Capitulo cinco: Revelação
— Como?
—Harry Potter deu a luz a James dia 12 de dezembro do 2007. Sete meses após que desaparecesse. Instalou-se em San Remo, Itália, e aí escondeu-se durante o tempo em que se levou a cabo sua gravidez. Ao que parece não teve contato com ninguém lá. Comprou uma casa na qual se instalou com seu filho recém nascido, em Trento. Não sei bem como foi, mas para quando James Potter tinha dois anos, Harry Potter já trabalhava como Auror.
—Não entendo. —disse Draco. — Para que se empregar, se contava com sua fortuna?
—Por que sua fortuna não é como a nossa, Draco, conquanto o garoto contava com os meios necessários, esta não seria eterna. Só e com um filho recém nascido, não tinha maiores saídas. Pelo menos uma decente.
—Não acho que o garoto chegasse a se prostituir. —disse Severus.
—É Potter, Severus, se tinha que fazer por seu filho, estou seguro que o tivesse feito. —disse olhando os documentos. — O assunto é que James Potter foi estudado. Fizeram-se-lhe uma grande quantidade de exames mágicos.
— Por que? —Perguntou Severus.
—Dizia-se que o filho de Harry Potter, poderia ser filho de Voldemort.
—Isso é estúpido. —disse Draco — Por que seria assim?
—Segundo pude averiguar, uma enfermeira escutou a Potter dizendo que preferiria que seu filho fosse de Voldemort a que seu verdadeiro pai. Claro, isso é o que se sabe agora, por que nesse tempo, a mulher jurou ter escutado a Potter dizer que seu filho era de Voldemort.
—Ainda não entendo o que quer dizer com que sabe por que sequestraram a Potter.
—Por que os seguidores do Lord devem pensar que efetivamente James Potter, é o descendente do senhor escuro.
—Isso explicaria a nota. —disse Severus, pensando em todo o que tinha escutado. — Na cama onde se encontrava Potter, só ficou uma nota que dizia que entregassem a seu filho a mudança dele.
—Pois aí tens tua resposta. —disse o loiro, apoiando-se tranquilo contra o respaldo de seu assento. —, mas tenho os dados que me pediu, Severus.
—Não me interessam neste momento.
—Pois eu acho que serão de muita ajuda. —disse com voz misteriosa. — Sabia que James Potter é cego?
Severus congelou-se em seu lugar, tratando de entender as palavras do loiro.
—Isso é impossível, Lucius. O garoto percorre todo o colégio, incluindo os terrenos anexos.
—Pois então é o melhor ator que existe, por que evitou o que você descobrisse algo tão à vista —disse com tom zombador.
—Isto tem que ser mentira —disse o homem — Como então…? —Disse soltando o ar —É um squid. —afirmou
—Isso não saberia o dizer. Potter não declarou nunca se seu filho era ou não um squid, mas o tendo a ele como pai…
—Sim, pode ser. —disse Severus, sem tomar muito em conta as palavras do loiro.
… \-\-\-\-\-\-\-\-\-\-\-\-\-\-\
James estava em sua habitação, deitado ao longo da cama, sem deixar de pensar em seu pai, quando sentiu que golpeavam à porta. Levantou-se com parcimônia. Abriu a porta e ficou parado na entrada, ninguém disse nada, foi fechar a porta, pensando que se tinham marchado, quando a porta foi detida. Assustou-se, mas não podia perguntar de quem se tratava, ficaria em evidência se o fazia.
Sentiu como era tomado do braço e o faziam retroceder, estava assustado e olhava a onde se supõe que tinha que estar seu captor. Seriam os mesmos que se tinham levado a seu pai?
Foi empurrado contra a cama e caiu ao longo. Estava aterrorizado.
— Quando se supõe que o senhorito Potter me ia dizer que não podia ver?
James ficou congelado em seu lugar. A última pessoa que esperava que descobrisse sobre seu segredo agora o sabia.
— Quem lhe disse?
—Isso não importa.
—Pois a mim se importa-me, por que se meteu em minha vida. —disse enojado, se pondo de pé.
—Estou ao outro lado, fedelho. —estava desfrutando um pouco a situação. Sentia-se ferido em seu orgulho próprio, ao dar-se conta de que foi enganado pelo garoto por cerca de dois meses. — Tinha que averiguar sobre teu pai, para saber quem lhe levou, e foi quando me inteirei de teu problema.
James sentiu-se desfalecer Também lhe teriam informado do outro?
— Que mais lhe disseram?
— Que mais teriam que me dizer? —Perguntou-lhe acercando ao garoto e sustentando do braço. — Que mais me estas ocultando, Potter?
—Você não se importa. —disse soltando-se com raiva.
—Quero saber se é um mago, ou terei que proteger a um squid.
— Tanto lhe molestaria? —Perguntou zombador.
—Certamente seria mais fácil de tratar, se não se comportasse deste modo.
— E segundo você como me comporto? —Perguntou-lhe cruzando-se de braços. —Você não sabe nada de mim.
—Nem pretendo saber bem mais, mas tenho que saber o básico, por se me encontro em algum dia com que estas me apontando com uma varinha.
—Meu pai não me permite utilizar varinhas. —disse enojado — Que classe de pessoa acha que é meu pai? Não lhe entregaria uma varinha a um cego.
—Ele não tinha a melhor vista do mundo. Não entendo como não equivocou seu objetivo na batalha final. —lhe desafiou.
—Meu pai sabia muito bem o que fazia. Manipularam-no o suficiente para que o fizesse.
—A aeu pai ninguém o pressionou para que fizesse algo.
— Está seguro, professor? —Perguntou-lhe inesperadamente. — Crê você que é normal o que um garoto se enfrente a um monstro com só onze anos?
—Isso não é…
—Sim foi. —disse molesto. — Claro, tratavam-no como um herói, mas ninguém se preocupou para valer por ele. Inclusive agora, estou seguro que meu pai segue pensando que o que fizeram esta bem. Eu não.
— Se ele é o principal afetado e não o vê assim, por que teria de fazer você?
—Por que o amo. —disse com decisão, acercando à fonte de voz. — Quem mais poderia dizer isso, professor? Quem mais poderia ver por seu bem-estar se não sou eu?
—Isso soou obsessivo.
—Mas é meu pai. A única família que tenho e agora não está aqui para me apoiar, como você mesmo disse. —lhe mencionou com reproche.
— Sabe por que os sequestradores te queriam a ti?
—Não. —disse volteando-se e regressando sobre seus passos, para sentar na orla da cama. — Isso também averiguou?
—Provavelmente. —disse vendo pela janela que dava ao campo de quidditch, por um momento, sentiu lastima pelo garoto, se visse, quiçá apreciaria o jogo ao igual que seu pai. —Segundo soube, foste muito examinado ao momento de nascer.
—Assim é —disse o garoto —, achavam que era filho de Voldemort.
—Pois essa é quiçá a razão pela que teu pai foi sequestrado.
—Não entendo.
—Não me estranha. —disse ao ver como as sobrancelhas do garoto se juntavam sobre os óculos de sol que ainda utilizava. — O mais provável é que os que sequestraram a teu pai, ainda achem que você é o filho do senhor escuro e te querem fazer ascender ao poder para fazer do mundo mágico.
—Algo completamente absurdo se tomamos em conta que os exames de DNA arrojaram que não o era.
—Isso significa que tens mais família. —disse Severus, chegando à parte que queria averiguar.
— Que é o que quer dizer com isso?
—Se fez sê-te uma prova, é por que teu pai, e você seguramente, sabem quem é teu outro pai.
—Sabemo-lo, mas isso você não o saberá, nem agora nem nunca. —disse cortante.
—Pode combinar-te com seu pai enquanto Potter este desaparecido, mas prefere ficar-te aqui no colégio onde não tem os melhores cuidados.
—Não preciso nada mais. —disse com voz dura. — Se meu pai deixou-me aqui, é por que assim o quis. Eu não sou quem para o contradizer.
Severus dirigiu-se à saída com passo pressuroso.
—Averiguarei todo o que me ocultas, James Potter. —lhe advertiu antes de sair da habitação.
—Oxala que não o faça, senhor. Não gostará o que encontrará. —se disse para si mesmo, antes de se deixar cair a de a cama esgotado.
Continuará….
Nota tradutor:
Mas o que será que esconde esse pequeno fedelho?
Vejo vocês nos próximos capítulos!
Ate breve
