Capítulo XVIII – Pague o preço –
"God damn, my spinning head"
Maldição, minha cabeça gira.
"Decisions that made my bed"
Decisões que arrumaram minha cama.
"Now, I must lay in it"
E agora, tenho de deitar nela.
Makes me wonder – Maroon 5.
Sozinho prosseguiu viagem pelas florestas. Parar para dormir ou descansar quando já noite não seria sábio se não tivesse companhia e o ex-integrante da ANBU-Ne sabia disso. Ignorou o cansaço e continuou alerta pelas matas. Tentou evitar qualquer descuido, mas sabia que estava na trilha certa. O genjutsu que fizera o casal se perder certamente era uma tentativa de atrasar qualquer um que passasse pelo local. E usando a sua lógica, pensou que se havia tentativas de atraso com dois caminhos para uma única pessoa e técnicas ilusórias, isso estava intimamente ligado com a repentina saída noturna da Haruno. Caminhar por mais algumas horas seria necessário.
Durante toda a noite e madrugada o shinnobi andara e nada encontrara que pudesse ser considerado como suspeito. Pelo problema com Hinata, sentia falta de Pakkun, pois qualquer vestígio seria necessário. Encontrou uma velha casa, que pareceu estar abandonada e parecia não guardar nada diferente.
Talvez fosse só uma casa abandonada de uma família qualquer. Ainda assim observou e nada viu, seguiu em frente. Mal sabia o rapaz que aquela casa velha representava muito mais do que uma mera construção abandonada. Por debaixo do soalho dela, estava o que ele queria. Um vestígio grande e muito significativo. Um dos esconderijos de Orochimaru, o lugar onde Sakura passara algum tempo.
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Akira retornara com alguns ninjas e o Uchiha rapidamente os analisou e os mandou. Mesmo sabendo que nada era merecedor de confiança naquele lugar, o próprio Uchiha não era e diante disso os confiou.
- Dividam-se em três grupos de três e vão até os limites de Konoha – comandou, frio.
- Os ninjas concordaram e o Uchiha continuou.
- Não deixem os ninjas de Konoha passarem – sentenciou.
Os shinobis deixaram a casa aonde chegaram e então Sasuke dispensou Akira. No entanto, Reiko ficou encostada no batente da porta, o observando. Sasuke a olhou de canto de olhos e logo desviou o olhar para a entrada do lugar.
- Reiko chame Sakura – disse ele.
- Já encontrou uma nova diversão, Sasuke-kun? – satirizou ela.
Os olhos do Uchiha voltaram para os cinzas dela e ele se aproximou vagarosamente, encostando sua boca muito próximo do ouvido dela, o que fez a kunoichi esperar por algo um pouco mais interessante.
- Se quiser continuar a viver, é melhor não me tratar como algo que seja seu – disse, fazendo a jovem congelar.
Sasuke ainda a puxou pelo braço e chegou bem próximo da boca da menina, mas se afastou rapidamente e voltou a falar.
- Faça o que eu disse e depois deixe a vila, você irá sozinha e espionará os ninjas que mandei – concluiu, voltando a sala.
Reiko o olhou e nada disse, apenas fez o que Sasuke pediu. Assim que a Haruno o encontrou na sala, Reiko os observou por um instante e com algumas lágrimas nos olhos deixou a casa para fazer o que o Uchiha a designara.
Poucos instantes depois, a jovem vestia uma longa capa preta, que quando aberta, fazia contraste com o branco de sua saia. O capuz jogado por sobre o rosto impedia que seus olhos cinzas fossem vistos e que toda a sua face fosse revelada. Para aqueles que viam a jovem se aproximar, poucos desejavam abaixar a toca para ver os orbes nublados.
Desconhecida de Sakura e conhecida por grande parte de Otogakure, Reiko apesar de ser uma jovem de quinze anos, já era uma ninja que mesmo sem ter títulos, sua força equivalia a de quase um jounnin.
Não foi a toa que o Uchiha a mandou sozinha para espionar os grupos que foram até a fronteira do país do Fogo. Quando se lida com traidores todo cuidado é pouco. A única confiança que ele tinha se baseava na menina. Para ele, ela voltaria. De uma forma ou outra.
- Enviei ninjas até as imediações de Konoha – disse Sasuke.
- Espera deter meus amigos? – perguntou, arrependida.
- Espero que ninguém interfira – disse, percebendo a angústia que Sakura mergulhava.
- Mas se Naruto e Sai vierem? – perguntou, aflita. – Eles vão encontrar problemas e isso pode custar as vidas deles, não permita Sasuke! – gritou, abraçando o jovem.
Sasuke afagou os cabelos rosados e prosseguiu indiferente.
- Traidores não têm vínculos – disse, soltando a kunoichi de si e indicando um caminho para que percorressem.
- Estamos sozinhos – continuou ele. – Agora mostrarei aonde se escondem os pergaminhos – concluiu ele.
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Naruto se aproximou de Konoha com o auxílio de Pakkun e logo entregou a kunoichi já muito fraca aos braços da Hokage.
- É a segunda vez na mesma semana, Hinata – comentou, enquanto fazia alguns ins e passava o chakra verde pelo corpo semi-desfalecido.
Dessa vez as bochechas não se avermelharam, fato que mostrava que uma boa quantia de sangue já não circulava nas veias da jovem.
- Gomen – babuciou Hinata.
- Não se desculpe, esse é o estilo ninja de viver – concluiu a Godaime, sorrindo e acalmando a garota.
Assim que deixaram o quarto da menina, Tsunade pôde reparar uma certa aflição em relação ao seu "neto".
- Impressionado pela perda de sangue ou por ter resolvido voltar? – perguntou, irônica.
Dessa vez foi a vez dele corar e nada dizer, contrariando seu tão comunicativo eu interior.
- Existe algo entre vocês? – questionou.
- Bem, e-eu, bem .. – enrolou o garoto.
- Você foi o responsável pelos calmantes que ela ingeriu? – perguntou, com a voz já alterada.
Era vergonhoso assumir, mas era necessário. E ele confirmou.
- Dobe.
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A marca da família secundária estava sendo destampada. O jovem já retirava as roupas para se banhar. Jogou alguns dos trajes e apenas permaneceu com as calças. A cada vez que tirava o protetor se lembrava do pai. Mas naquele dia, sua mente não pairava sobre a memória de Hizashi, e ainda assim, permanecia entre os Hyuugas.
Estava na jovem que deixara a vila em busca de trazer a Haruno de volta. Não sabia ele que a jovem já retornara e não voltava em plenas condições. Ainda assim o que perturbava era a presença do Uzumaki. Era na companhia dele que ela estava, e era por causa dele que a jovem chorava. Mesmo sem a confirmação por parte dela, a repentina visita dele se encaixava e estava exposta a todos aqueles que quisessem ver.
Ao se aproximar do espelho e soltar o baixo elástico que unia seus cabelos, viu que mais alguém dividia o mesmo espaço. Pela fresta da porta, pôde ver a mais nova dos Hyuuga o observando minuciosamente.
- O que faz aqui, Hanabi-sama? – perguntou, caminhando até a porta e a abrindo.
Com as bochechas rosadas a jovem lembrou Hinata e isso fez com o jovem desse as costas e se sentasse na cama. Aquilo estava indo longe demais. Não poderia passar de preocupação, porém tinha se tornado crônico. Sem paciência de esperar o que a menina diria, somente a mandou sair.
As palavras soaram muito rudes para alguém que só queria poder vê-lo. Um preço muito caro como pagamento por um sentimento tão nobre. Os orbes brancos dela se encheram de lágrimas ao desatar de seus passos.
Mas que diabos ele tinha feito? Havia ele se esquecido que sua função cabia tudo, exceto maltratar alguém da família principal? Respirando fundo, se levantou da cama e correu atrás da menina e conseguiu alcançar antes que ela batesse a porta de seu quarto.
Segurou a mão da menina e a olhou nos olhos. Reparou que estavam vermelhos, mas que não tinham gotas escorrendo por sua face. Era essa a diferença entre as irmãs. Não que Hanabi não chorasse, pelo contrário, ele sabia que ela o havia feito, mas que recusava a se humilhar perante qualquer um. Ao contrário de Hinata que se preciso, o faria sem maiores problemas.
A atitude de Hanabi lembrou a si próprio. E ele sabia que não era feliz dessa forma, assim como a prima.
- Desculpe – disse, firme.
Um travar de maxilar foi percebido na tentativa de segurar o choro. E foi realizado com êxito.
- Se eu te desculpar, você esquecerá minha irmã? – perguntou, esperançosa.
Por mais infantil que a proposta parecesse, ele concluiu que seria a melhor coisa a se fazer diante do que acontecera.
Soltou a mão da moça e concordou. Para a surpresa dele, a mão que soltara fora novamente segurada por ela. Com o olhar interrogativo, demonstrou claramente que não havia entendido tal ato.
Sem dar respostas a ele, ela apenas segurou a mão e subiu o toque pelo braço masculino até tocar a face do mesmo. O toque desajeitado ora era firme, ora insensível. Os dedos brancos tocaram as bochechas dele e transmitiram carinho.
Desta vez ele a observou. Ela parecia observar algo totalmente desconhecido e curioso. Mas a curiosidade tornou-se voluptuosa ao escorregar o toque por sobre o desnudo peito dele.
Agora a mão dele a parara.
- Por favor, Hanabi-sama – disse, tentando esconder o arrepio que o toque lhe causava e a empurrando para longe de si.
A jovem recolheu as mãos e as colocou para trás de seu corpo, subindo os olho para os dele.
- Você disse que a esqueceria – comentou, triste.
- Mas não disse que seria assim – cortou, tentando deixar o lugar.
Não conseguiu terminar o trajeto por que dessa vez eram as mãos dela que o prendiam. O olhar dele se voltou para ela novamente, ele voltaria a falar, mas não o fez. Ela não deixou.
- Você sente por ela muito mais do que carinho – disse, firme.
- Hanabi-sama não coloque palavras na minha boca – retrucou, já alterado.
- Eu não as coloco! É você que as diz, mesmo sem abrir a boca – desafiou.
- Eu não a amo – disse, baixando os olhos.
- Não? – continuou.
- Não – suspirou.
- Se não a ama, passe a noite comigo – disse, chegando próxima a ele.
- Perdeu o juízo? És uma criança – disse, bravo.
- Perdeste a vergonha? És um mentiroso – esbravejou ela.
- Não lhe devo satisfações – concluiu, dando as costas a ela.
- Deve tudo a mim.
- Eu pertenço a você, mas não terei a você – disse, ríspido.
- Se não a ama, prove – disse, encarando o moço a sua frente e soltando as amarras da roupa que vestia. Num piscar de olhos o vestido azul que cobria seu corpo visitou o chão.
- Chega – falou em tom austero, pegando a roupa dela e jogando na moça. – Você é louca.
Assim que o tão adorável adjetivo foi proferido, fez jus ao título e avançou nele, o jogando no chão. Caído, sentiu a moça subir em cima de si, entrelaçando seu corpo com as pernas. Os cabelos longos cobriam os seios que por um momento se mostraram. Com agilidade e força, pegou a mão do jovem e colocou sobre seu corpo.
Tentou relutar, mas ao mesmo tempo em que ela o prendia, a jovem se dobrou e começou a mordiscar suas orelhas. E aos poucos a mão que fazia força para se soltar, começava a fazer movimentos para tê-la mais perto de si. Os dois olhos brancos se olharam e com a respiração alterada ambos se mantiveram até que ela tocasse os lábios dele.
E para a surpresa dela, foi correspondida. Os cabelos marrons que tanto embelezavam a moça foram juntados para que não atrapalhassem e nem enroscassem nas línguas que brincavam, alem de revelarem o que estavam sob eles. O corpo desenvolvido e forte dela parecia frágil perto do dele. Mas isso não impediu que ele suportasse as mãos fortes que o forçavam para mais próximo de si. O peito nu agradava a visão da moça e isso fazia com que os toques se intensificassem à medida que ele a correspondia.
Surpreso. Tanto surpreso pela ousadia dela em se despir quanto por se sentir desejoso daquela que se encontrava nua a sua frente e que o fez admirar o corpo que jamais olhara com maliciosas intenções. Não esperou que ela o guiasse.
Não era hora para esperar e era muito tarde para raciocinar se deveria ou não prosseguir. Se parasse para pensar nas conseqüências, ele teria parado ali e deixado a Hyuuga sozinha, pois não era certo deitar com a mais nova para esquecer da mais velha. Mas não foi o que fez levantando a jovem e a deitando na cama.
Porém se arrependeu ao soltar seu último suspiro de prazer.
"Hinata"
Infelizmente ele suspirou o nome errado. Os ouvidos dela captaram perfeitamente e seus olhos derrubaram lágrimas sem nenhum pudor. O som do tapa estridente ecoou pela mente de Neji e o empurrão o jogou longe e ele nada fez para impedir.
- Te propus um acordo e nele eu disse que se não a amasse, dormisse comigo – disse, tentando segurar os gritos.
Não havia o que dizer. Ela estava certa. Se ele amava Hinata deveria ter resistido, mas não o fez porque fora tentado.
- Quando te joguei e te prendi, poderia facilmente se soltar – disse, envergonhando o rapaz que passava as mãos na testa.
- Suma – ordenou ela. – Mas suspire o meu nome quando ela o rejeitar.
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O genjustu que fizera o casal se perder era obra de Sakura e o sumiço dela, obra de Sasuke. Infelizmente, na noite em que passara junto do Uchiha, esquecera uma blusa na mata ao trocar de roupa e vestir a yukata. Ao ver a peça e sentir o cheiro, Sai sorriu ao ver que estava no caminho certo. O dia amanhecera e graças a luz dele, viu a pista. Nem tudo tinha sido perfeito.
Prosseguiu a caminhada, parando só na parte da tarde em lugar aparentemente calmo. Desenhou suas feras e as deu vida para que vigiassem o lugar enquanto ele descansava. Era preciso dormir e o baixo rendimento poderia comprometer sua vida, caso sua atenção falhasse. Dormiu até alta noite e resolveu continuar.
Quando escuro, desenhou um pássaro pequeno para que não chamasse muita atenção e subiu em cima dele. Era muito mais fácil ver de longe e não ser notado. Pelo menos, não por leigos e por ninjas fracos.
O controle do chackra foi aumentado. Não se podia emanar grande quantidade, pois isso poderia ajudar em sua localização.
Um grande rastro já o fez estranhar. Somente uma cobra faria tal marca e de cobras quem entendia era Orochimaru. Se o velho sannin estava morto, ou sumido, não o faria.
"Uchiha Sasuke?" pensou ele.
Logo o pensamento dele se dissipou ao ver alguns ninjas vindo em direção ao país do fogo. Pelo desenho da bandana que existia em alguns deles, foi visto que eram do Som.
Triplicou o cuidado e passou por eles sem maiores problemas. Chegou a desconfiar, mas se tratando de fugitivos e mercenários, não se podia esperar muita coisa, ainda que fossem bons. Andou por mais algumas horas.
Não viu e não esperava ter seu pássaro desfeito. Isso o alarmou. Alguém o vira e o acertara em cheio, o fazendo cair e perder a consciência.
Antes de tudo rodar e nada mais fazer sentido, concluiu que para tal feito, esse alguém era bom, aliás, muito bom.
XxXxXxXxXxX
N/A: A todas as reviews que me foram mandadas o meu sincero e infinito agradecimento! A todos que estão lendo o meu agradecimento também!!
Estou aqui para falar que a fic já está na reta final (se eu não resolver mudar nada) e que de agora em diante os capítulos podem vir a demorar um pouco mais. Como sou uma pessoa maior de idade, preciso tomar um rumo na vida e estou estudando para um concurso público, por isso meu tempo será meio restrito. Mas sempre que puder escreverei.
Agradeço de coração e kissus a todos!!
E se vcs forem bonzinhos, eu agilizo aki hein! Hehe
Kissus a todos e dêem GO!
