N/A: Feliz Natal!!
Capítulo XII – Roda Gigante –
"Agora vem a verdade"
"Às vezes eu minto"
"Como um peixe nadando"
"Num mar de rosas e vinho tinto"
Rosas e Vinho Tinto – Capital Inicial.
Sai voltou para sua casa e assim que sentou no sofá, começou a raciocinar sobre o que havia aprendido. Alisou os cabelos e suspirou, olhou em volta procurando o caderno onde desenhara a jovem. Não o encontrou, caminhou por toda a casa até o encontrar onde tinha deixado pela manhã, ficou feliz por ter guardado em cima da mesa e não tê-lo deixado jogado em canto qualquer. Usou o Choujuu Giga.
Imediatamente o que era um mero esboço tornou-se uma réplica de Sakura, porém esta obedeceria aos seus comandos. Olhou-a com cuidado, voltou a se sentar no sofá e começou a tentar outras expressões faciais. Queria uma expressão para dizer algo. Tentou e conseguiu.
Pediu ao clone que ficasse ao seu lado, e então disse "Eu não sei o que é o amor, mas quem sabe me disse que é o que sinto".
Desfez o clone e saiu. Diria à Sakura o que acabara de ensaiar.
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Hinata era puxada pelas mãos enquanto Naruto a conduzia rapidamente. Sentia as mãos dele apertando as suas e não conseguia conter o suor delas. Não teve tempo de olhar para os lados para ver quem os via dessa forma e agradeceu por isso, afinal não conseguiria encarar ninguém. Sorrisinhos e olhares diferentes poderiam surgir e ela não saberia como se comportar diante deles.
Naruto a levava para a sua casa tão velozmente que nem sequer tivera tempo de perguntar à Hyuuga se existia alguma objeção por parte dela nisso. Abriu a porta e entrou puxando a garota ao mesmo tempo em que a colocara entre a porta e si mesmo, usou sua força ao passo que prensou o corpo da menina para fechar a porta. Tomou lhe os lábios e a beijou insanamente. Para Hinata, restou apenas sentir seu corpo ser comprimido contra o dele e receber seus carinhos.
Carinhos que rapidamente se tornaram voluptuosos. Parecia que a cápsula de cristal que envolvia o corpo de Hinata tinha sido despedaçada, devido ao tamanho do desejo do loiro. As mãos dele que se encontravam na cintura dela, pareciam querer tomar rumos diferentes. Tentavam se conter, mas não estavam conseguindo, a blusa começava a ser agarrada como tentativa de controle.
As mãos da menina deixaram as costas dele para tentar afastá-lo de si. Falhavam a cada tentativa, e quando Hinata se dava conta, elas agarravam as vestes dele com tanta ou maior força que ele. Aos poucos os beijos começaram a serem dissipados por entre nuca e colo. As orelhas passaram a serem mordiscadas. Não agüentando mais, subiu a blusa da jovem.
Os dedos trêmulos e suados dele causaram arrepios em sua pele. O toque parecia convidá-la para outro mundo.
Tomou fôlego e em meio às distribuições de beijos e carícias, perguntou à menina se ela responderia a pergunta dele ou não. Quando seus lábios começaram a balbuciar a resposta, parou.
Naruto a observou sem entender muita coisa.
- Naruto-kun, você já sabe a resposta, mas você vai me contar de quem gosta? – perguntou, esperançosa.
Naruto pareceu querer ignorar a pergunta e continuar aonde tinham parado, seu corpo desejava continuar, mas seu cérebro pareceu enroscar. Não esperava que ela o perguntasse algo do gênero, afinal ela mal conseguia responder seus cumprimentos. Mas ficou surpreso ao ouvir a dúvida. Porém, ele não sabia o que responder. Era óbvio que o que sentia por Hinata não era ainda amor. Nem poderia ser. Ainda há alguns dias atrás saíra arrasado da casa da Haruno devido ao fora recebido. Se ele realmente amava alguém, não saberia mentir, ainda amava Sakura e isso era ainda muito recente, pois bastou ouvir a pergunta e a angústia sofrida tomou conta de seus pensamentos. Por mais atraente que lhe parecesse a idéia de estar com Hinata, ainda era muito cedo para dizer que a amava. Poderia no máximo dizer que adorava estar ao lado dela.
Ninguém ama ninguém em menos de uma semana. E com Naruto, não fora diferente.
Sentiu pesar a consciência.
"O que diabos eu estava prestes a fazer? E droga! O que eu digo pra ela agora?"
O silêncio do Uzumaki deixou de ser interessante para ser pesaroso. Quanto mais ele demorava a responder, mais conclusões ela tirava. Era óbvio também, se ele tinha dificuldades para responder a tão simples pergunta, ela não era o alvo. Aos poucos a vivacidade de seus olhos e as marcas das mãos dele foram deixando seu corpo.
Aos poucos os olhos de Naruto também apagaram. Com o silêncio imposto, as mãos de Hinata se cruzaram atrás de seu próprio corpo e seus brancos olhos miraram o teto da casa.
"O que ele pretendia comigo?"
Observou o corpo do rapaz se afastar e sentar no sofá enquanto ele segurava as mãos sem levantar os olhos para encarar a Hyuuga. Segurou a dor que lhe subia a garganta, sabia que se não engolisse seco, choraria. Bastava apenas a sua confissão, suas lágrimas já seriam um exagero. Quebrou o fúnebre silêncio.
- Ela o faz feliz? – perguntou, tentando parecer calma.
Ele então respondeu as duas questões de Hinata com apenas uma frase.
- Não, não faz – suspirou, enquanto se esmurrava mentalmente pelo ocorrido.
Sem mais, a menina limpou o canto dos olhos, que mesmo sendo proibidos mentalmente de funcionarem, funcionavam.
- Que pena, Naruto-kun - desencostou-se e fez força para firmar as mãos na maçaneta, ao girá-la não olhou para trás.
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Passara horas tentando entender o que tinha acontecido dentro do mesmo quarto em que se encontrara. Suja e com fome, deixou o lugar em busca de algo para comer, e com sorte, um lugar para se banhar. Atravessou o extenso corredor e notou uma escada, só que ao invés de descer, essa levava a outro cômodo acima. Concluiu estar em um lugar com vários andares. Subiu as escadas e deparou-se com outro longo corredor. Cautelosamente, olhou cada ala do lugar, tudo vazio e sujo.
A poeira do lugar a fez espirrar.
Chegou mais próximo de uma sala ao longo do corredor e se aproximou rapidamente, quando percebeu estar clara. Parou no batente e de lá observou o jovem sentado. De costas ele apenas a pegou de surpresa.
- Ainda há algo que queira me dizer? – a voz ríspida a fez se afastar um pouco do batente.
- Não – falou, devolvendo o tom ríspido dele.
- O que quer? – perguntou, indo direto ao assunto.
- Pretende me manter aqui sem me alimentar e sem me dar condições de higiene? – perguntou sarcasticamente, porém não escondendo a dúvida que a atormentava.
- Não.
- O que faço então? – perguntou já perturbada com as respostas monossilábicas dele.
- Em frente a esta sala tem um outro quarto com banheiro, se quiser pode ficar com ele – respondeu, ficando em pé e virando o rosto para a direção da moça.
- E comida?
- Banhe-se e eu a providenciarei – aconselhou, mirando a kunoichi dos pés a cabeça. Tal atitude a fez sentir-se envergonhada e muito mais suja do que já imaginava estar.
Constrangida, abaixou a cabeça e saiu na direção que o Uchiha apontara. As grandes portas mostraram um pouco de dificuldade ao serem abertas e assim que entrou notou que talvez o outro quarto parecesse melhor. Caminhou mais alguns metros e deparou-se com o banheiro. Largou as vestes e abriu a torneira rapidamente, porém esperou que a água suja escorresse totalmente. Isso mostrava que não abriam as torneiras e chuveiros há um bom tempo. Molhou-se e deixou que a água lavasse seu corpo.
Procurou sabonetes e não os encontrou, fechou o chuveiro e vestiu as roupas sujas, os procurou por toda parte no quarto e não os achou. Aquilo estava irritando os nervos da moça. Não bastasse ter de vestir roupas sujas para se secar, ainda teria de desfilar pelo lugar toda molhada em busca de algo para se lavar.
Abriu a porta e colocou meia cara para fora, certificou-se de que o jovem não estivesse por perto, já que se isso acontecesse, não teria muita diferença entre vê-la nua ou vestida. Passou os cômodos e tentou achá-los. Cuidadosamente, desceu as escadas que outrora subira e voltou a procurar. Entrou em um outro cômodo onde havia armários e caixas, imaginou encontrar algo ali. Abrindo portas e revirando gavetas, fora surpreendida ao virar para voltar ao banheiro, já que não encontrara nada, teria de se contentar com apenas água.
- Perdeu algo? – perguntou, assim que a kunoichi virara o rosto em direção a porta.
Assustou-se com ele, não tinha percebido seu chakra.
- E-eu estou procurando por sabonetes – respondeu, corando ao receber novamente os olhos do Uchiha sobre si. Assim que deu conta de estar molhada e com a camisola praticamente mostrando seu corpo, desviou-se dele na tentativa de se esconder atrás de um dos objetos do lugar.
Sasuke a olhou sem que desviasse o olhar da jovem, constrangendo a moça ainda mais.
- Eu os levaria até você – disse, entregando para ela vários deles juntamente com toalhas e roupas.
Sakura os pegou tomando cuidado para que ele não a visse novamente. Assim que pegou a tolha, a enrolou por sobre si, impedindo que seu corpo pudesse ser visto. Rapidamente saiu detrás do lugar, ainda com vergonha. O sorriso dele fora dado.
- Você não tem nada que eu já não tenha visto – dizendo isso saiu, deixando uma monocromática moça para trás. Saiu rapidamente. Agora poderia tomar um bom banho.
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Sai bateu na porta da Haruno com naturalidade, esperava que esta o atendesse. Sentou-se nos pequenos degraus e esperou. Esperou demais. Ninguém o atendeu. Sai imaginou que talvez ela tivesse saído e ido ao hospital, já que ela não conseguia passar muito tempo sem ter nada para fazer. Ainda mais se ela tivesse passado por algum tipo de situação a qual a fizesse se sentir incomodada. Deixou a casa para trás e foi até o hospital.
Estava surpreso ao ver que conhecia demais as reações da moça. Chegou e foi recepcionado por uma jovem de longos cabelos ruivos e olhos negros. No crachá, seu nome, Seiko.
- Por favor, Sakura-san – pediu ele, tentando ser educado.
- Sakura não está – respondeu, com cara de poucos amigos enquanto enrolava com os dedos uma mecha.
- E por acaso você tem idéia de onde ela poderia estar? – perguntou, mesmo que soubesse que a moça não saberia.
- Não – encerrou, bufando.
O sarcasmo era um dom de Sai, e vendo a má vontade da moça, se despediu.
- Obrigado pela exímia atenção, tenho certeza de que a Hokage-sama se agradará de ter funcionárias tão bem dispostas igual a você! Seiko-chan – cutucou, soltando seu comumente sorriso e deixando uma encabulada atendente para trás.
Assim que saiu do lugar, colocou-se a raciocinar onde Sakura poderia estar. Caminhou alguns quarteirões e chegou próximo à casa do Uzumaki. Ele sabia que a Haruno provavelmente não estaria lá, mas torceu para que pelo menos Naruto lhe desse alguma informação sobre a jovem. Viu Hinata sair com a aparência abalada da casa do loiro.
Pensou em pará-la, mas não o fez. Lembrou-se da definição da palavra "indiscrição" e apenas cumprimentou a garota, mesmo não sendo retribuído. Bateu na porta do loiro e alguns minutos depois foi recebido. Com a expressão abalada, o jovem apenas olhou o moreno a sua frente e perguntou "O que você quer?"
Acostumado com a variabilidade comportamental do parceiro de equipe, apenas terminou de abrir a porta e entrar, mesmo não tendo sido convidado. Naruto apenas o observou entrar e sentar.
- Sabe onde está Sakura-chan?
- Não – respondeu, fechando a cara.
- Algum problema, Naruto-kun? – perguntou, usando seu cínico sorriso.
- Não.
- Pensei ter visto Hinata sair um pouco descontrolada daqui, imaginei que os pombinhos estivessem brigados.
Naruto deixou de ignorar Sai e o olhou seriamente.
- Não somos um casal – disse.
- Porque, Naruto-kun? Pensei que ao me dizerem todas aquelas coisas, vocês estivessem tendo um caso.
- Pensou errado.
- Vejo que você não quer conversar, não é mesmo – perguntou conclusivo.
- Ora Sai, até que você está aprendendo bem as coisas – satirizou, enquanto abria a porta e fazia menção para o jovem sair.
Sai levantou e seguiu caminho, mas antes de deixar a casa do Uzumaki, desejou tirar mais uma de suas dúvidas.
- Quando se ama e não é correspondido, é correto usar outras pessoas para nos fazer esquecer?
Naruto empalideceu. Parecia que mais um balde de água fria lhe fora jogado cabeça a baixo. Olhou desconfiado para Sai, mas abaixou o olhar ao imaginar que Hinata não teria lhe contado nada. A Hyuuga jamais dividiria algo assim com alguém, ela era muito reclusa com relação a assuntos amorosos.
Dificilmente ela dividiria o que acontecera na casa do Uzumaki com alguém e então viveria com aquilo guardado somente para si, tendo o acontecido como torturador de sua mente, já que não exporia tão íntimos segredos.
Sentiu ainda pior, imaginou se Sakura resolvesse fazer o mesmo com ele. Realmente ele não gostaria de ser usado dessa maneira, assim como Hinata odiou servir apenas como uma fuga para seus medos.
Orgulhou-se de Sakura, afinal ela não fez com que ele o que ele fizera com a menina dos olhos brancos.
Sem resposta, Sai deixou a casa.
Mal sabia Naruto que mais alguém passava pela mesma situação. Aquilo estava deixando de ser aleatório e passando a se tornar cíclico.
XxXxXxXxXxX
YO!
Mais um!! Ebaaa
Agradeço as reviews! De coração!!
Amo todas elass! Demais!!
Ah!! Vou recomendar outras fics que fiz!! Gostaria muito que vcs dessem uma lida e uma comentada! Propaganda é a alma do negocio XD!
Os Links estão no meu Profile! Eu keria colocar aqui, mas num sei pq porra num entra!!
e Mandem reviews!!
Feliz Natal novamente!!
KIssus pra todosss
By Sabaku no Y!
