Capitulo sete: O acidente
Severus dava voltas de um lado ao outro, esperando que Lucius chegasse com a informação que lhe tinha pedido. Não podia achar que as coisas se tivessem voltado assim.
—Senhor Snape —chamou-lhe um doutor a seu lado. — Chegou a pessoa que espera?
—Ainda não. —disse de má vontade.
—Deve entender, senhor Snape, que a transfusão de sangue é urgente.
—Se fossem mais eficientes não teríamos que estar passando por isto.
—Não é coisa de eficiência, senhor. O jovem tem sobre se um feitiço de proteção sumamente poderoso, não podemos lhe sacar sangue para fazer as provas. Além de muitos outros feitiços que não podemos lhe praticar. Não entendo qual é a finalidade de sobre proteger tanto a identidade do garoto.
Severus não lhe pôs mais atenção, não queria seguir escutando ao mentecato esse que não era capaz de ajudar a Potter.
Ainda não podia entender o idiota que tinham sido Louis Weasley e Scorpius. Entendia que os garotos quisessem fazer um bem. Desde que inteiraram-se, de sua própria boca (o que acarretou que James lhe recriminara por isso), que o garoto era cego, se tinham esmerado em lhe mostrar "o bom da vida" (em palavras do mesmo Scorpius).
Adentro de uma habitação, ligado com maquinas que lhe monitoravam, James se encontrava em uma cama, esperando por ser atendido. Seus olhos moviam-se inquietas, enquanto sonhava com tudo ou que tinha passado.
James estava em sua habitação. Ainda não sabiam nada de seu pai e isso o tinha frustrado, não queria saber de nada nem de ninguém, a não ser que lhe trouxessem boas notícias. Coisa que não tinha passe em um mês.
Escutou como golpeavam a porta e com cansaço se levantou a abrir.
—Olá, James. —escutou que lhe saudavam.
— Scorpius? —Perguntou indeciso, o garoto não tinha ido a sua habitação nunca — Que faz aqui?
— Deixas-nos passar?
— Quem?
—Eu também estou aqui, Jimmy —disse uma voz quase em seu ouvido, lhe provocando um sobre salto.
—Não faça isso, Louis. —disse pondo uma mão em seu ouvido.
—Sinto muito. —disse soltando uma risadinha.
—Passem. —disse soltando o ar e caminhando para um dos dois cadeirões que tinham no lugar.
— Posso fazer-te uma pergunta?
—Já a fizeste, Scorpius.
—Sim, verdadeiro. —disse sentando a seu lado — Como lhe faz para te passear por todos lados e não chocar com nada?
—Nunca ando realmente só, Scorpius. A diretora normalmente leva-me a seu escritório, e quando quero sair aos terrenos circundante, Hagrid me acompanha.
—Mas aqui na habitação…
—Sou cego, não estúpido, Louis. —disse sorrindo —, não se como o explicar, mas sinto quando estou bem perto de algum móvel ou se há algum objeto mágico cerca de mim. É como… um sexto sentido, creio.
—Isso é interessante. —disse Louis, se sentando a seu outro lado.
—Agora esta passando tua mão em frente a minha cara. —disse divertido.
— E isso o soubeste…?
—Por que sua mão cheira a madeira. O aroma da madeira de tua varinha.
—Wow. —exclamou o garoto, ante a precisão de suas palavras.
Ficaram por um bom momento calados, até que o maior voltou a falar.
— Jimmy, tens voado alguma vez em vassoura?
—Sim, mas só com meu papai.
— Gostarias de voar conosco?
—Não sei se seja muito prudente o fazer. —disse nervoso.
— Por que não? —Disse Scorpius —Parece-me que Louis deu uma muito boa ideia. —disse se pondo de pé.
—Não, esperem garotos. —disse ao sentir como era tomado de ambos braços e o faziam caminhar para a porta.
—Nada disso. —disse Scorpius a seu lado. — Escadas. —anunciou enquanto começavam a descer por uma pequena escalinata. —Será divertido. —disse quase com emissão.
—Não é boa ideia, para valer, garotos.
—Acalma, Jimmy —disse o maior —, só será uma voltinha.
—Mas e se…
—Nada de birras —disse Scorpius —, prometemos que te cuidaremos muito.
—Sim, ademais não te montasse sozinho em uma vassoura.
—Imaginava-o. —disse soltando o ar com resignação. Ao que parece não sacava nada com lhe dizer que não a estes garotos, por que eles pareciam fazer as coisas com liberdade.
Chegaram ao campo de quidditch, e depois de muito discutir entre ambos primos quem se levaria a James, Louis saiu ganhando com seu discurso que era o maior dos três e que lhe correspondia cuidar a ele do garoto.
James estava aterrorizado e sujeitou-se com força da vassoura em instar a subir. Sentiu como Louis se sentada atrás dele e passava uma mão por sua cintura, apertando contra o corpo do outro. Recém aí pôde dar-se conta de que Louis poderia ser mais alto que ele, e que tinha um corpo algo fornido.
— Pronto?
—Não.
—Bem. —disse rindo e se elevou.
Estiveram voando por longo momento. James sentia-se livre. Era como se nada ao redor existisse, mas desta vez, não pela escuridão, se não que nada de nada. Não tinha nada a seus pés, nem sobre sua cabeça, a nenhum lado. Era liberador.
— Como o leva? —Perguntou Scorpius, que em nenhum momento se tinha apartado deles.
—Bem —disse totalmente relaxado.
—Em meus braços sempre te sentirá assim —lhe sussurrou Louis.
—Deixa-o, pervertido —caçoou-lhe Scorpius, mas notava-se algo molesto.
— Por que, zeloso? —Perguntou Louis, afiançando mais seu braço na cintura de James.
—Pode ser.
—Garotos, basta —pediu James, incomodo pelo curso que estava levando a conversa.
—Não se preocupe, Jimmy —disse Louis com voz rouca —aqui, meu primo e eu, só estamos expondo um ponto muito importante.
—E é, de fato —disse Scorpius, acercando-se um pouco mais a eles e pondo uma mão na bochecha do garoto. — É muito lindo, James.
—Sim, muito —disse Louis.
—Não quero seguir escutando —disse incomodo. — Quero regressar a minha habitação, agora —exigiu.
—Espera, Jimmy…
—Disse que agora.
Em um movimento mau executado por parte de James, a vassoura foi-se para adiante. James, que tinha tirado a mão de Louis que estava em sua cintura, se refalo para adiante e só escutou o grito dos garotos que lhe chamavam. Estava caindo estrondosamente e a sua mente veio seu papai, sorrindo-lhe, dizendo que tudo estaria bem. James sabia que se esta não se salvava. Foi quando sentiu que chocava com os ramos dos arvores, estavam amortecendo sua queda, mas uma dor insuportável lhe atravessou o braço e calou inesperadamente no chão.
— James!
— Jimmy!
—Dói-me. —disse agarrando-se o braço e sentindo-o úmido. — Estou sangrando.
—Acalma, estará bem. —lhe disse Scorpius.
— Vá por ajuda, Scorp! —escutou o ruído das folhas ao ser calcadas ao correr por sobre estas. —Acalma, chiquito.
—Não sou chiquito —disse mal, lhe doía tudo e sentia muito frio.
—Aparta-te, Weasley.
—Snape. —disse mal James, sentindo como era elevado em braços.
—Silêncio. —exigiu o maior, apressando o passo. —tudo estará bem.
—Papai…
—Tudo estará bem.
James perdeu o conhecimento após isso.
Severus viu como Lucius se acercava a passo apressado.
— Encontraste-o? —Perguntou-lhe Severus. — Encontraste a seu pai?
—Fiz-o, mas não gostará.
Continuará…
Nota tradutor:
Qual é Lucius, ele te perguntou e tu responde isso? Seu chato!
Vejo vocês no próximo capitulo
Ate breve!
