Capitulo dez: Um encontro sem interesse.
—Acorda, Potter —disseram-lhe enquanto moviam-no de maneira brusca.
Harry moveu-se em sua posição. Todo o corpo lhe doía, três meses de imobilizado deixava dolorido a qualquer um, inclusive ao herói do mundo mágico.
—Demônios…
—Agradece que te permito falar, idiota —disse com voz prepotente —, agora te põe de pé, que tem visita. —disse com debocha.
Harry não sabia que é o que estava passando. De um momento ao outro o acordaram, depois de seu longo tempo em coma mágico induzido. Isso só podia significar uma coisa.
—James.
—Exato —disse entre risos — Sabe? Não foi para nada difícil o sacar de San Mungo. Nota-se que não lhe estavam pondo o menor cuidado.
— Que lhe fizeram?
—Nada mau, se controla. —lhe disse atirando contra a cama, pois se tinha posto de pé inesperadamente ante a menção de seu filho — Não entende em que situação se encontra? Você não tem poder contra nós, agora.
—São uns covardes.
—Claro que não —disse com debocha — Não se supõe que isso se lhe diz às pessoas que se escondem?
A porta abriu-se inesperadamente e Harry pôde ver a uma mulher que conhecia desde sua infância, claro que seus rasgos agora eram mais sérios, definidos, e por sobretudo, ainda tinha esse maldito sorriso em sua cara.
—Parkinson —disse com desprezo — Também está metida em tudo isto?
—Obviamente, Potter —disse a mulher, enquanto atirava para atrás seu longo cabelo negro. — Me jogava de menos?
—Nunca em minha vida, cadela.
Harry recebeu um forte golpe na mandíbula, cortesia do robusto homem de cabelos loiros e curtos que lhe acordou.
—Assim não se trata a uma dama, Potter. —disse se fazendo tronar os dedos das demais mãos, em cara ameaça.
—Deixa-o, Brodderni, temos nossos assuntos. —Disse entretida pela situação. — Ainda te pesa que me deitasse com seu amante, Potter? Vejo como rebelas por isso.
—Pode fazer o que se ocorra, desgraçada, mas não te quero cerca de meu filho.
—Deixa-nos sozinhos, Brodderni —exigiu a mulher.
—Pancy…
—Disse-te que me deixasse com ele. Não nos demoraremos demasiado. —disse-lhe acariciando o braço do homem de maneira sensual.
O tipo saiu da habitação e Harry não deixou de ver a essa mulher que tanto dano lhe tinha feito.
— Que quer de meu filho? Sabe perfeitamente que não é filho de Voldemort.
—Pode ser, nunca se sabe, Potter. —disse se olhando as unhas de maneira desinteressada. — Sabe? Estar com ele foi a experiência mais excitante que tenho tido. Senti-lo penetrar-me, acariciar-me os peitos, beijar-me…
— Cala-te, maldita desgraçada!
—Deitei-me com Snape, Potter, e não há nada que possa fazer.
Harry estava que não o esquentava nem o sol. Tinha tanta raiva, tanta ira contida que não podia mais. Lançou-se contra a mulher que sacando sua varinha o imobilizou de imediato.
—Já é hora —disse um homem que entrava à habitação e que viu a Potter retorcer-se no solo — Não pudeste aguentar verdade?
—Sabe que lhe detesto —lhe disse com falsa inocência — Me ajudará a que esse tipo não se de conta?
—Sempre faz o que quer aqui, de qualquer jeito —lhe disse se alçando de ombros e se acercando a Harry para lhe jogar ao ombro. — Agora tem que se apresentar em frente a todos, o garoto já esta acordado.
—Pois vamos. —disse levantando a cara de Harry, que dava contra as costas do outro tipo. — Preparado para ver a seu bastardinho?
Harry não respondeu, não estava em condições depois de receber um bom Crucio. Só sentiu quando era deixado em uma cadeira e depois um Incarcero era aplicado sobre ele. Suas mãos e pernas foram atadas às partes da cadeira que agora era sua nova prisão. Tinha que se libertar, não podia permitir que lhe fizessem algo a seu filho.
—Tragam ao rapaz. —disse a voz de um homem.
Harry ainda estava muito confundido, e dolorido. Escuto que alguém se queixava ao longe, essa voz a conhecia. Seus olhos abriram-se com verve para encontrar ao dono desse gemido.
— James!
—Quieto, Potter —disse-lhe Parkinson quando chegou ao lado da cadeira a onde tinham deixado a James, amarrado ao igual que seu pai.
—Faz favor…
—Não rogue, Potter, não é digno do herói mágico o se pôr a rogar pela vida de seu filho —Lhe disse o loiro que o acordou.
—Ademais, não lhe faríamos nada a nosso senhor.
— Ele não é filho de Voldemort, por Merlin!
—Não minta —lhe disse o homem que o tinha trazido em braços. —Nosso senhor tem descendência, e está em nossas mãos o fazê-lo ascender.
—Parkinson, você sabe que não é ele —disse desesperado, olhando à mulher que se alçava de ombros — Diga a verdade!
—Não tenho a mais remota ideia do que quer dizer.
—Vejamos —disse outro tipo, de cabelo escuro e enredado, enquanto acercava-se a James —, se fosse nosso senhor, nenhum um feitiço nosso lhe danaria.
— Pare! —Gritou Harry ao ver como apontavam ao garoto que estava apertando os punhos — Não lhe façam nada!
— Que merda não entende, Potter? —disse-lhe o loiro agarrando do cabelo e atirando-o para atrás com força.
Harry não viu que passou, mas de um momento ao outro suas sensatas se soltaram, o tipo que o sustentava saía voando e muitos gemidos de diferentes pessoas. Seu coração paralisou-se quando pensou em seu filho, sendo um dos atacados, mas nunca se preparou para o que viu.
James Potter estava de pé, são seu rosto pétreo e apontando a destra e sinistra. Usando magia como um experiente. Não distinguia entre homem ou mulher, só se dedicou a reduzir aos captores e depois apontar à porta para rebenta-la.
Um importante numero de Aurores entraram nesse momento, apresando aos sequestradores e desaparecendo com eles um por um, deixando sozinhos a pai e filho.
Harry foi-se contra uma parede e negava com a cabeça.
—Você… você não é meu filho.
—Excelente dedução, Potter.
Harry nunca dantes sentiu tanta dor como nesse momento. Só tinha uma pessoa que podia dizer seu apelido com tanto desprezo.
—Snape.
Nota tradutor:
Mas o que foi que aconteceu aqui?
Vejo vocês no próximo capitulo com certeza!
