Capitulo seis: Rememorando

Severus retorcia-se em sua cama, suava frio e os músculos tinha-os completamente agarrotados. Não era consente de seu redor.

Potter estava parado em frente a ele, era o mesmo menino que deixou Hogwarts faz anos, sem dar alguma explicação. Via-o sorrir e dar volta por seu despacho, quase saltando. Via-se feliz, mas Severus não entendia por que o fedelho se tomava essa classe de liberdades.

Então Potter parou e acercou-se a ele, e lhe tomou uma das mãos e a pôs em seu ventre.

Não te parece maravilhoso? —Perguntava-lhe com lagrimas nos olhos. —Vou ter um bebê —confessou-lhe feliz.

Severus não entendia nada, mas de repente viu a alguém atrás de Potter, alguém que não conhecia e o via apontar ao garoto com uma varinha.

Logo tudo se voltou negro.

Severus incorporou-se em sua cama, dando-se conta de que tudo se tratava de um sonho. Nada em sua cabeça era claro. Só que tudo isto o tinha mau.

Chegou até o banheiro e lavou-se a cara para despejar-se. Estava completamente empapado em suor, pelo que preferiu se dar uma ducha quente, isso o ajudaria com a dor no corpo que sentia nesse momento.

A água caía sobre seu corpo nu e ele só deixava que esta corresse.

Por que tinha sonhado com Potter? Por que com Potter esperando um bebê?

Ele não tinha visto ao garoto grávido, nunca tinha visto a um homem grávido, de fato. Não lhe interessava no mais mínimo, mas então por que?

A última conversa com James Potter chegou a sua cabeça, onde o garoto lhe dizia que ele sim sabia quem era seu pai, mas que não lhe diria. Por que não lhe dizer? Talvez realmente o garoto era filho do Lord e Potter lhe tinha conseguido para que os resultados saíssem negativos?

Então recordou que o garoto nunca esteve em poder do Lord tanto tempo como para que este tivesse abusado dele.

Algum comensal?

Não, Potter nunca mostrou sinais de ter passado por algo parecido.

Então outra pergunta abordou-o. Qual era o grande mistério com o pai do garoto que até os comensais estavam atrás dele?

Devia seguir averiguando, por que seguramente nessa investigação daria com Potter e por fim teria que deixar de pensar nesse fedelho mau educado que agora se dedicava ao ignorar. Pelo menos desde faz em um mês, que foi quando tiveram sua ultima conversa.

Ainda não podia achar que tivesse passado tanto tempo. Em um mês e nenhum sinal de Potter ou de seus captores.

… -\-\-\-\-\-\-\-\-\-\-\-\-\-\-

Em uma fria casa no extremo mais apartado da Sibéria, um homem esfregava-se as mãos para contornar o frio destas. O vapor saía de sua boca e misturava-se com a fumaça do cigarro de seu colega, que a seu lado fazia guarda na porta da casa na que estava apoiado.

— Acha que ele chegue cedo? —perguntou-lhe o que se esfregava ainda as mãos, ao tempo em que soprava seu fôlego morno entre estas.

—Com esse tipo tudo pode passar. Desde que esta averiguando onde se encontra o fedelho…

—Não acho que seja correto que o chame desse modo. Sim resulta ser filho de nosso senhor.

—Eu sigo aqui só por que posso ter a vingança que quero, por que duvido muito que o fedelho seja filho do Lord. Não entendo como podem creem nas palavras desse sujeito.

—Segundo ele, tem provas que o ratificam.

— Como quais? As provas de DNA que saíram negativas? Ou quiçá algum vinculo mágico?

—Isso é coisa dele, não se como o fez para as conseguir.

—Fácil, são falsas, nenhuma dessas provas são verdadeiras.

— Como esta tão seguro?

—Só eu sei. —disse com tom misterioso, enquanto voltava a levar o cigarro a seus lábios e lhe dava uma calada.

…-\-\-\-\-\-\-\-\-\-\-\-\-\

Harry passeava-se por sua habitação em Hogwarts, estava feliz, esperava um bebê e queria contar-lhe a todo mundo, mas primeiro tinha que lhe contar a ele, por que tinha estado aí para ele, sempre o ajudando e o protegendo, sempre lhe dando tudo o que queria, sempre dando sua vida por ele. Devia-lhe tudo, e claro, também o bebê que levava em suas entranhas.

Harry em uma cama gelada, relembrava sua vida no meio de seu coma mágico. Tinha acordado faz meses, mas alguém se estava encarregando de manter em estado inerte.

Tinha que se libertar, como ele tinha feito as duas vezes anteriores, mas essas ocasiões o tinham descoberto, lhe disseram que trariam a seu filho e isso não podia o permitir. James era seu todo e se alguém se atrevia a lhe pôr só um dedo em cima, conheceria a fúria de Harry Potter.

… -\-\-\-\-\-\-\-\-\-\

Severus chegou novamente à mansão Malfoy, sabia que estava se metendo em camisa de onze varas com isto, mas tinha que averiguá-lo.

Lucius olhava ao homem que estava em frente a ele, tratando de entender por que Severus, de um momento ao outro, se tinha voltado tão obsessivo.

—Deixa-me ver se entendi. —disse Lucius, enquanto servia-se um baseio de Fire Whisky e preparava-lhe um a seu colega. — Queres que averigue novamente o fedelho de Potter. Que averigue especificamente quem é seu outro pai e onde se encontra.

—Assim é. —disse recebendo o copo entre suas frias mãos, movendo o conteúdo de um lado ao outro dantes de lhe o levar aos lábios. — Não vejo a parte que não entende.

—A parte na que viraste toda sua atenção a um fedelho que é filho de quem jura e perjura odiar, tanto como ao avô deste.

—Não estou interessado em saber a vida do fedelho, senão de me desfazer dele o mais rápido possível.

— Então que? Pretende ir e arrojar ao rapaz cego a quiçá que homem para que se encarregue dele?

—Não lhe vejo o raro.

—Eu sim, mas em ti, Severus. —disse com ar afligido, enquanto olhava a lareira. — Sei que algo passou no passado, que te fez mudar rotundamente. Antes não tivesse deixado a um garoto assim de desvalido em mãos de um desconhecido.

—Não tenho mudado.

—Agora não, mas sim por um tempo —disse agora sentando em seu cadeirão de moldura de ouro favorito. —, teve um tempo, após a guerra, que te vias radiante, feliz diria eu, mas logo toda mudança, voltaste a ser a mesma pessoa que estava aos serviços do Lord.

—Nunca estive verdadeiramente a seus serviços.

—Mas sim tiveste uma mudança. —disse olhando ao homem à cara — Que foi o que te fez mudar e depois voltar a ser como eras antes?

—Esta desvariando. —disse-lhe pondo-se de pé, incomodo pelo interrogatório de Lucius.

—Não sei, Severus. Eu diria que nem você se deste conta, mas vemos outros que sim o notamos, e que nos demos conta que foi antes de que Potter desaparecesse.

—Quer dizer que sua partida provocou a mudança.

—Não —disse com seriedade —, mas bem diria que sua partida se produziu justo após que mudasse, se é que não foi nesse mesmo momento.

Severus ficou olhando ao fogo, tratando de recordar como era antes de que Harry Potter desaparecesse. Não o encontrou.

Continuará…

Nota tradutor:

Puxa vida como assim não consegue recordar do passado Sev?

O que será que te acometeu tudo isso?

Vejo vocês nos próximos capítulos

Então ate breve!