Já passava das 23:00 e Jim e Kardia ainda não haviam chegado. Esther e Mathure já haviam corrido para pista de dança deixando seus quadris rebolar no ritmo de On the floor da Jennifer Lopez. Um grupo de rapazes observava com luxuria as irmãs Egípcias na pista o que despertava e muito o ciúme de certo grego que a passos largos correu para tomar posse do que era seu, colando seu corpo no da morena deixando-se ser guiado no mesmo ritmo que de Esther. Mathure achando graça da forma possessiva de Sísufu, resolveu que já era hora de dar atenção a Asmita que somente observava, fingindo ignorar os olhares cobiçosos sobre sua amada.

No bar, Manigold tentava desviar sua atenção da loira, mas não conseguia, havia tantas garotas gostosas ali e ele simplesmente não conseguia para de olhar para Akemi, ainda conseguia sentir o gosto da boca dela e cheiro do perfume, como se tivesse se impregnado em cada poro seu. Durante o dia tentou discretamente ter uma conversa com a loira sobre o acontecido, mas ela o havia evitado o dia inteiro e isso estava incomodando demais, odiava esses joguinhos de "vamos fingir que nada aconteceu", gostava de manter tudo em seus devidos lugares. Percebeu em volta alguns "figlio di puttana" como urubus em cima da loira que somente ignorava tudo enquanto degustava calmamente sua Piña Colada e mexia-se devagar no ritmo da música. Quando o italiano começou a caminhar em sua direção, a loira sentiu seu corpo tremer, não queria ter aquela conversar se possível nunca, estava odiando-se por não conseguir parar de pensar nos beijos e nas mãos habilidosas do italiano e isso a amedrontava, sentia um medo horrível de cair nas garras do canceriano outra vez. Ela já trabalhava com Manigold tempo suficiente para saber dos relacionamentos do mesmo e se é que aqueles romances podia se chamar de relacionamentos. Rapidamente aproximou-se de Asmita, El Cid e Degel que já havia chega há um tempo e trocava algumas palavras com os mesmos não dando chance para ficar a sós com Manigold que bufou de ódio pela atitude de Akemi.

–Aonde esses dois se meteram hein?!- Perguntou Mathure

– Devem ter se perdido. – Comentou Asmita.

–Não seria melhor telefonar, talvez tenha acontecido algo. – Comentou Akemi.

–Já liguei, mas ele non atende. – Disse Degel.

–Aqueles dois ainda não chegaram? – Reclamou Sísifu que havia acabado de se aproximar com Esther.

– De repente eles resolveram dar uma paradinha antes de vir para cá. – Ironizou Manigold que havia acabado de se aproximar do grupo também.

Quando o canceriano terminou a frase, Asmita mirou Kardia que acabava de entrar pela porta da boate. Os olhares cobiçosos de algumas mulheres dançavam sobre o corpo bem trabalhado do grego que simplesmente adorava aquilo e fazia questão de mostrar seus atributos.

–Kardia, dá pra ir mais devagar?! – Perguntou Jim tentando fazer o grego andar mais devagar.

–Não, não dá! Graças a você estamos bem atrasados então, não dá pra ir mais devagar. – O grego continuou andando puxando Jim pela mão que se desviava como podia das pessoas até a área vip que haviam reservado.

–Ufa chegamos. – Disse Kardia enquanto apertava a mão de Sísifu e em seguida El Cid.

–Ualll Jim é você mesmo? Gente olha pra isso nem dá pra acreditar. – Falou Mathure chamando os outros para olharem o visual da ruiva.

Quando o olhar do grupo se voltou para Jim a mesma ficou como um tomate. Kardia havia escolhido para Jim uma calça de corino preta, uma bota de cano longo com saltos quadrado e uma regata branca com estampa de uma cerejeira do Japão, os cabelos ruivos soltos se destacando sobre a pele branca de seus braços. Jim estava lindamente maquiada, os olhos bem marcados com delineador e rímel e um gloss cor de boca. Degel fitou a ruiva de cima a abaixo quase não conseguindo esconder o quanto havia se agradado com aquela visão. Sentiu uma vontade enorme de devorar seus lábios enquanto espremia o corpo magro da ruiva contra o seu. A roupa era bem justa e deixava mais do que evidente as curvas provocantes que ela possuía. A cintura era fina com um abdômen chapado, os seios pareciam ter sidos moldados no tamanho ideal de sua mão, pois caberiam perfeitamente sem sobrar e nem faltar, o bumbum redondo não era muito grande, mas sim ideal para seu porte físico e para completar a regata deixava à mostra seu umbigo. "Deuses eu poderia ficar horas degustando aquele pequeno orifício e non me cansaria." Pensou o francês sem conseguir desviar o olhar.

–Você ta lindaaaaaa! – Falou Akemi enquanto dava um abraço em Jim.

–Puxa, nem acredito que é você. – Disse Esther em seguida também dando um abraço na ruiva.

–É sou eu. – Respondeu sem jeito. – Kardia me obrigou a vesti isso. Ficou bom mesmo? Estou me sentindo como se tivesse sido embalada a vácuo. – Perguntou sem jeito.

–Que exagero ele fez muito bem está um arraso. Adorei sua maquiagem. – Disse Akemi.

–Arigatou Akemi-chan. – Agradeceu a ruiva.

–Se ele te embalou a vácuo fez isso muito bem. Aquelas roupas que você costuma usar no seu dia a dia não deixam tão evite seus dotes. – Comentou Esther

–Ah Esther, eu nunca conseguiria trabalhar o dia todo dentro de uma calça justa como essa. Às vezes tenho a sensação de que ela vai explodir a qualquer momento. Eu nem lembrava mais que a tinha, já faz tanto tempo.

–Que explodir o que, ficou gostosa com ela. Bom agora que estamos todas juntas que tal...- Fez uma pausa. – Irmos todas para pista de dança?! – Falou Mathure.

Esther, Akemi e Mathure soltaram um "uhull" ao mesmo tempo em que levantavam as mãos.

–Vamos nessa! – Akemi pegou na mão de Jim e saiu arrastando a ruiva que não hesitou.

As quatro garotas saíram deixando os seis marmanjos de boca aberta.

–Mandou muito bem Kardia. – Comentou Sísifo apertando a mão do grego.

– Figlio di puttana! Mandou muito bem grego desgraçado. – Falou Manigold dando um abraço em Kardia dando tapas em suas costas. – Embalou a gata a vácuo para alegria da galera, olha pra aquilo, ela tem uma bundinha linda, nunca tinha reparado. Quer dizer, tinha sim, mas não desse jeito.

–Eu sei que sou foda carcamano não precisa me bajular. Mas olha, na boa, não foi fácil convencer ela a sair de casa vestida assim, mas no final o Kardia aqui acabou vencendo. – Falou cheio de orgulho.

– Realmente tenho que admitir que você mandou muito bem Kardia. – Completou El Cid.

–Vai se vangloriar disso para o resto da vida. – Comentou Degel.

–Não vem com essa francês, vai me dizer que não gostou. – Falou aproximando de Degel e sussurrando em seu ouvido. – Ela pode ser sua, só basta você querer. – Piscou para o francês que nada disse.

– Bom agora que o grupo está formado eu vou dar um rolé, e aí Kardia você vem? – Perguntou Manigold dando um belo gole em sua cerveja.

–Mais é lógico, não to a fim de dormir sozinho hoje. - Disse enquanto seguia Manigold.

–Esses dois não tem jeito, são dois mulherengos. – Resmungo Asmita.

–Não vejo mal neles, são solteiros, jovens e atraentes, tem mais é que aproveitar. Vou buscar uma bebida, alguém quer algo? – Perguntou El Cid

–Uma cerveja. – Disse Sísifu

– Um Sex on the Beach, sem álcool por favor. – Pediu Asmita.

–O mesmo para mim. - Disse Degel.

–Okay. – Falou El Cid seguindo em direção ao bar.

_Tilintar_

Na pista Jim, Akemi, Esther e Mathure molhavam seus corpos de suor de tanto dançar, o jogo de luzes coloridas piscava e se movimentava no ritmo da música e a máquina de fumaça deixava o ambiente ainda mais frenético e com cheiro de tutti-frut. As irmãs Mahsati encaixaram seus quadris e rebolavam no ritmo de Sweet Dreams – Eurythmics, Mathure que estava a trás de Esther, descia a mão pelas coxas da irmã e subia deixando marcas de unhas enquanto a menor rebolava e balançava os braços no ritmo sensual da música. Os marmanjos ao redor observavam com luxuria a dança sensual das irmãs que não se importavam nem um pouco com olhares.

Jim e Akemi também dançavam juntas. A ruiva lembrou-se da época em que morava no Japão e as baladas com as antigas amigas sentindo falta daquilo. Envolvida pelo ritmo da música, enfiou os dedos em seus cabelos jogando-os de um lado para o outro enquanto balançava a cabeça, os olhos fechados e os lábios sensuais cantavam junto com Annie Lennox. Desceu as mãos pelo pescoço, escorregado pelos seios, barriga, quadril e coxas enquanto rebolava no ritmo da música. Akemi ondulava os quadris para frente e para trás, enquanto balançava os braços no mesmo ritmo.

De longe, Asmita, Degel e Sísifo observavam de boca aberta. A forma sensual com que elas dançavam era quase impossível não despertar pensamentos indecentes em qualquer homem. Os olhos do indiano brilhavam discretamente presos nos olhos de Mathure que fazia questão de não desprender o olhar, a intenção era realmente provoca-lo e estava conseguindo, havia lhe prometido uma noite quente e aquilo seria o estopim fazer o indiano descer do pedestal. Um pouco mais distante dali Manigold flertava com uma linda morena de olhos verdes que estava praticamente se jogando nos braços no italiano que não se fez de rogado roçando seu corpo muito bem trabalhado no corpo voluptuoso da morena apertando e bolinando tudo que podia e quando se voltou para se apossar da boca da morena seus olhos automaticamente se prenderam na visão de Akemi na pista de dança, a morena mesmo percebendo a distração do italiano não se intimidou e colou seus lábios nos dele. Manigold fechou os olhos por alguns instantes saboreando os lábios carnudos junto aos seus, mas sem entender seus olhos se abriram e se mantiveram presos na loira que rebolava sensualmente na pista de dança fazendo sua mente vaguear no dia anterior. A morena percebendo a distração do italiano desgrudou os lábios deixando suas testas unidas.

–O que você está olhando bonitão? Parece estar mais interessado na pista do que em mim. Você quer parar? – Sussurrou a morena.

Manigold afastou-se um pouco somente para olhar nos olhos da morena, segurou em sua nuca a puxou para novamente selar os lábios com vigor.

–Não lógico que não. Quero continuar. – Disse entre o ósculo obrigando-se a não olhar mais para pista de dança, tarefa que inexplicavelmente não estava sendo nada fácil.

Longe dali, Degel também lutava a todo custo não olhar para Jim, mas a tarefa de parecer imune a sua dança estava sendo inútil. Seus olhos pareciam ter vida própria e por mais que insistisse em não olhar, quando dava por si estava comendo-a com os olhos. Sentia a garganta seca e as mãos frias pelo suor, olhou em volta observando os olhos que devoravam as "dançarinas". Um homem aproximou-se da ruiva e sem pedir permissão a enlaçou pela cintura tentando roubar um beijo. O francês sentiu como se seu coração fosse saltar pela boca, um calafrio subir por sua espinha arrepiando todos os pelos de seu corpo e o estômago revirar, trincou os dentes e cerrou os punhos tentando conter a vontade enorme de socar a cara do filho da mãe que se atreveu a tocar na ruiva. Jim educadamente empurrou o garanhão que investiu uma segunda vez sem sucesso, Jim se afastou novamente fazendo um sinal de negação com o indicador enquanto voltava a dançar deixando o marmanjo com um olhar decepcionado e um francês aliviado.

– Merde! – Resmungou passando a mãos nos cabelos jogando a franja para trás. Sentiu uma mistura de alívio, medo, aflição, nervoso, raiva, não sabia explicar.

– Essa foi por pouco, o carinha quase lascou um beijo na ruivinha. – Sísifu disse entre risos notando o quando Degel havia ficado tenso com a situação. – Nervoso amigo? – Perguntou.

– Por que eu estaria nervoso Sísifu? – Respondeu Degel tentar desfaçar o misto de sensações que sentia ajeitando as madeixas.

–Não sei talvez você possa me dizer.

–Non tenho nada a dizer Sísifu. – Respondeu ríspido enquanto dava uma boa golada em sua bebida.

–Tudo bem, se quer mentir para si mesmo fiquei a vontade. – Disse Sísifu voltando a olhar para Esther na pista.

– E ai Degel, ainda aí paradão olhando pra ela? Quando vai tomar vergonha nessa cara e vai partir para o ataque? – Disse Kardia assim que se aproximou do grupo.

– Coisa que você já teria feito non é... Kardia? Afinal, você non perde tempo. – Disse em um tom sério.

– HAHAHAHAHA...- Riu com escárnio - Ahhh ISSO meu amigo ...você pode ter certeza. NUNCA em toda minha vida deixaria uma coisa gostosa como aquela sozinha assim, rebolando em boate. Acho que você já deveria ter tomado coragem e ter chamado Jim para sair. Aliás, já passou e muito da hora.

–Kardia s'il vous plaît! Já conversamos sobre isso. – Rebateu Degel

– Ahh Degel, pára! Pára! Isso já virou estória da carochinha. Se liga amigão quantas vezes vou ter que te dizer isso? Como você pode querer saber mais sobre ela sem nem mesmo dá uma oportunidade de conhecê-la?! – Disse Kardia com a mão no ombro do francês.

– Isso o Kardia tem toda razão Degel, dessa vez eu dou total apoio ao que esse maluco diz. Jim é uma excelente garota, devia dar uma chance a ela, ou melhor, a si mesmo. - Afirmou Sísifu.

Degel nada disse, somente voltou seu olhar para a pista de dança em busca de Jim, que ainda dança e conversava com as outras.

– Ora, o que as "bonecas" tanto conversam?

– Com certeza é algo que non é de sua conta Manigold. – Rosnou Degel.

–Ihhhhh...Mio Dio! Como pode mesmo em um ambiente como esse cheio de belas mulheres consegue ser tão rabugento?! – Disse Manigold fingindo aborrecimento

– Ei, ei, ei "meninas" nada de brigas. Mani, por que não faz o seguinte: Traz umas bebidas para nós, quem sabe assim o Sr rabugento aqui não relaxa um pouco. – Disse Sísifu tentando evitar que Manigold aborrecesse Degel mais do que já estava.

– Non! Mercy, non posso beber, irei dirigindo para casa Sísifu.

– Ahhh sim...tinha me esquecido isso. Desculpe!

– Ah Mani, traz algo sem álcool pra esse chato aqui molhar a garganta. – Falou Kardia dando um abraço em Degel. – Você sabe que eu te amo não é amigo?! – Falou Kardia olhando para o francês que manteve olhar frio.

–Ah oui, imagino o quanto. – Ironizou

– Ora ora... 4 rapazes lindos e nenhum para dançar comigo? Não entendi para que me trouxe a essa espelunca Kardia. – Disse com um muxoxo

Quando a voz de Jim soou entre eles, Degel sentiu todos os pelos de seu corpo se arrepiar, aquela voz ele reconheceria em qualquer lugar. A dona da voz era com quem costumava a sonhava quase todas as noites o fazendo acordar ofegante, com o corpo coberto de suor e o membro dolorido por conta da ereção.

– Ahhhhhh roux, não fale assim, ta difícil acompanhar seu ritmo, você e as outras quase não pararam de dançar desde que chegamos. Oh, que tal uma bebida pra dar uma refrescada?! Se quiser pode deixar seu carro aí e eu te levo para minha casa de taxi o que acha? – Disse Kardia mais do que rapidamente enlaçando a cintura fina de Jim aproveitando para encaixar seu nariz na curva de seu pescoço inalando seu perfume.

"Merde Kardia! Tem momentos em que eu queria que você simplesmente morresse e ESSE seria o momento ideal." – Pensou Degel enquanto observava o grego tirar uma casquinha da ruiva.

–Hummm...não mesmo garanhão. Já dancei demais por hoje e acho que já está na hora de eu ir. – Disse Jim fazendo um biquinho.

–Ahhh não faz isso comigo, você é minha motorista esqueceu?! – Reclamou o escorpiano

– Hummm...acho que isso não será problema. Você acabou de dizer que me levaria de taxi, então, não terá problemas em ir sozinho. – Sorriu.

–Ah Jim já vai?! Fica mais um pouco, amanhã não tem trampo podemos dançar até o sol raiar. – Pediu Akemi com certa empolgação.

–Ah vai Jim, fica nem é tão tarde assim. – Acrescentou Esther.

–Ah meninas desculpe, mas vamos deixar para próxima. Estou enferrujada e já dancei até demais por hoje. Vamos deixar pra próxima okay?! – Disse Jim dando um abraço em cada uma.

Ahhhhhh Bela ma ora? Ainda é cedo. Um de nós podemos te levar para casa. Non ti preoccupare!

–Ahhh Manigold quando você quer se torna um fofo, mas obrigada! Acho melhor eu ir.

– Va bene, allora.

– Bom, acho melhor eu ir também. – Comentou o aquariano enquanto olhava para seu relógio.

– Ahhhhh porra Degel. Você parece um velho. Vai para cama com as galinhas pow?! Fica um pouco mais conosco e daqui a 1hr eu prometo que iremos embora.

–Non Kardia, eu conheço melhor que ninguém quando você fala em horas e sei que você non tem a menor noção do que é isso e...eu ainda non te desculpei.

–Ahhh você tem a péssima mania de guardar ressentimento que saco, mas tudo bem então, mas antes deixa eu dar mais um cheiro nesse cangote Jim.

E dessa vez Kardia quase conseguiu fazer com que Degel perdesse seu autocontrole por que ele não se conteve somente com o abraço. Aproveito o momento de distração de Jim e deslizou as mãos para as nádegas da ruiva a apertando-as com gosto, a ruiva lógico não gostou nada e revidou...com uma bofetada que, se não fosse pela habilidade do grego em se livrar desse tipo de ataque teria acertado em cheio.

–Droga Kardia! Odeio quando faz isso, dá próxima irei acertar um ponto onde não poderá desviar.

– Olha a malcriação! Ainda preciso deles, não encontrei ainda a mãe dos meus herdeiros mocinha então, seja boazinha.

Jim respondeu com um belo dedo do meio o que fez com que os outros caíssem na rizada.

–Bom, já chega por hoje... Fui! - E lá se foi ela, com um rebolado que com certeza nem ela sabia que possuía, mas que deixava qualquer homem com água na boca e mulheres morrendo de inveja.

–Será que ela sabe que rebola assim quando anda? – Perguntou El Cid para Mathure que somente riu do comentário do capricorniano.

– É...vou indo também ! Non vão dirigir depois de beberem tanto, peguem um taxi. Non quero notícias ruins quando acordar amanhã.

– Pode deixar papai. –Disse Akemi fazendo o grupo cair na gargalhada.

Degel caminhou por entre a multidão que praticamente brigava por espaço dentro da boate, olhando em volta muitos casais em ósculos infindáveis. Do lado de fora, uma chuva torrencial caia fazendo o francês correr em direção ao seu carro, mas antes observou um pouco distante dali o que realmente não esperava. Jim ensopada, desesperada procurando por algo dentro de sua "bolsinha" a tira colo e nos bolsos da calça justa algo que parecia ser importante. O aquariano hesitou por alguns instantes pensando se realmente deveria simplesmente entrar em meu carro e partir sem deixar que ela percebesse sua presença, mas sentindo como se um ímã estivesse o atraindo caminhou até ela chamando seu nome baixo fazendo Jim o encarar com ar de assustada.

– Jim? Está tudo bem? Aconteceu alguma coisa?

–Ah...Degel, eu...bem...minhas chaves, eu...eu não encontro minha chave em lugar nenhum. Eu não sei se perdi, elas estavam no meu bolso eu tenho certeza. Não sei como isso aconteceu... eu... – Jim falava rápido, atropelando as palavras demonstrando completamente seu nervosismo. Pensou em voltar para boate e pedir uma carona a alguém do grupo, mas não queria estragar a noite de ninguém.

– Ei, Jim... se acalme okay ?! - Interrompeu o francês. - Venha eu lhe dou uma carona. Deixo você em seu apartamento e depois vou para casa.

–Hum...Degel, tem certeza? Eu não quero...

–Non será problema Jim, será um prazer. – Disse antes que ela pudesse terminar sua frase. - Venha, vamos sair dessa chuva, você está ensopada e eu também.

Enquanto caminhavam para o carro, Degel questionou- se ela era sempre distraída assim ao ponto de não lembrar onde havia guardado as chaves de seu próprio carro. O francês abriu a porta rapidamente e Jim entrou rápido batendo a porta, Degel deu a volta e também entrou rápido, passou as mãos nos cabelos jogando a franja para trás e quando olhou para Jim para ver como ela estava sentiu uma vontade enorme de abraça-la. Jim batia os queixos e tremia sem parar, estava ensopada e congelando, abraçada o próprio corpo na tentativa de se aquecer, mas era difícil já que estava muito molhada.

–Quer que ligue o aquecedor?

–Não! Melhor não, assim posso levar um choque térmico e aí sim ficar gripada ou coisa pior. Arigatou Degel. – Disse dando um meio sorriso.

– Okay!

Degel engatou a marcha dando a partida em seguida. Fizeram o trajeto praticamente em silêncio até Jim lembra-se de algo que fazia as chaves de seu carro ser fichinha.

–Não! Droga, não acredito nisso, só pode ser um pesadelo! – Rosnou Jim levando uma das mãos a testa.

– O que houve? O que foi que você perdeu? –Perguntou Degel em tom curiosidade.

–As chaves do meu apartamento...droga! As minhas chaves ficaram dentro do carro. Não posso acreditar! Droga...Eu sabia que não devia ter ido aquela maldita boate. Por que deixei que Kardia me convencesse?

–Non se culpe por isso roux, sempre me pergunto a mesma coisa quando Kardia me convence de coisas absurdas.

–Ele tem esse poder sobre você também é?!

–Ah oui! Mas por mais louco que seja Kardia é um ótimo amigo, sempre pronto a ajudar e por incrível que pareça eu confio nele. Ele pode ser infantil e ter atitudes precipitada às vezes, mas ele sabe arcar com suas responsabilidades, tem palavra e está sempre pronto a ajudar. Nunca me deixou na mão e sempre me prestou ajuda quando precisei.

–Ahn...isso você tem razão, ele é um louco, desvairado, mas eu adoro aquele grego. Ele me diverte.

Jim ficou em silêncio e foi acompanhada por Degel. Não sabia o que fazer, estava sem dinheiro, sem carro e agora para piorar sem as chaves de casa. – Deus o que vou fazer. – Sussurrou levando uma das mãos a testa tentando pensar em algo.

–Você poderia me emprestar o seu celular? – Pediu sem jeito.

–Está no porta luva. – Respondeu somente

–Obrigada! – Respondeu Jim pegando o aparelho rapidamente e discando um dos poucos números que tinha de cabeça, mas o mesmo apenas dava desligado.

– Droga! – Disse pondo de volta o aparelho no porta luvas voltando a abraçar o próprio corpo. "O que vou fazer?" – Disse baixinho o que não passou despercebido por Degel.

–Posso saber por que está tão nervosa? – Perguntou frio.

–Por que... eu não tenho pra onde ir. Aspros está a caminho do Japão e...e... o celular de Defteros está desligado.

Degel mirou as esmeraldas de Jim que dançavam de um lado para o outro observando seu semblante sério e frio de maneira interrogativa. O francês de início nada disse, somente retribuiu o olhar, sua mente começou a maquinar o levando a pensamentos nada castos, imaginando-a entrando pela porta da sua casa encharcada como estava e com aquele olhar de quem pedia em silêncio um lugar quente para passar a noite. Degel voltou a olhar para a estrada tentando disfarçar a tensão observando um sinal fechado logo à frente. Respirou fundo e quando voltou a olha-la para proferir não conseguiu, nenhuma palavra saiu de sua boca, somente seus olhos trabalhavam acompanhando a dança dos olhos verdes de Jim, observando cada detalhe do rosto pálido, sua franja possuía um corte em que seu olho esquerdo ficava totalmente visível e o direito levemente coberto por seus fios carmesim dando ainda mais charme aqueles olhos verdes. Seus cabelos que iam até a altura da cintura pingavam ainda molhados pela chuva fazendo com que alguns fios grudassem em sua testa, outros próximo a sua boca tremula que possuía uma coloração arroxeada por conta do frio, alguns fios desciam colados nos braços finos fazendo escorrer pela pele clara pequenas gotículas de água até acabarem no banco do carro. A visão da blusa transparente molhada pela chuva fazia o francês esquecer qualquer coisa a sua volta até mesmo o sinal de trânsito que já ficado verde há um tempo.

Jim deixou seus olhos voltarem para os lábios do aquariano que estavam levemente entreabertos, o rosto coberto com uma fina camada de agua da chuva, a franja cobrindo parcialmente os olhos que pareciam analisa-la. A blusa branca com mangas longas ainda molhadas pela chuva deixava os detalhes do braço definido do francês bem marcado, assim como o peito. O silencio que instalou entre os dois foi quebrado pelo som de uma buzina os trazendo de volta a realidade. Degel piscou algumas vezes como se acordasse de um transe e voltou a observar a pista, acelerando o veículo aos poucos.

–E pelo visto você acha que vou deixar você dormir na rua, certo? – Disse finalmente sem voltar a olhá-la.

–Bem, eu não sei. Imaginei que você poderia me "despejar" em qualquer hotel por aí para assim descansar o resto da sua noite em paz sem ter que perder sua privacidade. – Respondeu enquanto observava a chuva cair pela janela do carro.

Degel nada disse, continuou com os olhos presos na estrada e após 8 minutos avistou sua residência entrando bruscamente na garagem e puxando o freio de mão com certa rudeza. Jim ficou observando a atitude estranha de Degel que retribuiu o olhar com frieza.

–Eu non deixaria nem mesmo um cão dormir na rua em baixo dessa chuva. – Fez uma pausa enquanto saia do carro, batendo a porta em seguida. – Me senti lisonjeado pela sua observação.

A voz de Degel foi cortante e fria não deixando espaço para nada mais a ser dito. Jim engoliu em seco sentindo o peito doer de arrependimento pelo que havia dito, Degel era frio sim, mas cruel? Não, isso para si estava fora de cogitação. O aquariano caminhou calmamente em direção à porta que dava acesso a cozinha.

– Fique à vontade chéri.

–Uow ! Que casa legal! Você tem muito bom gosto francês. – Falou olhando com um sorriso maroto e uma sobrancelha erguida.

– Merci mon chéri, fiquei à vontade, vou buscar uma toalha e roupas secas para você. Espere um momento sim?!

– Se disser isso de novo eu vou acabar gostando disso. – Disse enquanto caminhava em direção a sala com os braços em volta do corpo observando tudo com atenção e admiração.

Degel subiu as escadas que davam acesso ao quarto e o banheiro rapidamente tentando disfarçar o misto de sensações que lhe consumiam em saber que Jim estava ali em sua sala. Andou a passos largos para o quarto já retirando os sapatos ao mesmo tempo em que retirava a camisa de algodão de manga longas com gola formato em V, em seguida retirou a calça jeans escuro juntamente com a box preta. Entrou embaixo da água quente deixando a mesma esquentar seu corpo frio pela chuva. Fechou os olhos aproveitando aquela sensação de relaxamento deixando a mente vaguear pela lembrança Jim na pista de dança, a forma sensual como ela dançava e rebolava deixando as mãos deslizar sobre o próprio corpo, cabelos molhados pela chuva e a blusa que havia se tornado transparente o presenteando com visão do contorno de seus seios. A imaginação tomou das lembranças o levando a ver a imagem da ruiva nua sob si enquanto se arremetia devagar, sentindo cada pedaço de seu membro ser acolhido pela carne que tanto ansiava. Ouvir seu nome sair por seus lábios entre sussurros e gemidos alto de prazer. Em um estalo sua mente o trouxe de volta a realidade. Repreendeu-se mentalmente por estar demorando no banho por conta dos pensamentos que estavam fazendo com que seu "amigo" já começasse a pedir um pouco de atenção. Respirou fundo juntando todo o autocontrole que possuía para terminar o banho, lembrando que Jim ainda estava em sua sala, molhada e provavelmente congelada. Degel entrou rapidamente em uma calça de moletom cinza e uma blusa regata, olhou pelo guarda-roupa procurando por algo que Jim pudesse usar, afinal ela não poderia após um banho quente e relaxante voltar a vestir aquelas roupas molhada. Pegou qualquer coisa e desceu as escadas rapidamente encontrando Jim observando alguns porta-retratos espalhados na estante da sala que possuía um belo tapete felpudo marrom escuro juntamente com um sofá grande branco gelo, os móveis no tom madeira jatobá completavam o visual.

–Pardon por fazê-la espera Jim. Tome aí tem toalhas limpas, sabonete e roupas secas, espero que sirva.

–Ah...servirão pode ter certeza, qualquer coisa é melhor do que essas roupas molhadas, estou congelando. Obrigada outra vez Degel e... desculpe pelo que disse no carro eu não queria ofende-lo.

"Desculpas? Por que non tira logo essa roupa molhada e se joga na minha cama? Sei um jeito ótimo de aquecê-la." Pensou Degel que somente respondeu com um leve sorriso e um aceno de cabeça. Achou melhor não abrir a boca, seus pensamentos aquela noite estava a mil por hora e não queria dizer nada que fizesse Jim sair correndo porta a fora.

Enquanto Jim tomava seu banho Degel achou conveniente prepara algo para comerem, estava faminto e com certeza ela também. Após algum tempo o aquariano ouviu passos e voz da ruiva ecoou pelo local chamando a atenção de Degel que quase caiu duro no chão.

–Bom...ficaram bem largas, mas está ótimo.

O coração do francês falhou uma batida, seus olhos se prenderam na visão de Jim dentro de suas roupas. A regata havia ficado larga deixando um decote generoso a mostra e graças ao tecido de algodão era possível ver o formato quase exato dos mamilos levemente arrepiados pelo toque frio do ar na pele aquecida pelo banho recém-tomado, a calça de moletom mesmo ajustada com o cadarço não estava fazendo seu trabalho em mantê-la no lugar obrigando a ruiva a cada dois passos colocar a calça no lugar.

"Zeus... me dê forças ou non suportarei somente olhar. Non dessa vez!"– Pensou sem conseguir tirar os olhos de Jim descendo calmamente as escadas. Degel sentiu um calor subir por suas pernas até alcançarem sua face que com certeza havia ficado como um tomate.

– O que está fazendo? – Perguntou trazendo o aquariano de volta a realidade.

– Gosta de macarrão à bolonhesa? – Questionou Degel tentando se concentrar nos tomates que cortava.

– Hummmm...adoro! – Sorriu – Sua casa é linda e tão organizada.

–Gosto das coisas em seus devidos lugares. Odeio desorganização e bagunça.

–Da pra notar. – Fez uma pausa. – Onde posso conseguir outra faca, eu queria ajudar, não é justo eu só ficar olhando. – Disse Jim chegando até o fogão e remexendo o macarrão.

– Me contento com sua companhia.

–Puxa me senti lisonjeada agora.

–Já está me ajudando mexendo o macarrão.

–Essa é minha especialidade, mexer macarrões. - Jim sorriu olhando por cima dos ombros sem parar com a tarefa de não deixar que o macarrão se tornasse uma bola de massa grudenta.

A troca de olhares durou apenas alguns segundos. Degel sentiu a lâmina afiada cortar sua pele como manteiga fazendo um belo corte. O francês soltou um resmungo de dor soltando a faca que foi ao chão.

–O que houve? – Perguntou Jim se aproximando.

– Me distrai, non foi nada demais. Foi só um corte.

–Deixa eu ver. – A ruiva segurou a mão do francês com cuidado observando o sangue que escorria do corte fundo. – Isso foi bem fundo e está sangrando bem. – Afirmou.

–Normal. O que queria que saísse água? – Ironizou Degel.

–Você é tão doce às vezes que imaginei que seria mel. – Devolveu a ironia.

Degel bufou sentindo o toque macio das mãos de Jim que analisava o corte como se pensasse em uma solução para estancar o sangue. Apertou um pouco, mas não adiantou.

–Ainda está sangrando. Alguma ideia gênio? – Ironizou o aquariano.

–Hum...perai vem cá. – Jim puxou Degel para a bancada que ficava no centro da cozinha, a mesma em que ele cortava os ingredientes para o molho bolonhesa, apoiou-se na mesma e sentou-se encaixando entre suas pernas o francês que ficou com o coração aos pulos com tal proximidade.

– Isso vai fazer parar. – Jim levou o corte a boca sugando o fio de sangue que saia dali deixando Degel paralisado com a sensação da macies dos lábios que sugavam seu dedo. Com uma das mãos segurava seu pulso e a outra envolvia a mão mantendo somente o indicador livre para ser acariciado pelos lábios macios. O aquariano sem perceber levou a mão livre ao rosto da japonesa, deixando seu dedão acariciar levemente a pele rosada fazendo-a mostrar suas esmeraldas que se prenderam no olhar do outro deixando seus lábios abrirem devagar mantendo o indicador ferido levemente encostado no mesmo. Jim sentiu o peito doer tamanho a força com que seu coração batia a sensação de ter todo o sangue de seu corpo sendo bombeado para seu rosto a deixava mais tensa, sentiu as bochechas esquentarem e sabia que elas estavam da cor de seus cabelos, sentindo um frio percorrer sua espinha com o toque da mão de Degel que havia adquirido uma expressão de desejo.

Como um imã, sentiu seu corpo ser atraído aproximando-se devagar do corpo pequeno a sua frente, a respiração acelerada, seu peito subindo e descendo pelo inflar de seus pulmões com o ar que buscava pela boca. Jim somente levantou um pouco mais o rosto como se concedessem a permissão para que ele continuasse aproximando-se vagarosamente, sentindo a respiração quente de Degel chocar-se contra seu rosto deliciando-se com o cheiro de menta e algo que lembrava morangos.

_Tilintar_

Quando os lábios por centímetros iriam se tocar o som da água fervendo chocando-se contra o fogo do fogão os assustou fazendo os despertar daquela sensação inebriante. Olharam ao mesmo tempo na direção da panela que borbulhava e derramava a água da massa sujando todo fogão.

Degel afastou-se em direção ao fogão retirando a panela da mesma sem dizer nada. Jim sem jeito desceu do balcão sentindo um aperto no peito e decepção. Estava tão perto e ser atrapalhada por uma panela de macarrão transbordando era o fim da picada. Agauchou-se pegando a faca e terminando de picar os ingredientes para o molho.

–Meu pai fazia isso quando eu era criança, sempre funciona. – Quebrou o silêncio

–Deu pra notar. Me passe os tomates s'il vous plaît!

Jim entregou a tigela com os tomates e outros ingredientes para o molho, pegou uma toalha de mesa em um armário indicado por Degel, pratos, talheres e duas taças. Levou-os a pequena mesa de centro da sala e esperou o francês que trouxe a travessa e uma garrafa de vinho tinto.

Conversaram durante todo o jantar, Jim elogiando a culinária do francês enquanto mesmo comia e respondia com poucas palavras. Não falaram sobre o acontecido na cozinha em nenhum momento, somente jogaram conversa fora.

–Esse tapete é maravilhoso. – Disse jogando-se no mesmo, sentindo a macies tocar sua pele. – Eu podia dormir aqui sabia?!

–Se quiser pode ficar aí. – Respondeu Degel, recolhendo a louça de cima da mesa levando tudo para a cozinha. Organizado não quis deixar a bagunça para o dia seguinte deixando tudo como gostava.

– Pardon Jim eu tive que... – Não terminou a frase, Jim havia pegado no sono no tapete como disse que faria.

Degel ficou parado observando por alguns minutos a ruiva jogada em seu tapete. Os cabelos espalhados como um lençol vermelho, o rosto plácido, a mão direita no abdômen e a outra no alto da cabeça. Como que por impulso caminhou devagar até ela observando mais de perto o quanto ela era linda, ainda mais dormindo. Ficou admirando os pés pequenos, subindo para a barriga seu umbigo que se encontrava à mostra, os dedos finos com unhas longas quadras, por cima da blusa era possível ver o contorno dos mamilos rosados. Seu peito subia e descia devagar pelo ar invadia seus pulmões e os lábios entreabertos eram como um convite para ser possuídos.

– Jim?! – Chamou baixinho tocando a face de leve. Deslizando o dedão até seus lábios e os contornando. Autocontrole? Não ele já havia perdido no momento em que ela desceu as escadas quando havia saído do banho. Continuou deslizando a ponta dos dedos levemente pelo queixo, descendo até o decote. Por baixo da blusa os mamilos arrepiados ficaram ainda mais evidentes. Desceu até o umbigo imaginando degustar aquele pequeno orifício.

–Hummmm...Degel ?! – Jim resmungou meio a um bocejo.

"Ah oui... por que você tinha que ter ido para a LUA justo agora seu maldito autocontrole? Como pode me abandonar justo agora?" – Repreendeu- se mentalmentejá visualizando Jim esbofetear seu rosto assim como tentou com Kardia, mas para sua surpresa ela não o fez. Ficou parada somente observando na mesma posição. A essa altura era impossível esconder a ereção que já despontava há um tempo. Degel aproximou-se devagar, sentindo o hálito quente de Jim se chocar contra seu rosto, os olhos verdes fixos nos lábios entreaberto do aquariano e sem interrupções o ósculo finalmente se completou de um jeito casto, como se ainda pedisse permissão um ao outro, sentindo o gosto doce de vinho nos lábios de Jim e o que poderia ser melhor do que sentir o gosto de seu vinho preferido naquele ósculo tão desejado. Degel afastou-se um pouco somente para olhar os olhos verdes bem perto para mais uma vez iniciar o beijo dessa vez com mais intensidade, forçando a língua para dentro da boca pequena explorando cada canto possível daquele pequeno orifício macio e quente, alternando entre "mordidinhas" e sugadas na parte inferior do lábio enquanto suas mãos passeavam no abdômen de Jim. Somente quando o ar lhes faltou, Degel a contra gosto desgrudou os lábios iniciando beijos pelo rosto corado de Jim que levou suas mãos a blusa se desfazendo daquela peça devagar libertando os seios que assim que descobertos se arrepiaram pelo choque do ar frio na pele quente. Por alguns segundos Degel observou com desejo o par de seios como se fosse a fruta mais suculenta que já havia visto sentindo a boca salivar pelo desejo de prová-los. Contentou-se de início somente em olhar, não queria ter pressa, havia esperado por aquilo e não faria nada desesperado, era um homem e não um garotinho de 15 anos que via pela primeira vez um par de peitos. Iria provar cada pedaço da pele branca, voltou a boca para o pescoço fino beijando, sugando e lambendo deixando um rastro de saliva e algumas pequenas machas avermelhadas pelo caminho. Questionou- se mentalmente se Jim se importaria em ter seu pescoço marcado por manchas arroxeadas no dia seguinte, resolveu deixar aqueles pensamentos para outra hora, não queria mais parar, iria até o fim, àquela altura já não se importava com nada, deixaria para resolver isso quando terminasse. Levou à mão esquerda as costas de Jim levantando um pouco seu tronco para que pudesse terminar seu trajeto até um dos seus seios abocanhando um enquanto massageava o outro. Estava certo, eles cabiam exatamente em sua mão, assim como imaginara.

"Ah Zeus... Esculpiste a pessoalmente". – Pensou enquanto degustava um dos mamilos devagar alternando entre, pequenos movimentos de sucção e leves mordidas fazendo Jim soltar um gemido longo enroscando seus dedos nos cabelos de Degel o puxando mais para si pedindo com gestos para que ele não parasse com aquela deliciosa tortura que a estava enlouquecendo ainda mais. O francês se controlava ao máximo para não se desmanchar antes mesmo de se quer se despir somente pelo som dos gemidos e as palavras sem sentidos que saiam da boca de Jim, apertando o corpo pequeno ainda mais contra si cravando os dentre no mamilo duro e sensível pelas caricias fazendo a ruiva soltar um alto gemido misto de dor e prazer.

Degel libertou os seios dando um beijo leve no mamilo que havia mordido como um pedido de desculpas voltando a beijar a pele alva até alcançar os lábios inchados e vermelhos pelas mordidas que Jim dava tentando conter os gemidos. Deixou a mão escorregar pelo corpo até seus dedos alcançarem o cos da calça de moletom e tocarem a feminilidade quente e úmida sentindo o quanto ela já estava preparada para si iniciando movimentos lentos e ritmados. A ruiva gemia baixo agarrada ao pescoço do outro como se precisasse daquilo para viver, as unhas cravadas na carne de Degel o incitava ainda mais a continuar.

– Non precisa se conter roux, ninguém ira ouvi-la. – Disse o aquariano mordiscando lhe o lóbulo da orelha. Jim manteve-se da mesma forma, queria muito estar com Degel, mas a timidez estava vencendo. Nem sabia ao certo por onde começar ansiou tanto por aquilo e agora estava com uma garotinha virgem.

– Gomen Degel, é que eu...

Degel não deixou que terminasse a frase, escorreu seus dedos até a fenda molhada e inseriu dois dígitos de uma só vez sentindo seus dedos deslizarem sem o menor esforço, tocando bem fundo fazendo a ruiva finalmente soltar um grito melodioso de prazer.

–Eu disse para non se conter roux. –Sussurrou enquanto brincava com o ouvido de Jim.

Jim não conseguiu pensar em mais nada sentindo seu corpo tremular totalmente a mercê do outro enquanto os dedos hábeis entravam e saiam de sua carne, brincando alternando a velocidade sempre que a mesmo começava a apresentar os famosos espasmos, torturando seu corpo que ansiava por alivio retardando o quanto podia o tão ansiado gozo. Perdendo o controle sentiu suas pernas tombassem uma para cada lado dando ainda mais acesso as carícias de seu "príncipe" que não se fez de rogado aumentando a velocidade arrancando ainda mais gemidos de sua garganta.

– Tire a calça roux. – Ordenou com a voz rouca e sensual.

Jim desceu as mãos tremulas pelo prazer ao cos da calça e com dificuldade começou a tira-la chegando até a altura de seus joelhos. Degel continuava com os movimentos o que dificultava sua concentração em se livrar das últimas peças de roupa que faltava.

–Eu não...não consigo...eu não consigo...terminar. – Confessou com a voz entrecortada pelo prazer. Aquela brincadeira estava sendo torturantes demais, os dedos entravam e saiam de sua feminilidade sem perder o ritmo enquanto os lábios marcavam sua pele com beijos, mordidas e sugadas fazendo seus gemidos se tornarem mais altos denunciando que estava perto do ápice. Abriu os olhos por alguns instantes vendo milhares de pontos de luz se formar ao seu redor, seu corpo já estava coberto por uma fina camada de suor, sentido o coração disparado dentro do peito como se fosse explodir a qualquer momento. Os dedos entrelaçados nos cabelos de Degel que roçavam em sua pele lhe causando ainda mais arrepios. Sem pensar levou uma das mãos em direção a seu sexo segurando firme o pulso do francês, forçando os dedos a entrarem cada vez mais fundo enquanto seus quadris se movimentavam na mesma proporção.

Degel sorriu por dentro com a atitude desesperada de Jim, afastou-se um pouco somente para que pudesse observá-la, queria guardar cada detalhe daquela consumação, daquela entrega de Jim. A visão do rosto rubro e suado, olhos fechados, os lábios abertos em busca de ar e a respiração ofegante da ruiva fez seu sexo doer de excitação, sentia seu corpo tenso e quente clamar por mais daquele corpo magro. Depositou o corpo novamente no carpete retirando a mão da cavidade quente de Jim que soltou um gemido de reprovação. Terminou de arrancar a calça de moletom a jogando em qualquer canto, desceu deixando um rastro de saliva na pele leitosa até a virilha se afundando entre suas pernas saboreando seu gosto agridoce. Como brinde Jim soltou um gemido alto e longo e seus quadris novamente iniciaram um vai vem de encontro a língua macia e habilidosa.

–De...Degel..Ahnnnn...

– Estou aqui mon cher.

– Con...con...tinue...ahnnnn...eu...

– Votre ordre est un ordre!

Novamente Degel inseriu dois dígitos no corpo quente de Jim entrando e saindo no ritmo em que ela movia os quadris, sua língua massageava com movimentos circulares o ponto mágico fazendo a ruiva gritar de prazer. Em desespero Jim entrelaçou as mãos nos cabelos de Degel na tentativa de não permitir que parasse até terminar o que havia começado.

– Ahnnn...De..de...gel, por favor...não p..pa..re outra..vez!

Pediu com a voz entrecortada sentindo como se correntes elétricas estivem percorrendo todo seu corpo, estimulando cada célula sua, sentindo todos os músculos de seu corpo se contrair em espasmos denunciando que enfim havia chegado ao clímax. Seu corpo tremulou em um orgasmo forte e intenso, gemidos altos e palavras ditas em sua língua mãe ecoaram de sua garganta dando certeza a Degel que havia conseguido o que queria.

Degel limpou todo o mel que emanava de Jim graças ao orgasmo forte e intenso que tivera, sentia o corpo da ruiva ainda tremer e aos poucos se acalmar. Saboreou tudo que podia dividindo com Jim seu próprio sabor.

– Merveilleux ! Kardia tinha razão. Como pude esperar tanto tempo?!

– Kar...dia...Kardia tinha razão? –Questionou ofegante ainda pelo gozo recente.

–Oui...Você non sabe como esperei por isso roux. – Confessou distribuindo beijos por todo rosto de Jim que soltou uma gargalhada gostosa de felicidade e alivio. Puxou a camisa que, por incrível que pareça Degel ainda usava, arrancando-a de uma só vez. As línguas voltaram a travar uma deliciosa "batalha" por espaço dentro das bocas. Jim deslizou uma das mãos acariciando o peitoral bem trabalhado sentindo cada gominho do abdômen até sentir a ereção despontada sob a da calça de moletom fazendo Degel soltar um suspiro de satisfação com aquele toque. Deixou seus dedos trabalharem ali por algum tempo sentindo o sexo de Degel latejar dentro da cueca apertada, sentindo o quanto estava quente e rígido. Jim deixou os dedos finos entrarem aos poucos dentro da mesma tocando somente com a ponta dos dedos o membro dolorido e em um movimento rápido envolveu o membro com mão começando com leves movimentos de vai e vem fazendo Degel soltar um gemido rouco.

–Ahhh...Jim. C'est merveilleux! – Confessou com a voz rouca pelo prazer.

–Você é lindo Degel sabia?! Ainda mais quando fala em Frances. Isso te deixa ainda mais atraente e charmoso. Só é uma pena eu não entender uma vírgula de Frances, mas pela sua expressão eu acredito que esteja gostando. – Fez uma chegando perto do ouvido do aquariano dizendo com a voz macia. – Quero acolher você na minha boca, quero saber que gosto você tem.

Como provocação a ruiva começou a dar leves mordidas no lóbulo da orelha de Degel alternando os beijos, enquanto descia pelo pescoço e peito alcançado um dos mamilos fazendo uma sucção que fez Degel arquear as costas. Jim deu um sorriso maroto e cravou os dentes no mamilo duro fazendo o francês gemer de dor e levar um susto.

–Quer me matar de susto roux?!

–Não. –Disse depositando um beijo no mamilo dolorido pela mordida. – Só estou dando o troco. – Sorriu sacana voltando a beijar o peitoral descendo para os gominhos do abdômen até o cos da calça começando a retira-la. Admirou por alguns segundos a beleza andrógena do francês, os olhos nublados de desejo pediam por alivio. Jim abocanhou a enorme ereção que já doía a um bom tempo por cima da box vermelha, sentindo o gosto agridoce do pré-gozo que molhava a mesma, mordiscando enquanto suas unhas desenham linhas vermelhas nas coxas de Degel que suspirava apoiado aos cotovelos admirando as caricias feitas pelos lábios macios. Jim arrancou devagar a box libertando enfim a grande ereção dolorida de Degel sentindo sua boca salivar de desejo.

Começou com leves lambidas na glande, colhendo todo o pré-gozo que escorria da pequena fenda brincando com a língua deslizou-a até a base depositando leves beijos e mordiscadas que estavam enlouquecendo o outro que levou uma das mãos até os cabelos de Jim.

–Ahhh ... S'il vous plaît ne faites pas cela. – Pediu com a voz tremula quase como se suplicasse.

– Degel...como posso fazer algo se não entendo o que diz? – Aquela voz macia sem parar o que para Degel já havia se tornado uma tortura.

–Jim p..or fa...vor non...non fa...ça isso. Eu…vou enlouquecer desse jeito roux, se está me maltratando pela mordida, pardon. - Desse com a voz suplicante.

Sorriu maliciosamente e deslizou o membro duro para dentro da sua boca quente, sugando e lambendo com fome e desejo. Jim usava as unhas dando leves arranhões nas coxas do aquariano lhe causando arrepios a cada sucção combinada com o deslize das unhas que lhe marcavam a pele.

–Pelos deuses!- Disse em quase um grito. –Roux...isso...Ahnnnn! –Gemeu alto sentindo seu membro ser engolido quase por completo pela boca pequena. "Onde ela aprendeu a fazer isso? Zeus é melhor non pensar." – Pensou desesperado.

Jim sugava a ereção de Degel como se sentisse uma fome insaciável daquilo, fome pelo prazer dele. Se ele a queria solta, então teria. A mão que segurava a base do membro subia e descia no mesmo ritmo da felação. Degel agarrava-se aos cabelos de Jim sem saber se a deixava continuar ou a arrancava a força dali, a sensação de ter o membro acolhido pela boca molhada era incrível, já havia estado com outras mulheres antes, mas não entendia por que aquilo estava sendo muito melhor.

"Zeus, me dê forças." suplicou aos deuses, reuni as últimas forças que tinha arrancando Jim daquela felação antes que se desmanchasse em sua boca. Non que não quisesse aquilo, mas sim por que não queria que acabasse sem provar a melhor parte.

–Jim...chega! Pa...re, s'il vous plaît! – Pediu ofegante.

–Por quê? – Perguntou com um muxoxo

–Por que non consigo mais me segurar por muito tempo, se você continuar me...me sugando desse jeito eu...vou explodir na sua boca. – Confessou sentindo as bochechas esquentarem.

– E se eu disser que quero...sentir o gosto dessa "explosão".

–Eu lhe diria que non quero terminar antes da melhor parte. – Respondeu capturando os lábios carnudos sentindo o próprio gosto.

Degel inverteu novamente as posições encaixando-se entre as pernas de Jim, sentindo seu membro ser engolido por aquela pequena entrada quente e apertada. Clamou pelos deuses para que não perder o controle e se mantasse paciente distraindo Jim com beijos pelo rosto e pescoço até que se acostumasse com o volume que lhe invadia.

–Con...conti...nue. – Ela disse fazendo um movimento com os quadris.

–Tem certeza mon amour?

–Sim... continue. –Degel não se opôs, penetrando até sentir que estava completamente dentro dela.

"Pelos deuses! Kardia tinha razão, tenho que lembrar de pedir desculpas por non ter ouvido seu conselho antes."

Os movimentos iniciais foram calmos, estocadas leves, sentindo o calor e o prazer daquele contato, beijos e caricias eram trocados entre os dois. Jim envolveu a cintura de Degel com as pernas aprofundar as investidas, aquele joguinho malicioso estava sendo torturante demais.

–Mais... ahnnnn...De...gel, mais...por...favor !

Rodeou os braços envoltos do pescoço do outro o fazendo se enterrar por inteiro dentro de si. Os gemidos agora mais altos e sem controle ecoavam pela sala, o cheiro de suor e sexo tomava conta do lugar, o som dos quadris se chocando era a melodia que complementava aquela dança. O cheiro que se desprendia da pele e dos cabelos de Jim era como uma droga, uma droga tão forte que havia o viciado logo na primeira dose. Em um movimento rápido, ergueu o corpo magro de Jim deixando que ela comandasse o ritmo da cavalgada. Ela ditava o ritmo, agora era ela quem comandava da forma que lhe era mais prazeroso, hora devagar, hora mais rápido. A posição privilegiada dava a Degel a visão do rosto molhado pelo suor e as bochechas rubras de Jim devido ao esforço e ao prazer, os lábios vermelhos e inchados pelos beijos soltavam palavras de prazer e gemidos, os olhos presos um no outro não se desprendiam nem por um segundo tentando gravar cada detalhe um do outro. As mãos de Degel passeavam pelas coxas grossas e subiam até a cintura, ajudando-a a ir mais fundo e mais rápido. As unhas vez por outra passeavam no peitoral de Degel deixando ali as marcas daquele prazer insano que nenhum dos dois sabia explicar, só sabiam que precisavam daquilo como qual o ar para respirar.

–Degel...por favor...ahnnn...mais rá...rápido...eu... !

Aquele pedido levou embora todo o resto de sanidade que ainda havia em Degel, sem pensa jogou Jim de volta ao tapete se arremetendo contra o corpo menor com intensidade e velocidade, o som abafado dos quadris em choque pela força imposta e os gemidos descontrolados da ruiva ecoavam pela sala iluminada somente pela luz que entrava pela grande janela da sala.

– Olhei para mim Jim s'il vous plaît! Fiquei olhando para mim. Quero gravar cada expressão do seu rosto enquanto goza para mim roux. – Disse olhando dentro de seus olhos verdes e ela obedeceu prontamente, queria vê-la, olhar para ela e memorizar cada detalhe, cada expressão feita pelo seu rosto. Não sabia o que aconteceria no dia seguinte então, queria ficar com aquele rosto e aquele olhar "tatuado" na memória. Os lábios entreabertos de Jim assim como de Degel que puxava todo ar que podia para seus pulmões ... isso era uma imagem que nenhum dos dois queriam esquecer.

Como se correntes elétricas percorrem seu corpo Jim sentiu aquela sensação outa vez, pontos brilhantes voltavam a bailar em sua visão, sentindo como se pudesse morrer só com aquilo, cravou as unhas no peito do francês que soltou um gemido alto de dor e satisfação. Seu nome expulso da garganta por um grito e espasmos deram a certeza ao aquariano que havia conseguido o que queria outra vez. Com mais algumas investidas foi a vez de Degel se desmanchar, soltando um gemido que foi abafado pelo pescoço de Jim, deixando seu liquido perolado inundar o interior da ruiva que sorriu com a sensação de "dever cumprido", sentindo os braços fortes esmagarem suas costelas, o latejar do sexo do amado expelindo o liquido quente preenchendo seu corpo, os músculos do corpo de Degel se retesarem pelo orgasmo e som da voz rouca chamar seu nome baixinho.

Devagar as respirações foram se normalizando, os corações batendo tão depressa que era difícil dizer se um não podia ouvir o som do outro. Ficaram um tempo naquela posição, abraçados, sentindo o calor do corpo um do outro sem dizer nada. Jim ouvia a respiração de Degel se acalmando e fitou a face rubra do mesmo, vendo sua expressão se tornar cada vez mais serena. Sorriu com aquela sensação de estar sendo analisado, jogou-se para o lado puxando o corpo menor para que descaçasse em seu peito. Ficaram naquela posição por vários minutos até Jim resolver quebrar o silêncio.

–É...Kardia tinha razão.

–Comment? – Olhou para o rosto de Jim que sorriu, sem dizer mais nada, apenas aconchegou mais no peito do amado ouvindo a canção de ninar mais gostosa que já ouvira, o som ritmado do coração de Degel. Fechou os olhos deixando-se embalar e sem pensar em mais nada finalmente adormeceu um sono sem lembranças e pesadelos.

Continua..