Já havia se passado mais de uma semana desde o acidente de Regulus, os amigos procuravam sempre que podiam visitar o jovem que ainda se encontrava na UTI. Os médicos diziam que o estado dele era estável, mas delicado e que só poderiam dar algum diagnóstico mais preciso quando ele acordasse.
Aspros contou a Hakurei tudo que sabia e aceitou convencer Jim a depor, mas a condição era que Hakurei fizesse isso na casa de Defteros e na companhia de um psicólogo. Conhecendo o histórico e o estado de Jim, ela já vinha apresentando algumas mudanças de comportamento. Estava mais reclusa e calada, quase não comia e passava mais tempo trancafiada no quarto do que em qualquer outro lugar, nem mesmo Kardia com todo entusiasmo havia conseguido animá-la o que preocupava Aspros. Ele sabia que todas as vezes que Jim tocava no assunto ela tinha uma recaída e com as coisas que haviam acontecido era provável que ela não suportasse.
Hakurei obviamente concordou, havia registros médico sobre o estado psicológico de Jim e o detetive não iria querer que a ruiva fosse parar em um hospital psiquiátrico justo agora que estava tão perto da verdade. Nos primeiros depoimentos Hakurei e Aiacos não conseguiram muita coisa, nada além do que Aspros já havia contado. A ruiva ao tentar descrever sua situação com Alone teve uma crise e o médico achou melhor não forçar. A ruiva manteve-se trancada no quarto por três dias seguidos sem comer e mal bebia água. A junção do acidente de Regulus e o motivo misturado com as lembranças e o afastamento de Degel contribuíam para sua recaída.
O francês depois de uma conversa nada agradável com os gêmeos achou melhor concordar com o pedido deles em se afastar de Jim pelo menos até que o caso fosse resolvido. Os gêmeos contaram tudo que sabiam sobre o passado de dela para Degel que mal conseguiu acreditar no que ouvia. O aquariano já desconfiava que algo ruim tivesse acontecido, mas não imaginou que fosse algo daquela proporção. De início sentiu-se magoado pelo fato dela ter escondido uma coisa tão grave de si, sentiu raiva de Aspros por ter colocado todos envolvidos naquilo ao colocar Jim na Óros e que graças à irresponsabilidade do mesmo, Regulus poderia ter morrido e sentiu-se ainda mais irritado quando Defteros fez questão que soubesse do relacionamento que tiveram e que agora ela estava sob os seus cuidados. Degel por fim acatou o pedido dos irmãos e deu sua palavra que se manteria longe de Jim.
Kardia discordou e mesmo sabendo da história e ter ficado chocado com tudo não aceitou manter-se afastado de Jim ainda mais no estado em que ela estava. Não era justo deixá-la só quando mais precisava de apoio. Aspros no fundo ficou feliz pela coragem e determinação do escorpiano, mas ao mesmo tempo preocupando com a segurança do mesmo. Degel e Kardia por várias vezes se desentenderam por conta da teimosia de ambos, Degel por não concordar que Kardia se metesse naquela maluquice e Kardia por discordar de Degel em deixar Jim justamente quando ela mais precisava.
–Você um covarde Degel é isso que você é. – Berrou o grego. – Quando ela mais precisou de você, você a deixou. Não faz ideia de como ela está. Está péssima com tudo isso e você...como sempre tirou o corpo fora.
–Eu non vou discutir com você Kardia, já estou cheio de suas criancices.
–Ahhh eu que sou criança?! Prefiro ser assim a ser como você! Você só se importa com você mesmo, não está nem aí desde que esteja seguro dentro da sua "bolha de cristal imaginária".
–Preste a atenção no que diz seu grego idiota, você non faz a menor ideia de como me sinto. Você non sabe nada sobre meus sentimentos, então, non fiquei aí berrando suas asneiras aos quatro ventos. – Rosnou Degel entre os dentes.
– Você não sente nada Degel. É um cubo de gelo isso sim, me arrependo de ter feito o que fiz para você fica com a Jim. Ela não merecia isso, não mesmo.
–Arrependa-se do que quiser Kardia, isso non é problema meu. – Degel caminhou em direção a cozinha de sua casa irritado com as coisas que o escorpiano lhe jogava nas fuças.
Sentia uma falta horrível de Jim todos os dias e fazia um esforço absurdo para manter sua palavra. Nunca pensou que um dia sentiria falta da presença de alguém como a presença da ruiva, odiava o fato de depender de alguém assim ainda mais para ter sua paz e mesmo lutando não conseguia parar de pensar em como ela estaria e em como se arrependia de ter feito aquele acordo absurdo com Aspros e Defteros. Sabia que havia aceitado o acordo mais por causa de Defteros do que pelo próprio psicopata em si. Não era de se intimidar fácil, mas ouvir o grego jogar em sua cara que Jim havia sido sua por três anos e que agora ela estava bem ali em sua casa fez o ciúme do aquariano subir a níveis máximos. Manteve o controle, a calma e a frieza lógico como sempre sem demonstrar como realmente se sentia, mas no fundo sua vontade era esganar e jogar o grego metido pela janela do quinto andar da Óros. E para piorar, Kardia fazia questão de sempre que podia azucrinar ainda mais seu juízo sobre coisas que ele nem fazia ideia de com o Degel se sentia.
–Ah é assim é?! Então está bem...eu vou embora. – Kardia caminhou em direção a porta e voltou novamente para perto de Degel que bufou de irritação. – Mas eu quero que saiba de uma coisa seu teimoso de merda, você vai se arrepender e muito pelo que está fazendo.
–Non acredito no que ouvi, está me ameaçando Kardia?! – Ironizou Degel
–Não seu idiota, estou lhe dando um conselho.
Kardia saiu quase derrubando a porta da casa de Degel que balançou a cabeça negativamente.
– Já estou arrependido Kardia e você non sabe o quanto. – Sussurrou o francês enquanto caminhava com pesar pela casa.
Kardia ao sair da residência de Degel, seguiu direto para casa de Defteros, havia prometido uma visita a Jim. Ao chegar, foi atendido pela governanta da belíssima e luxuosa casa.
–Olá Gloria! – Kardia agarrou a pequena senhora dando um beijo estalado em sua bochecha.
–Olá menino, como está? – Perguntou Glória enquanto ajeitava a gola da camisa de Kardia.
–Bem, melhor agora em te ver.
–Costumar fazer visitas sem avisar Kardia?! – A voz onipotente de Defteros ecoou pela grande sala chamando a atenção de ambos.
–É...as vezes. Mas na verdade eu não vim visitar você e sim a Jim e eu já tinha avisado a ela que viria. Então isso significa que não apareci sem avisar.
– Kardia?! – A voz de Jim chamou a atenção de todos na sala, o escorpiano ao ver a ruiva correu em sua direção e pegando-a no colo como uma noiva.
–Oi cabeça de tomate, caramba como você está leve.
O escorpiano carregou Jim no colo até o sofá onde sentou com ela aninhando-a em seus braços. Deu um beijo estalado nas bochechas e um largo sorriso que não foi correspondido. Jim abaixou a cabeça sem dizer nenhuma palavra. Kardia murchou o sorriso e voltou o olhar melancólico para Defteros que observava encostado em uma parede com os braços cruzados.
–O que foi Jim não ta feliz em me ver?! Pensei que ficaria feliz com a visita. – Disse Kardia baixinho.
Jim manteve-se imóvel e silenciosa por alguns minutos até resolver falar.
–Por que você ainda vem aqui Kardia? Sabe que não devia se aproximar de mim?! Não quero que se machuque, eu...nunca me perdoaria se algo de ruim acontecesse com você.
Os olhos de Jim marejaram e Kardia sentiu o peito apertar assim como Defteros que preferiu beber algo para não presenciar mais uma sessão de choros de Jim. O mais novo abraçou a ruiva fortemente enquanto repousou o queixo no topo de sua cabeça.
–Por que somos amigos e eu nunca deixo um amigo Jim, nunca! – O grego levantou o rosto pequeno e sorriu olhando dentro dos olhos incrivelmente verdes. – Eu tô com fome! – Completou Kardia ao ouvir seu estômago roncar o que fez Jim sorrir levemente.
–Eu acabei de tirar uma lasanha quentinha do forno e o menino claro nos acompanhará no jantar. – A governanta caminhou devagar a cozinha onde uma simples, mas bela mesa havia sido posta.
Defteros aproximou-se dos dois sentando ao lado de Kardia e segurando as mãos de Jim que o olhou.
–Também estou com fome e tenho certeza de que a senhorita também está. - Jim fez uma cara de nojo ao mesmo tempo em que desviava o olhar. – Ah ah ah, não faça essa cara mocinha, Glória fez um belo jantar com direito aquele pavê misto que você adora. Não recuse ou ela ficará triste.
Jim olhou para Kardia e depois novamente para Defteros que agora se mantinha de pé com a mão estendida esperando que ela levantasse. Sem ter alternativa, Jim segurou na mão do gêmeo mais novo que beijou sua testa e caminhou consigo e Kardia para a bela mesa de jantar que os aguardava.
Tilintar
Em casa jogado em sua cama Degel lutava contra as lembranças e a saudade de Jim. Não conseguia parar de pensar em como ela estava e o maldito acordo que fizera com os gêmeos. Angustiado, levantou-se rapidamente da cama em direção à janela, observando a noite estrelada. Caminhou a passos arrastados para a biblioteca deparando-se com o celular de Jim que havia deixado no criado mudo. Estava tão cheio de tudo que esqueceu completamente que havia deixado o aparelho ali, jogado. Sentou-se na poltrona conectando o aparelho em um carregador se surpreendendo com a imagem no visor. No plano de fundo, uma foto de Jim dando um beijo estalado em seu rosto, lembrou-se de como a foto havia sido tirada. Degel estava sentado na sala, folheando um livro em francês, Jim caminhou sorrateiramente pro trás do sofá pegando o francês de surpresa, agarrando-o pelo pescoço e dando um beijo estalado em sua bochecha ao mesmo tempo em que fazia uma selfie da situação. Passou o dedo suavemente pela tela sentindo o peito doer pela saudade.
You left me hanging from a thread
We once swung from together
I've lick my wounds but I can't ever see them getting better
Something's gotta change
Things cannot stay the same
(Você me deixou pendurado por um fio
No qual a gente um vez balançou juntos
Eu lambo minhas feridas, mas eu nunca consigo
vê-las ficando melhor
Alguma coisa precisa mudar
Coisas não podem permanecer as mesmas)
–Droga…por que tenho que sentir sua falta dessa maneira? O que está acontecendo comigo? – Falou consigo mesmo, sentindo a aflição e um aperto sufocante no peito.
Her hair was pressed against her face
Her eyes were red with anger
Enraged by things unsaid
And empty beds and bad behavior
Something's gotta change
It must be rearranged, oh
(O cabelo dela estava pressionado contra seu rosto
Os olhos dela estavam vermelhos de raiva
Enfurecida por coisas não ditas
E camas vazias e mau comportamento
Alguma coisa precisa mudar
Isso precisa ser rearranjado, oh)
–Eu queria te dizer tanta coisa... e porque non consigo? Por quê? Que falta você me faz Jim...que droga! – Esbravejou dando um murro no criado mudo, derrubando um pequeno jarro que o enfeitava.
I'm sorry, I did not mean
To hurt my little girl
It's beyond me, I cannot carry
The weight of a heavy world
So goodnight, goodnight, goodnight, goodnight
Goodnight, goodnight, goodnight, goodnight
Goodnight, hope that things work out all right, yeh
Whoa, oh
(Me desculpe, eu não tinha a intenção
De machucar a minha garotinha
É além de mim, eu não posso carregar
o peso de um mundo opressivo
Então boa noite, boa noite, boa noite, boa noite
Boa noite, boa noite, boa noite, boa noite
Boa noite, espero que as coisas voltem ao normal, yeah
Whoa, oh)
–Senhor Marchand? – A voz baixa de Madeleine assustou Degel que fitou com espanto a face calma da senhora.
–Oi Madeleine, eu non sabia que ainda estava aqui. – Degel abaixou a cabeça sentindo a vergonha queimar sua face. A senhora, abaixou pegando o pequeno jarro e o pondo de volta em seu lugar.
–Que um conselho? – Degel nada disse, somente observou com melancolia o rosto calmo da senhora que já o ajudava há tantos anos.
– Tome cuidado para quando decidir em tomar uma atitude essa não seja feita tarde demais. Na situação em que a jovem Jim se encontra, pode ser tarde quando achar que é a hora certa e aí senhor, não terá como voltar atrás e nada pior do que deitar a cabeça em seu travesseiro e o sentimento de culpa tirar seu sono por tempo indeterminado. A Jim está sendo perseguida por um psicopata e isso faz com que sua vida esteja em uma corda bamba e o senhor sabe muito bem disso. Agora se me der licença irei para casa essa noite, amanhã cedo estarei de volta, é aniversário do meu neto e eu não quero perder nenhum segundo longe dele, o senhor bem sabe, já estou velha e a vida é curta. Boa noite!
Madeleine aproximou-se de Degel depositando um leve beijo em seu rosto. O francês fechou os olhos aproveitando o carinho da senhora que mesmo com idade cuidava tão zelosamente de si.
Na casa de Defteros, Jim após forçar comer algo se retirou da mesa antes de todos se enfurnando no quarto parcialmente escuro. Observou a janela por alguns instantes pensando em Degel. Sabia que havia errado em omitir uma coisa tão grave, mas ficar longe dele estava sendo bem mais amargo do que imaginou. Além da culpa pesar drasticamente em seus ombros, a saudade que sentia era forte demais e estava muito difícil se manter de pé com o passar dos dias. Olhou com os olhos marejados para cama e deitou se encolhendo como um bebê dentro do útero de sua mãe. Queria o francês ali consigo, precisava dele pra continuar ou não suportaria.
–Eu sei que perigoso esta perto de mim, eu errei com você e sei que está chateado e eu entendo, mas, por favor, eu preciso de você. – Sussurrou em meio às lágrimas que molhavam seu travesseiro.
The room was silent as we
All tried so hard to remember
The way it feels to be alive
The day that he first met her
Something's gotta change
Things cannot stay the same
(O quarto continua silencioso enquanto nós
Todos tentamos tão desesperadamente lembrar
Como é se sentir vivo
O dia em que ele a viu pela primeira vez
Alguma coisa precisa mudar
Coisas não podem permanecer as mesmas)
You make me think of someone wonderful
But I can't place her
I wake up every morning
Wishing one more time to face her
Something's gotta change
It must be rearranged, oh
(Você me faz pensar em alguém maravilhoso
Mas eu não posso situá-la
Eu acordo toda manhã
Desejando mais uma vez encará-la
Alguma coisa precisa mudar
Isso precisa ser rearranjado, oh)
Degel subiu as escadas em direção a seu quarto jogando-se de qualquer maneira na cama, seu coração parecia que ia explodir dentro do peito depois de ouvir as palavras da senhora. Fechou os olhos com força lembrando-se da discussão que havia tido mais cedo com Kardia "Você um covarde Degel é isso que você é. Quando ela mais precisou de você, você a deixou. Não faz ideia de como ela está. Está péssima com tudo isso e você...como sempre tirou o corpo fora.", "Você só se importa consigo mesmo, não está nem aí desde que você esteja seguro dentro da sua "bolha de cristal imaginária" "
– Eu preciso de você chéri...sei que é difícil, então s'il vous plaît me perdoe por não ser forte o suficiente para você. – Sussurrou para si mesmo.
I'm sorry, I did not mean
To hurt my little girl
It's beyond me, I cannot carry
The weight of a heavy world
So goodnight, goodnight, goodnight, goodnight
Goodnight, goodnight, goodnight, goodnight
Goodnight, hope that things work out all right
(Me desculpe, eu não tinha a intenção
De machucar a minha garotinha
É além de mim, eu não posso carregar
o peso de um mundo opressivo
Então boa noite, boa noite, boa noite, boa noite
Boa noite, boa noite, boa noite, boa noite
Boa noite, espero que as coisas voltem ao normal)
Degel abraçou um dos travesseiros sentindo os olhos arderem por lágrimas que lutavam em para marcar sua face, cravando as unhas com força, descontando ali sua raiva e a frustração de si mesmo.
–Mon Die o que estou fazendo? – Falou entre os dentes.
So much to love
So much to learn
But I won't be there to teach you, oh
I know I can be closed
But I try my best to reach you
(Tanto para amar
Tanto para aprender
Mas eu não estarei lá para ensinar você, oh
Eu sei eu posso ser fechado
Mas eu tento meu melhor para alcançar você)
O aquariano derrotado deixou as lágrimas caírem enquanto se sentia uma das criaturas mais inúteis e fracas da terra.
–Boa noite meu anjo, je t'aime! – Confessou dolorido enfiando o rosto no travesseiro e se entregando ao cansaço causado pelo choro.
I'm so sorry, I did not mean
To hurt my little girl
It's beyond me, I cannot carry
The weight of a heavy world
So goodnight, goodnight, goodnight, goodnight
Goodnight, goodnight, goodnight, goodnight
Goodnight, goodnight, goodnight, goodnight
Goodnight, hope that things work out all right, yeh
Whoa, oh…
Yeah…
(me desculpe, eu não tinha a intenção
De machucar a minha garotinha
É além de mim, eu não posso carregar
o peso de um mundo opressivo
Então boa noite, boa noite, boa noite, boa noite
Boa noite, boa noite, boa noite, boa noite
Boa noite, boa noite, boa noite, boa noite
Boa noite, espero que essas coisas voltem ao normal, yeah
Whoa, oh
Yeah)
– Konban wa Degel! - Resmungou Jim antes de ser vencida pelo cansaço.
Tilintar
No dia seguinte Defteros acordou bem cedo, havia muitos compromissos na empresa e precisava chegar bem cedo. Quando desceu de seu quarto em uma bela camisa social verde clara e calça social preta a mesa do café já estava posta. Sentou deliciando-se com frutas, leite e alguns pães. O grego agradeceu Glória pelo banquete com um belo beijo no rosto e quando caminhou para a saída da casa quase caiu duro no chão pela surpresa. Jim o aguardava devidamente arrumada para sair. O gêmeo mais novo fitou-a de cima a baixo sem acreditar no que seus olhos estavam vendo.
–Onde pensa que vai desse jeito?
–Trabalhar! Estou cansada de ficar trancada aqui, eu preciso sair fazer alguma coisa.
– Você está de brincadeira comigo? Você sabe que não pode sair, é perigoso Jim.
–É perigoso em qualquer lugar e você sabe disso. Me manter trancada aqui não ajuda e nem adianta nada, se Alone quiser ele irá me encontrar em qualquer lugar ou você acha que ele não sabe onde estou?
–Olha aqui mocinha não me deixe mais aflito do que estou só de pensar nisso já tenho a impressão de que vou ter um infarto. Mas e os outros?! Pense neles Jim se for para Óros irá colocar todos eles em risco.
–Defteros, eles já estão em risco desde o primeiro dia que pisei lá. Alone já sabe de todos da Óros e eu estar aqui ou lá não fará diferença se ele quiser pegar qualquer um de vocês. Eu não posso ficar trancada aqui o resto da vida. Não posso e não quero então não me peça para continuar trancafiada aqui ou vou enlouquecer.
–Eu não vou compactuar com isso Jim e não serei eu a levar você pra Óros. – Rosnou Defteros.
–Tudo bem eu não preciso que me leve, eu posso pedir ao Kardia para me pegar aqui, garanto que ele ficará super feliz em me ver progredir.
–Nem pense em ligar para aquele escorpiano metido mocinha ou...ou eu...
Antes que Defteros pudesse terminar de esbravejar Jim discou para o celular do amigo que berrou tão alto de felicidade que o grego pode ouvir de onde estava. Irritado, saiu quase derrubando a porta e entrando em seu Porsche preto metálico a ponto de ter um ataque dos nervos e de ciúmes. Esmurrou o volante sacando o celular do bolso e ligando para o irmão.
–Aspros! – Quase berrou.
–Olá irmão, irritado a essa hora?! – Ironizou o mais velho
–É estou e tenho certeza que você também ficará.
–É mesmo, então nem prefiro saber.
–Ahhh mais terá que saber. Jim está indo para Óros. – Aspros que bebia seu café cuspiu o líquido escuro na tela de seu computador quando ouviu o que o irmão dizia.
– O QUE? – Berrou o mais velho.
Tilintar.
Kardia levou menos de vinte minutos para buscar Jim, o grego abraçou a ruiva com entusiasmo tirando-a do chão e em seguida distribuindo beijinhos por toda sua face corada. A mesma acabou gargalhando o que deixou o grego ainda mais contente.
–Aiiii roux você não sabe como eu fiquei feliz quando me ligou, eu não via a hora de você sair daquela fossa.
–É eu percebi, obrigada por ter vindo.
– Tsic...não precisa me agradecer, eu só quero que as coisas voltem a ser como antes. Estou cansado de toda essa melancolia.
–Você não faz ideia de como EU desejo isso Kardia mais do que qualquer um. – Jim abaixou a cabeça com a face entristecida.
Kardia levantou o rosto de Jim com o indicador e sorriu largamente, a ruiva acabou se contagiando e sorriu em resposta e o grego feliz deu a partida seguindo em direção a Óros.
Tilintar.
–É isso mesmo Hakurei ela está vindo para cá. O que eu faço?
–Nada! – Falou o detetive calmamente.
–Como assim? Ela está correndo perigo e não pode ficar andando por aí assim. – Bradou Aspros irritadíssimo.
–Escuta Aspros, eu não concordei em você e Defteros manterem a Jim trancafiada, isso foi um acordo entre vocês dois e pro seu governo o garoto quer Jim e ele a seguirá para onde for. Mantê-la escondida na casa de Defteros não fará a menor diferença caso ele resolva fazer alguma coisa contra ela.
–Disso eu já sei, mas e o pessoal? Eles...eles ficaram expostos também.
– Seus amigos já estão expostos desde o dia em que você optou por "socializar" a Jim fazendo dela parte do seu grupo, nós estamos fazendo todo o possível para pegá-lo, mas precisamos da ajuda da Jim, ela é a única pessoa que sabe quem ele é. E já que ligou, poderíamos marcar outro depoimento para amanhã cedo?
–Está de brincadeira? Isso só pode ser uma piada, agora a culpa de tudo é minha?
–Sim é. Aspros você sabia dos riscos e mesmo assim colocou a Jim no meio de seus amigos, isso mostra o quanto se preocupa com eles, agora mantê-la como um animal enjaulado não fará o nosso psicopatazinho mudar de ideia caso ele queira degolar um de vocês. Os homens de Aiacos estão espalhados pelo prédio da Óros e ao redor do quarteirão mandarei homens para reforçar já que o "alvo" está indo bater seu ponto no trabalho hoje, então se me der licença Aspros eu tenho muito o que fazer. Jim tem meu telefone e o de Aiacos e você também, se vir ou ouvir qualquer coisa estranha ligue-nos imediatamente.
–Hum...Obrigada pela parte que me toca detetive! – Ironizou o grego irritadíssimo.
–Não tem de que estarei na residência de Defteros amanhã as 9:00h, então até!
Aspros bateu o telefone extremamente irritado. Sabia de sua responsabilidade em tudo que estava acontecendo e que em partes tinha culpa sim, mas não havia feito aquilo por mau ou com a intenção de pôr todos em perigo. Teria que ter paciência e esperar o que mais podia fazer?! E também o detetive tinha razão, manter Jim como um bicho preso não era justo e nem faria bem para sua depressão, ela já havia mostrado que estava perdendo a batalha para doença novamente e de repente por conta própria resolver sair era motivo para se sentir aliviado e não irritado, mas também a preocupação e o medo de Jim acabar sendo pega e morta por Alone não era nada boa. Regulus havia sido o primeiro e por sorte ainda estava vivo e se recuperando bem, mesmo que lentamente. Teria que arriscar e confiar nos investigadores e nos policiais que faziam a segurança ali, não tinha outra alternativa.
Ao chegarem na Óros o grupo correu para cumprimentar Jim que havia ficado afastada por duas semanas. Akemi deu um forte abraço em Jim observando o quando ela havia emagrecido nesse meio tempo. Manigold e Asmita fizeram a mesma observação. O indiano parabenizou a ruiva por seu esforço em voltar ao trabalho e não se deixar entregar a depressão.
Todos conversavam animadamente e não perceberam quando a porta do elevador se abriu. Degel que olhava o celular e ao ouvir o tom do elevador levantou o rosto e seus olhos se prenderam nos verdes esmeraldas de Jim que se manteve imóvel observando o amado que se manteve da mesma forma. Não esperava encontrá-la ali, mas a surpresa maior foi pela magreza de Jim, haviam se passado duas semanas e ela parecia ter perdido peso por meses, as olheiras marcavam o contorno de seus belos olhos verdes e o cabelo parecia não ter mais o mesmo brilho. Realmente Kardia não havia exagerado quando disse que ela estava mal. O mesmo se deu com Jim, Degel também havido perdido peso, não tanto quando a si e as olheiras deixavam obvio as noites mal dormidas. O francês respirou fundo forçando-se a desviar o olhar, caminhou normalmente passando pelo grupo como se nada estivesse acontecido. Kardia mal pode acreditar no que via, Degel ignorou completamente a presença da amada caminhando até sua mesa com toda sua máscara de frieza. Jim sentiu sua respiração falhar e os olhos marejarem o grupo percebendo a tensão resolveram cada qual voltar para seus lugares. Asmita observou Degel de longe já imaginando como o amigo se sentia. Kardia deu um abraço em Jim que enterrou seu rosto no peito do amigo tentando buscar algum apoio para suas pernas que quase vacilaram em mantê-la de pé.
–Olha roux não fica assim okay?! Não liga pra ele, ele é um imbecil. Não deixa isso te abalar por mais difícil que seja, você sabia que ele estaria aqui então seja forte. – Kardia caminhou até a mesa de Jim abraçado a ela.
–Eu sei Kardia, só não sabia que seria tão difícil. Ele me ignorou completamente, eu sei que sou um perigo para todos, mas poxa...não pense que seria assim.
–Olha você não é um perigo para ninguém e sim aquele "muleque psico", ele que é o perigo, agora engole esse choro e vamos ao trabalho, nada melhor do que um dia cheio de tarefas para ocupar a mente.
Kardia depositou um beijo carinhoso no topo da cabeça de Jim e saiu em direção a sua mesa, a vontade de esganar Degel era tamanha que preferiu nem cumprimentar o amigo, pelo menos por enquanto.
Aspros irritado chamou Jim em sua sala onde tiveram uma conversa um tanto tensa, assim como foi com Defteros. Jim explicou suas razões ao grego que no fim acabou cedendo, havia prometido que faria qualquer coisa pelo bem estar da "protegida" incluindo correr certos riscos, então se era ali que Jim se sentia bem então era ali que a manteria. Aproveitando a oportunidade Defteros mais irritado e enciumado do que nunca pediu a Jim que adiantasse o máximo possível de seu trabalho que estava muito atraso já que ela queria trabalhar, a ruiva acabou tão atarefada durante o dia que nem percebeu o quando Degel se esforçava em focar-se em seu trabalho, mal havia dormido a noite de tanto pensar nela e no dia seguinte lá estava bem diante de seus olhos e apenas alguns passos de distância, mas o orgulho e a teimosia estavam trabalhando a todo vapor para manter Degel afastado do que tanto queria.
Já havia perdido as contas de quantas copos d'água e cafés já havia tomado por conta da ansiedade. Em seu 10º café, Degel suspirou pesadamente enquanto aguardava seu expresso ficar pronto. A máquina após terminar apitou sinalizando que o café estava pronto. Com calma retirou o copo e caminhou observando o líquido fumegante se movimentar com a paleta descartável que mexia seu café, distraído – o que era raro- não percebeu quando Jim corria (como sempre) também distraída em direção a impressora e em questão de segundo o copo praticamente explodiu com o impacto dos corpos se chocando. A ruiva desesperada com tanto trabalho acabou não olhando por onde andava e acabou por repetir a cena de alguns meses atrás.
Degel olhou espantando para a camisa, para as mãos e para o rosto de Jim que o observava da mesma maneira e antes que ela tentasse repetir o ato de concertar a burrada o francês passou rapidamente por ela em direção a um dos banheiros sem dizer uma só palavra.
A ruiva sentiu uma dor lacerante esmagar seu peito, não por ter repetido a burrada de dar um banho de café em Degel e sim por ter sido ignorada tão friamente, nem mesmo a sujeira de café fizera com que Degel perdesse a frieza e lhe dirigisse nem que fosse um esporro.
A japonesa passou a mão no rosto e nos cabelos pensando no que fazer, estava desesperada, sabia que devia se manter o mais longe possível do "cubo de gelo", mas não conseguia. Precisava falar com ele, explicar tudo e dizer o quanto precisava dele ao seu lado, mesmo sabendo o quanto podia ser perigo e difícil para ele.
No banheiro onde Degel tentava limpar toda sujeira, Manigold que fazias suas necessidades biológicas nº 1 ficou de boca aberta quando viu Jim invadir o banheiro masculino sem nenhuma cerimônia.
–Manigold, sai! – Ordenou Jim
O italiano olhou com cara de bobo para Jim e depois para Degel que engoliu em seco.
–Eu posso pelo guardar meu pinto e lavar as mãos?! – Perguntou Manigold.
–É logico que pode, mas anda logo. – Ordenou Jim
Assim que o italiano saiu, Jim trancou a porta do banheiro pouco se importando se alguém pudesse ter visto.
–Olha o fato de eu estar sendo alvo de um louco não quer dizer que precise me ignorar dessa forma. – Jim aproximou-se de Degel que somente a olhou de canto de olho.
"Pelos deuses, se mantenha longe de mim ou...non sei o que posso fazer." – Pensou Degel ainda limpando a camisa.
–Non estou ignorando você por esse motivo, sei que non tem culpa. – Volveu Degel sem deixar cair a máscara de frieza. – Estou fazendo isso porque mentiu.
– Eu não menti, eu... omiti é diferente.
–Para mim é a mesma coisa chéri.
–Eu ia te contar, eu juro. Quando eu acordei você tinha sumido do hospital, eu tentei falar com você por dias e você não retornou minhas ligações e também não me procurou. Como eu podia te contar se eu nem conseguia ao menos falar com você pelo telefone?!
– Você teve bastante tempo para se abrir comigo, mas isso non vem ao caso agora. Já está feito e Aspros e principalmente Defteros fizeram questão de resolver tudo para o seu melhor bem estar. – Disse Degel com a voz fria enquanto esfregava um pedaço de papel na camisa.
–Eu não sou o Aspros e muito menos o Defteros ta bom?! – A ruiva retirou algumas folhas de papel e embebeu em um pouco de sabão líquido e água. – Deixa eu te ajudar a limpar isso. – Disse segurando a camisa de Degel que ergue a mão em sinal de protesto.
–Non precisa eu faço isso, eu sei me cuidar. – Volveu ríspido, mas Jim não se intimou.
–Me faz um favor?! Tira logo essa camisa pra eu dar um jeito nessa sujeira. - Degel franziu o cenho pela forma mandona como a ruiva falava.
–Eu já disse que non precisa, é melhor você sair daqui antes que alguém venha aqui Jim.
–Degel cala a droga da boca e tira a PORCARIA da camisa?! Sua teimosia está me irritando. – Os dois se encararam como dois felinos prestes a cair em uma briga sangrenta. Por um segundo os olhos de Degel vacilaram e desviaram-se para os lábios rosados.
–Anda tira, já vi você nu diversas vezes não tem do que se envergonhar. – A voz saiu melancólica.
Jim levou as mãos aos botões da camisa de Degel desabotoando um por um, o francês derrotado sentiu seus pelos se arrepiarem quando se viu livre da peça e corou quando os olhos verdes passearam por seu peito desnudo.
–Eu non estou envergonhado, só...non quero que se preocupe com isso. –Falou Degel sem jeito.
–Bom infelizmente eu me preocupo e não é trabalho nenhum concertar mais uma das minhas burradas, já derramei café em você uma vez e até hoje não paguei seu almoço, então como já estou te devendo não me custa tentar limpar sua camisa. – Disse Jim com a voz melancólica, fazendo Degel engolir em seco.
"Que vontade de abraça-la, Deus...me dê forças!"– Pensou
Jim sacodiu a camisa com força entregando-a para Degel que não conseguia mais controlar seus olhos que teimavam em fixar-se no rosto cabisbaixo.
–Toma. Veste, está um pouco húmida, mas acho que dá pra aguentar até a hora de sairmos. – Jim ajeitou a gola da camisa e em seguida começou a colocar os botões em seus lugares.
–Você emagreceu. – Disse baixo Degel sem parar de reparar no rosto de Jim.
–Você também. – Devolveu.
–A propósito, seu celular ficou comigo.
–Eu sei, por que não enviou por Kardia já que não queria me ver?! – Jim deslizou as mãos pelo tecido macio da camisa húmida ajeitando no corpo do amado.
– Eu nunca disse isso chéri.
–Não disse, mas agiu com tal. – Jim deixou suas mãos pousarem levemente nos ombros de Degel que já não tinha mais forças para repelir qualquer contato que fosse.
– É necessário...as vezes...fazermos coisas ou...tomarmos certas atitudes.
A voz de Degel saiu com certa dificuldade ao sentir o corpo de Jim roçar ao seu, o tecido molhado e frio causou um choque quando o corpo quente encostou no seu mesmo por cima da roupa. A ruiva olhava com desejo para o francês enquanto seus dedos se perdiam nos cabelos macios do mesmo. Jim mordeu o lábio inferior sensualmente ao mesmo tempo em que aproximava seu rosto ao rosto de Degel até suas testas se encontrarem. O aquariano sentiu suas pernas fraquejarem e apoiou as mãos uma de cada lado do corpo de Jim na pia de mármore.
–Estou com saudades mon amour! – Sussurrou Jim extremamente sexy, fazendo Degel fechar os olhos na tentativa de fugir daquela tentação.
–Chéri s'il vous plaît, non faça isso. - Pediu em tom de suplica.
–Diz que sente minha falta? Diga que está como eu. Que não aguenta mais ficar longe de mim do mesmo jeito que eu não aguento mais ficar longe de você. Eu sei que é perigoso, mas eu não aguento mais ficar longe de você. Eu sei que errei com você em não ter contado, mas... – Fez uma pausa. – Fica comigo Degel? Fica? – Sussurrou deixando seus lábios roçarem levemente nos lábios entreabertos do amado.
Sem pensar mais em nada Degel segurou a nuca de Jim com firmeza e se apossou dos lábios que tanto amava com tamanho desejo e vontade como nunca sentiu antes. Jim sentiu suas pernas fraquejarem e só não foi ao chão por que Degel rodeou sua cintura mantendo-a de pé. Beijaram-se loucamente, desesperadamente até o ar lhes faltar.
O lugar parecia pequeno tamanho o calor que começava a tomar conta dali. Jim sentiu seu corpo formigar de prazer quando Degel apertou com força seus quadris forçando seu corpo a roçar na ereção despontada sob a calça social. Jim olhou com luxuria para o volume na calça do francês e sem pensar inverteu as posições, fazendo Degel se recostar na pia de mármore. Sorriu um sorriso safado que fez o aquariano estremecer, ajoelhou de frente a ele puxando o cinto da calça com força. Degel arregalou os olhos assustado com a atitude da garota.
–Jim non ainda estamos na Óros, non podemos... Ahhhhhh...chéri...isso... é...é...loucura...pelos deuses.
Degel se apoiou como pode na pia. Jim não deu a mínima para que o outro falava e abocanhou com fome a ereção gotejante do amado. Sugando e lambendo toda a extensão que pulsava forte e quente em sua boca. O francês mordia os lábios para não soltar nenhum gemido, pois era óbvio que os outros estavam de orelhas em pé depois que a ruiva invadiu e expulsou Manigold do banheiro se trancando com Degel lá. Lógico que ninguém interrompeu até por que todos torciam para que o casal se acertassem.
Jim continuou sugando com força e ânsia a ereção do amado que não suportava mais segurar o orgasmo. Involuntariamente suas mãos foram de encontro aos fios rubros guiando a felação, sua sanidade já havia ido embora há muito tempo, seus quadris se moviam em direção a boca quente e molhada que sugava seu sexo sem o menor pudor e sem aguentar mais gozou. Gozou como nunca havia gozado, aquela situação louca e a saudade misturada causaram um misto de prazer indescritível, um gemido baixo e estrangulado escapou de sua garganta dolorida por segura os gemidos que forçavam passagem para ecoar pelo banheiro que agora parecia extremamente quente. Jim quase engasgou, mas solveu todo o líquido quente e agridoce do amado não deixando nada escapar, dividindo com Degel seu próprio gosto.
–Você é maluca roux. – Sussurrou Degel com a respiração descompassada.
–Eu quero sair daqui. – Devolveu Jim
– Saia, pegue suas coisas e sem dizer nada e nem se despedir de ninguém, desça pelas escadas até o 4º andar, pegue o elevador e me encontre no saguão. Estarei lá no máximo em 10 minutos.
Jim deixou seus olhos dançarem pelo rosto corado de Degel que a empurrou levemente para que pudesse lavar o rosto. A ruiva saiu rápido correndo até sua mesa e pegando suas coisas de qualquer maneira. O grupo estranhou aquela atitude. "Ihhh eu acho que a briga foi feia." – Sussurrou Mathure para El Cid que nem deu bola.
Fez conforme Degel havia dito, desceu correndo pelas escadas até o 4º andar e em seguida chamou o elevador onde desceu até o saguão de entrada do prédio da Óros. Como havia dito, o francês chegou com o semblante fechado segurando no pulso de Jim e arrastando-a consigo até o estacionamento.
Continua...
