Capítulo IV – Compreenda –
"One night and one more time"
Uma noite e mais uma vez
"Thanks for the memories"
Obrigado pelas lembranças
"Even though they wern't so great"
Mesmo que elas não tenham sido muito boas
Thnks fr th Mmrs – Fall Out Boy.
O loiro alisou os cabelos da amiga, a apertou contra si.
Não queria que seus olhos azuis fossem vistos vermelhos.
Nenhuma palavra.
Não havia nada a ser dito.
Simplesmente a ser digerido.
Separaram-se.
Naruto não se desesperou, sabia que seria exatamente assim. Encostou se na parede e observou Sakura secar as ultimas lágrimas.
Lágrimas que não eram para ele. E ainda assim, as dele eram por ela.
Diante da situação que se encontravam, nenhuma ação seria útil.
- Desculpe-me, Sakura – disse olhando para o chão e deixando a casa.
Sakura nada disse. Não era culpa dele amar.
Amar não era culpa dela. De ninguém.
"Desejo a sua felicidade da mesma forma que desejo a minha" foi o que a kunoichi pensou ao vê-lo sair.
Seria uma longa noite para ambos.
Naruto voltava para casa ainda pensando no que havia dito. Por mais triste que ele pudesse estar agora, sentia-se ao menos, aliviado.
Torceu para que as palavras do "tio" estivessem corretas. "Tomara que passe logo", desejou dando um longo suspiro.
As nuvens de Konoha não deixavam as estrelas aparecerem. Sinal que choveria mais cedo ou mais tarde.
Amanheceu chuvosa a manhã da Vila. Os céus pareciam chorar junto com os não-correspondidos.
Naruto demorou a dormir. A claridade invadia o quarto do moço e impedia que ele descansasse. Remexeu-se para tentar desviar o rosto e voltar a dormir. Mas não pôde. O pequeno despertar fez com que ele se lembrasse da noite passada.
Sakura deitou-se, mas não dormiu. Acordou com dor de cabeça. Quando dormia esquecia de todos os problemas. Queria que tivesse esquecido dormindo.
"É hora de trabalhar e esquecer tudo isso".
Tomou seu banho e foi trabalhar. O hospital de Konoha nunca lhe pareceu tão bom.
Trabalharia mais se um ANBU não houvesse lhe trazido um recado da Godaime.
Suspirou ao ler. Torceu para que não fosse uma missão.
Caminhou até o escritório e entrou.
- Shizune, Tsunade-sama me chamou – explicou sua presença.
- Entre, Sakura! Ela quer falar com você – disse.
Tsunade pediu que Shizune se retirasse. Queria conversar a sós.
- Algum problema, Tsunade-sama? – demonstrou-se aflita.
- Eu que te pergunto isto – replicou interrogativa.
Sakura surpreendeu-se com a intenção da 5ª.
Antes de qualquer explicação por parte da kunoichi, a Hokage expôs o por que de sua pergunta.
- Ontem notei você diferente, tristonha. Achei que fosse resultado da missão, mas Kakashi me disse que você esteve desta forma desde o inicio dela. Treinei você por anos, e sei perfeitamente quando existe algo errado.
- Não é nada com que deva se preocupar – desculpou se ela.
- Acredito que tenho sim, pois isso pode interferir no seu rendimento e por você em perigo e também seus companheiros.
- Gostaria de saber o seu problema, senão terei que afastá-la de suas funções temporariamente – continuou Tsunade.
A jovem se sentiu ofendida com a decisão da superiora. Contestaria, se fosse possível.
- E alem de seu profissionalismo, me preocupo com sua vida pessoal também – salientou.
- É coisa passageira, Tsunade-sama! Não é nada com que você realmente tenha que se preocupar, e além do mais não existe mais razão para me manter desta forma – concluiu a jovem.
Tsunade sabia exatamente qual era o problema. Adoraria dar algum conselho, mas ela não era a pessoa mais indicada para isso. Desde que o amor de sua vida morreu, ela nunca mais se envolveu com ninguém.
- Seja qual for o problema, Sakura, não faça como eu, continue vivendo em todos os sentidos – aconselhou em tom pesaroso.
A kunoichi entendeu que a Hokage apenas queria aconselhá-la.
Agradeceu e se retirou, não sem antes pegar alguns dias de folga.
Odiaria não ter nada para fazer. Mas não podia desobedecer a Hokage.
"Droga, o que eu vou fazer agora?".
Olhava de um lado para outro, não sabia como ocupar o tempo que tinha recebido.
Resolveu ir ao Ichiraku.
Sentou-se e logo foi atendida.
- Fico feliz que tenha vindo aqui, Sakura! – disse a jovem Ayame.
- E eu fico surpresa, não costumo comer ramem uma hora dessas, mas hoje me deu vontade – respondeu simpática.
- Fique à vontade – sorriu enquanto pegou o pedido da médica-nin.
Ficaria em silencio se não visse Hinata chegar ao restaurante.
- Olá, Hinata – cumprimentou ela.
- Olá, Sakura – cumprimentou timidamente.
- Não pensei que você comesse ramem de manhã, Hinata – brincou.
- N-não, não é para mim – respondeu corando.
- E para quem então?
- É para alguém que chegou ontem – bateu os dedos.
- Naruto?
- S-sim – foi somente o que saiu da menina que estava violentamente vermelha.
O diálogo não passou despercebido para Teuchi, que sorriu ao ouvir a conversa. "Eu tinha certeza de que Naruto logo encontraria alguém" pensou ele.
Sakura sentiu-se feliz ao ouvir a confirmação da Hyuuga. Ela sabia que Hinata gostava de Naruto na época do exame Chunnin. Mas não imaginou que ela ainda gostasse.
"É, parece que não sou a única que não esquece fácil" pensou conformando-se com a situação ao lembrar de Sasuke.
Comeu o ramem com um apetite que invejaria Naruto. Saber que Hinata gostava do amigo lhe deixou muito feliz. "Espero que ele veja isso".
Deixou o restaurante e resolveu andar pelas ruas de Konoha, talvez não ter o que fazer durante uns dias não seria tão ruim assim.
-
Naruto que insistia em dormir, desistiu. Resolveu que a melhor coisa a se fazer seria um banho. Mal se secou e a campainha tocou.
Atendeu a porta e viu Hinata.
A menina que já estava corada ao tocar a campainha dele, fez o seu sangue espalhar-se por completo ao ver que Naruto tinha a atendido apenas com uma toalha enrolada na cintura.
- Hinata? – surpreendeu-se ele.
- N-naruto-kun – gaguejou ela.
- Aconteceu alguma coisa?
- N-não, só vim te trazer isso – entregou uma sacola com algo dentro a ele.
- Ah! Obrigada – disse sem jeito.
- Entre, Hinata.
A moça de olhos perolados entrou e fez o que Naruto mandou. Sentou-se enquanto ele foi trocar de roupa. A respiração da dona dos cabelos pretos azulados estava descompassada.
Ela não acreditava que tinha entrado.
Naruto voltou e abriu a sacola.
Viu que era ramem. Ficou feliz e agradeceu Hinata mais uma vez. Fazendo a herdeira dos Hyuuga corar mais uma vez.
Naruto abriu a caixinha e pegou dois pratos para dividirem.
Achou estranho ela trazer algo para ele, mas não podia negar que por mais tímida que ela fosse, gostava da companhia dela.
- Não precisa dividir comigo, Naruto-kun.
- Claro que sim, você o trouxe – insistiu ele.
- Trouxe para você, sei que você gosta – respondeu e baixou o olhar.
O loiro ficou confuso, mas comeu com vontade. Ela somente o observava. Quando ele terminou,sem saber o que fazer, resolveu ir embora.
- Espero que tenha sido saboroso, Naruto-kun – disse e levantou caminhando até a porta.
- Espere, Hinata!
- Sim.
- Obrigado de novo, não sei o porque de se importar comigo, mas espero que qualquer dia desses, você possa ir comigo tomar um sorvete ou algo assim para retribuir – sugeriu animadamente enquanto colocava as mãos por trás da nuca.
- Claro – murmurou apenas.
O convite de Naruto parecia tão encantador, mesmo que fosse para retribuir.
Despediu-se.
-
Sakura já tinha andado por muitas ruas, e não queria entrar no bairro Uchiha. Sabia que não encontraria ninguém lá de seu interesse, mas estaria sentindo se mais próxima dele.
Perdeu-se em seus pensamentos.
Voltou a si quando trombou em alguém que tinha uma voz muito familiar.
- Não entendo como alguém que não serve nem para prestar atenção por onde anda possa ser chunnin.
Era Sai. A kunoichi mudou o semblante rapidamente, se antes era desolado, agora era irritado. Sakura nem se deu ao trabalho de responder.
A voz de Sai tinha se tornado indiferente.
Sem ao menos dizer nada, saiu andando.
Continuaria se ele não tivesse puxado seu braço.
- Não é educado deixar as pessoas falarem sozinhas – falou calmamente.
- Cuidado, Sai. Eu posso avançar e te morder – respondeu impaciente.
- É, acho que as suas férias forçadas vão te fazer bem.
- Quem te disse?
- Ninguém, fui ao hospital e me disseram que você trabalhou um pouco e depois saiu de férias. Mas ninguém trabalha nas férias, então deduzi que te forçaram descansar.
- É, infelizmente – desabafou.
- E o que você faz perto do bairro dos Uchiha? – ironizou ele.
- Não é da sua conta, Sai. O que te interessa? Você mesmo me disse que não se importava comigo, e somente se importaria se fossemos companheiros de equipe, e como não estamos em uma missão, você não precisa saber.
As palavras da kunoichi deixaram Sai sem graça. Sakura sentiu-se vingada com isso e não pretendia parar tão cedo.
- E o que foi fazer no hospital, Sai? Está doentinho?
- Não te interessa, Sakura. Não estamos em uma missão – respondeu rispidamente.
Sai deixou a kunoichi e continuou a andar. Sakura não entendia por que ele era tão estranho. Ele gostava de irritá-la e em pouquíssimas vezes ela podia retribuir. E não deixaria escapar as oportunidades que tivesse.
Sakura resolveu voltar para sua casa enquanto raciocinava sobre as atitudes de Sai.
Seria muito mais fácil se ele pudesse ser previsível, assim como o céu que denunciava que choveria novamente a qualquer momento.
XxXxXxXxXxXxX
Opaaa
Mais um ;) (graças às reviews, yeah)
Vic.hst: Sabe, eu realmente não me importo se vc é afobada, alías eu prefiro, assim as reviews chegam rápido! Minha fã?? Óóó eu não mereço tanto! Hauhuaha
Bjus
Haruka Taichou :Verdade, o Naruto é crianção hehe, mas tentei mostrar ele agindo de uma maneira mais adulta, afinal ele cresceu, bem, pelo menos em algumas situações né, espero que não tenha ficado muito OOC. A sakura e kakashi?? Uiia hahaha . Espero que acompanhe a fic!! Bjuss
Missy Hyuuga :É, parece que o Naruto e a Sakura não vão dar certo não, hehe
Massssss, como para todo sapato velho existe um pé cansado, o Naruto não vai ser exceção... menina bjuss
Valew !! e até o próximo!
E Dêem GO!
KIssus
