Capitulo três: Harry Potter
Harry saía do colégio sem importar-lhe a quem levava-se por diante. Arremetia pelos corredores, até chegar muito próximo da saída, mas estas lhes cortaram o passo.
A diretora McGonagall, que o tinha visto sair furioso do colégio, o seguiu com temor a que algo estivesse passando ao garoto, a quem nunca tinha visto de maneira tão furiosa.
— Harry! —chamou-lhe ao ver como movia as grades de maneira desesperada, tratando de abrir com ira.
— Deixem-me sair deste lugar! —Gritou com raiva.
— Por favor, Harry! —Via como o garoto estava a cada vez mais desesperado e como sua respiração se ia intranquilizando a cada vez mais.
Harry se volteou, apontando à mulher com sua varinha. Sua mirada notava-se transtornada, e seus olhos vermelhos evidenciavam que esteve chorando e que lutava por não voltar ao fazer. Suas mãos tremiam e suas roupas viam-se desarreigadas.
—Harry, por favor…
—Abra as porta, diretora. —disse-lhe lentamente, apertando os lábios e tremendo de vez em quando. — Me irei deste maldito lugar, e ninguém me fará mudar de opinião. —disse acercando à mulher.
A professora McGonagall não podia crer o que estava vendo. Harry, o garoto com o que lutou lado a lado contra Voldemort, ao que viu cair e se levantar centos de vezes, que viu chorar pela perda de seus seres queridos, a quem viu sofrer ante o sofrimento dos demais; estava parado em frente a ela, a ameaçando com a ferir se não o deixava ir. Algo lhe dizia que não o fizesse, que perguntasse, que buscasse e indagara para encontrar o por que.
—Por favor, falemos…
— Não quero falar! —Disse acercando-se ainda mais — Quero que abra esta porta para ir de uma vez por todas e não voltar mais!
— Quero ajudar-te!
— E eu não quero machuca-la! —Disse baixando a varinha, caindo de joelhos ante a mulher. —Deixe-me ir. Já cumpri aqui. Dei todo o que queriam que desse. Briguei tudo o que quisessem, mas já não posso mais.
—Harry…
—Não é justo —disse se a deixar continuar. —, todos se creem com o direito de decidir por mim, de que fazer, como o fazer, a quem amar e a quem não… só quero me ir de aqui.
A professora não tinha visto tal grau de dor nunca. Sabia que muito do que dizia Harry era verdade, mas lhe doía que ele dissesse de maneira tão dura, de maneira tão dolorosa.
Harry se volteou quando as portas soaram em um clique e se pôs de pé. Não olhou atrás, não disse adeus, simplesmente desapareceu.
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— Professora? —Chamou-lhe James, ao dar-se conta que a mulher não seguia caminhando.
—Sinto muito, James. —disse a mulher, saindo de suas lembranças. —já estamos aqui —lhe disse quando chegaram à porta do hospital no que se encontrava Harry.
—Buongiorno, signorina, io sono James Potter, vorrei portarmi nella stanza dove mio pai, Harry Potter.[1] —Disse-lhe o garoto, em perfeito italiano.
— Allora, giovanotto. Unitevi a me.[2]— Respondeu-lhe a recepcionista, e imediatamente saiu de atrás do balcão e acompanhou a ambos a atreves de longos corredores. —Il signore vi accompagnerà dá qui.[3] —disse-lhes para depois retirar-se.
— É você James Potter? —Perguntou-lhe o homem, e o jovem assentiu. —Acompanhem-me por aqui. Compreenderão que devido ao que lhe passou a seu pai que não podemos nos dar o luxo de permitir a entrada a qualquer pessoa.
—Não se preocupe. Sei perfeitamente quais são os procedimentos. —disse com seriedade.
A professora McGonagall viu a interação entre ambos, mas não gostou que levasse a de o garoto do braço como se o arrastasse.
—Desculpe, mas gostaria que soltasse a James. —disse da mulher, mostrando sua inconformidade com o assunto.
— Como?
—Não se preocupe. —disse James, ao notar a incerteza do homem. — Professora, há algo que você não sabe, e acho que a estas alturas é melhor que o saiba.
Quando a diretora McGonagall soube o que ocultava James Potter, não pôde fazer mais que se surpreender, era incrível o que lhe dizia o garoto, e claro, aí estava a resposta à dúvida sobre se o garoto era um Squid ou não. Nunca lhe tivesse imaginado. Olhando ao garoto a simples vista, não tinha maiores problemas, mas isto a deixava completamente perplexa.
— Por que não me disse antes, James? Pôde ter sido perigoso para ti o estar no colégio com tão poucas seguranças.
—Por isso mesmo. —disse caminhando junto à mulher, que ia tomada de seu braço, enquanto o homem que antes ia junto a James, ia adiante deles, lhes dando um mínimo de intimidem para que falassem. —Sempre tenho sido assim, não quero ser de outra maneira, não quero que a gente me trate de maneira diferente.
—Já vejo. —disse pasmada. — És um menino admirável, James. —disse-lhe com um sorriso que o garoto não viu.
—Obrigado, professora.
Seguiram caminhando por longo momento, até que chegaram à habitação onde um par de Aurores italianos esperavam de pé junto à entrada.
Quando James entrou à habitação, o aroma lhe chegou inesperadamente, essa mescla entre poções e medicina muggle era inconfundível.
—Papai. —disse com dor.
A professora acercou-se com James à única cama que tinha na imensa habitação. Nela jazia Harry Potter, mas não o jovem ao que viu partir de Hogwarts, senão a um homem aposto, jovem, mas maduro. Seus olhos estavam fechados e no criado-mudo que estava a seu lado, se encontravam os eternos óculos do homem, junto a um inservível copo de água, que só estava aí para ocupar espaço em alvo.
James chegou ao lado da cama e tomou com cuidado a mão de seu pai.
—Papai, tem que voltar. Não pode me deixar sozinho. Sabe tudo o que te preciso, agora mais que nunca. —se acercou um pouco mais, como se o fizesse para que ninguém mais lhe escutasse. — Conheci-o, papai. É tal e como o disse, —disse apertando os lábios. —não o quero cerca de nós, por isso tem que voltar, senão…
A angústia no garoto era tal que a diretora se acercou e o ajudou a se incorporar.
—Não podemo estar muito tempo, James. —disse a mulher, antes de pôr em sua mão um lenço, para que se limpasse uma lagrimas que saíram e agora banhavam suas bochechas.
—O feito de menos, diretora. —disse-lhe quando sentiu que a mulher o tratava de afastar ainda mas.
—Imaginou-o, James, mas não é bom que permaneça aqui, tenho que te proteger enquanto teu pai esta em coma.
—Então não permita que esse homem se acerque a mim. —disse quando saíram da habitação. Não quis despedir de seu pai, era como o afastar dele, e isso não estava disposto ao fazer.
—James. —chamou-lhe um tanto afetada, enquanto afastavam-se pelo corredor. —, não sei que é o que Harry te pôde ter dito de Severus, mas estou segura que se o tratasses…
—Não o farei, professora. —disse cortante. — Não trairei a meu pai de jeito nenhum, e se chegasse a passar de alguma maneira, sei que meu pai não o aprovaria.
A diretora não disse nada mais. Não entendia por que Harry poderia ter feito tudo isso, mas estava segura que o homem se recuperaria, se poria bem, e ela estaria ali para esse momento, e se inteirar o por que do ódio de James Potter para Severus Snape.
Nota!
[1] Bons dias, Senhorita, sou James Potter, gostaria que me levassem a de a habitação onde está meu pai, Harry Potter.
[2] Em seguida, jovem, acompanhem-me.
[3] O cavaleiro os acompanhará desde aqui.
Nota tradutor:
Mais um capitulo traduzido para vocês!
Vejo vocês nos próximos capítulos... comentem não vai te cair o braço, odeio gente que não manda reviews... simplesmente odeio e falo mesmo .
Então ate breve!
