The Exact Names

Esta fic é uma continuação autorizada de "A Change of Names", do CassBoy.(/s/7778870/1/A_Change_of_Names) Sabem que é só colocar o endereço do fanfiction antes da barra, né?

Disclaimer: Os personagens desta história obviamente não me pertencem. Eles são de propriedade do Leonard Freeman e da CBS. Não lucro nada com ela, a não ser a diversão que tenho ao escrevê-la e os reviews ( ^^ )

Beta: TheMidnightDesire. Sim! Meu Ianto, lindo, maravilhoso, bom de camAS QUE QUEU TO FALANDO? Obrigada, minha linda!

Conteúdo: Romance – Slash McDanno (Dois homens muito machos, mas que se pegam. Algum problema?).

Sinopse:Um nome é uma palavra poderosa. Ainda mais quando está ligado a alguém que tem sobre você um poder ainda maior.


Uma cama de pregos seria tão confortável quanto a sua era naquele momento. Não que Steve pudesse culpar seu colchão pela falta de sono, quando era sua consciência que lhe espetava a todo instante, lembrando-o da grande besteira que fez. Bobagem que ainda incendiava seus lábios, de sabor que ainda preenchia a sua boca e um calor que irradiava por todo seu corpo. A situação já extrapolara a escala de desastres naturais. Cósmico! Chegando a um nível de explosão estrelar ou de um buraco negro.

As semanas passavam entre poucas palavras, muito vagas, estritamente profissionais, e grandes e constrangedores silêncios. Desconfortável era muito pouco para descrever a situação, além de quase impossível de se disfarçar – os outros Five-0s logo perceberam que tinha algo de estranho. A desculpa era sempre o estresse e o cansaço, mesmo com a evidência de que aquilo não convencia ninguém; menos ainda aos experientes detetives.

Finalizado mais um caso, Steve dirigia calado. Danny estava ao seu lado, apoiando o queixo na mão e olhando para fora. Não discutiam, não implicavam com banalidades, não trocavam provocações. Definitivamente, aqueles dois dentro do carro não eram eles de verdade. As noites mal dormidas de Steve lhe diziam para tomar uma atitude. Se desculpar, dizer que foi uma loucura e parte do momento, um carinho que se distorceu dentro da grande amizade que tinham. Mas a quem queria enganar? Seria mais uma grande mentira. A única coisa que sabia era que precisava fazer alguma coisa.

Danny sobressaltou-se quando Steve virou bruscamente o volante, parando o Camaro com uma freada seca em um recuo da pista. Olhou-o de cara fechada, esperando uma explicação.

- Precisamos conversar. – Steve falou ainda sem tirar as mãos do volante, encarando o vidro a sua frente.

- Não podemos fazer isso outra hora? São duas da manhã e eu gostaria muito de estar dormindo, comandante. Se puder ligar o meu carro e dirigir para a minha casa, eu agradeceria muito. – O tom de Danny era duro, fazendo questão de mudar a entonação dos pronomes pessoais.

- Não. Já adiamos demais essa conversa. Vamos falar sobre o que aconteceu aquele dia de uma vez por todas. Danny...

- Em primeiro lugar, eu não adiei conversa nenhuma. Em segundo, não fiz nada naquele dia e terceiro, devíamos esquecer isso de uma vez por todas. – O detetive interrompeu Steve. Não queria falar sobre o assunto. Aquilo era muito constrangedor. Esquecer? Esquecer a raiva que lhe consumia e a vontade de socar Steve cada vez que pensava naquilo. Socar aquele marinheiro por lhe beijar e fazer com que ele ficasse querendo mais, com o momento passando em looping na sua mente. Esquecer... Bem que gostaria.

- Vai me dizer que conseguiu esquecer? Está me evitando desde aquele dia, quando eu entro em um ambiente, você logo sai, mal fala comigo. Quer me convencer mesmo que esqueceu e está tudo bem? Que está tudo normal? – Steve respondeu à altura, levantando a voz como em poucas vezes nos últimos dias. – Eu não sei o que me deu naquela noit... – Novamente Steve não conseguiu completar.

- O que você quer Steve? Vai me dizer: "Oh, Danno! Vamos voltar a ser amigos depois que eu te agarrei e te beijei aquele dia na sua casa. Isso é uma coisa absolutamente normal. Amigos se beijam todos os dias aqui no Hawaii, uma tradição da terra dos abacaxis..."

McGarrett ouvia a voz estridente de detetive Williams fazendo chacota em uma sentença interminável. Seu sangue fervia a cada palavra que saía daquela boca. O máximo que ouviu foi a primeira frase, as outras entravam por um ouvido e saíam pelo outro. Observava o parceiro gesticulando e falando sem parar.

- ... "Um dia, você vai acordar e beijar o Chin, no outro dia tudo estará normal. Ou esse é um costume na marinha? Bom dia, meu colega marinheiro, um grande beijo"...

Vendo que aquele monólogo não teria fim, Steve irritou-se, virou o corpo, puxou o rosto de Danny na sua direção e calou-o com um beijo. Muito semelhante à primeira vez, Danny mal acreditou no que estava acontecendo. Tentou empurrar as mãos do capitão e afastá-las de si, mas não conseguiu juntar força suficiente. Força física não era a questão, estava mais para força de vontade. Ainda havia uma maré contra, que lhe guiava ao desejo de sentir aquele beijo mais uma vez. Desejo que impulsionou seus movimentos e o fez levar a mão até a nuca do oficial da marinha e aprofundar aquela carícia.

O espaço dentro do Camaro começou a tornar-se sufocante e limitado, insuficiente para os movimentos que se expandiam, buscavam mais contato, sentir a pele contra a pele. O volante atrapalhava, o painel atrapalhava, os bancos atrapalhavam - mas não mais do que as peças de roupa que não deixavam o calor de seus corpos dispersar.

Steve puxou a gravata de Danny, abrindo em seguida os primeiros botões da camisa. Beijou o pescoço quase sempre coberto do companheiro, sentindo os pelos do braço do outro se arrepiarem pelo contato do beijo e dos seus dedos sobre a pele do detetive. O arrepio o contagiou quando um pequeno gemido deixou a boca do loiro. Apenas um tímido som que fez com que seu corpo reagisse. Efeito borboleta.

No dia que se conheceram, o punho de Danny acertou com fúria o rosto do marinheiro que quase o matou várias vezes nas poucas horas que estavam juntos. Agora, o toque suave dos dedos não queria ferir aquele rosto e sim trazê-lo para mais perto, sentir a textura, deixá-lo ao alcance dos lábios, da língua, dos dentes que roçaram na linha do maxilar.

Incomodado com a falta de espaço, Steve empurrou Danny um pouco para trás, e, em um movimento digno de seus momentos de ação, passou as pernas e desceu um pouco o banco, indo parar sobre o corpo de Danny, com uma perna de cada lado sobre o colo do loiro.

- Mas com-...?– O detetive desistiu de querer entender, não era hora de perguntas. - Esquece.

O comandante aproveitou a posição e terminou de abrir a camisa do detetive abaixo de si, sob o olhar lascivo do outro lhe atingindo em cheio. Tocou o peito, descendo pela lateral do tronco e atacando mais uma vez aqueles lábios avermelhados tão convidativos. Só deixou aquela posição quando Danny o empurrou e puxou a camiseta azul, fazendo-a passar sofridamente pelos seus braços fortes.

Beijavam-se intensamente, movimentando os quadris um em direção ao outro. Era impossível não sentir o quanto estavam excitados. A calça cargo e a calça social eram as peças de roupa mais indesejáveis que podiam existir.

Quando Steve começou a desafivelar o cinto do detetive, Danny o interrompeu.

- Steve, espera – Pediu, empurrando o marinheiro. – Espera! Não podemos fazer isso.

- Ah, qual é, Danny? Crise de consciência agora? – Perguntou apontando para suas calças.

- Crise de consciência porra nenhuma! Eu só não quero que a polícia do Hawaii me prenda por eu estar transando com o meu chefe no carro!

Steve ficou interrogativo por um momento, começando a rir logo em seguida. Realmente, seria uma situação muito constrangedora. Respirou fundo, abraçando o loiro à sua frente, com os rostos colados, para tentar se acalmar.

- Você não tem espírito de aventura, Danny – Steve debochou.

- Claro, Capitão América! Vamos sair logo daqui.