Boas pessoal!... Voltei hoje e vou tentar fazer esse capítulo um pouco mais longo xD... à duas semanas estava com pressa e não podia fazer mais nada, então espero q gostem e partilhem a vossa oponião

Disclaimer: I don't own Citrus characters/Eu não criei as personagens de Citrus

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"Desta vez não começas-te a chorar." dizia ela num tom suave, notava-se que ela estava a brincar com os meus sentimentos.

Mei colocou a sua mão no meu rosto, estava quente e suava mas não sabia o porquê de ela estar a fazer aquilo. O meu coração estava a bater muito depressa, possivelmente ela estava a ouvi-lo e notei que a minha cara começava a aquecer um pouco... de certeza que já estava vermelha. "U-Uh.. porque colocas-te a tua mão na minha bochecha?", perguntei eu num tom surpreso.

"Nada demais, simplesmente deu-me vontade de fazer isso.", logo depois da resposta de Mei, ela tirou a sua mão da minha cara retirando todas as esperanças que eu tinha de ouvir ou sentir algo bom... a única coisa em que eu pensava era atirar-me para cima dela e começar a beijá-la, acariciá-la e tocar na sua pele.

"O que estás a fazer?", eu tinha acabado de fazer tudo o que estava a pensar. Paralisei no momento em que voltei à realidade e não sabia o que responder, eu conseguia sentir o calor de Mei muito próximo ao meu e cada vez mais a aquecer, espera, a aquecer?! Será que ela também está a sentir algo? Esta podia ser a minha chance de avançar mais um passo com a minha irmã mais nova! Mas de um momento para o outro ela estava a empurrar-me para sair de cima dela e mais uma vez, lá se vão todas as minhas esperanças de conseguir alguma coisa. Como indicado sai da cama e sentei-me de novo na cadeira que se encontrava ao lado, seguiram-se momentos de silêncio em que eu só consegui ouvir os meus pensamentos e coração.

"Já podes ir embora, eu não saio daqui até leva-" "Não saio, eu fico aqui até te darem a indicação para te ires embora.", nunca demoro a responder a Mei quando ela quer ser persistente contra coisas que não têm solução.

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Já tinha passado uma semana depois daquele desastre que aconteceu e nunca mais ouvi uma palavra vinda da boca de Mei, só nos encontrávamos na escola e mesmo assim não trocávamos nem uma palavra por dia. Este tempo sem ela estava a dar cabo de mim e os exames começavam para a semana, eu precisava de um tutor (a Mei) para passar neles mas infelizmente a nossa 'relação' tem estado muito estranha.
Hoje tomei uma decisão, dirigi-me para a sala do Conselho Estudantil e bati à porta "Entre", ouvia-se a voz de Mei por trás dela.

Num abrir e fechar de olhos abri a porta mal ouvi a voz dela, ela ainda estava a olhar para os papéis, não se incomodou em olhar para a pessoa que tinha entrado. "Então, nunca mais me vais dizer uma palavra?". No momento em que ela ouviu a minha voz, rapidamente levantou a cabeça para virar toda a sua atenção para mim.

"O que estás aqui a fazer?", perguntou Mei num tom frio como se não se importasse com o que estava a acontecer nos últimos tempos.

"Vais continuar a ignorar a mãe e eu dessa maneira? Os exames começam para a semana e tu ainda continuas a ignorar-nos como se nada se estivesse a passar.", espero que ela me dê uma resposta rápida para o que está a acontecer agora.

"Eu não tenho nada haver com o que se passa em vossa casa e para bem dizer, tu podes estudar por conta própria.", um tom ainda mais frio veio da boca de Mei, nem um mínimo sentimento de importância se revelava de dentro das suas palavras.

*Bamm*, dei com as minhas mãos em cima da secretária de Mei "SÓ PODES ESTAR A BRINCAR COMIGO, PRIMEIRO ACEITAS A MINHA AJUDA PARA OS ASSUNTOS COM O TEU PAI, AGORA DIZES QUE NÃO TENS NADA HAVER COM A NOSSA FAMÍLIA E QUE EU SOU CAPAZ DE ESTUDAR SOZINHA?! PENSA NO QUE DIZES CERTAS VEZES...", notava-se que a minha aura tinha mudado de um momento para o outro, eu não era capaz de suportar o facto de ela estar a ignorar-me daquela maneira desprezível.

"Se vieste aqui só para isso, podes sair agora mesmo.", a sua expressão e voz continuavam sem alteração como sempre. Eu recusei sair dali, não me movi enquanto esperava que ela dissesse mais algo.

"Que é que queres que eu faça?", de repente ouvi um sussurro dela enquanto trabalhava.

"Podes repetir o que acabaste de dizer?!", perguntei eu para ter a certeza se eu tinha ouvido aquelas palavras direito, seria a primeira vez que eu realmente teria ouvido a Mei a dirigir-se naquele tom.

"QUE É QUE QUERES QUE EU FAÇA?!", gritou ela com uma expressão afundada em dor e sofrimento, os meus olhos não piscaram nem um pouco e eu continuei a encará-la sem conseguir processar o que ela tinha dito.

"D-De novo com isso... Eu já te disse para me pedires ajuda quando estiveres a sofrer assim *sob*.", comecei a soltar lágrimas sem parar. Dei a volta à secretária de Mei para a confortar com um abraço, e assim foi. Eu conseguia sentir a elevada temperatura que saia do seu corpo e começava já a ouvir Mei a começar a chorar.

"Mas eu nem sei como te pedir ajuda, t-t-tu és demasiado gentil para alguém como eu... Eu nem sei resolver os meus próprios problemas...", era capaz de a ouvir chorar ainda mais. Esta tinha sido a primeira vez que ela tinha aberto os sentimentos dela daquela maneira para mim, eu estava feliz e triste ao mesmo tempo, porém não sabia qual era o problema dela.

"Agora diz-me, o que é que se passa?", parei de chorar e a minha voz acalmou-se, de momento espero uma sincera e direta resposta dela para mim.

"O problema és tu, Yuzu.", fiquei chocada quando ouvi aquela frase, será que ela me odiava? O que é que eu fiz para ela me dizer tais palavras? "Tu és demasiado gentil para mim... Como é que eu te posso agradecer?!", por fim não era ódio mas sim um sentimento de desculpa.

"Agradecer?! Nunca vais precisar de fazer tal coisa, afinal... Eu sou a pessoa que mais se importa contigo.", foi a resposta que eu lhe dei, de agora em diante estou pronta a ouvir qualquer tipo de maldade ou bondade que venha direto da sua alma. Senti que ela começava a apertar mais o abraço entre nós, felizmente só estávamos nós as duas na sala...

"A pessoa que mais se importa comigo...", ouvia-se Mei a falar num tom baixo que quase não me permitia ouvir. Senti um arrepio como se ela estivesse a sorrir.

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Vários dias passaram depois da nossa conversa e Mei tinha voltado a casa, a mãe ficou extremamente feliz e as minhas lições com a minha irmã mais nova, para os exames começaram... Sinto que as coisas podem começar a melhorar daqui em diante e espero que melhorem entre nós mesmo, até lá... tenho que esperar.

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Fim do Arco I

Wow... acho q desta vez fiz algo de jeito xD ... espero que tenham gostado e espero os vossos comentários... possivelmente, futuramente irei tentar traduzir esta história para inglês para observar as suas opiniões também... vemo-nos para a semana, em inglês.

P.S.: See you next week and maybe I'm going to translate these stories in portuguese to english to see your opinion about it...