N/A: As únicas coisas que me pertencem aqui são o enredo e os erros, o resto é de Kishimoto Masashi.
Capítulo XV – Inatingível? –
"And it's you that makes it hard to let it go"
"E é você que faz isso ser difícil de passar"
"Sometimes you can't make it on your own"
"As vezes, você não consegue fazer tudo sozinho"
"The best you can do is to fake it"
"O melhor que você faz é fingir"
Sometimes you can't make it on your own – U2
Desprendera-se de tudo por ele, e sempre fora assim. Mas dessa vez, ela voltaria sozinha, mas não de mãos abanando. E repetiu isso a si mesma, enquanto saía das águas e mirava a direção do Uchiha.
Sentou em baixo da árvore onde o rapaz estava e de lá o viu.
- E se eu quiser ficar com você? – perguntou, despertando o garoto de seu transe.
- Não preciso de companhia – falou, descendo do galho da árvore.
Assim que o Uchiha pisara o chão, a kunoichi se aproximou dele e deslizou o dedo pelo contorno da roupa branca. O rapaz apenas a observou, enquanto seguia com os olhos os movimentos de suas mãos.
Sakura deslizou o dedo até o encontro da faixa roxa que envolvia a cintura masculina e de lá, segurou as bordas da veste branca e o trouxe para si, violentamente.
O rosto dela entrou no espaço entre o pescoço e o corpo dele.
- Tem certeza que não precisa de companhia? – sussurou, enquanto subiu as mãos arranhando o tórax masculino.
As marcas das unhas avermelhavam a região por onde passavam e os olhos dele seguiam o movimento sinuoso que elas faziam. A mão dela chegou ao pescoço dele e subiu até o lado esquerdo do rosto, onde forçou, o fazendo virar para sua direção.
Encarou os olhos dele e ele os dela.
Com a mão ainda na face dele, escorregou os dedos até os lábios de Sasuke e os pressionou com força e desejo. Ergueu-se na ponta dos pés e o beijou.
Os lábios dela tocaram os dele furiosamente, mas não foram correspondidos. Abriu os olhos e o ficou olhando como se esperasse por satisfações, estas que não vieram. Imóvel ele se mantinha, vendo a garota se irritar com a falta de atitude dele.
Ele não esperava e ela também não. Mas ela surpreendeu a ele a si própria. A discípula da Hokage o empurrou, fazendo o rapaz bater o corpo num tronco próximo. Sasuke não se levantou, somente observou a konuichi se aproximar.
Perto dele, ela somente olhou com desdém e deu as costas. A passos largos, se afastou e voltou ao riacho onde se banhara. Sentou numa das pedras e lavou o rosto, tentando se livrar do gosto dele.
Maldito gosto que a fizera querer mais.
Mas ela não pediria e muito menos o obrigaria. Já estava farta daquilo. Saiu da beira da água e voltou ao acampamento e viu que o Uchiha a seguia com os olhos por onde passava. Não bastava tê-la rejeitado ao recusar seus beijos, ainda tinha que a fazer sentir vergonha. Sem paciência, parou e encarou o rapaz.
- Vai ficar me olhando?
O dono dos olhos negros não a respondeu, somente se aproximou da médica-nin e a puxou pelo braço.
A força usada machucou a menina e a fez gritar, mas não por muito tempo, logo após o puxão, ele calou as reclamações dela com seus lábios.
A surpresa de Sakura foi demonstrada através do arregalar dos olhos. Ela jamais imaginara que um dia ele faria tal coisa. E também não imaginava que ele a puxaria para si com tanto vigor. Fechou os olhos e deixou com que a boca do moço a conduzisse.
Logo a kunoichi percebera estar entrelaçada com o Uchiha e que já não estavam no lugar onde ele a agarrara. A árvore que outrora servira de paradeiro para o rapaz, agora servia de escorador para o casal.
Não se beijavam docemente e muito menos carinhosamente. Os beijos, apertos e sussurros eram frutos do tão incontrolável desejo.
As mãos brancas dele não demoraram a explorar o corpo da kunoichi. A blusa típica japonesa já não estava mais no corpo da moça, fazendo com que a pele branca ficasse exposta tanto ao tempo quanto aos anseios dele. Das vestes masculinas, só restavam as calças escuras. E restaram por pouco tempo, logo as mãos dela arrancaram as únicas fontes onde ele podia se esconder.
Não que ele quisesse se esconder e muito menos que ela se escondesse. E para comprovar isso, bastava apenas notar as mãos dele já em lugares muito íntimos. Logo, as respirações tornaram-se ainda mais ofegantes, retratando muito bem o que ambos sentiam.
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Naruto passara a noite em claro. Ainda não conseguia acreditar que tivesse sido capaz de chegar aonde chegou. Nem em seu último devaneio inescrupuloso chegou a imaginar Hinata como um mero brinquedo. A verdade era que ele a desejou. A desejou ainda mais quando sentiu o corpo delicado sendo submetido ao seu.
"Mas porque diabos eu não consigo parar de pensar nisso?"
Culpa. As olheiras marcavam a região abaixo dos olhos claros. Por mais que a intenção dele não fosse magoar a menina, ele já havia magoado e agora só lhe restava pedir desculpas. Isso se ele conseguisse, ao menos, a atenção da jovem. Não duvidaria se isso fosse classificado como impossível.
Deixou a casa e logo chegou a sede do clã. Pediu permissão para entrar, dizendo que precisava falar com Hinata. Alguns minutos depois, aparecera Neji.
- Neji, preciso falar com Hinata-chan – disse, ansioso.
- Não será possível – respondeu, fitando os olhos brancos por sobre o Uzumaki.
Aquilo soara como uma confirmação às expectativas dele. Provavelmente, estaria impedido de vê-la. Já ia saindo quando pensou sobre o comportamento de Hinata.
- Neji, eu não irei a incomodar, prometo ser breve – disse, humildemente.
- Hinata-sama está impossibilitada e não pode receber visitas – repetiu, usando clareza.
- O que aconteceu com ela? – perguntou, alterado.
Na tentativa de conter a hiperatividade do loiro, continuou de modo firme.
- Ela apenas tomou alguns calmantes e por essa razão, dorme.
A expressão preocupada deu espaço para a arrasada. Com a noticia, não sabia o que dizer, o que fazer e nem o que pensar. Parou apenas para medir a intensidade de suas atitudes. Se ela o visse na porta de sua casa no momento, pioraria. Com os olhos perdidos, lutou e voltou a atenção ao jounin a sua frente e apenas concordou em silêncio ao deixar o lugar.
Ainda imóvel e observador, o Hyuuga viu o Uzumaki deixar a entrada principal com o aspecto arrasado, o que não deixou de levantar suspeitas na cabeça do gênio.
Pouco depois, retornara para dentro da mansão principal, onde a herdeira dormia. As ordens de Hiashi eram de que a acordassem as garotas e as colocassem para treinar. Diante das recomendações da Hokage, seguiu a ordem em parte e iniciara o treino com a mais jovem.
Hanabi acordara cabisbaixa e mal olhara para o primo durante algum tempo. Era recomendado que Neji a ensinasse a "Defesa Perfeita" e ele já a auxiliava a alguns dias. Sem nenhuma questão, coisa que ela sempre fazia, ela lutava com o primo. Os olhos perolados dela mantinham sua genealogia avançada ativada a todo instante. Os pequenos erros que ela apresentava ocasionalmente não tinham sido notados naquela manhã.
Os golpes do jounin contra a genin estavam sendo equiparados e naquele dia, o gênio tinha que dividir espaço com a prima. O avanço dela foi notado por Neji a cada golpe que tentava aplicar. O taijutsu do clã, que lhe era perfeito, estava sendo bem apresentado por ela.
Tão bem demonstrado que o jovem não podia baixar a guarda, assim como sempre fazia. Os olhos brancos dela pareciam lacrimosos durante toda a manhã.
- Já é suficiente – encerrou ele.
A menina apenas parou o que fazia e arrumou os cabelos enquanto o observava. Tão longos quanto os de Hinata e tão marrons quanto os de Neji.
O corpo esguio já portava os sinais de seu amadurecimento hormonal, apesar da idade. Aos treze anos, Hanabi já se destacava em suas habilidades ninjas e também em seus atributos. Se preparando para o exame chunnin, ela já se destacava das demais candidatas em altura, beleza e capacidade.
Mas para ela, ainda não se destacava para o único quesito que acreditava ser importante.
Hyuuga Neji.
- Você apresentou técnicas com perfeição – disse ele, parabenizando a garota, ainda que de forma sutil.
A garota o olhou de esguelha e agradeceu.
- Terá grandes vantagens no exame chunnin – comentou, com o mesmo frio tom.
- Você irá me ver?- perguntou ela, interessada na resposta dele.
Mesmo sendo Neji mais velho que a garota, os seis anos de diferença entre eles não foram capazes de mostrar a sua maturidade quanto a pergunta da prima. Sem o que comentar sobre o fato, apenas confirmou a pergunta.
- Espero que me veja realmente – disse, enquanto o olhava firmemente, tentando passar o real sentido de suas palavras a ele.
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Esparramada no sofá da casa de Jyraia, Tsunade dormia. A mente pervertida do lendário sannin provavelmente incluiria a cena em algum de seus romances, não fosse a baba que escorria em uma das almofadas. Os cabelos louros espatifados e as sandálias jogadas mostravam o estado do resultado da bebedeira.
Com cautela, ele tentou acordar a ex-companheira de time. E quando teve sucesso, recebeu um olhar mortal por parte dela.
- O que faz aqui ?– perguntou, enquanto limpava o canto da boca.
- Estou em minha casa e você está atrasada para o seu cargo – disse, indiferente.
A loira olhou para o seu estado e se pôs a recordar da noite anterior, suspirou e levantou do sofá indo ao banheiro e se preparando para tomar um banho. O travar da maçaneta fez o velho soltar um comentário que lhe foi rebatido com um educado "Cale a boca".
Minutos depois, ela deixara o lugar com a aparência um pouco melhor, mas ainda assim, péssima.
"Preciso de Sakura, não vou agüentar passar no hospital hoje"
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Mais uma vez o moreno se levantara e rumara a casa da Haruno na busca de expor seu mais novo sentimento. E mais uma vez, ninguém o atendera. Intrigado, rumou até a torre da Godaime, onde pedira a Shizune que dissesse a Tsunade, estar ali.
Entrou e logo perguntou.
- Tsunade-sama, onde Sakura está? Acaso a enviou em alguma missão?
- Não, não sei e não a enviei – respondeu. – Não está na casa dela?
- Não a vejo faz dois dias.
- Já perguntou a Naruto?
- Ele não sabe sobre ela.
Tsunade estranhara, pois Sakura mesmo estando sob suas "férias", não era comum que sumisse. Aliás, não era comum que ela aceitasse ficar afastada sem ao menos reclamar. Tsunade olhou diferente para os lados, mas não pôde dizer muita coisa, afinal era muito provável que a kunoichi estivesse na casa de algum conhecido.
- Já perguntou a Yamanaka Ino? – sugeriu.
O moreno disse não ter feito, mas que faria. A loira só lhe recomendou que, se soubesse, a avisasse, pois ela precisaria da Haruno aquele dia.
Beber todas e encarar um dia todo pela frente era normal na vida da Godaime, mas não quando se tratava de lidar com a saúde dos habitantes de Konoha. Lidar com isso já não era a melhor coisa a se fazer com uma grande ressaca. Mal sabia ela que teria de enfrentar o hospital e as exigências de líder sozinha.
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YO! Estou aqui para agradecer as reviews e as fichas das personagens enviadas, agradeço a todas elas de coração.
Eu disse que divulgaria a personagem nesse capitulo, mas eu ainda não escolhi! Desculpem –me!!!E quem quiser mandar uma fichinha e colaborar com a minha pessoa, ainda pode!( O eskema da ficha ta no final do cap 14.)
AAHH eu quero me desculpar pelos erros gramaticais e as denominações que tenho usado. Agradeço o toque recebido, afinal melhoras são sempre bem vindas! Uma review enviada me disse que o termo " Bouke" estava errado e o correto seria "Bunke", eu achei bunke na wikipédia, mas também achei bouke em vários outros sites e algumas fics, portanto..sei lá ... considerem o que acreditarem ser o certo! E se perceberem cagadas na minhas fics, podem falar, vou corrigir!
Após terminar de postar essa fic, vou pedir o auxilio de uma beta, a qual acredito me ajudar muito e essa fic vai poder ser conferida nos padrões corretos em outra conta!
AMO VCS e as REVIEWS tb!!
Kissus a todos e deem GO!
