Degel nunca dirigiu tão apressadamente em toda sua vida como naquele momento. Correu para casa com Jim que brincava com seu pescoço, ouvido e tudo que tinha direito não dando folga. Ao chegar, entrou como um foguete em sua garagem e em seguida adentrou porta adentro aos beijos, caminhou agarrado a Jim até a bancada da cozinha sem desgrudar dos lábios macios ao qual sentia tanta falta. A vontade insana que o acometia o fez esquecer tudo ao seu redor. Desgrudou os lábios e deitou Jim na bancada da cozinha encaixando-se entre suas pernas, sem parar de distribuir beijos famintos e mordidas pelo pescoço, colo, tudo que podia. A ruiva enlaçou a cintura do francês com as penas sentindo a ereção pulsante roçar em sua feminilidade o que causo um gemido abafado de ambos. Degel segurou o tecido fino da blusa justa arrancando com força quase de uma vez deixando Jim livre daquela peça indesejada. Parou somente por alguns segundos observando com desejo a pele branca se arrepiar pelo golpe de ar frio na pele quente. Voltou a abocanhar o pescoço, o colo, mordiscando os seios por cima do top fazendo o mamilo arrepiar-se pelas carícias e a ruiva arquear as costas e gemer de prazer com aquilo. Era louco, insano, quase insuportável a vontade de ser possuída por aquele ser magnífico de longos cabelos oliva. Não havia tido muitos parceiros em sua péssima vida, mas os poucos que tivera nenhum havia chegado a tal ponto. Havia momentos em que achava que poderia morrer somente com aquilo e que se isso ocorresse estaria satisfeita. Sentia seu corpo em chamas, quente, e extremamente sensível, as mãos que percorriam afoitas seu corpo pareciam em brasas, marcando e queimando como ferro quente. Levou as mãos desesperadas a gola da camisa do francês puxando com força, arrebentando metade dos botões, Degel franziu o cenho com aquela atitude, mas pouco se importou, não queria pensar em uma simples camisa justo naquela hora, segurou os fios rubros com força, mas ao mesmo tempo com delicadeza e se afundou nos lábios entreaberto e avermelhados de Jim para em seguida voltar a afundar-se na pele leitosa novamente, sugando, beijando e lambendo tudo que podia, depositando ali marcas daquela loucura. Jim arrancou o top que usava desesperada segurando forte a mão do francês que bolinava seu seio mostrando a ele como queria que a tocasse enquanto se contorcia e gemia em desespero por mais contado. Degel desceu deixando um rastro de saliva e pequenas marcas até umbigo de Jim, uma de suas mãos segurava com força a coxa esquerda apalpando e apertando por cima da caça Jeans justa e a outra apalpava deliciosamente o seio direito enquanto sua língua brincava deliciosamente alternando entre o umbigo e a barriga que se contraia involuntariamente enquanto Jim gemia e segurava com força os fios macios do amado.
De repente, o som de uma tossida forte tirou os amantes do frenesi. Degel parou o que fazia levantando devagar os olhos sem sair da posição assim como Jim que somente levantou a cabeça observando de cabeça para baixo a figura de Madeleine que não esboçava nenhuma reação. Degel rapidamente levantou-se assim como Jim que só teve tempo de pegar o resto de sua blusa e cobrir os seios agarrando-se ao francês que observava atônito a pobre senhora caminhar vagarosamente pela cozinha assim como Jim que ficou de boca aberta.
–Desculpe senhor Marchand. Esqueci minhas chaves. – A senhora, caminhou calmamente até o armário, pegando o molho de chaves que havia esquecido antes de sair.
Degel e Jim mantiveram-se paralisados, sem dizer uma só palavra. A senhora agia com se aquela cena fosse coisa mais normal que havia visto caminhando em direção ao casal, segurou levemente o rosto estupidamente vermelho de Jim depositando um beijo suave em sua bochecha e em seguida, repetiu o ato com Degel que não conseguia proferir nenhuma palavra se quer. A senhora, após despedir-se, caminhou calmamente até a saída com um sorrisinho sapeca no rosto informando a Degel que chegaria bem cedo no dia seguinte. Quando a porta se fechou os dois ficaram em silêncio por alguns segundo tentando processar o que havia acabado de acontecer até Jim cair na gargalhada levando Degel consigo, não sabiam se riam de vergonha, nervoso ou da reação inesperada de Madeleine.
– Ela sempre reage assim com esses tipos de coisas? – Perguntou Jim ofegante entre as risadas.
–Non sei. – Respondeu Degel dando de ombros.
–Como assim não sabe?! – Perguntou Jim olhando nos olhos do outro.
– Eu non sei, é a primeira vez que isso acontece. – Respondeu Degel ofegante.
Jim caiu na gargalhada outra vez fazendo Degel rir consigo. Realmente Degel havia ficado tão desesperado que havia esquecido completamente que Madeleine ainda poderia estar em sua casa. Não era tão tarde até por que eles haviam "fugido" da Óros o que acabou acarretando aquele "encontro" inesperado.
–E então o que fazemos agora? Tomamos café? – Perguntou Jim com a voz carregada de ironia.
–Você quem decide chéri, eu...- Degel apertou um pouco o corpo de Jim contra o seu fazer ambos os corpos se arrepiarem e o baixo ventre do francês latejar contra a fenda quente de Jim que soltou um gemido abafado. – Non me importo de continuar.
–Que bom... eu achei que o susto pudesse...ter feito você...- Jim fez uma pausa que fez o francês arquear uma das sobrancelhas. – Bom...você sabe.
–Está brincando chéri?! Depois que se três semanas de ausência.
Degel sorriu malicioso guiando as pernas de Jim para que se prendessem novamente em sua cintura, segurando firme em suas coxas, caminhou aos beijos e notando como ela havia ficado mais leve não gostando nada daquilo, mas nada disse deixaria para sermões em outra hora, já havia sido interrompido uma vez e não queria uma segunda de jeito nenhum. Depositou o corpo de Jim na cama carinhosamente olhando fundo nos olhos verdes nublados de desejo, assim como os seus. "Pelos deuses isso é insano demais, como posso estar tão louco assim por alguém em tão pouco tempo?!" Pensou observando cada detalhe do rosto bonito, acariciando a face com carinho, Jim fechou os olhos se deliciando com o contato esfregando o rosto na mão macia como um gatinho satisfeito em receber carinho.
–Que feitiço você usou? – Sussurrou Degel deixando seus lábios roçarem pelos lábios avermelhados. Jim abriu os olhos devagar os deixando dançar pelo rosto andrógeno do europeu.
–O mesmo que o seu. – Respondeu somente.
Sem mais, Degel tomou os lábios macios com carinho, provando cada canto daquela boca que procurava afoita a sua, suas mãos agora voltavam a passear pelo corpo da amada sentindo a textura macia de sua pele, os seios macios, as costelas levemente aparentes devido à perda de peso, desceu os lábios degustando um de cada vez os mamilos rosados ouvindo os gemidos longínquos que escapavam dos lábios de Jim, marcando com beijos a pela branca até chegar ao cos da calça. Retirou dessa vez sem pressa a peça observando com desejo cada detalhe para novamente continuar a degustar o sabor loucamente viciante que aquela pele tinha, provou tudo que podia mãos, dedos, pescoço, coxas, pés, tudo com calma e maestria. Jim observava com prazer as ações de Degel.
– Vem! – Chamou estendendo a mão para o amado que a segurou beijando a palma com delicadeza. – Não quero mais esperar nenhum segundo.
Degel tomou os lábios macios com volúpia enquanto sentia-a enterrar na cavidade quente de Jim que gemia dentro do beijo, cravando as unhas nas costas do aquariano que somente franziu o cenho pela dor, movimentando-se devagar e ritmado. Não tinha pressa, queria prolongar o prazer o quanto pudesse as duas semanas que haviam passado pareciam ter sido meses longe dela e depois de cair em tentação havia confessado a si mesmo que não poderia mais viver sem aquilo, havia acontecido o que Asmita havia alertado sua vida não era mais sua, suas vontades não lhe pertenciam mais e em sua mente só havia uma coisa, Jim Kinneas e nada mais.
Jim olhava com luxúria e carinho dentro dos olhos violetas enquanto palavras de prazer saiam estranguladas de sua garganta incentivando ainda mais o aquariano a continuar aumentando a velocidade e a intensidade das investidas, fazendo o corpo abaixo de si sacolejar no ritmo das estocadas, assim como o ranger da cama que ecoava pelo quarto. As unhas cravadas nas costas suadas do aquariano deixavam marcas profundas e vermelhas, os cabelos molhados pelo suor de sexo tocavam suavemente seu corpo causando arrepios contínuos, o som das respirações ofegantes e os corações que pareciam retumbar dentro do peito. Degel puxou Jim para seu colo e apoiou-se em seus cotovelos para observar melhor o corpo dela subir e descer em seu falo pulsante sem que os olhos se desprendessem. Jim apoiava-se em seu abdome sentindo os gominhos deliciosos que possuía molhados pelo suor que transbordava da pele dele, gemendo e clamando por mais daquilo enquanto sentia os famosos espasmos quererem tomar conta do seu corpo, o aquariano percebendo que ela não aguentaria por muito tempo, segurou com firmeza a cintura fina aumentando ainda mais o ritmo da cavalgada assim como os gemidos da ruiva que aumentaram significativamente o que fez Degel suspirar de prazer com as expressões sôfregas e prazerosas que estampavam o rosto molhado, os fios vermelhos colados na face, nos braços e nas costas desciam como cascatas de sangue.
– Eu...ãhhnnnnnn...Ahhhhh...De...Deg...Degel...não aguento...não aguento mais!
Jim soltou um gemido alto e longo, fechando os olhos com força e enterrando as unhas com força involuntariamente na carne branca de Degel, sentindo seu corpo convulsionar e estremecer de prazer pelo forte orgasmo. Degel abraçou forte o corpo de Jim, sentindo seu corpo espasmar também pelo forte orgasmo que o tomou forçando seus músculos a retesarem e em seguida espasmarem pelo clímax, sua visão se escureceu por alguns segundos e uma tonteira típica o deixou agarrado ainda mais ao abraço como se buscasse algum apoio para não cair, mesmo sabendo que estava na cama. As respirações ofegantes devagar foram se acalmando assim como os corações acelerados. Jim retribuiu o abraço com carinho deixando seus dedos se perder nos fios molhados do amado que agora descansava a cabeça em seu ombro, sentindo o retumbar do coração assim como a respiração dele se acalmar aos poucos.
– Nunca pensei que sentiria tanto a falta de alguém como senti de você. – Deu um beijo carinhoso no topo da cabeça do francês. – Teve momentos em que pensei que iria morrer. – Degel soltou o ar fortemente pelo nariz seguido de uma risada curta e baixa.
– É mesmo?! – Disse frio, mas sentindo uma alegria gostosa tomar conta de seu peito.
–Sim! Eu... senti muito sua falta. Quando acordei no hospital e você não estava lá... pensei que...que nunca mais o veria, você nunca me atendia e sempre...sempre as ligações caiam na caixa postal, perdi as contas de quantos recados eu deixei e você não retornou...eu queria tanto... – Degel movimentou a cabeça olhando para o rosto de Jim a interrompendo seu discurso.
–Sessenta e três– Confessou.
–O..o...o...que?! – Perguntou Jim com espanto.
–Foram sessenta e três recados chéri e eu ouvi cada um deles. – Jim fitou o rosto cansado do francês sem acreditar, não fazia a menor ideia de que havia deixado tantos recados e muito menos que ele havia ouvido se quer um deles.
–Olha chéri, pardon eu non sou bom com palavras com o Kardia que diz exatamente o que pensa e o que sente, mas eu quero que saiba que... é recíproco da minha parte. – Confessou ruborizado.
Jim sorriu sentindo uma alegria crescer sem tamanho dentro do peito, tudo bem que não era exatamente o que gostaria de ouvir, mas aquilo já era uma evolução, ainda mais para alguém tão fechado quando Degel, ela o amava e se ele havia confessado que seus sentimos eram recíprocos isso significava que...
–Eu te amo! – Sussurrou gostosamente no ouvido de Degel, que se sentiu estremecer com a confissão. Não estava acostumado com aquilo, ainda mais vindo assim, pra si lógico, tão repente. Sua mente rapidamente começou a processar algo e mesmo que ela lhe dissesse que deviria dizer exatamente o que sentia as palavras não saiam, não o que realmente queria dizer.
– Que bom chéri. – Foram as únicas palavras que saíram de sua boca. – Merde, non acredito que disse isso! – Pensou fechando os olhos com força não acreditando que havia dito aquilo.
Jim sentiu um frio no estômago e uma melancolia querer se abater sobre si, fechou os olhos com força não acreditando no que havia escutado. Engoliu o choro e com calma afastou-se do francês dando um sorriso sem graça e levantando em seguida catando suas peças de roupas, o europeu sentiu todo o sangue de seu corpo ser bombeado para sua face, a boca ficar seca e as mãos molhadas de suor. Sabia que não havia dito o que realmente queria e muito menos o que ela queria ouvir e isso seria um problema.
– Aonde vai? – Perguntou sem graça.
–Vou pra casa, já está meio tarde e... eu sai sem avisar, com certeza Defteros está uma fera...e Aspros também.
Jim falou tentando manter a naturalidade sem deixar transparecer o quanto havia ficado afetada com aquilo. Não queria forçar nada com o francês, mas infelizmente não havia ficado nada contente em ouvir aquelas palavras simples e como sempre frias. O outro ficou somente observando a ruiva terminar de se vestir sem saber o que fazer, sua mente processava mil coisas a serem ditas, mas nada saia de sua boca e quando ela terminou, somente olhou e sorriu acenando com a mão sumindo pela porta. Degel sentiu o ar lhe faltar enquanto ouvia os passos dela se distanciar, não era aquilo que queria dizer, não era então, porque não conseguia? Passou a mãos nos cabelos exacerbadamente pensando no que faria, sabia que se ela saísse agora podia nunca mais voltar, resolveu por fim não pensar sacudiu a cabeça rapidamente segurando o lençol na cintura e sem pensar correu tropeçando nas próprias pernas.
No andar de baixo Jim havia acabado de achar o que restava de sua blusa, vestindo-a como dava seguindo para saída. Quando segurou na maçaneta para sair sentiu os braços fortes de Degel rodearem seu corpo com força impedindo-a de se mover, a respiração quente e ofegante batia freneticamente em sua nuca assim como o tremor das mãos em volta do seu corpo.
–Non vá embora, s'il vous plaît*! – A voz sôfrega sussurrada do francês fez Jim estremecer. – Fica...no...non...vai embora chéri. – Pediu com a voz entrecortada fazendo Jim suspirar.
–Eu não posso ficar. – Mentiu engolindo em seco. – Se eu não voltar... Defteros vai...
–Droga Jim para de falar no Defteros! – Bradou Degel se afastando. – Por que você tem que falar dele toda hora? – Falou com desdenho e ciúmes. – Non quero que vá embora.
Jim virou observando a atitude sem jeito do aquariano tentando entender por que com ele as coisas tinham que ser da maneira mais difícil?!
– Por quê? Por que quer que eu fique? – Jim cruzou os braços olhando séria para Degel que parecia perdido com aquilo. Será que o fato de só pedir para que ela ficasse não era suficiente? Ahhh por que mulheres eram tão complicadas?
–Po...por...por que? Por que...por...por que oui. – Balbuciou sentindo uma vontade enorme de cavar um buraco e se enfiar nele.
Jim franziu o cenho descruzando aos braços, respirou fundo e virou-se na direção da porta segurando firme a maçaneta. Degel engoliu em seco quando a porta se abriu e sem pensar quase gritou.
– Eu te amo! – Disse em quase em um grito passando a mão nos cabelos, enquanto a outra ainda mantinha o lençol ao redor de sua cintura. Jim parou novamente, sentindo um frio subir por sua espinha arrepiando os pelos de sua nuca, Deus como queria ouvir aquilo. Mas não, ainda não era assim que seria. Olhou de canto de olho séria observando no rosto do francês o nervosismo explícito.
– Não precisa forçar desse jeito Degel. – Volveu Jim com uma das sobrancelhas levantadas. O francês abriu a boca incrédulo, havia feito um esforço tremendo para finalmente desabafar o que sentia e ela simplesmente dizia que estava forçando?
–Ta de brincadeira comigo chéri?! Você...você non sabe...você non faz ideia de como isso é difícil pra mim, eu...eu sou...eu sou simplesmente péssimo com palavras e...- Passou a mão novamente nos cabelos ameaçando subir as escadas. – E quando eu...finalmente digo para você o que...o que...o que sinto você...você...diz que estou forçando? E eu sou lá homem pra forçar alguma coisa Jim?! – Fitou o rosto de Jim que observava com ar de espanto o nervosismo do outro, que falava e andava de um lado para o outro como se não soubesse para onde ir, até que parou olhando fixamente para o rosto vermelho que tentava prender uma gargalhada.
–Non! – Disse incrédulo apontando para Jim que tentou segurar, mas não conseguiu, acabou rindo um pouco alto demais.
–Non acredito que fez isso Jim! – O francês irritado, saiu pisando duro vermelho como um tomate subindo as escadas praticamente marchando. Na verdade estava mais envergonhado do que propriamente com raiva. Jim começou a rir alto o que irritou ainda mais o outro.
– Degel esperar! – Chamou Jim ainda rindo da situação. – Você fica lindo assim envergonhado sabia?! Não me dê as costas ou irei embora hein?! – Berrou Jim tentando prender a risada.
–Ahhhh...faça o que quiser Jim, eu já non me importo mais! – Gritou do quarto batendo a porta atrás de si.
Jim sacudiu a cabeça rindo, o plano de Kardia havia dado certo de novo, não era justo e sabia que ele ficaria irritado, mas havia funcionado. Nada como a chantagem emocional feminina da mulher que ama para por pra fora o que realmente sentia.
Flash back
–Kardia isso não vai dar certo! – Jim tentou sair, mas foi impedida por Kardia.
–Não me vem com essa falou?! Olha eu conheço Degel e sei que vai funcionar diga a ele como realmente se sente de verdade, lógico que conhecendo o idiota como conheço irá se segurar e não dirá nada então, faça chantagem emocional, eu tenho certeza que quando ele ver esses lindos olhinhos verdes marejados e essa carinha de anjo safado triste ele vai se derreter igual um iceberg no deserto. – Gargalhou no final.
–Kardia ele nem olhou pra mim, me ignorou como uma porta e você acha que "chantagem emocional" vai funcionar com ele?! Tenha dó!
–Ahh sim lógico que não funcionaria se fosse feita por qualquer um. Mas ela não será feita por "qualquer um" e sim por ninguém menos que você minha lindinha. Degel te ama e eu sei disso ele só não sabe como dizer e nem como agir. Ele só precisa de um incentivo e nada melhor do que a chantagem emocional feita pela mulher que ama. Ele pode ser frio, sério, o KCT a quatro, mas ele tem coração e você quem manda nele Jim. Ele ignorou você por telefone e aqui ele fez tipinho na frente de todos, ficou óbvio pela cara de bunda que ele fez quando te viu do elevador, mas ele não vai conseguir fazer isso por muito tempo, eu conheço aquele picolé melhor do que ninguém. –Argumentou o grego.
–Kardia, acorda! Degel é a frieza em pessoa isso não vai dar certo e...e se ele me ignorar outra vez ou...ou...odiar o fato de saber o que sinto por ele eu acho que...que...eu me amarro em uma pedra e me jogo de um penhasco e você vai carregar a culpa pela minha morte pelo resto da sua vida, seu grego teimoso. – Falou Jim entre os dentes apontando o indicador na face do grego que segurou seu dedo e ameaçou morder, fazendo a ruiva puxar a mão rapidamente.
–Escuta para de ser teimosa também tá?! Faça o que te falei e se não funcionar, eu lhe prometo que...que...que... – Fez uma pausa. – Pagarei seu almoço por um ano e farei tudo que você quiser.
Jim levantou uma sobrancelha em dúvida fitando bem o rosto de Kardia por um tempo.
–E ai? Vai arregar? – Provou Kardia.
– Olha se não funcionar você terá que me servir café na cama, limpar minha mesa e lamber o chão que piso por um ano inteiro entendeu?!
Volveu Jim com as mãos na cintura. Kardia gargalhou de felicidade, sabia que já havia ganhado a aposta, Degel estava por um fio e isso era nítido para alguém como ele que o conhecia melhor do que ninguém e nada como fazer uma aposta tendo a certeza da vitória garantida.
–Feito! – Voltou para mão para Jim com um sorriso sarcástico no rosto que apertou com força selando a aposta.
Final do flashback.
–Grego safado! – Sorriu.
Jim subiu as escadas e abriu a porta do quarto devagar, olhando com cuidado onde a "fera" estava. Entrou sorrateiramente observando o francês tentando relaxar na banheira. Riu consigo mesma lembrando-se do aquariano andando de um lado para o outro confuso na sala começando então a se despir, caminhando em seguida em direção à banheira. O francês lógico ouviu quando a porta do quarto havia se fechado e sabia que ela estava ali e no fundo ficou feliz por ela não ter ido embora realmente, mas como um bom aquariano teimoso, não daria o braço a torce. Manteve os olhos fechado de início sentindo a água da banheira se movimentar devagar, Jim ficou em pé observando o rosto sério sem dizer nenhuma palavra até Degel finalmente abrir os olhos fitando o corpo nu de Jim de cima a baixo. A ruiva sorriu levemente enquanto passava levemente seu pé direito na perna de Degel que se manteve impassível. Jim caminhou e sentou-se no colo do amado pousando em seguida a cabeça em seu peito, ouvindo o som gostoso do coração do aquariano.
– Isso foi ideia do Kardia non foi?! – Perguntou calmamente quebrando o silêncio.
–Não quero falar sobre ele agora. – Respondeu Jim no mesmo tom.
– Eu sabia. – Resmungou Degel finalmente se rendendo e envolvendo Jim em um abraço.
– Eu...e agora Degel o que será de nós? – Jim levantou o rosto fitando os olhos interrogativos de Degel. – Eu...eu estou sendo perseguida e...e...sou um perigo pra qualquer um que ficar próximo de mim. Eu temo por você e também sei que eu não devia, mas eu não quero me afastar de você de novo. – Confessou sofregamente.
Degel respirou fundo apertando o abraço onde Jim se aconchegou ainda mais. Ficou em silencio por alguns minutos somente colocando as ideias no lugar, até que finalmente resolveu finalmente dizer o que achava.
–Jim...olha para mim. – Jim obedeceu observando com atenção as palavras do francês. – Eu tenho duas condições pra você. A primeira eu quero saber de tudo. Tudo desde o inicio, como isso tudo começou e por que ainda está desse jeito, tudo entendeu?!
Jim tentou abaixar a cabeça em uma tentativa inútil de fugir daquilo, odiava tocar naquele assunto e saber que teria que contar tintin por tintin para Degel seria um martírio.
–Non tente fugir do assunto escondendo o rosto embaixo de sua franja. – Passou as mãos molhadas na farta franja de Jim molhando-a e deixando o rosto bem visível, assim como seu olhar de aflição. – Terá que me dizer tudo Jim, non quero que me esconda uma vírgula se quer. Fui claro o suficiente ou terei que desenhar?
Meio hesitante Jim pensou por alguns segundo até finalmente acenar positivamente com a cabeça o que fez Degel sorrir levemente.
–Ótimo! Segunda condição: Quero que saia da casa de Defteros.
Jim arregalou os olhos com espanto sem entender aquela "condição" imposta pelo europeu que até então não esboçava nenhuma reação. A ruiva sentiu-se perdida, sem saber o que dizer. Sair da casa de Defteros significava voltar para casa e ficar mais sozinha do que já estava, pois querendo ou não na casa do grego, havia a companhia de Glória e a noite do próprio Defteros e o pior, voltar para casa significava, além disso, ficar muito mais expostas a Alone que somente esperava uma oportunidade.
– Eu não posso sair da casa do Defteros! Pra onde eu iria? Não posso voltar pra casa isso...isso seria suicido eu ficaria completamente sozinha e...e...- Degel interrompeu pondo um dedo nos lábios de Jim fazendo com que ela ficasse em silêncio.
–Eu non disse que era para você voltar para sua casa, eu disse que era pra sair da casa e Defteros. Eu sei muito bem e nem quero que fique sozinha.
– Bom eu posso conversar com Aspros e...quem sabe ficar na casa dele em vez de Defteros.
Jim mordeu o lábio pensativa, conhecia o grego e ele fizera a maior questão que ficasse em sua casa e dizer que iria sair para morar com Aspros assim a pedido de Degel seria uma afronta.
–Nem com Aspros. – Afirmou Degel sério.
–O que? E...e...pra onde você quer que eu vá? Eu não tenho ninguém, você sabe disso!
–Vai ficar aqui...na minha casa! Quero você de baixo das minhas vistas.
Jim sentiu seu coração falhar uma batida não acreditando no que havia ouvido. Degel nem ao menos perguntou se ela queria ou se poderia, simplesmente confirmou e praticamente mandou que ali em sua casa era onde ela ficaria. Pensou em algum momento que aquilo não passava de uma brincadeira, mas a expressão séria de Degel não deixava que isso fosse possível.
– Eu...eu...eu...mo..mo...morar? Aqui? Com...com...com você? – Balbuciou Jim atônita.
–Oui! – Respondeu corado. – Non...non acho que esteja segura na casa de Defteros, afinal ele passa mais tempo na Óros do que em casa propriamente e Glória, pobre Glória non acho que ela tenha condições de cuidar de você. Olhe pra você. – Degel levantou os braços de Jim olhando para suas costelas aparentes fazendo Jim corar violentamente. – Você só ficou esse tempo na casa dele e está pele e osso, é assim que ele cuida de você?! Imagino se non cuidasse!
No fundo o que o ciúme Degel não queria era Jim e Defteros sozinho no mesmo ambiente, sabia das intenções do gêmeo mais novo e que quando soubesse que ele e Jim haviam reatado ficaria furioso e com certeza faria investidas pesadas para ficar com ela. O francês enciumado e com razão não iria nem se querer pensar na possibilidade de manter os dois de baixo do mesmo teto, saber que Jim dormiria embaixo do mesmo teto de alguém que a cobiçava dia e noite era demais para sua frieza, tudo bem que Defteros era integro e justo e jamais a forçaria a algo que não quisesse, mas pedir que ela fosse para casa e corresse o risco de ser morta por conta de seus ciúmes não era correto e muito menos para casa de Aspros que como um bom irmão mais velho iria com certeza sair em defesa do irmão mais novo colocando Degel em desvantagem. Então já que ela não tinha para onde ir e ele, Degel fazia questão que ela deixasse a casa dos Eyfyis nada mais justo e correto do que ela ficar ali bem embaixo de suas vistas e de suas "asas".
– Ficará aqui comigo e antes que diga que eles non iram aceitar deixe que eu me acerte com eles, non precisa se preocupar.
Jim ficou parada olhando fixamente o rosto sério de Degel processando as informações que ele havia dito até que finalmente sua ficha caiu. Sentiu uma alegria enorme crescer dentro de si de tal maneira que parecia que ia explodir e sem se conter se jogou nos braços do outro que levou um susto. Ela havia ficado estática e do nada seu do estado de assustada mudou radicalmente para um eufórico apertando forte o francês dentro do abraço que sorriu retribuindo. Sabia da responsabilidade e que de agora em diante estar com ela dentro de sua casa seria um risco ainda maior, um risco que agora estava disposto a correr. Não havia outro jeito, ou ficava com ela correndo os mesmos riscos que ela ou ficava sem ela correndo o mesmo risco e um ainda maior, o de vê-la se perder e nunca mais poder sentir o abraço gostoso, o mesmo abraço que agora estava recebendo e que agora era sua paz.
–Agora...- Degel afastou Jim alguns centímetros somente para olhar os olhos marejados de perto. – A terceira condição.
–Perai! – Interrompeu Jim com o cenho franzido. – Você disse que eram duas condições.
–Eu mudei de ideia. – Disse frio e sério segurando levemente o queixo da ruiva olhando dentro dos olhos cor de esmeralda. – Nunca mais, nunca mesmo minta para mim...ouviu bem?! Se mentir para mim de novo chéri...eu... –
Jim enfiou os dedos nos fios molhados não deixando Degel terminar a frase, uniu seus lábios com força e desejo deixando sua língua vasculhar com ânsia toda aquela boca não deixando espaço para que ele duvidasse de si. Estava feliz, muito feliz e ao mesmo tempo com medo, temia por ele, mas agora não havia mais volta. O outro apertou a ruiva contra seu corpo que soltou um gemido leve dentro do beijo tendo mais do que certeza a resposta que esperava. Valeria a pena tudo que iria ter que fazer, agora depois daquilo mais do que nunca.
Separaram-se assim que o ar lhes faltou, ficando unidos somente por suas testas e um fio de saliva que se prendeu nos lábio de ambos.
– Eu prometo. – Sussurrou olhando fixamente nos olhos violetas. – Eu prometo que nunca mais vou mentir... Koishiteru*. – Confessou deitando novamente a cabeça no peito do francês. Degel de inicio não entendeu, mas fazia ideia do que aquela palavra significava. Beijou com carinho o topo cabeça de Jim envolvendo-a nos braços.
– Je t'aime!* – Beijou sua testa. - Ma vie*. – Beijou novamente. - mon amour *– E de novo - mon tout*.- De novo - Mon ange roux! *
Tilintar
Na casa de Defteros o grego bufava andando de um lado para o outro sem acreditar que Degel havia sumido com Jim daquela maneira, ainda mais ciente das coisas que estava ocorrendo. Aspros que observava com o cenho franzido o irmão marchar de um lado para outro extremamente irritado.
–Desse jeito irá cavar sua própria cova andando de um lado para o outro irmão. – Ironizou Aspros.
–Como você pode estar tão calmo Aspros?! Ele sumiu com Jim, quebrou nosso acordo, ele havia dado sua palavra e não cumpriu... aquele...francês metido e irresponsável! – Rosnou a última frase.
– Não estou tão calmo quanto aparento meu irmão, só não adianta ficar marchando de um lado para o outro, isso não vai fazer as coisas mudarem e Defteros, admita está mais irritado por Jim ter reatado com Degel do que por ela ter sumido propriamente e você sabe que ela não sumiu. Com certeza ela está na casa dele e outra uma das coisas que Degel com certeza não é, é irresponsável. Tenho certeza de que logo ligará avisando que ela está com ele. Aceite irmão, acabou! O francês ganhou Jim desde o primeiro dia que ela pisou na Óros e você sabia disso, só não quer admitir. – Falou Aspros firme.
–Eu sei. – Falou cabisbaixo Defteros. – Droga Aspros, por que Degel? – Questionou.
–Não sei, por que Jim? – Devolveu Aspros dando um belo gole em seu uísque.
Os gêmeos ficaram em silêncio por alguns minutos pensativos até o som do celular de Aspros quebrar aquilo. Ao olhar o visor sorriu olhando para Defteros que se levantou bruscamente caminhando em direção ao mais velho que lhe estendeu a mão em sinal para que ficasse onde estava.
– Você não acha que demorou demais a me informar que além de sair sem avisar levou Jim sem minha permissão com você, Degel?! – Falou com autoridade.
–Oui e por isso eu lhe peço pardon meu caro, sei que errei e deveria ter avisado, mas tive alguns contratempos e por isso non entrei em contato antes. –Disse Degel calmamente.
–Contratempos? Entendo! – Ironizou Aspros.
–Contratempos? Sei...por estar até agora transando com a Jim? – Berrou Defteros transbordando ciúmes, Degel somente arqueou uma das sobrancelhas sem se importar com a provocação do gêmeo mais novo.
– Bom Aspros estou ligando para que non fique preocupado, nem você e nem...Defteros. Jim está segura e amanhã bem cedo estarei na Óros para conversarmos sobre isso, preciso acertar algumas coisas referentes a ela com vocês. Bonne nuit! – Disse Degel desligando o telefone em seguida.
Aspros nada disse somente desligou o celular, vestiu seu terno e saiu avisando a Defteros sobre a conversa com Degel no dia seguinte atentando ao irmão que não se atrasasse. O gêmeo mais novo observava a noite nublada no céu da Grécia suspirando pesadamente após a ter a certeza de que Degel havia ganhado outra vez.
Tilintar
Assim que terminou sua conversa com Aspros Degel observou Jim dormir calmamente em sua cama e somente se remexer ao ouvir o som longe de um trovão que clareou a noite. O francês remexeu em uma gaveta retirando um pequeno cartão acinzentado e discando o número que alí continha. Depois de alguns toques, a pessoa do outro lado se fez presente com uma voz grossa, forte e cansada.
–Alô.
–Desculpe ligar a essa hora Detetive, aqui quem fala é Degel Marchand. Eu trabalho na Óros Ólimbos e eu gostaria de marcar um horário com o senhor amanhã. – Falou Degel friamente
–Degel Marchand? Acho que já ouvi falar seu nome, mas não me lembro de você rapaz. Será que poderia pelo menos já me adiantar algo sobre o assunto? Tenho muitas coisas a resolver e dependendo do que seja verei se poderei encaixar você em meio a meus afazeres.
–Detetive Hakurei, eu sou o namorado da Jim, ou melhor, Aya Oikawa e aviso de antemão que possuo respostas para perguntas que nem mesmo os gêmeos saberiam lhe responder, então acredito que depois disso me receberá em seu escritório por volta das 11:30AM, estou certo detetive?!
Hakurei ficou em silencio por alguns segundos processando aquela informação, pelo que tudo indicava alavancaria as investigações. Se o tal "Degel Marchand" estivesse dizendo a verdade e sabia de coisas que nem mesmo Aspros ou Defteros sabiam, realmente ele merecia bem mais do que uma oportunidade.
–11:30AM no meu escritório, não se atrase. – Falou ríspido Hakurei desligando em seguida.
Degel desligou o celular o pondo na cabeceira ao lado da cama e deitando-se em seguida ao lado de Jim que ao sentir a presença do amado abriu os olhos somente um pouco e se aconchegou em seus braços.
– Esta na hora de mudar o rumo das coisas mon ange. – Sussurrou observando a chuva forte que caída do lado de fora.
Tilintar
No dia seguinte Degel saiu bem cedo, mas antes de sair deixou um bilhete a Madeleine pedindo que preparasse um banquete no café da manhã para Jim alegando que a ruiva estava magra demais e que precisava de "sustento".
Ao chegar à Óros acabou dando de cara com o Aspros no estacionamento que somente acenou com a cabeça assim que pegou o elevador no subsolo. Degel como sempre não se incomodou nem um pouco com o olhar sério do gêmeo mais velho sobre si e ignorou com maestria a presença do outro. Esperam na sala de Aspros até que Defteros chegasse o que não demorou muito, o mais novo parecia um pouco mais calmo, mas também apresentava a expressão sisuda a qual Degel sabia muito bem o motivo, ciúmes.
–E então Marchand o que quer? – Falou calmamente o geminiano mais velho enquanto degustava seu café.
– Eu sei que tínhamos um acordo quanto a Jim e eu havia dado a minha palavra, mas depois de algumas conclusões eu resolvi voltar à atrás. Enfim, non quero perder muito tempo, pois ainda tenho compromisso mais tarde, então vamos ao assunto principal.
–Pensei que tinha vindo aqui pedir suas contas Marchand. – Volveu Defteros com ironia.
–Non meu caro, non tenho essa intenção apesar de que, isso irá pender de vocês. – Os gêmeos se entreolharam por alguns instantes e voltaram sua atenção para Degel.
– Então veremos Marchand, eu o conheço há anos e admiro tanto você como pessoa quanto seu trabalho, mas você sabe muito bem assim como TODOS – enfatizou – aqui sabem o quanto Jim é importante para mim, então me dê um bom motivo para eu não mandá-lo para o olho da rua por não ter cumprido com sua palavra e ainda ter sumido com ela ontem sem ao menos ter me comunicado mesmo sabendo de tudo que está acontecendo. – Rosnou entre os dentes.
A voz forte e carregada de irritação de Aspros não deixava dúvidas o quanto ele não havia gostado daquela "fuga" da noite anterior. No fundo Degel sabia que o grego estava coberto de razão, ter saído com ela sem avisar no dia anterior foi irresponsabilidade e que o grego deveria ter quase morrido de preocupação, mas não se arrependia, nem um pouco. Havia sido incrível de tal forma que não deixava espaços para qualquer arrependimento, se pudesse e tivesse outra oportunidade faria tudo outra vez.
– Aspros, por que você mesmo non tendo nenhum parentesco com ela, mesmo assim ainda se arrisca em protegê-la? –Perguntou Degel friamente.
Aspros franziu o cenho tentando imaginar onde o francês queria chegar com aquela pergunta. Respirou fundo olhando interrogativo para Degel que se mantinha impassível diante do olhar fuzilante dos irmãos Eyfyis.
– Eu quem faço as perguntas aqui Degel.
–Terá suas respostas Aspros assim que me responder essa simples pergunta. – Devolveu Degel sem se abalar.
–Okay. Por que... eu me apeguei. Eu vi a Jim ser internada várias vezes, vi Jim tentar tirar sua própria vida, a vi em um grau de depressão no qual eu nunca imaginei ver alguém em toda minha vida, ela estava no fundo do poço por carregar uma culpa que tenho certeza mesmo não sabendo de tudo com exatidão, que não é dela e... – Respirou fundo. – eu me apaixonei! Me apaixonei pela luta diária dela de uma forma que não sei explicar. Era minha obrigação vencer isso tudo é minha obrigação até hoje. De inicio era somente por Asgard, por um amigo, mas depois as coisas mudaram e é assim até hoje. Eu simplesmente não consigo parar, é como se eu parasse eu perderia a batalha e eu odeio perder Degel.
Degel respirou fundo olhando dentro dos olhos de Aspros. Olhos que não mentiam assim como os de Defteros que deixavam claro que seus motivos eram idênticos ao do irmão. O francês levantou devagar o que fez Aspros franzir o cenho e Defteros lhe lançar um olhar de espanto.
– Es a sua respostas Aspros. Meus motivos são os mesmo que os seus e eu simplesmente non consigo evitar, eu juro que tentei, mas é mais forte do que eu. Mesmo sabendo que estou correndo risco eu non consigo... – Fez uma pausa. – non consigo me manter longe quando eu sei que non deveria estar perto.
Aspros engoliu em seco, agora ele havia entendido exatamente os motivos de Degel e como ele se sentia, sabia o quanto era difícil deixar alguém que se ama. No caso dele era um amor diferente, ele amava Jim como uma irmã, a irmã que não tivera, uma parte sua e Degel a amava como mulher e também como uma parte sua. Degel havia caído no mesmo laço que ele e Defteros haviam caído, o laço do amor, cada um a sua maneira, mas sabiam que depois daquilo não se tinha mais como voltar a trás. O grego levantou-se e caminhou até a janela observando com atenção a linda paisagem sem dizer mais nada.
– Você a ama Degel? – Perguntou Defteros
– Oui! – Respondeu Degel sentindo sua face esquentar.
–E pelo visto é recíproco não é?! – Degel nada disse, somente respirou fundo caminhando em direção ao frigobar pegando uma garrafa de água com gás.
–Enfim eu chamei vocês dois mais aqui para...- parou somente para beber um pouco de água. – lhes comunicar que a partir de ontem Jim está oficialmente morando em minha casa. Mas tarde passarei no seu apartamento para pegar algumas coisas e que partir de hoje eu trabalharei de casa, claro se os senhores ainda quiserem que eu continue aqui. Caso contrário, lhes asseguro que minha casa sempre estará aberta a hora que quiserem para visitá-la.
– Você tem certeza disso Degel? – Perguntou Defteros tentando controlar o ciúme que crescia dentro de si.
–Claro, eu nunca faço nada sem pensar e vocês sabem muito bem disso. Non quero que se preocupem eu darei meu sangue por ela assim como vocês, non vejo a hora de darem fim nesse pesadelo em que estamos presos. Quero Jim debaixo das minhas vistas o máximo de tempo possível, non dando brechas para que ela fique sozinha. Se ele tiver que pegá-la terá que me levar com ela. Agora vocês ainda querem meus serviços aqui na Óros? – Concluiu Degel calmamente deixando Defteros de boca aberta.
Aspros sorriu sacana e por dentro feliz com todo aquele discurso de Degel. O europeu mesmo não dizendo com todas as letras deixou mais do que explícito o quando amava Jim e não abriria mão dela de maneira nenhuma, nem por eles, nem por Alone e muito menos por conta de seu emprego.
–Degel nem em um milhão de anos eu conseguiria alguém para substituir você, agora mais do que nunca. Faça como achar melhor. – Disse Aspros sentando-se em sua cadeira direcionando sua atenção para o computador.
Degel nada disse, somente acenou positivamente com a cabeça saindo em seguida.
Antes de deixar a Óros deixou tudo acertado com Mathure sem dar muitas explicações, somente dizendo que de agora em diante trabalharia em casa e que se precisassem poderiam ligar a vontade para seu celular ou telefone residencial.
Kardia ao saber da decisão do amigo quase morreu de curiosidade em saber o motivo, mas lógico o aquariano não falou, pelo menos não ali e nem naquele momento o que fez o grego quase te um de seus ataques. Degel deu de ombros as frescuras do escorpiano, havia combinado de estar com Hakurei no mesmo dia e para aquele compromisso não queria se atrasar de jeito nenhum.
Tilintar
Degel como sempre chegou meia hora antes do combinado. O francês no fundo estava ansioso, mas mantinha-se friamente controlado o que era uma de suas maiores características. Teema curioso ao ver Degel acorreu para avisar ao detetive que o mesmo já havia chegado e o detetive mandou que o garoto mandasse-o entrar imediatamente.
–Olá senhor Marchand, chegou adiantado não?! – Disse Hakurei
–Prefiro assim. – Respondeu Degel.
–Então o que você tem pra mim francês? Espero que me impressione. – Ironizou Hakurei.
–Okay, então te impressionaria se eu lhe dissesse que sei quem é Alone, senhor Detetive?
Continua...
