Capitulo onze: Surpresa
Harry estava molesto, não, estava furioso. Como se atrevia esse cretino a usar a imagem de seu filho? Claro, fazer para resgatá-lo, mas ele não lhe tinha pedido! Bastante já tinha com saber que seu filho tinha tido que estar com ele, que teve um acidente e que por desgraça o tipo se tinha inteirado da identidade de James, coisa que se imaginou que devia ter notado assim que o viu. Que talvez não sabia sacar contas tão precisas como a idade de seu filho e o tempo que tinha passado?
—Temos que falar. —disse Severus.
—Primeiro esperará a não ter a aparência de meu filho, e antes que tudo irei por James. —disse chegando à porta, nem sequer se tinham movido da sala onde os tinham levado os sequestradores.
—Não me parece, Potter —disse se tirando as lentes que seguramente lhe tinha tirado a James —, o feitiço terminará daqui a pouco.
— Tanta confiança de que te sairia com a sua? —Disse cruzando-se de braços. —Como sempre, achando que o mundo se renderá a seus pés.
—Vá, reconheço verdadeiro tom demasiado parecido ao de James.
— Será por que é meu filho, idiota?
—Segundo sei, também é meu filho.
—Nunca… —disse se acercando de maneira alarmantemente rápida até o homem, que já voltava a ser Severus Snape e o sustentou da solapa da roupa que segundos dantes tinha transformado seu dono. Voltava ser o mesmo homem que deixou de ver faz quinze anos. —James é só meu, assim o decidiste faz tempo, assim o assumi quando só era um menino e assim mesmo será até o final de meus tempos.
—Não ponha palavras em minha boca…
— Não faria isso! Você decidiu por todos…
— Deixa de dizer isso! —Sustentou-o dos braços para balançar um pouco — James disse o mesmo! Por que lhe meteste toda essa sarta de mentiras para que me odiasse?!
— Mentiras? —Disse-lhe soltando-se — Segundo você não temos direito a te odiar e te desprezar?
—Não tens direito ao envenenar contra mim.
—Eu decido o que James sabe e o que não, é meu filho…
—Nosso!
—Apostaria minha vida que se te acaba de revolver o estomago ao dizer —lhe disse desafiante e com um sorriso de lado. — Seguramente teu sangue fervia ao inteirar-te de que leva teu sangue.
—Não poderia saber quanto.
Ambos ficaram calados, se olhando com desprezo, com um que não eram capazes de controlar. Harry sabia que tinham que falar, agora era um adulto, não o fedelho que se foi faz anos, agora podia lhe fazer frente a esse desgraçado que tinha parado em frente a ele. Severus, em mudança, queria apertar com suas próprias mãos o pequeno pescoço do homem que o desafiava com a mirada e quando o deixasse inconsciente, poderia meter em sua cabeça e não ter que escutar suas patranhas por muito tempo mais, por que sabia que Potter não se deixaria enfeitiçar à primeira.
—Quero ver a meu filho —disse com voz séria. — Ele é minha única prioridade e não o vejo faz tempo.
—Três meses, quase quatro —disse Severus deixando sair o ar. — Olha, sei que não me creia nada, mas sinto que ambos temos duas versões das coisas. Estive falando com Minerva e cabe a possibilidade de que tenha sido enfeitiçado para não recordar nada que tivesse que ver contigo.
— E essa é sua desculpa?
— Sabia que era igualmente de intratável como o é James?
—Sou seu pai.
Severus negou com a cabeça, tal parecia que tanto pai como filho tinha a mesma mania de jogar veneno e não escutar. Não era assim mesmo ele? Pensou de repente, quando tratava de recordar como era Potter antes de se ir. Nunca lhe tivesse escutado falar com tanta fúria. O tempo tinha-o mudado.
—Está bem —disse resignado —, te levarei com ele e depois, queira ou não, falaremos do que supostamente disse…
—Disse —declarou cortante. —, mas bem, se quer reviver sua miséria, não serei eu quem te evite a moléstia.
Severus sustentou-o do braço com força, sentindo como se queixava pela dor, o que o fez sorrir de lado. Era gratificante vê-lo sofrer, quando se fazia o garoto forte e duro que se mostrou em frente a ele.
Harry sentiu que se voltava toda a bílis ao se aparecer em San Mungo. Já teria tempo para descansar depois, de todos modos vinha recém acordando após tantos meses em suposto coma.
Seguiu a Snape ao longo dos corredores, escutando os múrmuros das pessoas que passavam de longo e que lhe ficavam olhando como se se tratasse de um fantasma. Tantos anos fora do mundo mágico tinham-no levado a converter em uma espécie de lenda. Novamente.
Os magos eram demasiado fanáticos, pensou com pesar.
Quando chegaram a uma habitação vigiada por Aurores, soube que era a de seu filho, de modo que empurrou a Snape para poder entrar, sem lhe importar o que o homem dizia aos que vigiavam a seu filho. Abriu a porta e viu-o, seu coração deteve-se de emoção, sentindo que não o via desde faz anos.
— Papai?
Desde a porta, Severus arqueou uma sobrancelha perguntando-se como James se tinha dado conta que se tratava de Potter se o homem nem sequer tinha falado. Já averiguaria sobre tal impressionante condição.
—Jimmy —chamou-lhe acercando-se à cama e abraçando ao garoto com força —Oh, Merlin bendito —disse-lhe beijando-o por todas as partes de seu infantil rosto. —, meu bebê, não sabe quanto medo tive de que te levassem a ti também.
—Mas não passou, papai, não se preocupe. —lhe disse o abraçando pela cintura. — Joguei-te muito de menos, papito, não sabe quanto.
—Sei-o, filho meu, por que é o mesmo que sentia eu.
Severus bufou ante tal mostra de amor desmedido, se tomar em conta a caibra que sentiu no estomago ao os ver se abraçar com tanto desespero.
—Desculpem que interrompa tão emotivo encontro —disse com desprezo —, mas temos uma conversa pendente.
—Será depois, Snape, agora me encarregarei de meu filho.
—Nosso. —disse com malícia, intencionalmente do que lhe molestava a Harry isso.
—Meu filho, Snape, não tem por que presenciar nossas discussões, por que assumo que a seu cuidado terá tido que tolerar bastante de sua língua acida.
—E não sabe quanto.
—Fora. —disse apontando à porta com um dedo. — Não te quero cerca dele.
—Pois é bastante difícil que o faça, Potter —disse sacando um documento de seu túnica. — Resulta que conto com muito bons contatos, e graças a um interessante documento de DNA que encontramos, e com o qual pudemos lhe salvar a vida a James, me ajudaram com outro assuntinho.
Harry lia o papel sem poder crer o que via.
—Não pode se ter atrevido. —disse olhando aos olhos com raiva — Assumiu a paternidade de James.
—Não só isso, segue lendo —disse divertido com toda esta situação.
—Não —disse negando com a cabeça — James Snape Potter.
—Assim é. —disse se acercando e lhe tirando o documento. — Legalmente James é meu filho também e pelo mesmo, tenho os mesmos direitos sobre sua tutela.
Desde a cama James perguntava-se que é o que passaria com seu pai e ele doravante.
Nota tradutor:
Bem o que será que vai acontecer aqui heinnn?
Vejo vocês no próximo capítulos!
Ate breve
