Capitulo quatro: Artimanhas
Severus não deixaria que sua vida se visse transtrocada. Nunca, se nem em seus anos como comensal, alguém se atreveu a descomponde-los, James Potter não teria essa faculdade.
Algo que sim tinha que admitir Severus é que era um homem que detestava a ignorância, não podia se permitir um momento de fraqueza, não podia estar frente a alguém e não saber nada dessa pessoa. Como enfrentar a um inimigo se não se tinham as armas para o derrotar? Devia averiguar que é isso que lhe molestava sobre o garoto, por que não podia passar desapercebido. Por que nesses dois meses, James Potter estava metido em sua cabeça.
— Posso saber que é isso urgente que precisa? —Perguntou-lhe o homem que estava em seu despacho e que se passeava de um lugar ao outro.
—Bom dia a ti também, Lucius. —lhe disse fechando a porta depois de si, para depois caminhar a para sua mesa e se deixar cair em seu assento. — Toma assento —disse-lhe tomando um pergaminho e escrevendo nele.
— E isto é? —Perguntou-lhe vendo o nome no pergaminho. —Não sabia que me queria contratar de sicário.
—Deixa de falar estupidezes, Lucius. —disse com tom sério. — Quero saber tudo. Quando nasceu, que tipo de sangue, sua primeira palavra… todos os malditos dados que possas conseguir dele.
—Pois puseste-me as coisas muito fáceis, amigo meu. —disse se guardando o pergaminho entre suas roupas. —, pois resulta que outra pessoa também me pediu averiguar exatamente o mesmo, mas duvido muito que seja para os mesmos propósitos.
— Ah sim? —perguntou-lhe curioso — Posso saber de quem trata-se?
—Por suposto. —disse quase com regozijo. — Teu mais jovem afilhado. Scorpius.
— E ele para que se supõe que quer esses dados?
—Segundo sei são para seu primo, o tal Louis.
— E ele para que os quer?
— E precisa perguntá-lo? —Lhe increpo divertido. —O garoto chama a atenção de muitos, e claro, os Weasley não seriam alheios aos "encantos" do garoto.
— Encantos? —Disse levantando uma sobrancelha. —O garoto em questão não luze melhor que seu pai a sua idade.
—Diz você mesmo, Severus. Harry Potter era todo menos um aberração, o que não o notasse, não significa que os demais não o notassem. Não teria esse filho de não ser pelo interesse de alguém nele.
— Perdão? —Disse atarantando-se com o copo de licor que estava tomando. —Soa como se te interessasse.
—O fiz, em seu tempo.
—Era um menino
—Pela idade aparente de James Potter, era ainda um menino quando foi pai, pelo que muito santo não era.
A Severus encheram-se lhe a cabeça de ideia nada normais, sobre Potter, mas seus pensamentos estavam embotados. Sentia como se tivesse que recordar algo, como se tivesse que ter algo presente, mas não era assim.
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James passeava-se de um lado ao outro no escritório da diretora, não era bom todo o que estava passando.
—James, faz favor, tem que ter paciência.
—Meu pai desapareceu, diretora —disse com os dentes apertados. — Como me pode pedir que esteja tranquilo, se a única pessoa que tenho desapareceu?
—Entendo que esteja afligido…
— Afligido?! —Gritou furioso.
— Que sucede aqui? —Perguntou uma voz desde a porta.
—Oh, Severus, que bom que tem chegado. —disse a diretora.
— Chamou-o a ele? —Perguntou o adolescente, apontando à porta. —Pedi-lhe que ele não tivesse nada que ver com o que nos passa.
—James…
— Que lhe passa agora ao senhorito Potter? —Perguntou Severus, enquanto começava a caminhar ao redor do jovem, que apertando a mandíbula se mantinha quieto em seu lugar. — Algo lhe esta molestando? Ou Seu santo pai não esta aqui para defender deste monstro?
—Basta. —disse a diretora, chegando a onde se encontravam ambos. Sem importar-lhe que o garoto quisesse parecer forte ante Severus, o abraçou contra seu corpo. —Harry desapareceu do hospital mágico no que se encontrava. Foi sequestrado, e em sua cama repousava um papel no que pediam a James para resgatar a Harry.
Severus sentia-se pela primeira vez como o bastardo sem coração que todo mundo cria. Ainda assim não disse nada, nem exteriorizou sua frustração. Maldito Potter e seu descendência que o fazia sentir débil.
— Para que me precisa, Minerva? —Perguntou-lhe, sem apartar a mirada do garoto que se encontrava refugiado entre os braços da mulher.
—Requeiro de sua ajuda, Severus. Sei que conta com os meios para averiguar sobre quem se levaram a Harry.
—Não sei se possa te ajudar, Minerva, mas tratarei de averiguá-lo. —disse saindo do escritório. Não estava a gosto vendo como o altaneiro menino se derrubava em braços da diretora.
Severus chegou a seu despacho, sem tomar em conta a ninguém que passar a seu lado, nem sequer quando Scorpius lhe saudou. Deixou sua túnica negra sobre o sofá que se encontrava em frente à lareira e tomando um punhado de pó flu gritou a direção da mansão Malfoy.
— Severus? —Perguntou Ginny, a esposa de Draco quando o viu chegar à sala onde se encontrava bebendo um chá com Narcisa.
—Damas. —saudou com um assentamento de cabeça. — Preciso a Lucius.
—Encontra-se no despacho com Draco. —informou-lhe a esposa do patriarca — Sucede algo mau, Severus?
—Preciso de nossos antigos contatos. —disse com tom cúmplice, e a mulher não lhe disse nada mais, só assentiu e viu como se afastava.
Severus conhecia a mansão Malfoy como a palma de sua mão. Tinha estado neste lugar grande parte de sua vida. Viu crescer a Draco nesta casa, ao igual que o fez depois com Scorpius. Pese a todo o que passou no passado, os Malfoy sempre foram seu grande apoio.
— Padrinho? —Perguntou Draco ao ver ao homem na entrada.
—Preciso fazer umas averiguações. —disse tomando assento ao lado do menor, lugar que lhe mesmo Lucius lhe tinha indicado.
— Que é o que precisa?
—Harry Potter desapareceu.
—Isso passou faz anos, padrinho. —disse Draco, enquanto revisava uns documentos que estavam em suas mãos.
—Refiro-me a que foi sacado do lugar onde estava.
—Pai, explica-me faz favor. —disse-lhe o loiro, ao que parece Severus pensava que ele estava inteirado de tudo.
— Recorda que tenho estado averiguando este ultimo tempo?
—Sim, sobre um tal James.
—Bem, pois o nome do garoto é James Potter.
—O filho de Harry Potter. —disse o menor com entendimento.
—Potter era Auror na Itália, foi atacado por supostos comensais refugiados no lugar, que buscavam vingança… mas algo me diz que as coisas não são assim.
— Por que? —Perguntou Severus.
— Diz que desapareceu, verdade?
—Sim.
— Por que o sequestrar, se já o tinham atacado no ponto do deixar em coma? Não tivesse sido mais útil o matar de uma vez?
—Entendo seu ponto, pai —disse o loiro, apoiando o cotovelo na mesa. — Mas então por que?
—Imagino que a resposta esta nestes papéis. —disse movendo em frente à cara dos outros dois.
— E isso seria? —Apressou Severus.
— Sabia que James Potter é filho natural de Harry Potter? —Comentou-lhes deleitando com a mirada impactada de Draco e Severus.
Nota tradutor:
Putz e agora o que foi dessa vez? Como assim Harry foi sequestrado?!
Vejo vocês no próximo capitulo!
Ate breve…
