Capitulo dois: Conhecendo a mais gente
Severus passeava-se por seu despacho furioso, destruindo todo o que se lhe cruzasse pelo caminho.
— Fedelho impertinente! —Gritou ao tempo em que se desquitava com uma das cadeiras que tinham em frente a sua mesa e a rebentava contra a muralha da direita. — Quem merda se crê?! —Volteou a mesinha de centro que enfeitava esquálidamente seu setor privado. —Claro, filho de Potter tinha que ser. —uma nova rodada de destroços acompanhou a seu desenfreio.
Quando Severus se teve tranquilizado um pouco começou a ver o caos a seu ao redor. Negou com a cabeça e fez girar sua varinha um par de vezes para voltar todo à normalidade.
—Não pode deixar que seu filho te colme assim a paciência, Severus. —se disse a se mesmo. — Não podes deixar que te descontrole dessa maneira.
Parou-se direito e saiu do despacho em direção a seu salão, desgraçadamente tinha uma classe com Hufflepuff e Ravenclaw do quarto ano. Não podia ter mais sorte, pensou com ironia.
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—De modo que... é filho de Harry Potter. —disse o homem que guiava a James por um dos corredores do castelo.
—Sim, o sou. —disse sem dizer bem mais, pondo atenção no caminho — Qual é seu nome?
—Oh, eu sou Hagrid. —lhe disse emocionado.
—Ah, era amigo de meu papai. —disse o garoto. — Ele me contava de suas aventuras. Sempre lhe teve muito aprecio.
—E eu a ele.
—Hagrid, preciso um favor. —Disse-lhe parando-se.
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Severus saiu de sua classe, vendo pelo corredor aos alunos correr um depois de outro, como sempre, estavam mais concentrados em suas próprias vidas, que no que passava ao redor. Ele mesmo foi assim quando era um jovem, mas estava segura que nunca foi tão imaturo. Viu um grupo em particular, que não parava de falar. Estranhamente para ele foi um grupo de casas mescladas, tinha de todas as casas, e para sua desgraça, todos familiarizados de alguma maneira. Tinha um garoto loiro, de olhos penetrantes e azuis, ao que chamava afilhado de vez em quando, quando se esquecia que aparte do ser, também era um Weasley. Scorpius Malfoy Weasley era um garoto inteligente, hábil como seu pai, mas impulsivo como sua mãe. Ainda recordava quando Lucius lhe contou, quase com sinais de agonia, que seu filho, seu único herdeiro, ia atirar ao lixo a pulcra sangue que tinham e se casava com nada, mas nem nada menos que Genevra Weasley, à que tinha deixado grávida. Disso tinha passado já dezesseis anos. Os garotos terminaram Hogwarts sendo esposos e Scorpius era a adoração de Molly e Narcisa, que se tinham transformado nas avós mais consentidoras com o infante.
Junto a Scorpius encontravam-se todos seus primos. Claro, como era de se esperar, os Weasley se foram multiplicando de maneira alarmante.
Scorpius; Louis Weasley, filho de William Weasley e Fleur Delacour, e Rose, filha maior de Ron Weasley e Hermione Granger, foram dar à casa das serpentes.
Hugo Weasley, irmão menor de Rose, e Fred Weasley, filho de George Weasley e Angelina Johnson; Lucy Weasley, filha de Percy e Audrey Weasley, e Dominique Weasley, irmão de Louis, foram dar a Gryffindor.
Molly Weasley, a irmã de Lucy, foi dar a Ravenclaw. Enquanto Victorie, irmã de Louis e Dominique, foi dar a Hufflepuff.
Foi realmente algo cômico, e se converteu na aposta de cada ano, o descobrir em que casa ficaria o Weasley a selecionar.
Saiu de seus pensamentos ao ver como a vista dos garotos se centravam em outro ruivo que passava por fora do colégio. Claro, como era de se esperar, os garotos Weasley partiram a conhecer ao novo membro do colégio, com Louis e Scorpius à cabeça. Eles por ser os mais "despertos" sempre andavam à caça de novos membros para seus grupos. Era lógico que o garoto Potter, não fosse a exceção a essa regra.
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James estava desfrutando do bom dia que tinha. O sol estava dando forte, mas a brisa era igual de refrescante. Hagrid tinha-o deixado aí, e não poderia estar mais cômodo.
— Olá?
James se volteou ante o chamado. Um garoto ao que claramente não conhecia lhe tampava o sol que lhe tinha estado dando pelas costas.
—Olá.
—Chamo-me Scorpius, e eles… bom, eles são meus primos. —disse apresentando a toda sua prole.
—Muito gosto. —disse sorrindo. — Meu nome é James.
—Vá, parece-te muito a nós. —disse uma garota. —meu nome é Rose.
—Se você diz. —lhe disse divertido. — São bastantes, pelo que vejo.
—Sim, de fato. —disse-lhe Scorpius divertido — Que faz aqui?
—Desfrutando do dia.
—Acho que Scorp refere-se a que faz no colégio.
—Ah, bem. —disse incomodo. Não conhecia a ninguém aqui, mas não por ser garotos, podia se confiar à primeira. — Meu pai deixou-me encarregado aqui.
— Não ira a classes como nós? —Perguntou Scorpius.
—Não, estou de… Refugiado? —Perguntou-se duvidoso. —Acho que seria a palavra justa.
—Então seguirás por aqui por um tempo. —disse-lhe outra garota.
—Sim, mas espero que não seja por muito.
—A classes. —disse uma voz às costas dos garotos.
—Padrinho… nós só…
—Não estou perguntando nada, Scorpius. Disse que já é hora de suas classes.
—Em seguida vamos, professor.
Os garotos viram como Snape olhava de soslaio a James e depois se retirava novamente ao colégio.
—Wow, parece que está algo molesto. —disse outro garoto.
—Digamos que vocês não estão com a melhor companhia, segundo ele. —disse James, mas depois negou com a cabeça. — Será melhor que vão a classes, senão poderiam ter problemas.
—Não acho que lhe molestes a meu padrinho. —disse Scorpius, vendo ainda por onde se tinha retirado o homem, e como reprendia a outros alunos que estavam correndo pelo corredor.
—Seu padrinho e eu não nos levamos, nem nos levaremos. Detesta-me tanto como eu a ele, de modo que o melhor para vocês é que não se me acerquem.
Os garotos não disseram mais. Snape olhava-lhes desde a entrada, fulminando ao garoto com a mirada. Perguntaram-se em seu fretamento interno, se era verdade o que o garoto lhes tinha dito.
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— Pode-se passar?
—Adiante, diretora. —disse James, ao escutar à mulher golpeando debilmente a porta.
—Vinha para acompanhar-te a ver a teu pai.
—Estou pronto. —disse acomodando-se a túnica e tomando-se o cabelo em uma fila baixa. — Vamos.
Tanto a diretora como James se encaminharam à lareira da habitação do garoto. Em um princípio pensou que não seria prudente, por todo isso do atentado a Harry, mas também devia ter em conta que James não era um aluno, tinha liberdade de ir e vir, enquanto soubesse onde se encontrava. Não deixava de ser um garoto de catorze anos, que não estava com mais familiar perto.
Deixaram atrás uma habitação simples. Tem pedido do mesmo James a habitação só tinha uma cama de uma praça e um móvel onde guardar sua roupa. O banheiro, igual de austero que a habitação. Uma ducha sem tina, o inodoro e o lava mãos. Junto a este se encontrava um móvel onde os elfos lhe deixavam a diário toalhas e papel higiénico. Sua escova de dentes estava em um copo sobre a pia.
A professora não entendia por que tanta simpleza, mas quiçá se devia à criação de Harry, por que sabia que o garoto não tinha como passar fome. A fortuna Potter era conhecida, e Harry era um garoto centrado. Ainda assim não se esquecia da última vez que viu a Harry. A última vez que o garoto pôs um pé em Hogwarts.
Nota tradutor:
Mais um capitulo pronto para vocês, espero que gostem!
Vejo vocês nos reviews!
Ate breve!
