Capítulo 3 - O Último Sacrifício
Por debaixo dos escombros os cavaleiros se ergueram com dificuldade, Seiya constatou que seus amigos estavam bem e ficou mais aliviado, olhou envolta vendo que todas as pilastras haviam tombado e o local parecia sem vida, no entanto milagrosamente estavam vivos. Foi então que ouviram o som bem baixo de algo se despedaçando, olharam para o céu de onde vinha o barulho e o que viram os deixou em choque...
Apollo e Athena estavam de costas um para o outro a alguns metros de distância, ambos com expressões impassíveis, mas os cavaleiros notaram que a Armadura Divina de Athena aos poucos se despedaçava...
- Athenaaa!! O Cavaleiro de Pégasus gritou temendo pela vida da Deusa, desejando com todas as forças que estivesse bem.
Saori com a cabeça baixa deixando seu rosto coberto por seus cabelos lilases, deixou uma lágrima cair antes de não ser mais capaz de chorar, e emitiu uma última palavra antes de não ter mais força para falar...
- Seiya...
A armadura da Deusa então se despedaçou completamente, seu báculo dourado se partiu caindo bruscamente ao chão, o corpo da Deusa caia agora em queda livre. Seiya ao ver que Saori caia para o seu fim correu ao encontro dela em desespero, ignorando a dor que seu corpo castigado emitia, saltou antes que Athena chegasse ao chão conseguindo ampara-la em seus braços e se virou para seu corpo sofrer o impacto ao cair no chão.
- Saori...não...por favor. Seiya a chamava, segurando-a com força em seus braços, estando com o rosto muito próximo ao dela.
Athena ainda conseguiu abrir os olhos, deixando Seiya contemplar seus olhos verdes como esmeraldas, ergueu sua mão para o cavaleiro que imediatamente a segurou de encontro ao peito e num último sorriso cálido e terno, Athena cerrou para sempre seus olhos...
- Nããããoooooo!!!! Pégasus gritou, segurando a Deusa sem vida com desespero não querendo que se fosse, chorando compulsivamente.
Apollo que ainda permanecia sob o céu, ergueu seus olhos olhando as nuvens negras que cobriam os últimos raios de sol, deixou seu rosto receber as primeiras gotas de chuva, enquanto que sua Lança Divina formava diversas rachaduras se desintegrando aos poucos em suas mãos.
- Que poder imenso... Apollo disse antes de fechar os olhos em dor, transparecendo em seu manto sagrado na altura do peito diversas manchas de sangue.
Ártemis que ficara aguardando o desfecho da luta entre seus irmãos dentro do templo sagrado de Athena, viu que agora quem caía em grande velocidade contra o chão era Apollo e rapidamente foi ao seu encontro amparando-o com o seu cosmo, deixando que lentamente caísse em seus braços.
- Apollo! Você esta bem meu irmão? Perguntou a Deusa num tom apreensivo.
O Deus do Sol não conseguiu responder, sua expressão era de profunda dor, mais e mais o sangue jorrava da ferida em seu peito. Ártemis então olhou em fúria para os cavaleiros do Santuário que se acercavam do corpo sem vida de sua irmã, e sentiu um profundo ódio por eles, por serem os responsáveis pela destruição de dois grandes Deuses, de seus irmãos!
- Vocês humanos! Como se atrevem a levantar a mão contra os Deuses, não entendem que este planeta está fadado a destruição em conseqüência de suas ações?! Queremos dar uma segunda chance a este mundo...mas a humanidade desperdiçou todas as chances oferecidas, não tem mais salvação!! Falou exasperada Ártemis.
- Quem são vocês para dizer que não temos mais salvação?! Cortou o Cavaleiro de Fênix.
- O que disse cavaleiro? Tem a coragem de dar uma resposta como essa depois de todas as atrocidades que você e toda a humanidade cometeram?! Disse a Deusa incrédula.
- Atrocidades?!... Respondeu o cavaleiro de Dragão cerrando os punhos.
- E quanto as atrocidades que vocês Deuses cometeram?! Perguntou Cisne.
A Deusa Ártemis os olhou totalmente confusa, do que estariam falando? Os Deuses cometer atrocidades seria um total absurdo, uma blasfêmia pensou, sua única missão era salvar a Terra de sua destruição, porém antes que pudesse responder um cosmos poderoso surgiu no Santuário, nunca sentiu tamanho poder em toda a sua vida, era mais poderoso que seu próprio cosmos de Deusa!
Os cavaleiros também sentiram, um grande poder que tomou todo o santuário, não... parecia cobrir toda a Terra! Um clarão surgiu dos céus cegando a todos e antes que pudessem perceber uma figura Onipotente surgiu à frente de todos, era tão alto quanto Apollo, parecendo ser mais velho, seu corpo era coberto por vários mantos sagrados, e segurava em sua mão direita um magnífico Cetro.
- Deuses cometendo atrocidades?! Não posso mais me manter imparcial a isso. Falou o ser desconhecido com extrema calma.
- Não pode ser... Ártemis ficara estarrecida com a presença do desconhecido. – Mas esse cosmo descomunal não deixa dúvidas... Meu pai?!
Todos os cavaleiros estavam surpresos, o ser magnífico a sua frente não poderia ser o Deus dos Deuses, Zeus! Mais nenhuma palavra foi proferida, todos estavam em choque pela presença do Onipotente Deus do Olímpio.
-Humanos! Disse num tom mais alto e ríspido. – Expliquem agora que tipo de atrocidades cometeu os Deuses, quando tudo o que desejamos é salvar este mundo que vocês destroem, e ainda, derramam o sangue dos meus filhos! Falou em fúria o Deus dos Deuses que agora se portara ao lado de Ártemis.
Continua...
