1) Saint Seiya não me pertence
2) Palavras entre -.-..-.- são contatos realizados por walk-talk
3) Palavras entre - ; ..; - são contatos por telefone
4) Palavras entre ".." são pensamentos
Cap XI - Descobertas
Não se pode dizer que as respectivas pessoas que beijaram e foram beijadas não ficaram surpresas com suas atitudes de aceitar tal situação. Mas e depois? Não podia ter acontecido isso, para os dois lados..
Todos voltam para a mesa, onde tudo começara naquela boate, se sentam calados, como se fossem os únicos casais a terem cometido tais erros, não sabiam que todos ali haviam errado.
Chega um garçom, oferecendo bebida para todos. As meninas, nesse momento, pareciam receosas e tentavam esconder o rosto. Conheciam o rapaz .. e a boate.
- Aqui estão , os sucos para as senhoritas, duas taças de vinhos e cerveja para o restante dos rapazes - dizia o garçom, servindo a todos
- Obrigado (a) - agradeceram todos
- Engraçado .. - começa o garçom, olhando as meninas que faziam de tudo para esconder os rostos - acho que vocês, senhoritas, me são muito familiares..
- Deve ser impressão.. - Marie - hehe
- Não, não! Tenho quase certeza que conheço vocês - insistia o rapaz. Cabelos castanhos escuros curtos e rebeldes, olhos verdes escuros e pele clara, com o tradicional, porém mais "descolado", uniforme de garçom.
- Acho que realmente deve estar se enganando, pelo menos é o que elas dizem.. - Shion
- Hum.. claro, desculpem - dizendo isso, o rapaz se retira, inconformado
- Obrigada - sorri Shinku, agradecida e aliviada, como todas as meninas.
Era certo que ele as conhecia. Não que fossem a boate com muita freqüência, mas era sempre ele que as atendia quando apareciam por ali, realmente pensavam que ele fosse desmascará-las.
- Er.. podemos ir? - Thê
- Claro, vocês não devem ser acostumadas com esse ambiente. E creio que já passamos um bom tempo fora dos nossos postos - Dohko
-
- Não! - acorda assustado, suando frio e olhando em volta no quarto na qual estava, escuro. Não era a primeira vez que tinha pesadelos, pesadelos que deixavam cada vez mais claro o que ocorrera com ele naquela noite, mas dessa vez foi diferente...ele viu.
Edward levanta-se assustado, abre a porta e olham em volta, estava só, pelo que via. Mas quem estivesse com aquela pessoa estaria em perigo. Tinha que alertar aos policiais,antes que fosse tarde demais, para ele também..
Pálido e ofegante, ele começa a caminhar na escuridão em que se encontrava a casa, banhada somente pela luz da lua cheia no céu estrelado de Athenas. Onde estavam eles? Ele tinha que contar.. ele descobriu..Mais pálido e ofegante do que nunca, ele caminhava pelos cômodos da casa, ainda que meio receoso.
- Aonde pensa que vai? - uma voz se ouviu em meio à escuridão - não adianta, eles saíram com aquelas tolas...
- Eu vou contar pra eles, eu lembrei de tudo..- Edward disse, recuando os passos da pessoa que estava na sua frente
- Que audácia a sua! Mas no caso, iria contar, porque já que não tem ninguém aqui..huhuhum - A voz
- Você não vai me impedir - Edward
- É o que veremos, Edward - A tal pessoa, com um lençol, prende a respiração do rapaz, até fazê-lo desmaiar - menos um...- dizendo isso, sorri e puxa o corpo do rapaz para um cômodo, onde mantinha mais uma pessoa , também desacordada, amarrada a uma cadeira.
-
Kamus e Saga estavam calados em suas viaturas, já a caminho do convento, esse fato deixou a Fabi e Andi intrigadas.
Na verdade, não só eles, mas todos de alguma maneira relacionavam as pistas que já tinham, o prazo estava acabando...
Mas mal sabiam eles que as espiãs, de maneira cautelosa, também faziam o mesmo "Trabalho mental".
E Noreci? A última vez que foi vista foi na hora de entrar, mas ela sabia se virar...
-
Ela entra chorando na enorme casa, depois de pagar o táxi que a trouxera.
"Como ele teve coragem!?" Ela não ia tirar a criança, estava decidida a contar às irmãs e sair da casa, ia dar um jeito para sobreviver, teve estudo enquanto esteve ali.
Ela andava pela casa sem se importar com a escuridão, até que chega a seu quarto, e quando vai ligar a luz, percebe que não tinha.
Ela seca uma lágrima solitária que rolava por sua face e sai de seu quarto, e indo na tentativa de ligar alguma luz em algum cômodo, não obteve sucesso.
- Não vai adiantar nada.. - se aproximava de Noreci a mesma voz que outrora prendera Edward
- O que está acontecendo aqui? - Noreci
- Nada de extrema importância para outras pessoas, mas posso dizer que não garanto a sua total segurança, não agora...
- Então, você que o matou! Você matou o padre Benedito! - Noreci
- Hum... não posso negar que esteja certa, mas é bom eu você tenha esse comportamento estilo "Noviça rebelde", pelo menos diminuiu as suspeitas sobre mim, as recaindo sobre você - A pessoa, dona de tal voz, sorri arrogantemente.
- Mas eu nunca.. - Noreci
- Nunca mataria alguém, eu sei - completa a voz - não foi capaz de tirar sua própria vida, não é?
- Mas como...? - Noreci
- Noreci, não seja tão ingênua querida, eu sempre busquei conhecer as minhas, hum...como posso dizer? Ah, claro! As minhas futuras vítimas - sorri a voz - mas confesso que desconheço seus motivos banais, típicos de adolescentes tolos da sua idade, mas não posso falar muito..
- Você programou tudo, não foi? Esperar os policiais saírem para mostrar suas garras...- Noreci
- Claro Noreci, eu não seria tão tola..
- Mas é - interrompe Noreci, com o vestígio de coragem que lhe restava
- Mas que ousadia! Hum... mas..
- Mas? - Noreci pergunta, sendo impedida de respirar
- Não estou sozinha - completa a voz e Noreci escuta essa última frase, antes de desmaiar
-
A casa, como já dito, matinha-se na escuridão. Em um cômodo á luz de três velas encontravam-se três pessoas amaradas a cadeiras de madeira e duas em pé , uma toda de preto com uma máscara que he ocultava o rosto. Esta pessoa parecia indignada por uma condição tomada fora do "combinado"
- Você disse que não o envolveria nisso! Por que o amarrou? E como.. eu nem vi ao menos! - dizia tal pessoa
- Entenda, simplesmente o fiz para não levantarem suspeitas de quem está por trás disso e não farei nada, se acalme, é só um alarmante - dizia a outra ,seu olhar fixo nas três pessoas amarradas e logo em seguida no relógio preso a seu pulso - Eles estão demorando muito - comenta
- Não levantar suspeitas?! - A outra nem dera atenção ao último comentário - O que acha que eles vão pensar nos vendo de pé e os outros amarrados? - Arrebatou
- Ora.. A não ser que queira que saia como culpada disso tudo.. sabe, mentiras vindas de um assassino costumam contar muito, ainda mais quando envolvem outra pessoa, seu cúmplice
- Eu não matei o padre! Você me envolveu nisso, usou de chantagem de nossa condição!
- Pois então se não quiser perder sua liberdade, ficaria bem quieta..
A pessoa que a encarara fica em silêncio e volta a olhar uma das vítimas amarrada, com um olhar de ternura e culpa.
-
Ambos os táxis pararam frente ao convento já escuro, mas não despertando a atenção dos motoristas e sim de seus passageiros. Os rapazes os pagaram e saíram às pressas.
- Que estranho.. Sophia, Maria e Edward nessa escuridão? - Vicky
- É verdade - confirma Aioros, ainda sem tirar os olhos da casa
- Vocês fiquem aqui.. Já voltamos. Vamos buscar algumas coisas que necessitaremos e veremos se isso não é só uma simples queda de energia - Shion
Ana encara as meninas que confirmam com a cabeça
- Er.. eu preciso ir ao quarto - Ana
- Mas para quê? - Milo
- Hum..er...- Ana pensava em uma desculpa
- Milo, isso não é coisa que se pergunta a uma mulher - chega Yui ao lado dela
- Isso, que coisa feia Milo..tsic tsic - Ana
Milo fica sem graça, entendendo a situação criada pelas meninas
- Eu e Milo as acompanharemos então - Shaka
- Mas de que adianta elas irem , vocês todos subirem e nós ficarmos aqui? Cadê a segurança se o criminoso estiver aqui fora? - Sel
- Então façamos o seguinte, as meninas nos acompanham até o quartos.. - Dohko
- Combinado. Peguem tudo que puderem rapazes e vejamos se não encontramos as irmãs e Edward. Encontramos-nos aqui - Shura
- Certo! - Confirmam todos
Eles entram na enorme casa. Nunca tinham reparado como ela era mais "sombria" na escuridão. Eram duas e meia da manhã e o frio da madrugada era perceptível pelo simples soar do vento. Cada par vai para seu quarto. As meninas, com cautela, pegavam seus objetos enquanto os rapazes estavam distraídos buscando os deles. Os animais de estimação permaneciam em silêncio, observando o movimento de todos sem se mexerem, o que chamou a atenção de todos, como se algo os assustasse. Passaram-se cinco minutos e se encontraram novamente frente á casa.
- Nenhum movimento ou barulho das pessoas que estavam aqui? - Mu
- Eu não escutei nada .. - Deba
- Então creio que faremos uma busca pela casa, temos que encontrar eles. Ou todos resolveram sair altas horas de uma vez ou uma coisa realmente aconteceu, o que acho mais provável.. - Afrodite
- E as meninas? - Aioria
Eles reparam que as meninas formaram uma roda e disfarçadamente..
- Então nossos grupos estão montados. Marie, Shinku, Melody, Cayse e Nelly são o grupo um. Fabiana, Ana, Vicky, Yui e Thê são o grupo dois. Andréa, Selena, Madeleine e Seikatsu são o terceiro grupo. Revisando, cada grupo tem uma lâmpada, cada uma com uma arma de pequeno porte e um estilete, e um walk-talk. Certo? - Seika
- Sim! - confirmam todas
- E qualquer problema ou coisa suspeita entraremos em contato umas com as outras, mas lembrem-se que para o pessoal dessa casa e para os rapazes somos freiras... - Marie
- Certo! - confirmam todas novamente
- E o nosso local de encontro é aqui, na frente da casa ou a decidir.. - Ana
- Ok! - todas
- O que estão fazendo? - pergunta Máscara, se acercando as meninas que guardam o material que restava
- Er.. procurando um local seguro? Hehe - Leine
Máscara sorri
- Vocês são corajosas, isso admito! - Máscara
- Acho que estar no mesmo quarto com um policial nos deixou assim - sorri Thê
- Meninas, estávamos combinando onde seria mais seguro para vocês - Kanon
- Ah, não se preocupem conosco. - Cayse
- Como não? Estamos aqui para protegê-las também. - Kamus
- Prometemos não ficarmos em risco - Melody sorri, encorajando-os
- Olha, peguem esses três walks-talks e qualquer coisa, qualquer ruído, entre em contato conosco. Um ficará comigo e outro com o Saga- disse Máscara
- Certo. - Cayse, Andi e Ana pegam os aparelhos.
- Não saiam muito daqui meninas e .. cuidado - Aioros fala isso, olhando em seguida para Vicky
- Pode deixar - Sorri a menina
Os policiais começam a caminhar para dentro da casa em grupos, como os das meninas. No primeiro: Aldebaran, Shion, Mu, Máscara e Aioria. No segundo: Kamus, Milo, Aioros, Shaka e Dohko. No terceiro: Saga, Kanon, Shura e Afrodite.
- Ok, agora que eles já foram. O primeiro grupo rondando o segundo andar. - Ana
As meninas do primeiro grupo confirmam e vão andando.
- O terceiro grupo na parte de trás da casa, tomando é claro cautela com os policiais - Ana
O terceiro grupo confirma e sai andando.
- E nós meninas, com o primeiro andar e a parte da frente da casa. - Ana
-
- Bem que notei o barulho, mas até nos acharem aqui tardará um pouco. Só se quem vasculhar o segundo andar quiser dar uma olhada na pequena, indefesa e quase imperceptível capela da casa - sorri a pessoa
- Não deveria estar como estou, sendo usada logo por você! - indaga a outra
- Ora, ou isso ou volta pra aquele asilo. É isso que quer? A não ser que consiga um emprego fora daqui, o que acho bem difícil... mamãe.
- De pensar que sempre fiz suas vontades. O que faltou? Eu e seu pai..
- Ele não é meu pai e você sabe tão bem quanto eu. Deu seu nome pra mim mas nunca me tratou como filha dele, sempre fui humilhada. E me admira a senhora defender um homem que só abusou de vosso bom grado e de minha paciência..
- Ele não tinha condições..
- Nunca teve! Desde que o conhecestes , com os meus dois anos de idade, nunca trabalhou! Sempre as suas custas.. o máximo que fazia era alguns bicos. Agora te peço silêncio, não quero ser descoberta logo de cara
- Você sabe que não demorará para que te descubram..
- Isso é o óbvio, mas tenho meus truques na manga. Temos que pegar as outras freiras, elas podem estragar tudo. Se for o caso, pode ser que até as mate..
A expressão da outra pessoa passou de normal para assustada e surpresa.
- Você não faria isso..
- Já fiz uma vez, não é? Um pecado a mais - sorri a pessoa , abrindo uma brecha na persiana fina e branca da capela que dava para a lateral da casa. - elas que me aguardem.. não sabem onde se meteram - cochicha para si e sorri sarcasticamente - e estou aguardando aqueles que me deram apoio..
- O que está cochichando? O que está tramando? - pergunta a outra, ainda surpresa
- Ora, aquelas pessoas que me acolheram.
- Você é maluca.. aquelas pessoas só te fizeram mal!
- Essa é uma missão, para que me aceitem novamente. É um teste para voltar à elas
- Essas pessoas daqui te acolheram... pra que isso tudo? Pra que essa crueldade?
- Escuta, com você e mais.. com seu "parceiro" aprendi uma coisa que me trouxe aqui. Esquecer os sentimento e emoções, sabe? Não sentir absolutamente nada. Não sentir amor, carinho, angústia.. sabe o motivo disso? Nunca tive carinho em casa. Sabe como te mandei pro asilo? Simplesmente para verem como é passar o resto de seus dias se sentindo isolados porque era como eu me sentia quando fazia as vontades dele. Ainda tive piedade de te acolher aqui..
- Você não é aquela que trouxe ao mundo..
- Tem razão. As coisas mudam e as pessoas também. Não é? - ela sorri sarcasticamente
-
Primeiro andar.. Enquanto os rapazes se detinham na cozinha, as meninas se encontravam na sala. Com uma lanterna ligada nas mãos de Fabi, elas caminhavam sem fazer muito barulho para não chamar a atenção dos que dividiam o mesmo andar.
- Onde será que eles estão? Sumirem assim.. que horas são? - Fabi
- Quase três da madrugada - Yui
- Três da madrugada.. - Thê
- Sim, o próximo ataque será as três - Ana
- Como pode ter certeza? - Vicky
- Não é certeza, é como um pressentimento. Sinto que é hoje que descobriremos o que se passa aqui e quem está por trás de tudo. Lembram que tudo aconteceu ás três? Creio que essa pessoa esteja aguardando novamente este horário mas.. pra que esperar? - Ana
- Isso é o que vamos descobrir. O que realmente está por trás de tudo e qual o motivo da espera - Yui
- É o que esperamos.. - Fabi e Vicky
Ainda no primeiro andar, Cozinha.
- Se a delegada ligou e não nos encontrou aqui com certeza está para mandar reforços - Dohko
- E não pretendo saber quem são.. - Milo
- Mas nos detenhamos agora nas pistas. Como as irmãs e Edward sumiram assim? Ainda mais quanto ao horário.. - Shaka
- Ainda temos muito o que ver no primeiro andar, logo sairemos da cozinha. Nada aí?- Kamus
- Uma faca.. - Aioros
- Um faca, Aioros? - Milo
- Sim, está faltando uma faca aqui. Sei que a cozinheira sempre as tinha em ordem e sei também que nunca deixava nada espalhado. Está faltando uma faca e três pessoas... isso se Noreci não estiver aqui - Aioros
- Não a vi desde que saímos de lá - Dohko
- Será ela que está por trás de tudo isso? - Kamus
- Isso meu amigo, é o que vamos descobrir - Shaka
-
Nos fundos da casa...
- Leine, algo de inovador nas suas fotos? - Seika
- Estou dando uma olhada, mas não vejo nada que nos possa trazer alguma pista - disse a menina que caminhava olhando as fotos em zoom em sua câmera
- Acho que deveríamos ver se tem alguém na casa da cozinheira. Se alguém saiu a altas horas creio que ela saberá. - Sel
- Mas vamos com cautela, ali à direita estão os policiais. Vamos pelos troncos das árvores, aproveitando sua largura e sombra para nos deslocarmos - Andi
- Boa, Andi - Seika - vamos meninas!
Ainda nos fundos da casa, mas á direita das meninas.
- Ainda acho pouco provável que tenham saído a altas horas, ainda mais pelo temor do certo horário da madrugada que elas têm.. tanto que é o mesmo horário em que o padre foi assassinado - Kanon
- Concordo com meu irmão e acho que se não encontrarmos vestígios devemos realmente nos preocupar, e a coisa não ficará nada boa pro nosso lado.. - Saga
- Ouvistes algo? - Afrodite
Eles param para aguçar os sons que vinham dali
- Não.. deve ser as copas balançando. Vamos Afrodite, temos uma casa para vigiar e salvar - sorri Shura, encorajando o amigo de que tudo não passara do balançar do vento.
Fundos da casa, Casa da Cozinheira.
- Tem muitos galhos secos aqui! Acho que pisei em um, sorte que não ouviram.. - Seika
- Mantenhamos nossa atenção agora a esse local. Tem que ter alguém aqui. Vamos pelos fundos da casa para que os rapazes não nos vejam. - Sel
Elas caminham lentamente para os fundos da pequena casa, onde havia um varal sem nenhuma roupa e a casa encontrava-se com todas as luzes apagadas.
- Acho que houve realmente um apagão nesta casa - comenta Leine
- Não tem ninguém aqui.. - comenta Andi, que segurava a lanterna e apontava-a para o interior dos cômodos da casa.
- Isso é um caso realmente preocupante - Seika
-
Segundo andar...
- Alguém dopou os animais! Pelos menos os cães e gatos, que fazem mais barulho. Mas.. pra que fariam isso? E quem será que o fez? - Pergunta Shinku, apoiando a cabeça de Still em seu colo, enquanto o Husky Siberiano observava o vácuo e não tinha resistência nas patas para ficar de pé. Estava tonto.
- Isso é verdade, passei pelo meu quarto e Midnight não estava nada bem, nunca a vi daquele jeito! - Cayse
- Lua e Felix também estão assim - comentam Mel e Nelly, que chegam ofegantes ao quarto
- Só nos resta esperar o efeito passar e procurar o suspeito. - Nil
- Vamos começar a olhar os quartos então, mas dessa vez com a lanterna - Marie fala, segurando a lanterna em uma de suas mãos
- Os rapazes estão no último quarto, se formos rápidas pegaremos o segundo agora. - Shinku
- De quem é o segundo quarto? - Mel
- Da Seika. - responde Cayse
- Então já que vimos esse, vamos começar com os outros.
Segundo andar, quarto de Aiolia e Nelly
- O Felix nunca esteve assim, ainda mais quando estou por perto! - Afirmava Aiolia, reparando no estado do gato, que se encontrava deitado na cama de Nil
Aldebaran observava o movimento pela janela, já que este quarto dava para a frente da casa.
- As meninas sumiram - comenta ele
- Mas elas têm como entrar em contato, qualquer coisa.. - Mu
- É verdade - Aldebaran
- Esse gato foi dopado - afirma Shion, analisando Felix - e acredito que os outros também, nunca os vi tão quietos durante nosso passagem no corredor.
-
Enquanto isso, em certo ponto de encontro escuro da cidade.
- Está quase na hora que ela combinou, não é melhor já irmos a caminho? - pergunta uma jovem toda de preto com os cabelos lisos escorridos presos em um rabo de cavalo e pele alva.
- Mas não sabemos o que pode nos aguardar lá. Ela disse que podem ocorrer imprevistos por terem policiais lá. Sabe das coisas que já fizemos Estela, não podemos arriscar - disse outro, de pele morena e cabelos castanhos escuros e curtos. Possuía uma pequena tatuagem no pulso esquerdo, símbolo de tal gangue, uma estrela com uma lua no meio da mesma.
- Mas acho que Estela tem razão,Matias, ela pode contar conosco exatamente na hora que marcou. Agora é a vez de Sophia provar que realmente é uma de nós. Da última vez não conseguiu cumprir sua tarefa por sentimentalismo e teve o que merecia. Espero que desta vez consiga completar o que lhe foi passado - fala outro com um trago de cigarro na boca, quase no fim. Tinha a pele levemente amorenada e cabelos até os ombros , lisos e de cor vermelha. Seu nome era Átelo.
- É a vez de ela provar que é capaz de desobedecer até a ordem do soberano dos crentes. Matar um padre já foi um dos pontos, matar freiras.. interessante - sorri sarcasticamente Estela - Depois de tanto tempo pondo isso a prova... E então, vamos?
- Vamos! - Respondem Matias e Átelo, acompanhados por mais um integrante que não se pronunciara, e possuía diversas correntes penduradas ao pescoço, os olhos á lápis negros e evidentes, os cabelos lisos e oleosos da cor negro e pouco comprido. Seu nome era desconhecido, era o mais velho do grupo que ele mesmo fundou. Era conhecido simplesmente como: "Black Star".
Todos sobem em suas motos, ao todo eram três e todas negras. A verdade que esta gangue era a mais vândala da cidade e por serem reconhecidos por suas discretas tatuagens, não foram descobertos. Estela senta atrás de Átelo. Matias e Black em suas motos que saem em disparada em direção a casa das freiras, que ficava a aproximadamente vinte minutos dali, mas que eles faziam em dez.
-
- Que horas você combinou com eles? - A outra pessoa parecia preocupada
A companheira e responsável pelas vítimas ali presentes sorri de canto
- Não se preocupe, logo chegarão - responde
- Eu não vou mais participar desta loucura, porque é isto que você se tornou, uma louca!
- Sem elogios, por favor -responde secamente
- Eu vou sair daqui, vou contar tudo pra eles - Tal pessoa se dirigia à porta, sendo impedida pelos pulsos pela outra que a segurara.
- Não fará isso, não é louca..
- Não sabe do que sou capaz, não participarei disso, é errado..
- Ou você fica ou vai novamente pra aquele maldito asilo de nunca deveria ter saído
- Pode ter certeza que ainda serei mais bem compensada , não pagarei por coisas que acho errado e sou obrigada a fazer. Pudera, minha própria fi..
- Não termine essa bendita palavra! - interrompe grosseiramente
- Eu vou sair daqui agora e contar tudo àqueles policiais..
- Se acalme, não tenha pressa.. se você contar agora será pior, aquelas pessoas estão chegando e quando elas chegarem esteja à vontade. Mas será tarde para vocês..
- Vocês?!
- Eu não sei o que se passa na cabeça de cada um - e sorri ironicamente, soltando o pulso da outra
- Mesmo assim farei minha parte - ela se vira de costas e começa a caminhar, mas é o tempo da outra pegar um pequena estátua de gesso e quebrar na cabeça desta que a faz desmaiar
- Como eu disse , você iria se arrepender. Me foi útil dopando aqueles bichos repugnantes, mas se revoltou... hum. - Caminha novamente para a janela se espreitando. "Cadê eles? Não demorará para que os policiais entrem aqui..". Olha para o relógio, cinco minutos se passaram.
-
Primeiro andar.. Sala.
- Olha o que eu achei! - exclama Fabi
- O que? - Todas
- Este número, mas o estranho é que parece que o papel que ele está anotado foi bem escondido. Está muito amassado - comenta Fabi
- É verdade, julgando pelo tamanho dele também - Thê
- De quem será que é? - Ana pergunta, olhando o pequeno pedaço de papel nas mãos de Fabi
- Bom, acho que não saberemos se não ligarmos - Vicky
- Tem razão. - Yui.
Thê pega o telefone e o encosta em seu ouvido.
- Não têm linha, está mudo! - fala
- Alguém cortou.. - comenta Ana, olhando o fio cortado. - e diria que foi por uma.. faca.
- Meu celular. Vamos ligar por ele...- Thê
- Não seria muito arriscado, Thê? - Yui - Não sabemos a quem pertence e a índole da pessoa.
- Tem razão, mas o que faremos? - Thê
- Na casa da cozinheira...será que cortaram lá também? - Vicky
- Acho que não custa tentar - Fabi
- Fale com a Marie, elas estão no fundo - Yui
- Certo, claro! - Ana
Primeiro andar.. Cozinha.
- Escutaram alguma coisa? - Kamus
- Escutei sim, Kamus. E creio que aqui na cozinha não descobriremos mais nada - Dohko
- O sumiço desta faca está me angustiando. Significa que quem quer que a tenha pego teve um bom motivo e que não estamos tão seguros assim - Aioros
- Concordo Aioros, mas é como o Dohko disse, mas do que isso não descobriremos aqui. Vamos dar uma ronda por esse andar e encontrar os outros em breve- Milo
- Vamos para a sala. Tal barulho parece ter vindo de lá - Shaka
Primeiro andar.. Sala.
As meninas acabam o contato com as outras, que se encontravam no fundo que prometeram resposta em breve. Quando Ana guarda o walk-talk os rapazes chegam.
- Ah, então eram vocês. - Shaka
- Nós? - Yui
- Sim, ouvimos alguns barulhos e sabem que agora é que a coisa parece que vai pegar - sorri Milo
- O que estão fazendo? - Aiolos
- Nada, achamos que era melhor ficarmos por aqui - Vicky
- Vocês têm os walk-talks, não é? - Kamus
- Temos sim, não se preocupem. Tomaremos cuidado - Fabi
- Então continuaremos por este andar mesmo, qualquer coisa.. - Dohko
- Pode deixar- Thê sorri e os rapazes continuam a vasculhar o local.
- Essa foi por muito pouco - Yui
- Agora nos resta esperar a resposta da Andi - Ana
-
Fundos da casa, perto da casa da cozinheira.
- Elas pediram para ver se o telefone daqui está normal - Andi
- Mas está completamente escuro, para nos deslocar até mesmo sem chamar a atenção dos rapazes vai ser complicado - Sel
- Vamos usar as lanternas e ser as mais cautelosas possível - Leine
- Pelo menos vimos que na casa não tem sinal de movimento - Seika
- Então vamos, elas estão aguardando a resposta - Andi
- Mas pra que será que elas nos pediram para ver isto? Quer dizer, é só um detalhe. Será que o da casa foi cortado ou é alguma pista? - Sel
- Perguntaremos isto quando retornamo-las - Seika
Fundos da casa, parte dos rapazes.
- Acho que ainda não fomos ver a casa da cozinheira, não há nada aqui fora, pelo menos nada ao meu alcance que pudesse considerar suspeito - Saga
- Concordo com o Saga. E se tudo está tão escuro, por que ela não saberia o motivo? - Kanon
- Não é possível que todos desta casa tenham decidido desaparecer de uma vez - Shura
- E que ninguém saiba o paradeiro dos outros - Afrodite
- E então.. vamos? - Saga
- Sim - Confirmam eles
Fundos da casa, Interior da casa da cozinheira.
- Onde será que fica o telefone aqui? - Sel
- Ela tem mesmo telefone? - Andi
- Agora você me pegou - brincou Sel
- Achei! - Seika exclama, acenando para as meninas , fazendo-as se dirigir para perto do aparelho com aparência antiga.
- Está funcionando, confirma às meninas - Sel fala, com o aparelho junto ao ouvido
Enquanto Andi pega o aparelho para comunicar as outras, os policiais entram na casa, com as armas prontas para dar um disparo e as lanternas pequenas em boca. As meninas se escondem até onde podem, mantendo-se em silêncio, esperando pela passagem deles.
- Eu jurava que tinha visto alguma luz aqui dentro - Afrodite
- Acho que vimos luzes demais hoje a noite - brinca Saga
- Mas mesmo neste breu vamos ver o que ou quem podemos encontrar aqui - Shura
- Por que motivo este telefone está desta maneira? - pergunta-se Kanon , olhando o aparelho fora do gancho
- E vocês têm que ver o estado do quarto, parece que alguém foi tirado as forças de lá - fala Afrodite, se juntando ao grupo, mas mantendo o olhar atento - e não vi nada mais de extrema importância lá, só este fato que me chamou a atenção.
As meninas, mesmo na escuridão, se encaram.
- Mas se alguém queria ligar para pedir ajuda, por qual motivo o seqüestrador não cortou os fios? Isso é algo realmente estranho - Saga
- Talvez porque ele precisasse realmente deste aparelho - Shura - dependendo do perigo que correria o outro ligado.
- Então o outro deve ter sido cortado? O seqüestrador está dentro da casa! - Afirma Kanon, fazendo com que todos corressem.
Quando eles saem..
- Avisa isso, rápido! - Sel
- Era exatamente o que eu havia pensado, pergunte para elas se o que aconteceu com o telefone de lá - Leine
- Claro. - Andi começa o contato
-.- Ana? -.-
-.- E então, Andi? -.-
-.- O telefone está funcionando. Ana, escuta, o seqüestrador está dentro da casa. Mas me confirme uma coisa.. qual o estado do telefone daí? -.-
-.-Está com o fio cortado, parece ser por faca ou algo do gênero-.-
-.- Ana, os policiais estiveram aqui e ,concordando plenamente com eles, chegaram a conclusão que o seqüestrador precisa deste telefone para realizar algum feito e cortou este fio para não que corra risco de realizarem uma chamada de dentro da casa para, por exemplo, qualquer coisa que o pudesse impedir -.-
-.- Andi, nós achamos um número aqui na sala, peço para que você disque deste aí e tente descobrir a quem pertence. Ok? -.-
-.- Certo. Qual é? -.-
-.- 7564-9235-.-
-.- Ok. Logo te aviso se descobrirmos algo -.-
- Meninas, o fio do telefone de lá está cortado , ou seja, aqui podemos estar correndo sérios riscos e temos que ser rápidas - avisa Andi
- E o que a Ana te passou? - Sel
- É um número que elas acharam na sala. Vamos ver se descobrimos a quem pertence - Andi
-
Cada vez mais próximos de seus destinos, o grupo de Black Star se deslocavam com eles à frente. Até que um dos condutores faz sinal para pararem. Eles encostam em um escuro beco.
- O que aconteceu Matias? - pergunta Estela
- Meu celular, esperem - Matias atende ao celular.
-; Alô? Olha, antes que você comece a falar não tenha pressa, não tardaremos. Já passamos até da metade do caminho, então se tiver com problemas nos aguarde.. Alô? Você está aí? Arg. ;-
- O que aconteceu? - Átelo
- É o telefone de contato que temos com ela, mas já fui bem direto para não perdemos mais tempo.
- Vamos - Black Star
Eles ligam novamente as motos e saem em disparada, cada vez mais próximos do destino.
-
- E então? - perguntam as meninas ansiosas para Seika, que fizera a ligação e se manteve calada e atenta a cada palavra
- Eles estão vindo. - comenta, desligando o telefone
- Eles quem? - Sel
- Não sei exatamente, mas parece que tem pressa e disseram para que ELA esperasse que já estavam a caminho, ou seja, a "festa" está para começar. - Seika
- Temos que avisar a todas, agora a seqüestradora tem companhia e devemos estar preparadas - Andi
-.-Ana? -.-
-.-Sim, Leine? -.-
-.- Realizamos contato e descobrimos que a seqüestradora espera reforços nada amigáveis. Tenham cuidado. Agora que sabemos que este é o telefone de contato podemos deduzir que a cozinheira deve estar envolvida nisto ou foi levada junto, seqüestrada. Mas sabemos que o seqüestrador não é ele, e sim..ela. Uma delas está por trás de tudo isto. -.-
-.- Obrigada Leine. -.-
- Agora, vamos sair daqui - Sel
- Certo - Andi
As meninas saem cautelosamente da casa, agora mais atentas do que nunca pois o perigo duplicado vinha a caminho.
-
A capela era um lugar pequeno e até meio escondido do segundo andar da casa. A frente havia um pequeno palco na qual verticalmente encontrava-se um grande crucifixo. Havia uma única e pequena janela, localizada no meio da sala e um ventilador de teto. Tinham quatro longos bancos de madeira.
Quem o visse não diria que tal ambiente era propicio para o que ali se passava. Cinco cadeiras estavam dispostas, com todas suas vítimas amarradas. Outra, de pé, era a responsável por tudo.
"- Espero que pelos menos eles não cheguem pela frente ou não será de tamanha surpresa ou agrado."
-
Segundo andar, meninas, terceiro quarto.
- Será que não tem algum lugar aqui que não tem as mesmas coisas? Por exemplo, os animais dopados.. - Cayse
- Nenhum que levante tanta suspeita , creio - Nil
- Mas é estranho. Se as outras tivessem descoberto alguma coisa já teriam relatado, não? - Shinku
-.- Alguém? -.-
-.- Fala Yui -.-
-.- Mel, precisamos informa-las de algo. A seqüestradora tem amigos que estão a caminho. O telefone desta casa foi cortado e Andi afirma que a da casa da cozinheira tem o fio inteiro, ou seja, a comunicação é feita lá. Meninas, cuidado.. -.-
-.- Obrigada -.-
As meninas se encaram perplexas. Havia mais gente.. e a caminho.
- Devemos mais do que nunca estar prontas. E de alguma maneira relatar isto aos policiais.. não seria justo eles perceberem tudo com tamanha surpresa. - Marie
- Tem razão, vejamos como faremos isto.. - Shinku
Segundo andar, rapazes, oitavo quarto.
-.- Tem certeza disso , Kanon? -.-
-.- Sim Mu, chegamos a esta conclusão quando vimos aquela linha intacta e este fio cortado -.-
-.- Tem razão, é realmente de se suspeitar. -.-
-.- Nos aguarde, estamos indo a caminho do interior da casa, não encontramos nada que nos chame a atenção aqui fora .. -.-
-.- Claro, ainda estamos no segundo andar. Todos os animais foram dopados. Mas ainda continuaremos uma busca aqui -.-
-.- Certo. -.-
- Então a pessoa responsável por isto está aqui, dentro da casa? - Deba
- Isso que nos foi dito e realmente tem lógica - Shion - Só nos resta agora saber onde, exatamente.
- Os quartos parecem estar nas mesmas condições. Mas não acham estranho? - Aioria
- O que? - Máscara
- Se esta pessoa realmente tramar algo para acabar com tudo de uma vez, por que ainda não tentou nada contra nós? - Aioria
- Não sei. Mas temos que tomar providências antes que isso realmente venha ocorrer - dizendo isso, Máscara olha para seus companheiros que confirmam com a cabeça
- E duvido que o tenha feito só.. sumir com todos e sem ajuda é realmente muito demorado e trabalhoso - Shion
- Concordo, Shion. Mas de quem desconfiar quando nos encontramos em uma casa de freiras? - Mu
- Uma casa na qual até mesmo um padre foi brutalmente assassinado.. - lembra Aldebaran
- Deba tem razão. Depois dessa podemos esperar de tudo - Máscara
Segundo andar, meninas, terceiro quarto.
- Vamos .. er.. falar de pressentimentos - Melody
- Não temos outra alternativa, temos que pelo menos dar uma dica pra eles - Shinku - não quero que tudo seja esperado por nós e surpresa para eles.. eles correm riscos enquanto não sabem
- Então está decidido , digamos que ...er.. a Cayse teve um pressentimento - Nil
- Por que eu? - Cayse
- É convincente - sorri Nil
- Certo.. - Confirma Cayse sem entender.
As meninas saem pelo corredor e dão de frente com os rapazes
- O que fazem aqui em cima? - Aldebaran
- Er.. Deba, queremos avisar que a Cayse teve um pressentimento - Marie
- Pressentimento? - Máscara
- Tem mais gente vindo.. - Cayse
- Como pode ter certeza? - Mu
- Não temos, mas a Cayse geralmente acerta nisso - Nil
- Não devemos desconsiderar nada, não é Máscara? - Shion
- Sim.. mas o que fazem aqui?! - Aioria
- Achamos que ficar um pouco mais próximas seria mais seguro - sorri Melody
- Hum.. - Shion - vocês que sabem. Ainda estão com os walk-talks, certo?
- Sim - confirma Cayse
- Então qualquer coisa.. - Máscara diz
- Pode deixar - Shinku
- Nós vamos ...er.. continuar a andar por aí - Shion
E eles se retiram..
- Acha que deu certo? - Nil
- Pelo menos tentamos - Cayse
-
Primeiro andar, meninas.
- Vamos chamar as meninas, para nos encontrarmos aqui - Vicky
- Sim, assim juntamos as evidencias que temos e quem sabe ganhamos mais uma pista - Thê
- É, têm razão.. mas o estranho é que não achamos nada demais aqui embaixo.. só o fato da cama de Maria estar vazia a esta hora.. - Fabi
- Não só a da Maria.. e é justamente o que viemos fazer. Onde estarão elas e Edward? - Yui
- Será que.. - Ana
- Que? - Yui
- Não sei, me veio a mente. Noreci foi conosco, mas até certo momento não a encontrei mais na boate. Será que ela não nos enrolou? - Ana
- É uma suspeita neste momento que não podemos desconsiderar - Vicky
- Sim, vamos chamá-las? - sorri Fabi
- Ah, sim.. - Thê
-.- Andi? -.-
- Sim, Thê? -.-
-.- Vamos todas nos juntar na sala do primeiro andar -.-
-.- Certo, já estávamos a caminho -.-
-.- Oi oi? -.-
-.- Thê? -.-
-.- Sim Nil. É que todas vamos nos reunir aqui na sala. Podem vir? -.-
-.- Claro, já estamos descendo -.-
- Recado dado - sorri Thê
- Agora só esperar e ver se descobrimos algo - Yui
Passados dois minutos, primeiro andar, sala.
- E então, descobriram algo? - Leine pergunta
- Não.Quase todos os animais foram dopados e não foi há muito tempo.. se vê pelos reflexos .. mas os quartos foram mexidos e isto é evidente- Marie
- Não descobrimos quase nada também. Todos os quartos estão vazios e demos uma olhada na cozinha, que parece que foi um pouco revirada mediante o que era.. - Vicky
- Quanto a nós - começa Sel - ligamos para o número que as meninas daqui acharam e descobrimos que têm mais gente a caminho e quem atendeu era um homem que esclareceu que é A seqüestradora. O telefone está funcionando na casa da cozinheira..
- Enquanto este não funciona. A seqüestradora faz contato por lá.. - Seika
- Exatamente, foi o que pensamos.. - Leine
- E essas pessoas devem estar a caminho.. - comenta Fabi distraidamente
- Faltou algum cômodo? - Yui
- Na frente da casa não há nada e chegamos a ver até o banheiro - Lembra Thê
- Nos fundos vimos tudo. Na casa da cozinheira, apesar da escuridão, se percebe que está uma bagunça e que alguém, ela e o marido talvez, foram levados a algum lugar e parece que foi se surpresa, há sinais de tentativa de resistência. - Andi
- Acho que falta um.. - lembra Shinku, calmamente..
- Qual? - perguntam todas ao mesmo tempo
- Deixamos de lado .. a capela! - Shinku
- Claro, se estão nesta casa devem estar lá! - Seika
- Então, vamos ver? - Ana
- Claro - respondem todas, animadas.
-
- Finalmente chegamos - fala Estela, descendo da moto e olhando as grandes grades que cercavam a casa
Eles estavam em um dos lados laterais e mais escuros da casa. Os policiais estavam agora reunidos nos fundos, discutindo as pistas e as suspeitas.
- Não se apresse, ela não está a só, devemos tomar cuidado também - Átelo
- Vamos logo, antes de tudo ela deve estar nos esperando - Matias
Black Star sai da moto, tomando a iniciativa e sendo seguida pelos outros, que vão burlando a grade da casa.
-
- É aqui. É melhor entrarmos prontas, mesmo que seja faltando com respeito ao local - Shinku
As meninas tiram as armas que traziam escondidas. Em um baque arrombam a porta, fazendo a acusada se virar assustada, apontando também uma arma.
- Não acredito.. você! - Nil
- Huhum.. eu mesma - confirma a pessoa, ainda apontando a arma
- Abaixe esta arma ou atiraremos - Marie
- Atirariam dentro de uma capela?
- Deus que nos perdoe, mas temos que acabar com isso - Andi
- Se fizerem isso - a pessoa agora aponta a arma para as vítimas - todos eles morrem. Que decisão, não?
As meninas que estavam com o walk-talk os ligam disfarçadamente, de modo que os policiais também ouvissem.
- Sophia, abaixa essa arma.. - Seika
- Ela não abaixará - Black Star chega por trás, apontando uma arma na cabeça de Seika- não é mesmo?
- Não - responde determinada
Marie aponta a arma para Black, mas também fica na mira de Matias
- Eu não faria isso.. - sorri Matias cinicamente, sendo seguido pelos companheiros.
Ana aponta a arma para Estela, que aponta para ela. Átelo fica simplesmente apontando para frente, aleatoriamente, enquanto as meninas continuavam a mirar Sophia.
C.O.N.T.I.N.U.A
Gomen pela demora. Estou ainda em fase de mudança de endereço.. n.n'
Bom, deu pra perceber quem é a assassina, não? Rsrs.
Espero que tenham gostado e fico realmente muito grata quanto às reviews!
Até o próximo capítulo :D
Kissus,
Any-Chan.
