Cap. IX - Perguntas e revelações...

Era fim de tarde, quinta-feira...

- Eu acho que está bom - Aioros disse, montando em uma última árvore a mira para o treinamento

- Ótimo! Já que temos a permissão da irmã, vamos treinar! - Shion

-

Em um canto do quintal, as meninas observavam os policiais se prepararem para treinar..

- Vai ser muito divertido se mostrássemos a eles a nossa mira de freira - ria Seika gostosamente, sendo acompanhada pelas outras meninas

- Boa idéia! Vamos sim.. - Marie

-

Sophia observava o que ambos faziam. Estava sentada em um banco e, ao seu lado, estava Edward que observava tudo. Mais pálido, seus finos lábios secos, seus rebeldes cabelos negros mais rebeldes do que nunca. Estava meio confuso, mas sabia que essas pessoas que lê ofereceram ajuda realmente pareciam se importar com ele, e isso o acalmava.

-

" Maldito despertador!" pensava alguém, desligando o mesmo. Eram cinco horas da tarde e tinha que entrar em contanto com pelo menos uma pessoa..

-

O celular de Shion toca..

- Com licença - disse ele aos amigos, que faziam os últimos preparativos para começarem o treinamento .

Ele se afasta e olha o número de quem o telefonava.

- Sim?

- Como andam as investigações Shion?

- Estamos fazendo o laudo e as investigações nos levam a uma pista nova a cada dia senhorita Kido

- Que bom Shion! Mandei o outro esquadrão então resolver outros problemas. Mas, Shion, lembre-se que o prazo que os dei foi de no máximo duas semanas, ou serei obrigada a mandar outra escolta, com essas pessoas resolvendo o crime, não podemos sair perdendo mais uma vez..

- Sim senhorita

- Houve mais alguma tentativa?

- Sim, ontem á noite houve um ataque..

- Alguém saiu ferido?

- Sim senhorita, mas nada muito grave.

- Certo, mas lembre-se, quero ficar sabendo de cada nova informação que obterem

- Sim senhorita! Bom final de tarde! - Shion

- Até breve Shion.

Ela desliga o telefone de seu escritório. Seu nome? Saori Kido, delegada do 23º DP de Athenas." Dessa vez não sairemos perdendo para aquelas pessoas" um sorriso se forma em seus lábios.

-

-Quem era? - pergunta Saga, vendo Shion voltar ao encontro deles

- A delegada Kido - responde ele

- Ela nos tirou do caso? - Aioria

- não não.. ela não disse nada demais. Lembrou-nos do prazo e disse que quer que a mantenhamos informada - Shion

- Já está tudo pronto para treinarmos! - Aioros

- Cada um com sua arma.. - Dohko

- Que nos dividamos em três grupos, pelas três árvores e usemos chumbinho, para diminuir o barulhos.. - Shaka

E começam a se organizar..

-

- Acho que devíamos ir agora - Sel

As meninas se levantam e ficam ao lado dos policiais..

- Ah, meninas, cuidado.. é um treinamento de tiro e pode ser perigoso para vocês - Shaka

- E por que seria? - Yui pergunta, rindo e deixando Shaka vermelho.

- Vocês são freiras.. não queremos envolver vocês nesse jogo - Máscara

- Será que podemos atirar, só uma vez? - pergunta Marie, com os olhos brilhando

Aldebaran dá uma olhada no pessoal. Sophia escondia seu rosto atrás de um livro e Edward parecia mais perdido que cego em tiroteio.

- Olha, podemos até deixar, mas vão com cuidado, sim? Não queremos acidentes -Aldebaran

As meninas sorriem do comentário do policial.

- Claro - sorri Thê

- Be..bem - tenta começar Aioria, a explicar como se mira, etc.. enfim, como funciona uma arma - vocês primeiro encaixam a alça de mira na maça de mira e..

- Oria , pode deixar - sorri Nil, gentilmente

- Quem começa então? - Shion

- Posso? - pergunta Aioros, só pra elas verem..

- Então vai - Shion

Aioros se posiciona frente a árvore e atira, atingindo exatamente no centro do alvo, e recebendo assim, as palmas das meninas e dos amigos.

- Meu irmão é o melhor atirados da delegacia - Aioria

- Que isso mano, não exagera - comenta Aioros, rindo e olhando para Vicky, que sorria também.

- Ainda é modesto - ri Aioria, levando um pedala de leve do irmão.

- Então meninas, quem vem? - Afrodite

- Eu vou! - Seika dá um passo á frente

- Venha - disse Afrodite

A menina se aproxima do policial e pega a arma que antes ele segurava

- Primeiro, abaixe um pouco os braços - ele movia os braços dela carinhosamente - Assim...

Seika disfarçava se fazendo de desentendida quando o assunto era a arma, mas já havia usado muitas vezes. Ela aperta o gatilho e o tiro quase acerta o meio do alvo.

- Até que para uma freira você atira muito bem - comenta Afrodite sorrindo docemente para a menina, que abaixava a arma

- Cuidado em - fala ela rindo

- Bom, tem mais duas árvores com alvos, vamos nos dividir? - Saga

E ficou: Saga, Andi, Yui, Shaka, Aioros, Vicky, Fabi e Kamus

Na segunda: Dohko, Thê, Ana, Milo, Máscara, Cayse, Shura, Leine

Na terceira: Deba, Marie, Kanon, Sel, Mel, Mu, Afrodite,Seika

Andi pega a arma e sob o olhar observador de Saga, dispara um tiro que novamente quase acerta o meio do alvo, deixando Saga intrigado.

Shaka dispara um tiro, sob os olhares de Yui, e ensinava passo á passo para a menina que tinha um sorriso carismático nos lábios.

Enfim, para os policiais, os resultados das meninas foram assustadores.

- Ahhhh! - Era um grito que ecoava no interior da casa. Eles e elas finalmente percebem que Sophia e Edward já não se encontravam ali, estava começando a anoitecer e ambos correm para dentro da casa, para a cozinha, para ser mais direta.

- O que aconteceu? - pergunta Kamus entrando primeiramente e sendo seguido pelos outros policiais e, das meninas

- Ah, nada demais - fala Matilde (cozinheira)

- Você está bem? - a ajuda Shinku

- O que aconteceu? - pergunta Leine

- Ah.. eu... eu só deixei a panela cair - diz a cozinheira

- A senhora podia ter se machucado! - Shura

- Não.. imagina - ela começa a se levantar

- A panela estava cheia de água quentíssima - diz Mel, observando a água espalhada

- Tsic tsic, q bagunça! O que está acontecendo aqui?

- A.. - Matilde começou a querer explicar a situação, mas gaguejava por não saber por onde começar - senhorita Noreci, desculpe.. a panela que estava no fogão caiu , aí eu caí pelo susto e..

- Ai Zeus, estou com fome, só digo isso! E por favor, limpe essa sujeira.. - Noreci disse, se retirando

- Sim senhorita - fala a cozinheira abaixando a cabeça e pegando um rodo que estava encostado á parede do cômodo

- A não, pode deixar que nós cuidamos disso Matilde, não se preocupe - sorri Ana, gentilmente

- Obrigada. Vou... vou voltar a preparar o jantar então - ela sorri para as meninas e para os rapazes ali presentes

Os policiais se retiram, seguidos, passados uns 10 minutos, pelas meninas

Em um canto separado ao delas, estavam os policiais..

- Apresentarei o quadro agora. Essa noite, começam as novas inspeções e coloquei como início ás três da madrugada, que é o horário que aconteceu o ataque na noite anterior e justamente o horário em que vimos o relógio do quarto do padre Benedito parado - Milo

-

- Então começaremos hoje ás três, com duas horas por menina e ficará assim até ás sete da manhã - Ana

-

- Então, por "dia" serão dois policiais, certo? - Kamus

- Exatamente mona mi - disse Milo brincando

-

- E como ficou decidido? - Andi

- Essa noite ficaram eu e depois a Vicky - Ana

-

- Então eu e você começaremos hoje? - Aioros

- Sim. Quero começar com o que planejei - Milo

-

-E como ficaram para as outras noites? - Fabi

- Botei alguns horários para os finais de tarde também, só para garantir - Ana

-

- Hum, certo, te entendo Milo - Mu

- E ficou assim: para esse turno das 18:00 até ás 20:00 horas, ou seja, o turno para uma pessoa - Milo

-

- E quem ficará amanhã com esse turno? - Nil

- Eu botei a Yui - Ana

- Está certo - Yui

-

- Eu? - Shaka

- Sim Shaka. E é certo afirmar que todos manteremos contatos por um walkie-talkie , caso haja alguma suspeita - Milo

-

- Certo - dizem as meninas

- Pra que tanta animação? - pergunta Sophia, se agachando no grupo das meninas

- Ah.. er.. piscina:D - Andi

- A, é verdade.. amanhã vocês estão liberadas - sorri Sophia, gentilmente

- Certo, estávamos animadas por isso.. hehe - Marie

- Ok, o jantar está servido. - Sophia disse, se retirando para falar com os policiais

- Quase.. - Vicky

-

- Rapazes, desculpe-me interromper vocês, mas vim ressaltar que o jantar está servido - fala Sophia

- Obrigado senhorita, iremos logo - Aldebaran

Sophia se levanta e se retira..

-

Ela estava em seu quarto.. de novo isso, não podia ser! O que estava acontecendo com ela? Novamente se levanta e corre para o banheiro; depois lava sua face e olha para o espelho, deixando a água descer descontroladamente pela torneira. Nauseias? Azia? Algo que comeu? Ou... não .. sorriu... impossível... não merecia um castigo assim, apesar de tudo. Corre novamente para a privada e se senta no banheiro.

Batem a sua porta. Ela se levanta, seca seu rosto e abre.

- Noreci, o jantar está servido

- Obrigada - disse ela, mais gentil que normalmente, talvez seja isso o fato da expressão do rosto de Sophia, que parecia surpresa.

- Er.. de nada querida, está se sentindo bem?

- Sim .. não se preocupe, logo desço - dizendo isso, fecha a porta.

"Tenho que falar com ele.. esse fim de semana" pensou ela.

-

- Milo.. esse turno das dezoito .. -Shaka

- Sim, começará amanhã.. além do mais já até passou do horário - sorri Milo

- E quando começaremos a entrevista? - Mu

- Hoje mesmo, dependendo da situação.. - Máscara

- Vamos jantar, as meninas já entraram até. - Shura

Eles se levantam..

-

- Sim sim - sorria Maria docemente, que conversava com a cozinheira, que arrumava a mesa, em companhia, é claro, das meninas.

- Olá Noreci - disse Maria

- Oi, boa noite -ela se senta e começa a brincar com os seus talheres

- está tudo bem? - pergunta Matilde

- Sim - responde ela distraída

- Oi oi.. - falam os rapazes chegando

- A, olá - Maria

- Como a senhora está? n.n - Shion

- Bem, apesar da descoberta da doença, obrigada querido.

- Venha Edward, não se acanhe - disse Sophia a porta, chamando Edward

- Boa noite - disse ele entrando na cozinha e olhando todos os rostos, parecendo querer lembrar-se de algo, mesmo sem saber o que, estava confuso.

- Olá Edward - dizem todos

- Como está se sentindo? - pergunta Sophia

- Bem, eu acho - ele sorri sem graça - minha cabeça dói um pouco

- Sei, vocês têm que tomar remédio logo logo - ela diz olhando para Maria e Edward

- Eu não preciso disso.. - Maria - tenho fé de que vou superar n.n

- Vamos fazer só um teste então, certo? Se der tudo bem eu nem começo a receita - Sophia

- Ok, er.. - ela olha para os presentes, que riam gentilmente - vamos comer? - sorri

-

- Como elas chegaram justamente quando as outras, assustadas, saíram? - isso se perguntava o responsável.

Já havia jantado... estava sentado(a) , mas se levanta e vai para a janela , afasta cautelosamente a cortina e observa a tranqüila rua da noite de quinta-feira e sorri, faria algo hoje.. tinha que fazer e se retira do aposento.

-

Na sala de estar, depois de alguns minutos, todos estavam sentados, incluso as irmãs e Edward.

- Irmã Maria.. poderíamos, se não for incomodo, fazer algumas perguntas agora? sabe.. para ajudar no caso - Saga

- Claro que podem, afinal , é o trabalho de vocês - ela sorri

- Bom, são algumas perguntas que podem até ter um valor sentimental para a senhora, por isso, se não tiver condições de responder aceitaremos na certa - Kanon

- Tudo bem - responde Maria, que estava entre Sophia e Noreci

- E, meninas - completa Dohko olhando para Sophia e Noreci - vocês também podem responder, afinal, são moradoras da casa antes do ocorrido..

As duas confirmam com a cabeça.

- Vou começar- diz Mu - descrevam o padre Benedito, ao olhar de vocês..

As meninas (espiãs) observavam as expressões e estavam prestes a ouvir as respostas atentamente.

- Bom, nós fomos os fundadores desse lugar, éramos jovens e sempre o achei bastante sonhador e muito determinado, sabe? Éramos grandes amigos e desde crianças vivíamos indo á igreja, até que tivemos essa idéia e fundamos a casa, eu com o cargo de vice-diretora da casa

- Obrigada irmã Maria. Sophia..- Shion disse, olhando para Aioria que anotava tudo

- Bom, eu entrei na casa como uma espécie de novata, sabe? Tinha acabado de ser aceita como irmã e tudo era novo para mim, mas nada contra o padre não, sempre o achei gentil.

- Noreci.. - Afrodite

A menina pareceu meio receosa e duvidosa sobre o que realmente iria falar, mas achou melhor que ela fosse a menos suspeita e tinha que mudar sua imagem

- Bom, ele me acolheu não é? Posso não ter tamanha vocação, posso não ser a mais bem agradecida, mas não tenho do que reclamar. Minha mãe queria que eu pagasse as coisas pelos erros dela e depois ela desapareceu, ninguém foi ao enterro dela, nem mesmo eu sei onde fica seu túmulo, mas creio que fizeram isso para que eu sofresse menos.

As meninas anotam também as perguntas, mas é claro, que longe das vistas do policiais que estavam concentrados nas respostas, e surpresos com a de Noreci.

- Obrigada - disse Mu

- Certo, Noreci..se a pergunta te incomodar, não forçaremos ninguém, ok? - Aldebaran

- Ok - responde a menina, de cabeça baixa

- Irmã Maria, quando a senhora soube da morte da mãe da criança (na época) Noreci.. nem que fosse somente a senhora ou mesmo só o falecido padre, foram ao enterro?- Aldebaran

- Bom, só recebemos a notícia da morte da mãe da menina um dia depois. Nos informaram que ela não tinha indícios de ter parentes e soubemos que seu corpo estava sendo utilizado para estudos. E creio que seria um choque muito grande para a menina se visse a mãe sendo utilizada de tal maneira- diz Maria, com uma voz baixa e observando Noreci, que continuava de cabeça baixa - o corpo foi até encontrado em uma espécie de beco, não tinha identidade e nem nada, mas acharam conveniente que fosse nossa conhecida por trazer em suas mãos um cartão com nosso telefone, no caso, a da casa. No dia em que ela deixou a pequena Noreci aqui, não reparei muito em seu rosto, mas sim na criança que carregava, por isso quando pediram para reconhecermos o corpo, disse que não poderia ajudar. Mas disseram que a pequena Noreci lembrava-a muito, então chegamos a essa conclusão - disse Maria

- Certo - disse Aldebaran

- Pois bem, agora minha pergunta. Noreci, ela é para você - disse Saga

- Tudo bem - disse a menina com a voz baixa

- Como eram seus contatos com sua mãe?Quando ela ainda era viva, é claro.. -Saga

- Bom, não me lembro de muita coisa, ela me visitava com pouca freqüência. Nos domingos, quando criança, sempre ia para a igreja com as irmãs, mas minha esperança mesmo era ver aquela que se dizia minha mãe. Ela,quando vinha aqui, só me abraçava, acariciava meu rosto e chorava, eu não entendia muito bem aqueles atos afinal: Se ela se preocupa tanto comigo, por que me abandonou? Por que não me tirava daquele lugar? Mas , é claro, que com o tempo, a medida que ela falava que estava mais fraca, ela foi contando o que acontecia com ela e.. - Noreci faz um pequena pausa

-Se você quiser parar..- Shaka

- Não, está tudo bem - disse ela - ela disse que teria que fazer uma longa viagem e ela disse que poderia demorar para nos vermos, mas falou também para sempre guarda-la em meu coração.. acredito, pelo que me lembre, que essa tenha sido as últimas palavras dela

As meninas estavam em choque, algumas lágrimas desciam pelas faces de umas e outras simplesmente levavam a mão a boca, tamanha a tristeza e sofrimento que Noreci havia passado em sua infância.

- Noreci, você quer alguma coisa? Água com açúcar? - pergunta Matilde, que chegara a pouco tempo e estava encostada na porta, então, ouvira parte da história da menina

- Não - ela diz, dando um susto em todos - quer dizer, não, obrigada

- Vamos a próxima. Sophia..você sempre teve essa vocação para freira? no caso.. para servir a Deus? - Kanon

- Não. - A resposta dela primeiramente surpreendeu a todos- antes..antes de descobrir minha vocação eu fazia parte de uma gangue, sabe? Eu vivia com meus cabelos despenteados e coisas esquisitas. Mas um dia eles quiseram fazer um coisa pior do que a de costume, havíamos sido contratados para bater em uma pessoa e eu, no início achei que fosse brincadeira, eles eram meus amigos e eu acreditava que não fariam isso. Então, um dia saímos para um lugar que eu até então não sabia onde era, estava na garupa de uma das motos do nosso grupo. Eles desceram em um lugar meio escuro, parecia um depósito que ficava ao lado de um mercadinho abandonado. - ela para e sorri tristemente - eles , assim que eu desci da moto e perguntei onde estávamos, me amarraram e me jogaram naquele lugar úmido e mal cheiroso e começaram a me bater. Eu chorava e perguntava o porquê deles estarem fazendo isso comigo, o que eu tinha feito. Eles disseram que eu tinha sido a vítima, a do contrato. Eu cheguei a dizer que eles eram meus amigos e eles me disseram que o dinheiro era de imenso valor. E continuaram a me bater , fiquei com vários hematomas. A última coisa que lembro de ter ouvi foi: disse que não era para matar ela, só para bater mesmo.

- Como.. quer dizer, quem te encontrou? - pergunta Mel

Sophia sorri, sem graça, enquanto segurava uma das cinturas, provavelmente um hematoma.

- O padre Benedito, me ajudou e disse que Deus o disse que eu tinha uma missão, eu não queria acreditar em mais ninguém. Mas, cá estou - sorriu ela

As meninas não tiveram como ocultar suas faces espantadas e tristes ao mesmo tempo, cada história que ouviam, cada revelação. Os policiais não estavam diferentes.

- Er.. bom, a minha pergunta vai para você Matilde - Máscara

A cozinheira parece despertar de seu transe, se aproxima do grupo e se senta no tapete e olha diretamente para Máscara.

- Como você e seu marido vieram para aqui?

Ela sente como se a pergunta fosse um tanto incômoda para ela, mas decide responder.

- Bom, nós vivíamos em um azilo, sabe? Fomos despejados do único bem que tinha nos restado, a nossa antiga casa. Então.. lá no azilo nos tratavam mal e decidimos sair de lá, é claro, sem que ninguém notasse. Mas a nossa pergunta era: para onde iríamos?. Andando,então, percebemos essa casa de freiras e resolvemos pedir ajuda, nem que fosse só por uma noite, porque já estava tarde e as ruas de Atenas são perigosas nesse horário. Meu marido, que outrora já foi eletricista e fazia bicos, pareceu meio constrangido no começo,mas não custava tentar. Bati na porta e pedi ajuda, a irmã Maria aceitou e eu, muito agradecida, me ofereci para preparar um jantar.

- O padre Benedito se apaixonou pelas mãos cheias na cozinha.. as da Matilde - interrompeu Maria

- Sim - sorrio Matilde sem graça - tanto que nos ofereceu um casebre que tinha no quintal, e desde então passamos a morar aqui na casa e eu, como promessa, prometi fazer serviços a essas pessoas.

- Certo. Hã.. me desculpe a pergunta, Matilde.. por que nunca vemos seus marido constantemente? - Aioria

- Bom, ele não é muito de sair, ainda mais nessa fase da vida, entende? Ele, se sai, é mais de noite, pois diz que o sol é muito forte em Atenas durante o dia - Matilde

- Certo. - disse Aioria anotando

- Noreci, você ainda crê que sua mãe esteja viva? - Shaka

A menina pareceu despertar de um transe, parecia voltar agora á Terra

- perdão?

- Tudo bem. Você ainda crê que sua mãe esteja viva? - Shaka repete a pergunta

- A, na verdade não sei, sabe? Queria ter tido mais tempo com ela.Não sei te responder - Noreci

- Então Maria, quem costumava visitar a casa de freiras? - Dohko

- A, muitas pessoas. Temos uma mulher que traz leite toda manhã, tem até uns colegas nosso que nos visitavam com freqüência, alguns simplesmente vinham para ver a casa que eu e o padre abrimos - Maria

- E você sabe nos dizer se o padre teve algum desentendimento com alguém antes de morrer? - Milo

- Realmente não sabemos, o padre sempre foi um tanto misterioso se vocês me entendem, não costumava comentar sua vida pessoal, seus pecados e nem nada - Maria

- E, se me permite a pergunta, por que você e seu marido não procuraram um emprego e tentaram constituir uma nova vida dona Matilde? - Aioros

- Bom, já viu alguém aceitar pessoas de uma certa idade em um trabalho? E depois, o pessoal do azilo ,vendo que estamos sós e tentando constituir uma nova vida, ia nos levar de volta. Aqui temos o que precisamos para sobreviver e uma segurança de uma família, pessoas acolhedoras - Matilde

- Sophia, por que você passou a se dedicar a vida religiosa? - Shura

- Depois do ocorrido que relatei para vocês, o padre começou a cuidar e me visitar direto no hospital. Perguntei o que ele fazia e ele contou sua profissão. Meus pais sempre quiseram que eu seguisse os caminhos da igreja, mas nunca dei valor até aquele dia. O padre me disse que ele sentiu uma espécie de sinal de Deus para passar naquela hora, onde fui encontrada.

- E seus pais?Se nos permite - Kamus

- Eles morreram em um acidente de carro. Por isso me perdi do mundo. Fui criada pela minha avó, mas ela não podia sempre me acompanhar, não é? Eu tinha doze anos quando o acidente aconteceu e minha avó anda com ajuda de bengalas e sofreu um derrame quando eu tinha catorze anos. Hoje já morreu, mas chegou a me ver entrando na vida religiosa - ela sorri - acho que pelo menos uma vez a deixei feliz

As meninas ouviam atentamente, Sel e Leine anotavam tudo freneticamente em uns pequenos blocos de notas, mas não deixando de estarem surpresas com as histórias escutadas.

- O que sentiram com a morte do padre?- Afrodite

- Eu posso até responder por todas - Maria olha para as outras - ele era uma grande pessoa.. muito tristes, com certeza

- Muito obrigada, é só isso tudo - riu Shion

- De nada - diz Noreci, se levantando e já subindo as escadas

-

Quando as meninas e as irmãs se levantam..

- Bom, notaram as expressões delas ao contar seus relatos? - Dohko

- O corpo fala - riu Saga

-

As meninas estavam comentando baixo, no começo da escada:

- Anotaram tudo? - pergunta Andi, olhando para Sel e Leine

- Sim sim,, -fala Leine

- Eu me surpreendi com as histórias delas, chega a ser até chocante - Vicky

- Aposto que até os policiais pensam isso.. - Seika

- E hoje já tem o primeiro turno da tabela, não é? - Shinku

- A, sim. Não posso esquecer - sorri Ana

-

- É hoje, não é? eita Milo.. quero ver você acordar cedo - riu Aioros

- u.ú não duvide de mim - riu ele, desanimado e pensando no fato de que realmente seria difícil

-

Todos foram dormir umas onze horas da noite,aproximadamente, pensavam nos relatos e analisavam até mesmo a maneira de agir e falar delas.

3 horas da manhã...

O relógio de Ana começa a soltar um fino som, o despertador que ela mesmo ativara antes de dormir, e o abafa com o cobertor, debaixo do travesseiro para não despertar Milo, que parecia dormir.

Ela se levanta e bota um roupa normal, sem ser a de freira "ninguém está acordado", foi o que pensou ela, botando seu short lycra (não é curto não, ela sabia onde estava) e uma blusa de alça, com um tênis all star preto e em seu cinto estavam:um walk-takie , uma arma muito bem escondida e uma lanterna pequena.E sai..

Milo acorda com a cara mais amassado e com o humor no auge (para não dizer o contrário xD). "Não sabia que tinha posto o despertador... maldita consciência" ele pensa e se levanta , botando um short azul marinho e uma regata branca, com seus tênis esporte.E sem mesmo notar a ausência de sua companheira de quarto, se retira.

-

Acorda em seu horário e sorri sarcasticamente, o que faria dessa vez? Hum.. o que lhe viesse a mente, sorri mais uma vez.

-

Ana caminhava pela casa, olhando para os lados, e, ainda com a lanterna apagada, caminha pela área que fica fora da casa..

-Ana?

A garota leva um susto, pega o walk-talkie:

- fala Yui..

- Alguma coisa?

- Não, nada até agora, só mosquitos - ela sorri, Yui parecia sonolenta - pode dormir, qualquer coisa eu te chamo e você acorda as meninas

- ta bom

-

Milo decidiu começar pela frente da casa, olha para os lados e escuta alguma coisa atrás, no quintal. Ele sai correndo para trás da casa.

-

Anahavia batido o pé em um balde que estava na frente de um banco. "Sorte que estão todos dormindo" . Ela continua a caminhar, dessa vez em direção á frente da casa. Quando estava andando..

- Ai! - ela pega a lanterna, batera em algo ou alguém, tinha que ver..- Milo!

- Ana!

- O que faz aqui? - os dois

- Hã.. você pode tirar a lanterna da minha cara? - sorri ele

- A, certo, desculpa.

- O que você faz aqui? não deveria estar dormindo?

- Er.. eu pergunto o mesmo..

- Bom, esse é meu trabalho e fiz uma tabela - Milo

- É? eu tam... quer dizer, eu só estava pegando um ar.. adoro sair de madrugada

Milo a olha desconfiada

- Certo, mas cuidado..

- Obrigada - ela sorri sem graça

- Por que você está vestida assim? - Milo

- ar... é...é...

- Ana - Yui chega correndo

- Oi Yui

- Oi.. Milo? - ela olha para Milo

- Oi - ele sorri

- O que faz aqui?

- Trabalhando, suponho - rindo

Os policias acabam descendo, juntamente com as meninas

- Mas eu disse que era mais seguro ela ficar lá, e nem adianta, a sua companheira de quarto também veio - Kamus

- Mas o que está acontecendo? Eu não botei todo mundo de uma vez na tabela - Milo

- Acalme-se mon ami.. as meninas disseram que escutaram alguma coisa, iam descendo sozinhas.. bom, estamos aqui para protegê-las , então viemos junto..

- Mas eu ainda procuro entender que barulho era esse.. - Kanon

- Vamos ver oras.. e meninas.. - Aioros

- Nem vem! Nós não vamos subir..e se tiver um maníaco lá em cima? - Vicky

- Não sei.. agora não me pergunte qual lugar é mais seguro para a estadia de vocês - disse um Aioria confuso

- Então ficamos.. - as meninas

- Certo, mas não saiam de perto da gente dessa vez - Dohko

- Certo - sorri Thê

Eles começam a caminhar pelo quintal, e vêem de relance a luz do que poderia ser o quarto do casebre da cozinheira se apagar.

- A essa hora? - comenta Mu, baixinho

Ouviram-se latidos que vinham do que parecia vir do quarto de Shion e Shinku, eles correm para lá.

No quarto deles..

- O que aconteceu aqui? - pergunta Shinku, vendo vários objetos, incluso a pequena cabeceira caída no chão

- Alguém procurava algo... - Shura

- Ou alguém.. - completa Kanon

- E não deve estar longe - diz Cayse, descendo rapidamente as escadas com Fabi

- meninas! - gritam Máscara e Kamus, as seguindo

- Still está bem?- pergunta Ana

- Sim, parece que machucou a pata. Bom garoto - disse ela acariciando Still

Shion ainda olhava em volta, o criminoso tinha que ter deixado uma pista..

-

Lá embaixo..as duas meninas entraram na cozinha, onde por intuição ou mesmo por senso, foram até lá.

- O que você está fazendo aqui? - Cayse

- Bebendo água, porque como pessoa normal eu não costumo fazer brincadeiras de derrubar coisas de madrugada - Noreci disse, com um copo vazio a mão

Fabi ainda analisava tudo ao redor..

- Meninas.. oi Noreci - disse Kamus, menos apreensivo por ver quem estava ali

- Olá Kamus - disse Noreci agora com o copo cheio- veio atrás dela..-aponta para Fabi - aposto..

- Na verdade, eu vim também. Não é seguro vocês três andarem pela casa de madrugada.. - Máscara

- Eu não costumo ter medo desse horário e me deu sede.. - disse Noreci

- Entendo.- Fabi disse, olhando finalmente para Noreci

- Vou subir, com licença - disse ela, subindo

- É a única pessoa acordada aqui em baixo - disse Kamus para Máscara, quando ela se retirou..

- Vamos olhar lá fora? - Máscara

- Vamos..

Eles se retiram da cozinha. Máscara e Cayse vão para a frente da casa, Kamus e Fabi para as partes do fundo.

-

- Será que Kamus e Máscara encontraram algo? - Shion

- Não sei, mas acho melhor nós revistarmos os quartos daqui - Afrodite

As meninas, cada qual com seu policial acompanhante de quarto, começam a ver se sumiu algo ou se tinha algo estranho. Todos se encontraram em dez minutos no corredor..

- Alguma coisa perdida? Jogada? Quebrada?..- Aioria

- Er.. mano, já entendemos ¬¬''- Aioros

- Não.. - disseram todos

- Será que o pessoal la embaixo encontraram algo? - Mu

- Não sei..

- Não encontramos nada - disse Máscara respondendo as perguntas e sendo acompanhado pelos outros

- Só a Noreci que estava lá embaixo - Cayse chega, cruzando os braços

- Acho que não acontecerá mais nada.. - Vicky

- Vamos dormir, estou cansada - Mel

- Vamos sim.. - Mu

- Shion, qualquer coisa, ou vcs mesmo..qualquer coisas dão um sinal, ou um grito, qualquer coisa - Aldebaran

- Certo. Boa noite - Shaka

OoOoOoOoOo Olá n.n oOoOoOoOoO

Desculpem a demora para postar, essas últimas semanas foram cheias de provas e trabalhos n.n

Mas já estou de férias \o/

Esse cap. foi mais esclarecedor e o final foi mais um susto msm n.n espero q tenham gostado .x.x '''

ACHO q vou viajar, naum é certo.. x)

O cap. do beijo cada vez mais próximo..hohohoh..e tb o da piscina e da descontração .. o crime tb naum está longe de ser desvendado.

Agradeço as reviews n.n

Até o próx.cap. espiãs

Agradeço as reviews.. li todas , ok?

Kissus!!