Capítulo VIII – Gotas -
"Ah eu não desisto dessa idéia de poder comemorar"
"Você vai ver que tudo vai mudar"
"Essa noite eu quero ir mais além"
"Eu não devo nada pra ninguém"
Essa noite eu quero ir mais além – Ana Carolina.
Sentir as mãos do acompanhante tocar seus quadris fez com que a kunoichi se esquecesse de que aquele gesto não deveria significar muita coisa quando se é gentil.
E era exatamente por isso que ela admirou-se.
Gentil não era o adjetivo que ela daria a Sai a qualquer um que lhe perguntasse. O único adjetivo que caberia a ele, era outro, totalmente avesso à esse.
Não evitou ser tocada, apesar da sensação incômoda passou-lhe pela cabeça a possibilidade de, finalmente, envolver-se com alguém.
E mais uma vez, ela não sabia a razão de cogitar tal possibilidade. Perdeu-se em seus questionamentos, o olhar distante focava algo que ninguém além dela saberia dizer.
O sussurrar dele em seu ouvido a trouxe de volta.
- Anda, feiosa! Não pare no meio do caminho.
Apesar da frase sussurrada não conter nada que a pudesse fazer perder a cabeça, o modo como foi dita fez com que, novamente, seus cabelos próximos à nuca eriçassem-se.
Fechou os olhos na tentativa de se render aos arrepios.
Ainda que o fechar das pálpebras tivesse sido breve, ela não conseguira passar despercebida aos olhos deles que a olharam de esguelha enquanto pegava uma taça de champanhe que estava sendo oferecida.
Voltou sua atenção a ela e ofereceu-lhe a taça, somente a entregando e arqueando as sobrancelhas.
Sakura agradeceu o gesto e aceitou. Enquanto ela provava o liquido, ele procurou por uma mesa e a cutucou indicando a localização. Seguiram até o local e sentaram-se.
De onde estavam, puderam observar quase todo o salão.
Uma grande mesa comprida ao centro era ocupada pela Hokage, Shizune e os jounnins envolvidos na preparação dos ninjas. Acenou para a sensei e em troca do aceno, recebeu um sorriso maroto. Simples gesto que fez a kunoichi corar. Não era comum da parte de Tsunade insinuar muitas coisas, mas considerando que em uma festa as bebidas alcoólicas tornam-se presentes nas mesas de grande parte dos convidados, deduziu que talvez fosse efeito delas.
- Parece que mesmo tendo o pênis pequeno, ele ainda arranja umas namoradas – comentou Sai com o mesmo sorriso de sempre.
Sakura não pôde segurar a risada e a surpresa.
O alvo do comentário era Naruto. Acompanhado de Hinata, que delicadamente puxara a cadeira para que ela se sentasse. A Haruno balbuciou algumas palavras que não eram para o acompanhante, mas que com certeza, elogiavam o amigo loiro.
- E você, Sai? Tem o pênis grande e não arruma mesmo assim?- riu maliciosamente.
- Não quero ter problemas – suspirou aliviado.
- Problemas? E que tipo de problemas uma namorada te traria?
- O suficiente para eu desejar evitar.
Com um quase inaudível "Hnn" ela encerrou as perguntas. Virou o rosto para o salão e chegou ainda mais perto da mesa, apoiando a cabeça por sobre a mão.
- E por que você não arruma um namorado? – perguntou chegando mais próximo da mesa, a encarando.
O rosto que vagava pela festa voltou-se para ele. Apesar de corado, não demonstrava uma expressão agradável, um olhar fulminante dos olhos verdes saia e ao invés de somente responder a razão para estar solitária, a sua boca murchou-se e desviando o olhar para um canto qualquer, ela respondeu apenas "Como se você não soubesse" e amarrou a cara.
- Calma, feiosa! Eu não pensei que você fosse ficar enfezada com uma pergunta tão boba.
- Não é a pergunta, e sim porque eu não consigo ter alguém. E você sabe o motivo.
- Não consegue? Até mesmo o Naruto conseguiu – apontou em direção ao loiro, admirado.
- É verdade – respondeu passando o dedo no bocal da taça.
- Acho que você só vai conseguir um quando esquecer o Uchiha – falou enquanto afastou o corpo da mesa e encostou-se na cadeira.
Um silêncio sepulcral tomou conta da mesa. Nenhuma conversa, nenhuma questão, nenhum desentendimento e nenhuma menção ao fato.
Ambos olhavam para focos distintos.
O jantar deu palco à apresentação dos gennins, esperavam em fileiras, cada turma com o respectivo líder na frente, todos aguardavam ser chamados para receber a bandana. Por onde quer que se olhasse podia-se ver rostos amistosos e felizes, e se fosse possível uma análise mais profunda, saberíamos distinguir os pais de cada ninja que era chamado à frente, devido a grande euforia.
Tsunade colocava a bandana com o símbolo da Vila da Folha em cada novo defensor do país do Fogo e a cada comprimento recebido, os olhos dos pequenos brilhavam ainda mais.
Sakura que observava a terna recepção teve sua atenção chamada para uma garotinha de cabelos róseos. A menina foi chamada de Matsumy Sakaju.
O silêncio entre ambos foi quebrado. Sakura cutucou Sai eufórica.
- Sai, veja! Ela se parece comigo!
- Só tem os cabelos parecidos, e além do mais, o dela é bem mais escuro.
- Olha só! Você entende de coloração capilar tanto quanto entende de moda. Acho que descobri a razão de uma "namorada" ser um problema – sorriu irônica enquanto observava Tsunade finalizar as entregas. – Você deveria tentar arrumar um "namorado" – disse voltando a olhá-lo.
Sai não teve tempo de responder, ou melhor, aguardou um momento bem oportuno.
O jantar foi liberado. Existiam várias pessoas responsáveis pela recepção e o servir dos convidados.
Sai serviu-se de mais bebida e entregou a Sakura uma dose.
- Sakê?
- Sei que você gosta, não é mesmo? – disse bebericando a sua.
- Não vou beber.
- Você que sabe, e é melhor que não beba mesmo, senão vou ter que cuidar de gente bêbada novamente.
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As luzes do salão foram apagadas, restando apenas as luzes que iluminariam o baile. A música foi permitida e logo as pessoas começaram a dançar. A mesa que estava ao centro foi retirada para dar mais espaço aos convidados.
Sakura titubeou ao convidar Sai para dançar. Limitou-se a apenas olhar para todos os lados e certificar-se de que ela não era a única a ficar sentada enquanto todos se divertiam. Queria puxá-lo para dançar, mas logo lembrou de que ele poderia não aceitar.
Sai percebeu os olhares aflitos, e saiu da mesa. E isso deixou uma certa garota muito irritada, e nem mesmo disse aonde ia.
Enquanto bufava por ter sido deixada sozinha, levantou-se e deu a volta na mesa, ficando encostada na parte da frente. Observava o baile enquanto se sentia mais uma vez sozinha.
Pôde ver Naruto, ergueu o braço e tentou chamá-lo, mas logo percebeu que este andava na frente, e não sozinho. Resolveu não atrapalhar o amigo que aconselhara ainda no mesmo dia. Viu ainda Ino, mas também resolveu não fazer nada para lhe chamar a atenção, visto que a loira estava se esbaldando entre Shikamaru e Chouji.
O jeito era esperar e preparar-se para a bronca que daria no ex-ANBU raiz, ela já bufava quando viu que uma rosa vermelha lhe fora estendida.
Acompanhou a rosa e as mãos que a seguravam. O dono do pequeno agrado era Sai. Estática, ela apenas foi capaz de olhá-lo com uma cara interrogativa. E ele apenas de puxá-la para o centro do salão.
A música que tocava colaborara para que ele a mantivesse colada em seu corpo. Ela tentara conversar com ele, mas o som muito alto a obrigou falar em seu ouvido.
- Onde você foi?
E ele foi obrigado a respondê-la da mesma forma.
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A festa logo acabou e um dos últimos a deixar o local foram eles.
Uma suada Sakura e um totalmente descomposto Sai.
O coque que existia no início da festa, já não estava mais ali. Em seu lugar havia apenas os grampos usados para prendê-lo e os cabelos colados no pescoço. A face estava cheia de gotículas de suor, o que evidenciou o quanto ela se divertira na festa. Com as sandálias nas mãos e com o corte acentuado do vestido úmido, caminhava cantando junto com o rapaz que outrora tinha a camisa fechada e seca.
Ambos úmidos de suor.
E não demorou a ficarem molhados pela chuva. Novamente ela deu as caras por Konoha e fez com que eles corressem para se proteger. Felizmente a casa da kunoichi estava próxima.
Entraram correndo e tentaram abrir a porta.
Não conseguiram. A irritada Sakura virou o rosto para dizer "Droga! Não abre, está emperrada", mas não foi capaz.
Ele que estava muito próximo a ela devido à chuva que os fez dividir o pequeno teto que cobria a porta de entrada, ao vê-la virando para si, deixou que a respiração entre ambos o fizesse perder os sentidos.
Perdeu, e como conseqüência, puxou a jovem pela cintura e a beijou, enquanto ela apenas correspondia.
XxXxXxXxXxX
Ohayo!
Me desculpem pela demora! Demorei, mas postei, yeah!
Novamente vou agradecer as reviews! Papai do céu sabe o quanto eu amei receber a todas elas.
E ele também sabe o quanto eu vou amar receber ainda mais!
Esse capitulo ta muito doce! Hummmm ..mais os proximos,, hehe... Acompanhem para ver!
Surpresas! Uhulll n.n
Kissus a todos e dêem GO! Love vocês!
