Estava um dia tão agitado. Harry não conseguia evitar o sorriso.
Depois de todos esses anos, era bom estar reunido com todas as pessoas importante na vida dele. Na vida de ambos.
Não era como se eles não se encontrassem mais com os amigos, mas esse foi o primeiro natal em que Harry e Draco se esforçaram tanto para trazer todos, definitivamente todos, para passar o natal na casa deles. Mas como era tradição que todos que pudessem fossem passar o natal com os Weasley, eles decidiram fazer uma festa de reunião mesmo, alguns dias antes do natal realmente.
Harry e Draco dividiam o sofá. A árvore de natal piscava e a sala estava aconchegante, cheia de vida.
Draco não podia evitar o estranhamento pela presença de todas aquelas pessoas, ele estava adorando, mas aquilo não era comum.
- A festa está maravilhosa! – Falou Hermione, ao perseguir seu pequeno filho Hugo ao redor da casa numa brincadeira. – Desculpem por isso... – E voltou a persegui-lo.
- Oi tios! – Gritou Rose, a filha mais velha, correndo atrás da mãe.
Harry e Draco responderam o cumprimento da menina.
Sem que Harry estivesse preparado, Draco virou o rosto e falou, alto demais, dando um susto no outro:
- Lembra aquele nosso primeiro natal?
- Hm... – Harry se recuperou rapidamente do susto. – Claro, acho que não estou tão velho para esquecer.
- Talvez esteja... – Brincou Draco. – Mas de qualquer forma, lembra aquele suéter verde que você me deu? Acha que ainda cabe em mim?
- Claro que sim, você ainda tá do mesmo jeito Draco, no máximo só ganhou alguns quilos nessa sua bunda, não que eu esteja reclamando. – Harry pensou por um instante. – Você ainda tem aquele suéter?
- Claro que sim! Eu não tive nenhum motivo pra me livrar dele. – Draco se levantou apressado. – Vou vestir agora mesmo.
E se foi, saindo da sala e subindo as escadas o mais rápido que conseguia.
Enquanto isso Harry percebia que Ginny e Maia estavam chegando à festa, ele se levantou para recebê-las.
Depois dos cumprimentos, Harry voltou ao seu lugar no sofá e a seus pensamentos. Olhando para Ginny e Maia, Harry admitia que nunca pensou que elas ficariam tanto tempo juntas, especialmente por terem sido as primeiras a se casarem.
Apenas dois anos depois de se formar em Hogwarts, Ginny avisou a família que iria se casar; depois de muita confusão nos Weasleys e de tanto a mãe de Ginny, Molly, quanto a tia de Maia, Helen, quase desmaiarem, elas convencerem a todos de que não era uma brincadeira e que sim, elas se amavam o suficiente para se casarem.
Quando Molly perguntou quem havia feito o pedido, elas disseram que nenhuma, mas ao mesmo tempo as duas. Tinha sido como se ambas simplesmente soubessem que a outra queria passar o resto da vida com ela.
O casamento aconteceu imediatamente depois do pronunciamento, somente cinco dias depois. E foi magnífico.
Harry também ficou surpreso com o fato de o casamento entre pessoas do mesmo sexo ser completamente comum no mundo bruxo, não havia muitas pessoas que se opusessem a ele como havia no mundo dos trouxas. Mais uma coisa que os bruxos souberam lidar melhor.
Durante a festa, Ron se levantou e ergueu a taça, pedindo silêncio, quando obedeceram, ele disse:
- Ginny, você é minha irmãzinha e eu nem acredito que você esteja se casando. E é por isso que eu pergunto a você, Maia. – E repetiu pela milésima vez – Você não é um pouco velha para ela? – E quando Ron sorriu, os outros perceberam que ele estava brincando. – Mas sério, eu amo vocês duas.
Depois disso Harry só se lembrava de ter bebido bastante e dançado estranhamente com Draco ao seu lado.
Ginny e Maia sustentaram o casamento firmemente até hoje. Na realidade elas pareciam ser as que tinham o casamento em maior sincronia do que os outros.
Desde que se casaram, as duas começaram a viajar juntas pelo mundo. Ginny trabalha escrevendo edições especiais para o Profeta Diário, enquanto Maia aproveita para escrever seus próprios romances, já publicou dois. O fato de nunca terem tido filhos deixa a vida delas mais aventureira, mais livre.
Depois delas fio a vez de Ron e Hermione. Foi no aniversário de Ron que Hermione decidiu ser impulsiva por uma vez da vida. Ela estava distante de Ron e não conseguia vê-lo, por isso subiu em uma cadeira, espantando a todos. Ron estava ao longe conversando com Fred, e nem percebeu que Hermione estava em pé, por isso ela puxou a varinha e usou um 'Accio' fazendo Ron vir até ela. Ron foi arrastado em pleno espanto, derrubando a bebida que segurava. Quando alcançou Hermione, ele se conteve em franzir as sobrancelhas. Hermione desceu da cadeira e pegou na mão dele.
- Eu não vou me ajoelhar. – Ela brincou. – Mas vou fazer isso. Ronald, seu cabeça oca, eu fico grata por ter percebido, depois de tanto tempo, que eu sou uma garota. E fico ainda mais grata por ter admitido que me ame. – Hermione não conseguiu conter as lágrimas de felicidade misturadas com o constrangimento de fazer aquilo na frente de tanta gente. Ron também tinha gotas tímidas escorrendo pelo rosto quando percebeu o que ela estava fazendo. – Será que agora você pode admitir que aceita se casar comigo?
- Inferno sangrento, é claro que eu aceito! – Respondeu Ron, largando a mão dela e a puxando com rapidez e gentileza para si, dando-lhe um beijo nos lábios. – Eu amo tanto essa mulher! – Ele gritou para todos e para ninguém em específico.
O casamento deles foi tão incrivelmente longo, mas também incrivelmente maravilhoso. Dessa vez Harry prometeu que não beberia tanto, por isso estava sóbrio o suficiente para fazer um brinde aos melhores amigos. Draco também brindou à saúde dos noivos.
- Sendo bem sincero, se alguém me dissesse alguns anos atrás que eu estaria no casamento de Ron Weasley e Hermione Granger, eu lançaria uma maldição qualquer nessa pessoa. – Riu Draco. – Mas eu também não posso expressar a felicidade que eu tenho de fazer parte dessa amizade, dessa família, se vocês me permitirem chamar assim. Hermione, você é uma das pessoas mais inteligentes que eu conheço, sendo assim, só você poderia ter feito tanta sabedoria para escolher se casar com o Ron. Felicidades aos dois!
Poucos meses depois do casamento Hermione informou que estava grávida.
- É uma menina! – Ron disse, ao encontrar com Harry pela primeira vez depois de descobrir sobre a gravidez. – Eu estou sentindo que é uma menina. Não acha Mione?
Hermione sacodia a cabeça, com um sorriso brincando nos lábios.
- Você sabe o que eu penso sobre adivinhação, Ron. Mas se você diz que é uma menina, eu acredito;
E foi uma menina mesmo. Rose nasceu saudável e ruiva. Dois anos depois veio Hugo, igualmente saudável, mas dessa vez o filho puxou aos cabelos castanhos e encaracolados da mãe.
Harry teve o pensamento puxado de volta para a sala quando Draco desceu as escadas vestindo o suéter que antes era da cor dos olhos de Harry.
- Então, estou ridículo? – Draco apontou para o suéter velho. – A cor não tá certa...
- Você está magnífico. – Harry sorriu e esticou a mão para pegar a de Draco. – Na verdade... Vem cá.
E puxou Draco para seu lado, quase para o seu colo, roubando-lhe um beijo demorado.
Mesmo depois de todos esses anos, Draco ainda ficava constrangido ao fazer qualquer coisa na frente de outras pessoas, por isso, quando o beijo terminou ele tinha o rosto ardendo de vermelhidão. Mas não reclamou; não dessa vez, não de um beijo de Harry.
- Eu acho que eu sei um feitiço que concerta isso. Realmente a cor não está certa. – Uma voz disse e os dois se viraram para ver.
Era Luna, com um bebê nos braços. Seus cabelos loiros estavam em parte assanhados e em parte enrolados na mão do bebê.
- Esse é o Lorcan ou o Lysandre? – Perguntou Draco, pedindo para segurar um dos gêmeos recém-nascidos de Luna.
- É o Lys. – Ela desenrolou o cabelo da mão do menino e o entregou a Draco. – Neville está com o Lorcan.
- Ele é tão lindo. Se o irmão for do mesmo jeito, está com sorte. – Comentou Draco.
- Sabe mesmo concertar essa cor? – Harry perguntou apontando para o suéter.
- É claro.
Luna tirou a varinha do bolso e realizou um feitiço não verbal, quase atingindo Lysandre nos braços de Draco. Mas quando atingiu o alvo, a cor não se acertou, em vez disso passou para um marrom escuro. Luna riu da cara de decepção de Draco.
- Não se preocupe, só precisa de um momento de transição. – E ela estava certa, a cor foi mudando, passando de marrom para amarelo, de amarelo para azul e para verde, segundos depois, o suéter estava exatamente de mesma cor dos olhos de Harry, assim como era antes.
- Muito obrigado, acho que isso já conta como presente de natal. – Draco entregou Lys de volta a Luna, que disse ir atrás de Neville para mostrar a eles o outro gêmeo, Lorcan.
- Espero que ela nunca mude. – Draco Repetiu as palavras ditas todos aqueles anos atrás.
Foi em outro casamento, no de Luna e Neville que ele havia dito aquilo.
Na realidade não foi bem um casamento. Eles, ou melhor, Luna, não queria seguir as regras tradicionais do mundo bruxo, ao invés disso ela quis realizar uma cerimônia no meio da floresta, não para se casarem, mas para provar às estrelas o quanto se amavam e Neville não viu problema nenhum com aquilo.
Foi uma coisa que Draco, uma pessoa que já tinha comparecido a todos os tipos casamentos bruxos, nunca tinha visto. Na realidade ninguém tinha visto algo assim. Considerando que estava maravilhoso, foi uma experiência em conexão suprema com a natureza.
O altar do "casamento" foi organizado em uma clareira, bem pra dentro da floresta. Neville suava de nervosismo quando entrou para ocupar seu lugar, vestido com um terno tradicional de noivo. Mas quando Luna chegou, todos se espantaram com a originalidade de sua roupa. Ela usava flores naturais em forma de coroa nos cabelos traçados, sapatos com cristais em forma de flores, mas o mais impressionante era o vestido, um tecido amarelo claro, revestido por uma espécie de rede preenchida completamente de pétalas de flores de todas as cores imagináveis, para completar, havia uma fita de folhas verdes vibrantes em volta da cintura.
Draco achou aquele vestido perfeito para alguém única como Luna, mas alguns dos convidados cochichavam insultos sobre a garota. Ao ouvir o que as pessoas falavam, Luna perdeu o enorme sorriso com o qual havia entrado, e o substituiu por um olhar de incerteza.
Ao chegar ao altar, Luna percebeu o sorriso de amor que Neville usava e sussurrou em seu ouvido.
- Eu estraguei tudo usando esse vestido, não foi? – Ela se sentia culpada. – Já quis fazer isso aqui e agora isso. Eu deveria ter pensado melhor, não deveria...
Mas Neville impediu que ela continuasse.
- Eu nunca havia visto uma mulher tão linda como você está agora, meu amor. – E segurou sua mão. – Não dê importância para quem não sabe apreciar a beleza de verdade.
Era o que ela precisava ouvir. Ergueu a cabeça e passou pela cerimônia. Ao final, segurou e girou Neville antes de darem seu primeiro beijo como marido e mulher (se é que deveriam ser chamados assim), fazendo as pétalas de seu vestido se espalharem ao redor dos dois, criando um efeito angelical.
Foi quando Neville e Luna dançavam agarrados, depois de todos os brindes terem sido ditos, que Draco sorriu, olhou para Harry, segurou sua mão e disse.
- Essa Luna é completamente maluca. Eu a amo. Espero que ela nunca mude.
E ela nunca mudou, pelo menos não de personalidade. A não ser se contar o incrível crescimento da responsabilidade, não só dela, mas também de Neville. Responsabilidade essa que veio acompanhada do medo com o nascimento dos gêmeos. Mas eles se tornaram pais maravilhosos, talvez apenas raramente distraídos.
- Ela não vai mudar. – Afirmou Harry. – Vai ser pra sempre nossa Luna, a cupido.
Aquele era o apelido que Luna ganhou, ainda quando eles estudavam em Hogwarts. Draco era tão grato pelas ações da garota que tinha inventado o apelido carinhoso para ela.
No último ano de Hogwarts, já quando eles estavam próximos de se formarem, Draco e Harry se encontraram em uma situação angustiante. O que eles fariam quando as aulas acabassem e tivessem que viver quilómetros de distância um do outro?
Quem tomou a iniciativa foi Draco, como era comum entre eles, e foi perguntar, meio que sem jeito, o que Harry achava da ideia.
- Eu estava pensando... – Começou Draco enquanto eles caminhavam para o Grande Salão no final do dia. – Isto é, se você aceitar, ou se achar que é uma boa ideia ou...
- Draco, fala logo. – Harry insistiu.
Draco respirou fundo e falou tudo de um fôlego só.
- Eu estava pensando que vai ser completamente terrível e deprimente para mim quando essas aulas terminarem. Não porque eu não vou ficar feliz em finalmente sair dessa escola e ser independente, mas eu não quero por um minuto ficar em um lugar distante de você. – E corou, mas continuou. – Talvez, se você aceitar, nós pudéssemos morar juntos. Num lugar qualquer sabe, nós não temos dinheiro nem nada.
Draco ia continuar, mas foi impedido por Harry o jogando contra a parede para respirar o mesmo ar que ele, de tão próximo que eles estavam. Encostou a testa na de Draco e sorriu.
- Se eu dissesse que estava pensando na mesma coisa, você ia acreditar?
E então Draco se virou, fugindo do aperto contra a parede, apenas para fazer o mesmo com Harry, só que dessa vez aproveitando para lhe beijar, ali mesmo, apesar da presença de outras pessoas. Era uma felicidade que ele não conseguiu conter.
- Então é isso, vamos morar juntos!
Eles encontraram uma casa pequenininha para morar, casa essa que ficava próximo ao Ministério da Magia, onde Draco iria trabalhar, pelo menos em parte.
Draco havia conseguido um emprego de Auror, depois de Exceder Expectativas em todos os seus N.I.E.M.s e passar por testes físicos e mentais realizados pelo ministério. Ele queria que Harry fizesse o mesmo e se juntasse a ele, mas primeiro a) Harry não tinha notas 'Excede Expectativas' em todas as matérias necessárias e b) Depois de tudo que aconteceu, depois de ter que matar Voldemort com as próprias mãos para salvar a vida de Draco, a última coisa que ele queria era estar em contato com criminosos.
Mesmo assim, depois de seis meses morando juntos e de cinco meses de trabalho de Draco, Harry percebeu que talvez ele houvesse se precipitado, que talvez até gostasse de trabalhar como Auror, por tudo que Draco falava sobre o emprego e da maneira como ele estava animado com a situação.
Enquanto Draco trabalhava, Harry se sentia inútil dentro de casa, trabalhando como a porcaria de um analista de encantamentos. Por isso, um dia, depois de Draco chegar em casa, Harry tomou uma decisão.
- Eu quero ser um Auror. – Ele começou. – Mas não vá se achando super demais, por que eu não quero ser Auror só pra ficar perto de você, isso seria uma vantagem vinda com o trabalho. Eu decidi que não adianta remoer o que aconteceu, eu tenho que seguir em frente e estou cansado de analisar encantamentos, a minha vocação é combater o crime.
Aquela última frase saiu meio cômica, Harry sabia, e por isso Draco sorriu.
- Então é isso, meu amor. Um Auror você será.
Mas havia o porém das notas dos N.I.E.M.s de Harry, sendo assim ele ainda teve de passar mais meio ano analisando encantamentos enquanto tinha aulas a distância para atingir as notas necessárias.
Quando ele conseguiu o emprego, Draco abriu uma champanhe e brindou.
- Que os sete infernos permitam que você seja meu novo parceiro, não aguento mais a Fleur Delacour, ou Fleur Weasley, ou sei lá como ela quer ser chamada. Ela é demais. Inteligente demais, bonita demais, uma garota perfeita. Ela tira toda a atenção de mim, isso não é bom.
Harry descobriu na outra semana que seria um Weasley seu parceiro e ponderou se aquilo significaria que Draco estava livre de Fleur. Mas quando perguntou ao líder de seu setor, descobriu que era um homem com quem ia trabalhar. Ron Weasley, ele disse, o parceiro dele desistiu dessa vida e se aposentou mais cedo.
Ron também trabalhava com Auror, desde quando saiu de Hogwarts, assim como Draco. Harry ainda suspeitava até hoje que Ron só conseguiu notas perfeitas pela ajuda de Hermione. Hermione também trabalha no Ministério da Magia, mas em algum cargo super complicado e super importante que Harry nunca conseguia lembrar o nome.
- Ah não. – Ron exclamou ao encontrar com Harry e descobrir que ele seria seu novo parceiro. – Como eles podem ter escolhido você pra ser meu parceiro? Assim nós não vamos fazer nada.
Harry se sentiu meio ofendido com aquilo, mas quando Ron o abraçou, percebeu que ele estava brincando e provavelmente tinha razão, os dois eram amigos demais, parecidos demais e "não tão inteligentes" demais para serem parceiros.
- Como eles colocam dois gênios como a Fleur e o Draco juntos e depois unem dois idiotas como nós? – Ron estava indignado de verdade. – Pelo menos o meu ex-parceiro tinha mais cérebro do que eu...
- Ei, eu não sou assim tão idiota!
- Eu sei cara, eu também não. O problema é que isso aqui não é Hogwarts e não é algo que pode ser resolvido por crianças. Isso é sério Harry, você é um Auror agora, vidas de pessoas dependem de nós.
Harry sabia que ele tinha razão. Aquilo não fazia sentido, os dois como parceiros, eram ambos músculos e emoção, não pensavam tão sistematicamente quanto Hermione ou Draco.
Foi daí que veio a ideia de trocarem. Depois de apenas duas semanas de trabalho (e de duas semanas de frustração para Draco por Harry não ser seu parceiro), Ron e Harry não fizeram um trabalho assim tão eficiente. E foi quando o chefe deles reclamou de seu desempenho que Ron foi direto ao ponto.
- Acho que Harry não deveria ser meu parceiro. – Ron disse encarando o chefe nos olhos, aquele era um homem um tanto diferente do melhor amigo que Harry se lembrava, pelo menos mais confiante.
- O-O que? – O homem gaguejou. – Mas eu coloquei os dois juntos porque ouvi que eram amigos e não funciona quando parceiros não se dão bem. Agora me dizem que não querem mais?
- Com todo respeito senhor, nós somos amigos demais para trabalharmos juntos. Acho que deveria trocar o Harry pela Fleur. Eu a adoro. E ela é, acima de tudo, inteligente.
Harry tentou não levar aquilo pro lado pessoal.
- Você e a Sra. Delacour são da mesma família, não posso coloca-los como parceiros. E colocar o Sr. Potter como parceiro do Sr. Black? Não posso fazer isso, eles moram juntos e, bem, ouvi dizer que são mais do que amigos.
Harry não gostou de como aquele homem falou.
- Eu e Draco somos mais do que amigos sim, somos namorados se o Senhor não souber qual é a palavra. Fleur e Draco são inteligentes demais para ficarem juntos, assim como eu e Ron somos impulsivos demais, está desperdiçando o potencial de seus empregados. Acho que o Senhor deveria pensar melhor sobre os parceiros que formam.
O homem cedeu de mau gosto, depois de perguntar a Draco e Fleur se eles concordavam.
Draco não admite até hoje, mas Fleur afirma com certeza de que quando ela foi chorando se despedir dele, ele também chorou.
- 'Arry. – Fleur disse, com um sotaque menos pesado do que antes. – Vou sentirrr falta desse Draco. Foi um bom Aurorrr. Eu chorrrrei como um bebê quando trrrabalhamos juntos pela última vez, e ele também. Você tem sorte, 'Arry.
Depois disso, os dois se apelidaram de 'Os amantes combatentes do crime'. Era ridículo, eles sabiam, por isso não diziam aquilo quando havia alguém por perto, mas era um apelido carinhoso que eles gostavam mesmo assim.
A eficiência do trabalho melhorou, assim com Ron havia previsto e as duas duplas passaram a desvendar mais casos do que a maioria dos outros Aurores.
Na primeira vez que passou pela cabeça de Draco a ideia deles se casarem, tudo que ele conseguia pensar era como 'Os maridos combatentes do crime' soava melhor que 'Os amantes combatentes do crime'.
Eles estavam no caso mais complicado da carreira deles, um assassino em séria que parecia não deixar rastros e matar (além de mutilar e fazer uma grande cena com os pedaços dos corpos) mais rápido do que eles conseguiam prossegui-lo.
Era uma noite chuvosa e finalmente, depois de meses investigando o mesmo caso, eles encontraram uma pista que levava a o que aparentemente seria onde o assassino se escondia. Era uma casa velha, no meio do campo, bem distante do centro da cidade quase entrando em outro estado.
Draco caminhava cauteloso e silencioso em direção a casa, com a varinha em punho, amaldiçoando o momento que a chuva escolheu para cair. Ao contrário dele, Harry quase que corria, sem se lembrar de que precisava ter cuidado com esse homem.
Draco apressou o passo para acompanhar Harry, tentando fazê-lo ir mais devagar, mas o outro estava muito eufórico com a possibilidade de captura desse maluco.
Quando chegaram à porta da casa, Draco evitou que Harry simplesmente entrasse pela porta da frente e o forçou a ir com ele pela porta dos fundos. Ao entrar na casa eles foram atingidos em cheio por um cheiro forte de podridão. Estava escuro, e por isso, depois de lançarem feitiços de proteção contra cheiros, eles iluminaram as varinhas. Havia manchas pelas paredes que eles não saberiam dizer se eram sangue. Mas por enquanto a casa estava vazia.
Ao sair dos fundos da casa, entrando em todas as portas que encontravam, não viram ninguém. Até que Draco reparou em um tapete meio fora de lugar que quando foi afastado, revelou uma passagem para uma espécie de porão.
A passagem para baixo era ainda mais escura que o resto da casa, eles discutiram sobre quem entraria ali primeiro. Foi Harry quem perdeu e por isso ele foi na frente, dessa vez tendo cuidado em ser silencioso.
Ao descerem o cheiro foi ficando mais forte, nem o feitiço foi suficiente para contê-lo. Ali eles tinham certeza que era sangue, pois não era só isso que revestia as paredes baixas de madeira, mas também vários pedaços de corpos humanos. Harry pensou ouvir alguém respirando embaixo de cobertores, pensando que poderia ser alguma vítima, ele ergueu os trapos o mais rápido que pôde. Para a surpresa de ambos, não era uma vítima.
A mulher tinha o sono pesado e incrivelmente não se acordou com o puxão de Harry. Ela tinha cabelos tão cumpridos, que caiam para fora da cama improvisada no meio ao caos. Cabelos estes que por serem loiros deixavam evidentes as manchas de sangue, assim como havia sangue em suas mãos e boca. Mas o mais impressionante era o fato de ele segurar firmemente um pedaço de dedão humano. Aquela mulher lambia o dedão como uma criança lambe um pirulito. Era repulsivo demais.
Depois de lançarem uma maldição do sono e petrificarem a mulher, eles a levaram para fora e usaram um patrono para chamar reforços.
Apesar de horrorizados com o que viram, depois de levarem embora a mulher assassina, ambos estavam incrivelmente felizes por terem desvendado um caso dessa magnitude.
- Você faz ideia do que acabou de acontecer? – Harry perguntou em tom de felicidade. – Nós pegamos essa filha da puta. Finalizamos provavelmente o caso mais importante da nossa carreira!
- Foi uma grande realização, sim. – Draco estava feliz, mas a chuva que continuava a cair sobre ele o incomodava.
- Uma grande realização? Foi uma realização enorme! Nós conseguimos! Bem, mais você do que eu, mas de qualquer forma conseguimos. – Ele agarrou Draco pela cintura e Draco agradeceu pelos outros Aurores ou terem ido embora ou estarem dentro da maldita casa. – Eu estou tão feliz que eu poderia... Eu poderia te beijar!
E foi o que ele fez. Beijou Draco com toda a felicidade que estava dentro dele. E de repente Draco percebeu que a chuva não importava mais, seus sapatos cobertos de lama não importavam mais, até mesmo os assassinatos malucos não importavam mais. A única coisa que importava era Harry.
Draco se soltou do beijo somente depois de ficar sem ar, arrastou Harry para longe daquela casa, porque ali não era um lugar muito apropriado para fazer aquilo e quando finalmente estava longe o suficiente para nem ver mais o lugar, jogou Harry contra uma macieira e apontou o dedo para ele.
- Oh, seu filho da mãe.
- O que? – Harry ficou confuso e brevemente assustado.
- Harry Freaking Potter. Você sabia que eu não teria escolha, não sabia?
- Mas do que diabos você está falando?
- E ainda age como se não soubesse.
- Mas eu não sei! Draco, o que é isso?
- Você e essa sua terrível personalidade. Você não me deixa nenhuma escolha! Bem, nenhuma escolha além de me casar com você.
- O que foi que eu fiz? Eu não... Espera! Isso foi uma proposta de casamento?
Draco queria manter o rosto sério e não apresentar um sorriso, mas ele não pode se conter.
- Você está me pedindo em casamento! Ah meu Merlin, eu não acredito!
- Potter, é melhor você aceitar. – Draco sorriu e por um momento cogitou a possibilidade de Harry dizer não, aquele pensamento foi como levar um balde de água fria na cabeça. O medo percorreu seu corpo inteiro. – É melhor você aceitar logo!
- Você tá brincando comigo? Eu nem sei o que dizer...
- É melhor você aceitar agora, Potter!
- É claro que eu aceito, seu desesperado. Eu te amo, seu idiota, como poderia não aceitar?
O alívio e a felicidade percorreram o corpo de Draco juntos e ele pulou para frente ao encontro de Harry, apertando-o ainda mais contra a macieira. Suas bocas se encontraram tão facilmente como se aquele fosse seu local natural. Draco percebeu que Harry, como sempre, não ia querer parar por ali, mas ele não queria fazer aquilo no meio da lama, por isso empurrou Harry para longe e usou a varinha para pegar a vassoura. Com Harry na garupa, foi meio difícil se concentrar em dirigir com todas aquelas mãos o tocando e todas aquelas línguas passando pelo seu pescoço e orelhas.
Quando chegaram em casa, foi fácil jogar todos seus pertences e entrarem na cama. Harry, impulsivo como só ele, não esperou Draco tirar a camisa e a rasgou com as mãos. Draco não pôde evitar ficar excitado com aquilo e repetiu o ato em Harry, inclusive em suas cuecas. Agora ambos estavam nus, exceto por eventuais pedaços de tecidos que sobraram das roupas rasgadas.
- Eu nunca te desejei tanto como agora. – Sussurrou Harry ao ouvido de Draco.
- Você roubou meu pensamento. – Draco sussurrou de volta, lutando para beijar o pescoço de Harry enquanto falava. – Tem alguma coisa muito excitante em pensar em você como meu marido. – Parou de falar por um instante para passar a língua pelo lóbulo de Harry e gemer quando o outro apertou seu mamilo. – Só imagine: 'Os maridos combatentes do crime'.
Harry sorriu aquele sorriso que não saia da mente de Draco. Draco beijou os lábios de Harry da forma mais molhada que conseguiu e envolveu as pernas ao redor dele.
Aquela posição que estavam permitiu que Harry deslizasse dois dedos para dentro dele e arrancar mais um gemido. Draco apertou um braço ao redor dele enquanto Harry movia os dedos, o outro braço ele usou para massagear as partes sensíveis de Harry, o fazendo retribuir o gemido.
Depois de um tempo, mudaram de posição, depois de tanto tempo de prática, eles conseguiam fazer aquilo sem precisar deixar de olhar nos olhos do outro. Harry ficou por cima para que Draco pudesse penetrá-lo e foi o que ele fez, movendo-se rapidamente. Ao mesmo tempo que se movia dentro dele, Draco tocava seu membro com uma mão livre e Harry mantinha os dedos em Draco, para que ambos sentissem o mesmo.
Apertaram-se quando não conseguiram conter o prazer. Gemeram juntos e se enrolaram em uma mistura de suspiros, suor, fluídos e amor. Assim eles ficaram a noite toda.
Fizeram o que queriam fazer e foi como se fosse a primeira vez, possivelmente até melhor que aquela.
Na manhã seguinte eles não perderam tempo, foram logo contando a todos a novidade.
Harry informou a Draco, que no mundo trouxa, existia uma tradição de madrinhas ou padrinhos de casamento e que ele queria fazer aquilo. Draco concordou de imediato e os dois pensaram na mesma pessoa para ocupar esse cargo, a cupido. Por isso quando enviaram uma coruja para informar a Luna sobre o casamento deles, acrescentaram um pedido para que ela fosse a madrinha do casamento deles.
Quando o casamento chegou, Narcisa acompanhou Draco ao altar. Ele estava vestindo um terno perfeitamente alinhado, totalmente preto, com exceção de uma gravata branca. Narcisa usava um vestido de brilhantes tão verdes quanto os olhos de Harry.
Na vez de Harry, foi Molly quem o acompanhou. Molly se mexia tanto que ninguém saberia dizer se ela sorria ou chorava. Harry usava um terno idêntico ao de Draco, mas oposto em suas cores, sendo branco e a gravata preta. Yin e Yang.
Foram exatamente três lágrimas que os dois derramaram ao longo da cerimônia, enquanto seguravam as mãos. Pelo menos até o momento de pronunciarem seus votos. Foi Harry quem começou.
- Eu gostaria de dizer que eu te amo o tanto quanto meus pais se amam, mas eles não estão mais aqui para eu poder dizer isso. Em vez disso, eu digo que eu te amo tanto quanto acho possível Draco, talvez até mais do que isso. A impressão que tenho é que meu sangue esfria e que meu coração bate devagar quando você não está por perto. Você salvou a minha vida tantas vezes, literalmente, você sabe bem. Você é a luz da minha vida e eu acredito que palavras não são o suficiente para provar isso. Eu te amo Draco Black, seu Slytherin pretencioso. Você merece as melhores coisas desse mundo e eu sinceramente espero que meu amor seja suficiente para você.
Draco soube quando ele terminou que ele deveria ter ido primeiro, para não ter que se sentir tão emocional quando fosse falar na frente de tanta gente.
- Sua vez. – Sussurrou Harry, como se ele não estivesse se lembrando.
Draco olhou para a mãe sentada ao lado da Sra. Weasley, ela estava chorando discretamente, Draco percebeu. Ele também percebeu que seria tão bom poder dizer o que Harry disse, seria bom desejar ter um amor como o de seus pais, mas ele nunca poderia dizer aquilo, agora nem acreditava mais que seu pai alguma vez já amou sua mãe.
- Potter, seu amor é mais do que eu jamais pensei que receberia na vida, é claro que é suficiente, seu idiota, o que mais eu poderia querer? – Deu uma pausa e apertou mais forte as mãos de Harry. – Se você disse que eu salvei sua vida tantas vezes, deveria ter dito também quantas vezes você me salvou também, tantas vezes que salvou a tanta gente. Oh, todo poderoso Potter. – Draco brincou. – E eu não posso dizer o quanto eu sou grato por isso. E o quanto eu sou grato a você, Luna. – Ele apontou para a menina. – Talvez se não fosse você para botar juízo na cabeça desse aqui, nós não estaríamos hoje aqui. Eu estou grato por todo e qualquer evento que nos trouxe até aqui. Eu te amo com todo o meu ser e minha alma, Harry. Você é tudo que eu preciso, até o dia da minha morte eu vou te amar, e se existir uma vida depois dessa, eu vou te amar lá. Você diz que eu sou a luz da sua vida, eu digo que nosso amor é uma luz que nunca se apaga.
Ele agradeceu por conseguir falar tudo o que queria sem chorar ou gaguejar, enquanto Harry o olhava como se só os dois existissem no planeta terra.
Na festa, Luna propôs um brinde aos dois.
- Tantas pessoas me deram parabéns hoje que era quase como se fosse eu me casando. – Ela começou. – Mas eu estou também grata por ter unidos esses dois tolos, amo os dois. – E sorriu. – Que o casamento de vocês seja chio de amor e que os Nargles fiquem longe de suas cabeças ocas.
Foi uma festa alegre, pelo que os dois se lembram. Quando acordaram no dia seguinte, tinham as cotas doloridas de tanto dançarem e fazerem outras coisas também. Mas tinha valido a pena.
Ainda na semana do casamento eles começaram a ponderar a possibilidade de terem filhos. "Como?" – Perguntou Harry, depois se sentindo estúpido por ter perguntado. "Adotando, é claro." – Foi a resposta de Draco. Ele também disse que se quisessem realmente adotar, precisavam fazer isso logo, pois a espera era enorme, segundo ele tinha ouvido.
Eles começaram assim que puderam a pesquisar sobre agências de adoção, nenhuma delas deu resposta, pelo menos não até se passar quase um ano completo.
Foi através de uma carta que uma agência de Londres os chamou para uma entrevista. Eles foram mais nervosos que no dia do casamento, mas se saíram melhor que o esperado. Ao fim da entrevista, Natalie, a moça que os entrevistou, disse só ter mais algumas perguntas.
- Vocês pretendem adotar apenas uma criança, estou certa?
- Bem, era esse o plano. – Draco sorriu.
- Isso é uma pena. – Ela respondeu.
- Mas por quê? – Harry ficou confuso.
- É que duas crianças acabaram de ser transferidas para cá, um menino e uma menina. Eles são irmãos e eu não acho justo separá-los.
Harry e Draco se entreolharam, tendo uma conversa por telepatia, responderam, ao mesmo tempo.
- Nós queremos ficar com eles.
Natalie entrou em um estado de felicidade e os levou para ver as crianças. O menino era o mais velho, com três anos apenas, a mesma idade da filha de Ron e Mione, a Rose. Ele se chamava Scorpius. Ele não se separava por um instante do berço da irmã, que tinha apenas alguns poucos meses de vida.
- E qual o nome dessa pequena doçura? – Draco perguntou, mais uma vez escondendo as lágrimas de felicidade. Se eles não conseguissem, seria devastador.
- Na verdade ela ainda não tem um nome. – Natalie respondeu. – Eu suponho que vocês possam escolher um.
- Isso significa que...? – Harry ficou sem palavras quando ela balançou a cabeça em um 'sim'.
Draco sorriu o tanto quanto pôde e abraçou Harry em um momento de pura felicidade. Agora além de serem 'Os maridos que combatem o crime', eles seriam 'Os pais que combatem o crime'.
- Do que nós vamos chama-la? – Harry perguntou, já em casa, enquanto olhava para sua filha dormindo tão silenciosamente.
- Tem que ser alguma coisa que seja tão incrível como Scorpius. – Draco respondeu, olhando com ternura para Scorpius em seu colo. – Não é, pequenino?
O menininho concordou. Scorpius não havia largado Draco desde o momento em que saíram da agência de adoção.
- Será que eu poderia... Se você aceitar, é claro. Mas será que nós poderíamos chama-la de Lily?
Draco parou de sorrir e virou para o marido, levando os três, Draco, Harry e o pequeno Scorpius a um abraço triplo.
E foi assim que decidiram o nome da filha deles.
- Eu sei que parece ridículo eu dizer isso, além de totalmente incoerente, mas o Scorpius tem os seus cabelos. – Disse Harry depois de algum tempo. Ele tinha cabelos loiros incolores como os de Draco, também tinha uma pele clara, mas os olhos eram escuros.
E quando a pequena Lily de cabelos castanhos encaracolados abriu os olhos, Draco repetiu o comentário.
- Eu sei que parece ridículo eu dizer isso, além de totalmente incoerente, mas a Lily tem os seus olhos.
Dois anos depois, enquanto eles falavam novamente com Natalie e ela lhes mostrava outra bebezinha sem nome que poderiam adotar, Draco segurou a mãe de Harry e não conseguiu reprimir as lágrimas quando sussurrou.
- Será que nós poderíamos chama-la de Narcisa? – Porque assim como a mãe Harry, Narcisa Black não estava mais entre eles.
- Era nesse nome que eu estava pensando. – Harry respondeu ao o abraçar.
E a pequena Narcisa também tinha os cabelos loiros como os da avó que nunca conheceria, assim como os de Draco.
E foi assim que formaram a família que têm hoje: Draco, Harry, Scorpius, Lily e Narcisa. A família que tanto amam.
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Foi assim que todos eles chegaram até aqui, numa sala barulhenta de pessoas que amam tanto.
- Tio Neville, tio Neville! – Gritou Scorpius do outro lado da sala. – O senhor vai ser nosso professor de herbobogia, não vai?
- É herbologia. – Corrigiu Rose.
- Eu vou ser professor de herbologia de vocês, crianças, assim que entrarem em Hogwarts. – Neville respondeu. – Mas por enquanto sou apenas seu tio, assim como a Luna aqui.
- Você fala como se eu também fosse ser professora deles, eu sou apenas uma bióloga mágica, não vá colocando ideias na cabeça das crianças. – Luna retrucou, balançando com o peso dos gêmeos que carregava nos braços.
Neville a ajudou e foram se sentar no canto, para Luna poder descansar depois de ter segurado os bebês por tanto tempo.
- Você disse herbobogia! – Riu Rose do amigo depois de ficarem sozinhos. – Como pode ter dito herbobogia? Nós já vamos para Hogwarts no próximo ano, você já deveria ter estudado sobre herbologia.
- Cala a boca, Rose! – Scorpius se irritou. – Foi só um pequeno erro, não precisa ser tão cruel.
A menina percebeu que realmente não deveria ter sido tão cruel, foi se desculpar com o menino, mas já era tarde, ele saiu de perto dela com uma careta.
Harry e Draco riam à distância da briga infantil, assim como Ron e Mione.
- Temos uma boa vida, Draco Black, não acha? – Disse Harry de repente. Era estranho quando Harry usava o nome completo de Draco, ainda mais agora que ele era o único além dos filhos com aquele sobrenome. Mas ele se sentia orgulhoso por ainda carregar o nome da mãe.
- Eu diria que não é uma vida perfeita, Harry Potter, mas é maravilhosa. – Draco concordou.
Scorpius veio pra perto deles, como os olhos cheios d'água.
- O que aconteceu? – Draco se preocupou com o filho. – Você se machucou?
- Não, pai, eu... Eu tô bem. – Respondeu o menino. – Mas eu queria falar com você. E com o papai também. – Ele apontou para Harry.
- Claro querido. O que aconteceu? – Harry também começou a se preocupar.
- Pai, papai, é a Rose, ela me deixa com tanta raiva.
Harry e Draco respiraram de alívio por um momento.
- Vocês viram? Ele me fez passar vergonha na frente de todo mundo.
- Mas Scorpius, ela estava arrependida, já estava até indo pedir desculpas antes de você sair. – Harry confidenciou.
- É sério? – Ele mudou o rosto de lacrimoso para sorridente. – Ela fez isso mesmo?
- Fez. – Draco respondeu, desconfiando do que o filho realmente queria dizer para eles. – Você gosta dela, não é isso?
- Pai!... – Scorpius ficou vermelho. – Eu não... Eu não. É. Eu gosto dela sim. Mas ela não gosta nem um pouco de mim.
Draco sorriu e Harry fez o mesmo.
- Vem cá, Scorpius. – Harry o puxou para o seu colo. – Você sabia que eu pensava que seu pai me odiava e ele pensava que eu o odiava também? Mas sabia também que não era nada disso e que na verdade nós nos amávamos muito, muito mesmo?
- Ecaaa. – Reclamou Scorpius. – Eu não quero ouvir nada disso.
- O que seu papai está querendo dizer, é que você só precisa provar pra ela que gosta dela. Quem sabe? Ela pode gostar de você também. – Draco tirou os olhos do filho por um instante e os dirigiu para Harry. – Afinal, há uma luz que nunca se apaga.
Lonny 13: É com uma triste felicidade que eu afirmo, depois de anos, a fic chegou ao fim! Estou ambos, feliz e triste, mas acima de tudo orgulhosa. Espero que vocês tenham gostado e muitíssimo obrigada a quem acompanhou (apesar da incrível demora de postar outro cap.) Foi bom enquanto durou, adeus leitores magníficos :( APROVEITEM
