Capítulo XVI – Não adianta fugir -
"Eu quero te entender"
"Eu quero te encontrar"
"Te encontrar, te encontrar"
"Te encontrar de novo"
Te encontrar de novo – Vinny.
Sai deixou o prédio da Hokage e foi em direção à loja dos Yamanaka. Assim que chegou, não pôde conter os olhares confusos que dava por toda a loja. Um suspiro de alívio foi dado quando Ino apareceu para atendê-lo.
Desajeitada, tratou de arrumar os cabelos quando viu o moreno.
- Posso ajudar em algo? – perguntou ela, sorrindo mais que o normal.
- Ino-san, sabe sobre Sakura? – perguntou, ignorando o sorriso radiante que a loira lhe dera.
- Não, não a vejo faz alguns dias...- concluiu pensativa. – Por que a procura? – instigou.
Diante dos olhos azuis brilhantes que o encaravam com tanto afinco, preferiu não dizer nada sobre as reais intenções de sua busca.
- Razões pessoais – disse, friamente.
Diante do corte recebido, a loira emburrou e o olhou durante apenas mais alguns instantes, até que voltou a sorrir.
- Tenho certeza que Sakura-chan se agradará de algumas flores – tentou vender e ao mesmo tempo colher algo dele.
- Não gosto de flores – cortou, mais uma vez, já que percebera o "joguinho" da loira.
Novamente a loira ficou sem graça, mas resolveu lidar com o shinnobi da mesma maneira que ele a havia tratado.
- Então acredito não poder te ajudar em mais nada.
Sai a olhou e sorriu, antes de se despedir e voltar até a Hokage.
- Ino não sabe sobre Sakura –alertou, ele.
- Volte a casa dela e veja se ela já não retornou – disse, apoiando as mãos na cabeça, na tentativa de aliviar a dor que a ressaca que lhe causava.
- Tsunade-sama, isto não é uma brincadeira – falou, friamente.
- Vá até a casa dela e mesmo que não haja ninguém, entre e procure por algo – resolveu, já que não lhe restava alternativa.
Rapidamente Sai se aproximou da casa da Haruno e não bateu, apenas entrou, forçando a porta. Ao entrar, percebeu que a casa estava em ordem não mostrava nenhum problema aparente, entrou no quarto e viu a cama desarrumada, assim como as roupas espalhadas, devido a procura pelo vestido. Voltou à cozinha e notou que a louça dentro da pia já não era recente e que o calendário dela não mostrava nenhuma marcação nos últimos dias.
Era mais que suficiente para saber que Sakura não estava retornando para casa. Começou a abrir gavetas em todos os cômodos em busca de alguma carta ou bilhete que pudesse dar alguma informação do paradeiro dela.
Nada.
A única coisa que encontrou foi a rosa que a deu na noite da festa aos gennins. E mais nada.
Saiu da casa e buscou informações na vizinhança.
Um senhor o informou que não via a menina chegar, mas não se lembrava desde quando ela não aparecia.
Uma garota, um pouco mais nova que Sakura, disse ter ouvido um barulho na porta e então viu a vizinha entrar e um moço moreno sair. Até aí as informações tinham sido inúteis, afinal o moço era o próprio Sai. Mas depois, colheu mais algumas informações e a mais importante foi a de que Sakura havia saído depois que entrara na casa.
- Saiu com alguém?
- Não! Sozinha, e pelo que pude ver através do vidro do meu quarto, de pijamas – contou, declarando ser tudo o que sabia.
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Hinata despertou no meio da manhã e se apressou em se aprontar para o treino. Desceu as escadas e procurou por Hanabi. Não tardou em achar a menor.
- Hanabi-chan, não estão treinando? –perguntou, estranhando ver a menina parada e sem a companhia de Neji.
- Hoje não será mais necessário – disse, olhando para a irmã e baixando o olhar.
- Algum problema? – perguntou, Hinata.
- Nenhum – encerrou o assunto e saiu, mas antes aconselhou a irmã de um modo não muito agradável.
"Deveria se envergonhar por se dopar, não é uma criança e não se comporte como uma".
Hinata ouviu e se questionou sobre o que acontecera. Ela não se lembrava de muita coisa após ter ingerido os remédios, fora o banho, depois nada lhe fazia sentido. Mas provavelmente fazia muito sentido à Hanabi, já que ela soubera do fato sem que Hinata houvesse mencionado algo a alguém.
Baixou os olhos e procurou por Neji. O jounnin treinava incessantemente e só parou quando viu a presença da prima.
- Hinata-sama – cumprimentou.
Hinata apenas sorriu e corou ao perguntar sobre o que tinha acontecido.
- Você desmaiou devido aos calmantes, eu a encontrei e chamamos por Tsunade-sama.
A pele clara da moça transpareceu o tamanho da vergonha que sentia por seus atos, que na hora pareciam o melhor a se fazer, agora pareciam impensados e extremamente irresponsáveis.
- Quem sabe sobre isso? – perguntou, aflita.
- Hanabi e eu – disse.
- Meu pai?
- Não saberá, e eu asseguro. – disse, de modo pacificador para os nervos que estavam à flor da pele.
- Mas porque fez isso? – perguntou ele, interessado nos motivos dela.
-Por favor, Neji, prefiro não falar sobre isso.
- Deveria, pois você correu riscos de drogando dessa forma – falou, pausadamente. – Naruto tem algo com isso? – questionou, já que não entendera a razão do Uzumaki fazer uma visita ao clã.
Os olhos brancos dela se arregalaram, mas nenhuma palavra saiu de sua boca.
- Concordarei com seu silêncio, mas o manterei longe de você – advertiu.
A jovem que contorcia as mãos e secava o suor excessivo nas roupas a cada instante nada falou. Por mais que desejasse o loiro, diante do acontecido, não lhe restava alternativa senão concordar.
Mesmo não gostando do ar de superioridade dele, o deixou sem maiores comentários. Não conseguiu deixar o lugar onde estava, pois um ANBU aparecera.
Por detrás da mascara de urso, apenas um comunicado foi dado.
- Haruno Sakura está desaparecida, Tsunade-sama convoca um dos dois – disse, rapidamente, antes de sumir numa nuvem de fumaça.
Rapidamente se pronunciou Neji, mas foi contrariado por Hinata.
- Não poderá ir, nii-san, és responsável por Hanabi até o torneio chunnin.
Diante do lembrete, nada pôde fazer. Logo, a morena de cabelos azulados deixou a casa em direção a torre da Godaime. Ao entrar, se deparou com o loiro.
- Hinata-chan – disse ele, levantando e praticamente correndo na direção da jovem.
Ela o ignorou, com muito pesar, e entrou no escritório da Hokage, onde avistou Sai. Tsunade explicou o acontecido e lembrou.
- Hinata, preciso do seu byukagan para facilitar a busca, Sai é necessário devido à capacidade de espionar e Naruto, sabe que é necessário. – concluiu. – Mas, por favor, se controle.
Hinata não queria ter de olhar para a cara do loiro, mas teria e teria que viajar junto dele, dividir o mesmo espaço que ele. Mais torturante que o ver, era o ver sem nada poder fazer.
- Kakashi invocará Pakkun e então vocês terão um início – emendou. – Deixem a vila em uma hora.
Os shinnobis saíram e fizeram o que lhes fora ordenado. Com o apoio de Pakkun, conseguiram uma idéia de por onde Sakura poderia ter passado. Mas havia um problema, o cheiro já não estava muito presente devido às chuvas ocorrentes na Vila e já fazia dois dias que a kunoichi desaparecera.
Teriam de seguir a pequena pista, mas depois teriam de se virar para encontrar.
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O corpo branco dele fez com que o dela suasse, assim como o dela fizera com o dele. As costas brancas apresentavam marcas e arranhões levemente avermelhados. Os cabelos dela e os dele estavam grudados à face devido ao suor de ambos. O movimento que os corpos faziam com tanto desejo acabou por findar-se. As mãos da kunoichi que o apertavam nas costas, subiram até os cabelos dele e as mãos dele que seguravam o corpo dela para o seu prazer, se soltaram do corpo feminino, dando espaço para ambos.
Sem nenhuma palavra trocada, ambos pareciam pensar e digerir sobre o acontecido, até que adormeceram. Logo, as pálpebras pesadas da rosada se abriram com o chamar do shinnobi. Puxou as roupas caídas e as vestiu, dando início a mais uma longa caminhada. Pelo menos foi isso que ela pensava.
- Banhe-se e vista uma yuakata – alertou, indiferente, causando arrepios na jovem.
E assim ela fez. Pegou a de cor menos chamativa, pois logo amanheceria e cores berrantes poderiam despertar algum problema. Ainda não conseguia entender como é que Sasuke queria que ela viajasse durante horas com uma roupa tão inadequada.
Com medo da reação dele, nada questionou.
Assim que disse estar pronta, a resposta de Sakura foi dada. Ela não viajaria durante horas com uma roupa tão formal. Ela seria levada, e não era por Sasuke.
- Kuchiyose no jutsu – invocou ele.
Subindo no corpo do réptil gigante, ele deu a mão para a jovem subisse. Dali partiriam e chegariam até o destino. Agora entendia a razão dos trajes formais. Ele receberia o cargo de líder do Som, e conseqüentemente, a sua companhia tinha de estar a altura. Com o sharingan ativado durante todo o percurso, Sasuke evitaria qualquer tipo de problema.
Admirada com a velocidade da cobra, a kunoichi não descolava os olhos da distância percorrida e, muito menos, deixava de pensar no que acontecera. Tudo tão rápido e tão fugaz, que chegou a causar um leve constrangimento na moça que trajava a roupa cor areia.
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Yo!
E aí? Blz?
Hehe
Mais um e aqui estou para agradecer o carinho que vocês vem demonstrando ao ler minha fic. Fico muito grata por todas as reviews.
Como eu disse anteriormente, eu divulgaria a personagem, e aqui estou fazendo:
Reiko Hojo! De "propriedade" da Missy Hyuuga!
Razão: de acordo com as características dela, para colocar na fic, eu visualizei alguém parecido com o Sasuke, e esse personagem é bem parecido, ou seja, misteriosa e arrogante.
Obrigada a todas que mandaram, mas creio que eu encaixe um ou outro personagem até o fim da fic!! Eu amei todos elass! A única razão da escolha foi pela descrição psicológica!
Desculpe a demorinha pelo capitulo
Aguardo reviews!!
Kissus e deem GO!
