N/A: Naruto não me pertence, pertence ao tiozão japonês! Mas um personagem dessa fic pode pertencer a você!!

Capítulo XIV – O crime da Hyuuga –

"If you could get by trying not to lie"

Se você pudesse dar um jeito e não mentir

"Things wouldn't be so confused"

As coisas não seriam tão confusas

"And I wouldn't feel so used, but you always really knew"

E eu não me sentiria tão usada, mas você sempre soube

"I just wanna be with you"

Que eu só quero estar com você

Linger – The Cranberries

Neji deixou o quarto da herdeira e voltou a observar o treinamento da mais jovem. Os golpes que Hanabi desferia contra um membro da Bouke mesmo sendo tão precisos, não foram capazes de prender a atenção do rapaz. Por mais que tivesse que descer as escadas e tomar o lugar do garoto que era o alvo das investidas da gennin, não o fez. Preferiu ficar perto de Hinata, sua presença poderia ser necessária.

A noite caiu no clã e nenhum som viera do quarto da mais velha. Neji resolvera que aquilo estava passando dos limites e bateu novamente no quarto da menina. Mesmo sabendo que sua atitude poderia ser classificada como impertinente, era preciso já que o completo sumiço silencioso não era típico de Hinata. As batidas na porta intensificaram-se, mas ninguém a abriu.

Ignorando as boas maneiras, usou força e entrou. Não viu a menina e entrou rapidamente no banheiro a sua procura, pois ele ouvia que a água do chuveiro corria e ela não respondia seus chamados. A porta do banheiro que estava encostada permitiu que o Hyuuga entrasse com mais rapidez. Através do boxe, pôde ver os pés da moça. Deitar no chão do banheiro não era uma atividade freqüente dela, e de ninguém. Abriu e viu Hinata desacordada.

A pegou nos braços e a levou até a cama, tomando o cuidado de fazer barulho para que ela recobrasse a consciência, já que ele notou seus batimentos cardíacos. Cobriu o corpo da jovem desnuda e saiu correndo por ajuda.

Não pôde ir longe ao se deparar com a mais nova. Os olhos brancos da menina o fuzilaram.

- O que faz saindo do quarto de Hinata, Neji? – perguntou, olhando a roupa úmida dele.

O jovem simplesmente a ignorou e voltou a buscar ajuda. Hanabi entrara no quarto de Hinata em busca de colher informações sobre a tão inusitada visita do primo. As interrogações já estavam prontas a serem feitas, quando reparou a irmã. Hinata que parecia dormir, teve os lençóis puxados e a face esbofeteada pela menor.

Hanabi esperava que Hinata acordasse com o tapa. Mas isso não aconteceu. Com lágrimas nos olhos já formados mesmo antes de saber sobre a jovem desmaiada, Hanabi voltara para a mais velha e a tentara acordar insistentemente.

- Nee-chan, acorde! Nee-chan! – gritava, enquanto chacoalhava Hinata.

Saiu correndo do quarto enquanto se indignava sobre o acontecido e ainda mais com as suas próprias conclusões.

- Gomem, Hinata-chan – disse, ao cruzar o corredor.

"Deveria ter imaginado ser algum problema antes de supor algo"

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A velocidade do Hyuuga logo o levou até o hospital em busca de um médico. Seria muito mais fácil ter levado Hinata até lá, mas até para isso, o clã impunha ordens.

A médica solicitada foi Haruno Sakura.

Mas ela não estava, sem nem mesmo se despedir da atendente, Neji sumira e fora até a torre da Godaime. Não bateu, somente entrou na sala da Hokage e avisou que precisava de ajuda.

Os olhos cor de mel se contraíram.

- Qual o problema? – perguntou, levantando e apoiando a mão na mesa.

- Hinata-sama está desmaiada e não sabemos a razão – disse.

- Porque não a levou para o hospital? – perguntou, já que aquilo parecia a atitude mais correta e óbvia a se fazer.

- O clã não permite qualquer um e Haruno Sakura não estava – disse, abaixando a cabeça.

- E já que o clã não permite, eu sou a única permitida? Disse, já se prontificando.

- Hai.

Confirmando partiram até Hinata. Chegaram e logo entraram no quarto da menina. Tsunade a examinou e concluiu não ser nada desconhecido.

- Hiashi-sama ainda atormenta a menina? – perguntou, desconfiada.

Neji nada respondeu, afinal não podia dizer que sim e nem que não.

- Onde ele está? – perguntou ela, dando falta do pai da garota.

- Provavelmente em mais uma reunião de lideranças – disse.

- Ele ainda não tem tempo para as filhas? – perguntou, suspirando indignada.

- Apesar de viver sob o mesmo teto, ele raramente as vê e sabe sobre a vida de ambas.

- De qualquer modo, ela tomou muito calmante, e tomou em uma dose muito maior que a determinada – explicou, passando seu chakra médico pelo corpo da jovem.

O rosto de Neji corara ao saber que não era nada grave e notar que o corpo da menina estava descoberto, já que Hanabi arrancara os lençóis que a tampavam. Tsunade percebeu e cobriu-a rapidamente.

- Foi bom ter me chamado, o desmaio fora momentâneo, mas a dose poderia ocasionar uma intoxicação e até mesmo influir nos batimentos cardíacos – disse, cessando o chakra. – Ela dormirá muito, e deixa-a fazer isso – aconselhou, olhando firmemente para ele.

O primo concordou e agradeceu a Hokage.

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Ainda era madrugada quando Sakura despertara e se arrumara para saírem. A idéia de irem ao País do Som não a agradava, porém a intrigava. Talvez lá encontrasse algum pergaminho proibido e descobrisse alguma solução para o problema do Uchiha. Logo ele a encontrou.

- Leve as yukatas que te dei, haverá situações em que serão necessárias.

Sakura estranhou, mas as pegou e logo partiriam.

- Não deixe nada que seja seu aqui – aconselhou, antes de deixar o esconderijo de Orochimaru.

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O jounnin de olhos perolados não dormia, tentara adormecer, mas a noite fora demasiadamente longa e isso não o deixou descansar. O quarto escuro logo ficou claro. O Byuukagan fora ativado e o pequeno ruído dentro do quarto fora o responsável por isso. Os braços de Hanabi foram presos e logo soltos. Junto com a visão do invasor, os tenketsus tão familiares foram percebidos.

- Hanabi-sama, não deve entrar em meu quarto – disse, grosseiro.

- Neji, você também não devia ter entrado no de Hinata – disse, devolvendo o tom grosseiro.

- O que quer aqui?

- Você ama Hinata nee-chan? – perguntou, de sopetão.

- Por que isso agora?

- Vi em seus olhos a preocupação com ela – disse.

- Eu sou responsável pelos cuidados de sua irmã.

- E pelos meus também.

Neji nada mais disse, até que Hanabi continuasse.

- Achei que estavam juntos, quando o vi saindo e encontrei Hinata nua – disse, abaixando o tom da voz. – Temi por Hinata, nii-san, não quero que ninguém se aproveite dela.

- Jamais espere tal atitude de mim – disse, firme.

- Eu realmente não espero, Neji nii-san – disse, se aproximando dele. – Não esqueça que é também o seu dever manter o meu bem-estar – concluiu, levando uma das mãos ao encontro do rosto masculino.

O toque fora impedido, a mão do rapaz segurara a mão da garota antes que ela o tocasse. Ele jamais admitiria tal proximidade, ainda mais sabendo que a garota não passava dos treze anos.

- Por favor, Hanabi-sama, preciso dormir – disse, dando as costas à garota.

- Um dia você não dará as costas para mim – concluiu, antes de deixar o quarto do moço.

Ele sabia que seria muito difícil pegar no sono, mas a garota tinha de sair do quarto, mesmo que nada tivesse acontecido, não descartava a idéia de problemas se Hiashi os visse.

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Tsunade deixou os domínios do clã e tomou um rumo muito conhecido. Um barzinho próximo foi a parada da Hokage. Sem mais delongas entrou e se apressou a pedir sua dose de sakê, enquanto bebericava o líquido, não deixou de avistar Jyraia. O velho sannin estava no meio de duas mulheres.

Uma jovem de cabelos verdes e olhos negros o ouvia atentamente ao passo que a outra, uma morena de olhos vermelhos acariciava sua orelha. Bastou o olhar curioso de Tsunade sobre o velho para que ele abandonasse as duas e fosse ao encontro da loira.

- Se soubesse que viria, teria ido te buscar – sorriu ele.

Tsunade deu mais uma golada e o encarou.

- Acha mesmo que eu viria com você?

- E porque não? - disse, fazendo cara de perplexo.

- Volte para suas fãs e me deixe em paz, Jyraia – secou o copo e deu de costas ao sair.

- E se eu te convidasse para um joguinho? – arriscou ele.

Os olhos cor de mel voltaram para o sensei de Naruto e o encararam.

- Se for por sua conta – disse, enquanto voltava para o assento.

- Tanto a jogatina quanto o sakê essa noite – falou, entregando outra dose para a loira.

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O dia dava as caras e as luzes do amanhecer indicavam isso. Longe do esconderijo do lendário sannin, Sasuke e Sakura viajavam lado a lado e em um silencio mútuo.

E aquilo a incomodava, mas não a ele. O caminho parecia mais curto se não houvesse ruídos ou conversações enquanto que, para ela, isso tornava o trajeto ainda mais torturante. Sentia a necessidade de ter os olhos negros sobre si.

Enquanto fazia força para acompanhar o aprendiz de Orochimaru, pensava se estava certa em fazer o que estava fazendo. Concluiu que não. Mas talvez essa fosse a coisa errada mais certa a se fazer.

O rapaz percebia os olhares de esguelha que ela o dava às vezes e sentia vontade de interrogá-la, mas não o fazia. Perguntas poderiam gerar respostas, e estas poderiam ser agradáveis ou não. O orgulho dele prevaleceria e se dependesse de sua conduta, chegariam até seu destino sem que nenhuma palavra fosse trocada.

Para ela, o orgulho já não importava e considerando suas atuais condições, nada mais importava.

- Poderemos encontrar pergaminhos proibidos? – perguntou, mesmo sabendo que a resposta seria afirmativa.

O gesto positivo que fez com a cabeça foi tido como resposta.

- Estamos perto de solucionar seu problema, Sasuke-kun – sorriu, mais uma vez.

Os olhos frios pararam e se voltaram para ela.

- Se a solução estiver próxima, logo você poderá voltar – falou.

- Mas você mesmo disse que se eu resolvesse deixar Konoha eu seria uma traidora e é isso que estou fazendo! Eu nem mesmo tentei relutar – indignou-se, mais uma vez.

- Será, mas a Hokage cederá seu perdão.

Por um momento ela pensou em não encontrar uma solução para o Uchiha, mas pensou se isso valeria a pena. Em apenas um dia conseguira esquecer que o real objetivo de sua companhia era a sua ajuda.

Horas se passaram após o pequeno diálogo e agora quem não queria conversa era ela. O fim do dia já apresentava os primeiros traços e a kunoichi, os sinais de cansaço.

- Preciso parar – disse.

O shinobi apenas concordou. Adentraram ainda mais a mata e procuraram por um lugar onde tivessem recursos e logo encontraram. E esses recursos se resumiam à água. Um riacho não muito distante foi a parada.

A noite caíra enquanto montavam acampamento. O Uchiha subira em uma arvore e de lá ficara a observar.

A jovem caminhara até o riacho e enquanto despia-se lembrou de um local parecido em que estivera a alguns dias atrás. Não imaginou que estaria com ele novamente. Mas logo ela voltaria, e voltaria sozinha.

Desprendera-se de tudo por ele, e sempre fora assim. Mas dessa vez, ela voltaria sozinha, mas não de mãos abanando. E repetiu isso a si mesma, enquanto saía das águas e mirava a direção do Uchiha.

XxXxXxXxXx

OPaaaa

Como estão os meus adorados leitores??

Espero que muito bem P

Como eu sou uma pessoa de bom coração, resolvi liberar este rapidinho!!

E ESPERO QUE VCS LIBEREM AS REVIEWS TAMBÉM!!

Ahhhh! PARA OS PROXIMOS CAPITULOS, VOU PRECISAR DE UMA NOVA PERSONAGEM!

E para a fic ficar interativa, vou pedir aos leitores que se interessarem para criar esse personagem!!

A personagem tem que se encaixar da seguinte forma:

Nome completo:

Idade: (de preferência dos 15 aos 19)

Características físicas : (bem explicadinhas, ok!)

Caracteristicas psicológicas: (qualquer uma, mas a personagem terá de ser intrometida)

A escolhida será divulgada no próximo capitulo!

Obrigada desde já!

Kissus e deeem GO!!