jensen, nós vamos transportar dois contêineres até um laboratório; aparentemente não tem nenhum risco, mas nunca se sabe, os vidros do cavalinho são blindados. Nós te chamamos por que o motorista do FBI encarregado sofreu um pequeno acidente e o tempo estava correndo, foi mais fácil contratar um motorista aqui no porto, alguém de confiança. – Não completei, porém se algo desse errado queria estar lá para protegê-lo.

- Ok. – O guiei até a carreta, não falamos nada. Estou cheio de perguntas, porém o momento não é agora.

O transporte foi tranquilo, a única confusão era dentro de mim, e acredito que dentro dele também. Engraçado como ainda posso interpretá-lo, mesmo depois de tanto tempo.

- O governo dos EUA agradece. – Disse assim que a carga foi entregue.

- Não fiz nada mais que a minha obrigação. – Ele deu a resposta que esperamos de um cidadão.

- Eu já chamei o taxi, que irá leva-lo ao porto. – Erica veio me avisar.

- Não tem necessidade, vou leva-lo de volta, e você pega uma carona para a o QG. - Ela devolveu as chaves do meu carro, o qual veio dirigindo. – Algum problema? – Perguntei para ele.

- Não. – Ele engoliu seco depois de responder.

- Vamos. – Novamente o silêncio impera durante a viagem. Sinto o olhar dele sobre mim, quando achava que não estava olhando, e assim eu faço também. Pensei que no dia em que o visse novamente sentiria raiva, mas realmente não consigo.

O acompanho até a porta da Rainha, toco na carroceria daquele caminhão, quantas vezes fizemos amor ali, retiramos os óculos escuros e nossos olhos se encontram, acho que ele se lembrou da mesma coisa.

- Você e o Jared estão bem? – Perguntei logo. Queria saber se ao menos tinha sido valido eu ter deixado o palco

- Não estamos juntos e nem ficamos... – Olho surpreso para ele. – Ele não quis...

- Que desgraçado! – Não aguentamos e rimos. – Por quê?

- Ele achava que eu estava ali por pena ou culpa, por isso me mandou embora.

- E você está sozinho agora?

- Sim. Coisa que deveria ter feito desde o princípio, e não ter te envolvido em toda confusão que estava a minha vida. – No seu olhar um pedido de desculpa.

- Não, naquele momento de sua vida você tinha de ter alguém, um porto seguro, ou no seu caso, um posto seguro... – Ele sorri. – Não me arrependo de ter sido esse posto. – Era verdade, sofri muito, mas acredito que faria tudo de novo. Cada momento com ele valeu muito.

- E voltou quando do Japão?

- Eu nunca fui para o Japão... foi uma jogada que fiz para você se decidir e perdi...

- Mas... – Ele me interrompe e balança a cabeça.

- O que foi? – Fiquei curioso.

- Eu encontrei o Tom, há uns três meses mais ou menos, e ele me disse que você estava no Japão, feliz e namorando um japonês, com a metade do seu tamanho... – Não aguento começo a rir.

- O que foi? – Ele pergunta dessa vez.

- O Tom também me disse que você estava bem e feliz com o Jared...

- Viu como eu estava certo? – Sorri. Conheci o Tom, quando eu estava em um restaurante com o Jensen, e ele me disse que notou um certo interesse do moreno, brinquei que era ciúmes dele, mas pelo visto ele tinha razão. Quando me reencontrei com o Tom tivemos um caso, durou pouco, ele não queria sair do armário, e eu sou parecido com o Jensen nesse ponto.

- Foi por eu achar que estava no Japão que não me procurou? – Mordi os lábios por causa dessa pergunta, mas ela tinha de sair.

- Não. – Jensen me encarou. – Talvez uma parte da minha resposta te chateie, mas é a única e verdadeira. – Eu... – Me aproximei mais dele, tanto que ele teve de levantar um pouco a vista para continuar me encarando. – Eu te amo tanto... – Entendi por que ia ficar chateado, sempre quis ouvir isso dele. – E por te amar assim, não poderia te procurar e te fazer como segunda opção. – Fechei os olhos e encostei minha testa na dele.

- Eu também te amo... – Usei o mesmo verbo que ele usou, no presente. – Não me arrependo de nada, talvez apenas de ter colocado a escolha em suas mãos. - Ele balança a cabeça, pois sabemos que se eu não tivesse feito isso, talvez estaríamos juntos até hoje, claro que o fantasma Jared estaria presente também, isso poderia acabar com gente e com a nossa história. – Eu arrisquei, pensei que estaria com uma boa mão de cartas...

Jensen levanta a cabeça e não resisto à tentação de provar novamente aqueles lábios, ele se entrega ao meu beijo. Abraço seu corpo, ele ainda se encaixa no meu perfeitamente.

- Adeus, Jensen. – Digo junto aos seus lábios quando quebramos o beijo.

- Adeus, Justin. – Ele fecha os olhos e oferece os lábios mais uma vez, e o beijo uma última vez, dessa vez sinto o gosto salgado de suas lágrimas, nos aprofundamos na exploração da boca um do outro. Quem conhecesse a nossa história, pensaria em uma reconciliação e não em uma despedida.

No final, beijo seus olhos, capturando algumas de suas lágrimas.

- Vai dar tudo certo. – Ele ainda está envolto em meus braços, é difícil soltá-lo.

- Eu sei. – Ele responde e se aconchega mais junto a mim.

O telefone dele quebra o momento, o solto relutante, ele se afasta da mesma maneira. Apenas sorrio e volto para o carro. Pelo retrovisor o vejo olhando em minha direção, e nesse momento percebo que eu choro também.

"Por onde eu passei deixei saudades

A poeira é minha vitamina"

O meu telefone toca. – Estou te esperando! – Era a Allison, a confusão do meu encontro com o Jensen, me fez esquecer de busca-la no aeroporto.

- Droga! Tô chegando! – Respondo.

- Você está chorando? – Ela pergunta assustada, essa é a minha amiga, me conhece de longe.

- Depois a gente conversa. – E desligo.

2020202020

Depois de acomodá-la em meu quarto de hóspede, e um bom jantar, Alisson, que veio transferida para a DPNY, está deitada sobre mim, como uma boa ouvinte.

- Foi bom encontra-lo, terminamos realmente...

- E você acreditou nessa história de que ele te ama?

- Acreditei, eu ainda sinto o mesmo...

- Você tudo bem... Mas se vocês se amam, ele está sozinho, por que não reataram?

- Por que ele ama o Jared... – Alisson me encarou.

- Vocês são doidos...

- O Jared é a escolha dele, mesmo que não estejam juntos, e é por isso que acredito no seu amor... Ele poderia ficar comigo, mas seria egoísmo, pois não poderia me amar como mereço, dentro da concepção dele.

- E devido a essa concepção, você está sofrendo outra vez... – Quando o Jensen não apareceu para me impedir de "viajar", minha vida parecia que tinha acabado. Quase perco minha vaga no FBI, mas devido ao meu curriculum, tive outra chance e toda a dor e raiva que sentia, transformei em dedicação e estudo, tanto que no final ganhei a mesma patente que tinha em Detroit.

- É diferente dessa vez. Nós tivemos um final, vi que eu fui e sou importante para ele, é bom saber disso, saber que não fui apenas um estepe. – Fecho os olhos. – O problema é que acreditei e por incrível que pareça, sinto... – Começo a ri.

- O que foi?

- Você vai achar que sou uma princesa...

- Eu não acho! Tenho certeza... Fala logo...

- Eu sinto que o Jensen é minha alma gêmea que não me reconheceu e eu o perdi... – Alisson acaricia meu rosto.

- Tenho duas coisas para te dizer... A princesa sou eu agora. – Ela ri e me encara. – Eu sempre achei que vocês eram almas gêmeas também, apesar de encrencar com ele.

- E agora?

- E agora? Li em um livro que não temos apenas uma alma gêmea, o Jensen encontrou duas...

- E por que ele escolheu o Jared? – Era clara a escolha de Jensen, apesar de não estarem juntos.

- Por que é com o Jared que ele tem de se acertar, com você está tudo certo, são perfeitos juntos, todas as arestas encaixadas, é com o Jared que vem o crescimento e o aprendizado. – Alisson sempre foi bem espiritual, e isso eu amava nela, pois me acalmava.

- E agora tenho que ir atrás da minha alma gêmea imperfeita e continuar meu crescimento...

- Isso mesmo. E não faz esse bico lindo de contrariedade.

- Não acho isso justo!

- O universo sempre é justo! Você vai ver...

- Não é não! Ele está lindo...

- O Jensen sempre foi lindo. Realmente uma pessoa não espiritualizada pode achar uma injustiça do universo alguém ser tão lindo, enquanto outros... – Ela começa a ri.

- Mas é incrível, você sabe que o conheci quando tinha 20 anos, e digo que quando o encontrei aos 32, não pude acreditar, e agora um ano depois ele consegue se superar... E o gosto daquela boca... – suspiro.

- Justin, pode parar! Estou aqui deitada em cima de ti, e se você ficar muito animado, eu vou sentir toda a tua animação... E sabe que a tua amiga aqui, anda meio que na pedra! – Me viro e a prendo com o meu corpo. Ficamos rindo. – Se ajoelhar vai ter de rezar!

- Ora podemos treinar, afinal o prazo está acabando. – Tínhamos um trato que se até 35 anos estivéssemos sozinhos casaríamos. – Em um ano, estou pronto!

- Fale por você, ainda vou fazer 30, e tenho muita munição. – Fiz cócegas nela.

- Poxa! Você vai me fazer esperar! – Fiz cara de triste.

- Não, você vai encontrar alguém lindo e perfeito, que fara de você o número um. – Ela fez uma careta. – Agora eu, todo cara legal é casado, ou gay! – Agora seja um bom amigo e me leva para cama, no colo, me colocando para dormir, estou com saudades desses cuidados.

Pego Alisson no colo e penso que é uma pena eu ser gay, ela seria a companheira perfeita.

202020202020

Um mês depois.

- Justin! – Estou descendo a escadaria do tribunal de justiça de NY, onde fui falar com um promotor, quando ouço uma voz conhecida me chamar.

- Tom! – E ele vem correndo escada abaixo em minha direção. Sinto meu coração aquecer ao lhe ver. Ele foi o único desde Jensen que não me deixou com o vazio depois do sexo, pena que ele insistiu em ficar no armário.

- Estou feliz em ter te encontrado. – Ele sorri, e seus olhos azuis brilham, suas mãos estão no bolso, mostrando que está sem jeito.

- Você está com algum problema na justiça? Precisa de alguma ajuda? – Perguntei, pois realmente não sabia o que falar.

- Já resolvi o que tinha de resolver aqui, tudo certo... Eu ia te procurar, na verdade estava pensando se devia ou não e de repente você apareceu. – Seu sorriso é lindo, ele tira os cabelos da testa, os puxando para trás e eles caem de volta no mesmo lugar, seguro minhas mãos para não os tocar. Me lembro do quanto são macios, porém sei que ele não gostaria desse tipo de demonstração em público. – Sabe que eu estava fazendo aqui?

- Não...

- Claro que não... Quando fico nervoso, fico meio idiota. Deixa para lá! Foi bom te ver...

- Hey! Agora quero saber, ou vou ter que investigar? – O seguro pelo braço quando ele tenta ir embora.

- Desculpe... – Ele olha para a minha mão que ainda o segura.

- Desculpe. – Sou eu que peço, mas não solto seu braço simplesmente, deixo minhas mãos passearem até seu ombro onde limpo uma poeira imaginária. Mesmo sabendo que ele não gosta, não resisti.

- Apenas acho que talvez não seja o momento...

- Não! Já que começou termina, sabe que sou muito curioso.

- Eu sei. – Ele sorriu. – Você tem algum compromisso hoje, podemos jantar?

- Tudo bem, às 19:00 naquele restaurante italiano que sempre íamos.

- Perfeito.

2020202020

Tom chegou primeiro, e depois que sentei pediu o nosso vinho.

- O mesmo de sempre. – Ele perguntou, apenas concordei com a cabeça.

- E agora me conte o que fez você sair correndo atrás de mim, escadaria abaixo do tribunal. – Pedi assim que o garçom trouxe os nossos pratos.

- Um mês depois que me deixou, fiz uma festa, e convidei todas as pessoas importantes em minha vida, pais, avós, irmãos, tios, primos, amigos mais íntimos e meus chefes. Anunciei que era gay...

- Uau! – Quase me engasgo com um pedaço de queijo. Tomo um gole de vinho para continuar. – Isso que é sair em grande estilo... – Estava simplesmente pasmo. – Você poderia ter sido mais discreto...

- Não! Preferi assim, dessa forma souberam de uma vez só!

- Boa estratégia, ou não. E o resultado dessa festa?

- Minha mãe me abraçou e disse que estava feliz em me ver assumir algo que ela sabia, e me via sofrer por esconder. Meu pai ficou chateado por uma semana, mas depois apareceu no meu apartamento com uma caixa de cerveja, e disse que esperava que o seu futuro genro gostasse de futebol, alguns amigos me abandonaram, mas a maioria ficou. Na empresa, depois de 15 dias fizeram uma armação e me colocaram na rua, claro que eu sabia que aquele erro nunca seria cometido por mim.

- Que tipo de armação?

- Mandaram um e-mail para uma empresa com preços abaixo da tabela, e tiveram que manter o valor, e assim arcaram com um pequeno prejuízo, na verdade nem perderam nada, apenas diminuíram o lucro.

- Um e-mail é fácil de descobrir de onde saiu.

- Verdade, foi do meu computador, do meu escritório, exatamente no dia do nascimento do meu sobrinho. Nesse dia eu cheguei na empresa, fui para o escritório, liguei o computador e ia começar a trabalhar. Quando minha mãe ligou nervosa, meu cunhado estava viajando a trabalho, simplesmente saí, e a pessoa nem se deu o trabalho de verificar meu paradeiro.

- Mesmo você provando que não estava lá, você foi demitido?

- Sim, e por isso os processei, hoje foi o último recurso e ganhei.

- Parabéns! – Aperto sua mão por cima da mesa, algo parecido com eletricidade percorrer meu corpo, tento retirar a mão, mas ele não deixa, e a segura.

- Senti saudades suas. Eu ia atrás de você para te contar o que fiz, mas a minha vida estava uma bagunça, preferi resolver primeiro. E como está a sua vida agora?

- Encontrei o Jensen. – Precisava dizer isso a ele, quando pedia para se assumir, uma das desculpas para não tomar essa atitude era que ainda não tinha esquecido o loiro. – Ele me contou que não estava com o Jared e descobriu que eu não estava no Japão. – Tom soltou a minha mão, senti falta do toque.

- Ok, sou culpado, mas concorrer com Jensen Ackles não é fácil, temos que usar todas as armas. – Sorrimos, mas logo ele ficou sério. – E vocês se acertaram?

- Sim. – Seus ombros caíram.

- Quer a sobremesa agora? – Me senti mal, pela tristeza em seu olhar.

- Ainda não terminei o meu jantar. – Larguei o garfo e voltei a segurar sua mão. – Nos acertamos, por que dessa vez realmente terminamos, como ele diria, cada um na sua estrada com o seu próprio frete. – Tom sorriu.

- Você está livre? Sem ninguém em vista?

- Livre, mas espero que por pouco tempo, e sim tenho alguém em vista. – O encaro, e ele sorri ainda mais, entendendo a mensagem.

- Vamos dançar? – No primeiro piso desse restaurante tinha uma pista de dança, aonde alguns casais iam para namorar enquanto dançavam ouvindo uma bela música romântica italiana. Sempre o convidei, porém ele nunca aceitou.

- Vamos. – Deixamos o nosso jantar pela metade e subimos.

Quando Tom me envolveu em seus braços, lembrei o porquê de ter achado que ele conseguiria me fazer esquecer Jensen Ackles. Nos encaixávamos perfeitamente. Seus lábios procuraram os meus, e me entreguei ao seu beijo, e antes de a minha vida se resumir somente àquele momento, lembrei o que a Alisson disse sobre termos mais de uma alma gêmea, acredito que tenha encontrada a minha outra.

2020202020

Jensen Pov.

- Duas doses. – Gil Macknney, pediu e me ofereceu uma, em seu olhar a luxúria presente, o encaro e penso que de repente poderia ser uma boa. Estou precisando relaxar, ele é bonito, e não parece que quer algo a mais do que uma boa transa, talvez seja interessante para aliviar a tensão. Apesar de que há muito tempo não sei o que é sexo.

- Hey, camisa 10. – Pelegrino viaja comigo e Jeffrey. – Tinha alguém te observando!

- Pois pode mandar tirar o olho, que esse loiro está comigo hoje. – Gil falou dando um tapinha nas costas de Mark.

- Eu acho que para esse você perde... – Mark sorri e toma um gole da sua cerveja.

- Quem era? – Na minha mente uma esperança.

- Jared Padalecki. – Levantei do banco que estava sentado, como se ele tivesse uma mola.

- Onde ele está? – Comecei a olhar pelo bar/restaurante do posto em que pernoitaríamos.

- Ele saiu com o Jeffrey. – Corri para a porta. Deu para ver o caminhão do Jared pegando a rodovia.

Olho desolado para as luzes traseira da carreta. Sinto uma mão sobre o meu ombro, era Jeffrey.

- Tentei o segurar. – O homem me olha com pesar. – Mas ele disse que era melhor assim, cada um seguir a sua estrada…

- Queria que a estrada dele fosse a minha…

- Não fica assim, estradas se encontram.

- Mas estou começando a acreditar que as nossas são paralelas.

- Certo, porém, todas têm retorno.

- E muitas têm curvas, e nessas curvas perdemos muitas coisas de vistas…

- Cara, você está muito negativo! - Lhe devolvo um sorriso triste e sigo em direção a Rainha. A noite para mim acabou.

Vou caminhando devagar, quando sinto faróis sobre mim e meu coração se agita... É o Azulão, ele desvia para estacionar e sigo na direção dele.

Minha pressão sobe, o ar me falta, quando vejo o Jared caminhando na minha direção, não sei como consigo me manter de pé, minhas pernas viraram geleias.

- Olá Jensen. - Engulo seco. Apenas balanço a cabeça. – Ainda bem que está por aqui, caso contrário teria que te arrancar do lado daquele idiota.

- Ciúmes? – Perguntei tentando fazer graça, mas com esperança de essa volta e palavras significarem algo. Ele apenas sorriu. Caminhamos em direção ao Azulão e paramos ao lado da porta.

- Eu gosto de dirigir nas noites estreladas. – Ele comentou e eu não entendi. – Mas hoje estou feliz, pela lua está iluminando a noite... você não está entendendo, desconfio que deve estar se perguntando, voltou para falar das diferentes noites, comentei sobre isso, pois preciso ver teus olhos...

- Já estou ficando nervoso de tão curioso...

- Calma... Esse ano para mim foi difícil. – Concordei balançando a cabeça. – Fui ferido de todas as maneiras, fisicamente, moralmente, emocionalmente... e também acredito que foi o ano que mais cresci, que mais conheci quem sou. Penso que se tivesse algum poder, mudaria apenas o fato da morte de meus pais...

- Eu senti muito por você...

- Eu sei... – Ele calou, respeitei. Engraçado que o silêncio não é constrangedor, me lembrou alguns dos nossos momentos no passado. – Voltei por que você é o último posto de parada, para entregar essa carga enorme que foi esse meu último ano. – Estremeci por dentro, isso significava ponto final. – Estou quase de alta da terapia, falta apenas essa situação com você...

- Pensei que tivesse tudo resolvido... – Minha voz saiu baixa e mais rouca, queria ir embora antes de começar a chorar ali. Desvio o olhar

- Não está, na verdade nunca esteve... – Ele me forçou a olhar para ele. Segurando meu rosto, senti como se pegasse um choque. E acredito que ele também, pois logo deixou de me tocar, e respirou profundamente. – Você deve ter ficado com muita raiva de mim, teu namoro terminou por minha causa. Como foi? Só uma curiosidade.

- Quando liguei avisando o que tinha acontecido, e que estava indo te ver, ele disse que estava indo para o Japão, e percebi que tinha duas opções, ir atrás de você ou impedi-lo de ir embora...

- E você decidiu ir atrás de mim... Péssima escolha, mas se tivesse o procurado, acredito que ele teria te aceitado...

- Também acredito nisso, mas não seria justo...

- Por que me escolheu? – Ele me interrompeu.

- Você fez a coisa certa me colocando para fora do seu quarto... A minha escolha não foi em cima dos meus sentimentos reais, apenas achei que você precisava mais de mim do que o Justin...

- Então realmente você estava com pena de mim? – Senti uma amargura nessa pergunta.

- Não! Eu estava confuso! – Ele me olhou. – Aquela viagem era realmente para decidir, e aconteceu o que aconteceu, viajei e soube o que ocorreu na minha ausência. A confusão se instalou na minha mente, não sabia o que fazer, precisava de tempo, então quando o você me colocou para fora de sua vida e o Justin de certa forma também, consegui esse tempo. – Dei um arremedo de sorriso.

- E nesse tempo você decidiu pelo Justin e ele não te quis?

- Por que acha que decidi pelo Justin?

- Não me procurou...

- Procurar você? Como depois de ter me expulsado, trocado o número do telefone? Nem perguntar por mim perguntava, cortava meus pais pela simples menção do meu nome, e agora que está de volta as estradas nem puxar as carretas da Ackles você quis! – Desabafei. – E agora me diz que sou o último posto do frete, e assim você se livra da carga, e segue em frente... – Parei de falar e levantei os olhos para o alto, tentando conter as lágrimas que estavam na borda dos olhos. – Estou feliz por você. – Tentei sorri. – Mas amanhã vou sair cedo...

- Jensen! – Ele me segurou pelo braço, quando virei de costas para ir embora. – Ainda não terminei. – O encaro, e me recrimino, uma lágrima sem vergonha escorre por meus olhos.

- Entrou um cisco... – Me sinto patético depois que falo. Principalmente por que ele ri.

- Desculpa! – Ele pede, e me puxa, me prendendo em seus braços. Estremeço ao sentir a ponta de sua língua capturar a lágrima que está na ponta de meus lábios. Jared me solta e sinto frio da noite, e tenho vontade de abraça-lo novamente para me sentir aquecido.

- Eu... – As pontas de seus dedos me calam.

- Jensen, como já disse esse ano foi um dos piores da minha vida, não sabia nem mais quem eu era, e para onde devia seguir, a única certeza que tinha era que eu te amava...

- Você me mandou embora!

- Pode para de me interromper?

- Desculpa...

- Te mandei embora por que não me achava merecedor do teu amor, na verdade nem acreditava que você podia me amar, e eu não suportaria te perder novamente, tive de me reconstruir, primeiro. Hoje posso dizer que te amo, - Ele me ama! Ele me ama! Só conseguia fixar essa frase. - E se por acaso, me mandar embora, vou sofrer, com certeza, vou sofrer muito... Mas vou sobreviver, mal, muito mal...

- Você me ama? – Ainda não estava acreditando. – E essa história de último posto, de frete sendo entregue...

- Acabei de entregar a minha carga. – O olhei. – Você é caminhoneiro, e dono de transportadora, o que acontece quando entregamos uma carga?

- Pegamos outra...

- Então, nesse momento já larguei a minha carga, e estou pegando outra, essa é a nossa vida, na verdade de todo mundo. Não podemos parar, a estrada 'tai para ser percorrida, e eu te quero meu lado, na mesma direção, na mesma cabine, como meu amigo... – ele segurou meu rosto aproximando o seu, a luz da lua refletia em suas lágrimas, - como meu amante... quero te levar para o cinema, jantar, andar de mãos dadas, como tinha de ser desde o começo, quero mostrar para todo mundo que você é meu... Você quer ser meu?

Eu não consegui falar nada, a emoção que estava dominando meu corpo todo, sufocava as minhas palavras, segui apenas o instinto, o empurrei de encontro à porta do Azulão, e o beijei com toda a saudade acumulada nesse último ano.

Nosso beijo durou até o ar nos faltar. – Sobe comigo para a cabine? – Ele falou quase sem folego.

- Sim. – Confirmei. Sei que temos muito o que conversar, porém agora quero apenas senti... apenas sentir... a minha necessidade é somente essa no momento.

- Eu juro que queria apenas conversar com você. – Jared retirando a minha roupa. – Posso deixar para depois a conversa?

- Claro, teremos uma vida inteira para conversar. – Respondi, estávamos em sintonia, meio sem fôlego, pois, estou deitado na cama com ele por cima de mim, suas mãos atrevidas, passeando pelo corpo. – Hey, não está certo isso! – Reclamo. Jared sorriu, entendendo a minha reclamação, eu já estava totalmente nu, enquanto ele ainda se encontrava completamente vestido.

- Calma. – E sempre me contemplando, começou a retirar sua roupa, gemi diante de tanta perfeição, sem perceber comecei a me tocar e abrir as pernas, em um convite mudo, para ele se aconchegar entre elas, o convite foi aceito de imediato. – Deixa apenas eu te beijar, matar a saudade do seu sabor... – Um temor de antecipação percorreu meu todo meu corpo com essas palavras sussurradas ao meu ouvido.

Eu podia morrer ali com Jared sobre meu corpo, meus lábios sendo capturados, sua língua brigando com a minha em busca de espaço, nossas peles se tocando sem nenhuma barreira, nossas ereções se esfregando uma na outra. Logo sua boca abandonou a minha e deslizou por meu pescoço, sua língua traçou um caminho até o meu mamilo, gemi mais alto quando seus dentes morderam ali, e seus dedos beliscavam o outro.

Jared Pov.

Eu não posso acreditar que estou novamente com Jensen em meus braços, tenho medo de acordar e ver que é apenas um sonho como tantos que já tive.

Quando sugo seu mamilo, e ele arqueia seu corpo, sorrio. – Viu como não esqueci os caminhos do teu prazer? Quantas noites revivi as vezes que fiz amor com você, me lembrando de cada arrepio, pedidos e gemidos. – Olho em seus olhos ao falar isso. E depois de um longo beijo em meus lábios, volto a descer com a boca pelo seu corpo. Estremeço quando minha língua prova o seu pré-gozo. – Delícia! – E vou engolindo seu membro.

Vai demorar muito tempo para matar saudade do seu corpo, do seu cheiro, tão dele, inesquecível perfeito, aquela mistura de óleo diesel, característico de quem está na estrada, mesmo depois de um bom banho, ainda é sentido... agora com seu perfume amadeirado.

- Jared... acho... que... – Eu sei que ele está para gozar, gostaria de adiar, porém necessito sentir o seu gosto, pego o lubrificante e procuro sua entrada com meus dedos, mas um medo me impede, e se ele não quiser?

- Se você quiser posso ser o passivo. – Interrompo o que estou fazendo, ele geme de frustração.

- Eu estou com jeito que quero outra coisa além de você dentro de mim agora? - E como resposta deslizo o primeiro dedo, gemo de prazer por tocá-lo de maneira tão íntima novamente - Tão apertado... - Suspiro, e logo coloco o segundo dedo.

- Eu... Oh! – Ele goza na minha boca, bebo o máximo do seu prazer. – Desculpa...

- Por quê? – Pergunto surpreso.

- Acho que fui muito rápido...

- Queria gozar com o meu pau dentro de você? – Perguntei de um jeito safado. Ele me puxa para um beijo partilhamos o sabor do seu prazer. Voltamos a nos tocar, ele percorre minhas costas com suas mãos, oferece seu pescoço para meus beijos, tão entregue... Meu pênis está sendo massageado entre nossos corpos e deixo o orgasmo chegar, preciso, pois caso contrário gozaria assim que o penetrasse.

- Espero que não seja adepto do gouinage agora. – Ele sorria, se lembrando da nossa primeira vez.

- Vou te mostrar do que sou adepto. Espero que ainda tenha aquele travesseiro em seu caminhão... – Nossas brincadeiras rolam fácil, limpamos a nós dois com a minha camiseta, e voltamos a nos beijar, quando sinto seu membro duro junto ao meu abdômen, procuro seu ânus e com dois dedos o lubrifico bem, ele geme ao toca-lo em seu ponto de prazer, ele começa a rebolar, mostrando sua necessidade, coloco a camisinha. – Vou terminar de te abrir com o meu pau...

- Como sempre malino... - Ele suspira, e morde os lábios.

- Quero teu corpo totalmente moldado ao meu... – O encaro, ele me olha em expectativa, cheio de luxúria. – Tão quente... tão belo... como pude ser tão burro e correr o risco de te perder para sempre?! Me perdoa?

- É só fazer gostoso... – Jensen sorri safado.

- Então tenho perdão garantido...

- Convencido... ai! – Ele exclama e morde meu ombro, quando começo o penetrar.

- Sei que é difícil, mas não fecha os olhos, por favor...

Sem palavras, meu corpo vai se fundindo com o dele, meu pênis vai lhe abrindo, seu calor, seus músculos me envolvendo. Minhas lembranças dessas sensações não faziam jus ao que estou sentindo agora.

Nossos olhos não se desligam, conversam em silêncio, palavras de amor que não precisam ser ditas. Beijo seus lábios e logo seu corpo começa a se mexer sob o meu.

- Estou pronto... Preciso de mais. – Acaricio seus cabelos, coloco um travesseiro sob seu quadril, o beijo novamente e sinto suas pernas encaixando na minha cintura, me aprisionando, começo a mexer bem devagar. – Mais... Mais... – A voz de Jensen sai entre gemidos, seus dedos cravam nas minhas costas, sei que vai deixar marcar, arremeto com mais velocidade, só de imaginar que terei suas marcas na minha pele novamente.

Nossos gemidos enchem a cabine do Azulão. Jensen pede por mais, grita de prazer, meu nome se torna um mantra em seus lábios quando começo a acertar seguidamente aquele ponto de prazer dentro dele.

Jensen vem pela segunda vez e seus músculos apertam meu membro e gozo em seguida, chamando seu nome.

Dessa vez o nosso orgasmo é tão intenso, que Jensen fecha os olhos lentamente, no rosto uma expressão feliz e relaxada.

Depois de uma pequena limpeza com sua camisa, deito e o coloco sobre o meu peito, lembro que ele gosta de dormir assim.

Jensen Pov

Acordo devagar e ficou ouvindo um barulho suave, ritmado e calmante. Sinto meu corpo saciado, relaxado como há muito tempo não sentia. Tenho medo de abrir os olhos e descobrir que tudo não passou de uma doce ilusão, porém uma dor conhecida em um ponto de meu corpo me faz sorrir. E o barulho reconfortante são as batidas do coração de Jared.

Não foi um sonho estou nos braços do Jared, me entreguei a ele, estamos juntos na estrada novamente e dessa fez vai ser diferente.

Ele está comigo completamente, sem medo, sem segredos. É tão bom viver plenamente um amor, não posso deixar de comparar com o Justin. O que tínhamos era muito bom, me fazia feliz, satisfazia, mas nunca vive essa plenitude com ele, pois não sabia o quanto eu o amava, a extensão verdadeira dos meus sentimentos. Mas com o Jared eu sei. Eu sei que o amo, que ninguém é mais importante que ele em minha vida.

Jared se mexe sob mim, ele abre os olhos e me encara.

- Vamos aproveitar a madrugada, e tomar um banho? Podemos trancar o banheiro e não deixar ninguém atrapalhar. – Jared morde a minha orelha, mostrando que tinha algo melhor do que apenas um banho.

- Eu reservei um quarto, podemos tomar banho a vontade e continuar a brincadeira...

- Hummm... Isso é bom.

20202020

No quarto eu comecei arrancando sua roupa. Retirei a minha e fomos direto para o banheiro. Debaixo do chuveiro, ficamos nos beijando, acariciando o corpo um do outro enquanto nos ensaboávamos, desligamos a torneira quando a água ficou fria. Rimos na surpresa quando líquido gelado caiu sobre nós.

- Quero você! – Falei.

- Me convence. – E Jared se encaminhou para a cama deitando de bruços, ganhei um olhar tímido entre os cabelos que caiam em sua testa, ele mordia os lábios em expectativa, entendi o que queria.

- Claro! – Me deitei sobre ele, o beijando na nuca e descendo bem devagar distribuindo beijos por sua coluna, e entre suas pernas. Coloquei um travesseiro levantando seu quadril, minha boca se enchia de água, antes de começar a aplicar um delicioso beijo grego. – Sempre delicioso!

Logo Jared estava implorando por mais, isso sempre acontecia, mesmo quando ele se negava a esse tipo de prazer.

- Vira para mim. – E sem desviar os olhos, o penetrei com um dedo, que deslizou com a minha saliva, peguei o lubrificante e a camisinha na cabeceira da mesa.

- Ainda bem que voltei, pois parecia que você estava pronto para...

- Deixa de ciúmes...

- Mas...

- Você tem razão! Eu ia tentar... Apenas sexo... Apesar de saber que talvez não conseguisse... – Ele se acalmou um pouco. – Nunca mais eu fui para a cama com ninguém. Tentei, mas juro que não consegui. Quando nos separamos pela primeira vez, fiquei meio "vadia", mas depois o vazio era tanto, que dessa vez, fiquei apenas com a minha mão.

- Mas você encontrou o Justin...

- O Justin foi diferente... Mas podemos continuar? Está ficando estranha essa conversar com o meu dedo enfiado dentro de ti. – Ele sorriu e comecei a beijá-lo, enquanto o preparava para me receber.

Quando Jared começou a rebolar nos meus dedos, vi que ele estava pronto. A certeza veio quando ele reclamou por que tirei meus três dedos que se encontravam dentro dele.

- Já vou dar o que você quer... – E iniciei a penetração, da mesma maneira mantivemos o contato visual, foi perfeito. Seus olhos não fugiram dos meus, coisa que acontecia em outros tempos, vi apenas desejo, luxúria, paixão e amor, a vergonha e o medo haviam sumido.

Começamos a nos movimentar em um mesmo ritmo, suas pernas longas estavam no meu ombro, proporcionando uma penetração bem profunda, Jared gemia alto, buscava o ar que faltava em seus pulmões, eu estou do mesmo jeito.

Agora estamos em um ritmo alucinante, espero que não tenha acordado os outros hospedes, pois grito o seu nome quando gozo e sinto seu esperma entre nossos corpos.

Me deito sobre seu corpo sentindo suas contrações, fico curtindo a sensação de esmagamento em meu pênis.

Procuro o restante de minhas forças e saio de dentro dele, vou até o banheiro, retiro a camisinha, pego uma toalha molhada e limpo o seu abdômen.

Depois apenas me aconchego em seu peito, sorrio ao sentir seus braços apertando a minha cintura, me puxando mais perto, como se fosse possível.

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- O que aconteceu? – Acordo com o choro silencioso do Jared.

- É tão difícil acreditar que realmente estamos juntos, estou com medo que seja apenas um sonho... Aí – Ele reclama quando deposito uma mordida em seu peito.

- Viu você está acordado... – Ele sorri e beijo seus olhos provando suas lágrimas.

- Eu menti para você.

- Mentiu como? – O olho curioso.

- Eu não consigo viver sem você...

- Então não se preocupe que se depender de mim, estarei sempre por perto. Apesar de que você mostrou que consegue viver sem a minha presença...

- Não! Eu fiz isso para merecer o teu amor, provar que você podia confiar em mim, que sou forte... Até o fato de ir para outra empresa foi para mostrar que era digno de confiança.

- Você foi mais forte do que eu, consegui se reconstruir sozinho. Ainda bem que me colocou para fora de sua vida, pois assim como você está aqui para mim, hoje realmente estou aqui para você. Naquele dia, meus verdadeiros sentimentos estavam confusos, eu estava ali por achar que precisava de mim, mais do que o Justin, você me deu uma grande lição.

- Eu achava que amava o Justin...

- E amo. – Ele me olhou de cara feia. – É um amor diferente, forte. Tanto que eclipsou o que eu sentia por você. O tempo me ajudou a descobrir. Apenas não tive coragem de te procurar, e quando voltou para a estrada, coloquei o Misha de molho, rezava para te encontrar e ter mais uma chance...

- Era que eu pedia a Deus todas as noites desde que voltei para a estrada, te encontrar. E no dia que te encontro... quando te vi ali com aquele idiota. Virei e fui embora, Jeffrey foi a trás de mim, disse para voltar lá, mas realmente não achava que teria alguma chance. Peguei o Azulão e tentei seguir, mas as lágrimas me impediram de continuar, encostei e quando olhei para o lado, uma placa de retorno. Criei coragem...

- Ainda bem que criou coragem. – Ele sorriu mostrando as covinhas. – Amo suas covinhas...

- Sério? Pensava que amava outra coisa.

- Também. – Mordi sua orelha.

- Acho que vamos interromper essa conversa novamente...

- Ainda temos alguma coisa para conversa? Eu te amo, você me ama, a estrada está aí para percorremos juntos...

- Claro que temos que conversar ainda, ou você acha que aceitei essa história de amar o Justin! – Dou uma gargalhada e ganhei uma leve mordida em meu pescoço. – Te amo!

- Eu também te amo. – Ele me beija e sei que as nossas cargas iam chegar atrasadas, e realmente não nos importamos.

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Olho para o Jared que está pegando mais uma xícara de café para mim, assim que saímos do quarto, ele ficou meio sem jeito, entendi por que era uma situação nova, porém, não deixou se intimidar com os olhares dos outros motoristas, a maioria o conheciam como hétero, e não sabia da história toda.

- Acordado agora? – E ele me faz um carinho no rosto, e dá a língua para um caminhoneiro que revirou os olhos. Apenas sorrio do meu garoto grande. – Nunca mais vou me envergonhar de nós dois.

- Só não vai arranjar briga, não vale a pena, se acostume com esse tipo de comportamento. – Como resposta ele de meu um selinho.

Por sorte o motorista era preconceituoso, mas não ao ponto de partir para a briga. Mas pelo sorriso do Jared mostrava que estava satisfeito com a proeza.

- Será que dá para vocês pararem de namorar, deveríamos estar na estrada, há duas horas! – Mark vinha reclamando. – A multa vai toda para o teu bolso. – Seguimos todos juntos para onde os caminhões estavam estacionados, o pátio do posto estava quase vazio, existiam poucos retardatários.

Nos abraçamos junto a porta da Rainha. Estava sendo difícil dizer adeus.

- Não sei se vou conseguir segui viagem. – Jared comentou, acariciando meu rosto.

- Nem eu. – Nos abraçamos novamente encostei minha cabeça em seu ombro.

- Vamos rapazes a estrada nos espera. – Jeffrey veio nos interromper. – Essa é a nossa vida, e vocês estão nessa desde que nasceram. Os dois foram concebidos na boleia de um caminhão. Sei que pela circunstância é mais difícil, mas logo estarão juntos. – Ele seguiu para sua carreta.

- Eu só vou deixar a essa carga e seguir para Houston. – Jared avisou.

- Você vai voltar para Ackles e Collins? – Perguntei sorrindo sabendo a resposta.

- Não sei... – Acho que fechei a cara, pois ele beliscou meu nariz, rindo. – Depende da proposta de trabalho.

- E o que você quer no contrato?

- Um loiro de olhos verdes aquecendo a minha cama sempre que voltar da estrada. É possível? E algumas vezes também o quero na minha cabine... Se possível sempre. – Ele calou e me encarou sério. – Eu não sou perfeito, mas tenho a certeza de te amar, e tentarei provar isso sempre que puder. – Meu peito explodiu de alegria.

- Eu também te amo, e agora vamos construir algo verdadeiro, não somos perfeitos, mas aprendemos algumas coisas. – Seus lábios tomaram o meu novamente.

Pega. – Jared me entregou uma chave. – É do meu apartamento... Me espera lá, é mais perto, e depois faz valer que é dono da empresa e nos arranja uma carga juntos.

- Com certeza e com muitas paradas. – Pisquei para ele e sorri.

Entrei na cabine da Rainha e fiquei observando Jared seguir para o Azulão, íamos lugares diferentes, porém, agora seguiríamos juntos na mesma estrada, era uma separação temporária.

202020

- Jensen, meu filho o que aconteceu? Acabei de receber um comunicado que o frete vai atrasar uma hora. Por quê? – Era meu pai ao telefone. – Problemas?

- Não. – Sorri só de lembrar o motivo do atraso. – Encontrei o Jared... Estamos juntos...

- Eu sabia! – Ouvi a voz da minha irmã gritando. – Eu sabia que ele era a tua escolha. Estava escrito desde o começo...

- Meu filho, estou tão feliz por vocês. – Era minha mãe. – Que bom que encontraram o caminho de volta um para o outro. Orei muito para isso...

- Eu preferia o Justin... – Meu pai foi interrompido por vaias da minha irmã, que sempre encrencou com o Justin. – Não que não esteja feliz por vocês! Estou muito, e tenho certeza que agora tudo vai dá certo..., mas eu era do time do Justin!

- Não liga para o teu pai, ele adora o Jared. – Minha mãe falou. Eu sabia disso, apesar de saber também que meu pai adorava o Justin.

- Eu sei. Tanto que ele vai me arranjar um motorista para a Rainha. Quero voltar com o Jared para Detroit...

- Jensen, você sabe que nossa vida não é assim, temos o nosso compromisso...

- Eu levo a Rainha. – Minha irmã interrompeu o discurso do velho, sobre a vida na estrada outra vez. Nos despedimos e liguei para o Jared, e essa ligação ia ser longa, como nos velhos tempos.

"Eu conheço as minhas liberdades

Pois a vida não me cobra o frete"

Jared Pov

- Oi, meu Sasquatch. – Sorri ao ser chamado outra vez assim pelo Jensen, principalmente com o 'meu' na frente.

- Oi, meu Jdog. – Ele gargalhou. Esse QRA dele era pouco usado, geralmente se referiam a ele como Camisa10.

- Já está tudo certo, vou te encontrar em Houston. Queria ter o poder de acelerar o relógio... Acho que vou explodir de saudade!

- Eu também, parece que sou feito de saudade, mas apesar disso me sinto no Paraiso dos carreteiros.

- Por quê?

- Pensa comigo... Tenho tudo que um carreteiro pode querer: um caminhão meu, tinindo...

- Uma estrada lisinha... – Ele continuou.

- Um amor correspondido...

- E que está te esperando. – Jensen concluiu.

- Obrigado por me esperar...

- Obrigado por voltar... – Ele responde.

Minha vontade é de acelerar, mas lembro das palavras do meu velho pai.

"Jared, as vezes estou com tanta saudade que a minha vontade é bater todos os recordes de velocidade, mas aí lembro, de sua mãe, do seu sorriso e que ela está me esperando, então tiro o pé e acalmo o meu coração, para ter certeza que voltarei a ver aquele sorriso. "

Diminuo a velocidade, um pouco mais, pois estou em área urbana, algumas crianças estão brincando em um campo ao lado da estrada, e acenam com as mãos, e sorriem, algumas correndo tentando acompanhar o caminhão, aciono a buzina do Azulão e som enche o ar.

Tenho certeza que no coração de algumas daquelas crianças, bate o desejo de ser caminhoneiro, pois me enxergo menino em cada sorriso encantado dirigido ao meu Azulão.

Dou uma gargalhada com a frase que está no para-choque do caminhão a minha frente.

"Sobre o passado? Já se foi.

Sobre o presente? Estou vivendo.

E sobre o futuro? Depois te conto..."

N.A.: Essa história tem muitas histórias por trás dela, mudanças, também foi muito tempo, ela cresceu, ficou maior do que devia, pegou direções que não esperava, e em uma dessas ia ser um você decide, por que o Justin se tornou um personagem marcante, amado e odiado! Kkkkkk E o motivo do ódio? Ser perfeito! Porém algo aconteceu e a decisão foi por ser Padackles.

Sei que ela não agradou no final muitos, aconteceu coisas incríveis, Padackles torcendo pelo Justin, outros querendo o Jensen sozinho, existia essa possibilidade, e forte, os personagens criaram vida e fugiram para se amarem em uma cabine no meio da estrada, e como segurar dois homens de quase dois metros! Kkkkk Brincadeira de lado, espero que mesmo os que não queriam esse final, tenham curtido a viagem, e que me acompanhem em outros momentos, estou pensando em fazer uma Timestamps, e quando postar novas histórias que elas estejam quase completas para não demorar tanto.

Acho que é só.

Mil beijos para todos e obrigada muito obrigada pelo carinho.

Mas uma fic concluída! É tão difícil dizer adeus! Obrigada a você história por me acompanhar sempre! Te amo em cada frase, cada letra e cada ponto, pena que teve o ponto final, mas a estrada é assim...

Respostas aos reviews.

Crisro

Sei que você detestou o final, nem sei se chegou até aqui! Mas se conseguiu, quero agradecer pelos comentários, sempre apaixonados e intenso.

Principalmente essa última, e foi linda.

Na verdade foi difícil escrever esse final e o outro também seria, por que apesar de tudo compreendia o Jared, não o via tanto como vilão, e sim como alguém normal que faltava coragem, acredito que ele até sairia do armário mais rápido, mas com a aparição do Justin, queria a certeza de ter o Jensen, por medo de ficar sozinho, claro que esse é o meu argumento e você tem os seus que eu os acho perfeitos.

E o Justin foi maravilhoso do começo ao fim, um personagem surpreendente, difícil...

O Justin chegou em um ponto que ele arriscou, na verdade ele pensava que o Jensen realmente o amava, apenas precisava de um empurrão, e ele acabou o empurrando para longe dele.

E o crescimento do Jared longe do Jensen foi primordial para se senti aceito, ele precisava disso, veio forte e realmente acredito que o amor deles vai dá certo.

Então tenho apenas que agradecer sua paciência até aqui foram mais de 2 anos. Deve estar pensando todo esse ano e chegamos aqui... Sei que está decepcionado com o destino.

Aceita meus beijos! E carinho! (Chegando perto com uma armadura)kkkkk

E te convido pra Nas Estradas da vida 2 ! kkkkkkkkkk Mas vai demorar! Só vou postar quando estiver completa! Timestamp.

Luluzinha

Acredito que você seja uma das felizes Padackles! Kkkkkkkk

Realmente o Jared sofre mesmo! Kkk Mas ele tem aquele olhar de me bate, fazer o que? Kkkkkk

Optei pelo perdão do Gerald, acho que seria essencial para o seu crescimento, E também nunca mandaria o Jensen embora!kkkkk

Mas fazer o que?! Por sorte o Jensen realmente o amava!

Obrigada pela paciência, foram mais de dois anos essa viagem.

Te espero em outras e minhas próximas fics com certeza estarão completas, antes de postar.

Mil beijos!

E vem aí Nas estradas da vida 2 coisa básica.

WDe

Você compreende o Jared acho isso importante, a situação dele era muito difícil, e o medo natural.

E realmente ele não podia viver apenas pelo Jensen, apesar que o Jensen é aquela coisa maravilhosa.

Suas colocações foram perfeitas, nem eu conseguiria me expressar assim! Kkkkkkk

Apaixonada pelos seus reviews, e a maneira que conheceu os personagens e entendeu cada personagem.

Agora você queria fazer uma faculdade e não teve o apoio, algo que toda família sonha em ter, que coisa!

Ainda bem que lutou pelos seus sonhos e encontrou quem ajudasse. O universo conspira para realizar nossos sonhos.

Espero que faça sua conta e assim um canal mais rápido e direto.

Nada como trocar as fraldas de quem sabe! Kkkkkk

Mil beijos e se mantenha comigo, vou escrever Nas estradas da vida 2, mas estou postando uma fic que está para terminar e nunca postei!

Adorei te ter como leitora.

Maria Aparecida

Minha linda que sempre me do meu lado, não sei se vai continuar! Kkkk Espero que tenha gostado do final. Essa fic abriu vários leques até para o Jensen ter outra pessoa, e o Jared também, mas que faz a estrada é o personagem! Kkkkkk

Ele preferiram seguir juntos! Tentei manter o Jensen tipo, tá tudo bem, mas o loiro se derreteu pelo seu morenão! Kkkkk

Obrigada por está comigo nessa estrada.

E eu nunca te mataria tenho outras histórias para contar!

Mil beijos!

Claúdia

Eu sinceramente que não sei se agradei você, acho que não agora! Kkkkk

Mas vamos tentar, o Jared já estava com esse tipo de pensamento sobre o Jensen não o amar mesmo, E quebrado como ele estava, não podia simplesmente aceitar o loiro, eu acho que ele agiu certo.

Agora você não queria nenhum dos dois! Kkkkk A coisa pegou! E o Justin por que não? Tadinho! Viu que ele arriscou e... perdeu! Fazer né! Acontece!

Amei escrever a parte do Jared, principalmente com o pai dele, chorei horrores!

E realmente o medo da solidão nos faz coisas que não acreditamos, viu que o Jared correu o risco de perder o Jensen ao não sair do armário para não perder a família e o pai dele passou por cima de um preconceito forte, cruel, gravado na alma, por causa da mesma solidão, e a proximidade da morte pode provocar ações impossíveis!

O Jensen apesar de ter sofrido com a surra do pai, ele tinha pessoas que o amavam ao lado dele, e o Jared era só preconceito e medo, e com muita dor descobriu que ainda poderia ter o amor dos seus, acho que foi importante para o Jared esse afastamento.

Estou torcendo que o eu coração Padackles tenha sido mais forte e ter aceitado que esse J foi o Jared! Kkkkkkk

Estou tão feliz que você está aqui novamente!

Obrigada por voltar, mesmo com suas ameaças, pedradas, chicotes, adoro! E espero que não tenha ficado muito decepcionada!

Te loira!

Mil beijos!