Na ala hospitalar, Draco se remexia na cama. Acordou bruscamente de um sonho. Estava tendo uma sensação tão boa, mas não conseguia lembrar o que era.
"Certo, beleza, mais um dia nesse porcaria de hospital. Droga Potter, por que você tinha que fazer isso comigo?", pensava Draco tentando levantar da cama, "Potter. Que sensação estranha eu estou tendo com ele. Erg, deixa pra lá."
"Senhor Malfoy, o que pensa que está fazendo?", era Madame Pomfrey trazendo mais remédios.
"Eu estou indo me vestir. Tenho aula em meia hora."
"Nem pense nisso, Malfoy. Suas condições ainda não estão boas. Deite-se de volta nessa cama, agora."
"Mas eu tenho aulas e obrigações a cumprir."
"Você está dispensado por condições de saúde das aulas, não precisa ir. Agora se deite e tome isto."
Depois de negar repetidas vezes, Draco finalmente aceitou o remédio. Madame Pomfrey disse que iria chamar algum slytherin para trazer os trabalhos que ele precisava fazer. Draco disse que iria mandar uma coruja para Pansy Parkinson, e a garota cuidaria de tudo.
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Harry acordou. Ron estava chamando alto por ele. Mesmo não desejando por nenhum segundo deixar aquele sonho maravilhoso, Harry se deixou abrir os olhos. Pra sua surpresa, Ron chorava.
"Ron, o que aconteceu? Por Merlin, o que houve?", Harry estava muito assustado.
Ron mal conseguia falar por entre os soluços, mas o pouco que falava, Harry entendeu como: "Her... Hermione..."
"O QUÊ?", Harry se levantou imediatamente da cama, "Ron, se acalma e me diz o que aconteceu com a Mione."
Ron se sentou na cama de Harry, ainda aos soluços, mas tentou se acalmar para dizer alguma coisa.
"É que... Bem, depois que... Sei lá, eu fui á cozinha... Eu não sei... Ela não estava bem, se sentia mal... Disse que ia ao banheiro... Mas não voltou... Ai eu fui atrás dela... E não a encontrei em lugar algum... Passei a noite procurando e não encontrei... Eu não sei onde ela está, Harry!".
"Muito bem Harry, por sua culpa a Hermione sumiu. Droga, mais uma coisa pra adicionar na lista por qual eu sou culpado.", pensava Harry enquanto o amigo pronunciava aquelas palavras tristemente.
"Tudo bem Ron, ela deve estar bem, ela sabe se cuidar.", mas na verdade Harry estava muito preocupado com a amiga.
"Você vai me ajudar a procurá-la? Por favor, Harry?"
"Claro. Quer dizer, eu tenho uma ideia melhor, vamos olhar no mapa do maroto.", Harry revirava seu baú a procura do mapa.
"Por que eu não pensei nisso? Teria sido bem mais rápido."
Quando Harry encontrou o mapa, o primeiro nome que seus olhos leram foi "Draco Malfoy", na enfermaria. Um calafrio subiu por sua nuca, mas Harry pensou: "Esquece isso, agora eu devo achar a Mione." Então ele a encontrou. Um ponto parado, no meio da floresta proibida.
"Aqui está Ron."
"Graças a Merlin. Mas... Ela está na floresta proibida? Ela nem está se mexendo. Temos que ajudá-la agora!"
"Certo. Vamos. Agora."
Os dois corriam pelos corredores vazios, com varinhas em punho. Sempre de olho no ponto escrito "Hermione Granger" no mapa. Ultrapassaram a saída e correram muito velozmente pelos terrenos ao redor de Hogwarts. Quando estavam quase entrando na floresta, Ron parou, tremendo um pouco.
"Ron, o que você está fazendo?", gritava Harry, "Vamos, a Hermione precisa da gente! Anda Ron!"
"E-eu... Eu acho que eu não consigo."
"Claro que consegue! É a Mione que precisa de você! Vamos logo!"
Então Ron respirou fundo para dar o próximo passo, mas Harry foi logo o puxando pelo braço.
Os dois estavam olhando cuidadosamente pra todos os lados enquanto caminhavam. Qualquer zumbido, qualquer farfalhar de folhas era escutado. Ron estava tremendo, tanto por ainda soluçar por Hermione, como por medo de estar na floresta proibida. Quando Harry percebeu que eles estavam muito próximos de Hermione no mapa, ele andou mais lentamente. Aproximou-se de alguns arbustos e tentou ver Hermione. Ron não fez a mesma coisa, foi logo correndo em direção da garota.
Quando Ron chegou perto de Hermione, ele percebeu que ela não estava bem. Na verdade, ela nem estava acordada.
"Hermione?", chamou Ron calmamente, com Harry logo atrás, "Hermione, você está me ouvindo?"
Não houve resposta.
Então Ron tomou coragem e tocou a garota, que ainda assim não se mexeu. Ron virou o rosto de Hermione para ele, só ai percebeu que ela estava machucada, muito machucada.
Harry se aproximou para ver, enquanto Ron soluçava ainda mais alto.
"H-Harry, o que aconteceu com ela?", chorava Ron.
"Ca-calma, Ron. Eu não sei, mas ela vai ficar bem.", Harry tentava acalmar o amigo, mas ele mesmo estava entrando em desespero, algumas lágrimas escorriam por seu rosto.
"Como você sabe?", Ron estava muito desesperado, "Ela está sangrando! Está desacordada! Como pode saber se ela vai ficar bem?"
"Eu não sei, Ron. Mas ela tem que ficar bem!", Harry não sabia o que falar, nem o que fazer.
Ron não disse nada, só balançou a cabeça desesperadamente, sem saber o que fazer. Harry tentou fazer alguns feitiços de cura nos cortes da garota, mas ele é péssimo em feitiços de cura, e não teve nenhum efeito.
Só então Ron decidiu fazer alguma coisa. Pegou Hermione nos braços e saiu correndo com a garota em direção á escola.
"O que você está fazendo, Ron? Você pode machucá-la mais ainda!", gritou Harry.
"Ela não vai melhorar ficando aqui com a gente olhando pra ela! EU TENHO QUE SALVÁ-LA!", gritou Ron de volta.
Harry correu atrás de Ron, que já estava ofegante por levar Hermione nos braços, mas não diminuía o ritmo da corrida.
Quando entraram no castelo, já havia muitos estudantes se dirigindo para as salas de aula, muitos deles se espantaram com a cena. Ron parecia nem se importar. Para ele, a única coisa que importava no momento era Hermione. Salvá-la, é isso que ele tem que fazer.
Ron abriu a porta da enfermaria com um chute. Draco, um garotinho da Hufflepuff e Madame Pomfrey, levaram um susto.
"O que pensa que está fazendo, Senhor Weasley?", perguntou Madame Pomfrey calmamente.
"Não precisa de explicações!", Ron estava suado e ofegante, mostrando Hermione para a curandeira, "Salve a Hermione!"
"Oh, Merlin! O que houve com essa garota?", Madame Pomfrey se espantou com o estado de Hermione.
"JÁ DISSE QUE NÃO PRECISA DE EXPLICAÇÕES!", Ron gritava, "APENAS A SALVE!"
"Calma, Ron. Ela vai salvar a Mione.", Harry chegou nesse momento.
"É o que ela tem que fazer!", respondeu Ron.
"É o que eu vou fazer Senhor Weasley, mas eu preciso que o Senhor se acalme.", disse Madame Pomfrey enquanto levitava Hermione com a varinha e se dirigia para uma das camas.
Ron não conseguia nem pensar direito. Nada de ruim poderia acontecer com Hermione. Nada. Ele tinha obrigação de salvá-la. Ele faria o que fosse preciso.
"Ron?", era Harry, "Vai ficar tudo bem, cara. Madame Pomfrey vai cuidar dela, veja o que ela fez com o Malfoy."
"Eu sei.", Ron disse, "Quer dizer... Eu tenho que acreditar nisso. Ela vai ficar bem. Eu sei que vai."
"Isso ai, cara. É assim que se fala."
"Mas se alguma coisa acontecer... Quer dizer, nada vai acontecer, mas... Se por acaso acontecesse, a culpa seria minha."
"O que? Por que a culpa seria sua?"
"Eu tinha que proteger a Hermione. Eu prometi pra mim mesmo que eu iria protegê-la. E-eu... Acho que você não sabe disso, mas... A Hermione é a pessoa que eu mais me importo nesse mundo. Quer dizer... Bem... Eu a amo. É isso, eu a amo.", Ron ficou tão vermelho, que suas orelhas pareciam duas brasas, "Eu acho que sempre amei."
"É claro que eu sei disso, Ron.", disse Harry com um meio sorriso, "Sou seu melhor amigo, eu sempre soube disso. Agora você deve falar isso pra ela. Quando ela ficar bem, você tem que falar isso pra ela."
"Claro. É isso que eu vou fazer."
Enquanto isso Draco pensava: "O que diabos está acontecendo aqui? Será que o Potter atacou a amiguinha sangue-ruim dele também? Ou será que foi outra coisa?"
Madame Pomfrey acenou para os garotos se aproximarem da cama, que ficava ao lado da cama de Draco. Hermione ainda estava desacordada, mas não havia mais sangue em nenhuma parte de seu corpo. As feridas espalhadas pelo rosto, mãos e pernas já estavam enfaixadas. E sua expressão, antes nervosa, agora parecia calma e serena.
"Bom, garotos, ela vai ter que ficar alguns dias de repouso, mas a situação está sobre controle.", disse Madame Pomfrey para Harry e Ron.
"Muito obrigado, Madame Pomfrey. Muito obrigado mesmo.", disse Ron com tímidas lágrimas de alegria nos olhos.
"Não precisa me agradecer, Senhor Weasley.", disse a curandeira, "Mais uma coisa: Vocês terão que explicar tudo o que aconteceu para o diretor, eu já estou indo avisá-lo da situação."
E saiu da sala.
Ron puxou uma cadeira para perto da cabeceira da cama de Hermione. Ficou olhando fixamente para o rosto da garota. Agora já estava chorando de novo, nem ele sabia o porquê. Segurou as mãos de Hermione e ficou com seu rosto colado a elas.
Harry, do outro lado da cama, se sentia feliz por ambos. Sentiu de repente um toque suave em suas mãos que estavam cruzadas nas costas. Esse toque lhe lembrou de seu sonho.
"Pssst, Potter", Draco tentava chamar a atenção de Harry, como não conseguiu, decidiu cutucar o garoto.
"Hã?", Harry se sentiu um pouco constrangido com o toque, "O que foi, Malfoy?"
"Eu que pergunto. O que foi que aconteceu com a Sangue-Ruim?"
"Não a chame assim, Malfoy."
"Certo, certo. O que houve com a Granger?"
"E-eu não sei."
"Como assim não sabe? Foi você quem fez isso? Igual como fez comigo?"
"Claro que não! Eu realmente não sei o que aconteceu."
"Ah, que pena. Quando descobrir, me fala, ok?"
"Por que você quer saber?"
"Sei lá, curiosidade, talvez."
"Ahn, tá, eu te falo se descobrir."
"Valeu, Potty."
"Que estranho o Malfoy querer saber da Hermione. Será que ele está mudando de atitude? Talvez até melhore o comportamento", pensava Harry, "Não, isso é coisa da minha cabeça. Mas no meu sonho ela estava tão amável. Espera ai. Eu acabei de chamar o Malfoy de amável? Por Merlin, o que está havendo comigo? Culpa daquele sonho estúpido! Droga, Harry, esquece o Malfoy. Simplesmente esquece ele."
Como se fosse tão fácil tirar alguém da cabeça. Harry só pensava no Draco. E, por incrível que pareça, Draco só pensava no Harry.
"Por que eu estou me sentindo estranho estando perto do Potter? Será... Será que eu estou desenvolvendo sentimentos por ele? Não. Claro que não. De onde tirei essa ideia? Isso só pode ser a repugnância que eu sinto por ele.", pensava Draco, "Se o Lorde das trevas imaginar que eu estou tendo o mínimo de contato com ele, eu estou frito. Ah, tantas coisas que eu devo fazer pelo Lorde das trevas! Tenho que sair desta maldita cama e resolver tudo isso! Potter, tudo isso é culpa do Potter! Que a propósito está olhando muito pra cá. O que ele quer? Mas que olhos são aqueles? Nunca havia reparado na beleza daqueles olhos. Espera ai. Eu acabei de dizer que o Potter tem olhos bonitos? Arg, por Merlin, não! Devem ser esses remédios. Para de pensar no testa-rachada, Draco. Para agora."
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Depois de algumas horas na ala hospitalar, Hermione finalmente acordou. Quando levantou os olhos ela viu uma sala cheia. Ron estava bem ao seu lado, segurando sua mão, o que deixou o seu rosto um pouco corado. Numa cadeira um pouco mais distante estava Harry. Em pé estavam Madame Pomfrey, Minerva MacGonagall e Albus Dumbledore. E ainda na cama ao seu lado, estava Draco Malfoy, que estava com uma cara não muito feliz.
Ron corou bastante quando percebeu que Hermione estava acordada, ele deu a ela um sorriso tímido e foi para perto de Harry, que agora sorria ao ver a amiga acordar. Os outros três trocaram olhares curiosos ao perceberem que Hermione havia acordado.
"Senhorita Granger, eu entendo que esteja abalada, mas precisamos conversar.", foi Dumbledore quem falou primeiro.
"Mas Diretor, ela ainda está muito fraca e ...", Madame Pomfrey foi interrompida.
"T-tudo bem, Madame Pomfrey, eu quero falar com ele", Hermione falava com a voz um pouco rouca, mesmo ainda estando em choque, ela queria contar o que lhe aconteceu.
"Tudo bem, se é o que deseja. Mas seja breve Diretor, ela precisa descansar.", disse Madame Pomfrey.
"Sim, claro, Papoula. Não se preocupe.", respondeu Minerva McGonagall.
Harry, Ron e Draco apenas assistiam silenciosamente à cena. Hermione se ajeitou um pouco na cama e disse que falaria tudo o que se lembrasse.
"Certamente, Srtª Granger. O que exatamente aconteceu a você?", perguntou Dumbledore, "Você realmente estava na Floresta Proibida?"
"Sim, eu estava. Não sei bem por que eu fui até lá, quando me dei conta já estava entre as árvores. Quanto ao que me aconteceu, eu não sei exatamente, porém posso tentar explicar."
"Tudo bem, vá em frente.", McGonagall a incentivava.
"Bem, no momento em que eu cheguei à floresta, percebi que havia algo errado. Eu ouvia passos por todos os lados, estava assustada. Quando estava tentando puxar minha varinha, senti algo atingir meu peito, foi uma dor enorme."
"Eu sei como é...", Draco falou isso bem baixinho, ninguém ouviu.
"Você viu quem eram, Srtª Granger? Eram comensais? Quantos eram?", perguntou Dumbledore.
"Eu não me lembro de ter reconhecido alguém. Depois que eu fui atingida no peito, mais alguns feitiços foram lançados, antes de eu perder a consciência, eu me lembro de algum deles falar: 'Será que ela vale alguma coisa para o Milorde? ' Então levaram minha varinha e me deixaram lá. E isso é tudo."
" 'Milorde'? Você tem certeza de que eles falaram especificamente 'Milorde'?", perguntou Dumbledore.
"Sim, senhor. Eu tenho certeza."
"Então eram mesmo comensais, Albus.", disse Minerva.
"Sim, era o que eu temia.", disse o Diretor com o olhar baixo, "Muito obrigado, Srtª Granger, pelas informações. Espero sinceramente que melhore logo. E antes que eu me esqueça, trinta pontos serão retirados da grifinória por você ter ido sem permissão à floresta."
"Isso!", Draco comemorava em silencio.
"Mas, por terem salvado sua amiga, dez pontos a cada um de vocês, Senhores Weasley e Potter.", terminou Dumbledore.
"Droga!", Draco se lamentou, ainda em silencio.
"Isso é tudo, Diretor?", perguntou Minerva e Dumbledore assentiu que sim, "Então vamos. Melhoras, Srtª Granger. Tome mais cuidado a partir de agora."
E os dois partiram.
Harry e Ron ainda estavam muito chocados com tudo isso, especialmente com a parte dos comensais da morte. Draco também estava espantado, o que diabos o Lorde das trevas estaria inventando agora? Isso era totalmente diferente do combinado.
"E-erhhh, Hermione? Você tá legal?", Ron se aproximava, ainda corado.
"Sim, eu estou bem. Muito chocada, mas viva."
"Meu Deus, Hermione. Você foi atacada por comensais da morte! Está toda machucada! Você não tá legal.", disse Harry.
"Eu tô legal, Harry. Acredite em mim."
"Tá, vou acreditar. Pelo menos vou tentar. Mas tenta melhorar, ok?"
"Eu vou ficar bem, Harry, não se preocupe."
"Ahnn, Harry?", chamou Ron.
"Sim?"
"Eu meio que queria falar com a Hermione agora, se você não se importasse...", disse Ron em um tom muito baixo.
"Ah, claro Ron, não tem problema nenhum. Vai lá, cara!", Harry respondeu também em um tom bem baixo, empurrou Ron em direção à cama de Hermione e saiu um pouco de perto.
Harry não conseguia escutar o que Ron estava falando, mas ele percebia os quão vermelhos os dois estavam. Ele se aproximava da cama de Malfoy.
"Então Malfoy, acho que não preciso mais lhe contar o que aconteceu, você já ouviu tudo."
"Pois é. Comensais em Hogwarts. Pelo visto o velho Dumbledore está fraquejando..."
"Não fale assim de Dumbledore! Aliás, eu devia ter lhe perguntado isso, por que você não falou nada pra ninguém sobre o que eu fiz com você?"
"Por que você está perguntando isso? Você queria que eu dissesse alguma coisa?"
"Claro que não. Mas eu pensei que você na iria perder essa oportunidade..."
"Ora, se eu dissesse que você fez isso, eles iriam saber que nós estávamos duelando, eu não queria ser punido também. E eu não quero ficar sem você.", Draco ficou vermelho quando ouviu o que disse, Harry ficou sem entender.
"Quer dizer, não ficar sem você. Ficar sem alguém pra eu poder tratar da maneira que eu te trato... Ou sei lá...", Draco tentava consertar o que ele havia falado, "Potter, não me entenda mal, não é nada disso... O que-O que eles estão fazendo?", Draco se virou espantado pra cama de Hermione, "Ew, isso é realmente nojento."
Na cama ao lado, Ron e Hermione trocavam beijos amorosos. Ron finalmente teve coragem de se declarar para Hermione. Hermione, por sua vez, admitiu que gostava de Ron há séculos. Os dois finalmente se entenderam. Harry estava observando a cena com um enorme sorriso e pensava: "Já era tempo." Draco por outro lado, estava realmente horrorizado, "Um Weasley e uma sangue-ruim? Estamos realmente perdidos!".
"Não é nojento Malfoy. Eles se amam, deixe-os em paz.", Harry retrucou ainda olhando para os dois e sorrindo.
"Mas... Ah, deixa pra lá.", Malfoy fez cara feia.
Enquanto isso Harry pensou: "De novo se importando com a Hermione. Por que será que ele está agindo assim? Oh, Merlin, já sei. Draco está apaixonado por Hermione! Que horror!".
Harry não poderia estar mais errado. Draco pouco se importava com Hermione. Era só a ideia de ver um Weasley e uma sangue-ruim juntos que o repugnava. Nada de mais. A não ser por Draco constantemente pensar em Potter, nada havia mudado nele.
Depois que Madame Pomfrey retornou a sala, ela separou Ron e Hermione - que ficaram muito envergonhados – e expulsou Harry e Ron do hospital, mesmo com Ron não querendo ir, eles foram.
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