Degel havia saído correndo esbravejando mil palavras em francês, grego, romano, etc, etc por conta do grande "desastre" que havia acontecido.
–Merde, por que sempre ela tem que estar por perto? Non podia simplesmente sumir?! – Disse baixo enquanto destrancava a porta de seu apartamento
–Oh, Sr Marchand chegou cedo, aconteceu alguma coisa? – Perguntou a senhora Madelene, era ela quem mantinha as coisas do francês sempre organizadas exatamente do jeito que ele gostava, trabalhava para Degel há anos e conhecia bem os gostos do mesmo.
–Nada de muito grave ma chérie, só um pequeno acidente com café no trabalho. – Degel estendeu a blusa para a senhora. – Poderia dar um jeito para mim s'il vous plaît ¹?
–Sim senhor. – Madelene pegou a blusa e saiu em direção a lavanderia, Degel por sua vez subiu a passos largos para seu quarto indo em direção ao banheiro, observou seu reflexo no espelho por alguns segundos com as mãos apoiadas na grade pia de mármore preto lembrando-se da forma como havia tratado Jim com grosseira outra vez. Sentiu-se constrangido e arrependido ao lembra-se da forma rude como havia tratado Jim, do semblante de nervosismo da ruiva e os pedidos de desculpas que acabou não aceitando, não tivesse feito por mau, mas a tensão que ficara não deixou que respondesse. Soltou um longo suspiro e resolveu enfim tomar um bom banho de banheira para relaxar e colocar os pensamentos em seu devido lugar.
Entrou na banheira sentindo a agua quente cobrir seu corpo, deixou-se relaxar completamente apoiando a cabeça na beirada da mesma fechando seus olhos em seguida. Sua mente mostrando-lhe flash do sorriso que havia recebido no primeiro dia em que se viram os olhos verdes que quase sempre pegara o observando de um modo analítico, aquele seu jeito "nerd" de se vestir, o som de sua gargalha quando Kardia ou Manigold diziam alguma bobagem, a forma como às vezes a flagrava em seus devaneios, o olhar vago como se estivesse longe em algum pensamento, lembrança ou questionamentos sobre coisas sem sentido. Quem é você Jim? Por que tem que ser tão misteriosa? – Questionou-se.
Abriu seus olhos por uns instantes e voltou a fecha-los, e novamente a mente o levou para outra lembrança, a lembrança do dia em que se desentendera com Jim, a forma melancólica como Jim cantava era como se dissesse muito sobre si, o cheiro do perfume que se desprendia dela sempre que se movimentava um cheiro de madeira de macieira e Almíscar, a pele branca e lisa, os dedos finos e longos. Sentiu as borboletinhas de seu estômago começar a dançar outra vez. Malditas borboletas insistentes, se pudesse beberia inseticida para fazê-las parar com aquela maldita sensação, não podia ter Jim em seus braços, queria, mas não podia sua péssima mania de não fazer nada sem ter certeza, conhecer bem o terreno onde pisaria. Às vezes achava que Kardia tinha razão em não pensar muito nas coisas que fazia, assim vivia mais os momentos que a vida lhe proporcionava mesmo se decepcionando no final, pelo menos o grego era feliz com aquilo. Olhou para os dedos das mãos e viu o sinal que já havia passado da hora de sair dali e daqueles devaneios sobre certa ruiva.

Depois da tarde agradável que tivera com a filha e o genro em um bistrô, Hakurei resolvera que já era hora de ir para casa. Havia aproveitado a deixa e sondado o genro o máximo que pode sobre informações de Jim, de onde vinha, quantos anos tinha, onde trabalhava e etc... Mas tudo que Shion sabia sobre Jim eram coisas básicas, eles não haviam tido muito contado para que fossem tão íntimos, mas as duas informações que Shion dissera para si o haviam deixado bem intrigado. Shion havia dito a Hakurei que Jim não falara sobre sua família quando havia sido questionada e que havia tido uma reação um tanto estranha e isso deixou o investigador ainda mais com a "pulga atrás da orelha", se tivesse sorte só uma pessoa poderia salvá-lo, resolveu então fazer uma ligação a única pessoa que confiava para esse tipo de trabalho.
– Puxa, pensei que nunca mais ligaria!
–É, eu tenho estado bem ocupado ultimamente. – Disse Hakurei
–Ah sim...entendo. Como está?
–Cansado, estressado, endividado, me deixa pensar...
–Caramba é incrível como você não mudou nadinha nesse tempo em que não nos falamos, você continua com os mesmos problemas. – Ironizou
– Preciso de um favor.
–Hummm...um favor é?! Não é encrenca não é?!
–Logico que não, sabe que não faço essas coisas... quando não são necessárias é lógico, mas afirmo que dessa vez não é confusão amigo e sim a solução se eu estiver certo.
–Humm...entendo. E o que ganho lhe fazendo um favor?
–Minha gratidão meu caro.
–Ahhh Hakurei sabe que não sobrevivo somente de "gratidão". Preciso de algo mais...palpável, que pague minhas contas e coloque comida na mesa se é que me entende. – Disse irônico
–Acho que você não se lembra de quantas vezes eu livrei sua cabeça de certas enrascadas meu caro e se não fosse por minha gratidão e minha amizade você não estaria aí agora sentado em sua cadeira fazendo seus "joguinhos" e livre para ir e vir aonde quiser. Não acha que querer mais do que a gratidão de uma pessoa influente como eu é pedir demais?
O telefone ficou em silêncio por alguns instantes e Hakurei por ouvi-lo bufar pelo outro lado da linha.
–Ok, mas saiba que só faço isso em nome de nossa amizade e lógico... pelo direito de ir e vir. – Sorriu. – Agora me diga... que tipo de servicinho quer dessa vez.
– Sabia que não recusaria.
–Digamos que você foi bem convincente. – Riu no final
–Eu sempre sou. Bom vamos ao que interessa meu caro.

Jim e Kardia haviam voltado correndo para a Óros, estavam bem atrasados por conta do encontro com Shion e Dohko no meio do caminho, quando chegaram ao elevador Kardia havia notado que Jim estava com um olhar cabisbaixo, aquele olhar distante em que ela ficava na maioria das vezes, ficou curioso em saber o motivo de ela na maioria das vezes está daquele jeito, em devaneios e com a mente longe.
–Ainda preocupada?
–É um pouco...será que ele voltou? Estou tão envergonhada pelo que fiz. Queria que ele me desculpasse. – Abaixou a cabeça em seguida.
– Ei Ruiva não fiquei triste, Degel é melhor do que imagina, sei que parece um velho rabugento, mas tenho certeza que no dia em que vocês se aproximarem irão se apaixonar. Você vai ver. – Sorriu e deu um longo abraço em Jim que retribuiu. "Ah Kardia, queria tanto que tivesse razão, mas acho que não será tão fácil assim."- Pensou enquanto se aconchegava no peito do grego ouvindo o retumbar de seu coração. Kardia estava se saindo um bom amigo, no início achou que a aproximação do grego fosse por puro interesse sexual, mas com o passar dos dias viu que por mais "vadio" que o escorpiano fosse ele não a olhava de outra forma que não fosse com carinho e amizade. Sempre se mostrava prestativo e quase sempre a animava quando a insistente depressão insistia em voltar. Era como se o grego soubesse exatamente quando estava em dias péssimos e com alegria e seu entusiasmo contagiante sempre conseguia anima-la.
– Olha amanhã iremos à boate depois do trampo, assim você dá uma relaxada e se distrair, papear com a galera.
–Eu não tenho costume de ir para esses lugares Kardia, já faz anos que não saio assim, não sei se será uma boa ideia.
–Ah ruiva, qual é?! É lógico que é uma ótima ideia você vai ver. Amanhã acertamos as coisas melhor ok?!
O grego a encarou com aquele sorriso sacana nos lábios finos e ficou aguardando uma reação de Jim
–Ok ok eu vou.
–Yes! Sabia que aceitaria. – Agarrou a ruiva e deu-lhe um beijo estalado na bochecha. Jim apenas gargalhou com a reação infantil do escorpiano.
–Como você me convence dessas coisas? – Falou Jim.
–Como? Eu tenho lábia minha cara, muita pra dar e vender. Quer um pouquinho? – Piscou
– Bobo...vamos ou vamos perder o elevador.
Assim que chegaram ao 5º andar, voltaram para suas estações de trabalho, pôs ainda havia muita coisa para fazer, no final Jim conseguira terminar as alterações que Defteros havia lhe solicitado e logo após uma breve reunião saiu correndo da sala do grego, não queria perder a carona de El Cid que agora virara sagrada já que o mesmo morava bem próximo ao seu apartamento.

Akemi havia perdido a noção da hora enquanto estava na Óros terminando umas coisas já que no dia seguinte era dia de farra e por isso resolvera adiantar bastante coisa para que nada atrapalhasse. Olhou para o relógio de pulso e assustou-se ao constatar que já passava das 22:00. Juntou suas coisas rapidamente e saiu, tentou chamar um taxi, mas parecia que nenhum deles havia saído para trabalhar naquele dia, resolveu então ir caminhando e olhando a bela paisagem. Sentiu um cala frio subir por sua espinha quando sentiu que um carro aproximava-se devagar.
–O que faz na rua há essa hora ragazza? É muito perigoso andar por aí sozinha assim sabia?!
– Puff... não é tão perigoso assim e...o que você está fazendo aqui a essa hora italiano? – Parou voltando-se na direção do mustang vermelho sangue com os braços cruzados.
– Io? Io estava dando uma relaxada por aí, quer uma carona? – Disse Manigolg tirando seu cigarro da boca e soltando a fumaça dos pulmões pelas narinas.
A loira olhou com descaso para o italiano, "Que tipo de relaxada ele havia ido ter? Provavelmente teria sido com alguma mulher da vida"- Pensou. Mas por que estaria se preocupando com isso? Afinal, não era da sua conta com quem o italiano deixava ou não de se "distrair".
–E aí...dá pra responder ou vai ficar aí pensando na vida? – Perguntou o italiano, lançando um olhar que fez a loira estremecer. Aquele italiano safado sabia e muito bem como deixar uma mulher de pernas bambas, não era atoa que assim como Kardia, havia ganhado o apelido de "garanhão" entre os amigos. O olhar safado por natureza desnudava qualquer ser vivo do sexo feminino, o sorriso largo deixava ainda mais sexy aquele rosto abençoado pelos deuses, o jeito rude e ao mesmo tempo descolado, os cabelos negros curtos repicados, a pele bronzeada, o cheiro do perfume amadeirado era tão evidente em si que nem mesmo o cheiro de seu cigarro conseguia esconder mesmo misturando-se a tal. Akemi mesmo trabalhando junto com Manigold nunca havia notado tais atributos e justo naquele momento seu olhos se fixaram no belo sorriso que ele lhe mostrara. Perdeu-se por alguns momentos nos detalhes do rosto do italiano, admirando, analisando e... gostando?! Não, não, não! Nem queria pensar na possibilidade de imaginar qualquer coisa com aquele carcamano, não que não valesse a pena, mas sim porque não queria ser mais uma a passar por sua cama, e como seria seu dia a dia? Manigold era praticamente seu "chefe" e não seria nada bom passar o dia fantasiando e pensando obscenidades com seu superior.
–Eu...não obrigada! Prefiro ir andando. – Respondeu dando de ombros tentando disfarçar o nervosismo. Começou a caminhar devagar, o canceriano revirou os olhos achando graça da teimosia da loirinha gostosa. Sim, muito ainda mais com aquela saia micro vermelha pregueada que deixava suas coxas grossas à mostra, a blusa de mangas ¾ feita de crochê na cor creme, as meias 7/8 pretas e seu scarpin meia pata também preto. Manigold fez seu carro andar bem devagar, acompanhando o caminhar da Japonesa. Observou seu rebolado e sorriu aquele sorriso safado, o "garanhão" logicamente já havia reparado nos atributos da japinha logo que entrou para o grupo, adorava quando a mesma ficava irritada, achava-a ainda mais linda com as bochechas coradas pela irritação e por isso fazia questão de irrita-la sempre que podia. Já havia se imaginado mil e uma vez realizando várias fantasias sexuais com Akemi gritando seu nome enquanto se desmanchava com prazer.
– Ah ragazza deixa de ser orgulhosa eu deixo você em casa rapidinho, vai caminhando sozinha por aí e se te acontece alguma bobagem? Eu vou me sentir culpado pela vida inteira. Anda, entra eu não mordo. – Parou e destravou a porta do carona.
Xu parou e ficou observando por alguns segundos, realmente andar àquela hora da noite sozinha podia ser perigoso, sentiu um friozinho na espinha ao olhar novamente a face de Manigold, aquele sorriso sacana estava deixando-a incomodada. Não era uma boa ideia andar sozinha àquela hora, mas será que também não era uma má ideia aceitar a carona no momento em que seu corpo e sua mente resolveram traí-la? Resolveu enfim aceitar entrando no carro trocou mais um olhar e partiram.

O trajeto estava sendo um saco, o silencio que havia se instalado estava realmente incomodando o italiano. No rádio Guns N' Roses tocava Patience não deixando o ambiente no silêncio total, Akemi dedilhava em seus joelhos no ritmo da música tentando assim fazer seus olhos desviar dos braços bem definidos, as mãos grandes de dedos grossos, mas não tão grades, as coxas grossas estavam bem marcadas na calça na calça jeans escuro. Odiava-se por não conseguir controlar sua mente com pensamentos nada castos ao ser que dirigia.
– É muito perigoso andar por aí sozinha assim bella.
– Não costumo fazer esse tipo de tolice, mas hoje não tive alternativa. Parece que todos os taxis dessa cidade não estão a fim de trabalhar justo quando mais preciso. – Disse cruzando os braços
– Então parece que salvei você de uma enrascada não é?! – Disse Manigold com certa malicia.
–É parece que sim, mas não vai ficar se achando o herói por isso.
–Hahahaha... e seu namorado? Por que não ligou para ele ir te buscar?
–Eu...- Fez uma pausa. – Nos terminamos. – Disse Akemi sem jeito. Ela e o namorado vinham se desentendendo há um tempo, o ciúme extremo do mesmo e as brigas constantes a fiz achar melhor se afastarem. No fundo não queria aquilo, mas também não gostava do jeito controlador do ex. Odiava ser controlada, era dona de seu nariz, não dava satisfações nem para os pais e por que havia de dar para um homem? Às vezes até sentia falta de um corpo quente ao seu lado, mas ao mesmo tempo estava adorando aquela sensação de liberdade, havia tido um relacionamento de 3 anos e nada mais justo que depois da tempestade que fora o namoro tivesse direito a tempos de calmaria.
–Uhhhhhh... Que stronzo em deixar uma coisinha como você por seja lá o que for. – Disse olhando com malícia para Akemi que corou até o ultimo fio de cabelo.
–É...ele era um idiota sim. Controlador e ciumento estava cansada daquilo tudo, brigas e mais brigas, eu não podia fazer nada, era como se fosse meu dono sabe. Não estava mais dando certo e eu até queria que desse certo, me abdiquei de certas coisas que não queria, vendi meu apartamento em Atenas para ajuda-lo, não queria que as coisas tivessem chegado a esse ponto, mas parece que tudo que fiz só piorou a situação e ...- Parou por uns instantes se dando conta de que estava contando de seu relacionamento fracassado para a pior pessoa que encontrara. – Por que estou contando isso a você? Devo estar pirando, o maior galinha da Grécia e eu contando da minha vida. É devo ter perdido um parafuso no meio do caminho.
–Você gosta de me ofender mesmo em loira. O que foi que lhe fiz em?! – Disse com certa mágoa.
–Manigold...somente o fato de você existir já é uma tremenda falta de educação. Pessoas como você nunca deveriam andar soltar por aí, deviam usar coleiras ou camisas de força coisas do tipo, não são nada confiáveis. - Desdenhou
De repente seu corpo foi projetado para frente por conta da freada brusca do mustang e só não quebrou o nariz por que havia lembrado por o sinto de segurança. Sentiu seus ombros serem segurado com certa rudeza fazendo com que seu rosto adquirisse uma careta de dor. Abriu os olhos e mirou os olhos azuis irritados do italiano com espanto.
–Falta de educação eu existi? Você ta pirada não é?! Eu te ajudei, te dei uma carona e é assim que me trata? Eu não pedi para me conta de sua vidinha medíocre com seu namorado medíocre...ou melhor EX namorado medíocre. Você é uma metida se quer saber e chata e deve ser por isso que ele te deu um pé na bunda. Quem suportaria alguém mal educada e ingrata como você. Só um idiota mesmo, fez ele muito bem. – Esbravejou Manigold
Akemi ficou sem reação com as palavras do italiano, sentiu o peito doer e os olhos marejarem. Sabia que as vezes era grossa com o canceriano, mas ele fazia questão de irrita-la e acabou se acostumando a tal tratamento. Nem quando a conversa era séria eles se entendiam, já estava acostumada com aquele jeito rude e grosseiro, mas porque aquelas palavras naquele momento estavam causando tal efeito em si. Ele já havia dito aquilo outras vezes e porque só agora sentiu seu peito doer. Ficou olhando dentro dos olhos do italiano e não conseguiu proferir nada, pensou em várias respostas, mas nada disse.
–Você deviria ter mais gratidão por quem lhe estende a mão sabia?! –Manigold disse entre os dentes, os olhos percorrendo cada traço daquele rosto delicado, aqueles olhos azuis esverdeados que expressavam certa confusão, as bochechas coradas e os lábios entreabertos eram como um convite para serem "experimentados". Instintivamente Akemi mordeu o lábio inferior enquanto seus olhos rapidamente voltaram-se para a boca bem desenhada do italiano.
–Grosso. – Disse a loira em um fio de voz
–Malcriada. – Rebateu o canceriano no mesmo tom enquanto fitava os lábios rosados
–Canalha – Devolveu Akemi soltando um suspiro
–Metida. – Disse aproximando-se enquanto seus olhos dançavam pelo lábios e olhos da japonesa.
–Imbecil – Sussurrou a loira, sentindo todos os pelos de seu corpo se arrepiar e um frio percorrer sua espinha até a nuca.
–Cucciola². – Sussurrou rente aos lábios carnudos e sem desviar o olhar, tomou os lábios com ânsia e luxuria a loira ainda com todo seu orgulho tentou se desvencilhar dos lábios e das mãos de Manigold. Por fim o italiano começou a sentir a resistência de Akemi ser quebrada aos pouco se deixando levar por aquele ósculo, sentindo o gosto da boca do italiano, aquele gosto mentolado misturado com o amargo da nicotina estava sendo delicioso, nunca pensara em como podia ser delicioso e prazeroso sentir aquele sabor diferente, quando o via fumando sentia nojo e agora sentia seu corpo estremecer nos braços do canceriano. Entendera finalmente a fama de "garanhão", o porquê de tantas quase se matarem só para ocupar a cama do canceriano. Se o beijo estava sendo tão bom a ponto de deixa-la entregue daquela forma, imagina o que não faria na cama. Manigold sorriu por dentro, quisera aquilo tantas vezes, a forma como ela o repelia era o que o atraia, quando proferia um chingamento era quando mais se atraia por ela. Tinha tantas mulheres ao seu dispor e ela fora a única a repeli-lo daquela forma, a ser a mais difícil. Devia ser masoquista, não havia outra explicação, quanto mais a loira o maltratava, mas sentia vontade de possuí-la. Aquele jeito arredio que tinha o enlouquecia.
Suas mãos começaram a passear pelo corpo magro, chingou todos os deuses quando fora obrigado por seus pulmões a libertar aqueles lábios macios em busca de ar, fitou por alguns segundo o rosto corado e voltou a tomar os lábios, não queria perder nem um segundo, levou uma das mãos à nuca da loira que segurava em seus braços como se quisesse buscasse apoio. Enfiou a língua na cavidade quente e macia da loira fazendo-a soltar um gemido dentro se sua boca. Desceu a mão esquerda soltando o cinto de segurança e voltando rapidamente para as coxas grossas que tanto quis apalpar, sentido a macies da pela branca fazendo questão de deixar ali a marca de seus dedos, queria poder ter vários braços para quem sabe assim não perder nada, soltou os lábios e desceu para o pescoço depositando ali beijos, sugando e lambendo. Akemi sentia o corpo fraquejar com aquelas carícias, podia jurar que se não estivesse sentada suas pernas já a teriam deixado ir ao chão, o canceriano sabia mesmo como usar seus dotes, as mãos fortes apalpando tudo que podia com maestria e habilidade, sentiu seu seio ser prensado pela mão forte, tentou, mas não conseguiu conter o gemido estrangulado que ecoou de sua garganta deixando o italiano muito satisfeito. Sentiu-se envergonhada por estar cedendo assim, daquela forma a um homem como Manigold, um homem que já deitara com tantas vadias por aí agora estava maculando seu corpo, imaginou quantas vezes ele já havia feito aquilo, com quantas mulheres ele já havia "trepado" ali. As mãos apertando e marcando sua pele branca, a mão abusada deslizando para debaixo de sua saia alisando acariciando sua virilha sentiu quando os dedos se enroscaram na lateral de sua minúscula peça intima forçando insistentemente para rompê-la. Tinha que parar com aquilo ou iria ceder ali mesmo dentro daquele mustang, ou melhor, "o motel particular" do canceriano.
– Ahhh ragazza, que pele macia você tem e esse seu cheiro... mi sta facendo impazzire³. – Um gemido baixo de satisfação saiu de sua garganta quando a ponta de seus dedos tocou a feminilidade da loira por cima da peça íntima, sorriu sentindo o quando ela já estava úmida e...como era quente, por Zeus! Sentiu o corpo delgado estremecer com aquele simples toque e teve certeza absoluta mesmo que ela não admitisse e lutasse para não se render, no fundo estava sentindo prazer com aquilo. Queria mais, muito mais, queria tudo daquele corpo pequeno que estava em seus braços, o membro preso dentro daquela maldita calça já lateja de vontade de entrar ali onde seus dedos agora brincavam. Continuou marcando a pele do pescoço, colo até se enterrar no decote inalando o cheiro adocicado que se desprendia dali. Ouvia os gemidos estrangulados que teimavam em sair da garganta da loira, levantou o rosto e fitou por alguns segundos o rosto rubro e suado, os olhos fechados e os dentes cravados no lábio inferior já inchado pelos beijos e as mordidas. Como ela ficava ainda mais bella daquele jeito, quase totalmente entregue.
A loira sentiu quando sua blusa começou a ser levantada, estava tão entorpecida pelas sensações novas que o arquiteto lhe causava que mal conseguia raciocinar. Forçou seus olhos a abrirem e observou onde estava, o carro. Não...não podia, não era justo e nem certo. Poderia agora querer o peso do corpo do italiano sobre o si, mas não ali, não daquela forma. Se ele a queria teria que mostrar que merecia, não havia sido achada no lixo e nem se entregaria pra um "canalha", delicioso canalha tão facilmente. Juntou forças de onde nem sabia que tinha e começou em vão tentar afastar Manigold de praticamente de cima de si.
–Nã...não Mani...pare! Já...já chega! – Pediu com a voz entrecortada.
–Não ragazza... Per favore.- Mordeu o pescoço deixando uma marca vermelha fazendo-a soltar em gritinho de dor e prazer. – Não quero parar agora, vamos continuar? - Pediu com a voz melosa dando leves beijos no local onde havia cravado seus dentes.
–Não...já chega eu...não quero isso. – Mentiu a loira
–É mesmo?! Não é isso que seu corpo está me dizendo bella. Olha como você está pronta pra mim. – Riu safado levando os dedos até a boca provando o sabor doce da loira. Akemi que já estava como um pimentão tamanha vergonha em ver aquele gesto tentou esconder o rosto na curva do pescoço do italiano que estava adorando aquilo tudo.
–Eu...eu... – Não conseguiu proferir mais nada, seus lábios foram tomados com lasciva luxuria outra vez. O corpo sendo prensado contra o corpo másculo de Manilgod causando-lhe arrepios. Tentou se desvencilhar dos lábios que desceram rapidamente ao seu decote, mordendo, lambendo e chupando. Tinha que sair dali, tinha que sair e rápido antes que perdesse completamente a razão, os dedos hábeis do italiano estavam fazendo com que perdesse completamente o juízo. Levou uma das mãos a porta do carro tateando desesperada até encontrar a maçaneta, segurou na mesma e forçou. A porta abriu rapidamente e nem teve tempo de se segurar, foi praticamente jogada para fora do carro e no momento da queda suas pernas de levantaram, sentiu quando seu joelho esquerdo bateu em alguma coisa que não soube identificar, mas teve uma pequena ideia do que era quando ouviu a voz irritada do italiano.
–CAZZO! Berrou levando as mãos ao rosto.
A loira arrastou-se completamente para fora do veículo e levou um susto quando olhou para Manigold.
–Ahhhh...Deus! Desculpe-me, eu não queria, não era pra isso acontecer. – Ficou desesperada seu joelho havia acertar em cheio o nariz do canceriano no momento da queda.
–Você quebrou meu nariz, sua...sua maluca! – Esbravejou o canceriano.
Akemi se aproximou nervosa vendo o sangue sair pelo nariz do italiano que a essa altura já havia chingado todos os nomes possíveis. Xu olhou ao redor e viu que estava bem próximo de casa, fechou a porta do carro com força e correu Manigold não acreditou na cena que viu, a loira saíra correndo deixando-o daquela forma ensanguentado. Apoiou a cabeça no banco levantando a cabeça tentando parar o sangramento. Sentiu-se angustiado vendo a loira correndo o deixando daquela forma, excitado e com o nariz ensanguentado. Fechou os olhos proferindo mais alguns chingamentos em sua língua mãe. Ficou assim por alguns minutos até assustar-se com o barulho de alguém batendo no vidro do carro, olhou de canto de olho abaixando o vidro.
–O que você quer agora? Já está em casa.
– Eu sei. – Akemi ficou analisando o nariz do italiano sentindo um aperto no peito, fora sua culpa ele está daquela forma, se tivesse sido firme e resistisse nada daquilo teria acontecido ou se tivesse cedido de uma vez is...perai, no que estava pensando, como assim "si" estivesse cedido? Balançou a cabeça levemente voltando a olhar para o rosto do italiano que agora tinha os olhos fechados.
– Vem, deixa eu te ajudar. –Disse abrindo a porta do carro em seguida.
–O que pensa que está fazendo? – Disse irritado
–Tentando te ajudar, me desculpa não queria que isso tivesse acontecido. - Disse com mágoa na voz.
–Eu não preciso da sua ajuda. –Rosnou Manigold.
–Dá pra parar com isso só um pouco. Já estou me sentindo péssima por ter causado isso a você, o que mais você quer? Que eu ajoelhe e peça perdão? Eu já pedi desculpas e estou tentando te ajudar, será que dá pra deixar de ser um pouco grosseiro?
Manigold fitou os olhos azuis de Akemi que expressavam preocupação.
–Olha, não precisa se preocupar tá, eu vou embora. – Disse com a voz baixa puxando a porta do carro. Akemi rapidamente segurou a mesma não permitindo que ele continuasse.
–Não, por favor, me deixa dar um jeito nisso, você não pode dirigir assim minha casa fica ali na esquina, deixe o carro ai e vamos eu te ajudo. – Disse puxando-o pelo braço para que saísse do carro. Manigold pensou em protestar, mas achou melhor aceitar a ajuda de Akemi, seu nariz ainda sangrava e podia ter problemas ao dirigir. Saiu devagar do veículo travando as portas em seguida, apoiou a mão no ombro da loira e a seguiu até sua casa.

Em sua varanda, Jim observava o quebrar das ondas, sentido o cheiro da maresia e o vento gostoso que vinha do oceano. Havia pensando em várias coisas enquanto admirava aquela maravilha da natureza. Aspros parecia saber exatamente do que precisava mesmo sem conhecê-la na época em que se mudara para Grécia. Ainda segurava sua tigela de Ramen enquanto sua mente a levavam a certo francês de olhos indecifráveis sentiu um aperto no peito e uma sensação de culpa, nervosismo e...ansiedade.
– Droga... por que to me sentindo assim? Eu mal o conheço. – Resmungou levantando em seguida. Foi até a cozinha pegando mais um pouco de Ramen, no caminho olhou para a bancada mirando seu celular por um tempo. Levou o hashi a boca pensativa "Será que devo?" Pensou.
–Não...melhor não. – Começou a andar de volta ao seu lugar. Sentou e terminou seu jantar com calma ainda apreciando o belo mar, voltou à cozinha, lavou a louça enquanto seus olhos não desgrudavam do aparelho. Quando terminou resolvera ler para tentar acalmar seus pensamentos, mas a mente e a maldita sensação de culpa não estavam permitindo a concentração na leitura. Soltou um suspiro irritado levantando-se bruscamente, correu até o celular começado a busca na sua agenda. Sentiu a boca seca e as mãos húmidas só de imaginar a reação que o francês pudesse ter. Fechou os olhos, respirou fundo e discou.

Degel estava sentado sem seu escritório concentrado em sua leitura enquanto o aparelho tocava insistentemente, mirou-o por cima dos óculos observando a luz que saia do mesmo. Não estava com nenhuma vontade de atender ninguém ainda mais àquela hora da noite. Odiava ser incomodado quando estava em suas adoráveis leituras. Aqueles eram os seus melhores momentos, seu momento de relaxamento e sempre se deligava de tudo ao seu redor, mas justo naquele dia havia se esquecido de silenciar o bendito aparelho, bufou e voltou os olhos para as páginas tentando ignorar o aparelho.

Do outro lado Jim já começava a ficar nervosa, andou até o quarto e se jogou na cama fechando os olhos. Sentia-se uma idiota por estar fazendo aquilo e sua frustração só havia por não haver resposta, na verdade nem sabia ao certo o que diria ao francês, mas mesmo assim não resistiu e ligara. Nunca havia ligado para ele, aquela seria a primeira vez e depois do que havia acontecido de manhã seria bem normal se Degel não a atendesse.

–Vamos...vamos, atende logo...por favor! Droga porque quero que atenda se eu nem sei o que vou dizer? – Resmungo a ruiva com os olhos fechados.

O aparelho ainda tocava insistentemente, irritado Degel fechou o livro depositando-o no criado mudo ao lado da poltrona de veludo preto e caminhou calmamente até o celular, olhou o visor e não reconheceu o número.

– Alô.

– Droga...por que diabos eu achei que ele iria me atender? – Disse Jim depositando o aparelho na cama. Fechou os olhos lembrando-se do esbarrão de dera no aquariano antes de reunião, mesmo estando sozinha sentia-se envergonhada por ter sido tão desatenta. Um pouco parecidos, eram assim que eram Degel era a frieza em pessoa e Jim tímida e retraída, quase não falava, mas não era fria como o francês, os olhos de Jim ao contrário eram expressivos e diziam exatamente o que sentia, já Degel possuía olhos indecifráveis, a expressão sempre séria dava certo medo as pessoas que não o conhecia. No fundo a ruiva nunca fora assim, sempre fora uma das alunas mais populares e seu jeito brincalhão e extrovertido atraiam e muitos as pessoas o que justificava ter tido uma excelente afinidade com o escorpiano, mas depois do que acontecera no passado a instinto de sobrevivência a fizeram adquirir esse temperamento, sentia certo medo das pessoas, medo de confiar novamente, de errar de novo, medo de se apegar a pessoas erradas e o maior de todos... medo de perde-las. Sentia um nó na garganta só de imaginar que aquilo pudesse acontecer outra vez, fechou os olhos com mais força sentido os húmidos. De repente sentiu algo vibra ao seu lado, lembrou-se do celular e o pegou sem nem olhar o visor, bufou e atendeu.

–Mochi mochi!
–Jim?– A voz rouca e o forte sotaque fizeram Jim quase pular da cama, havia esquecido momentaneamente que havia ligado para Degel, sentiu um frio no estômago sem saber o que dizer, nunca pensou que ele retornaria ainda mais àquela hora.
–Jim é você? – Perguntou Degel com a voz fria de sempre
–Ahnn..oi, ahnn, sim sou eu Degel. – Respondeu sem jeito.
–O que houve? Aconteceu alguma coisa para me ligar tão tarde?
–Eu...bem, eu só (Droga, fala alguma coisa sua imbecil) –Pensou
–Por que não para de gaguejar e diz logo o que quer, já é tarde e amanhã preciso estar cedo no escritório.
Jim respirou fundo engolindo em seco, a voz fria e calma de Degel era cortante e a deixava mais nervosa, também pudera, quem não ficaria nervosa perto do "príncipe gelado da França"?!
–Degel. – Começou. – Eu só liguei para me desculpar por hoje cedo, eu não queria, eu tentei me desculpar, mas você não voltou para Óros e estou me sentindo péssima com isso. – Disse com tom de mágoa na voz que foi prontamente entendida por Degel. O francês engoliu em seco, sabia que havia sido grosso com Jim não só daquela vez, mas em várias outras ocasiões. "Você não olha por onde anda?", "Deveria prestar mais atenção em seu serviço.", "Você é sempre irritante demais assim?", "Esse seus erros nos trabalhos só atrasam minha vida, quando se dará conta de que isso non é brincadeira?", " Se você se dedicasse mais a seu trabalho como se dedica a rir das asneiras de Kardia seu trabalho teria menos falhas." .Era sempre assim, no fundo não gostava daquilo, sentia uma vontade insana de provar seus lábios, seu corpo, tudo, mas por outro não saber nada sobre ela era um tormento que faziam sua mente e seu coração travarem uma luta diária. E Kardia, porque aquele grego idiota fazia questão de fazê-la rir lindamente? E porque ela tinha que sorrir e...sorrir não, se desmanchar em gargalhadas para qualquer gracinha que ele fizesse? Ouvir sua voz assim só podia ser castigo, castigo dos deuses que acharam graça em ver um duelo sanguinário: Coração x Razão, quem ganharia? Não sabia, mas sentia os pelos de seu corpo se arrepiar só de ouvir a voz grave e naturalmente sexy pelos corredores da Óros, agora ouvi-la assim praticamente ao pé do ouvido era uma doce tortura, imaginou a expressão que havia no rosto da ruiva naquele momento, provavelmente era a que sempre ficava todas as vezes que soltava uma de suas sutis grosserias, sentiu uma vontade enorme de abraça-la e ele sim se desculpar por todas as vezes que dissera algo propositalmente para magoá-la.
–Tudo bem Jim non tem problema, eu...-Levou uma das mãos as têmporas. – Só fiquei um pouco nervoso só isso.
–Tem certeza que está tudo bem? Eu juro que não fiz por mal, prometo ser mais atenciosa da próxima vez. – Disse sorrindo.
–Oui, era só uma camisa non se preocupe. – Disse o francês.
–Puxa eu...vou até dormir melhor depois disso, não sabe como me senti péssima. – Disse soltando um riso no final o que fez o francês dar um leve curvar nos lábios.
– Na verdade eu também lhe devo desculpas pela maneira como lhe tratei. Non devia ter sido tão grosseiro.
–Não vamos inverter os papéis ok, você não tem que se desculpar, eu fui uma estabanada e acabei estragando toda sua camisa, talvez eu tenha merecido mesmo.
–Merecido seria se fosse proposital e eu acredito que tenha sido um acidente, certo? – Disse com a voz fria
–Sim... quer dizer...não, não foi proposital, lógico que foi um acidente eu jamais faria algo do tipo mesmo sabendo que você não curte muito a minha cara, mas...-
–O que? O que disse? "Non curto a sua cara"? O que isso quer dizer? – Interrompeu o francês sem entender.
–Bom Degel é que, olha sejamos francos ok?! Eu sei que me detesta desde o primeiro dia em que nos conhecemos, é um direito seu gostar ou não de alguém, mas só não acho que devemos ficar como "cão e gato" na Óros nós trabalhamos juntos e sempre tem que tentamos um diálogo mesmo que seja curto você na maioria das vezes é grosseiro e eu não tenho muito que dizer, eu...eu só queria que nos déssemos bem como é com todo o resto, mas se não gosta de mim, se minha presença para você é tão "abominável" assim eu só posso dizer que sinto muito e eu prometo que o que houve hoje cedo não irá mais se repetir.

Degel pensou nas palavras que Jim havia dito, então ela acreditava mesmo que era "detestável e abominável" aos seus olhos? É parece que estava indo bem com sua máscara de indiferença e frieza. Mal ela sabia que cada gesto, cada palavra que saia de sua boca para o francês era uma tortura diária. Sentiu uma vontade imensurável em prolongar a conversar, quem sabe assim conseguiria arrancar algo mais sobre Jim e assim poderia pensar no assunto sobre quem sabe, convida-la para um jantar. "Não seria nada mal" – pensou o francês.
– Como conseguiu esse número chérri?
–Ãhn...Ah bom...

Flashback

KARDIA! – Gritou a ruiva correndo em direção ao grego que esperava o elevador.
– Olá, sabia que eu não ia sair daqui sem um beijo de despedida da minha "moranguinho". – Ironizou o grego como sempre.
–Para seu bobo! Olha...- Puxou o grego pelo braço a um lugar vazio. – Kardia será que você poderia me dar o celular do Degel? – Pediu corada
Kardia dera um sorriso cafajeste que deixou a ruiva tão vermelha quanto a cor de seus cabelos, a transparência no olhar do escorpiano eram obvias e não tinha como não saber que o mesmo estaria pensando bobagens.
– Olha roux, se você ta querendo o número do cubo de gelo para fazer sexo por telefone é melhor esquecer, ele não curte muito essas coisas vai por mim. – Lógico Kardia não perderia a oportunidade em deixa a ruiva ainda mais constrangida, mesmo tendo mais intimidade com ela o grego já sabia o quanto Jim era tímida e que mesmo os dois tendo mais intimidade para Jim estava sedo um martírio e claro que o grego não poderia perder uma oportunidade de ouro como aquela em deixa-la como um tomate.
–Seu...seu canalha como pode dizer isso. Não é pra isso que quero é que...quero me desculpar, eu não vou conseguir dormir se não puder me desculpar pelo que fiz mesmo que ele me mande para os braços de Hades.
–Hum...se desculpar? Sei vou te dar uma dica...você diz pra ele que...- O grego não terminou pôs foi interrompido por um soco no estômago que o fez rir e tossir com a atitude da ruiva.
–Não começa, vai me dar ou não o que pedi? – Disse Jim fazendo um muxoxo.
–Coff...coff...caramba em?! Não precisava me bater, eu não sei negar nada pra esse rostinho lindo. – O grego apertou as bochechar de Jim sem seguida retirou o celular do bolso passando o número do francês para Jim. A ruiva enlaçou o grego pelo pescoço e deu um beijo estalado nas bochechas em agradecimento voltando correndo para sua mesa. Kardia sorriu feliz, no fundo ainda duvidava que Jim realmente tivesse coragem de ligar pra Degel, mas aquela noite em especial incluiria isso em suas orações aos deuses para que ela tivesse.

–Foi assim, mas acho que você está esquecendo que além de trabalhar no mesmo local nós temos os mesmos amigos, principalmente certo grego. – Disse Jim rindo.
–É tem razão– Disse sem jeito, porque perguntara aquilo, era mais que óbvio que fora alguém da Óros em especial certo grego de cabelos azulados. – Bom enfim, você já está desculpada e só me deve uma camisa nova.
– Eu prefiro ficar te devendo um almoço, o que acha? – Corou violentamente
Degel instintivamente humedeceu os lábios sentindo um calor subir até sua nuca. Passou a mão livre na franja farta deixando sua testa a mostra. Queria muito aceitar aquele convite, mas sua razão sempre falava mais alto e nesse momento ela estava aos berros para que o francês rejeitasse o convite.
–Kinneas eu acho que non seria uma...-
–Por favor me chama de Jim, só de Jim. – Interrompeu Jim com a voz melodiosa.
Ok Jim – Fez uma pausa, realmente aquele simples diálogo entre os dois estava começando a ficar difícil, Jim possuía uma voz grave e muito sexy, o que fazia um bom diferencial com seu estilo nerd e ouvir aquela voz sexy por natureza bem rente ao seu ouvido mesmo que fosse por celular estava sendo realmente torturante. – Jim eu acho que non seria uma boa ideia, você já me pediu desculpas e acho que isso é o suficiente. – Resolveu ouvir a voz da razão.
– Qual é Degel é só um almoço o que tem de mal nisso? – Pediu a ruiva com a aquela voz sensual.
"Por que ela tinha que ter uma voz filhadaputamente sexy mesmo com aquele visual nerd? Deuses, o que querem tirar minha sanidade? Colocar meu alto controle a prova?" - Pensou respirando fundo buscando dentro de si seu tão famoso alto controle para não ceder aquela sedução ruiva.
–Chérri olha eu... –Não terminou o francês, pôs foi interrompido pela voz sensual outra vez.
– Degel, por favor, é só um almoço, eu prometo que não vou derramar nada em você dessa vez. – Ficou em silêncio por alguns breves minutos esperando a resposta do francês que a essa hora já quase quebrava o aparelho telefônico tamanha aflição.
– Serei uma boa menina se você disse que pelo menos pensará no assunto.

"Ahh s'il vous plaît non seja, isso non.'' – Pensou o francês sentindo um calor queimar sua face. Engoliu em seco ao ouvir o pedido meloso da ruiva. Ah deuses sádicos!
–Olha estou realmente cansado Jim e preciso dormir. – Tentou argumentar
–Sim? – Disse Jim praticamente afirmando.
–Oui, oui eu pensarei no assunto ok?!– Disse vencido. – Bonne nuit Jim.

Jim deu um longo de belo sorriso de alegria, não havia conseguido o almoço de imediato, mas pelo menos havia tido um bom diálogo e uma esperança de conseguir um almoço com o "príncipe gelado da França. "

–Oyasuminasai Degel.

Despediram-se cada um em sua língua mãe. Degel respirou fundo ainda com a mão nos cabelos tentando recobrar o controle de seu coração descompassado e o calor que subira arrepiando os pelos de seu corpo, resolvera tomar um banho frio e tentar dormir já que no outro dia precisava estar cedo ao escritório.

Continua...

Notas finais do capítulo

Ai ai ai, essa japonesa...como conseguiu resistir ao furação italiano?(Se fosse eu hummmm...não sei não) hahahahah =D
E Jim e Degel parecem estar se acertando...finalmente.
Povi do meu coração, a estória está um pouco lenta, mas no próximo vou tentar adiantar um pouco as coisas entre a Jim e Degel...lógico, se depender do Kardia.
*A expressão "filhadaputamente" eu "catei" em uma das fic da Sion Neblina que eu simplesmente ADORO as fics dela.

*S'il vous plaît - Por favor
*Cucciola - Cachorra
*Stronzo - idiota, babaca
*Ragazza - Menina
*Mi sta facendo impazzire - Está me deixando louco.
* Ramen ou lamen é um alimento japonês de origem chinesa composto por filamentos longos de massa alimentícia mergulhados em caldo extraído de verduras, legumes, carcaça suína, bovina, de aves (frango) ou frutos do mar, temperados com shoyu, sal ou missô e decorados comumente com carne de porco, cebolinha e broto de bambu.
*Hashi ou fachi ou ainda em tradução livre pauzinhos são as varetas utilizadas como talheres em parte dos países do Extremo Oriente, como a China, o Japão, o Vietnã e a Coreia.

Sugestões, críticas construtivas, elogios, comentários, etc... serão super bem vindos.

Bjs e queijos...até o próximo. =*